Dissertações/Teses

Clique aqui para acessar os arquivos diretamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFOPA

2020
Teses
1
  • DÁRLISON FERNANDES CARVALHO DE ANDRADE
  • EFEITO DO FOGO NA VEGETAÇÃO ARBÓREA EM ÁREA MANEJADA E NÃO MANEJADA NA FLONA DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : JOAO RICARDO VASCONCELLOS GAMA
  • Data: 28/01/2020
  • Mostrar Resumo
  • Entre os distúrbios de origem antrópica que ocorrem nas florestas tropicais, o fogo e seus impactos a longo prazo ainda são pouco conhecidos, especialmente quando há interações com a exploração seletiva de madeira. Com o monitoramento de parcelas permanentes, é possível descrever a trajetória de recuperação e entender melhor os mecanismos de resiliência da floresta após a ocorrência de incêndios. O objetivo desta tese foi responder à seguinte pergunta: como o fogo afeta a trajetória de recuperação de uma floresta madura, submetida a extração seletiva de madeira, na Amazônia brasileira? Para abordar essa questão, utilizou-se um conjunto de 60 parcelas de 0,25 ha (50 mx 50 m; 12 hectares de amostra) instaladas na Floresta Nacional do Tapajós em 180 hectares de uma floresta madura de terra firme com histórico de manejo florestal (1982), e fogo (1997), monitorada através de medições frequentes de árvores com DAP ≥ 5 cm, de 1981 a 2012 (31 anos). Para determinar os efeitos dos distúrbios, a área basal, as taxas de mortalidade, as taxas de recrutamento e a diversidade de espécies foram comparadas através da Análise de Variância (ANOVA) de medidas repetidas e Modelos Lineares de Efeito Misto (LMM). Os resultados mostram que, na Amazônia brasileira, a floresta ombrófila densa é resiliente ao fogo. Em pouco tempo (15 anos após o incêndio), a floresta nativa não perturbada é capaz de estabilizar suas taxas de mortalidade e a estrutura da floresta permanece semelhante às suas condições originais, principalmente, porque a mortalidade se concentra entre as pequenas árvores (DAP < 20 cm). No entanto, a manutenção de altas taxas de recrutamento e a forte presença de espécies arbóreas pioneiras são um indicativo de que a floresta permanece em recuperação. Nas florestas manejadas afetadas pelo fogo, a intensidade da exploração é um fator determinante na dinâmica da vegetação arbórea e, portanto, a resiliência da floresta está diretamente associada às condições anteriores de estrutura da floresta (área basal e presença de grandes árvores). A combinação de exploração de impacto reduzido, desbaste de espécies não comerciais, e pequenos incêndios não causou perdas na diversidade de espécies, embora o desbaste de alta intensidade de espécies não comerciais altere a composição das espécies. Em resumo, as florestas, sem histórico de perturbações fortes e frequentes, são mais resistentes e resilientes ao fogo.

2
  • DÁRLISON FERNANDES CARVALHO DE ANDRADE
  • EFEITO DO FOGO NA VEGETAÇÃO ARBÓREA EM ÁREA MANEJADA E NÃO MANEJADA NA FLONA DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : JOAO RICARDO VASCONCELLOS GAMA
  • Data: 28/01/2020
  • Mostrar Resumo
  • Entre os distúrbios de origem antrópica que ocorrem nas florestas tropicais, o fogo e seus impactos a longo prazo ainda são pouco conhecidos, especialmente quando há interações com a exploração seletiva de madeira. Com o monitoramento de parcelas permanentes, é possível descrever a trajetória de recuperação e entender melhor os mecanismos de resiliência da floresta após a ocorrência de incêndios. O objetivo desta tese foi responder à seguinte pergunta: como o fogo afeta a trajetória de recuperação de uma floresta madura, submetida a extração seletiva de madeira, na Amazônia brasileira? Para abordar essa questão, utilizou-se um conjunto de 60 parcelas de 0,25 ha (50 mx 50 m; 12 hectares de amostra) instaladas na Floresta Nacional do Tapajós em 180 hectares de uma floresta madura de terra firme com histórico de manejo florestal (1982), e fogo (1997), monitorada através de medições frequentes de árvores com DAP ≥ 5 cm, de 1981 a 2012 (31 anos). Para determinar os efeitos dos distúrbios, a área basal, as taxas de mortalidade, as taxas de recrutamento e a diversidade de espécies foram comparadas através da Análise de Variância (ANOVA) de medidas repetidas e Modelos Lineares de Efeito Misto (LMM). Os resultados mostram que, na Amazônia brasileira, a floresta ombrófila densa é resiliente ao fogo. Em pouco tempo (15 anos após o incêndio), a floresta nativa não perturbada é capaz de estabilizar suas taxas de mortalidade e a estrutura da floresta permanece semelhante às suas condições originais, principalmente, porque a mortalidade se concentra entre as pequenas árvores (DAP < 20 cm). No entanto, a manutenção de altas taxas de recrutamento e a forte presença de espécies arbóreas pioneiras são um indicativo de que a floresta permanece em recuperação. Nas florestas manejadas afetadas pelo fogo, a intensidade da exploração é um fator determinante na dinâmica da vegetação arbórea e, portanto, a resiliência da floresta está diretamente associada às condições anteriores de estrutura da floresta (área basal e presença de grandes árvores). A combinação de exploração de impacto reduzido, desbaste de espécies não comerciais, e pequenos incêndios não causou perdas na diversidade de espécies, embora o desbaste de alta intensidade de espécies não comerciais altere a composição das espécies. Em resumo, as florestas, sem histórico de perturbações fortes e frequentes, são mais resistentes e resilientes ao fogo.

3
  • NERIANE NASCIMENTO DA HORA
  • SISTEMAS DE CO-MANEJO PESQUEIRO COM ENFOQUE NO PIRARUCU (Arapaima spp.) EM COMUNIDADES DE VÁRZEA DO BAIXO AMAZONAS: estrutura institucional e custos de transação

  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 31/01/2020
  • Mostrar Resumo
  • O co-manejo, participação social na regulamentação, monitoramento e fiscalização do uso e acesso aos recursos naturais, tem sido apontado como um caminho para a sustentabilidade e conservação dos recursos pesqueiros. No entanto, os sistemas de co-manejo pesqueiro podem sofrer de incertezas devido ao recurso ser migratório e ‘invisível’. O foco em espécies de fácil monitoramento e de elevado valor econômico aumenta incentivos e certezas sobre as vantagens do co-manejo. O pirarucu (Arapaima spp.) possui características biológicas e ecológicas que permitem o fácil monitoramento, recuperação populacional em curto espaço de tempo e o alto valor comercial produz fortes incentivos para o manejo da espécie. Este estudo visou identificar os principais fatores que influenciam desempenho do sistema de co-manejo do pirarucu, a partir a partir da avaliação dos custos de transação e benefícios dos referidos sistemas em comunidades de várzea do baixo Amazonas, localizadas nos municípios de Santarém e Alenquer, Pará. Foi realizada pesquisa de campo em seis comunidades, são elas: Água Preta, Pixuna, Santa Maria do Tapará e Tapará-Miri, do munícipio de Santarém e, Salvação e Urucurituba, do município de Alenquer, Pará. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, observação, monitoramento participativo da pesca em geral e do pirarucu, aplicação de formulários e levantamento de dados secundários. Os resultados indicam que os níveis de custos de transação são elevados, sobretudo por conta do investimento de esforços na fiscalização do recurso pelas comunidades. É necessário elevado nível de capital social, instituições consolidadas, às comunidades para que superem o dilema coletivo da sobrepesca uma vez que o cenário da gestão pesqueira no baixo Amazonas é marcado pela fraca atuação do estado no co-manejo, acarretando em alto grau de oportunismo de pescadores de fora. Analisar o impacto dos custos de transação frente às vantagens do co-manejo auxilia na identificação dos principais fatores que coadunam para ação coletiva na gestão pesqueira na Amazônia.

4
  • NERIANE NASCIMENTO DA HORA
  • SISTEMAS DE CO-MANEJO PESQUEIRO COM ENFOQUE NO PIRARUCU (Arapaima spp.) EM COMUNIDADES DE VÁRZEA DO BAIXO AMAZONAS: estrutura institucional e custos de transação

  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 31/01/2020
  • Mostrar Resumo
  • O co-manejo, participação social na regulamentação, monitoramento e fiscalização do uso e acesso aos recursos naturais, tem sido apontado como um caminho para a sustentabilidade e conservação dos recursos pesqueiros. No entanto, os sistemas de co-manejo pesqueiro podem sofrer de incertezas devido ao recurso ser migratório e ‘invisível’. O foco em espécies de fácil monitoramento e de elevado valor econômico aumenta incentivos e certezas sobre as vantagens do co-manejo. O pirarucu (Arapaima spp.) possui características biológicas e ecológicas que permitem o fácil monitoramento, recuperação populacional em curto espaço de tempo e o alto valor comercial produz fortes incentivos para o manejo da espécie. Este estudo visou identificar os principais fatores que influenciam desempenho do sistema de co-manejo do pirarucu, a partir a partir da avaliação dos custos de transação e benefícios dos referidos sistemas em comunidades de várzea do baixo Amazonas, localizadas nos municípios de Santarém e Alenquer, Pará. Foi realizada pesquisa de campo em seis comunidades, são elas: Água Preta, Pixuna, Santa Maria do Tapará e Tapará-Miri, do munícipio de Santarém e, Salvação e Urucurituba, do município de Alenquer, Pará. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, observação, monitoramento participativo da pesca em geral e do pirarucu, aplicação de formulários e levantamento de dados secundários. Os resultados indicam que os níveis de custos de transação são elevados, sobretudo por conta do investimento de esforços na fiscalização do recurso pelas comunidades. É necessário elevado nível de capital social, instituições consolidadas, às comunidades para que superem o dilema coletivo da sobrepesca uma vez que o cenário da gestão pesqueira no baixo Amazonas é marcado pela fraca atuação do estado no co-manejo, acarretando em alto grau de oportunismo de pescadores de fora. Analisar o impacto dos custos de transação frente às vantagens do co-manejo auxilia na identificação dos principais fatores que coadunam para ação coletiva na gestão pesqueira na Amazônia.

5
  • JÉSSICA DA SILVA AZEVEDO
  • BIODIVERSIDADE DE DIATOMÁCEAS (BACILLARIOPHYTA) PERIFÍTICAS E SEU USO COMO BIOINDICADORAS DA QUALIDADE DA ÁGUA NO RESERVATÓRIO DE CURUÁ-UNA (SANTARÉM, AMAZÔNIA, BRASIL)

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 28/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • A Usina Hidrelétrica de Curuá-Una, localizada ao Sul da cidade de Santarém-PA, foi construída na década de 70 e foi a primeira da região. A construção de Usinas Hidrelétricas, e consequentemente dos reservatórios que delas fazem parte, interferem substancialmente nas características físicas, químicas e biológicas do sistema aquático, afetando a qualidade da água. Portanto, o conhecimento dos organismos aquáticos e da cadeia alimentar de um reservatório é de grande importância, pois a presença ou ausência de certas espécies e a composição das comunidades existentes servem como indicadores do "status" da qualidade da água. As diatomáceas, são as principais algas encontradas na comunidade perifítica, além da fundamental contribuição na cadeia trófica podem também ser utilizadas com eficiência na avaliação de condições ambientais em rios, riachos, reservatórios e lagos. Visando averiguar a composição (levantamento florístico) da comunidade de diatomáceas perifíticas do reservatório de Curuá- Una (Santarém- PA), bem como analisar a distribução desta comunidade de algas perifíticas no rio e reservatório de Curuá-una em relação aos dados abióticos, o presente estudo realizou coletas entre os meses de Maio 2016 a Abril 2017 em seis pontos de coletas diferenciados, distribuídos ao longo do reservatório de Curuá-Una (zona de transição/influência de ambiente lótico), e foz dos rios Moju e Mojuí (zona de transição/ influência de ambiente lótico) e reservatório (zona lacustre) em dois períodos (menos chuvoso e chuvoso) totalizando 24 amostras A cada amostragem, foram realizadas medições in situ de variáveis físicas e química da águas, a saber: profundidade (m), transparência da água (cm), temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (OD: mg.L-1), condutividade (μS.cm-1) e pH também foram mensurados com auxílio da sonda multiparâmetro AKSO modelo AK88. As variáveis ambientais, tais como: Turbidez (NTU), Amônio (mg. L-1), Nitrato (mg.L-1), Fósforo Total (mg.L-1), Silicato (mg.L-1) e Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO5 (mg.L-1), também foram aferidas. As diatomáceas perifíticas foram obtidas por meio de substratos artificiais (amostradores) tipo EDS (Epilithic Diatom Sampler). Ao total, durante toda a amostragem foram registrados 172 táxons, pertencentes a 34 gêneros e a 21 famílias. Os gêneros mais representativos foram Eunotia Ehrenberg (57%), seguido de Gomphonema Ehrenberg (15%), Frustulia Rabenhorst (15%) e Encyonema Kützing (13%). A diversidade de Shannon variou de H’=1,51 a H’=3,18 no reservatório no período chuvoso entre H’= 1,68 a H’=3,09 do período menos chuvoso. Dentre as variáveis avaliadas neste estudo, a condutividade elétrica foi a variável ambiental mais alterada no período de chuvas pelas condições de degradação encontradas ao longo do reservatório. Os resultados PERMANOVA e da PCO revelaram a existência de um padrão espacial entre as amostras, e que comunidade de diatomaceas está estruturada em três grupos distintos, A análise de correspondência canônica mostrou que a composição das diatomáceas perifíticas estão fortemente associadas pelas variáveis ambientais condutividade, pH, DBO, amônio, sílica, temperatura e transparência. Também foi possível observar que a grande maioria das espécies registradas foram consideradas raras, algumas espécies se destacaram como esporádicas e poucas foram consideradas frequentes ou constantes. Os resultados observados no presente estudo mostraram alta diversidade de táxons em toda a amostragem quando comparados com outros estudos realizados com amostradores tipo EDS no Brasil, além disso, propiciou melhor compreensão a respeito da composição florística do perifíton nos ambientes aquáticos amazônicos. O reservatório de Curuá-Una está relativamente preservado, no entanto apresenta indícios de leve a moderado grau de influência antrópica, os quais estão associados ao inadequado uso do solo no entorno deste ambiente aquático.

6
  • JÉSSICA DA SILVA AZEVEDO
  • BIODIVERSIDADE DE DIATOMÁCEAS (BACILLARIOPHYTA) PERIFÍTICAS E SEU USO COMO BIOINDICADORAS DA QUALIDADE DA ÁGUA NO RESERVATÓRIO DE CURUÁ-UNA (SANTARÉM, AMAZÔNIA, BRASIL)

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 28/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • A Usina Hidrelétrica de Curuá-Una, localizada ao Sul da cidade de Santarém-PA, foi construída na década de 70 e foi a primeira da região. A construção de Usinas Hidrelétricas, e consequentemente dos reservatórios que delas fazem parte, interferem substancialmente nas características físicas, químicas e biológicas do sistema aquático, afetando a qualidade da água. Portanto, o conhecimento dos organismos aquáticos e da cadeia alimentar de um reservatório é de grande importância, pois a presença ou ausência de certas espécies e a composição das comunidades existentes servem como indicadores do "status" da qualidade da água. As diatomáceas, são as principais algas encontradas na comunidade perifítica, além da fundamental contribuição na cadeia trófica podem também ser utilizadas com eficiência na avaliação de condições ambientais em rios, riachos, reservatórios e lagos. Visando averiguar a composição (levantamento florístico) da comunidade de diatomáceas perifíticas do reservatório de Curuá- Una (Santarém- PA), bem como analisar a distribução desta comunidade de algas perifíticas no rio e reservatório de Curuá-una em relação aos dados abióticos, o presente estudo realizou coletas entre os meses de Maio 2016 a Abril 2017 em seis pontos de coletas diferenciados, distribuídos ao longo do reservatório de Curuá-Una (zona de transição/influência de ambiente lótico), e foz dos rios Moju e Mojuí (zona de transição/ influência de ambiente lótico) e reservatório (zona lacustre) em dois períodos (menos chuvoso e chuvoso) totalizando 24 amostras A cada amostragem, foram realizadas medições in situ de variáveis físicas e química da águas, a saber: profundidade (m), transparência da água (cm), temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (OD: mg.L-1), condutividade (μS.cm-1) e pH também foram mensurados com auxílio da sonda multiparâmetro AKSO modelo AK88. As variáveis ambientais, tais como: Turbidez (NTU), Amônio (mg. L-1), Nitrato (mg.L-1), Fósforo Total (mg.L-1), Silicato (mg.L-1) e Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO5 (mg.L-1), também foram aferidas. As diatomáceas perifíticas foram obtidas por meio de substratos artificiais (amostradores) tipo EDS (Epilithic Diatom Sampler). Ao total, durante toda a amostragem foram registrados 172 táxons, pertencentes a 34 gêneros e a 21 famílias. Os gêneros mais representativos foram Eunotia Ehrenberg (57%), seguido de Gomphonema Ehrenberg (15%), Frustulia Rabenhorst (15%) e Encyonema Kützing (13%). A diversidade de Shannon variou de H’=1,51 a H’=3,18 no reservatório no período chuvoso entre H’= 1,68 a H’=3,09 do período menos chuvoso. Dentre as variáveis avaliadas neste estudo, a condutividade elétrica foi a variável ambiental mais alterada no período de chuvas pelas condições de degradação encontradas ao longo do reservatório. Os resultados PERMANOVA e da PCO revelaram a existência de um padrão espacial entre as amostras, e que comunidade de diatomaceas está estruturada em três grupos distintos, A análise de correspondência canônica mostrou que a composição das diatomáceas perifíticas estão fortemente associadas pelas variáveis ambientais condutividade, pH, DBO, amônio, sílica, temperatura e transparência. Também foi possível observar que a grande maioria das espécies registradas foram consideradas raras, algumas espécies se destacaram como esporádicas e poucas foram consideradas frequentes ou constantes. Os resultados observados no presente estudo mostraram alta diversidade de táxons em toda a amostragem quando comparados com outros estudos realizados com amostradores tipo EDS no Brasil, além disso, propiciou melhor compreensão a respeito da composição florística do perifíton nos ambientes aquáticos amazônicos. O reservatório de Curuá-Una está relativamente preservado, no entanto apresenta indícios de leve a moderado grau de influência antrópica, os quais estão associados ao inadequado uso do solo no entorno deste ambiente aquático.

7
  • LUIS ALIPIO GOMES
  • Ambientalização Curricular nos cursos de licenciatura da Universidade Federal do Oeste do Pará

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 05/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • A problemática ambiental como a poluição, degradação, crise de recursos naturais, de energia e de alimentos, apareceu nas últimas décadas do século XX gerando uma crise de civilização (LEFF, 2002). Na sociedade moderna atual, as universidades são as instituições bem posicionadas para facilitar a transição para a sustentabilidade. A questão geradora desta tese consiste em saber como ocorre a relação entre Educação Superior e Sustentabilidade na Universidade Federal do Oeste do Pará no contexto amazônico? Como objetivo geral analisar a relação entre Educação Superior e Sustentabilidade na Universidade Federal do Oeste do Pará levando em consideração o contexto amazônico. Como objetivos específicos: identificar as características da Ambientalização Curricular (AC) na Ufopa e em seus cursos de licenciatura; compreender como a Ambientalização Curricular tem sido percebida por diferentes segmentos dos cursos de licenciatura; identificar práticas inovadoras de Ambientalização Curricular nos cursos de licenciatura oferecidos pela instituição. Como metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica, documental e empírica (GIL, 1999; LAKATOS; MARCONI, 2003). A pesquisa realizada é de natureza qualitativa-quantitativa. Os seguintes instrumentos de coleta de dados foram utilizados:  entrevista semiestruturada com coordenadores e docentes do curso, além da aplicação do questionário eletrônico aos estudantes dos cursos de licenciatura que manifestaram interesse em participar da pesquisa. A “Análise do Conteúdo” (BARDIN, 1977) foi utilizada como método de análise e contou-se com o apoio do programa NVivo versão 12 plus para o tratamento e discussão dos dados. Os resultados indicaram que algumas características da AC estão presentes no Estatuto, Regimento Geral e, principalmente, na missão, visão e princípios que constam no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Ao analisar os objetivos, competências e habilidades, perfil do egresso e ementário das disciplinas dos cursos de licenciatura, notou-se a presença de algumas características da AC. As práticas inovadoras envolveram as dimensões do ensino, pesquisa e extensão com destaque dado para a Flexibilidade Curricular e algumas estratégias pedagógicas adotadas por diferentes docentes. Um número reduzido de estudantes registrou o fato de sentirem pouco ou não preparados para a abordagem socioambiental em sala de aula, mesmo considerando a transversalidade da temática. Este dado é importante para rever e replanejar algumas ações no âmbito dos cursos. Nas considerações finais apontou-se algumas recomendações para avançar em termos de AC, principalmente, na discussão da formação dos professores. O conceito e as características da AC trouxeram importantes contribuições para a discussão sobre a sustentabilidade na Ufopa. Porém, não se pode negar que a abordagem sobre a sustentabilidade na Educação Superior continua sendo um desafio e uma fonte para a continuidade e realização de novas pesquisas.    

8
  • LUIS ALIPIO GOMES
  • Ambientalização Curricular nos cursos de licenciatura da Universidade Federal do Oeste do Pará

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 05/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • A problemática ambiental como a poluição, degradação, crise de recursos naturais, de energia e de alimentos, apareceu nas últimas décadas do século XX gerando uma crise de civilização (LEFF, 2002). Na sociedade moderna atual, as universidades são as instituições bem posicionadas para facilitar a transição para a sustentabilidade. A questão geradora desta tese consiste em saber como ocorre a relação entre Educação Superior e Sustentabilidade na Universidade Federal do Oeste do Pará no contexto amazônico? Como objetivo geral analisar a relação entre Educação Superior e Sustentabilidade na Universidade Federal do Oeste do Pará levando em consideração o contexto amazônico. Como objetivos específicos: identificar as características da Ambientalização Curricular (AC) na Ufopa e em seus cursos de licenciatura; compreender como a Ambientalização Curricular tem sido percebida por diferentes segmentos dos cursos de licenciatura; identificar práticas inovadoras de Ambientalização Curricular nos cursos de licenciatura oferecidos pela instituição. Como metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica, documental e empírica (GIL, 1999; LAKATOS; MARCONI, 2003). A pesquisa realizada é de natureza qualitativa-quantitativa. Os seguintes instrumentos de coleta de dados foram utilizados:  entrevista semiestruturada com coordenadores e docentes do curso, além da aplicação do questionário eletrônico aos estudantes dos cursos de licenciatura que manifestaram interesse em participar da pesquisa. A “Análise do Conteúdo” (BARDIN, 1977) foi utilizada como método de análise e contou-se com o apoio do programa NVivo versão 12 plus para o tratamento e discussão dos dados. Os resultados indicaram que algumas características da AC estão presentes no Estatuto, Regimento Geral e, principalmente, na missão, visão e princípios que constam no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Ao analisar os objetivos, competências e habilidades, perfil do egresso e ementário das disciplinas dos cursos de licenciatura, notou-se a presença de algumas características da AC. As práticas inovadoras envolveram as dimensões do ensino, pesquisa e extensão com destaque dado para a Flexibilidade Curricular e algumas estratégias pedagógicas adotadas por diferentes docentes. Um número reduzido de estudantes registrou o fato de sentirem pouco ou não preparados para a abordagem socioambiental em sala de aula, mesmo considerando a transversalidade da temática. Este dado é importante para rever e replanejar algumas ações no âmbito dos cursos. Nas considerações finais apontou-se algumas recomendações para avançar em termos de AC, principalmente, na discussão da formação dos professores. O conceito e as características da AC trouxeram importantes contribuições para a discussão sobre a sustentabilidade na Ufopa. Porém, não se pode negar que a abordagem sobre a sustentabilidade na Educação Superior continua sendo um desafio e uma fonte para a continuidade e realização de novas pesquisas.    

9
  • ALINE DA PAIXÃO PREZOTTO SANTOS
  • CORPO-NATUREZA-CULTURA NUMA VÁRZEA AMAZÔNICA: UM ESTUDO DAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS DE RIBEIRINHOS COM O FENÔMENO DAS TERRAS CAÍDAS EM SÃO CIRÍACO DO URUCURITUBA/SANTARÉM-PA

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 27/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • A temática desta tese doutoral aborda a relação corpo-natureza a partir das
    experiências vividas de ribeirinhos com o fenômeno das terras caídas em uma
    várzea amazônica. Para este estudo assumimos como objetivo geral
    compreender os sentidos e significados das experiências vividas na relação
    corpo-natureza frente a sazonalidade do rio Amazonas e o fenômeno das
    terras caídas de moradores da comunidade São Ciríaco do Urucurituba em
    Santarém-Pará. E como objetivos específicos: apresentar as experiências
    vividas com a sazonalidade e o fenômeno das terras caídas na várzea;
    apresentar e descrever os significados das experiências vividas pelos
    moradores a partir da relação corpo-natureza e suas estratégias para enfrentar
    a sazonalidade da várzea e das terras caídas; e analisar os sentidos que levam
    os moradores a permanecerem em um ambiente suscetível a mudanças
    sazonais, bem como aos riscos de danos materiais e imateriais decorrentes
    dos fenômenos da terras caídas. Para tanto, utilizamos a Pesquisa Qualitativa,
    realizando um estudo de caso com suporte na Fenomenologia segundo
    Merleau-Ponty e centralizado na estrutura do fenômeno situado. A constituição
    dos dados ocorreu por meio da observação direta da comunidade estudada e
    dos relatos feitos pelos moradores durante as entrevistas fenomenológicas. As
    considerações finais expressam o significado de um corpo ribeirinho que tem
    experiência de vida com a natureza, desenvolve percepção ambiental e cria
    estratégias de convivência e sobrevivência a partir das habilidades adquiridas
    com os anos de aprendizagem na várzea amazônica. Assim como, o sentido
    de permanecer no lugar anuncia um corpo ribeirinho relacional e estesiológico,
    que se encarna no mundo-vida capaz de manter as relações constituídas e
    usar os recursos naturais como meios de sobrevivência. Desse modo, esta
    tese doutoral, a partir dos pressupostos fenomenológicos, propõe outros modos
    de pensar a relação ribeirinho-várzea, para além das visões técnico-
    funcionalistas, a fim de refletir sobre realidades complexas, como esta do
    contexto amazônico estudado.

10
  • ALINE DA PAIXÃO PREZOTTO SANTOS
  • CORPO-NATUREZA-CULTURA NUMA VÁRZEA AMAZÔNICA: UM ESTUDO DAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS DE RIBEIRINHOS COM O FENÔMENO DAS TERRAS CAÍDAS EM SÃO CIRÍACO DO URUCURITUBA/SANTARÉM-PA

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 27/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • A temática desta tese doutoral aborda a relação corpo-natureza a partir das
    experiências vividas de ribeirinhos com o fenômeno das terras caídas em uma
    várzea amazônica. Para este estudo assumimos como objetivo geral
    compreender os sentidos e significados das experiências vividas na relação
    corpo-natureza frente a sazonalidade do rio Amazonas e o fenômeno das
    terras caídas de moradores da comunidade São Ciríaco do Urucurituba em
    Santarém-Pará. E como objetivos específicos: apresentar as experiências
    vividas com a sazonalidade e o fenômeno das terras caídas na várzea;
    apresentar e descrever os significados das experiências vividas pelos
    moradores a partir da relação corpo-natureza e suas estratégias para enfrentar
    a sazonalidade da várzea e das terras caídas; e analisar os sentidos que levam
    os moradores a permanecerem em um ambiente suscetível a mudanças
    sazonais, bem como aos riscos de danos materiais e imateriais decorrentes
    dos fenômenos da terras caídas. Para tanto, utilizamos a Pesquisa Qualitativa,
    realizando um estudo de caso com suporte na Fenomenologia segundo
    Merleau-Ponty e centralizado na estrutura do fenômeno situado. A constituição
    dos dados ocorreu por meio da observação direta da comunidade estudada e
    dos relatos feitos pelos moradores durante as entrevistas fenomenológicas. As
    considerações finais expressam o significado de um corpo ribeirinho que tem
    experiência de vida com a natureza, desenvolve percepção ambiental e cria
    estratégias de convivência e sobrevivência a partir das habilidades adquiridas
    com os anos de aprendizagem na várzea amazônica. Assim como, o sentido
    de permanecer no lugar anuncia um corpo ribeirinho relacional e estesiológico,
    que se encarna no mundo-vida capaz de manter as relações constituídas e
    usar os recursos naturais como meios de sobrevivência. Desse modo, esta
    tese doutoral, a partir dos pressupostos fenomenológicos, propõe outros modos
    de pensar a relação ribeirinho-várzea, para além das visões técnico-
    funcionalistas, a fim de refletir sobre realidades complexas, como esta do
    contexto amazônico estudado.

11
  • FÁBIO EDIR AMARAL ALBUQUERQUE
  • ESTUDO SOBRE A ACUMULAÇÃO DE MERCÚRIO E OUTROS ELEMENTOS TÓXICOS ASSOCIADOS A EXPLORAÇÃO MINERAL EM ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DO PARÁ (BRASIL)

  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 31/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • Nos últimos vinte anos, a região do baixo amazonas passou por um grande crescimento econômico, aspecto que se deve a criação de uma nova fronteira agrícola do país, vindo a se tornar a segunda maior região produtora de grãos da Amazônia Brasileira. Diante dos recentes avanços e projetos de exploração mineral implantados na região, o objetivo desta tese foi avaliar as concentrações de metais tóxicos (As, Cd, Hg e Pb) e essenciais (Co, Cr, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni, Se e Zn) em organismos aquáticos oriundos de diferentes municípios da região Oeste do Pará e compará-las com os limites máximos permitidos pela legislação. No capítulo 1, foi realizado uma revisão da literatura existente sobre os níveis de metais pesados encontrados nas principais espécies pesqueiras consumidas na região e identificação dos locais de captura. Os resultados obtidos sugerem que existe disponível uma grande quantidade de estudos sobre a concentração de mercúrio em peixes na região, com resultados que variam em função de aspectos biológicos e alimentares e da localização de seu habitat. Os resultados revelam, que a contaminação por Hg é evidenciada principalmente nos peixes carnívoros. Isso é preocupante, pois esses peixes estão entre as espécies mais consumidas na região, acumulam metais através dos processos de bioacumulação e biomagnificação. Os resultados do estudo do capítulo 2, o nível de acúmulo de metais tóxicos e essenciais em camarões foi semelhante ao descrito em outras regiões afetadas por atividades antropogênicas no Brasil, e não representa um risco significativo para o consumo humano. A acumulação de metais entre os rios Amazonas e Tapajós parece estar relacionada às minas de bauxita e ouro nas duas regiões, respectivamente. Já no estudo do capítulo 3, que incluíram amostras de tecido muscular de espécies de peixes (Acari, Piranha, Pirarucu, Caparari e Tucunaré) coletadas durante as estações de seca e cheia entre os anos de 2015 e 2016. Os resultados mostraram que o acúmulo de elementos tóxicos variaram de 2-238 µg/kg de peso fresco para As, 1-77 µg/kg para Cd, 4-1922 µg/kg para Hg e 1-30 µg/kg para Pb, excedendo apenas (16% dos espécies carnívoras) as concentrações máximas de mercúrio nos peixes para consumo humano estabelecidas na legislação brasileira (0,5 mg/kg). Foram encontradas associações entre o mercúrio e os elementos essenciais, ferro, cobalto e manganês, uma vez que esses elementos podem ter um papel na ciclagem e metilação do mercúrio e merecem uma avaliação mais aprofundada para reduzir a toxicidade do mercúrio em ambientes aquáticos. Já os resultados encontrados no estudo do capítulo 4, o qual teve como objetivo avaliar a viabilidade do uso de diferentes espécies de peixes (Acari e Tucunaré) e tecidos (fígado e músculo) para monitorar o acúmulo de elementos tóxicos e essenciais no ecossistema aquático. Os resultados demonstraram claramente a possibilidade de utilização dessas espécies de peixes para estudos sobre biomonitoramento de concentrações de elementos tóxicos e essenciais no ambiente aquático. Enquanto o fígado de Tucunaré é o melhor tecido para o biomonitoramento de elementos que se acumulam na cadeia alimentar (como mercúrio), o fígado de Acarí reflete melhor os elementos comumente acumulados em sedimentos (como o arsênio). Além disso, os perfis de metais essenciais estudados usando técnicas quimiométricas multivariadas mostraram uma clara diferença entre peixes capturados  em águas da Cordilheira dos Andes (curso principal da Bacia Amazônica) com altas concentrações de sedimentos, em relação aos peixes capturados nas águas da Guiana e dos escudos brasileiros (Porto Trombetas e Itaituba nos rios Trombetas e Tapajós, respectivamente). Nossos resultados também indicam que a deposição de elementos em peixes nesta área (rios Trombetas e Tapajós) parece estar relacionada principalmente à origem geológica dos solos; grandes quantidades de elementos tóxicos podem ser mobilizados para o ecossistema aquático devido a atividades humanas (incluindo agricultura intensiva, extração mineral, desmatamento e/ou hidrelétricas), que representam um sério perigo para o meio ambiente e a saúde das comunidades ribeirinhas.

12
  • FÁBIO EDIR AMARAL ALBUQUERQUE
  • ESTUDO SOBRE A ACUMULAÇÃO DE MERCÚRIO E OUTROS ELEMENTOS TÓXICOS ASSOCIADOS A EXPLORAÇÃO MINERAL EM ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DO PARÁ (BRASIL)

  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 31/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • Nos últimos vinte anos, a região do baixo amazonas passou por um grande crescimento econômico, aspecto que se deve a criação de uma nova fronteira agrícola do país, vindo a se tornar a segunda maior região produtora de grãos da Amazônia Brasileira. Diante dos recentes avanços e projetos de exploração mineral implantados na região, o objetivo desta tese foi avaliar as concentrações de metais tóxicos (As, Cd, Hg e Pb) e essenciais (Co, Cr, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni, Se e Zn) em organismos aquáticos oriundos de diferentes municípios da região Oeste do Pará e compará-las com os limites máximos permitidos pela legislação. No capítulo 1, foi realizado uma revisão da literatura existente sobre os níveis de metais pesados encontrados nas principais espécies pesqueiras consumidas na região e identificação dos locais de captura. Os resultados obtidos sugerem que existe disponível uma grande quantidade de estudos sobre a concentração de mercúrio em peixes na região, com resultados que variam em função de aspectos biológicos e alimentares e da localização de seu habitat. Os resultados revelam, que a contaminação por Hg é evidenciada principalmente nos peixes carnívoros. Isso é preocupante, pois esses peixes estão entre as espécies mais consumidas na região, acumulam metais através dos processos de bioacumulação e biomagnificação. Os resultados do estudo do capítulo 2, o nível de acúmulo de metais tóxicos e essenciais em camarões foi semelhante ao descrito em outras regiões afetadas por atividades antropogênicas no Brasil, e não representa um risco significativo para o consumo humano. A acumulação de metais entre os rios Amazonas e Tapajós parece estar relacionada às minas de bauxita e ouro nas duas regiões, respectivamente. Já no estudo do capítulo 3, que incluíram amostras de tecido muscular de espécies de peixes (Acari, Piranha, Pirarucu, Caparari e Tucunaré) coletadas durante as estações de seca e cheia entre os anos de 2015 e 2016. Os resultados mostraram que o acúmulo de elementos tóxicos variaram de 2-238 µg/kg de peso fresco para As, 1-77 µg/kg para Cd, 4-1922 µg/kg para Hg e 1-30 µg/kg para Pb, excedendo apenas (16% dos espécies carnívoras) as concentrações máximas de mercúrio nos peixes para consumo humano estabelecidas na legislação brasileira (0,5 mg/kg). Foram encontradas associações entre o mercúrio e os elementos essenciais, ferro, cobalto e manganês, uma vez que esses elementos podem ter um papel na ciclagem e metilação do mercúrio e merecem uma avaliação mais aprofundada para reduzir a toxicidade do mercúrio em ambientes aquáticos. Já os resultados encontrados no estudo do capítulo 4, o qual teve como objetivo avaliar a viabilidade do uso de diferentes espécies de peixes (Acari e Tucunaré) e tecidos (fígado e músculo) para monitorar o acúmulo de elementos tóxicos e essenciais no ecossistema aquático. Os resultados demonstraram claramente a possibilidade de utilização dessas espécies de peixes para estudos sobre biomonitoramento de concentrações de elementos tóxicos e essenciais no ambiente aquático. Enquanto o fígado de Tucunaré é o melhor tecido para o biomonitoramento de elementos que se acumulam na cadeia alimentar (como mercúrio), o fígado de Acarí reflete melhor os elementos comumente acumulados em sedimentos (como o arsênio). Além disso, os perfis de metais essenciais estudados usando técnicas quimiométricas multivariadas mostraram uma clara diferença entre peixes capturados  em águas da Cordilheira dos Andes (curso principal da Bacia Amazônica) com altas concentrações de sedimentos, em relação aos peixes capturados nas águas da Guiana e dos escudos brasileiros (Porto Trombetas e Itaituba nos rios Trombetas e Tapajós, respectivamente). Nossos resultados também indicam que a deposição de elementos em peixes nesta área (rios Trombetas e Tapajós) parece estar relacionada principalmente à origem geológica dos solos; grandes quantidades de elementos tóxicos podem ser mobilizados para o ecossistema aquático devido a atividades humanas (incluindo agricultura intensiva, extração mineral, desmatamento e/ou hidrelétricas), que representam um sério perigo para o meio ambiente e a saúde das comunidades ribeirinhas.

13
  • ANDRE DAS CHAGAS SANTOS
  • Uso do território e dinâmicas territoriais na região da rodovia Santarém Curuá-una (PA 370): O exemplo da realidade da comunidade de Boa Esperança

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 15/05/2020
  • Mostrar Resumo
  • A compreensão do processo de ocupação da Amazônia perpassa pela análise das políticas de desenvolvimento implementadas pelo Estado na região, a partir da década de 1960. No âmbito do conjunto de ações com foco, inicialmente, na integração nacional, a abertura de rodovias foi um subsídio necessário para o alcance dos objetivos propostos, além da formação de uma rede urbana como base logística de ocupação. Nesse contexto, surgem na região inúmeros núcleos populacionais, tanto induzidos quanto espontâneos, tal como a Comunidade de Boa Esperança, no município de Santarém, oeste do Pará. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar as transformações no uso e ocupação do território na Comunidade de Boa Esperança, localizada em Santarém, região oeste do Pará, a partir da década de 1960 até 2020. Para tanto, realizou-se revisão bibliográfica, jornalística e documental e pesquisa de campo. A origem da comunidade de Boa Esperança relaciona-se à construção da PA-370 (Santarém-Curuá-Una) e da Usina Hidrelétrica Sylvio Braga, também conhecida como Hidrelétrica de Curuá-Una, obras resultantes das demandas de políticos locais. Constatou-se três fases em seu processo de desenvolvimento histórico e territorial: a) Extrativista; b) Formação e consolidação; Especialização da Produção e Agronegócio. Nesse processo de desenvolvimento, a comunidade passou por importantes transformações e inseriu-se na lógica da reprodução capitalista, e segue a tendência de um processo de urbanização e modernização de suas atividades produtivas inseridas em uma lógica capitalista de acumulação e concentração da riqueza socialmente produzida.

14
  • ANDRE DAS CHAGAS SANTOS
  • Uso do território e dinâmicas territoriais na região da rodovia Santarém Curuá-una (PA 370): O exemplo da realidade da comunidade de Boa Esperança

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 15/05/2020
  • Mostrar Resumo
  • A compreensão do processo de ocupação da Amazônia perpassa pela análise das políticas de desenvolvimento implementadas pelo Estado na região, a partir da década de 1960. No âmbito do conjunto de ações com foco, inicialmente, na integração nacional, a abertura de rodovias foi um subsídio necessário para o alcance dos objetivos propostos, além da formação de uma rede urbana como base logística de ocupação. Nesse contexto, surgem na região inúmeros núcleos populacionais, tanto induzidos quanto espontâneos, tal como a Comunidade de Boa Esperança, no município de Santarém, oeste do Pará. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar as transformações no uso e ocupação do território na Comunidade de Boa Esperança, localizada em Santarém, região oeste do Pará, a partir da década de 1960 até 2020. Para tanto, realizou-se revisão bibliográfica, jornalística e documental e pesquisa de campo. A origem da comunidade de Boa Esperança relaciona-se à construção da PA-370 (Santarém-Curuá-Una) e da Usina Hidrelétrica Sylvio Braga, também conhecida como Hidrelétrica de Curuá-Una, obras resultantes das demandas de políticos locais. Constatou-se três fases em seu processo de desenvolvimento histórico e territorial: a) Extrativista; b) Formação e consolidação; Especialização da Produção e Agronegócio. Nesse processo de desenvolvimento, a comunidade passou por importantes transformações e inseriu-se na lógica da reprodução capitalista, e segue a tendência de um processo de urbanização e modernização de suas atividades produtivas inseridas em uma lógica capitalista de acumulação e concentração da riqueza socialmente produzida.

15
  • KÁTIA SOLANGE DO NASCIMENTO DEMEDA
  • DÁDIVA E RELAÇÕES DE PODER NA GESTÃO DOS ROYALTIES DE MINERAÇÃO EM JURUTI VELHO, JURUTI – PA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 05/06/2020
  • Mostrar Resumo
  • A mobilização de 47 comunidades em Juruti - PA resultou na fundação da Associação das Comunidades Reunidas de Juruti Velho (Acorjuve) e na criação do Projeto de Assentamento Agroextrativista Juruti Velho, possibilitando às comunidades obter o título coletivo da terra. A organização da Acorjuve foi, ainda, essencial no processo de resistência à instalação da mineradora Alcoa em seu território e na luta para receber e gerir os royalties da mineração de bauxita a partir de 2010. Esta tese analisa como esses recursos, recebidos pela citada entidade foram absorvidos no sistema tradicional de dons e contradons que movimentam o circuito de trocas de bens materiais e imateriais entre os moradores da região. Além disso, identifica e analisa conflitos e processos de articulação política motivados pela inserção de dinheiro nas comunidades e pelas dissensões em torno do modelo de gestão dos royalties. Diante da pressão exercida por diferentes instituições para adotar um “modelo ideal” de gestão desses recursos, a entidade tem lutado pela manutenção do seu “modelo nativo” de uso e distribuição de dinheiro e bens entre seus representados, baseado em relações de troca atreladas às redes locais e avesso às lógicas burocráticas e formais-legais. Propõe-se, a partir de pesquisa etnográfica e observação participante, uma reflexão fundada na teoria do dom para compreender esse “modelo nativo” e as relações que o sustentam. A pesquisa mostrou como os associados expressam dilemas acerca do uso e gestão do recurso financeiro, que se mostrou um catalisador de mudanças nas relações interpessoais em diferentes campos de poder, destacando-se o próprio movimento da Acorjuve para garantir (ou) reforçar a legitimidade de sua autorrepresentação política. Conclui-se que a forma como o dinheiro proveniente dos royalties é utilizado e distribuído – o “modelo nativo” – não pode ser visto como uma forma de enfraquecimento dos vínculos que sustentam as relações sociais, o sentido de coletividade e de participação; com efeito, tal modelo configura-se em uma contundente expressão do movimento das instituições sociais mais fundamentais ali existentes, operando para o fortalecimento da uma determinada lógica cultural e para a resistência à lógica do capital, que se insere cada vez mais nas comunidades.

16
  • KÁTIA SOLANGE DO NASCIMENTO DEMEDA
  • DÁDIVA E RELAÇÕES DE PODER NA GESTÃO DOS ROYALTIES DE MINERAÇÃO EM JURUTI VELHO, JURUTI – PA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 05/06/2020
  • Mostrar Resumo
  • A mobilização de 47 comunidades em Juruti - PA resultou na fundação da Associação das Comunidades Reunidas de Juruti Velho (Acorjuve) e na criação do Projeto de Assentamento Agroextrativista Juruti Velho, possibilitando às comunidades obter o título coletivo da terra. A organização da Acorjuve foi, ainda, essencial no processo de resistência à instalação da mineradora Alcoa em seu território e na luta para receber e gerir os royalties da mineração de bauxita a partir de 2010. Esta tese analisa como esses recursos, recebidos pela citada entidade foram absorvidos no sistema tradicional de dons e contradons que movimentam o circuito de trocas de bens materiais e imateriais entre os moradores da região. Além disso, identifica e analisa conflitos e processos de articulação política motivados pela inserção de dinheiro nas comunidades e pelas dissensões em torno do modelo de gestão dos royalties. Diante da pressão exercida por diferentes instituições para adotar um “modelo ideal” de gestão desses recursos, a entidade tem lutado pela manutenção do seu “modelo nativo” de uso e distribuição de dinheiro e bens entre seus representados, baseado em relações de troca atreladas às redes locais e avesso às lógicas burocráticas e formais-legais. Propõe-se, a partir de pesquisa etnográfica e observação participante, uma reflexão fundada na teoria do dom para compreender esse “modelo nativo” e as relações que o sustentam. A pesquisa mostrou como os associados expressam dilemas acerca do uso e gestão do recurso financeiro, que se mostrou um catalisador de mudanças nas relações interpessoais em diferentes campos de poder, destacando-se o próprio movimento da Acorjuve para garantir (ou) reforçar a legitimidade de sua autorrepresentação política. Conclui-se que a forma como o dinheiro proveniente dos royalties é utilizado e distribuído – o “modelo nativo” – não pode ser visto como uma forma de enfraquecimento dos vínculos que sustentam as relações sociais, o sentido de coletividade e de participação; com efeito, tal modelo configura-se em uma contundente expressão do movimento das instituições sociais mais fundamentais ali existentes, operando para o fortalecimento da uma determinada lógica cultural e para a resistência à lógica do capital, que se insere cada vez mais nas comunidades.

17
  • ERICLEYA MOTA MARINHO LIMA
  • A PESCA DE ACARI (Pterygoplichthys pardalis) EM SISTEMAS DE CO-MANEJO NA VÁRZEA DO BAIXO AMAZONAS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 24/07/2020
  • Mostrar Resumo
  • No Baixo Amazonas, a espécie Pterygoplichthys pardalis, popularmente conhecida na região como Acari, é uma das dez principais espécies das pescarias regionais e, por este motivo, esta pesquisa avalia a pesca desta espécie, identificando os principais fatores que influenciam as capturas nos sistema de co-manejo em comunidades de várzea do Baixo Amazonas, localizadas nos municípios de Santarém e Alenquer, Pará. Foi realizada pesquisa de campo nas comunidades Pixuna e Tapará Miri, no munícipio de Santarém e Salvação no município de Alenquer. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, observação, monitoramento participativo da pesca e amostragem de espécimes de Acari. Os resultados indicam que a pesca de acari é importante tanto para o consumo quanto para a economia das famílias. As capturas ocorrem com mais frequência entre julho e novembro (período de vazante e seca) utilizando tarrafas. Os acaris, diferente da maioria dos peixes amazônicos, são comercializados vivos e em unidades. Na comunidade Salvação também é vendido em forma de farinha (piracuí) produzida artesanalmente. Os lagos de várzea são os principais ambientes de captura da espécie ao longo do ano. A pesca é influenciada pelas regras de manejo criadas pelas comunidades, pela demanda de mercado, pelo conhecimento do pescador e pela sazonalidade local. As localidades que possuem as regras de manejo mais rígidas, como a restrição de determinados apetrechos de captura, são aquelas que apresentam os estoques mais saudáveis. Os pescadores possuem conhecimento refinado, comparável ao conhecimento científico encontrado na literatura, sobre aspectos biológicos e ecológicos do Acari, sendo esse conhecimento plausível para o manejo sustentável da espécie. Tais resultados contribuem para o entendimento de como a pesca do Acari se desenvolve atualmente na área de estudo e podem auxiliar no manejo e na conservação deste recurso que é emblemático para o Baixo Amazonas.

18
  • ERICLEYA MOTA MARINHO LIMA
  • A PESCA DE ACARI (Pterygoplichthys pardalis) EM SISTEMAS DE CO-MANEJO NA VÁRZEA DO BAIXO AMAZONAS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 24/07/2020
  • Mostrar Resumo
  • No Baixo Amazonas, a espécie Pterygoplichthys pardalis, popularmente conhecida na região como Acari, é uma das dez principais espécies das pescarias regionais e, por este motivo, esta pesquisa avalia a pesca desta espécie, identificando os principais fatores que influenciam as capturas nos sistema de co-manejo em comunidades de várzea do Baixo Amazonas, localizadas nos municípios de Santarém e Alenquer, Pará. Foi realizada pesquisa de campo nas comunidades Pixuna e Tapará Miri, no munícipio de Santarém e Salvação no município de Alenquer. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, observação, monitoramento participativo da pesca e amostragem de espécimes de Acari. Os resultados indicam que a pesca de acari é importante tanto para o consumo quanto para a economia das famílias. As capturas ocorrem com mais frequência entre julho e novembro (período de vazante e seca) utilizando tarrafas. Os acaris, diferente da maioria dos peixes amazônicos, são comercializados vivos e em unidades. Na comunidade Salvação também é vendido em forma de farinha (piracuí) produzida artesanalmente. Os lagos de várzea são os principais ambientes de captura da espécie ao longo do ano. A pesca é influenciada pelas regras de manejo criadas pelas comunidades, pela demanda de mercado, pelo conhecimento do pescador e pela sazonalidade local. As localidades que possuem as regras de manejo mais rígidas, como a restrição de determinados apetrechos de captura, são aquelas que apresentam os estoques mais saudáveis. Os pescadores possuem conhecimento refinado, comparável ao conhecimento científico encontrado na literatura, sobre aspectos biológicos e ecológicos do Acari, sendo esse conhecimento plausível para o manejo sustentável da espécie. Tais resultados contribuem para o entendimento de como a pesca do Acari se desenvolve atualmente na área de estudo e podem auxiliar no manejo e na conservação deste recurso que é emblemático para o Baixo Amazonas.

19
  • SÂMEA CIBELE FREITAS DA SILVA
  • Cianobactérias no Baixo Rio Tapajós, Amazônia, Brasil

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 11/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • Florações de cianobactérias têm ocorrido no rio Tapajós, Oeste do Pará, Brasil. Este crescimento excessivo de cianobactérias potencialmente tóxicas tem sido registrado mundialmente, frequentemente associado a ambientes lênticos antropizados. O fenômeno é menos frequente em ambientes lóticos, e há escassez de investigações referentes ao tema na Amazônia. O presente estudo objetivou analisar a dinâmica espacial e sazonal de cianobactérias em amostras de água, coletadas em escala mensal durante 10 meses no rio Tapajós em cinco praias de uso recreacional e verificar a condição de balneabilidade e potabilidade quanto a cianobactérias. A riqueza em espécies de cianobactérias foi estimada pelo número de táxons por amostra e a análise quantitativa de cianobactérias foi efetuada pelo método de Utermöhl (1958). Registraram-se 22 táxons de cianobactérias distribuídos em 11 gêneros, destes Microcystis, Dolichospermum, Aphanocapsa, Lyngbya e Planktothrix apresentam espécies potencialmente produtoras de cianotoxinas. Durante todo o período amostrado foram encontradas cianobactérias na água e não foi encontrada variação espacial da riqueza e densidade populacional de cianobactérias. Por outro lado, foi constatada a diferença temporal na dinâmica de cianobactérias em que os maiores valores de riqueza e da densidade foram registrados durante o período de menor oferta de chuvas e durante as fases de vazante e águas baixas do rio. Sugerindo-se que, durante a estiagem e período de vazante e águas baixas, o efeito de revolvimento e ressuspensão de nutrientes, aliado a condições hidrodinâmicas do rio Tapajós, propiciam condições limnológicas favoráveis ao crescimento de cianobactérias, as quais podem ser intensificadas pelo uso e ocupação do solo desordenados. O período de alta temporada turística coincidiu com o momento em que houveram as maiores florações de cianobactérias. Além disso, água do rio Tapajós esteve inapropriada para o contato recreacional em 12% das amostras analisadas e, em 34% das amostras investigadas houve a possibilidade de contaminação humana via consumo de água em momentos de floração, pois esteve em desacordo com a normativa. Apesar da quantidade de cianobactérias medidas ter estado na maior parte do período de estudo em conformidade com os valores estipulados pela Legislação, a presença de gêneros potencialmente tóxicos representa uma ameaça silenciosa neste ambiente, e portanto, deve ser monitorada.

20
  • SÂMEA CIBELE FREITAS DA SILVA
  • Cianobactérias no Baixo Rio Tapajós, Amazônia, Brasil

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 11/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • Florações de cianobactérias têm ocorrido no rio Tapajós, Oeste do Pará, Brasil. Este crescimento excessivo de cianobactérias potencialmente tóxicas tem sido registrado mundialmente, frequentemente associado a ambientes lênticos antropizados. O fenômeno é menos frequente em ambientes lóticos, e há escassez de investigações referentes ao tema na Amazônia. O presente estudo objetivou analisar a dinâmica espacial e sazonal de cianobactérias em amostras de água, coletadas em escala mensal durante 10 meses no rio Tapajós em cinco praias de uso recreacional e verificar a condição de balneabilidade e potabilidade quanto a cianobactérias. A riqueza em espécies de cianobactérias foi estimada pelo número de táxons por amostra e a análise quantitativa de cianobactérias foi efetuada pelo método de Utermöhl (1958). Registraram-se 22 táxons de cianobactérias distribuídos em 11 gêneros, destes Microcystis, Dolichospermum, Aphanocapsa, Lyngbya e Planktothrix apresentam espécies potencialmente produtoras de cianotoxinas. Durante todo o período amostrado foram encontradas cianobactérias na água e não foi encontrada variação espacial da riqueza e densidade populacional de cianobactérias. Por outro lado, foi constatada a diferença temporal na dinâmica de cianobactérias em que os maiores valores de riqueza e da densidade foram registrados durante o período de menor oferta de chuvas e durante as fases de vazante e águas baixas do rio. Sugerindo-se que, durante a estiagem e período de vazante e águas baixas, o efeito de revolvimento e ressuspensão de nutrientes, aliado a condições hidrodinâmicas do rio Tapajós, propiciam condições limnológicas favoráveis ao crescimento de cianobactérias, as quais podem ser intensificadas pelo uso e ocupação do solo desordenados. O período de alta temporada turística coincidiu com o momento em que houveram as maiores florações de cianobactérias. Além disso, água do rio Tapajós esteve inapropriada para o contato recreacional em 12% das amostras analisadas e, em 34% das amostras investigadas houve a possibilidade de contaminação humana via consumo de água em momentos de floração, pois esteve em desacordo com a normativa. Apesar da quantidade de cianobactérias medidas ter estado na maior parte do período de estudo em conformidade com os valores estipulados pela Legislação, a presença de gêneros potencialmente tóxicos representa uma ameaça silenciosa neste ambiente, e portanto, deve ser monitorada.

21
  • MARIALINA CORRÊA SOBRINHO
  • UM MODELO CONCEITUAL PARA REPRESENTAR E TRATAR SINAIS CORPORAIS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 17/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • Esta tese tem como objetivo principal propor um modelo conceitual para representar e tratar os sinais corporais como expressões faciais, batimentos cardíacos e ondas cerebrais, no processo de aprendizagem. Para isso, foram realizados três experimentos em instituições de ensino na cidade de Santarém. Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental 1, níveis esses que fazem parte da Educação Básica, os participantes foram professoras do Colégio Dom Amando - CDA. No Ensino Técnico, os participantes foram os estudantes da disciplina Manutenção de Computadores do curso Técnico em Informática do Centro de Formação Jessé Pinto Freire - SENAC e, no Ensino Superior foram os acadêmicos matriculados na disciplina Tecnologia da Informação e Comunicação vinculada ao curso de Ciências da Computação da Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA. Os experimentos foram guiados por um processo de seis passos, apoiados por ferramentas tecnológicas como a plataforma CADAP, Sensor de Batimentos Cardíacos, Oxímetro e Emotiv Epoc+. A pesquisa foi de natureza qualitativa e quantitativa, a metodologia utilizada foi a pesquisa-ação, envolvendo em todos os experimentos passos de planejamento, ação, descrição e análise. Com relação aos resultados, estes mostraram que o estado emocional dos participantes durante a realização dos diversos tipos de atividades pôde ser percebido através do monitoramento dos sinais corporais, validando assim as hipóteses levantadas nesta pesquisa. O modelo e os experimentos foram avaliados por todos os participantes, obtendo um retorno positivo no que diz respeito a adoção deles em espaços de aprendizagem, visando a possibilidade de melhorias nos processos de aprendizagem e ensino. Conclui-se que, analisando o conjunto de dados sobre batimentos cardíacos, as métricas de performance através das ondas cerebrais e os estados emocionais por expressões faciais, uma mesma atividade pode produzir reações diferentes nos participantes, de acordo com a metodologia adotada pelo professor, o que reafirmou a premissa de que a aprendizagem deve ser sempre centrada no estudante. Pesquisas futuras serão conduzidas para expandir o número de experimentos, em diversas áreas, abordando também o público de docentes, a fim de comparar os dados e apontar potenciais melhorias ao processo metodológico adotado.

22
  • DALIANE FERREIRA MARINHO
  • A SAÚDE DO PESCADOR ARTESANAL DE SANTARÉM- PARÁ

  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 27/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • Entende-se por pesca artesanal, atividade produtiva, uma modalidade de pesca
    comercial, que se caracteriza pelo trabalho pouco mecanizado, de forma autônoma e em regime
    de economia familiar. A atividade da pesca expõe seus trabalhadores a inúmeros riscos de
    adoecimentos e acidentes. Considerando a grande importância econômica, social e cultural desse
    trabalhador para a região, bem como a ausência de indicadores de saúde oficiais locais
    específicos a essa categoria profissional é que esse estudo foi realizado. Objetivo: Diante dos
    riscos inerentes a profissão, essa pesquisa teve por objetivo analisar as condições de saúde de
    pescadores artesanais do município de Santarém. Metodologia: Para tanto foi realizada uma
    pesquisa uma pesquisa empírica, de natureza descritiva e analítica, do tipo transversal,
    exploratória, com abordagem quantitativa e qualitativa. Teve como público-alvo pescadores
    artesanais (n=111), filiados à Colônia de Pescadores Z-20 (CP Z-20), com sede no município de
    Santarém-Pará. Utilizou como instrumentos de coletas de dados questionários, avaliações físicas,
    palestras e entrevistas semiestruturadas. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em
    Pesquisa com Seres Humanos. Os dados foram coletados entre os anos de 2018 e 2019.
    Resultados: Como resultados foi possível observar que o perfil dos pescadores artesanais era
    composto por homens, em idade produtiva, casados, com média de dois filhos por família, casa
    própria, residência nas regiões de várzea do município, com renda média de um salário mínimo,
    proprietários de suas embarcações e arreios de pesca. E quanto aos aspectos de saúde, grande
    número de pescadores eram hipertensos, estavam com sobrepeso ou com obesidade grau I, e
    apresentaram queixas de dor os desconforto nas regiões das costas, nos últimos doze meses e
    sete dias. Tendo a sua atividade sido classificada ergonomicamente, pelo Software RULA, como
    esforço de natureza grave, necessitando de intervenção imediata para correção. Conclusão: Com
    a realização do estudo foi possível concluir que os pescadores artesanais do município de
    Santarém estão expostos a riscos físicos, ergonômicos e de acidentes, relacionados à natureza da
    sua ocupação laboral. E que muitos já apresentavam instalados distúrbios osteomusculares na
    coluna, de natureza crônica e aguda. Bem como possuíam fatores de risco para doenças
    cardiovasculares, como pressão arterial elevada e índice de massa corporal (IMC) acima
    esperado. Estes concebiam o conceito de saúde como aquele atrelado a ausência de doença, e que
    o bem estar do indivíduo está relacionado à sua postura otimista diante das dificuldades da vida,
    com a expressão da sua resiliência diante das adversidades que estes consideravam inerentes a
    rotina do pescador em atividade.

23
  • DALIANE FERREIRA MARINHO
  • A SAÚDE DO PESCADOR ARTESANAL DE SANTARÉM- PARÁ

  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 27/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • Entende-se por pesca artesanal, atividade produtiva, uma modalidade de pesca
    comercial, que se caracteriza pelo trabalho pouco mecanizado, de forma autônoma e em regime
    de economia familiar. A atividade da pesca expõe seus trabalhadores a inúmeros riscos de
    adoecimentos e acidentes. Considerando a grande importância econômica, social e cultural desse
    trabalhador para a região, bem como a ausência de indicadores de saúde oficiais locais
    específicos a essa categoria profissional é que esse estudo foi realizado. Objetivo: Diante dos
    riscos inerentes a profissão, essa pesquisa teve por objetivo analisar as condições de saúde de
    pescadores artesanais do município de Santarém. Metodologia: Para tanto foi realizada uma
    pesquisa uma pesquisa empírica, de natureza descritiva e analítica, do tipo transversal,
    exploratória, com abordagem quantitativa e qualitativa. Teve como público-alvo pescadores
    artesanais (n=111), filiados à Colônia de Pescadores Z-20 (CP Z-20), com sede no município de
    Santarém-Pará. Utilizou como instrumentos de coletas de dados questionários, avaliações físicas,
    palestras e entrevistas semiestruturadas. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em
    Pesquisa com Seres Humanos. Os dados foram coletados entre os anos de 2018 e 2019.
    Resultados: Como resultados foi possível observar que o perfil dos pescadores artesanais era
    composto por homens, em idade produtiva, casados, com média de dois filhos por família, casa
    própria, residência nas regiões de várzea do município, com renda média de um salário mínimo,
    proprietários de suas embarcações e arreios de pesca. E quanto aos aspectos de saúde, grande
    número de pescadores eram hipertensos, estavam com sobrepeso ou com obesidade grau I, e
    apresentaram queixas de dor os desconforto nas regiões das costas, nos últimos doze meses e
    sete dias. Tendo a sua atividade sido classificada ergonomicamente, pelo Software RULA, como
    esforço de natureza grave, necessitando de intervenção imediata para correção. Conclusão: Com
    a realização do estudo foi possível concluir que os pescadores artesanais do município de
    Santarém estão expostos a riscos físicos, ergonômicos e de acidentes, relacionados à natureza da
    sua ocupação laboral. E que muitos já apresentavam instalados distúrbios osteomusculares na
    coluna, de natureza crônica e aguda. Bem como possuíam fatores de risco para doenças
    cardiovasculares, como pressão arterial elevada e índice de massa corporal (IMC) acima
    esperado. Estes concebiam o conceito de saúde como aquele atrelado a ausência de doença, e que
    o bem estar do indivíduo está relacionado à sua postura otimista diante das dificuldades da vida,
    com a expressão da sua resiliência diante das adversidades que estes consideravam inerentes a
    rotina do pescador em atividade.

24
  • KLAUDIA YARED SADALA
  • ESTUDOS PESSOA-AMBIENTE-GÊNERO A PARTIR DA VIVÊNCIA DAS TERRAS CAÍDAS NUMA VARZEA AMAZÔNICA: análise do afeto ao lugar em Fátima de Urucurituba no Eixo Forte/Santarém-PA.

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 28/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • A problemática do meio ambiente é extremamente complexa, o que nos impulsiona a planejar estudos que primem por uma visão integradora dos processos dialéticos da relação entre sociedade, natureza e desenvolvimento, especialmente no que tange à Amazônia e suas populações. A Psicologia Ambiental tem se consolidado como área fértil para discussões interdisciplinares, permitindo ampliar conhecimentos relativos aos problemas humano-ambientais. Nesta perspectiva, a presente tese centrou sua atenção nas implicações psicossociais advindas pelo fenômeno das terras caídas na várzea santarena e as mudanças socioambientais que foram necessárias aos comunitários de Fátima do Urucurituba, reassentados na região de planalto do município de Santarém/PA. Propõe como objetivo geral “Analisar as relações pessoa-ambiente-gênero a partir da compreensão do afeto ao lugar em uma comunidade ribeirinha de várzea, que vivenciou o fenômeno das terras caídas na Amazônia Santarena”; E, assume os seguintes objetivos específicos: i) identificar a construção da identidade de lugar; ii) compreender o processo de apropriação do espaço; iii) identificar as territorialidades construídas; iv) investigar os significados afetivos atribuídos por homens e mulheres à comunidade atualmente constituída; e, v) verificar as implicações do fenômeno das “terras caídas” na mudança territorial e nas questões socioeconômicas. A pesquisa é de abordagem quanti-qualitativa, com realização de entrevistas estruturadas e aplicação do instrumento gerador dos mapas afetivos com 16 comunitários, além do estudo etnográfico (ocorrido no período de março de 2019 a janeiro de 2020). Os resultados revelaram o novo contexto socioambiental e sociovivencial dos comunitários de Fátima de Urucurituba já reassentados na terra firme, quais sejam: impactos nas sociabilidades individuais e coletivas pela nova territorialidade e reconfiguração do território; alterações nas atividades socioeconômicas, especialmente para as atividades de pesca e agricultura; homens e mulheres vivenciaram de forma diferenciada a mudança territorial e desenvolveram diferentes afetos pelo local de moradia. Os moradores de Fátima de Urucurituba no Eixo Forte: mostram forte relação comunitária e trazem da antiga comunidade elementos símbolos de sua identidade coletiva (Ex.: santa padroeira da comunidade - Nossa Senhora de Fátima); demonstram afeto ao lugar em transição, bem como um processo de construção de uma nova identidade de lugar a partir do novo contexto socioambiental e relacional, observada na relação de afeto potencializador. O processo de análise dos dados revela que o fenômeno das “terras caídas” na Amazônia deve ser compreendido como um acontecimento socioambiental e político, que afeta as populações mais vulneráveis e que se apresenta complexo, dando visibilidade à estas populações no que tange ao abandono das políticas públicas e à falta de garantias de direitos fundamentais, especialmente quanto ao acesso à saúde e a educação. A problemática apresentada, e seus vários atravessamentos, pretende produzir referências nas Ciências Ambientais dos processos dialéticos constituintes, em uma perspectiva psicossocial e afetiva, das particularidades identitárias de populações ribeirinhas de várzea na Amazônia.

25
  • KLAUDIA YARED SADALA
  • ESTUDOS PESSOA-AMBIENTE-GÊNERO A PARTIR DA VIVÊNCIA DAS TERRAS CAÍDAS NUMA VARZEA AMAZÔNICA: análise do afeto ao lugar em Fátima de Urucurituba no Eixo Forte/Santarém-PA.

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 28/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • A problemática do meio ambiente é extremamente complexa, o que nos impulsiona a planejar estudos que primem por uma visão integradora dos processos dialéticos da relação entre sociedade, natureza e desenvolvimento, especialmente no que tange à Amazônia e suas populações. A Psicologia Ambiental tem se consolidado como área fértil para discussões interdisciplinares, permitindo ampliar conhecimentos relativos aos problemas humano-ambientais. Nesta perspectiva, a presente tese centrou sua atenção nas implicações psicossociais advindas pelo fenômeno das terras caídas na várzea santarena e as mudanças socioambientais que foram necessárias aos comunitários de Fátima do Urucurituba, reassentados na região de planalto do município de Santarém/PA. Propõe como objetivo geral “Analisar as relações pessoa-ambiente-gênero a partir da compreensão do afeto ao lugar em uma comunidade ribeirinha de várzea, que vivenciou o fenômeno das terras caídas na Amazônia Santarena”; E, assume os seguintes objetivos específicos: i) identificar a construção da identidade de lugar; ii) compreender o processo de apropriação do espaço; iii) identificar as territorialidades construídas; iv) investigar os significados afetivos atribuídos por homens e mulheres à comunidade atualmente constituída; e, v) verificar as implicações do fenômeno das “terras caídas” na mudança territorial e nas questões socioeconômicas. A pesquisa é de abordagem quanti-qualitativa, com realização de entrevistas estruturadas e aplicação do instrumento gerador dos mapas afetivos com 16 comunitários, além do estudo etnográfico (ocorrido no período de março de 2019 a janeiro de 2020). Os resultados revelaram o novo contexto socioambiental e sociovivencial dos comunitários de Fátima de Urucurituba já reassentados na terra firme, quais sejam: impactos nas sociabilidades individuais e coletivas pela nova territorialidade e reconfiguração do território; alterações nas atividades socioeconômicas, especialmente para as atividades de pesca e agricultura; homens e mulheres vivenciaram de forma diferenciada a mudança territorial e desenvolveram diferentes afetos pelo local de moradia. Os moradores de Fátima de Urucurituba no Eixo Forte: mostram forte relação comunitária e trazem da antiga comunidade elementos símbolos de sua identidade coletiva (Ex.: santa padroeira da comunidade - Nossa Senhora de Fátima); demonstram afeto ao lugar em transição, bem como um processo de construção de uma nova identidade de lugar a partir do novo contexto socioambiental e relacional, observada na relação de afeto potencializador. O processo de análise dos dados revela que o fenômeno das “terras caídas” na Amazônia deve ser compreendido como um acontecimento socioambiental e político, que afeta as populações mais vulneráveis e que se apresenta complexo, dando visibilidade à estas populações no que tange ao abandono das políticas públicas e à falta de garantias de direitos fundamentais, especialmente quanto ao acesso à saúde e a educação. A problemática apresentada, e seus vários atravessamentos, pretende produzir referências nas Ciências Ambientais dos processos dialéticos constituintes, em uma perspectiva psicossocial e afetiva, das particularidades identitárias de populações ribeirinhas de várzea na Amazônia.

26
  • LUANA LAZZERI ARANTES
  • MULHERES INDÍGENAS DO BAIXO RIO TAPAJÓS (PARÁ) EM EXERCÍCIO DE MEDIAÇÃO SOCIAL

  • Data: 28/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • Apoiada no pressuposto que cada grupo se constrói por processos sociais específicos, analiso as trajetórias sociais de três mulheres indígenas da região do Baixo Rio Tapajós, Oeste do Estado do Pará, Amazônia. Dessa perspectiva, reflito sobre a construção de estratégias fundamentais aos exercícios de mediação por diferentes universos, associados à orientação de ações políticas em defesa de direitos indígenas. Negando qualquer reducionismo político que pressupõe indígenas em isolamento social e em imutáveis organização e práticas cotidianas, trago à reflexão modos de participação de grupo étnicos, em interação mediada ou apoiada em representação delegada. Utilizei procedimentos metodológicos pautados em entrevista qualitativa semiestruturada e observação direta, sem perder de vista o processual, dialógico e engajado exercício de pesquisa, para possibilitar a construção e análise das trajetórias sociais de Auricélia Arapiun, Fabiana Borari e Luana Kumaruara. Elas se constituíram enquanto pessoas no processo de transitar socialmente entre diversos lugares, desse modo reafirmando seus enraizamentos culturais e sua referencial ancestralidade. O deslocamento entre cidade e aldeia foi por elas experimentado desde a infância. O sentido produzido nesses deslocamentos reforçou o pertencimento delas aos respectivos grupos étnicos e a convergência de interesses comuns com demais indígenas. A análise do processo de constituição de autoridade por essas indígenas, investindo na formação enquanto lideranças, envolveu a reflexão sobre questões de organização social, vínculo com o território tradicional, construção do corpo e da pessoa, pajelança e comensalidade. A construção de legitimidade delas enquanto representantes de interesses coletivos perpassou também o acesso à educação formal, possibilitando a incorporação de conhecimentos e códigos de comportamentos produzidos externamente aos próprios universos de produção de significados. A partir de 2010, com a implementação de Processo Seletivo Especial Indígena na Universidade Federal do Oeste do Pará, foi inaugurada nova fase quanto ao modo de fazer política entre representantes do movimento indígena do Baixo Tapajós. A Ufopa se transforma em palco de convivência, de disputa política, de demarcação da alteridade, de formação de lideranças indígenas, de articulação entre mulheres indígenas e de formulação de estratégias antirracistas e de projeto de interculturalidade crítica a ser, posteriormente, replicado em outros espaços sociais.

27
  • LUANA LAZZERI ARANTES
  • MULHERES INDÍGENAS DO BAIXO RIO TAPAJÓS (PARÁ) EM EXERCÍCIO DE MEDIAÇÃO SOCIAL

  • Data: 28/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • Apoiada no pressuposto que cada grupo se constrói por processos sociais específicos, analiso as trajetórias sociais de três mulheres indígenas da região do Baixo Rio Tapajós, Oeste do Estado do Pará, Amazônia. Dessa perspectiva, reflito sobre a construção de estratégias fundamentais aos exercícios de mediação por diferentes universos, associados à orientação de ações políticas em defesa de direitos indígenas. Negando qualquer reducionismo político que pressupõe indígenas em isolamento social e em imutáveis organização e práticas cotidianas, trago à reflexão modos de participação de grupo étnicos, em interação mediada ou apoiada em representação delegada. Utilizei procedimentos metodológicos pautados em entrevista qualitativa semiestruturada e observação direta, sem perder de vista o processual, dialógico e engajado exercício de pesquisa, para possibilitar a construção e análise das trajetórias sociais de Auricélia Arapiun, Fabiana Borari e Luana Kumaruara. Elas se constituíram enquanto pessoas no processo de transitar socialmente entre diversos lugares, desse modo reafirmando seus enraizamentos culturais e sua referencial ancestralidade. O deslocamento entre cidade e aldeia foi por elas experimentado desde a infância. O sentido produzido nesses deslocamentos reforçou o pertencimento delas aos respectivos grupos étnicos e a convergência de interesses comuns com demais indígenas. A análise do processo de constituição de autoridade por essas indígenas, investindo na formação enquanto lideranças, envolveu a reflexão sobre questões de organização social, vínculo com o território tradicional, construção do corpo e da pessoa, pajelança e comensalidade. A construção de legitimidade delas enquanto representantes de interesses coletivos perpassou também o acesso à educação formal, possibilitando a incorporação de conhecimentos e códigos de comportamentos produzidos externamente aos próprios universos de produção de significados. A partir de 2010, com a implementação de Processo Seletivo Especial Indígena na Universidade Federal do Oeste do Pará, foi inaugurada nova fase quanto ao modo de fazer política entre representantes do movimento indígena do Baixo Tapajós. A Ufopa se transforma em palco de convivência, de disputa política, de demarcação da alteridade, de formação de lideranças indígenas, de articulação entre mulheres indígenas e de formulação de estratégias antirracistas e de projeto de interculturalidade crítica a ser, posteriormente, replicado em outros espaços sociais.

28
  • MARCELLO BATISTA RIBEIRO
  • TI VERDE NA FORMAÇÃO DO CIENTISTA DA COMPUTAÇÃO: estudo voltado às práticas sustentáveis em uma universidade amazônica. 

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 31/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • O setor de Tecnologias da Informação (TI) e suas inovações são responsáveis por uma parcela da poluição mundial, com emissão de dióxido de carbono (CO2), descarte de lixo tóxico, entre outros. Com a chegada da Indústria 4.0, a poluição advinda deste setor tende a crescer e o profissional de TI deverá também assumir a tarefa de gerir e/ou evitar esses impactos. A universidade tem um papel estratégico na preparação deste profissional para a nova realidade. Assim, o objetivo geral desta tese doutoral é “Analisar a temática ambiental/TI Verde na formação do Cientista da Computação da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e o nível de consciência socioambiental de docentes e egressos do curso”. Assume os seguinte objetivos específicos: i) analisar os documentos institucionais desta IFES (Estatuto, Regimento Geral, PDI e PPC do BCC-UNIR) com relação a presença da temática ambiental, tendo a legislação pertinente como base; ii) descrever o perfil de seus egressos, considerando o estudo empírico, os currículos de referência nacional da área e as demandas do mercado global; iii) verificar a percepção e nível de conhecimento de docentes e egressos sobre temáticas ambientais e, mais especificamente, a presença da Tecnologia da Informação Verde (TI Verde) na formação do bacharel em Ciência da Computação; iv) mapear as manifestações questões ambientais/TI Verde no processo de formação deste profissional e o nível de consciência socioambiental de coordenadores, docentes e egressos, com vistas a propor estratégias que possam subsidiar conhecimentos de práticas sustentáveis de TI Verde. É um estudo de caso no curso de Ciência da Computação da UNIR – campus sede, de abordagem quali-quantitativa, a partir de pesquisa bibliográfica, documental e empírica, realizando estudo piloto (2018) com alunos, docentes e coordenadores. Na pesquisa propriamente dita foi aplicado questionário online com 45 egressos e 14 docentes do curso. Os dados coletados foram tratados com a análise de conteúdo (BARDIN, 2011) e a técnica de triangulação (DENZIN, 1979). Como resultados das análises constatou-se que: no tocante a temática Amazônia, destacada no PDI, o mesmo não ocorre no PPC do curso estudado, ainda que documentos da UNIR (Estatuto, PDI e PPC do BCC) atendam parcialmente a legislação da EA; há indícios relacionados à temática ambiental no currículo do Curso de Ciência da Computação estudado em apenas uma disciplina (Eletrônica para Computação), contudo, a maioria dos professores respondentes afirma não tratar destas questões nas suas disciplinas, embora os egressos pesquisados afirmem o contrário, inclusive confirmando a já citada, além de indicarem várias outras disciplinas diretamente relacionadas à área da computação. Cabe destacar que as disciplinas da área da matemática são anunciadas como as que não apresentam nenhuma relação com os temas ambientais e/ou de TI verde; a maioria dos egressos e docentes demonstra conhecimento sobre TI Verde e práticas sustentáveis, porém somente 7% dos egressos afirmam ter adquirido esse conhecimento na universidade, uma vez que à época o curso assumia uma abordagem de ordem mais técnica, com pouca ênfase em questões humanas que se relacionavam à computação, dentre elas a questão ambiental; professores e egressos consideram importante a inserção da temática ambiental/TI Verde nas disciplinas do curso estudado, ainda que hajam docentes defendendo que esta seja tratada de forma transversal no currículo. Quanto ao nível de consciência socioambiental dos pesquisados, pode-se afirmar que no âmbito pessoal reconhecem e anunciam a adoção de práticas pessoais de TI Verde, dentre elas economia de energia, uso mínimo do papel e descarte adequado de equipamentos. O estudo conclui que a TI Verde tem potencial para ser usada como parte da Educação Ambiental (EA) nos cursos de Computação no Brasil e no mundo, levando os futuros profissionais a serem corresponsáveis com uma sociedade mais sustentável.

29
  • MARCELLO BATISTA RIBEIRO
  • TI VERDE NA FORMAÇÃO DO CIENTISTA DA COMPUTAÇÃO: estudo voltado às práticas sustentáveis em uma universidade amazônica. 

  • Orientador : TANIA SUELY AZEVEDO BRASILEIRO
  • Data: 31/08/2020
  • Mostrar Resumo
  • O setor de Tecnologias da Informação (TI) e suas inovações são responsáveis por uma parcela da poluição mundial, com emissão de dióxido de carbono (CO2), descarte de lixo tóxico, entre outros. Com a chegada da Indústria 4.0, a poluição advinda deste setor tende a crescer e o profissional de TI deverá também assumir a tarefa de gerir e/ou evitar esses impactos. A universidade tem um papel estratégico na preparação deste profissional para a nova realidade. Assim, o objetivo geral desta tese doutoral é “Analisar a temática ambiental/TI Verde na formação do Cientista da Computação da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e o nível de consciência socioambiental de docentes e egressos do curso”. Assume os seguinte objetivos específicos: i) analisar os documentos institucionais desta IFES (Estatuto, Regimento Geral, PDI e PPC do BCC-UNIR) com relação a presença da temática ambiental, tendo a legislação pertinente como base; ii) descrever o perfil de seus egressos, considerando o estudo empírico, os currículos de referência nacional da área e as demandas do mercado global; iii) verificar a percepção e nível de conhecimento de docentes e egressos sobre temáticas ambientais e, mais especificamente, a presença da Tecnologia da Informação Verde (TI Verde) na formação do bacharel em Ciência da Computação; iv) mapear as manifestações questões ambientais/TI Verde no processo de formação deste profissional e o nível de consciência socioambiental de coordenadores, docentes e egressos, com vistas a propor estratégias que possam subsidiar conhecimentos de práticas sustentáveis de TI Verde. É um estudo de caso no curso de Ciência da Computação da UNIR – campus sede, de abordagem quali-quantitativa, a partir de pesquisa bibliográfica, documental e empírica, realizando estudo piloto (2018) com alunos, docentes e coordenadores. Na pesquisa propriamente dita foi aplicado questionário online com 45 egressos e 14 docentes do curso. Os dados coletados foram tratados com a análise de conteúdo (BARDIN, 2011) e a técnica de triangulação (DENZIN, 1979). Como resultados das análises constatou-se que: no tocante a temática Amazônia, destacada no PDI, o mesmo não ocorre no PPC do curso estudado, ainda que documentos da UNIR (Estatuto, PDI e PPC do BCC) atendam parcialmente a legislação da EA; há indícios relacionados à temática ambiental no currículo do Curso de Ciência da Computação estudado em apenas uma disciplina (Eletrônica para Computação), contudo, a maioria dos professores respondentes afirma não tratar destas questões nas suas disciplinas, embora os egressos pesquisados afirmem o contrário, inclusive confirmando a já citada, além de indicarem várias outras disciplinas diretamente relacionadas à área da computação. Cabe destacar que as disciplinas da área da matemática são anunciadas como as que não apresentam nenhuma relação com os temas ambientais e/ou de TI verde; a maioria dos egressos e docentes demonstra conhecimento sobre TI Verde e práticas sustentáveis, porém somente 7% dos egressos afirmam ter adquirido esse conhecimento na universidade, uma vez que à época o curso assumia uma abordagem de ordem mais técnica, com pouca ênfase em questões humanas que se relacionavam à computação, dentre elas a questão ambiental; professores e egressos consideram importante a inserção da temática ambiental/TI Verde nas disciplinas do curso estudado, ainda que hajam docentes defendendo que esta seja tratada de forma transversal no currículo. Quanto ao nível de consciência socioambiental dos pesquisados, pode-se afirmar que no âmbito pessoal reconhecem e anunciam a adoção de práticas pessoais de TI Verde, dentre elas economia de energia, uso mínimo do papel e descarte adequado de equipamentos. O estudo conclui que a TI Verde tem potencial para ser usada como parte da Educação Ambiental (EA) nos cursos de Computação no Brasil e no mundo, levando os futuros profissionais a serem corresponsáveis com uma sociedade mais sustentável.

30
  • LILIAN MARIA COELHO ESCOBAR BUENO LADEIRA
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL EM SANTARÉM E EM PORTO TROMBETAS/PA: Influência de fatores socioeconômicos e demográficos.

  • Orientador : LILIAN REBELLATO
  • Data: 17/09/2020
  • Mostrar Resumo
  • A questão ambiental vem se destacando no meio científico como um dos dilemas contemporâneos e a necessidade de encontrar soluções para sua proteção é limitada pela diferença das percepções dos indivíduos e das comunidades. O estudo da Percepção Ambiental e a correlação com sua expressão cultural pode auxiliar na criação de uma estrutura inicial para o planejamento de ações que melhorem a relação ser humano-natureza. O objetivo deste trabalho foi fazer um diagnóstico da Percepção Ambiental de estudantes da Educação Básica de escola pública e privada do município de Santarém e da vila de Porto Trombetas, no município de Oriximiná, ambos no estado do Pará, observando a influência de alguns fatores socioeconômicos e demográficos, como idade, gênero, escolaridade, tipo de escola e local onde vive. Foram usados como instrumentos de obtenção de dados a listagem ivre e questionário estruturado. Foram encontradas diferenças significativas entre os estudantes das diferentes esferas, nas duas localidades, entre os gêneros, nas diferentes faixas etárias e na escolaridade. No geral as categorias mais frequentes foram: religiosa, utilitarista e socio cultural. Pelo fato da Percepção Ambiental ser um modo de representação social e os estudantes serem uma boa representação da sociedade, seu estudo é fundamental para execução de projeto ou intervenção socio ambiental.

31
  • LILIAN MARIA COELHO ESCOBAR BUENO LADEIRA
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL EM SANTARÉM E EM PORTO TROMBETAS/PA: Influência de fatores socioeconômicos e demográficos.

  • Orientador : LILIAN REBELLATO
  • Data: 17/09/2020
  • Mostrar Resumo
  • A questão ambiental vem se destacando no meio científico como um dos dilemas contemporâneos e a necessidade de encontrar soluções para sua proteção é limitada pela diferença das percepções dos indivíduos e das comunidades. O estudo da Percepção Ambiental e a correlação com sua expressão cultural pode auxiliar na criação de uma estrutura inicial para o planejamento de ações que melhorem a relação ser humano-natureza. O objetivo deste trabalho foi fazer um diagnóstico da Percepção Ambiental de estudantes da Educação Básica de escola pública e privada do município de Santarém e da vila de Porto Trombetas, no município de Oriximiná, ambos no estado do Pará, observando a influência de alguns fatores socioeconômicos e demográficos, como idade, gênero, escolaridade, tipo de escola e local onde vive. Foram usados como instrumentos de obtenção de dados a listagem ivre e questionário estruturado. Foram encontradas diferenças significativas entre os estudantes das diferentes esferas, nas duas localidades, entre os gêneros, nas diferentes faixas etárias e na escolaridade. No geral as categorias mais frequentes foram: religiosa, utilitarista e socio cultural. Pelo fato da Percepção Ambiental ser um modo de representação social e os estudantes serem uma boa representação da sociedade, seu estudo é fundamental para execução de projeto ou intervenção socio ambiental.

2019
Teses
1
  • EDUARDO STRAMANDINOLI MORENO
  • Escalas e dimensões de um surto de Leishmaniose tegumentar americana na Terra Indígena Wajapi.

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 24/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • Durante gerações, sociedades humanas desenvolveram - à luz da cultura, e cosmologia – conhecimentos e modelos explanatórios acerca dos processos de saúde e doença em escala coletiva, que, com alguma semelhança e com o devido cuidado – podem ser relacionados por analogia ao que chamamos de ciência epidemiológica moderna. A epidemiologia torna-se objeto de conflito em contextos em que o processo saúde-doença é entendido a partir de outras epistemologias e formas de construção da realidade, como para a elaboração de políticas públicas de saúde e controle de doenças junto a populações indígenas, ou qualquer contexto intercultural em que diferentes visões do processo saúde-doença estão presentes. Assim, sob um plano coletivo, surge a necessidade de se criarem definições do processo de saúde e doença capazes de abrangerem as diferentes perspectivas envolvidas. Este estudo adota como ponto de partida, uma investigação epidemiológica de um surto de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) conduzida entre o grupo indígena Wajãpi do Amapá. Os principais objetivos dos estudo remetem a: escalas de causalidade epidemiológica; suas representações nos planos social e ecológico; o conflito entre paradigmas gerado por uma estratégia de vigilância pouco sensível às etno-especificidades, e, as possibilidades de integração de diferentes visões para construção de uma estratégia de vigilância em saúde mais abrangente e holística. São utilizados métodos tanto, retrospectivos – que remetem a utilização de dados secundários do momento do surto de LTA e revisão de dados históricos de ocupação da Terra Indígena Wajãpi (TIW), quanto dados primários – voltados para análises ambientais e ecológicas prospectivas e da percepção dos Wajãpi sobre o problema. De forma geral a abordagem toma como base a investigação de como escalas espaciais e temporais, e diferentes dimensões sociais, ecológicas e cosmológicas, são projetadas na percepção de causalidade do surto, tanto pelos Wajãpi, quanto por profissionais e pesquisadores atuantes neste contexto. O estudo compara as abordagens padrão preconizadas pelo Ministério da Saúde com abordagens alternativas entre três componentes principais: captação de casos e diagnóstico, tratamento e análise epidemiológica. Neste último componente, foram utilizados métodos que se relacionam a análise de locais prováveis de infecção, entomologia e estudo de hospedeiros vertebrados. Espera-se que as abordagens comparadas neste estudo possam servir de base para aperfeiçoamento de sistemas de vigilância em saúde, principalmente para doenças transmitidas por vetores em áreas indígenas.

2
  • EDUARDO STRAMANDINOLI MORENO
  • Escalas e dimensões de um surto de Leishmaniose tegumentar americana na Terra Indígena Wajapi.

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 24/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • Durante gerações, sociedades humanas desenvolveram - à luz da cultura, e cosmologia – conhecimentos e modelos explanatórios acerca dos processos de saúde e doença em escala coletiva, que, com alguma semelhança e com o devido cuidado – podem ser relacionados por analogia ao que chamamos de ciência epidemiológica moderna. A epidemiologia torna-se objeto de conflito em contextos em que o processo saúde-doença é entendido a partir de outras epistemologias e formas de construção da realidade, como para a elaboração de políticas públicas de saúde e controle de doenças junto a populações indígenas, ou qualquer contexto intercultural em que diferentes visões do processo saúde-doença estão presentes. Assim, sob um plano coletivo, surge a necessidade de se criarem definições do processo de saúde e doença capazes de abrangerem as diferentes perspectivas envolvidas. Este estudo adota como ponto de partida, uma investigação epidemiológica de um surto de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) conduzida entre o grupo indígena Wajãpi do Amapá. Os principais objetivos dos estudo remetem a: escalas de causalidade epidemiológica; suas representações nos planos social e ecológico; o conflito entre paradigmas gerado por uma estratégia de vigilância pouco sensível às etno-especificidades, e, as possibilidades de integração de diferentes visões para construção de uma estratégia de vigilância em saúde mais abrangente e holística. São utilizados métodos tanto, retrospectivos – que remetem a utilização de dados secundários do momento do surto de LTA e revisão de dados históricos de ocupação da Terra Indígena Wajãpi (TIW), quanto dados primários – voltados para análises ambientais e ecológicas prospectivas e da percepção dos Wajãpi sobre o problema. De forma geral a abordagem toma como base a investigação de como escalas espaciais e temporais, e diferentes dimensões sociais, ecológicas e cosmológicas, são projetadas na percepção de causalidade do surto, tanto pelos Wajãpi, quanto por profissionais e pesquisadores atuantes neste contexto. O estudo compara as abordagens padrão preconizadas pelo Ministério da Saúde com abordagens alternativas entre três componentes principais: captação de casos e diagnóstico, tratamento e análise epidemiológica. Neste último componente, foram utilizados métodos que se relacionam a análise de locais prováveis de infecção, entomologia e estudo de hospedeiros vertebrados. Espera-se que as abordagens comparadas neste estudo possam servir de base para aperfeiçoamento de sistemas de vigilância em saúde, principalmente para doenças transmitidas por vetores em áreas indígenas.

3
  • ANA MARIA SILVA SARMENTO
  • Protocolo de Consulta prévia: instrumento de integração, diálogo e fortalecimento das comunidades quilombolas do Maicá - Santarém - Pará.

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 28/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • A pretensão ao redigir esta tese é responder a seguinte indagação: de que forma a construção do protocolo de consulta prévia da FEDERAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES QUILOMBOLAS DE SANTARÉM (FOQS) fortaleceu o diálogo entre as comunidades associadas e como isto serviu para tornar mais resistente o movimento quilombola em Santarém? Pode parecer uma questão simples, contudo, a crescente construção de protocolos de consulta prévia das comunidades tradicionais da região amazônica vem acenando que esses protocolos são uma resposta às decisões administrativas e legislativas que vem sendo editadas sem possibilitarem o direito que as comunidades impactadas por essas decisões tem de serem ouvidas. A infração ao direito à Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) contido na Convenção n. 169 da Organização Internacional do Trabalho, (OIT) de 1989, faz com que as comunidades tradicionais provoquem os tribunais domésticos e as cortes internacionais objetivando o respeito ao seu direito de participação na tomada de decisões que as afetem diretamente. O protocolo de consulta prévia das comunidades de remanescentes de quilombo associadas a Foqs demonstra que essa participação deve ocorrer por meio do diálogo. O processo de construção do protocolo de consulta da Foqs não somente promoveu a aproximação das comunidades quilombolas, mas, o seu fortalecimento perante os espaços de debates. Como fundamento para a pesquisa, recorreu-se à teoria do agir comunicativo de Jurgen Habermas (1989), para quem o entendimento mútuo pode ser obtido por meio do consentimento racional oriundo de uma assertiva, isento de manipulações ou comunicações distorcidas por agentes externos, e assentado em convicções comuns. A teoria habermasiana serviu para explicar o procedimento por meio do qual os acordos e consensos são obtidos, considerando-se a igualdade de direito de participação de todos os envolvidos. Como metodologia para a análise dos resultados, foi utilizado o procedimento do Discurso do Sujeito Coletivo, de Lefrève et al (2005).

4
  • ANA MARIA SILVA SARMENTO
  • Protocolo de Consulta prévia: instrumento de integração, diálogo e fortalecimento das comunidades quilombolas do Maicá - Santarém - Pará.

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 28/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • A pretensão ao redigir esta tese é responder a seguinte indagação: de que forma a construção do protocolo de consulta prévia da FEDERAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES QUILOMBOLAS DE SANTARÉM (FOQS) fortaleceu o diálogo entre as comunidades associadas e como isto serviu para tornar mais resistente o movimento quilombola em Santarém? Pode parecer uma questão simples, contudo, a crescente construção de protocolos de consulta prévia das comunidades tradicionais da região amazônica vem acenando que esses protocolos são uma resposta às decisões administrativas e legislativas que vem sendo editadas sem possibilitarem o direito que as comunidades impactadas por essas decisões tem de serem ouvidas. A infração ao direito à Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) contido na Convenção n. 169 da Organização Internacional do Trabalho, (OIT) de 1989, faz com que as comunidades tradicionais provoquem os tribunais domésticos e as cortes internacionais objetivando o respeito ao seu direito de participação na tomada de decisões que as afetem diretamente. O protocolo de consulta prévia das comunidades de remanescentes de quilombo associadas a Foqs demonstra que essa participação deve ocorrer por meio do diálogo. O processo de construção do protocolo de consulta da Foqs não somente promoveu a aproximação das comunidades quilombolas, mas, o seu fortalecimento perante os espaços de debates. Como fundamento para a pesquisa, recorreu-se à teoria do agir comunicativo de Jurgen Habermas (1989), para quem o entendimento mútuo pode ser obtido por meio do consentimento racional oriundo de uma assertiva, isento de manipulações ou comunicações distorcidas por agentes externos, e assentado em convicções comuns. A teoria habermasiana serviu para explicar o procedimento por meio do qual os acordos e consensos são obtidos, considerando-se a igualdade de direito de participação de todos os envolvidos. Como metodologia para a análise dos resultados, foi utilizado o procedimento do Discurso do Sujeito Coletivo, de Lefrève et al (2005).

5
  • IRENE CIBELLE GONÇALVES SAMPAIO
  • Dinâmica do Carbono Dissolvido no Rio Amazonas, a Região do Estreito de Óbidos

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 28/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • O carbono e o nitrogênio são fundamentais para estrutura e fisiologia dos organismos vivos e têm papel fundamental na conexão entre ecossistemas terrestres e aquáticos, no balanço do carbono e na regulação do clima global. Com o objetivo de investigar variações sazonais e interanuais de carbono e nitrogênio dissolvidos no rio Amazonas, identificando sua correlação com a vazão, características químicas da água e mudanças de cobertura vegetal da bacia de drenagem, foram realizadas coletas mensais de água superficial (filtrada a 45µm) no rio, no Estreito de Óbidos, de janeiro de 2012 a maio de 2017. As amostras de água para quantificação de carbono orgânico dissolvido (COD), nitrogênio orgânico dissolvido (NOD), nitrato (NO3) e amônio (NH4) foram conservadas congeladas e para quantificação de CID, da alcalinidade e pH foram conservadas com cloreto de mercúrio. O COD foi analisado pelo Shimadzu TOC-V ® , NO3 e NH4 por colorimetria no Astoria 2 ®. O NOD foi obtido pela subtração do nitrogênio inorgânico total (detectado pela quimioluminescência). O CID foi analisado no Apollo SciTEch,Modelo AS-C3 por via de acidificação. A alcalinidade pela titulação Gran (Appolo SciTech, Modelo AS-ALK2), pH por sensor de eletrodos (Thermo Scientific). A vazão do rio foi obtida da estação da Agência Nacional de Águas (17050001). O transporte dos constituintes foi estimado no programa LoadRunner e as espécies químicas do CID no CO2SYS. Na fase de cheia, o COD e o DON aumentaram significativamente seu transporte (0,096 e 0,004 Tg dia-1 , respectivamente), em comparação com a fase de seca (0,036 e 0,001 Tg dia-1 , respectivamente). O NO3 não teve seu transporte modificado sazonalmente (0,003 Tg dia-1 ). O transporte médio de NH4 foi de 0,0003 Tg dia-1 e diferenças sazonais não foram consideradas. Para o transportes de CID, C_HCO3 e C_CO2*, a fase de enchente (0,09, 0,06 e 0,03 TgC. dia1 , respectivamente ) não foi diferente do transporte na fase de cheia (0,13, 0,07 e 0,05 TgC. dia-1 , respectivamente), e em ambas as fases o transporte foi maior do que na fase de seca (0,04, 0,03 e 0,01 TgC. dia-1 , respectivamente). O transporte de C_CO2* também apresentou diferença significativa entre a fase de vazante (0,04 TgC. dia-1 ) e de seca. Na análise de correlação de Spearman, o COD não foi correlacionado com a alcalinidade total, com pH ou com o CO2 . . O COD foi positivamente correlacionada com a vazão do rio, mas o CID não apresentou correlação com a vazão. Os resultados deste trabalho são numericamente semelhantes a outras estimativas realizadas anteriormente para o Rio Amazonas. Isso mostra que as mudanças no uso e cobertura do solo nas últimas décadas parecem não ter surtido efeito significativo no transporte de carbono e de nitrogênio. Fenômenos climáticos, como El Nino e La Nina, também não influenciaram o transporte de carbono orgânico e nitrogênio dissolvidos no rio durante o presente estudo. No entanto, somente observações frequentes e de longo prazo serão capazes de avaliar conclusivamente o efeito de fenômenos climáticos extremos e possíveis mudanças climáticas sobre a dinâmica do carbono e nitrogênio dissolvidos no rio.

6
  • IRENE CIBELLE GONÇALVES SAMPAIO
  • Dinâmica do Carbono Dissolvido no Rio Amazonas, a Região do Estreito de Óbidos

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 28/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • O carbono e o nitrogênio são fundamentais para estrutura e fisiologia dos organismos vivos e têm papel fundamental na conexão entre ecossistemas terrestres e aquáticos, no balanço do carbono e na regulação do clima global. Com o objetivo de investigar variações sazonais e interanuais de carbono e nitrogênio dissolvidos no rio Amazonas, identificando sua correlação com a vazão, características químicas da água e mudanças de cobertura vegetal da bacia de drenagem, foram realizadas coletas mensais de água superficial (filtrada a 45µm) no rio, no Estreito de Óbidos, de janeiro de 2012 a maio de 2017. As amostras de água para quantificação de carbono orgânico dissolvido (COD), nitrogênio orgânico dissolvido (NOD), nitrato (NO3) e amônio (NH4) foram conservadas congeladas e para quantificação de CID, da alcalinidade e pH foram conservadas com cloreto de mercúrio. O COD foi analisado pelo Shimadzu TOC-V ® , NO3 e NH4 por colorimetria no Astoria 2 ®. O NOD foi obtido pela subtração do nitrogênio inorgânico total (detectado pela quimioluminescência). O CID foi analisado no Apollo SciTEch,Modelo AS-C3 por via de acidificação. A alcalinidade pela titulação Gran (Appolo SciTech, Modelo AS-ALK2), pH por sensor de eletrodos (Thermo Scientific). A vazão do rio foi obtida da estação da Agência Nacional de Águas (17050001). O transporte dos constituintes foi estimado no programa LoadRunner e as espécies químicas do CID no CO2SYS. Na fase de cheia, o COD e o DON aumentaram significativamente seu transporte (0,096 e 0,004 Tg dia-1 , respectivamente), em comparação com a fase de seca (0,036 e 0,001 Tg dia-1 , respectivamente). O NO3 não teve seu transporte modificado sazonalmente (0,003 Tg dia-1 ). O transporte médio de NH4 foi de 0,0003 Tg dia-1 e diferenças sazonais não foram consideradas. Para o transportes de CID, C_HCO3 e C_CO2*, a fase de enchente (0,09, 0,06 e 0,03 TgC. dia1 , respectivamente ) não foi diferente do transporte na fase de cheia (0,13, 0,07 e 0,05 TgC. dia-1 , respectivamente), e em ambas as fases o transporte foi maior do que na fase de seca (0,04, 0,03 e 0,01 TgC. dia-1 , respectivamente). O transporte de C_CO2* também apresentou diferença significativa entre a fase de vazante (0,04 TgC. dia-1 ) e de seca. Na análise de correlação de Spearman, o COD não foi correlacionado com a alcalinidade total, com pH ou com o CO2 . . O COD foi positivamente correlacionada com a vazão do rio, mas o CID não apresentou correlação com a vazão. Os resultados deste trabalho são numericamente semelhantes a outras estimativas realizadas anteriormente para o Rio Amazonas. Isso mostra que as mudanças no uso e cobertura do solo nas últimas décadas parecem não ter surtido efeito significativo no transporte de carbono e de nitrogênio. Fenômenos climáticos, como El Nino e La Nina, também não influenciaram o transporte de carbono orgânico e nitrogênio dissolvidos no rio durante o presente estudo. No entanto, somente observações frequentes e de longo prazo serão capazes de avaliar conclusivamente o efeito de fenômenos climáticos extremos e possíveis mudanças climáticas sobre a dinâmica do carbono e nitrogênio dissolvidos no rio.

7
  • PAULO ROBERTO BRASIL SANTOS
  • CARACTERIZAÇÃO LIMNOLÓGICA E MODELAGEM ECOSSISTÊMICA PARA PROJEÇÃO DE CENÁRIOS NA PRODUÇÃO AQUÍCOLA DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum Cuvier, 1818) NO RESERVATÓRIO DA UHE DE CURUÁ-UNA, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 31/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • A construção de reservatórios artificiais atingiu seu máximo desenvolvimento nas décadas de 1960 a 1990 e, atualmente, faz parte das metas para a expansão econômica do país. Como estratégia de desenvolvimento adotada pelo Governo nessas décadas foram construídas cinco usinas de hidroeletricidade na Amazônia brasileira. E, dentre elas a segunda usina construída no interior da floresta Amazônica, foi a UHE Curuá-Una em 1977 que está aproximadamente 72 km ao sul da cidade de Santarém (PA), como parte do sistema interligado de Tucuruí. E com o trecho do rio Curuá-Una, o qual foi represado pela construção da barragem, ocasionou novas condições ambientais com intensas modificações na concentração de oxigênio, incidência de luz, nutrientes, quanto em relação às comunidades bióticas presentes no local, anos depois de sua implantação. E, para determinar intensas modificações, o uso de indicadores biológicos, tais como a comunidade fitoplanctônica tornou-se um importante subsídio para a caracterização da qualidade ecológica do reservatório, uma vez que esta comunidade reflete uma rápida resposta a qualquer alteração nas condições ambientais. O presente estudo pretende estudar a estrutura da comunidade fitoplanctônica espaço-temporal e suas relações com os gradientes ambientais ao longo do Reservatório da UHE de Curuá-Una. Esses resultados darão condições para gerar modelos para simular a biomassa fitoplanctônica e alterações nas concentrações de fósforo e nitrogênio em função de cenários de produção de Tambaqui em tanques-redes para prever possíveis impactos na qualidade da água como ferramenta de tomada de decisão para gestão dos recursos hídricos. As coletas dos dados serão realizadas mensalmente no período de maio de 2016 a maio de 2017 contemplando 8 estações de coleta no reservatório totalizando em 96 amostras em 12 meses. Para a determinação da composição e abundância do fitoplâncton e paralelamente as variáveis da qualidade da água como: pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez, transparência da água, temperatura, nitrato, amônia, silicato, DBO e clorofila-a. As ferramentas estatísticas para determinar as variações espaço temporal da abundância do fitoplâncton, gradientes ambientais e suas relações com os dados abióticos serão respectivamente: Análise de Similaridade (ANOSIM); Análise de Componente Principal (PCA) e Análise de Redundância Canônica (RDA). Essas análises darão de suporte para desenvolver um modelo em duas etapas, a primeira é construir um modelo da taxa de crescimento da densidade total. A segunda etapa é elaborar três cenários de produção tambaqui em tanques-redes no reservatório, iniciando com 10 toneladas, 30 toneladas e 50 toneladas. Após essas simulações avaliar a qual cenários de produção é sustentável sem causar grandes danos ao ambiente aquático. Para a construção do modelo integrado das duas etapas, recorremos ao software STELLA 8.0 (Structural Thinking Experimental Learning Laboratory with Animation) que simula situações reais de sistemas ecológicos dinâmicos, ao mesmo tempo em que possibilita a compreensão de diversas funções matemáticas.

8
  • PAULO ROBERTO BRASIL SANTOS
  • CARACTERIZAÇÃO LIMNOLÓGICA E MODELAGEM ECOSSISTÊMICA PARA PROJEÇÃO DE CENÁRIOS NA PRODUÇÃO AQUÍCOLA DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum Cuvier, 1818) NO RESERVATÓRIO DA UHE DE CURUÁ-UNA, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 31/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • A construção de reservatórios artificiais atingiu seu máximo desenvolvimento nas décadas de 1960 a 1990 e, atualmente, faz parte das metas para a expansão econômica do país. Como estratégia de desenvolvimento adotada pelo Governo nessas décadas foram construídas cinco usinas de hidroeletricidade na Amazônia brasileira. E, dentre elas a segunda usina construída no interior da floresta Amazônica, foi a UHE Curuá-Una em 1977 que está aproximadamente 72 km ao sul da cidade de Santarém (PA), como parte do sistema interligado de Tucuruí. E com o trecho do rio Curuá-Una, o qual foi represado pela construção da barragem, ocasionou novas condições ambientais com intensas modificações na concentração de oxigênio, incidência de luz, nutrientes, quanto em relação às comunidades bióticas presentes no local, anos depois de sua implantação. E, para determinar intensas modificações, o uso de indicadores biológicos, tais como a comunidade fitoplanctônica tornou-se um importante subsídio para a caracterização da qualidade ecológica do reservatório, uma vez que esta comunidade reflete uma rápida resposta a qualquer alteração nas condições ambientais. O presente estudo pretende estudar a estrutura da comunidade fitoplanctônica espaço-temporal e suas relações com os gradientes ambientais ao longo do Reservatório da UHE de Curuá-Una. Esses resultados darão condições para gerar modelos para simular a biomassa fitoplanctônica e alterações nas concentrações de fósforo e nitrogênio em função de cenários de produção de Tambaqui em tanques-redes para prever possíveis impactos na qualidade da água como ferramenta de tomada de decisão para gestão dos recursos hídricos. As coletas dos dados serão realizadas mensalmente no período de maio de 2016 a maio de 2017 contemplando 8 estações de coleta no reservatório totalizando em 96 amostras em 12 meses. Para a determinação da composição e abundância do fitoplâncton e paralelamente as variáveis da qualidade da água como: pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez, transparência da água, temperatura, nitrato, amônia, silicato, DBO e clorofila-a. As ferramentas estatísticas para determinar as variações espaço temporal da abundância do fitoplâncton, gradientes ambientais e suas relações com os dados abióticos serão respectivamente: Análise de Similaridade (ANOSIM); Análise de Componente Principal (PCA) e Análise de Redundância Canônica (RDA). Essas análises darão de suporte para desenvolver um modelo em duas etapas, a primeira é construir um modelo da taxa de crescimento da densidade total. A segunda etapa é elaborar três cenários de produção tambaqui em tanques-redes no reservatório, iniciando com 10 toneladas, 30 toneladas e 50 toneladas. Após essas simulações avaliar a qual cenários de produção é sustentável sem causar grandes danos ao ambiente aquático. Para a construção do modelo integrado das duas etapas, recorremos ao software STELLA 8.0 (Structural Thinking Experimental Learning Laboratory with Animation) que simula situações reais de sistemas ecológicos dinâmicos, ao mesmo tempo em que possibilita a compreensão de diversas funções matemáticas.

9
  • SARAH SUELY ALVES BATALHA
  • ESTUDO SOBRE A CONCENTRAÇÃO E FLUXO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS BIOGÊNICOS EM TEMPO REAL EM UMA FLORESTA PRIMÁRIA NA FLONA DO TAPAJÓS, AMAZÔNIA CENTRAL

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 31/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • Estima-se que 90% da emissão anual de compostos orgânicos voláteis (COVs) para a atmosfera é de origem biogênica (COVBs). Os COVBs funcionam como um “combustível” que mantém em funcionamento a fotoquímica oxidativa nos processos atmosféricos. Eles influenciam a fotoquímica local, regional e global exercendo impacto no sistema climático, tanto devido a sua influência no tempo de vida de gases de efeito estufa, quanto à sua capacidade de formar partículas de aerossóis orgânicos secundários. Os recentes estudos sobre a química atmosférica em florestas tropicais demonstram que a caracterização dos compostos orgânicos é desafiada pelas dificuldades de medidas e análises. Isto ocorre devido às dificuldades na implementação de uma logística para pesquisas de longo prazo no centro das florestas, bem como a alta variabilidade e reatividade de gases e partículas químicas orgânicas emitidas pela vegetação para a atmosfera. Sendo assim, o objetivo deste trabalho de tese é investigar a dinâmica da interação vegetação-atmosfera dos compostos orgânicos voláteis em uma floresta tropical amazônica. A área em estudo localiza-se na base de pesquisa do km 67 da BR-163 (Rodovia Cuiabá-Santarém), na Floresta Nacional do Tapajós. A campanha ocorreu no mês de junho de 2014, correspondente ao período de transição entre as duas estações predominantes na região. Para identificação e quantificação dos COVBs utilizou-se um sensor por espectrometria de massa. Foram aplicados os métodos de razão de mistura para concentração e o método de covariância dos vórtices turbulentos, que consiste na correlação entre os dados de concentração da espécie química e os dados de turbulência. O diferencial nesta pesquisa foi a utilização do sensor o sistema Proton Transfer Reaction – Time of Flight – Mass Spectrometer (PTR-TOF-MS), que, devido a sua alta resolução de massa, consegue superar a questão da sensibilidade, ao ponto de identificar compostos na atmosfera na faixa de concentração em pptv, bem como possibilita separar íons isobáricos. As razões de mistura e fluxos para isopreno (m/z 69) e monoterpenos (m/z 81 e 137) evidenciaram um ciclo circadiano, com alta emissão durante o dia, o que confirma dados da literatura de que as emissões desses compostos são dependentes de luz e temperatura do ar. Os dados para isopreno também apresentaram forte correlação com o calor sensível e a velocidade do vento, agregando a importância dessas variáveis na análise da emissão.

10
  • SARAH SUELY ALVES BATALHA
  • ESTUDO SOBRE A CONCENTRAÇÃO E FLUXO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS BIOGÊNICOS EM TEMPO REAL EM UMA FLORESTA PRIMÁRIA NA FLONA DO TAPAJÓS, AMAZÔNIA CENTRAL

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 31/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • Estima-se que 90% da emissão anual de compostos orgânicos voláteis (COVs) para a atmosfera é de origem biogênica (COVBs). Os COVBs funcionam como um “combustível” que mantém em funcionamento a fotoquímica oxidativa nos processos atmosféricos. Eles influenciam a fotoquímica local, regional e global exercendo impacto no sistema climático, tanto devido a sua influência no tempo de vida de gases de efeito estufa, quanto à sua capacidade de formar partículas de aerossóis orgânicos secundários. Os recentes estudos sobre a química atmosférica em florestas tropicais demonstram que a caracterização dos compostos orgânicos é desafiada pelas dificuldades de medidas e análises. Isto ocorre devido às dificuldades na implementação de uma logística para pesquisas de longo prazo no centro das florestas, bem como a alta variabilidade e reatividade de gases e partículas químicas orgânicas emitidas pela vegetação para a atmosfera. Sendo assim, o objetivo deste trabalho de tese é investigar a dinâmica da interação vegetação-atmosfera dos compostos orgânicos voláteis em uma floresta tropical amazônica. A área em estudo localiza-se na base de pesquisa do km 67 da BR-163 (Rodovia Cuiabá-Santarém), na Floresta Nacional do Tapajós. A campanha ocorreu no mês de junho de 2014, correspondente ao período de transição entre as duas estações predominantes na região. Para identificação e quantificação dos COVBs utilizou-se um sensor por espectrometria de massa. Foram aplicados os métodos de razão de mistura para concentração e o método de covariância dos vórtices turbulentos, que consiste na correlação entre os dados de concentração da espécie química e os dados de turbulência. O diferencial nesta pesquisa foi a utilização do sensor o sistema Proton Transfer Reaction – Time of Flight – Mass Spectrometer (PTR-TOF-MS), que, devido a sua alta resolução de massa, consegue superar a questão da sensibilidade, ao ponto de identificar compostos na atmosfera na faixa de concentração em pptv, bem como possibilita separar íons isobáricos. As razões de mistura e fluxos para isopreno (m/z 69) e monoterpenos (m/z 81 e 137) evidenciaram um ciclo circadiano, com alta emissão durante o dia, o que confirma dados da literatura de que as emissões desses compostos são dependentes de luz e temperatura do ar. Os dados para isopreno também apresentaram forte correlação com o calor sensível e a velocidade do vento, agregando a importância dessas variáveis na análise da emissão.

11
  • DIEGO CORRÊA FURTADO
  • TURISMO, TRABALHO E USO DE RECURSOS NATURAIS NO LITORAL PARAENSE: A CONSTRUÇÃO DA
    NOÇÃO DE MUDANÇA NA LOCALIDADE COSTEIRA DE MARUDÁ, AMAZÔNIA ATLÂNTICA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 20/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • O estudo das influências do turismo sobre as relações sociais e socioambientais no litoral
    atlântico amazônico tem seguido duas orientações. Estudos de inclinação antropológica
    tendem a enfocar os reordenamentos de relações sociais por meio dos quais se expressa o
    fenômeno turístico. Adotam perspectiva contextual e concebem que a compreensão do
    processo de mudança apenas pode ser alcançada pela análise das circunstâncias sociais
    especificamente implicadas. Paralelamente, constitui-se, na região, tradição de estudos
    interdisciplinares voltados ao registro da diversidade de relações entre sociedade e natureza.
    Focalizando o fenômeno turístico, esta vertente tem tendido a reconhecê-lo como fator de
    desarticulação dos estilos de vida das populações das localidades anfitriãs e de ameaça aos
    conhecimentos tradicionais associados ao ambiente. Assim, sugere-se que as premissas
    adotadas por campos interdisciplinares têm dificultado a interlocução com campos
    disciplinares, favorecendo o ressurgimento de discussões já desgastadas nos campos de
    investigação mais consolidados. Como base empírica da reflexão, a tese se volta à localidade
    de Marudá, no litoral do Pará. Reiteradamente apresentada como vila pesqueira em vias de
    conversão a estação de turismo balnear, a localidade continua a ser tomada como cenário de
    inventários de saberes locais, não se concretizando as previsões que anunciavam a perda dos
    conhecimentos de seus moradores a partir do contato com turistas. Ao reconhecer inconclusa
    a tarefa de elucidar a relação entre turismo e mudança em Marudá, a tese pretende explicar as
    condições de possibilidade pelas quais o turismo, embora significativo fator de reordenações
    diversas, não se refletiu na desorganização das práticas socioambientais dos nativos. Por meio
    do estudo das mudanças e permanências sociais e socioambientais no local, pretende indicar a
    precisa influência das práticas de visitação turística nesses processos. Aliando os registros
    providos pela literatura remetida à localidade à produção de dados em trabalho de campo –
    com base em observação participante e entrevistas semiestruturadas –, a investigação busca
    reconhecer as principais rearticulações ocorridas entre as décadas de 1950 e de 2010,
    correlatas à esfera do trabalho, domínio estruturante da vida social e do cotidiano. A tese
    enfoca as relações sociais subjacentes ao engajamento a distintas modalidades de alocação do
    tempo e a específicas configurações de uso de recursos naturais e, desse modo, demonstra que
    o turismo, embora tenha absorvido força de trabalho dos marudaenses, ocupando-os em
    funções ligadas à vida balnear, não promoveu a desarticulação de seus estilos de vida e de
    organização da vida econômica. Ao liberar temporariamente os marudaenses da proeminente
    dependência da atividade pesqueira, a possibilidade de engajamento aos postos do turismo
    balnear figurou como alternativa laboral para aquela população, restituindo-lhe a condição de
    polivalência econômica de que gozava antes da consolidação da pesca como atividade
    especializada. Destarte, embora em um plano imediato o turismo esteja ligado a
    reconfigurações espaciais e ocupacionais, em um segundo plano a atividade estaria ligada a
    permanências e ressurgências sociais. Por fim, a tese conclui que a cisão entre campos
    interdisciplinares e campos disciplinares, para além da legítima necessidade de preservar
    abordagens particulares a diferenciados objetos de estudo, tem alimentado a reprodução de
    incompreensões evitáveis.
12
  • DIEGO CORRÊA FURTADO
  • TURISMO, TRABALHO E USO DE RECURSOS NATURAIS NO LITORAL PARAENSE: A CONSTRUÇÃO DA
    NOÇÃO DE MUDANÇA NA LOCALIDADE COSTEIRA DE MARUDÁ, AMAZÔNIA ATLÂNTICA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 20/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • O estudo das influências do turismo sobre as relações sociais e socioambientais no litoral
    atlântico amazônico tem seguido duas orientações. Estudos de inclinação antropológica
    tendem a enfocar os reordenamentos de relações sociais por meio dos quais se expressa o
    fenômeno turístico. Adotam perspectiva contextual e concebem que a compreensão do
    processo de mudança apenas pode ser alcançada pela análise das circunstâncias sociais
    especificamente implicadas. Paralelamente, constitui-se, na região, tradição de estudos
    interdisciplinares voltados ao registro da diversidade de relações entre sociedade e natureza.
    Focalizando o fenômeno turístico, esta vertente tem tendido a reconhecê-lo como fator de
    desarticulação dos estilos de vida das populações das localidades anfitriãs e de ameaça aos
    conhecimentos tradicionais associados ao ambiente. Assim, sugere-se que as premissas
    adotadas por campos interdisciplinares têm dificultado a interlocução com campos
    disciplinares, favorecendo o ressurgimento de discussões já desgastadas nos campos de
    investigação mais consolidados. Como base empírica da reflexão, a tese se volta à localidade
    de Marudá, no litoral do Pará. Reiteradamente apresentada como vila pesqueira em vias de
    conversão a estação de turismo balnear, a localidade continua a ser tomada como cenário de
    inventários de saberes locais, não se concretizando as previsões que anunciavam a perda dos
    conhecimentos de seus moradores a partir do contato com turistas. Ao reconhecer inconclusa
    a tarefa de elucidar a relação entre turismo e mudança em Marudá, a tese pretende explicar as
    condições de possibilidade pelas quais o turismo, embora significativo fator de reordenações
    diversas, não se refletiu na desorganização das práticas socioambientais dos nativos. Por meio
    do estudo das mudanças e permanências sociais e socioambientais no local, pretende indicar a
    precisa influência das práticas de visitação turística nesses processos. Aliando os registros
    providos pela literatura remetida à localidade à produção de dados em trabalho de campo –
    com base em observação participante e entrevistas semiestruturadas –, a investigação busca
    reconhecer as principais rearticulações ocorridas entre as décadas de 1950 e de 2010,
    correlatas à esfera do trabalho, domínio estruturante da vida social e do cotidiano. A tese
    enfoca as relações sociais subjacentes ao engajamento a distintas modalidades de alocação do
    tempo e a específicas configurações de uso de recursos naturais e, desse modo, demonstra que
    o turismo, embora tenha absorvido força de trabalho dos marudaenses, ocupando-os em
    funções ligadas à vida balnear, não promoveu a desarticulação de seus estilos de vida e de
    organização da vida econômica. Ao liberar temporariamente os marudaenses da proeminente
    dependência da atividade pesqueira, a possibilidade de engajamento aos postos do turismo
    balnear figurou como alternativa laboral para aquela população, restituindo-lhe a condição de
    polivalência econômica de que gozava antes da consolidação da pesca como atividade
    especializada. Destarte, embora em um plano imediato o turismo esteja ligado a
    reconfigurações espaciais e ocupacionais, em um segundo plano a atividade estaria ligada a
    permanências e ressurgências sociais. Por fim, a tese conclui que a cisão entre campos
    interdisciplinares e campos disciplinares, para além da legítima necessidade de preservar
    abordagens particulares a diferenciados objetos de estudo, tem alimentado a reprodução de
    incompreensões evitáveis.
13
  • GINA CYNTHIA CARNEIRO DO VALLE
  • CENÁRIOS E INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE DA PRODUÇÃO PISCÍCOLA NA REGIÃO METROPOLITANA DE SANTARÉM - PA, BRASIL

  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 28/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Santarém e sua área metropolitana, situada na região do Baixo Amazonas – PA possui grande potencial para o desenvolvimento da atividade piscícola e, portanto, para contribuir na oferta de proteína derivada do cultivo do tambaqui (Colossoma macropomum), da tambatinga (Colossoma macropomum x Piaractus brachypomus), do pirarucu (Arapaima gigas) e da matrinxã (Brycon amazonicus), além de gerar benefícios socioeconômicos para a Região. A problemática que emerge desse processo é o fato de se tratar de uma alternativa econômica, ainda que em fase inicial na região Amazônica, notadamente na área do Baixo Amazonas; uma vez que a Amazônia vem sofrendo grande pressão sobre os recursos pesqueiros. O presente estudo discute a sustentabilidade da atividade piscícola na região de Santarém - PA e sua área metropolitana (Santarém, Mojuí dos Campos, Belterra), a partir da aplicação do modelo de avaliação de sustentabilidade baseado na metodologia MESMIS (Marco para la Evaluación de Sistemas de Manejo de Recursos Naturales incorporando Indicadores de Sustentabilidade), com base nas informações coletadas junto aos piscicultores, associações, cooperativas, representantes dos órgãos e agências de fomento ligados diretamente à temática. Foram realizadas 46 entrevistas de dezembro/2015 a novembro/2016, registros fotográficos e em áudios devidamente autorizados por Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos (CAAE): 50019915.8.0000.5168. Os indicadores de sustentabilidade candidatos para uso no MESMIS foram selecionados de acordo com os Atributos: produtividade; estabilidade; resiliência; confiabilidade; adaptabilidade; equidade e autogestão. O nível de sustentabilidade foi calculado com base no percentil obtido por cada indicador de acordo com o atributo ao qual foi associado para a representação na forma gráfica em modelo Radar e comparado com o nível mínimo para ser considerado sustentável (P75%). Dentre todos os atributos analisados, tiveram quatro indicadores considerados sustentáveis, com o percentil maior que 75%, dentre os 53 indicadores obtidos na pesquisa. A obtenção do cálculo final do Índice Relativo de Sustentabilidade (IRS), da região estudado foi: IRS (MED%=12,40%) e o percentil obtido foi (P75%)=38,76%, o qual está abaixo do nível de sustentabilidade. Tais resultados são relevantes e demostram que apesar do potencial regional, a área de estudo enfrenta as dificuldades típicas de regiões em desenvolvimento e requer o fortalecimento do setor para solucionar as fragilidades existentes (fomento, acompanhamento técnico integral, ampliação da produção, melhoria no processo de escoamento/ beneficiamento da produção, integração institucional, incentivos fiscais para produção) para permitir que produtores e instituições atuantes no setor possam contribuir com a segurança alimentar, ocupação de mão-de-obra e geração de renda para os atores envolvidos na cadeia de produção piscícola regional.

14
  • GINA CYNTHIA CARNEIRO DO VALLE
  • CENÁRIOS E INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE DA PRODUÇÃO PISCÍCOLA NA REGIÃO METROPOLITANA DE SANTARÉM - PA, BRASIL

  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 28/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Santarém e sua área metropolitana, situada na região do Baixo Amazonas – PA possui grande potencial para o desenvolvimento da atividade piscícola e, portanto, para contribuir na oferta de proteína derivada do cultivo do tambaqui (Colossoma macropomum), da tambatinga (Colossoma macropomum x Piaractus brachypomus), do pirarucu (Arapaima gigas) e da matrinxã (Brycon amazonicus), além de gerar benefícios socioeconômicos para a Região. A problemática que emerge desse processo é o fato de se tratar de uma alternativa econômica, ainda que em fase inicial na região Amazônica, notadamente na área do Baixo Amazonas; uma vez que a Amazônia vem sofrendo grande pressão sobre os recursos pesqueiros. O presente estudo discute a sustentabilidade da atividade piscícola na região de Santarém - PA e sua área metropolitana (Santarém, Mojuí dos Campos, Belterra), a partir da aplicação do modelo de avaliação de sustentabilidade baseado na metodologia MESMIS (Marco para la Evaluación de Sistemas de Manejo de Recursos Naturales incorporando Indicadores de Sustentabilidade), com base nas informações coletadas junto aos piscicultores, associações, cooperativas, representantes dos órgãos e agências de fomento ligados diretamente à temática. Foram realizadas 46 entrevistas de dezembro/2015 a novembro/2016, registros fotográficos e em áudios devidamente autorizados por Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos (CAAE): 50019915.8.0000.5168. Os indicadores de sustentabilidade candidatos para uso no MESMIS foram selecionados de acordo com os Atributos: produtividade; estabilidade; resiliência; confiabilidade; adaptabilidade; equidade e autogestão. O nível de sustentabilidade foi calculado com base no percentil obtido por cada indicador de acordo com o atributo ao qual foi associado para a representação na forma gráfica em modelo Radar e comparado com o nível mínimo para ser considerado sustentável (P75%). Dentre todos os atributos analisados, tiveram quatro indicadores considerados sustentáveis, com o percentil maior que 75%, dentre os 53 indicadores obtidos na pesquisa. A obtenção do cálculo final do Índice Relativo de Sustentabilidade (IRS), da região estudado foi: IRS (MED%=12,40%) e o percentil obtido foi (P75%)=38,76%, o qual está abaixo do nível de sustentabilidade. Tais resultados são relevantes e demostram que apesar do potencial regional, a área de estudo enfrenta as dificuldades típicas de regiões em desenvolvimento e requer o fortalecimento do setor para solucionar as fragilidades existentes (fomento, acompanhamento técnico integral, ampliação da produção, melhoria no processo de escoamento/ beneficiamento da produção, integração institucional, incentivos fiscais para produção) para permitir que produtores e instituições atuantes no setor possam contribuir com a segurança alimentar, ocupação de mão-de-obra e geração de renda para os atores envolvidos na cadeia de produção piscícola regional.

15
  • DANIELLY CAROLINE MILÉO GONÇALVES
  • ESTRUTURA POPULACIONAL E USO DA SEMESTE DE MOROTOTÓ EM COMUNIDADES NA FLONA DO TAPAJÓS

  • Orientador : JOAO RICARDO VASCONCELLOS GAMA
  • Data: 25/04/2019
  • Mostrar Resumo
  • Na Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós), as comunidades ribeirinhas de São Domingos, Maguari e Jamaraquá são formadas por pequenas unidades familiares, tendo como fonte de renda o ecoturismo, crescente nos últimos anos, que impulsionou ainda mais a produção de borracha e coleta de sementes florestais para a confecção de biojóias e artesanato. A produção de bijuteria supre o mercado local, sendo bem aceita pelos turistas que visitam a Flona Tapajós, e consequentemente acabam comprando as biojóias, agregando um valor a mais à peça por ser feita de forma natural de baixo impacto ambiental. Dentre as sementes utilizadas, o morototó Schefflera morototoni está presente na maioria das composições das biojóias dessas comunidades, sendo coletadas nas florestas próximas as residências e beneficiadas para seu posterior uso pelos próprios artesãos. Portanto, o objetivo da tese é descrever a cadeia de valor da semente do morototó analisando o os seguintes elos: a coleta do fruto, o beneficiamento das sementes, a confecção das biojóias nas comunidades. Para estabelecer o tema da pesquisa, foi realizado uma entrevista com o representante da Cooperativa Mista da FLONA Tapajós (COOMFLONA) e posteriormente, realizado um Diagnóstico Rápido Rural (DRP) com os comunitários coletores e artesãos para saber quais produtos florestais utilizados pelas comunidades, foram entrevistadas 10 pessoas das três comunidades que utilizam os produtos florestais não madeireiros (PFNMs). A partir desse conhecimento prévio das atividades das comunidades, a semente de morototó foi apontada pela maioria dos entrevistados como o PFNM mais utilizados na produção de artesanatos e biojóias. A fim de averiguar, se as árvores de morototó nas três comunidades tem estoque suficiente nas florestas coletadas, foi realizado um estudo de estrutura populacional, nas florestas de coleta de sementes em São Domingos, Maguari e Jamaraquá. Além das três áreas selecionadas, foi escolhida uma área controle em Jamaraquá, não utilizada para coleta de morototó para comparar, se há influência na ocorrência das árvores pelo manejo das sementes. A análise do padrão de distribuição espacial dos indivíduos de S. morototoni, foi através do índice de Morisita. Constatou-se que não existe diferenças significativas nas áreas e que as árvores de morototó são distribuídas de forma agregadas, delimitando assim, os locais de coleta de frutos pelos comunitários, facilitando a obtenção de sementes. As informações da ecologia da espécie, serviu de subsídio para descrever a cadeia de valor da semente de morototó, em que se acompanhou os processos de coleta, beneficiamento e a produção das biojóias de morototó, empregando o método survey, descritiva, através de questionários semiestruturados com os atores envolvidos com os processos, e a para a análise da cadeia, foi aplicado a metodologia Value Links, que são técnicas de promoção o desenvolvimento econômico local através do fortalecimento de cadeias de valores. A cadeia de valor da semente do morototó nas comunidades da Flona Tapajós é muito mais que uma atividade geradora de renda, é um exemplo de consolidação do uso sustentável dos recursos florestais e a convivência harmoniosa com a floresta, mesmo que, apresentando alguns percalços, a atividade agrega valores em todos os elos de sua cadeia, fortalecendo as famílias das comunidades envolvidas promovendo o desenvolvimento local e preservação ambiental.

16
  • DANIELLY CAROLINE MILÉO GONÇALVES
  • ESTRUTURA POPULACIONAL E USO DA SEMESTE DE MOROTOTÓ EM COMUNIDADES NA FLONA DO TAPAJÓS

  • Orientador : JOAO RICARDO VASCONCELLOS GAMA
  • Data: 25/04/2019
  • Mostrar Resumo
  • Na Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós), as comunidades ribeirinhas de São Domingos, Maguari e Jamaraquá são formadas por pequenas unidades familiares, tendo como fonte de renda o ecoturismo, crescente nos últimos anos, que impulsionou ainda mais a produção de borracha e coleta de sementes florestais para a confecção de biojóias e artesanato. A produção de bijuteria supre o mercado local, sendo bem aceita pelos turistas que visitam a Flona Tapajós, e consequentemente acabam comprando as biojóias, agregando um valor a mais à peça por ser feita de forma natural de baixo impacto ambiental. Dentre as sementes utilizadas, o morototó Schefflera morototoni está presente na maioria das composições das biojóias dessas comunidades, sendo coletadas nas florestas próximas as residências e beneficiadas para seu posterior uso pelos próprios artesãos. Portanto, o objetivo da tese é descrever a cadeia de valor da semente do morototó analisando o os seguintes elos: a coleta do fruto, o beneficiamento das sementes, a confecção das biojóias nas comunidades. Para estabelecer o tema da pesquisa, foi realizado uma entrevista com o representante da Cooperativa Mista da FLONA Tapajós (COOMFLONA) e posteriormente, realizado um Diagnóstico Rápido Rural (DRP) com os comunitários coletores e artesãos para saber quais produtos florestais utilizados pelas comunidades, foram entrevistadas 10 pessoas das três comunidades que utilizam os produtos florestais não madeireiros (PFNMs). A partir desse conhecimento prévio das atividades das comunidades, a semente de morototó foi apontada pela maioria dos entrevistados como o PFNM mais utilizados na produção de artesanatos e biojóias. A fim de averiguar, se as árvores de morototó nas três comunidades tem estoque suficiente nas florestas coletadas, foi realizado um estudo de estrutura populacional, nas florestas de coleta de sementes em São Domingos, Maguari e Jamaraquá. Além das três áreas selecionadas, foi escolhida uma área controle em Jamaraquá, não utilizada para coleta de morototó para comparar, se há influência na ocorrência das árvores pelo manejo das sementes. A análise do padrão de distribuição espacial dos indivíduos de S. morototoni, foi através do índice de Morisita. Constatou-se que não existe diferenças significativas nas áreas e que as árvores de morototó são distribuídas de forma agregadas, delimitando assim, os locais de coleta de frutos pelos comunitários, facilitando a obtenção de sementes. As informações da ecologia da espécie, serviu de subsídio para descrever a cadeia de valor da semente de morototó, em que se acompanhou os processos de coleta, beneficiamento e a produção das biojóias de morototó, empregando o método survey, descritiva, através de questionários semiestruturados com os atores envolvidos com os processos, e a para a análise da cadeia, foi aplicado a metodologia Value Links, que são técnicas de promoção o desenvolvimento econômico local através do fortalecimento de cadeias de valores. A cadeia de valor da semente do morototó nas comunidades da Flona Tapajós é muito mais que uma atividade geradora de renda, é um exemplo de consolidação do uso sustentável dos recursos florestais e a convivência harmoniosa com a floresta, mesmo que, apresentando alguns percalços, a atividade agrega valores em todos os elos de sua cadeia, fortalecendo as famílias das comunidades envolvidas promovendo o desenvolvimento local e preservação ambiental.

17
  • JÉSSICA ARIANA DE JESUS CORRÊA
  • Padrões e Determinantes do Uso e Cobertura Da Terra e Doenças Transmitidas por Vetores na Região Metropolitana de Santarém- PA

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 29/04/2019
  • Mostrar Resumo
  •  O objetivo desta tese é investigar e caracterizar as relações entre uso e cobertura da terra e doenças transmitidas por vetores, em particular a dengue, leishmaniose e malária na Região Metropolitana de Santarém. Para tal, a análise funcional da paisagem foi utilizada como arcabouço metodológico, utilizando métricas de composição da paisagem e análise estatística. Foram realizadas três análises principais: (1) identificou-se os padrões espaciais do uso e cobertura da terra e os fatores que determinaram esses padrões no período entre 2004 e 2014. (2) propôs-se uma tipologia de padrões de uso e cobertura da terra e identificou-se em que padrões ocorreram os casos dos agravos, em dois momentos no tempo, 2012 e 2014, por fim verificou-se se existem correlações entre esses padrões e os agravos. (3) verificou-se se e como os fatores determinantes do uso e cobertura da terra influenciam no número de casos de doenças entre 2012 a 2016. Foram utilizados dados do projeto TerraClass dos anos de 2004, 2010, 2012 e 2014 para identificação dos padrões, e análise de regressão logística para verificar os fatores que determinaram esses padrões. Os fatores determinantes foram: chuva acumulada do trimestre mais seco e do trimestre mais chuvoso, temperatura de superfície, áreas de proteção ambiental, assentamentos humanos, estradas e rodovias oficiais, população, e extensão dos corpos d'água (rios e lagos), declividade, altitude. A tipologia de padrão de uso e cobertura da terra foi obtida utilizando um modelo baseado em regras e a associação com os agravos foi realizado através da análise estatística Odds ratio. Dados anuais de dengue, malária e leishmaniose foram obtidos da base de dados SIVEP-malária, SINAN e controle interno do CCZ para o período de 2012 a 2016 por local provável de infecção. A unidade espacial de análise foram células de 1 x 1 km² que receberam os atributos de presença ou ausência das variáveis resposta e variáveis preditoras totalizando 27.841 células para toda área da RMS. Por último, uma regressão logística foi realizada entre a presença dos agravos e variáveis biofísicas, políticas e socioeconômicas para identificar os fatores mais importantes para a presença dos casos. O uso e cobertura da terra apresentou mudanças no padrão espacial, sendo as mais importantes nas classes agricultura e urbano com ganhos de áreas, o que evidenciou suas expansões de 2004 para 2014, enquanto que houve perdas para áreas de floresta primária. Os padrões podem ser explicados por uma combinação de fatores biofísicos, medidas de acessibilidade e políticas espaciais. O padrão mais encontrado na área de estudo foi o padrão de células da classe floresta (PP04) seguida pelo padrão de presença obrigatória de floresta primária, vegetação secundária e/ou pastagem (PP14). No entanto os padrões mais significativos para as doenças foram as que tiveram presença da classe urbano (PP03, PP09 e PP10) e de vegetação (PP16). Quanto aos fatores determinantes, embora a maioria tenha sido apresentada de forma diferenciadas entre os agravos, em comum tiveram a temperatura de superfície, presença assentamentos, unidades de conservação e presença de estradas, sendo este último o mais significativo sendo as chances da presença de doenças maiores em células com presença de estradas.  

18
  • JÉSSICA ARIANA DE JESUS CORRÊA
  • Padrões e Determinantes do Uso e Cobertura Da Terra e Doenças Transmitidas por Vetores na Região Metropolitana de Santarém- PA

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 29/04/2019
  • Mostrar Resumo
  •  O objetivo desta tese é investigar e caracterizar as relações entre uso e cobertura da terra e doenças transmitidas por vetores, em particular a dengue, leishmaniose e malária na Região Metropolitana de Santarém. Para tal, a análise funcional da paisagem foi utilizada como arcabouço metodológico, utilizando métricas de composição da paisagem e análise estatística. Foram realizadas três análises principais: (1) identificou-se os padrões espaciais do uso e cobertura da terra e os fatores que determinaram esses padrões no período entre 2004 e 2014. (2) propôs-se uma tipologia de padrões de uso e cobertura da terra e identificou-se em que padrões ocorreram os casos dos agravos, em dois momentos no tempo, 2012 e 2014, por fim verificou-se se existem correlações entre esses padrões e os agravos. (3) verificou-se se e como os fatores determinantes do uso e cobertura da terra influenciam no número de casos de doenças entre 2012 a 2016. Foram utilizados dados do projeto TerraClass dos anos de 2004, 2010, 2012 e 2014 para identificação dos padrões, e análise de regressão logística para verificar os fatores que determinaram esses padrões. Os fatores determinantes foram: chuva acumulada do trimestre mais seco e do trimestre mais chuvoso, temperatura de superfície, áreas de proteção ambiental, assentamentos humanos, estradas e rodovias oficiais, população, e extensão dos corpos d'água (rios e lagos), declividade, altitude. A tipologia de padrão de uso e cobertura da terra foi obtida utilizando um modelo baseado em regras e a associação com os agravos foi realizado através da análise estatística Odds ratio. Dados anuais de dengue, malária e leishmaniose foram obtidos da base de dados SIVEP-malária, SINAN e controle interno do CCZ para o período de 2012 a 2016 por local provável de infecção. A unidade espacial de análise foram células de 1 x 1 km² que receberam os atributos de presença ou ausência das variáveis resposta e variáveis preditoras totalizando 27.841 células para toda área da RMS. Por último, uma regressão logística foi realizada entre a presença dos agravos e variáveis biofísicas, políticas e socioeconômicas para identificar os fatores mais importantes para a presença dos casos. O uso e cobertura da terra apresentou mudanças no padrão espacial, sendo as mais importantes nas classes agricultura e urbano com ganhos de áreas, o que evidenciou suas expansões de 2004 para 2014, enquanto que houve perdas para áreas de floresta primária. Os padrões podem ser explicados por uma combinação de fatores biofísicos, medidas de acessibilidade e políticas espaciais. O padrão mais encontrado na área de estudo foi o padrão de células da classe floresta (PP04) seguida pelo padrão de presença obrigatória de floresta primária, vegetação secundária e/ou pastagem (PP14). No entanto os padrões mais significativos para as doenças foram as que tiveram presença da classe urbano (PP03, PP09 e PP10) e de vegetação (PP16). Quanto aos fatores determinantes, embora a maioria tenha sido apresentada de forma diferenciadas entre os agravos, em comum tiveram a temperatura de superfície, presença assentamentos, unidades de conservação e presença de estradas, sendo este último o mais significativo sendo as chances da presença de doenças maiores em células com presença de estradas.  

19
  • GILCIDEYA SILVA PRADO
  • Influência dos impactos antrópicos na dinâmica trófica da ictiofauna do reservatório de Curuá-Una

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 30/05/2019
  • Mostrar Resumo
  • A eutrofização artificial em um reservatório inviabiliza o uso da água pela população humana, desestabiliza todos os atributos ecossistêmicos e pode promover alterações irredutíveis na biodiversidade no ambiente aquático. Assim, para compreender como os peixes desempenham suas funcionalidades tróficas e seu papel ecológico diante das alterações limnológicas, o presente estudo objetivou avaliar as relações entre a qualidade da água do reservatório da usina hidrelétrica de Curuá-Una, o fluxo de energia e a estrutura trófica da cadeia alimentar das principais espécies de peixe pertencentes a diferentes guildas. As amostragens foram realizadas no reservatório de Curuá-Una, o primeiro da Amazônia central, em dois períodos de um ciclo hidrológico, a montante e a jusante da barragem. Na primeira parte do estudo, foi avaliada a dieta de 22 espécies de peixes através do cálculo do Índice de Importância alimentar (IAi). Os resultados obtidos possibilitaram a identificação de interações tróficas que sugerem o desenvolvimento de estabilização trófica após quatro décadas de formação do reservatório. Na segunda parte do estudo, foram investigadas as correlações entre o fluxo de energia e a estrutura da cadeia alimentar com as alterações nos parâmetros limnológicos em função de um possível quadro de eutrofização artificial. Foram analisadas as composições isotópicas de carbono (δ13C) e nitrogênio (δ15N) dos peixes e das fontes autotróficas e mensurados nove parâmetros limnológicos. De acordo com os resultados obtidos o reservatório não apresenta um quadro avançado de eutrofização artificial, porém o enriquecimento isotópico de nitrogênio nos peixes e nas fontes autotróficas indica que existe o aumento na concentração de nutrientes no ambiente aquático e este por sua vez é incorporado na base da cadeia e repassado aos demais níveis tróficos. Embora os métodos convencionais de análise da água ainda não detectem alterações no teor de nutrientes o isótopo de nitrogênio se revelou como um indicador ecológico sensível para tal diagnóstico. Em contrapartida, não foram evidenciadas alterações significativas no fluxo de energia da cadeia alimentar. Dessa forma, concluiu-se que após quarenta anos de formação do reservatório de Curuá-Una a ictiofauna atingiu a estabilização trófica, porém esse estágio encontra-se com sinais de perturbação antropogênica que provavelmente comprometerão a homeostase ecológica do reservatório.

20
  • GILCIDEYA SILVA PRADO
  • Influência dos impactos antrópicos na dinâmica trófica da ictiofauna do reservatório de Curuá-Una

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 30/05/2019
  • Mostrar Resumo
  • A eutrofização artificial em um reservatório inviabiliza o uso da água pela população humana, desestabiliza todos os atributos ecossistêmicos e pode promover alterações irredutíveis na biodiversidade no ambiente aquático. Assim, para compreender como os peixes desempenham suas funcionalidades tróficas e seu papel ecológico diante das alterações limnológicas, o presente estudo objetivou avaliar as relações entre a qualidade da água do reservatório da usina hidrelétrica de Curuá-Una, o fluxo de energia e a estrutura trófica da cadeia alimentar das principais espécies de peixe pertencentes a diferentes guildas. As amostragens foram realizadas no reservatório de Curuá-Una, o primeiro da Amazônia central, em dois períodos de um ciclo hidrológico, a montante e a jusante da barragem. Na primeira parte do estudo, foi avaliada a dieta de 22 espécies de peixes através do cálculo do Índice de Importância alimentar (IAi). Os resultados obtidos possibilitaram a identificação de interações tróficas que sugerem o desenvolvimento de estabilização trófica após quatro décadas de formação do reservatório. Na segunda parte do estudo, foram investigadas as correlações entre o fluxo de energia e a estrutura da cadeia alimentar com as alterações nos parâmetros limnológicos em função de um possível quadro de eutrofização artificial. Foram analisadas as composições isotópicas de carbono (δ13C) e nitrogênio (δ15N) dos peixes e das fontes autotróficas e mensurados nove parâmetros limnológicos. De acordo com os resultados obtidos o reservatório não apresenta um quadro avançado de eutrofização artificial, porém o enriquecimento isotópico de nitrogênio nos peixes e nas fontes autotróficas indica que existe o aumento na concentração de nutrientes no ambiente aquático e este por sua vez é incorporado na base da cadeia e repassado aos demais níveis tróficos. Embora os métodos convencionais de análise da água ainda não detectem alterações no teor de nutrientes o isótopo de nitrogênio se revelou como um indicador ecológico sensível para tal diagnóstico. Em contrapartida, não foram evidenciadas alterações significativas no fluxo de energia da cadeia alimentar. Dessa forma, concluiu-se que após quarenta anos de formação do reservatório de Curuá-Una a ictiofauna atingiu a estabilização trófica, porém esse estágio encontra-se com sinais de perturbação antropogênica que provavelmente comprometerão a homeostase ecológica do reservatório.

21
  • ALBINO LUCIANO PORTELA DE SOUSA
  • ESTUDO DA BIODIVERSIDADE GENÉTICA E CONSERVAÇÃO DE PEIXES ORNAMENTAIS DA FAMÍLIA LORICARIIDAE (SILURIFORMES) DO RIO TAPAJÓS

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 27/06/2019
  • Mostrar Resumo
  • O rio Tapajós é um dos principais rios de águas claras que formam a bacia amazônica. Caracteriza-se por águas pobres em sedimentos e com um grande número de cachoeiras e corredeiras. Grandes projetos ligados ao agronegócio, mineração e infraestrutura representam fortes ameaças para a sua estrutura física e ambiental, assim como, para a biota aquática associada. Os peixes reofílicos da família Loricariidae, são adaptados aos ambientes lóticos e pedrais comuns do médio e alto Tapajós. Constituem importante recurso natural que sustenta uma cadeia produtiva de peixes ornamentais para o mercado nacional e internacional de aquariofilia. Projetos que visam o aproveitamento hidrelétrico do rio Tapajós na região de Itaituba preveem a construção de barragens e modificação imediata do habitat natural destes peixes. O presente estudo, reporta sobre aspectos econômicos da cadeia produtiva de peixes ornamentais do polo Santarém e aplica o uso de ferramentas moleculares (p.e. DNA barcoding) na caracterização taxonômica das espécies de maior valor comercial na região do Tapajós.

22
  • ALBINO LUCIANO PORTELA DE SOUSA
  • ESTUDO DA BIODIVERSIDADE GENÉTICA E CONSERVAÇÃO DE PEIXES ORNAMENTAIS DA FAMÍLIA LORICARIIDAE (SILURIFORMES) DO RIO TAPAJÓS

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 27/06/2019
  • Mostrar Resumo
  • O rio Tapajós é um dos principais rios de águas claras que formam a bacia amazônica. Caracteriza-se por águas pobres em sedimentos e com um grande número de cachoeiras e corredeiras. Grandes projetos ligados ao agronegócio, mineração e infraestrutura representam fortes ameaças para a sua estrutura física e ambiental, assim como, para a biota aquática associada. Os peixes reofílicos da família Loricariidae, são adaptados aos ambientes lóticos e pedrais comuns do médio e alto Tapajós. Constituem importante recurso natural que sustenta uma cadeia produtiva de peixes ornamentais para o mercado nacional e internacional de aquariofilia. Projetos que visam o aproveitamento hidrelétrico do rio Tapajós na região de Itaituba preveem a construção de barragens e modificação imediata do habitat natural destes peixes. O presente estudo, reporta sobre aspectos econômicos da cadeia produtiva de peixes ornamentais do polo Santarém e aplica o uso de ferramentas moleculares (p.e. DNA barcoding) na caracterização taxonômica das espécies de maior valor comercial na região do Tapajós.

23
  • MARCUS VINICIUS REIS SOUTO BISTENE
  • Desmatamento, Crescimento Econômico e Desenvolvimento no Oeste do Pará ao Longo das rodovias Transamazônica e Santarém-Cuiabá.

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 12/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • O processo de ocupação humana recente da porção oeste do estado do Pará teve início em 1970 a partir do programa governamental chamado Plano de Integração Nacional que levou dezenas de milhares de famílias a migrarem para a região. A abertura de duas grandes rodovias, uma ligando o nordeste brasileiro ao coração da floresta tropical amazônica e outra criando um corredor logístico desde o sul do país até o porto de Santarém foram as vias de migração. Este fluxo populacional gerou diversas alterações nas paisagens urbana, natural e social através de processos interligados de desmatamento e crescimento econômico, surgimento de novas cidades e novos tipos de interações entre população, meio ambiente e mercados. Mas qual é a relação entre o desmatamento e o crescimento econômico e como essa relação se expressa no tecido social da região sob a forma de desenvolvimento – o apelido para as melhorias qualitativas em termos de bem-estar, liberdade e cidadania - são questões a serem exploradas. Através da análise histórica, econômica e espacial dos aspectos populacionais, ambientais e econômicos busca-se responder a estes pontos e ao final confrontar estas respostas com a hipótese de que o que ocorre na região não é desenvolvimento no sentido estrito do termo, mas sim um processo de modernização conservadora e excludente.

24
  • MARCUS VINICIUS REIS SOUTO BISTENE
  • Desmatamento, Crescimento Econômico e Desenvolvimento no Oeste do Pará ao Longo das rodovias Transamazônica e Santarém-Cuiabá.

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 12/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • O processo de ocupação humana recente da porção oeste do estado do Pará teve início em 1970 a partir do programa governamental chamado Plano de Integração Nacional que levou dezenas de milhares de famílias a migrarem para a região. A abertura de duas grandes rodovias, uma ligando o nordeste brasileiro ao coração da floresta tropical amazônica e outra criando um corredor logístico desde o sul do país até o porto de Santarém foram as vias de migração. Este fluxo populacional gerou diversas alterações nas paisagens urbana, natural e social através de processos interligados de desmatamento e crescimento econômico, surgimento de novas cidades e novos tipos de interações entre população, meio ambiente e mercados. Mas qual é a relação entre o desmatamento e o crescimento econômico e como essa relação se expressa no tecido social da região sob a forma de desenvolvimento – o apelido para as melhorias qualitativas em termos de bem-estar, liberdade e cidadania - são questões a serem exploradas. Através da análise histórica, econômica e espacial dos aspectos populacionais, ambientais e econômicos busca-se responder a estes pontos e ao final confrontar estas respostas com a hipótese de que o que ocorre na região não é desenvolvimento no sentido estrito do termo, mas sim um processo de modernização conservadora e excludente.

25
  • DELIANE VIEIRA PENHA DE OLIVEIRA
  • O USO DA ÁGUA POR ÁRVORES DE UMA FLORESTA TROPICAL EM RESPOSTA À SAZONALIDADE

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 13/09/2019
  • Mostrar Resumo
  • A Floresta Amazônica afeta o clima regional e global. Modelos climáticos sinalizam para um aumento na frequência e intensidade da seca na região, portanto, o conhecimento sobre como a vegetação responde às mudanças nas condições ambientais sazonais é importante para entender a vulnerabilidade da floresta ao estresse hídrico. Apesar dos avanços importantes na compreensão do efeito da seca nas florestas tropicais da Amazônia, a relação entre estratégias de uso da água e atributos funcionais do xilema e da folha, bem como os efeitos dessas estratégias sobre a dinâmica de carboidratos não estruturais foliares não é bem compreendida. O principal objetivo desse trabalho foi identificar as estratégias de uso da água por árvores da Floresta Nacional do Tapajós. Foram levantadas questões discutidas em dois capítulos. O capítulo 1 refere-se à identificação das estratégias de uso da água baseada na classificação iso/anisohídrica e a relação com atributos funcionais hidráulicos do xilema e da folha. Enquanto no capítulo 2 buscou-se responder qual a dinâmica de carboidratos não estruturais foliares (CNE) na escala diária e sazonal de árvores que ocupam diferentes extratos na estrutura vertical da floresta tropical sazonal. Os resultados revelam que árvores de dossel, meio do dossel e sub-bosque, representam um contínuo de estratégias de uso da água, com forte controle estomático (estratégia isohídrica) prevalecendo em árvores de dossel, menor controle estomático (estratégia anisohídrica) no sub-bosque e árvores do meio dossel apresentaram comportamento intermediário. A regulação das trocas gasosas pelos estômatos e a manutenção do potencial hídrico foliar estão associados à vulnerabilidade do xilema ao embolismo e à tolerância à perda do turgor foliar. Os potenciais hídricos que impõem limites máximos e mínimos de condutância estomática (gs) para a comunidade indicam que esses limites são determinados pelo teor de água do solo e déficit de pressão de vapor. Em relação aos CNEs, foi identificado que os padrões diários e sazonais de açúcares solúveis e amido foliares diferem de acordo com o eixo de disponibilidade de água e luz em cada microambiente em que plantas dos diferentes hábitos ocorrem. De modo geral, árvores de dossel e sub-bosque apresentaram padrão de resposta diário e sazonal similares, enquanto árvores do meio dossel divergiu dos demais grupos. Os resultados sugerem que o metabolismo foliar relacionado ao C não foi limitado pela seca para dossel e sub-bosque, mas o contrário pode ter ocorrido para o meio do dossel. Os mecanismos para compreender esses processos ainda precisam ser explorados. Os resultados desse trabalho suportam a hipótese de segregação de nicho pelo uso da água e da luz em florestas úmidas sazonais da Amazônia e demonstram uma diversidade de estratégias hidráulicas, em vez de uma dicotomia iso/anisohídrica. Além disso, têm implicações importantes para entender como os diferentes padrões de condutância estomática influenciam a diversidade funcional em uma floresta tropical sazonal, bem como para criar representações mais realistas em modelos de dinâmica de vegetação, permitindo maior precisão nas previsões de mudanças climáticas e na compreensão da relação entre vegetação e atmosfera.

26
  • DELIANE VIEIRA PENHA DE OLIVEIRA
  • O USO DA ÁGUA POR ÁRVORES DE UMA FLORESTA TROPICAL EM RESPOSTA À SAZONALIDADE

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 13/09/2019
  • Mostrar Resumo
  • A Floresta Amazônica afeta o clima regional e global. Modelos climáticos sinalizam para um aumento na frequência e intensidade da seca na região, portanto, o conhecimento sobre como a vegetação responde às mudanças nas condições ambientais sazonais é importante para entender a vulnerabilidade da floresta ao estresse hídrico. Apesar dos avanços importantes na compreensão do efeito da seca nas florestas tropicais da Amazônia, a relação entre estratégias de uso da água e atributos funcionais do xilema e da folha, bem como os efeitos dessas estratégias sobre a dinâmica de carboidratos não estruturais foliares não é bem compreendida. O principal objetivo desse trabalho foi identificar as estratégias de uso da água por árvores da Floresta Nacional do Tapajós. Foram levantadas questões discutidas em dois capítulos. O capítulo 1 refere-se à identificação das estratégias de uso da água baseada na classificação iso/anisohídrica e a relação com atributos funcionais hidráulicos do xilema e da folha. Enquanto no capítulo 2 buscou-se responder qual a dinâmica de carboidratos não estruturais foliares (CNE) na escala diária e sazonal de árvores que ocupam diferentes extratos na estrutura vertical da floresta tropical sazonal. Os resultados revelam que árvores de dossel, meio do dossel e sub-bosque, representam um contínuo de estratégias de uso da água, com forte controle estomático (estratégia isohídrica) prevalecendo em árvores de dossel, menor controle estomático (estratégia anisohídrica) no sub-bosque e árvores do meio dossel apresentaram comportamento intermediário. A regulação das trocas gasosas pelos estômatos e a manutenção do potencial hídrico foliar estão associados à vulnerabilidade do xilema ao embolismo e à tolerância à perda do turgor foliar. Os potenciais hídricos que impõem limites máximos e mínimos de condutância estomática (gs) para a comunidade indicam que esses limites são determinados pelo teor de água do solo e déficit de pressão de vapor. Em relação aos CNEs, foi identificado que os padrões diários e sazonais de açúcares solúveis e amido foliares diferem de acordo com o eixo de disponibilidade de água e luz em cada microambiente em que plantas dos diferentes hábitos ocorrem. De modo geral, árvores de dossel e sub-bosque apresentaram padrão de resposta diário e sazonal similares, enquanto árvores do meio dossel divergiu dos demais grupos. Os resultados sugerem que o metabolismo foliar relacionado ao C não foi limitado pela seca para dossel e sub-bosque, mas o contrário pode ter ocorrido para o meio do dossel. Os mecanismos para compreender esses processos ainda precisam ser explorados. Os resultados desse trabalho suportam a hipótese de segregação de nicho pelo uso da água e da luz em florestas úmidas sazonais da Amazônia e demonstram uma diversidade de estratégias hidráulicas, em vez de uma dicotomia iso/anisohídrica. Além disso, têm implicações importantes para entender como os diferentes padrões de condutância estomática influenciam a diversidade funcional em uma floresta tropical sazonal, bem como para criar representações mais realistas em modelos de dinâmica de vegetação, permitindo maior precisão nas previsões de mudanças climáticas e na compreensão da relação entre vegetação e atmosfera.

27
  • ELTON PEREIRA TEIXEIRA
  • GESTÃO DO CONHECIMENTO E REDE COLABORATIVA: MODELO CONCEITUAL E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO DE USO SUSTENTÁVEL

  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 28/09/2019
  • Mostrar Resumo
  • Unidades de Conservação de Uso Sustentável (UCS) são áreas instituídas pelo poder público com intuito de conservar o meio ambiente. Elas devem associar a conservação da natureza à utilização controlada dos recursos naturais. Nesse cenário emergiu em UCS arranjos específicos de instituições para então criar um Empreendimento Florestal de base Comunitária (EFC) com o objetivo de gerir esses recursos com sustentabilidade assegurando renda as populações tradicionais. O grande desafio foi promover a produção madeireira, por meio do manejo florestal comunitário (MFC), sem destruir a floresta. A experiência do MFC contribuiu diretamente na formação de um estoque de conhecimento o qual se apresentava de modo desestruturado e informal o que dificulta sua utilização com eficiência. Nesse contexto o principal objetivo do estudo foi elaborar um modelo conceitual capaz de suportar um referencial semântico a fim de representar formalmente o conhecimento em UCS de modo que os atores da rede colaborativa o partilhem de forma inambígua. Para tanto buscou-se identificar os componentes principais do modelo e seus atributos para então instanciá-los para a realidade contextual do MFC e por fim conceber um referencial semântico. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa de base teórico-empírico com utilização de ferramenta computacional para criação de uma ontologia baseada no cenário do MFC em UCS. Ao estruturar e criar uma base de conhecimento, a ontologia Onto-ForestManagement se mostrou pertinente como o primeiro passo para implantar a Gestão do Conhecimento em UCS devido a sua abrangência e vocabulário rico do conhecimento do MFC. Ela constitui-se de elementos importantes para a descrição e o entendimento do domínio como a apresentação de duas taxonomias nomeadamente uma taxonomia de conceitos com trinta e duas classes as quais foram mapeadas sob a ótica de especialistas e uma taxonomia de relações com dezenove propriedades de objetos. Sua validação foi estabelecida pelos critérios da coerência, clareza e objetividade e da conformidade ao compromisso ontológico o que permitiu que atendesse aos requisitos e propósitos planejados como oferecer potencial oportunidade de disseminação do conhecimento entre os stakeholders e servir de base em futuro projeto de desenvolvimento de sistemas.

28
  • ELTON PEREIRA TEIXEIRA
  • GESTÃO DO CONHECIMENTO E REDE COLABORATIVA: MODELO CONCEITUAL E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO DE USO SUSTENTÁVEL

  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 28/09/2019
  • Mostrar Resumo
  • Unidades de Conservação de Uso Sustentável (UCS) são áreas instituídas pelo poder público com intuito de conservar o meio ambiente. Elas devem associar a conservação da natureza à utilização controlada dos recursos naturais. Nesse cenário emergiu em UCS arranjos específicos de instituições para então criar um Empreendimento Florestal de base Comunitária (EFC) com o objetivo de gerir esses recursos com sustentabilidade assegurando renda as populações tradicionais. O grande desafio foi promover a produção madeireira, por meio do manejo florestal comunitário (MFC), sem destruir a floresta. A experiência do MFC contribuiu diretamente na formação de um estoque de conhecimento o qual se apresentava de modo desestruturado e informal o que dificulta sua utilização com eficiência. Nesse contexto o principal objetivo do estudo foi elaborar um modelo conceitual capaz de suportar um referencial semântico a fim de representar formalmente o conhecimento em UCS de modo que os atores da rede colaborativa o partilhem de forma inambígua. Para tanto buscou-se identificar os componentes principais do modelo e seus atributos para então instanciá-los para a realidade contextual do MFC e por fim conceber um referencial semântico. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa de base teórico-empírico com utilização de ferramenta computacional para criação de uma ontologia baseada no cenário do MFC em UCS. Ao estruturar e criar uma base de conhecimento, a ontologia Onto-ForestManagement se mostrou pertinente como o primeiro passo para implantar a Gestão do Conhecimento em UCS devido a sua abrangência e vocabulário rico do conhecimento do MFC. Ela constitui-se de elementos importantes para a descrição e o entendimento do domínio como a apresentação de duas taxonomias nomeadamente uma taxonomia de conceitos com trinta e duas classes as quais foram mapeadas sob a ótica de especialistas e uma taxonomia de relações com dezenove propriedades de objetos. Sua validação foi estabelecida pelos critérios da coerência, clareza e objetividade e da conformidade ao compromisso ontológico o que permitiu que atendesse aos requisitos e propósitos planejados como oferecer potencial oportunidade de disseminação do conhecimento entre os stakeholders e servir de base em futuro projeto de desenvolvimento de sistemas.

29
  • CARLA MARINA COSTA PAXIUBA
  • Um Modelo Conceitual para Trabalhar Emoções e Aprendizagem Utilizando Expressões Faciais

  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 02/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • A tradicional dicotomia entre razão e emoção existente na sociedade ocidental, herdada da visão dualista de Descartes sobre a mente e corpo, contribuiu para que pouca atenção fosse dada ao papel da afetividade na aprendizagem e em outras atividades cognitivas no século passado. Porém, trabalhos de psicólogos e neurologistas têm destacado o importante papel da motivação e da afetividade em atividades cognitivas. O campo da Inteligência Artificial que pesquisa sobre emoção em computadores é chamado de Computação Afetiva, que estuda mecanismos para reconhecer emoções humanas ou expressar emoções por máquinas na interação homem-computador. Este trabalho propõe um modelo de aprendizagem baseado nas emoções dos alunos e, com isto, o traz para o centro do processo de ensino, utilizando suas emoções, seu perfil e estilo de aprendizagem. Para apoiar a utilização do modelo, também foi desenvolvida uma ferramenta de software que utiliza conceitos de computação afetiva para realizar o suporte computacional necessário para utilização da proposta apresentada.  O modelo também indica uma metodologia de avaliação baseada nas evidências de desenvolvimento de conhecimento, competências e habilidades para ser utilizado para estabelecimento de correlações entre as emoções dos alunos e sua aprendizagem.

30
  • FRANCIANE DE PAULA FERNANDES
  • ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: AÇÕES PROFISSIONAIS POR MEDIAÇÃO (ARAPIXUNA, SANTARÉM-PA)

  • Data: 02/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • Pelo estudo, abordamos as condições de implementação dos serviços de atenção primária à saúde (APS), todavia, sob a perspectiva dos profissionais da equipe de saúde da Estratégia Saúde da família (ESF). Por este ponto de vista, três associados temas se impuseram como eixos das problemáticas concernentes: interdependência ou relação processual entre saúde e doença; recursos da medicina local, geralmente qualificada como medicina popular e considerando os exercícios implicados na função profissional privilegiada para estudo e participantes das entrevistas, - as condições adversas do trabalho. Transformamos então, as sugeridas problemáticas ressaltadas pelas experiências práticas abarcadas pelos entrevistados em questões de reflexão acadêmica. Para dar conta da análise, consideramos ainda as concepções e os modos de operação do modelo de saúde e dos respectivos marcos regulatórios da política nacional de atenção básica, posto que, contexto a partir do qual as reflexões são elaboradas pela/os participantes de pesquisa e de nossa própria contribuição analítica. Tais associações institucionais e temáticas exigiram a adoção de perspectiva interdisciplinar, também correspondente às características do Curso de Doutorado do Programa de Pós graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento. Assim, emerge como objetivo geral orientador da elaboração deste texto de tese: investigar a relação processual entre saúde e doença, no bojo de aspectos referidos à temporalidade e à espacialidade do programa de Estratégia Saúde da Família em Arapixuna, no município de Santarém- Pará. Para o aporte teórico deste estudo, valorizamos as contribuições teóricas e metodológicas de Barbara Starfield (2002, 2011), Eugênio Mendes Villaça (2002, 2010, 2017) Milton Santos (1999, 2002,2004 e 2008). O texto corresponde a estudo descritivo, transversal, basicamente fundamentado em abordagem qualitativa, possível pelo precedente levantamento bibliográfico e documental. Para a obtenção dos dados empíricos foi selecionada uma (ESF) em contexto de vida rural, na Região de Rios. Os dados de caracterização dos participantes foram analisados por meio de estatística descritiva; e os dados qualitativos, tratados por meio de análise de conteúdo (BARDIN,2011). Por este estudo constatamos que a atenção terapêutica praticada em Arapixuna corresponde a um sincretismo comunitário, ou seja, assume concomitantemente o plano cognitivo e de ação, processos reflexivos que levam em conta as necessidades e realidades locais, tais como são coletivamente apreendidas. Há um modo compartilhado de refletir sobre a vida e os saberes populares entre comunitários. Supomos ser demonstrável que a cada discurso referente à interdependência saúde e doença, os profissionais colocam em questão o elo entre conhecimento empírico e científico, provenientes da instituição que representam, bem como vinculam essa relação processual ao bem-estar geral, avaliado em correspondência ao que supõe real e desejado nas condições objetivas ou cotidianas de vida .Verificamos, tal como preceituado na concepção do programa de saúde em apreço, que os profissionais contemplados ou participantes deste estudo são providos de conhecimentos e recursos da medicina popular, em boa parte reflexões próprias, construídas em referência à medicina ocidental. Assim, um conhecimento não exclui o outro, pelo contrário eles se agregam. Há uma valoração medicinal da planta agregada à
    proposição divina e ao aspecto religioso, assim como a eficácia aprovada pela experiência do uso. Percebemos a integração reflexiva pela consideração à grande extensão territorial e fluvial, circunstâncias destacadas pelos entrevistados, tanto pelo que se sabe apropriado, como também pelos modos de vida condicionados ao ciclo da natureza, que condiciona a necessidade de transportes adequados, quase sempre impositivos de relativos altos custos financeiros para o acesso da população aos serviços de saúde. A construção do itinerário terapêutico concebido pelos comunitários não segue hierarquias, mas situacionais necessidades e abertura ou fechamento de alternativas. Impuseram-se então as reflexões: - fatores determinantes, dispositivos para atendimento da demanda e o protagonismo dos sujeitos em questão. Por fim, destacam-se as limitações, não sem antes considerar como a APS consegue praticar o que a ela compete. Por isso mesmo, a APS da região norte em sendo desenhada por portarias e normativas do Ministério da Saúde, a partir de especificidades formais-legais, incluindo os recursos financeiros, que são sempre limitados, deve se pautar em concepção ideária e prática que considere a valoração de profissionais com a incumbência de atender a tantas peculiaridades inerentes à população da região amazônica, todavia, pela diversidade expressa nas múltiplas experiências de vida, socialmente considerável pelas condições situacionais de vida.

31
  • FRANCIANE DE PAULA FERNANDES
  • ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: AÇÕES PROFISSIONAIS POR MEDIAÇÃO (ARAPIXUNA, SANTARÉM-PA)

  • Data: 02/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • Pelo estudo, abordamos as condições de implementação dos serviços de atenção primária à saúde (APS), todavia, sob a perspectiva dos profissionais da equipe de saúde da Estratégia Saúde da família (ESF). Por este ponto de vista, três associados temas se impuseram como eixos das problemáticas concernentes: interdependência ou relação processual entre saúde e doença; recursos da medicina local, geralmente qualificada como medicina popular e considerando os exercícios implicados na função profissional privilegiada para estudo e participantes das entrevistas, - as condições adversas do trabalho. Transformamos então, as sugeridas problemáticas ressaltadas pelas experiências práticas abarcadas pelos entrevistados em questões de reflexão acadêmica. Para dar conta da análise, consideramos ainda as concepções e os modos de operação do modelo de saúde e dos respectivos marcos regulatórios da política nacional de atenção básica, posto que, contexto a partir do qual as reflexões são elaboradas pela/os participantes de pesquisa e de nossa própria contribuição analítica. Tais associações institucionais e temáticas exigiram a adoção de perspectiva interdisciplinar, também correspondente às características do Curso de Doutorado do Programa de Pós graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento. Assim, emerge como objetivo geral orientador da elaboração deste texto de tese: investigar a relação processual entre saúde e doença, no bojo de aspectos referidos à temporalidade e à espacialidade do programa de Estratégia Saúde da Família em Arapixuna, no município de Santarém- Pará. Para o aporte teórico deste estudo, valorizamos as contribuições teóricas e metodológicas de Barbara Starfield (2002, 2011), Eugênio Mendes Villaça (2002, 2010, 2017) Milton Santos (1999, 2002,2004 e 2008). O texto corresponde a estudo descritivo, transversal, basicamente fundamentado em abordagem qualitativa, possível pelo precedente levantamento bibliográfico e documental. Para a obtenção dos dados empíricos foi selecionada uma (ESF) em contexto de vida rural, na Região de Rios. Os dados de caracterização dos participantes foram analisados por meio de estatística descritiva; e os dados qualitativos, tratados por meio de análise de conteúdo (BARDIN,2011). Por este estudo constatamos que a atenção terapêutica praticada em Arapixuna corresponde a um sincretismo comunitário, ou seja, assume concomitantemente o plano cognitivo e de ação, processos reflexivos que levam em conta as necessidades e realidades locais, tais como são coletivamente apreendidas. Há um modo compartilhado de refletir sobre a vida e os saberes populares entre comunitários. Supomos ser demonstrável que a cada discurso referente à interdependência saúde e doença, os profissionais colocam em questão o elo entre conhecimento empírico e científico, provenientes da instituição que representam, bem como vinculam essa relação processual ao bem-estar geral, avaliado em correspondência ao que supõe real e desejado nas condições objetivas ou cotidianas de vida .Verificamos, tal como preceituado na concepção do programa de saúde em apreço, que os profissionais contemplados ou participantes deste estudo são providos de conhecimentos e recursos da medicina popular, em boa parte reflexões próprias, construídas em referência à medicina ocidental. Assim, um conhecimento não exclui o outro, pelo contrário eles se agregam. Há uma valoração medicinal da planta agregada à
    proposição divina e ao aspecto religioso, assim como a eficácia aprovada pela experiência do uso. Percebemos a integração reflexiva pela consideração à grande extensão territorial e fluvial, circunstâncias destacadas pelos entrevistados, tanto pelo que se sabe apropriado, como também pelos modos de vida condicionados ao ciclo da natureza, que condiciona a necessidade de transportes adequados, quase sempre impositivos de relativos altos custos financeiros para o acesso da população aos serviços de saúde. A construção do itinerário terapêutico concebido pelos comunitários não segue hierarquias, mas situacionais necessidades e abertura ou fechamento de alternativas. Impuseram-se então as reflexões: - fatores determinantes, dispositivos para atendimento da demanda e o protagonismo dos sujeitos em questão. Por fim, destacam-se as limitações, não sem antes considerar como a APS consegue praticar o que a ela compete. Por isso mesmo, a APS da região norte em sendo desenhada por portarias e normativas do Ministério da Saúde, a partir de especificidades formais-legais, incluindo os recursos financeiros, que são sempre limitados, deve se pautar em concepção ideária e prática que considere a valoração de profissionais com a incumbência de atender a tantas peculiaridades inerentes à população da região amazônica, todavia, pela diversidade expressa nas múltiplas experiências de vida, socialmente considerável pelas condições situacionais de vida.

32
  • CRISTIANE VIEIRA DA CUNHA
  • MONITORAMENTO ADAPTATIVO DA PESCA NA MÉDIA BACIA ARAGUAIA-TOCANTINS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA, PARÁ, BRASIL.

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 03/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • A presente tese teve como pergunta central: Como implementar um modelo de monitoramento de sistemas pesqueiros complexos tendo como princípios uma ciência cidadã, participativa, colaborativa e adaptativa incluindo diferentes atores sociais na média bacia Araguaia-Tocantins em áreas sem histórico de iniciativas? No capítulo 1 apresentamos que nos últimos 50 anos houve uma evolução nas metodologias adotadas nos programas de monitoramento da pesca na Amazônia e apontamos as principais fragilidades desses programas: custo elevado; carência de um banco de dados integrado para estatística pesqueira; abordagem não consensual da delimitação conceitual sobre participação e colaboração; e a falta de conversão da informação cientifica para o apoio de formulação de políticas públicas. No capítulo 2 apresentamos uma proposta de Monitoramento Adaptativo da Pesca (MAP) e o desenvolvemos em caráter experimental em quatro comunidades ribeirinhas na média bacia Araguaia Tocantins, que resultou na construção de um produto tecnológico, um social e outro técnico cientifico, que são descritos no capitulo 3. Desenvolvemos um Sistema Integrado de Estatística Pesqueira (SIEPE), uma ferramenta tecnológica, que foi desenvolvido para atender MAP que garantiu retorno de 100% das informações de pesca armazenadas, gerando múltiplas variáveis categóricas e numéricas que foram tratadas por meio da clusterização de dados mistos, indicando que há pressão na pesca do mapará, avoador e tucunaré e maior rendimento pesqueiro em relação a embarcação utilizada (cap. 3.1). No cap. 3.2 analisamos a participação social de pescadores da vila Tauiry e Santo Antonino no desenvolvimento do MAP e concluímos que os espaços de diálogos, promovidos pelo modelo, foram de grande potencial político e de inclusão dos atores sociais em discussões complexas e para a tomada de decisões coletivas para resolução de problemáticas locais. O cap. 3.3 descreve a dinâmica socioecológica da pesca em duas comunidades no rio Araguaia (Santa Cruz e Ilha de Campo) e em duas comunidades no rio Tocantins (Tauiry e Santo Antonino) no estado do Pará. Os resultados indicam que as populações ribeirinhas tem pouco acesso a políticas públicas e estão em estado de vulnerabilidade social e ambiental; os pescadores são migrantes e nativos que aprendem coletivamente sobre os ecossistemas locais e se adaptam as constantes mudanças; a composição da pesca nas comunidades do rio Tocantins tem maior proporção de captura do avoador, mapará, piau e misturas (peixes a baixo do tamanho da primeira maturação), o petrecho predominante é a malhadeira em pescarias no meio do rio. No rio Araguaia há maior proporção de captura para pacu, piau e curimatá, os petrechos de pesca com maior proporção de uso é o anzol (na linha ou no caniço) em ambientes de pedrais. As relações de comercialização são por meio do sistema de aviamento (rio Tocantins) ou diretamente para os consumidores (rio Araguaia). Há heterogeneidade entre os sistemas socioecológicos da pesca entre os rios Araguaia e Tocantins, que apresentam características sociais, econômicas e ecológicas específicas. Concluímos que é possível implantar o modelo de Monitoramento Adaptativo da Pesca em sistemas complexos e sem iniciativas anteriores, desde que seja por uma abordagem interdisciplinar, multimétodos e que tenha como princípios a ciência cidadã, participativa e colaborativa.

33
  • CRISTIANE VIEIRA DA CUNHA
  • MONITORAMENTO ADAPTATIVO DA PESCA NA MÉDIA BACIA ARAGUAIA-TOCANTINS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA, PARÁ, BRASIL.

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 03/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • A presente tese teve como pergunta central: Como implementar um modelo de monitoramento de sistemas pesqueiros complexos tendo como princípios uma ciência cidadã, participativa, colaborativa e adaptativa incluindo diferentes atores sociais na média bacia Araguaia-Tocantins em áreas sem histórico de iniciativas? No capítulo 1 apresentamos que nos últimos 50 anos houve uma evolução nas metodologias adotadas nos programas de monitoramento da pesca na Amazônia e apontamos as principais fragilidades desses programas: custo elevado; carência de um banco de dados integrado para estatística pesqueira; abordagem não consensual da delimitação conceitual sobre participação e colaboração; e a falta de conversão da informação cientifica para o apoio de formulação de políticas públicas. No capítulo 2 apresentamos uma proposta de Monitoramento Adaptativo da Pesca (MAP) e o desenvolvemos em caráter experimental em quatro comunidades ribeirinhas na média bacia Araguaia Tocantins, que resultou na construção de um produto tecnológico, um social e outro técnico cientifico, que são descritos no capitulo 3. Desenvolvemos um Sistema Integrado de Estatística Pesqueira (SIEPE), uma ferramenta tecnológica, que foi desenvolvido para atender MAP que garantiu retorno de 100% das informações de pesca armazenadas, gerando múltiplas variáveis categóricas e numéricas que foram tratadas por meio da clusterização de dados mistos, indicando que há pressão na pesca do mapará, avoador e tucunaré e maior rendimento pesqueiro em relação a embarcação utilizada (cap. 3.1). No cap. 3.2 analisamos a participação social de pescadores da vila Tauiry e Santo Antonino no desenvolvimento do MAP e concluímos que os espaços de diálogos, promovidos pelo modelo, foram de grande potencial político e de inclusão dos atores sociais em discussões complexas e para a tomada de decisões coletivas para resolução de problemáticas locais. O cap. 3.3 descreve a dinâmica socioecológica da pesca em duas comunidades no rio Araguaia (Santa Cruz e Ilha de Campo) e em duas comunidades no rio Tocantins (Tauiry e Santo Antonino) no estado do Pará. Os resultados indicam que as populações ribeirinhas tem pouco acesso a políticas públicas e estão em estado de vulnerabilidade social e ambiental; os pescadores são migrantes e nativos que aprendem coletivamente sobre os ecossistemas locais e se adaptam as constantes mudanças; a composição da pesca nas comunidades do rio Tocantins tem maior proporção de captura do avoador, mapará, piau e misturas (peixes a baixo do tamanho da primeira maturação), o petrecho predominante é a malhadeira em pescarias no meio do rio. No rio Araguaia há maior proporção de captura para pacu, piau e curimatá, os petrechos de pesca com maior proporção de uso é o anzol (na linha ou no caniço) em ambientes de pedrais. As relações de comercialização são por meio do sistema de aviamento (rio Tocantins) ou diretamente para os consumidores (rio Araguaia). Há heterogeneidade entre os sistemas socioecológicos da pesca entre os rios Araguaia e Tocantins, que apresentam características sociais, econômicas e ecológicas específicas. Concluímos que é possível implantar o modelo de Monitoramento Adaptativo da Pesca em sistemas complexos e sem iniciativas anteriores, desde que seja por uma abordagem interdisciplinar, multimétodos e que tenha como princípios a ciência cidadã, participativa e colaborativa.

34
  • EVERTON CRISTO DE ALMEIDA
  • DINÂMICA DE USO DOS RECURSOS FLORESTAIS EM DIFERENTES MODELOS DE OCUPAÇÃO TERRITORIAL NO OESTE PARAENSE

  • Orientador : JOAO RICARDO VASCONCELLOS GAMA
  • Data: 05/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • A presente Tese teve o objetivo de analisar a dinâmica no uso dos recursos florestais por comunidades em Unidades de Conservação e Projeto de Assentamento no oeste paraense. Foram utilizadas ferramentas de análises qualiquantitativas como a Análise Qualitativa Comparativa de valores de conjuntos difusos (FsQCA), índices sintéticos sobre o Desenvolvimento Econômico e Social, PCA e análise de clusters, para questionar e propor soluções razoáveis, que levem em consideração as condições de necessidade e suficiência do sistema socioecológico, para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades de diferentes unidades de ocupação no oeste paraense. Como resultados, a combinação das variáveis de primeira camada (SG*UR*U), tendo como variável resposta o Índice de Desenvolvimento Econômico e Social (IDES), obteve valores de cobertura 0,80 e consistência 0,96, implicando em uma condição de suficiência, para o IDES. Cerca de 70% das comunidades apresentaram valores medianos para o Índice de Desenvolvimento Econômico e Social (0,5 < IDES < 0,8), os 30% restantes estão abaixo de 0,5, classificadas como baixo IDES. As comunidades usam de forma diferenciada o recurso florestal, as comunidades ribeirinhas são mais extrativistas, aproveitam melhor os produtos florestais madeireiros e não madeireiros oriundos de floresta nativa, fruto do conhecimento empírico acumulado durante as gerações. E as comunidades assentadas preferem plantar árvores, formado sistemas agroflorestais, entre outros sistemas, como quintais e integrados com criação de animais e culturas agrícolas de ciclos curtos. Destacam-se entre as espécies florestais mais cultivadas a andiroba, o cumaru e o piquiá, dentre outras frutíferas, principalmente em quintais agroflorestais. Em assentamentos, a disposição da condição causal também é altamente influenciada pelos elementos da primeira camada de variáveis, no entanto, a dinâmica de uso é diferenciada, uma vez que o cultivo de essências florestais, os diferentes arranjos de SAFs, a organização nas tarefas de cultivo e o empoderamento econômico, são características que diferenciam a dinâmica de uso desses recursos, inclinando-se para o uso misto, com práticas silviculturais entre outras técnicas de gestão da propriedade rural. De certa forma, o extrativismo e os sistemas silviculturais, da forma como estão sendo conduzidos, não estão contribuindo com o desenvolvimento das comunidades. A troca de experiências poderá ser uma importante ferramenta para que haja desenvolvimento na região, onde a produção agroflorestal e da agricultura familiar compõem a base da economia local. Portanto, desenvolver atividades econômicas baseadas na domesticação de espécies florestais e no melhoramento genético, por meio do conhecimento empírico e técnico-científico, com apoio dos principais atores sociais e do estado, mostra-se como uma alternativa viável e que poderá ser um passo importante no desenvolvimento sustentável de comunidades que têm a floresta como seu principal patrimônio.

35
  • EVERTON CRISTO DE ALMEIDA
  • DINÂMICA DE USO DOS RECURSOS FLORESTAIS EM DIFERENTES MODELOS DE OCUPAÇÃO TERRITORIAL NO OESTE PARAENSE

  • Orientador : JOAO RICARDO VASCONCELLOS GAMA
  • Data: 05/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • A presente Tese teve o objetivo de analisar a dinâmica no uso dos recursos florestais por comunidades em Unidades de Conservação e Projeto de Assentamento no oeste paraense. Foram utilizadas ferramentas de análises qualiquantitativas como a Análise Qualitativa Comparativa de valores de conjuntos difusos (FsQCA), índices sintéticos sobre o Desenvolvimento Econômico e Social, PCA e análise de clusters, para questionar e propor soluções razoáveis, que levem em consideração as condições de necessidade e suficiência do sistema socioecológico, para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades de diferentes unidades de ocupação no oeste paraense. Como resultados, a combinação das variáveis de primeira camada (SG*UR*U), tendo como variável resposta o Índice de Desenvolvimento Econômico e Social (IDES), obteve valores de cobertura 0,80 e consistência 0,96, implicando em uma condição de suficiência, para o IDES. Cerca de 70% das comunidades apresentaram valores medianos para o Índice de Desenvolvimento Econômico e Social (0,5 < IDES < 0,8), os 30% restantes estão abaixo de 0,5, classificadas como baixo IDES. As comunidades usam de forma diferenciada o recurso florestal, as comunidades ribeirinhas são mais extrativistas, aproveitam melhor os produtos florestais madeireiros e não madeireiros oriundos de floresta nativa, fruto do conhecimento empírico acumulado durante as gerações. E as comunidades assentadas preferem plantar árvores, formado sistemas agroflorestais, entre outros sistemas, como quintais e integrados com criação de animais e culturas agrícolas de ciclos curtos. Destacam-se entre as espécies florestais mais cultivadas a andiroba, o cumaru e o piquiá, dentre outras frutíferas, principalmente em quintais agroflorestais. Em assentamentos, a disposição da condição causal também é altamente influenciada pelos elementos da primeira camada de variáveis, no entanto, a dinâmica de uso é diferenciada, uma vez que o cultivo de essências florestais, os diferentes arranjos de SAFs, a organização nas tarefas de cultivo e o empoderamento econômico, são características que diferenciam a dinâmica de uso desses recursos, inclinando-se para o uso misto, com práticas silviculturais entre outras técnicas de gestão da propriedade rural. De certa forma, o extrativismo e os sistemas silviculturais, da forma como estão sendo conduzidos, não estão contribuindo com o desenvolvimento das comunidades. A troca de experiências poderá ser uma importante ferramenta para que haja desenvolvimento na região, onde a produção agroflorestal e da agricultura familiar compõem a base da economia local. Portanto, desenvolver atividades econômicas baseadas na domesticação de espécies florestais e no melhoramento genético, por meio do conhecimento empírico e técnico-científico, com apoio dos principais atores sociais e do estado, mostra-se como uma alternativa viável e que poderá ser um passo importante no desenvolvimento sustentável de comunidades que têm a floresta como seu principal patrimônio.

36
  • MARCELO MORAES DE ANDRADE
  • ORGANIZAÇÃO SOCIAL NA RESERVA EXTRATIVISTA TAPAJÓS-ARAPIUNS: SISTEMAS SOCIAIS EM MUDANÇA

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 06/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • Pelo presente texto de tese tratou-se de processos de mudanças nos modos de organização social de grupos sociais residentes na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, estado do Pará. Foco a análise segundo o ponto de vista dos agentes da ação, considerando os desdobramentos da interseção de processos relacionados à vida familiar, individual, comunitária e associativa, com aqueles mobilizados por agentes vinculados a burocracias estatais, aparatos jurídicos, enfim, ambientes institucionais de espectro abrangentes. A elaboração metodológica da pesquisa envolveu aspectos teóricos e empíricos em conformidade à construção qualitativa de dados (observação participante, entrevistas, pesquisa bibliográfica), em consonância com referência teórica do arcabouço analítico da teoria da estruturação. Tal abordagem permitiu-me compreender o campo de construção de redefinido modo de vida dos moradores da Reserva, portanto, institucionalidade reorientada no contexto de mudanças sociais decorrentes da intervenção do Estado, apreendida a partir do privilegiamento compreensivo da estrutura e a ação, o sujeito e o objeto –, fundamentais à análise das interações humanas. Por esse campo de interação, estão envolvidas relações de poder, referenciais à definição e redefinição de sanções, regras e recursos que se sobrepõem a instituições informais que organizam a vida cotidiana dos agentes locais. Como resultado, demonstro que ocorreram mudanças em propriedades estruturais fundamentais dos modos de organização social dos moradores da Resex, relativas à produção para autoconsumo, ao trabalho em mutirão (puxirum), aos padrões de uso da terra e às formas associativas de representação. Contudo, nem todas as mudanças nessas propriedades estruturais tiveram como fator de mudança as institucionalidades projetadas pela institucionalização da Reserva. Estão associados a elas outros fatores, como: a maior presença do Estado institucionalizando programas de assistência social, promoção da educação e saúde, os quais geram postos de trabalho assalariado nas comunidades, alteração nas dinâmicas econômicas de produtos extrativos e agrícolas.

37
  • MARCELO MORAES DE ANDRADE
  • ORGANIZAÇÃO SOCIAL NA RESERVA EXTRATIVISTA TAPAJÓS-ARAPIUNS: SISTEMAS SOCIAIS EM MUDANÇA

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 06/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • Pelo presente texto de tese tratou-se de processos de mudanças nos modos de organização social de grupos sociais residentes na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, estado do Pará. Foco a análise segundo o ponto de vista dos agentes da ação, considerando os desdobramentos da interseção de processos relacionados à vida familiar, individual, comunitária e associativa, com aqueles mobilizados por agentes vinculados a burocracias estatais, aparatos jurídicos, enfim, ambientes institucionais de espectro abrangentes. A elaboração metodológica da pesquisa envolveu aspectos teóricos e empíricos em conformidade à construção qualitativa de dados (observação participante, entrevistas, pesquisa bibliográfica), em consonância com referência teórica do arcabouço analítico da teoria da estruturação. Tal abordagem permitiu-me compreender o campo de construção de redefinido modo de vida dos moradores da Reserva, portanto, institucionalidade reorientada no contexto de mudanças sociais decorrentes da intervenção do Estado, apreendida a partir do privilegiamento compreensivo da estrutura e a ação, o sujeito e o objeto –, fundamentais à análise das interações humanas. Por esse campo de interação, estão envolvidas relações de poder, referenciais à definição e redefinição de sanções, regras e recursos que se sobrepõem a instituições informais que organizam a vida cotidiana dos agentes locais. Como resultado, demonstro que ocorreram mudanças em propriedades estruturais fundamentais dos modos de organização social dos moradores da Resex, relativas à produção para autoconsumo, ao trabalho em mutirão (puxirum), aos padrões de uso da terra e às formas associativas de representação. Contudo, nem todas as mudanças nessas propriedades estruturais tiveram como fator de mudança as institucionalidades projetadas pela institucionalização da Reserva. Estão associados a elas outros fatores, como: a maior presença do Estado institucionalizando programas de assistência social, promoção da educação e saúde, os quais geram postos de trabalho assalariado nas comunidades, alteração nas dinâmicas econômicas de produtos extrativos e agrícolas.

38
  • GLAUCE VITOR DA SILVA
  • Valoração Econômica da Praia de Alter do Chão, Santarém, Pará, Brasil

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 12/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • O turismo é uma atividade econômica global, a qual gera emprego, renda e divisas a uma determinada localidade. Na vila balneária de Alter do Chão, distrito do município de Santarém, Pará, a economia é sistematizada por atividades relacionadas ao setor de serviços. A dinâmica sazonal do rio Tapajós modifica a paisagem e a oferta turística local, a qual nos meses de seca e cheia a praia emerge e submerge, respectivamente. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é aferir um valor monetário a essa praia, por meio do Método de Valoração Contingente (MVC), para Valor Econômico dos Recursos Ambientais (VERA), como principal aplicação prática do instrumental neoclássico. Para contemplar o objetivo geral, indicou-se a importância da dinâmica sazonal da praia de Alter do chão, para a economia do turismo e os impactos socioeconômicos potenciais na vila balneária, a serem causados pela implantação de grandes projetos de infraestrutura, previstos no âmbito da bacia hidrográfica; analisou-se a ocorrência do fenômeno turístico e seu impacto socioeconômico local; estabeleceu-se uma relação de tempo, espaço, fator solar, fator de precipitação e fator de nível do rio Tapajós, para calcular a capacidade de carga turística da praia, por meio da segmentação em períodos de cheia e vazante do nível do rio, e por fim, estimou-se o VERA da praia de Alter do Chão, por meio da soma do cálculo de Valor de Uso Direto e Valor de Uso Indireto, nos período de cheia e seca. A relevância do tema deriva de uma ampla investigação sobre a interação meio ambiente, sociedade e desenvolvimento. A abordagem deste estudo é interdisciplinar, porquanto trabalha com conceitos econômicos em um contexto socioambiental, aos quais subsidiam uma análise sobre a importância da qualidade, uso e utilidade do meio natural, para o desenvolvimento da atividade do turismo em uma comunidade amazônica. Nesse sentido,  considera-se a importância do fator ambiental e sua interferência na paisagem, atrativos e atividades turísticas em Alter do Chão, por períodos ao longo do ano, para subsidiar políticas públicas, planejamento estratégico  e gestão local, aos quais considerem suas peculiaridades, para melhorar a oferta de serviços, infraestrutura, satisfação dos visitantes e promover desenvolvimento econômico na comunidade de Alter do Chão. E o VERA estimado para esse ativo natural permite criar um indicativo, ao qual proporciona subsidiar tomadas de decisões na gestão socioambiental local, para manter o recurso natural conservado, além de servir de referência para orientar medidas compensatórias e restauradoras, em caso de uma eventual conversão em indenizações.

39
  • GLAUCE VITOR DA SILVA
  • Valoração Econômica da Praia de Alter do Chão, Santarém, Pará, Brasil

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 12/12/2019
  • Mostrar Resumo
  • O turismo é uma atividade econômica global, a qual gera emprego, renda e divisas a uma determinada localidade. Na vila balneária de Alter do Chão, distrito do município de Santarém, Pará, a economia é sistematizada por atividades relacionadas ao setor de serviços. A dinâmica sazonal do rio Tapajós modifica a paisagem e a oferta turística local, a qual nos meses de seca e cheia a praia emerge e submerge, respectivamente. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é aferir um valor monetário a essa praia, por meio do Método de Valoração Contingente (MVC), para Valor Econômico dos Recursos Ambientais (VERA), como principal aplicação prática do instrumental neoclássico. Para contemplar o objetivo geral, indicou-se a importância da dinâmica sazonal da praia de Alter do chão, para a economia do turismo e os impactos socioeconômicos potenciais na vila balneária, a serem causados pela implantação de grandes projetos de infraestrutura, previstos no âmbito da bacia hidrográfica; analisou-se a ocorrência do fenômeno turístico e seu impacto socioeconômico local; estabeleceu-se uma relação de tempo, espaço, fator solar, fator de precipitação e fator de nível do rio Tapajós, para calcular a capacidade de carga turística da praia, por meio da segmentação em períodos de cheia e vazante do nível do rio, e por fim, estimou-se o VERA da praia de Alter do Chão, por meio da soma do cálculo de Valor de Uso Direto e Valor de Uso Indireto, nos período de cheia e seca. A relevância do tema deriva de uma ampla investigação sobre a interação meio ambiente, sociedade e desenvolvimento. A abordagem deste estudo é interdisciplinar, porquanto trabalha com conceitos econômicos em um contexto socioambiental, aos quais subsidiam uma análise sobre a importância da qualidade, uso e utilidade do meio natural, para o desenvolvimento da atividade do turismo em uma comunidade amazônica. Nesse sentido,  considera-se a importância do fator ambiental e sua interferência na paisagem, atrativos e atividades turísticas em Alter do Chão, por períodos ao longo do ano, para subsidiar políticas públicas, planejamento estratégico  e gestão local, aos quais considerem suas peculiaridades, para melhorar a oferta de serviços, infraestrutura, satisfação dos visitantes e promover desenvolvimento econômico na comunidade de Alter do Chão. E o VERA estimado para esse ativo natural permite criar um indicativo, ao qual proporciona subsidiar tomadas de decisões na gestão socioambiental local, para manter o recurso natural conservado, além de servir de referência para orientar medidas compensatórias e restauradoras, em caso de uma eventual conversão em indenizações.

2018
Teses
1
  • CLÉO GOMES DA MOTA
  • A PRODUÇÃO FLORESTAL E AGROFLORESTAL DAS ESPÉCIES DE CUMARU (DIPTERYX SPP) NO ESTADO DO PARÁ.
  • Data: 30/01/2018
  • Mostrar Resumo
  • O estudo teve como objetivo reduzir as incertezas na estimativa da produtividade e da viabilidade econômica do uso da espécie cumaru (Dipteryx spp.) em três regiões do Estado do Pará. Foi estimado o estoque florestal utilizando equação de volume e a densidade de árvores de cumaru em Portel e Novo Progresso. Além da produtividade de sementes em plantios na região de Santarém e o custo de oportunidade para adoção de SAFs por agricultores familiares (AF) na região Oeste do Estado. Foram utilizados dados de desmatamento para estimar as perdas dos estoques florestais em Portel e Novo Progresso e a produtividade em SAFs foi medida através do incremento corrente anual (ICA) e o incremento médio anual (IMA) em quatro SAFs com cumaru em Santarém. Para estimar a viabilidade econômica e o custo de oportunidade foi utilizado o valor presente líquido (VLP), a relação benefício-custo (B/C), valor anual equivalente (VAE) e taxa interna de retorno (TIR). Constatou-se que o cumaru (Dipteryx spp.) é rara nas florestas da região de Portel, Altamira e Novo Progresso com menos de um indivíduo por hectare. A equação de Spurr foi selecionado para estimar o volume do tronco de árvores com DAP entre 10-17 cm e árvores adultas com DAP entre 70,66-113,65 cm. A espécie D. odorata, aos seis anos de idade, teve comportamento superior no sistema ILPF em relação ao sistema SAFM com D. punctata, tanto no desenvolvimento do diâmetro (DAP), altura (Alt.) e volume (Vol.) pelo teste t de médias com ρ= 0,05. O ICA e IMA do volume foram superiores para o sistema ILPF (D. odorata) em relação aos demais, porém a produção de frutos foi superior para a espécie D. punctata (SAFM) no período de 2015 e 2017. Os sistemas avaliados (tradicionais e SAFs) apresentaram-se economicamente viáveis. Dentre os sistemas tradicionais de uso da terra na região de Novo Progresso, o cultivo de banana (SMB) teve rendimento superior à produção de raiz de mandioca (SMRM). Este sistema (SMB), também obteve o melhor desempenho em relação aos sistemas de uso alternativo com cumaru aos quatro anos de cultivo. O custo de oportunidade, ou perda, foi considerado baixo em relação à segunda opção com melhor desempenho econômico (SAF2). Na análise considerando o ciclo de oito anos a melhor opção foi o sistema o sistema alternativo (SAF3) que consiste na evolução do SAF2 que adotou o cumaru associado à produção inicial de banana e cupuaçu.
2
  • CLÉO GOMES DA MOTA
  • A PRODUÇÃO FLORESTAL E AGROFLORESTAL DAS ESPÉCIES DE CUMARU (DIPTERYX SPP) NO ESTADO DO PARÁ.
  • Data: 30/01/2018
  • Mostrar Resumo
  • O estudo teve como objetivo reduzir as incertezas na estimativa da produtividade e da viabilidade econômica do uso da espécie cumaru (Dipteryx spp.) em três regiões do Estado do Pará. Foi estimado o estoque florestal utilizando equação de volume e a densidade de árvores de cumaru em Portel e Novo Progresso. Além da produtividade de sementes em plantios na região de Santarém e o custo de oportunidade para adoção de SAFs por agricultores familiares (AF) na região Oeste do Estado. Foram utilizados dados de desmatamento para estimar as perdas dos estoques florestais em Portel e Novo Progresso e a produtividade em SAFs foi medida através do incremento corrente anual (ICA) e o incremento médio anual (IMA) em quatro SAFs com cumaru em Santarém. Para estimar a viabilidade econômica e o custo de oportunidade foi utilizado o valor presente líquido (VLP), a relação benefício-custo (B/C), valor anual equivalente (VAE) e taxa interna de retorno (TIR). Constatou-se que o cumaru (Dipteryx spp.) é rara nas florestas da região de Portel, Altamira e Novo Progresso com menos de um indivíduo por hectare. A equação de Spurr foi selecionado para estimar o volume do tronco de árvores com DAP entre 10-17 cm e árvores adultas com DAP entre 70,66-113,65 cm. A espécie D. odorata, aos seis anos de idade, teve comportamento superior no sistema ILPF em relação ao sistema SAFM com D. punctata, tanto no desenvolvimento do diâmetro (DAP), altura (Alt.) e volume (Vol.) pelo teste t de médias com ρ= 0,05. O ICA e IMA do volume foram superiores para o sistema ILPF (D. odorata) em relação aos demais, porém a produção de frutos foi superior para a espécie D. punctata (SAFM) no período de 2015 e 2017. Os sistemas avaliados (tradicionais e SAFs) apresentaram-se economicamente viáveis. Dentre os sistemas tradicionais de uso da terra na região de Novo Progresso, o cultivo de banana (SMB) teve rendimento superior à produção de raiz de mandioca (SMRM). Este sistema (SMB), também obteve o melhor desempenho em relação aos sistemas de uso alternativo com cumaru aos quatro anos de cultivo. O custo de oportunidade, ou perda, foi considerado baixo em relação à segunda opção com melhor desempenho econômico (SAF2). Na análise considerando o ciclo de oito anos a melhor opção foi o sistema o sistema alternativo (SAF3) que consiste na evolução do SAF2 que adotou o cumaru associado à produção inicial de banana e cupuaçu.
3
  • HELIO CORREA FILHO
  • AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA DA FARINHA DE MANDIOCA AMARELA: SANTARÉM/PA E PARANAVAÍ/PR
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 30/01/2018
  • Mostrar Resumo
  • A farinha de mandioca é o principal produto derivado da mandioca no Brasil. Um produto de segurança alimentar, geralmente, produzido em pequenas “casas de farinha” pouco tecnificadas, comumente encontradas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Porém, nas regiões Sul, Sudeste e o Centro-oeste a produção de farinha encontra-se em processo de industrialização. Nos processos de produção de farinha de mandioca ocorrem impactos ambientais, distribuídos ao longo da cadeia produtiva que necessitam de explicações em uma abordagem holística. Neste sentido, a pesquisa teve como objetivo identificar e comparar os impactos ambientais e os custos energéticos na cadeia de produção da farinha de mandioca amarela, nos sistemas de produção tradicional (por agricultores familiares em Santarém/PA) e de produção industrial (em Paranavaí/PR). Utilizando-se da aplicação da metodologia da Avaliação do Ciclo de Vida, de acordo as normas ABNT NBR ISO 14040 (2009) e ABNT NBR ISO 14044 (2014), foram categorizados e calculados os impactos ambientais: Acidificação, Aquecimento Global, Uso do Solo e Demanda Total Acumulada de Energia (CED). Para tanto, foi usado o método CML 2001, atualizado como o IPCC 2007 e da CED, com o auxílio do software 8.2.3.0 e da base de dados ecoinvent 3.3. Os resultados mostraram que no sistema industrial 80,33% e 86,70% das emissões equivalentes são referentes ao potencial de Acidificação e ao Potencial de Aquecimento Global respectivamente, decorrentes do tratamento do volume de efluentes líquidos no biodigestor. Também, a CED equivalente teve como principal fonte de contribuição o tratamento dos efluentes líquidos no biodigestor com 64,60%. Os impactos ambientais referentes ao Uso da Terra predominaram no sistema tradicional de produção de farinha amarela, que necessitou de 121,77m2a (74,07%) para atender a unidade funcional, enquanto que no sistema industrial de produção de farinha amarela o valor obtido foi de 742,79m2a (25,93%), o qual se mostrou mais eficiente, devido a menor quantidade de área agrícola para atender a unidade funcional. A extrapolação do resultado obtido referente ao Uso da Terra no sistema industrial para a produção de farinha na Região Norte e no Estado do Pará, apresentou resultados, que se adotados, reduzirá áreas ocupadas com o cultivo da mandioca, liberando áreas agricultáveis a serem ocupadas com outras culturas, minimizando a necessidade de abertura de novas áreas de floresta nativa.
4
  • HELIO CORREA FILHO
  • AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA DA FARINHA DE MANDIOCA AMARELA: SANTARÉM/PA E PARANAVAÍ/PR
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 30/01/2018
  • Mostrar Resumo
  • A farinha de mandioca é o principal produto derivado da mandioca no Brasil. Um produto de segurança alimentar, geralmente, produzido em pequenas “casas de farinha” pouco tecnificadas, comumente encontradas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Porém, nas regiões Sul, Sudeste e o Centro-oeste a produção de farinha encontra-se em processo de industrialização. Nos processos de produção de farinha de mandioca ocorrem impactos ambientais, distribuídos ao longo da cadeia produtiva que necessitam de explicações em uma abordagem holística. Neste sentido, a pesquisa teve como objetivo identificar e comparar os impactos ambientais e os custos energéticos na cadeia de produção da farinha de mandioca amarela, nos sistemas de produção tradicional (por agricultores familiares em Santarém/PA) e de produção industrial (em Paranavaí/PR). Utilizando-se da aplicação da metodologia da Avaliação do Ciclo de Vida, de acordo as normas ABNT NBR ISO 14040 (2009) e ABNT NBR ISO 14044 (2014), foram categorizados e calculados os impactos ambientais: Acidificação, Aquecimento Global, Uso do Solo e Demanda Total Acumulada de Energia (CED). Para tanto, foi usado o método CML 2001, atualizado como o IPCC 2007 e da CED, com o auxílio do software 8.2.3.0 e da base de dados ecoinvent 3.3. Os resultados mostraram que no sistema industrial 80,33% e 86,70% das emissões equivalentes são referentes ao potencial de Acidificação e ao Potencial de Aquecimento Global respectivamente, decorrentes do tratamento do volume de efluentes líquidos no biodigestor. Também, a CED equivalente teve como principal fonte de contribuição o tratamento dos efluentes líquidos no biodigestor com 64,60%. Os impactos ambientais referentes ao Uso da Terra predominaram no sistema tradicional de produção de farinha amarela, que necessitou de 121,77m2a (74,07%) para atender a unidade funcional, enquanto que no sistema industrial de produção de farinha amarela o valor obtido foi de 742,79m2a (25,93%), o qual se mostrou mais eficiente, devido a menor quantidade de área agrícola para atender a unidade funcional. A extrapolação do resultado obtido referente ao Uso da Terra no sistema industrial para a produção de farinha na Região Norte e no Estado do Pará, apresentou resultados, que se adotados, reduzirá áreas ocupadas com o cultivo da mandioca, liberando áreas agricultáveis a serem ocupadas com outras culturas, minimizando a necessidade de abertura de novas áreas de floresta nativa.
5
  • MARIA FRANCISCA DE MIRANDA ADAD
  • O PAPEL DOS ATORES SOCIAIS DO MERCADO DE RECICLAGEM EM SANTARÉM: UMA ANÁLISE SOCIOECONÔMICA À LUZ DO INDICADOR FORÇA MOTRIZ-ESTADO-RESPOSTA
  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 21/02/2018
  • Mostrar Resumo
  • O objetivo do estudo é analisar as implicações socioeconômicas do mercado de reciclagem na área urbana de Santarém/Pa, a partir do sistema de indicadores de sustentabilidade Força Motriz-Estado-Resposta - FMER. A complexidade do tema torna essencial o uso de indicadores para perceber as inter-relações e interdependência entre os atores sociais na gestão dos resíduos sólidos urbanos - GRSU e a pressão resultante da construção da identidade de cada um. O estudo se utilizou da etnometodologia como enfoque metodológico, empregando entrevistas semiestruturadas, registros fotográficos, observações in loco e documentos e banco de dados públicos. Em seguida foram aplicados questionários, relativos às dimensões do modelo FMER para lançamento na ferramenta computacional Minitab 11 e análise econométrica através de regressão Stepwise considerando apenas o setor primário, pois percebeu-se que estes atores são determinantes dos principais desafios e conflitos existentes no mercado. A interação entre os atores ocorre de forma desconexa, tanto dentro dos setores econômicos como entre eles e as diferenças sociais e culturais entre as duas cooperativas influenciam sua expectativa com a reciclagem. A organização do parque produtivo segue padrão mais homogêneo, tendo a indústria maior identificação com o mercado reciclador. No setor primário predominam indicadores sociais como Forças Motrizes e Pressões de mercado e as dimensões econômicas e ambientais representam seus indicadores de Estado. No Parque Produtivo as Forças Motrizes estão nos indicadores econômicos e a qualidade dos recursos (Estado) permeia todas as dimensões da sustentabilidade. Devido ao parque produtivo selecionar trabalhadores entre catadores é causalidade positiva seus contratados demonstrarem identificação com a atividade. Em Resposta ao padrão industrial, o monitoramento ambiental é parte do processo destas empresas. Problemas de eficiência e equidade são comuns e considera-se importante o apoio efetivo dos órgãos públicos municipais para permitir a redução da pobreza e a inclusão dos indivíduos e das empresas envolvidas com a reciclagem de materiais.
6
  • MARIA FRANCISCA DE MIRANDA ADAD
  • O PAPEL DOS ATORES SOCIAIS DO MERCADO DE RECICLAGEM EM SANTARÉM: UMA ANÁLISE SOCIOECONÔMICA À LUZ DO INDICADOR FORÇA MOTRIZ-ESTADO-RESPOSTA
  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 21/02/2018
  • Mostrar Resumo
  • O objetivo do estudo é analisar as implicações socioeconômicas do mercado de reciclagem na área urbana de Santarém/Pa, a partir do sistema de indicadores de sustentabilidade Força Motriz-Estado-Resposta - FMER. A complexidade do tema torna essencial o uso de indicadores para perceber as inter-relações e interdependência entre os atores sociais na gestão dos resíduos sólidos urbanos - GRSU e a pressão resultante da construção da identidade de cada um. O estudo se utilizou da etnometodologia como enfoque metodológico, empregando entrevistas semiestruturadas, registros fotográficos, observações in loco e documentos e banco de dados públicos. Em seguida foram aplicados questionários, relativos às dimensões do modelo FMER para lançamento na ferramenta computacional Minitab 11 e análise econométrica através de regressão Stepwise considerando apenas o setor primário, pois percebeu-se que estes atores são determinantes dos principais desafios e conflitos existentes no mercado. A interação entre os atores ocorre de forma desconexa, tanto dentro dos setores econômicos como entre eles e as diferenças sociais e culturais entre as duas cooperativas influenciam sua expectativa com a reciclagem. A organização do parque produtivo segue padrão mais homogêneo, tendo a indústria maior identificação com o mercado reciclador. No setor primário predominam indicadores sociais como Forças Motrizes e Pressões de mercado e as dimensões econômicas e ambientais representam seus indicadores de Estado. No Parque Produtivo as Forças Motrizes estão nos indicadores econômicos e a qualidade dos recursos (Estado) permeia todas as dimensões da sustentabilidade. Devido ao parque produtivo selecionar trabalhadores entre catadores é causalidade positiva seus contratados demonstrarem identificação com a atividade. Em Resposta ao padrão industrial, o monitoramento ambiental é parte do processo destas empresas. Problemas de eficiência e equidade são comuns e considera-se importante o apoio efetivo dos órgãos públicos municipais para permitir a redução da pobreza e a inclusão dos indivíduos e das empresas envolvidas com a reciclagem de materiais.
7
  • JOSE ROBERTO BRANCO RAMOS FILHO
  • UM MODELO CONCEITUAL DE ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO BASEADO EM FLUXO DE CONHECIMENTO
  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 26/04/2018
  • Mostrar Resumo
  • Ecossistemas de inovação são um conjunto complexo de entidades interdependentes, interrelacionadas, conectadas por fluxos materiais, financeiros, de pessoas e de conhecimento, com elevado desempenho em criar novo conhecimento, transformá-lo, difundí-lo e aplicá-lo na forma de inovações de maneira continuada. Como tal, podem ser observados em grandes organizações, em regiões, em indústrias, ou na cadeia de valor no entorno de um produto. Podem ser estudados de muitos pontos de vista e cortes espaciais, de maneira que o ponto de vista de análise ajudará a delimitar os componentes e as fronteiras do ecossistema, ainda que estas delimitações sejam fluidas e dinâmicas. Um ambiente com estas características, embora não seja de fácil criação, pode ocorrer de variadas formas, não havendo uma receita única para sua composição e funcionamento. Tal complexidade clama por modelos que simplifiquem sua análise, trazendo o foco para os elementos essenciais ao entendimento, ainda que para a compreensão total da realidade o uso de vários modelos com diferentes pontos de vista sejam necessários. É nesta lacuna que está a contribuição deste trabalho. Propõe-se um modelo para a análise de ecossistemas de inovação baseado em fluxos de conhecimento, cuja existência é condição necessária, embora não seja suficiente, para o funcionamento continuado do ecossistema. O modelo conceitual apresentado se baseia em conjuntos de papéis desempenhados pelas entidades que compõem um ecossistema no que tange ao conhecimento que nele flui. São estes os papéis de geração de conhecimento, consumo de conhecimento, difusão de conhecimento e integração de entidades, podendo-se citar também o importante papel da transformação de conhecimento científico em tecnológico que está implícito a atuação das entidades em alguns destes papéis. Apenas as entidades detentoras de conhecimento útil ao ecossistema em estudo e aquelas que as conectam farão parte desta análise. As entidades que compõem o ecossistema são conectadas por relações caracterizadas por fatores que afetarão o fluxo de conhecimento entre elas, como o nível de confiança e a distância geográfica e relacional. O ambiente onde estas entidades estão imersas também faz parte do ecossistema, representado pelos seus elementos de sustentação, pelos seus mecanismos de seleção e pela sua demanda. Para a prova conceitual do modelo e o teste das hipóteses que inicialmente nortearam sua criação, um modelo computacional baseado em agentes foi criado. Flexível, o modelo instanciado permite a simulação de diversos cenários, dentre os quais foi selecionado um conjunto destinado a avaliar o comportamento dos agentes em situações estáticas e dinâmicas, com diferentes populações de agentes engajados nos papéis referentes ao conhecimento, capazes de adaptar sua motivação em aprender de acordo com suas experiências ao longo das simulações. Estes cenários foram avaliados para determinar se o conjunto de agentes, naquelas condições, formariam um ecossistema de inovação.
8
  • JOSE ROBERTO BRANCO RAMOS FILHO
  • UM MODELO CONCEITUAL DE ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO BASEADO EM FLUXO DE CONHECIMENTO
  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 26/04/2018
  • Mostrar Resumo
  • Ecossistemas de inovação são um conjunto complexo de entidades interdependentes, interrelacionadas, conectadas por fluxos materiais, financeiros, de pessoas e de conhecimento, com elevado desempenho em criar novo conhecimento, transformá-lo, difundí-lo e aplicá-lo na forma de inovações de maneira continuada. Como tal, podem ser observados em grandes organizações, em regiões, em indústrias, ou na cadeia de valor no entorno de um produto. Podem ser estudados de muitos pontos de vista e cortes espaciais, de maneira que o ponto de vista de análise ajudará a delimitar os componentes e as fronteiras do ecossistema, ainda que estas delimitações sejam fluidas e dinâmicas. Um ambiente com estas características, embora não seja de fácil criação, pode ocorrer de variadas formas, não havendo uma receita única para sua composição e funcionamento. Tal complexidade clama por modelos que simplifiquem sua análise, trazendo o foco para os elementos essenciais ao entendimento, ainda que para a compreensão total da realidade o uso de vários modelos com diferentes pontos de vista sejam necessários. É nesta lacuna que está a contribuição deste trabalho. Propõe-se um modelo para a análise de ecossistemas de inovação baseado em fluxos de conhecimento, cuja existência é condição necessária, embora não seja suficiente, para o funcionamento continuado do ecossistema. O modelo conceitual apresentado se baseia em conjuntos de papéis desempenhados pelas entidades que compõem um ecossistema no que tange ao conhecimento que nele flui. São estes os papéis de geração de conhecimento, consumo de conhecimento, difusão de conhecimento e integração de entidades, podendo-se citar também o importante papel da transformação de conhecimento científico em tecnológico que está implícito a atuação das entidades em alguns destes papéis. Apenas as entidades detentoras de conhecimento útil ao ecossistema em estudo e aquelas que as conectam farão parte desta análise. As entidades que compõem o ecossistema são conectadas por relações caracterizadas por fatores que afetarão o fluxo de conhecimento entre elas, como o nível de confiança e a distância geográfica e relacional. O ambiente onde estas entidades estão imersas também faz parte do ecossistema, representado pelos seus elementos de sustentação, pelos seus mecanismos de seleção e pela sua demanda. Para a prova conceitual do modelo e o teste das hipóteses que inicialmente nortearam sua criação, um modelo computacional baseado em agentes foi criado. Flexível, o modelo instanciado permite a simulação de diversos cenários, dentre os quais foi selecionado um conjunto destinado a avaliar o comportamento dos agentes em situações estáticas e dinâmicas, com diferentes populações de agentes engajados nos papéis referentes ao conhecimento, capazes de adaptar sua motivação em aprender de acordo com suas experiências ao longo das simulações. Estes cenários foram avaliados para determinar se o conjunto de agentes, naquelas condições, formariam um ecossistema de inovação.
9
  • MARINA SMIDT CELERE MESCHEDE
  • IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE DE ESCOLARES A PARTIR DO CONSUMO DE ÁGUA E MATERIAL PARTICULADO ATMOSFÉRICO INALADO EM ESCOLAS DE SANTARÉM E MOJUÍ DOS CAMPOS, PARÁ, AMAZÔNIA
  • Data: 18/05/2018
  • Mostrar Resumo
  • O objetivo deste estudo foi investigar as implicações em saúde de escolares a partir da avaliação da qualidade da água e das características do material particulado atmosférico (MPA) inalável aos quais estão expostos em escolas na região de Santarém, Pará, Amazônia. Para isso selecionou-se três escolas no município de Santarém e uma em Mojuí dos Campos. Utilizou-se um questionário para a coleta de informações sobre perfil sóciodemográfico e de exposição a poluição hídrica e atmosférica dos escolares. Análises microbiológicas (coliformes totais e Escherichia Coli), físico químicas e químicas (íons por Cromatografia Iônica e elementos traço por Espectofotometria de Plasma Indutivamente Acoplado) foram realizadas em 36 amostras de água durante as estações seca e chuvosa. A coleta do MPA ocorreu durante a estação seca e chuvosa, realizada com o auxílio de um Impactador de Cascata de oito estágios para determinação da concentração mássica do MPA e da composição inorgânica das frações grossa e fina em duas escolas. Dados epidemiológicos sobre morbimortalidade de crianças quanto ao consumo de água e exposição a poluição atmosférica foram coletados nos municípios de estudo entre 2014 a 2016. Os resultados analíticos de água foram comparados com a Portaria do Ministério da Saúde 2914 e estimou-se o risco quantitativo para a saúde com base na metodologia proposta pela Agência Americana de Proteção Ambiental (USEPA). Os resultados analíticos da qualidade do ar foram comparados com os padrões estabelecidos pelo Decreto Estadual de SP 59113 e investigado as implicações para saúde. Os resultados dos questionários mostraram que a maior parte dos escolares são crianças que residem em famílias numerosas, recebem de um a dois salários mínimos por mês, residem no próprio bairro da escola e recebem em seu domicilio água proveniente de poços subterrâneos profundos. A maioria relatou utilizar medidas de tratamento da água para consumo diário como o hipoclorito e informaram apresentar com pouca frequência adoecimentos relacionados ao sistema gástrico intestinal e respiratório. Os resultados analíticos da água, evidenciaram contaminação por coliformes totais e E.coli em 28 amostras e 16 das amostras analisadas, respectivamente e confirmaram que as águas das escolas são ácidas (pH entre 3,8 a 5,9), o que poderá implicar em distúrbios gástricos e intestinais em escolares expostos. A maioria dos compostos químicos na água apresentaram concentrações inferiores ao recomendado, com exceção do alumínio, que se mostrou até cinco vezes superior ao valor estabelecido pela Portaria 2914 nas amostras de água avaliadas provenientes de poços rasos apenas das escolas de Santarém (valor máximo de 1045 ng/mL). A exposição a longo prazo à concentração elevada de alumínio na água é associada a implicações neurológicas e não deve ser descartado o risco para doença de Alzheimer. As concentrações de nitrato, embora com valores dentro do recomendado (<10 mg/L), apresentaram valores muito superiores nas amostras de água captadas de poços rasos das escolas de Santarém (valor médio entre 1,9-8,0 mg/L) em comparação com as amostras da captadas de poços profundos (valor médio entre 0,1-0,5 mg/L) demonstrando a importância do seu monitoramento periódico em água, visando a prevenção de distúrbios associados a sua ingestão como a metahemoglobinemia infantil. A quantificação de risco à saúde de crianças, foi significante (>1) apenas para escolares de Santarém que consomem água das escolas com poços rasos. O alumínio e o nitrato na água foram os compostos que mais contribuíram na constituição do risco. Os resultados analíticos do MPA evidenciaram que houve a predominância de partículas fração grossa na atmosfera, com valores de concentração mássica entre 55,28 a 76,30 µg/m3 durante a coleta realizada na estação seca e de 26,08 a 31,90 µg/m3 durante a coleta realizada na estação chuvosa, entretanto, com baixa concentração de compostos químicos solúveis e de elementos traços, com predominância de elementos terrígenos como Ca, Na, Mg, Al, Fe. A fração fina do MPA, mais perigosa para a saúde devido deposição em vias aéreas inferiores, mostrou baixas concentrações mássicas nas escolas em ambas as estações com valores entre 8,10 a 20,85 µg/m3 durante a estação seca e de 0,11 a 2,05 µg/m3 durante a coleta realizada na estação chuvosa. As concentrações de MPA foram inferiores aos padrões de qualidade do ar estabelecidos pelo Decreto estadual de SP em ambas as escolas e períodos de coleta. A análise química ácida da fração fina revelou a predominância do potássio, especialmente na escola de Mojuí dos Campos durante a estação seca (90,7 ng/m3), o que poderá indicar material originário de queima da biomassa florestal na escola. Resultados epidemiológicos sobre morbimortalidade em crianças menores de 10 anos, mostraram que a prevalência e a taxa de internação por doenças diarreicas agudas e doenças respiratórias foram mais elevadas em crianças menores de um ano e durante o período chuvoso. O município de Santarém apresentou maior prevalência de doenças diarreicas e respiratórias quando comparado com Mojuí dos Campos. As taxas de mortalidade foram maiores para as doenças respiratórias quando comparadas com as doenças diarreicas. Dessa forma, os resultados encontrados sobre qualidade da água e do ar por esta tese são pioneiros em escolas na região de Santarém e indicam que a qualidade da água subterrânea deverá ser monitorada periodicamente, especialmente, aquelas captadas por poços rasos de forma a garantir menores efeitos adversos em saúde. Embora, a qualidade do ar tenha se mostrado boa, o aumento da prevalência de internações e óbitos em crianças por doenças respiratórias sugere que novas avaliações de exposição a poluentes atmosféricos devem ser realizadas para a garantia da promoção a saúde.
10
  • MARINA SMIDT CELERE MESCHEDE
  • IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE DE ESCOLARES A PARTIR DO CONSUMO DE ÁGUA E MATERIAL PARTICULADO ATMOSFÉRICO INALADO EM ESCOLAS DE SANTARÉM E MOJUÍ DOS CAMPOS, PARÁ, AMAZÔNIA
  • Data: 18/05/2018
  • Mostrar Resumo
  • O objetivo deste estudo foi investigar as implicações em saúde de escolares a partir da avaliação da qualidade da água e das características do material particulado atmosférico (MPA) inalável aos quais estão expostos em escolas na região de Santarém, Pará, Amazônia. Para isso selecionou-se três escolas no município de Santarém e uma em Mojuí dos Campos. Utilizou-se um questionário para a coleta de informações sobre perfil sóciodemográfico e de exposição a poluição hídrica e atmosférica dos escolares. Análises microbiológicas (coliformes totais e Escherichia Coli), físico químicas e químicas (íons por Cromatografia Iônica e elementos traço por Espectofotometria de Plasma Indutivamente Acoplado) foram realizadas em 36 amostras de água durante as estações seca e chuvosa. A coleta do MPA ocorreu durante a estação seca e chuvosa, realizada com o auxílio de um Impactador de Cascata de oito estágios para determinação da concentração mássica do MPA e da composição inorgânica das frações grossa e fina em duas escolas. Dados epidemiológicos sobre morbimortalidade de crianças quanto ao consumo de água e exposição a poluição atmosférica foram coletados nos municípios de estudo entre 2014 a 2016. Os resultados analíticos de água foram comparados com a Portaria do Ministério da Saúde 2914 e estimou-se o risco quantitativo para a saúde com base na metodologia proposta pela Agência Americana de Proteção Ambiental (USEPA). Os resultados analíticos da qualidade do ar foram comparados com os padrões estabelecidos pelo Decreto Estadual de SP 59113 e investigado as implicações para saúde. Os resultados dos questionários mostraram que a maior parte dos escolares são crianças que residem em famílias numerosas, recebem de um a dois salários mínimos por mês, residem no próprio bairro da escola e recebem em seu domicilio água proveniente de poços subterrâneos profundos. A maioria relatou utilizar medidas de tratamento da água para consumo diário como o hipoclorito e informaram apresentar com pouca frequência adoecimentos relacionados ao sistema gástrico intestinal e respiratório. Os resultados analíticos da água, evidenciaram contaminação por coliformes totais e E.coli em 28 amostras e 16 das amostras analisadas, respectivamente e confirmaram que as águas das escolas são ácidas (pH entre 3,8 a 5,9), o que poderá implicar em distúrbios gástricos e intestinais em escolares expostos. A maioria dos compostos químicos na água apresentaram concentrações inferiores ao recomendado, com exceção do alumínio, que se mostrou até cinco vezes superior ao valor estabelecido pela Portaria 2914 nas amostras de água avaliadas provenientes de poços rasos apenas das escolas de Santarém (valor máximo de 1045 ng/mL). A exposição a longo prazo à concentração elevada de alumínio na água é associada a implicações neurológicas e não deve ser descartado o risco para doença de Alzheimer. As concentrações de nitrato, embora com valores dentro do recomendado (<10 mg/L), apresentaram valores muito superiores nas amostras de água captadas de poços rasos das escolas de Santarém (valor médio entre 1,9-8,0 mg/L) em comparação com as amostras da captadas de poços profundos (valor médio entre 0,1-0,5 mg/L) demonstrando a importância do seu monitoramento periódico em água, visando a prevenção de distúrbios associados a sua ingestão como a metahemoglobinemia infantil. A quantificação de risco à saúde de crianças, foi significante (>1) apenas para escolares de Santarém que consomem água das escolas com poços rasos. O alumínio e o nitrato na água foram os compostos que mais contribuíram na constituição do risco. Os resultados analíticos do MPA evidenciaram que houve a predominância de partículas fração grossa na atmosfera, com valores de concentração mássica entre 55,28 a 76,30 µg/m3 durante a coleta realizada na estação seca e de 26,08 a 31,90 µg/m3 durante a coleta realizada na estação chuvosa, entretanto, com baixa concentração de compostos químicos solúveis e de elementos traços, com predominância de elementos terrígenos como Ca, Na, Mg, Al, Fe. A fração fina do MPA, mais perigosa para a saúde devido deposição em vias aéreas inferiores, mostrou baixas concentrações mássicas nas escolas em ambas as estações com valores entre 8,10 a 20,85 µg/m3 durante a estação seca e de 0,11 a 2,05 µg/m3 durante a coleta realizada na estação chuvosa. As concentrações de MPA foram inferiores aos padrões de qualidade do ar estabelecidos pelo Decreto estadual de SP em ambas as escolas e períodos de coleta. A análise química ácida da fração fina revelou a predominância do potássio, especialmente na escola de Mojuí dos Campos durante a estação seca (90,7 ng/m3), o que poderá indicar material originário de queima da biomassa florestal na escola. Resultados epidemiológicos sobre morbimortalidade em crianças menores de 10 anos, mostraram que a prevalência e a taxa de internação por doenças diarreicas agudas e doenças respiratórias foram mais elevadas em crianças menores de um ano e durante o período chuvoso. O município de Santarém apresentou maior prevalência de doenças diarreicas e respiratórias quando comparado com Mojuí dos Campos. As taxas de mortalidade foram maiores para as doenças respiratórias quando comparadas com as doenças diarreicas. Dessa forma, os resultados encontrados sobre qualidade da água e do ar por esta tese são pioneiros em escolas na região de Santarém e indicam que a qualidade da água subterrânea deverá ser monitorada periodicamente, especialmente, aquelas captadas por poços rasos de forma a garantir menores efeitos adversos em saúde. Embora, a qualidade do ar tenha se mostrado boa, o aumento da prevalência de internações e óbitos em crianças por doenças respiratórias sugere que novas avaliações de exposição a poluentes atmosféricos devem ser realizadas para a garantia da promoção a saúde.
11
  • EDINELSON SALDANHA CORRÊA
  • SIMULAÇÃO DA VAZÃO DO RIO TAPAJÓS UTILIZANDO MODELO DE SWAT COM DIFERENTES ENTRADAS PEDOLOGICAS E CLIMATICAS
  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 20/06/2018
  • Mostrar Resumo
  • As mudanças nos ecossistemas aquáticos geradas pela agricultura, pecuária, extração madeireira, garimpagem e as barragens hidrelétricas, têm proporcionado a degradação dos recursos naturais, bem como modificações nos recursos hídricos e sistemas fluviais. Dessa forma, o conhecimento prévio do efeito das variações no uso do solo, sobre a dinâmica das águas em bacias hidrográficas, são importantes para prever, mitigar e/ou eliminar atividades e intervenções com impactos negativos. A bacia do rio Tapajós, uma das principais do sistema amazônico, possui em sua extensão diversas atividades degradantes ao meio ambiente, como a pecuária, agricultura e a extração de madeira. Nesse contexto, os modelos hidrológicos são importantes ferramentas para avaliar o impacto que diferentes práticas de agricultura e diferentes usos e ocupação causam na erosão do solo e sua influência na vazão dos rios em função das condições climáticas do local. O presente trabalho teve como objetivo mostrar se a modelo de SWAT é capaz de prever a vazão da bacia do rio Tapajós de forma eficiente, avaliando diferentes bases de dados de entrada (pedologicas e climáticas). Desta forma foram realizados levantamento de dados climáticos, tais como precipitação, temperatura máxima e mínima, velocidade média de vento, umidade relativa do ar e de dados geocartográficos, como uso e ocupação do solo, tipo de solo e modelo numérico de terreno, que serviram para caracterização e delimitação da área da bacia hidrográfica. Três pontos fluviométricos foram usados Acará dos Tapajós (17650002), Fazenda Tratex (1730000) e Jardim do Ouro (17675000) com séries entre 01/01/1999 a 01/01/2002, duas entradas pedológicas diferentes Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), e duas entradas de parâmetros climáticos Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Global Precipitation Climatology Project (GPCP) foram utilizados nesta tese, na busca por qual delas originariam resultados mais próximos dos observados. Na simulação sem calibração, as estações fluviométricas Acará dos Tapajós (17650002), Itaituba (17730000) e Jardim do Ouro (17675000), todos os valores foram superestimados, entretanto seguiram a mesma tendência dos valores observados, gerando valores de PBIAS (Porcentagem de BIAS) e COE (Coeficiente de Eficiência de Nasch - Sutcliffe) insatisfatórios, demonstrando assim a necessidade da calibração do modelo para melhores resultados. Na determinação dos parâmetros hidrológicos os tiveram maior influência na modelagem segundo a análise de sensibilidade global, foram aqueles relacionados diretamente com os escoamentos superficial e subterrâneo, sendo eles: CN2, RCHRG_DP, GW_DELAY e CH_N2, entre eles o parâmetro apresentando maior sensibilidade e importância para determinação do volume de escoamento superficial direto da vazão do rio Tapajós foi o CN2, ou seja, o número da curva inicial para a condição de umidade II para quase todas as combinações de dados de entrada. Após calibrados, a simulação usando dados climáticos INMET-EMBRAPA, foram obtidos valores de COE (0.81, 0.86 e 0.79) considerados muito bons e superiores quando comparados com os demais resultados das simulações usando as outras entradas. Mostrando assim que o modelo possui boa correlação com os dados reais, portanto, representando o comportamento hidrológico da bacia do rio Tapajós.
12
  • EDINELSON SALDANHA CORRÊA
  • SIMULAÇÃO DA VAZÃO DO RIO TAPAJÓS UTILIZANDO MODELO DE SWAT COM DIFERENTES ENTRADAS PEDOLOGICAS E CLIMATICAS
  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 20/06/2018
  • Mostrar Resumo
  • As mudanças nos ecossistemas aquáticos geradas pela agricultura, pecuária, extração madeireira, garimpagem e as barragens hidrelétricas, têm proporcionado a degradação dos recursos naturais, bem como modificações nos recursos hídricos e sistemas fluviais. Dessa forma, o conhecimento prévio do efeito das variações no uso do solo, sobre a dinâmica das águas em bacias hidrográficas, são importantes para prever, mitigar e/ou eliminar atividades e intervenções com impactos negativos. A bacia do rio Tapajós, uma das principais do sistema amazônico, possui em sua extensão diversas atividades degradantes ao meio ambiente, como a pecuária, agricultura e a extração de madeira. Nesse contexto, os modelos hidrológicos são importantes ferramentas para avaliar o impacto que diferentes práticas de agricultura e diferentes usos e ocupação causam na erosão do solo e sua influência na vazão dos rios em função das condições climáticas do local. O presente trabalho teve como objetivo mostrar se a modelo de SWAT é capaz de prever a vazão da bacia do rio Tapajós de forma eficiente, avaliando diferentes bases de dados de entrada (pedologicas e climáticas). Desta forma foram realizados levantamento de dados climáticos, tais como precipitação, temperatura máxima e mínima, velocidade média de vento, umidade relativa do ar e de dados geocartográficos, como uso e ocupação do solo, tipo de solo e modelo numérico de terreno, que serviram para caracterização e delimitação da área da bacia hidrográfica. Três pontos fluviométricos foram usados Acará dos Tapajós (17650002), Fazenda Tratex (1730000) e Jardim do Ouro (17675000) com séries entre 01/01/1999 a 01/01/2002, duas entradas pedológicas diferentes Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), e duas entradas de parâmetros climáticos Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Global Precipitation Climatology Project (GPCP) foram utilizados nesta tese, na busca por qual delas originariam resultados mais próximos dos observados. Na simulação sem calibração, as estações fluviométricas Acará dos Tapajós (17650002), Itaituba (17730000) e Jardim do Ouro (17675000), todos os valores foram superestimados, entretanto seguiram a mesma tendência dos valores observados, gerando valores de PBIAS (Porcentagem de BIAS) e COE (Coeficiente de Eficiência de Nasch - Sutcliffe) insatisfatórios, demonstrando assim a necessidade da calibração do modelo para melhores resultados. Na determinação dos parâmetros hidrológicos os tiveram maior influência na modelagem segundo a análise de sensibilidade global, foram aqueles relacionados diretamente com os escoamentos superficial e subterrâneo, sendo eles: CN2, RCHRG_DP, GW_DELAY e CH_N2, entre eles o parâmetro apresentando maior sensibilidade e importância para determinação do volume de escoamento superficial direto da vazão do rio Tapajós foi o CN2, ou seja, o número da curva inicial para a condição de umidade II para quase todas as combinações de dados de entrada. Após calibrados, a simulação usando dados climáticos INMET-EMBRAPA, foram obtidos valores de COE (0.81, 0.86 e 0.79) considerados muito bons e superiores quando comparados com os demais resultados das simulações usando as outras entradas. Mostrando assim que o modelo possui boa correlação com os dados reais, portanto, representando o comportamento hidrológico da bacia do rio Tapajós.
13
  • ERBENA SILVA COSTA
  • CAMPO DAS RELAÇÕES DO ECOTURISMO E DO PATRIMONIO EM BELTERRA, PA: O LIMITE DAS POLITICAS PÚBLICAS
  • Orientador : LILIAN REBELLATO
  • Data: 26/06/2018
  • Mostrar Resumo
  • Esta tese buscou analisar a relação entre as experiências de ecoturismo implementadas em Belterra, especificamente nas comunidades de Aramanaí e Pindobal inseridas na Área de Proteção Ambiental (APA) Aramanaí com os seus patrimônios Naturais e Culturais. O objetivo principal foi analisar as relações socioambientais existentes no Campo de Relações do Ecoturismo em Belterra, nas Comunidades de Aramanaí e Pindobal, em torno da conservação e preservação dos patrimônios cultural e natural dessas localidades. Caracterizada como uma pesquisa interdisciplinar buscou como caminho teórico metodológico seguir as orientações propostas por Pierre Bourdieu, explorando sua referência bibliográfica nas investigações e os conceitos de campo e de habitus, mas também se alicerça em teorias que tratam do ecoturismo e do patrimônio. Além disso, procurou entender de que forma a prática do ecoturismo mobiliza esses patrimônios nas localidades estudadas. As técnicas usadas foram a observação de campo, as entrevistas não diretivas, as conversas informais, o levantamento bibliográfico, documental e fotográfico. Desse modo, observou-se no decorrer do estudo que o turismo praticado em Belterra, Pindobal e Aramanaí não decorre do segmento ecoturismo como apontado nos documentos do estado e sim o turismo convencional de sol e praia. Conclui-se que os patrimônios cultural e natural dos locais estudados não estão sendo incorporados aos produtos turísticos para serem caracterizados como ecoturismo, apesar de iniciativas de intervenções em andamento para a restauração e conservação desses patrimônios. Neste sentido, constatou-se que sem o devido acompanhamento e fomento por parte do poder público, os agentes mercadológicos são os protagonistas com ações pontuais voltadas para a prática da atividade turística que ocorre de forma desarticulada.
14
  • ERBENA SILVA COSTA
  • CAMPO DAS RELAÇÕES DO ECOTURISMO E DO PATRIMONIO EM BELTERRA, PA: O LIMITE DAS POLITICAS PÚBLICAS
  • Orientador : LILIAN REBELLATO
  • Data: 26/06/2018
  • Mostrar Resumo
  • Esta tese buscou analisar a relação entre as experiências de ecoturismo implementadas em Belterra, especificamente nas comunidades de Aramanaí e Pindobal inseridas na Área de Proteção Ambiental (APA) Aramanaí com os seus patrimônios Naturais e Culturais. O objetivo principal foi analisar as relações socioambientais existentes no Campo de Relações do Ecoturismo em Belterra, nas Comunidades de Aramanaí e Pindobal, em torno da conservação e preservação dos patrimônios cultural e natural dessas localidades. Caracterizada como uma pesquisa interdisciplinar buscou como caminho teórico metodológico seguir as orientações propostas por Pierre Bourdieu, explorando sua referência bibliográfica nas investigações e os conceitos de campo e de habitus, mas também se alicerça em teorias que tratam do ecoturismo e do patrimônio. Além disso, procurou entender de que forma a prática do ecoturismo mobiliza esses patrimônios nas localidades estudadas. As técnicas usadas foram a observação de campo, as entrevistas não diretivas, as conversas informais, o levantamento bibliográfico, documental e fotográfico. Desse modo, observou-se no decorrer do estudo que o turismo praticado em Belterra, Pindobal e Aramanaí não decorre do segmento ecoturismo como apontado nos documentos do estado e sim o turismo convencional de sol e praia. Conclui-se que os patrimônios cultural e natural dos locais estudados não estão sendo incorporados aos produtos turísticos para serem caracterizados como ecoturismo, apesar de iniciativas de intervenções em andamento para a restauração e conservação desses patrimônios. Neste sentido, constatou-se que sem o devido acompanhamento e fomento por parte do poder público, os agentes mercadológicos são os protagonistas com ações pontuais voltadas para a prática da atividade turística que ocorre de forma desarticulada.
15
  • ERIKA GIULIANE ANDRADE SOUZA BESER
  • O DRAMA DA CONSULTA PRÉVIA SOBRE MINERAÇÃO EM TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS DE ORIXIMINÁ, PARÁ
  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 05/10/2018
  • Mostrar Resumo
  • Esta tese discute a experiência da aplicação do instrumento jurídico da Consulta Prévia, previsto na Convenção n° 169 da Organização Internacional do Trabalho, no âmbito da expansão do empreendimento de mineração de bauxita em áreas da Floresta Nacional Saracá Taquera que são pleiteadas por comunidades quilombolas da região do rio Trombetas, em Oriximiná/PA, e estão em processo de titulação. A disputa territorial, neste caso, desdobrou-se em um Inquérito Civil Público (ICP) instaurado pelo Ministério Público Federal em 2012 diante da denúncia de que a mineradora vinha desenvolvendo trabalhos na área de pretensão quilombola, sem ter esclarecido e consultado as comunidades locais. O ICP permanece em andamento, e são diversos os documentos acostados nos autos do processo, ora tomados como fontes privilegiadas desta pesquisa. A leitura do processo e a análise do caso empírico inspiram-se na noção de drama social cunhada por Turner (2008), adotando uma perspectiva antropológica sobre os fatos que se sucedem no campo do Direito. Dialogando com Cardoso de Oliveira (2002), que ressalta a dimensão moral dos direitos em casos que envolvem alguma desvalorização do interlocutor no universo jurídico, o caso em tela permite concluir que, se por um lado, existe um conjunto de garantias legais à disposição dos quilombolas, dando-lhes visibilidade jurídica, por outro lado, esses grupos permanecem em situação de invisibilidade moral, pois, apesar do aparato legal vigente, recorrentemente são desconsideradas como sujeitos de direitos.
16
  • ERIKA GIULIANE ANDRADE SOUZA BESER
  • O DRAMA DA CONSULTA PRÉVIA SOBRE MINERAÇÃO EM TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS DE ORIXIMINÁ, PARÁ
  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 05/10/2018
  • Mostrar Resumo
  • Esta tese discute a experiência da aplicação do instrumento jurídico da Consulta Prévia, previsto na Convenção n° 169 da Organização Internacional do Trabalho, no âmbito da expansão do empreendimento de mineração de bauxita em áreas da Floresta Nacional Saracá Taquera que são pleiteadas por comunidades quilombolas da região do rio Trombetas, em Oriximiná/PA, e estão em processo de titulação. A disputa territorial, neste caso, desdobrou-se em um Inquérito Civil Público (ICP) instaurado pelo Ministério Público Federal em 2012 diante da denúncia de que a mineradora vinha desenvolvendo trabalhos na área de pretensão quilombola, sem ter esclarecido e consultado as comunidades locais. O ICP permanece em andamento, e são diversos os documentos acostados nos autos do processo, ora tomados como fontes privilegiadas desta pesquisa. A leitura do processo e a análise do caso empírico inspiram-se na noção de drama social cunhada por Turner (2008), adotando uma perspectiva antropológica sobre os fatos que se sucedem no campo do Direito. Dialogando com Cardoso de Oliveira (2002), que ressalta a dimensão moral dos direitos em casos que envolvem alguma desvalorização do interlocutor no universo jurídico, o caso em tela permite concluir que, se por um lado, existe um conjunto de garantias legais à disposição dos quilombolas, dando-lhes visibilidade jurídica, por outro lado, esses grupos permanecem em situação de invisibilidade moral, pois, apesar do aparato legal vigente, recorrentemente são desconsideradas como sujeitos de direitos.
17
  • SANDRA MARIA SOUSA DA SILVA
  • TURISMO, SUSTENTABILIDADE E CAPITAL SOCIAL EM UMA VILA AMAZÔNICA: O CASO DE ALTER DO CHÃO (SANTARÉM, PARÁ, BRASIL)

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 14/12/2018
  • Mostrar Resumo
  • O turismo, enquanto projeto de desenvolvimento local, deve ser analisado em cada contexto específico a fim de verificar, entre outros fatores, como ocorrem os procedimentos de gestão e sustentabilidade a partir das múltiplas variáveis e dos atores sociais nele envolvidos. O objetivo principal deste trabalho foi analisar as principais características e a sustentabilidade do fenômeno turístico na vila de Alter do Chão, em Santarém/PA, que é considerada um lugar turístico consolidado nacional e internacionalmente, por meio de uma dimensão da sustentabilidade, a do capital social de seus principais sujeitos, dentro da abordagem do pensamento sistêmico. Lançando mão de métodos qualitativos e quantitativos, realizou pesquisa bibliográfica, documental e empírica: duas entrevistas com informantes privilegiados para uma reconstituição do histórico do turismo local e políticas públicas. Quatrocentos e sessenta formulários e cento e setenta e oito questionários foram aplicados junto aos moradores de Santarém (cento e trinta e oito), turistas (cento e trinta e quatro), moradores “nativos” (duzentos e setenta e nove) e “estrangeiros” (seis) que, nos últimos cinco anos, fixaram residência em Alter do Chão, além de empreendedores turísticos locais (quarenta e três - primeira fase e trinta e oito – segunda fase) ⸻ donos ou responsáveis por hotéis, pousadas e hostels, restaurantes e barracas de alimentação, lojas de artesanato, agências de turismo receptivo. O processo de desenvolvimento da pesquisa consistiu em: descrição dos componentes que constituem o Sistema de Turismo da vila de Alter do Chão; averiguação da acepção, do papel e do envolvimento dos sujeitos sociais moradores de Santarém, turistas, moradores e empreendedores turísticos de Alter do Chão no desenvolvimento do turismo e suas concepções acerca da sustentabilidade do fenômeno; compreensão da sustentabilidade do turismo no viés da relação entre os sujeitos “estrangeiros”, e os empreendedores turísticos nativos ou mais antigos, a partir do capital social. Verificou-se que, em geral, há dificuldade de compreensão do turismo como fenômeno social sistêmico por parte dos sujeitos entrevistados, que possuem visões fragmentadas e individualizadas manifestadas em discursos que enfatizam, principalmente o aspecto econômico do fenômeno. Ademais, nota-se que as relações entre os atores sociais no sistema turístico, principalmente entre os empreendedores, são díspares, não lineares, baseadas em interesses diferentes e representadas por um baixo grau de capital social, e, consequentemente, por baixos níveis de confiança, cooperação e participação. Concluiu-se que sustentabilidade do turismo em Alter do Chão é comprometida pelo baixo nível de capital social, embora este possa vir a constituir um instrumento importante para o planejamento e a gestão do turismo local, se se fomentar a participação e a cooperação entre os atores envolvidos de modo a alterar o cenário atual, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade que o turismo requer.

18
  • SANDRA MARIA SOUSA DA SILVA
  • TURISMO, SUSTENTABILIDADE E CAPITAL SOCIAL EM UMA VILA AMAZÔNICA: O CASO DE ALTER DO CHÃO (SANTARÉM, PARÁ, BRASIL)

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 14/12/2018
  • Mostrar Resumo
  • O turismo, enquanto projeto de desenvolvimento local, deve ser analisado em cada contexto específico a fim de verificar, entre outros fatores, como ocorrem os procedimentos de gestão e sustentabilidade a partir das múltiplas variáveis e dos atores sociais nele envolvidos. O objetivo principal deste trabalho foi analisar as principais características e a sustentabilidade do fenômeno turístico na vila de Alter do Chão, em Santarém/PA, que é considerada um lugar turístico consolidado nacional e internacionalmente, por meio de uma dimensão da sustentabilidade, a do capital social de seus principais sujeitos, dentro da abordagem do pensamento sistêmico. Lançando mão de métodos qualitativos e quantitativos, realizou pesquisa bibliográfica, documental e empírica: duas entrevistas com informantes privilegiados para uma reconstituição do histórico do turismo local e políticas públicas. Quatrocentos e sessenta formulários e cento e setenta e oito questionários foram aplicados junto aos moradores de Santarém (cento e trinta e oito), turistas (cento e trinta e quatro), moradores “nativos” (duzentos e setenta e nove) e “estrangeiros” (seis) que, nos últimos cinco anos, fixaram residência em Alter do Chão, além de empreendedores turísticos locais (quarenta e três - primeira fase e trinta e oito – segunda fase) ⸻ donos ou responsáveis por hotéis, pousadas e hostels, restaurantes e barracas de alimentação, lojas de artesanato, agências de turismo receptivo. O processo de desenvolvimento da pesquisa consistiu em: descrição dos componentes que constituem o Sistema de Turismo da vila de Alter do Chão; averiguação da acepção, do papel e do envolvimento dos sujeitos sociais moradores de Santarém, turistas, moradores e empreendedores turísticos de Alter do Chão no desenvolvimento do turismo e suas concepções acerca da sustentabilidade do fenômeno; compreensão da sustentabilidade do turismo no viés da relação entre os sujeitos “estrangeiros”, e os empreendedores turísticos nativos ou mais antigos, a partir do capital social. Verificou-se que, em geral, há dificuldade de compreensão do turismo como fenômeno social sistêmico por parte dos sujeitos entrevistados, que possuem visões fragmentadas e individualizadas manifestadas em discursos que enfatizam, principalmente o aspecto econômico do fenômeno. Ademais, nota-se que as relações entre os atores sociais no sistema turístico, principalmente entre os empreendedores, são díspares, não lineares, baseadas em interesses diferentes e representadas por um baixo grau de capital social, e, consequentemente, por baixos níveis de confiança, cooperação e participação. Concluiu-se que sustentabilidade do turismo em Alter do Chão é comprometida pelo baixo nível de capital social, embora este possa vir a constituir um instrumento importante para o planejamento e a gestão do turismo local, se se fomentar a participação e a cooperação entre os atores envolvidos de modo a alterar o cenário atual, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade que o turismo requer.

19
  • ABNER VILHENA DE CARVALHO
  • CRESCIMENTO ECONÔMICO, DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO E DOTAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS VERSUS ARMADILHA DA POBREZA: evidências para Amazônia Legal nas últimas duas décadas (1992-2014).

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 17/12/2018
  • Mostrar Resumo
  • A experiência histórica mostrou que maiores reduções na pobreza aconteceram em países quevivenciaram longos períodos de crescimento econômico sustentado, reforçando a ideia de que este seria bom para os pobres; melhor ainda se o crescimento for acompanhado por uma mudança distribucional progressiva. Nesse intuito, a teoria do crescimento pró-pobre recebeu ‘nova’ atenção, constatando que, aumentos dos níveis de renda aliviam a pobreza, embora o crescimento econômico possa ser mais ou menos eficaz em fazê-lo, dependendo das condições de cada localidade, dessa forma, alguns países, sobretudo os PMDs que estão ‘presos’ a dificuldades estruturais, apresentam uma situação que se convencionou de ‘armadilha da pobreza’, definido como mecanismo de auto-reforço, fundamentado na existência de ciclos viciosos, levando à incidência persistente da pobreza e de baixas taxas de crescimento sustentado entre gerações. Além disso, difundiu-se, a tese acerca da relação causal entre a condição de pobreza e a degradação ambiental, em que uma maior pressão sob a base de recursos naturais se traduziria no reforço da armadilha da pobreza. Neste contexto, a Amazônia Legal tem reproduzido uma conjuntura peculiar, pois nesta região, a população dos estados mantém níveis de pobreza muito elevados e baixa qualidade de vida, caracterizado por uma estabilidade temporal, que não reflete as várias transformações pela qual vem
    passando a economia da região, ao longo das últimas décadas. Existe crescimento, oriundo da  exploração da abundância de seus recursos naturais, em meio a uma pobreza crônica e a  revelia das diversas tentativas, direcionadas pelo Estado de promover o desenvolvimento da região. Desse modo, analisando o período compreendido entre os anos de 1992 à 2014, com  base nos dados das PNADs, aplicou-se um modelo de regressão dinâmica para a pobreza e; modelos de causalidades bivariadas. Os resultados sugeriram que, a desigualdade tem
    minimizado a efetividade do crescimento econômico em reduzir a pobreza, provocando, dessa  forma, um crescimento caracterizado como não pró-pobre; além disso, evidenciou-se a  persistência da condição de pobreza dado comportamento auto-regressivo, podendo  considerar a existência de uma espécie de armadilha. Ademais, comprovou-se causalidade  bidirecional da pobreza em relação ao crescimento, à desigualdade e ao desmatamento, como  também deste último para com o crescimento e à desigualdade, assim como, causalidade unidirecional da desigualdade para o crescimento. Destarte, a dinâmica examinada revela que  a variação positiva do crescimento estaria associada à expansão do desmatamento no período anterior, gerando crescimento da renda no presente e por sua vez, reduz a pobreza e a desigualdade, expandindo mais ainda o desmatamento no período posterior, ampliando o nível de pobreza e desigualdade de renda, provocado pelo crescimento da renda, sinalizando
    uma espécie de ciclo vicioso ampliado, na qual a expansão do desmatamento nos períodos passados, provocam a elevação do nível de renda e a diminuição da pobreza e da desigualdade no presente, e estes, por sua vez, provocam ‘estagnação temporária do desmatamento por um período, voltando todos a expandir-se no período posterior, aumentando mais ainda o nível de desmatamento, sob a forma de reforço da armadilha da pobreza.

20
  • ABNER VILHENA DE CARVALHO
  • CRESCIMENTO ECONÔMICO, DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO E DOTAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS VERSUS ARMADILHA DA POBREZA: evidências para Amazônia Legal nas últimas duas décadas (1992-2014).

  • Orientador : JARSEN LUIS CASTRO GUIMARAES
  • Data: 17/12/2018
  • Mostrar Resumo
  • A experiência histórica mostrou que maiores reduções na pobreza aconteceram em países quevivenciaram longos períodos de crescimento econômico sustentado, reforçando a ideia de que este seria bom para os pobres; melhor ainda se o crescimento for acompanhado por uma mudança distribucional progressiva. Nesse intuito, a teoria do crescimento pró-pobre recebeu ‘nova’ atenção, constatando que, aumentos dos níveis de renda aliviam a pobreza, embora o crescimento econômico possa ser mais ou menos eficaz em fazê-lo, dependendo das condições de cada localidade, dessa forma, alguns países, sobretudo os PMDs que estão ‘presos’ a dificuldades estruturais, apresentam uma situação que se convencionou de ‘armadilha da pobreza’, definido como mecanismo de auto-reforço, fundamentado na existência de ciclos viciosos, levando à incidência persistente da pobreza e de baixas taxas de crescimento sustentado entre gerações. Além disso, difundiu-se, a tese acerca da relação causal entre a condição de pobreza e a degradação ambiental, em que uma maior pressão sob a base de recursos naturais se traduziria no reforço da armadilha da pobreza. Neste contexto, a Amazônia Legal tem reproduzido uma conjuntura peculiar, pois nesta região, a população dos estados mantém níveis de pobreza muito elevados e baixa qualidade de vida, caracterizado por uma estabilidade temporal, que não reflete as várias transformações pela qual vem
    passando a economia da região, ao longo das últimas décadas. Existe crescimento, oriundo da  exploração da abundância de seus recursos naturais, em meio a uma pobreza crônica e a  revelia das diversas tentativas, direcionadas pelo Estado de promover o desenvolvimento da região. Desse modo, analisando o período compreendido entre os anos de 1992 à 2014, com  base nos dados das PNADs, aplicou-se um modelo de regressão dinâmica para a pobreza e; modelos de causalidades bivariadas. Os resultados sugeriram que, a desigualdade tem
    minimizado a efetividade do crescimento econômico em reduzir a pobreza, provocando, dessa  forma, um crescimento caracterizado como não pró-pobre; além disso, evidenciou-se a  persistência da condição de pobreza dado comportamento auto-regressivo, podendo  considerar a existência de uma espécie de armadilha. Ademais, comprovou-se causalidade  bidirecional da pobreza em relação ao crescimento, à desigualdade e ao desmatamento, como  também deste último para com o crescimento e à desigualdade, assim como, causalidade unidirecional da desigualdade para o crescimento. Destarte, a dinâmica examinada revela que  a variação positiva do crescimento estaria associada à expansão do desmatamento no período anterior, gerando crescimento da renda no presente e por sua vez, reduz a pobreza e a desigualdade, expandindo mais ainda o desmatamento no período posterior, ampliando o nível de pobreza e desigualdade de renda, provocado pelo crescimento da renda, sinalizando
    uma espécie de ciclo vicioso ampliado, na qual a expansão do desmatamento nos períodos passados, provocam a elevação do nível de renda e a diminuição da pobreza e da desigualdade no presente, e estes, por sua vez, provocam ‘estagnação temporária do desmatamento por um período, voltando todos a expandir-se no período posterior, aumentando mais ainda o nível de desmatamento, sob a forma de reforço da armadilha da pobreza.

2017
Teses
1
  • DIEGO RAMOS PIMENTEL
  • Estrutura da comunidade de macroinvertebrados aquáticos e a qualidade das águas de igarapés do Oeste do Pará, Amazônia, Brasil.
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 24/02/2017
  • Mostrar Resumo
  • Os macroinvertebrados aquáticos funcionam como bioindicadores da qualidade de água, da ecologia trófica e são usados como ferramenta para educação ambiental. Assim, com o objetivo de avaliar a qualidade das águas de igarapés no Oeste do Pará, propondo uma correta classificação trófica destes organismos e, utilizá-los para sensibilização ambiental de crianças em idade escolar, amostragens foram feitas em 23 igarapés do Oeste do Pará, nove na Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão, nove na Floresta Nacional do Tapajós (FLONA), quatro na microbacia do Maicá, e um na microbacia do Urumari, considerando a riqueza, abundância, composição e estrutura trófica dos invertebrados aquáticos desses igarapés e relações com algumas variáveis abióticas em dois períodos, considerando a sazonalidade, período menos chuvoso (julho a setembro de 2013) e chuvoso (abril e maio de 2014). Os principais resultados foram que ao considerar as três áreas de estudo para o biomonitoramento as variáveis abióticas não apresentaram diferenças significativas. Os dados bióticos para cada área de estudo também não apresentaram muita variação sazonal. Entretanto quando comparadas as áreas entre si, tanto a riqueza e abundância revelaram diferenças significativas, já como efeito de alterações ambientais pelo uso antrópico do solo na bacia do Maicá. As variáveis abióticas que mais contribuíram para a distribuição da fauna de macroinvertebrados aquáticos foram pH, temperatura, profundidade e vazão. Os igarapés mostraram diferenças na composição taxonômica, principalmente, entre os igarapés da APA Alter do Chão com os da bacia do Maicá. A categorização trófica a MOPF foi o item alimentar mais abundante no conteúdo estomacal dos táxons, não havendo variação entre os grupos tróficos entre os períodos sazonais, nem variação entre os estádios larvais e entre substratos A análise de conteúdo estomacal revelou uma dieta alimentar significativamente detritívora, indicando a importância da MOPF em igarapés tropicais. Em relação ao igarapé do Urumari que foi utilizado para o trabalho de educação ambiental, constatamos que ele está tendo uma perda de diversidade na fauna devido a impactos ambientais e, os macroinvertebrados se mostraram como bons instrumentos para a prática de educação ambiental de crianças. O presente estudo revelou que os macroinvertebrados são excelentes bioindicadores de ecossistemas por meio do biomonitoramento, ecologia trófica e instrumento de educação ambiental, porém mais pesquisas devem ser realizadas integrando diversos aspectos das comunidades de macroinvertebrados para melhor conhecimento dos ambientes aquáticos.
2
  • DIEGO RAMOS PIMENTEL
  • Estrutura da comunidade de macroinvertebrados aquáticos e a qualidade das águas de igarapés do Oeste do Pará, Amazônia, Brasil.
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 24/02/2017
  • Mostrar Resumo
  • Os macroinvertebrados aquáticos funcionam como bioindicadores da qualidade de água, da ecologia trófica e são usados como ferramenta para educação ambiental. Assim, com o objetivo de avaliar a qualidade das águas de igarapés no Oeste do Pará, propondo uma correta classificação trófica destes organismos e, utilizá-los para sensibilização ambiental de crianças em idade escolar, amostragens foram feitas em 23 igarapés do Oeste do Pará, nove na Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão, nove na Floresta Nacional do Tapajós (FLONA), quatro na microbacia do Maicá, e um na microbacia do Urumari, considerando a riqueza, abundância, composição e estrutura trófica dos invertebrados aquáticos desses igarapés e relações com algumas variáveis abióticas em dois períodos, considerando a sazonalidade, período menos chuvoso (julho a setembro de 2013) e chuvoso (abril e maio de 2014). Os principais resultados foram que ao considerar as três áreas de estudo para o biomonitoramento as variáveis abióticas não apresentaram diferenças significativas. Os dados bióticos para cada área de estudo também não apresentaram muita variação sazonal. Entretanto quando comparadas as áreas entre si, tanto a riqueza e abundância revelaram diferenças significativas, já como efeito de alterações ambientais pelo uso antrópico do solo na bacia do Maicá. As variáveis abióticas que mais contribuíram para a distribuição da fauna de macroinvertebrados aquáticos foram pH, temperatura, profundidade e vazão. Os igarapés mostraram diferenças na composição taxonômica, principalmente, entre os igarapés da APA Alter do Chão com os da bacia do Maicá. A categorização trófica a MOPF foi o item alimentar mais abundante no conteúdo estomacal dos táxons, não havendo variação entre os grupos tróficos entre os períodos sazonais, nem variação entre os estádios larvais e entre substratos A análise de conteúdo estomacal revelou uma dieta alimentar significativamente detritívora, indicando a importância da MOPF em igarapés tropicais. Em relação ao igarapé do Urumari que foi utilizado para o trabalho de educação ambiental, constatamos que ele está tendo uma perda de diversidade na fauna devido a impactos ambientais e, os macroinvertebrados se mostraram como bons instrumentos para a prática de educação ambiental de crianças. O presente estudo revelou que os macroinvertebrados são excelentes bioindicadores de ecossistemas por meio do biomonitoramento, ecologia trófica e instrumento de educação ambiental, porém mais pesquisas devem ser realizadas integrando diversos aspectos das comunidades de macroinvertebrados para melhor conhecimento dos ambientes aquáticos.
3
  • MARCIO JOSE MOUTINHO DA PONTE
  • REFERENCIAL SEMÂNTICO NO SUPORTE DA IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA DE ESPÉCIES AMAZÔNICAS
  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 06/04/2017
  • Mostrar Resumo
  • A identificação de espécies madeireiras na Amazônia é parte integrante do inventário florestal, imprescindível para o plano de manejo florestal e, portanto, obrigatório para comercialização de madeira. No entanto, o processo usual de identificação botânica conta com o conhecimento empírico de nativos conhecedores da área florestal (mateiros), os quais adotam nomes populares na determinação das espécies, que por sua vez, divergem dos nomes científicos catalogados por taxonomistas. Neste contexto, este trabalho objetiva desenvolver um modelo conceitual que suporte um referencial semântico para apoiar o processo de identificação de espécies botânicas da Amazônia, com intuito de minimizar as divergências de conhecimento entre taxonomistas e mateiros, e consequentemente aumentar a acurácia do atual método de identificação. Para tal, utilizou-se tecnologias semânticas para formalização do conhecimento, em destaque, ontologia e vetor semântico. Dois cenários de aplicação validam este trabalho, nomeadamente: (i) cenário Inventário Florestal; (ii) cenários Imagem Madeira. Como parte dos resultados, estes cenários utilizam o reconhecimento de padrão no apoio à tomada de decisão dispondo ferramentas computacionais no auxílio ao processo de identificação de espécies florestais comercializadas na Amazônia, com taxas de acertos de 65% de reconhecimento em imagens de madeira. Por conseguinte conclui-se que o referencial semântico OntoAmazonTimber proposto neste trabalho contribui sobremaneira no âmbito ambiental, em destaque, na fiscalização e manejo florestal no setor madeireiro.
4
  • MARCIO JOSE MOUTINHO DA PONTE
  • REFERENCIAL SEMÂNTICO NO SUPORTE DA IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA DE ESPÉCIES AMAZÔNICAS
  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 06/04/2017
  • Mostrar Resumo
  • A identificação de espécies madeireiras na Amazônia é parte integrante do inventário florestal, imprescindível para o plano de manejo florestal e, portanto, obrigatório para comercialização de madeira. No entanto, o processo usual de identificação botânica conta com o conhecimento empírico de nativos conhecedores da área florestal (mateiros), os quais adotam nomes populares na determinação das espécies, que por sua vez, divergem dos nomes científicos catalogados por taxonomistas. Neste contexto, este trabalho objetiva desenvolver um modelo conceitual que suporte um referencial semântico para apoiar o processo de identificação de espécies botânicas da Amazônia, com intuito de minimizar as divergências de conhecimento entre taxonomistas e mateiros, e consequentemente aumentar a acurácia do atual método de identificação. Para tal, utilizou-se tecnologias semânticas para formalização do conhecimento, em destaque, ontologia e vetor semântico. Dois cenários de aplicação validam este trabalho, nomeadamente: (i) cenário Inventário Florestal; (ii) cenários Imagem Madeira. Como parte dos resultados, estes cenários utilizam o reconhecimento de padrão no apoio à tomada de decisão dispondo ferramentas computacionais no auxílio ao processo de identificação de espécies florestais comercializadas na Amazônia, com taxas de acertos de 65% de reconhecimento em imagens de madeira. Por conseguinte conclui-se que o referencial semântico OntoAmazonTimber proposto neste trabalho contribui sobremaneira no âmbito ambiental, em destaque, na fiscalização e manejo florestal no setor madeireiro.
5
  • KEDSON ALESSANDRI LOBO NEVES
  • A pecuária na Amazônia e o desafio da sustentabilidade
  • Data: 10/05/2017
  • Mostrar Resumo
  • A produção pecuária brasileira, atualmente ocupa papel de destaque no cenário mundial. O Brasil é o maior exportador mundial de carnes e possui o maior rebanho comercial do mundo (FAO, 2014). A pecuária na Amazônia na última década tem contribuído fortemente com o cenário expansionista da produção animal no Brasil. Segundo Neves et al. (2014) o rebanho de bovinos da Amazônia Legal representa 36,95 % do efetivo nacional. No entanto, a expressividade da pecuária no bioma amazônico tem recebido fortes críticas pelo seu papel no desmatamento (ALENCAR et al., 2004; MORTON et al., 2006). Por outro lado, a partir das evidências do prejuízo ambiental do desmatamento no bioma Amazônico, intensificaram-se as discussões sobre a especificidades dos ecossistemas na Amazônia, enfatizando-se que esta região não é um espaço homogêneo (XIMENES, 1997; MARGULIS, 2003), e que há diferentes formas de desenvolvimento da pecuária nesta região, com diferenças entre os estratos produtivos e a crescente utilização de tecnologias, já apontada no início dos anos 2000 (MARGULIS, 2003; ARIMA et al., 2005) e posteriormente confirmadas nos estudos de Macedo et al. 2012, Lapola et al. 2014, Neves et al. 2014 e Nepstad et al. 2014.Para evidenciar as mudanças locais na atividade pecuária foi realizado 3 (três) estudos com foco nos munícipios de Monte Alegre e Santarém, no Baixo-Amazonas paraense e nos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra pela sua proximidade e influência de Santarém e por deste terem sido desmembrados. O primeiro estudo está centrada em análise espacial da forma de uso e cobertura do solo com base em dois períodos, os anos de 2001 e 2014 e nas mudanças de uso e cobertura do solo neste interregno, aliado a análise do desmatamento no período, do efetivo bovino e do produto interno bruto, todos em uma série histórica com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a correlação entre os dados econômicos e desmatamento. O segundo estudo investiga a forma como é praticada a atividade pecuária na região do Baixo-Amazonas paraense considerando 3 (três) estratos de criadores: o pequeno, o médio e o grande. O terceiro estudo busca verificar o comportamento dos atributos de fertilidade e microbiológicos do solo em 5 (cinco) tipos diferentes de uso do solo. No município de Santarém, a principal classe de cobertura do solo em 2014 é a floresta, com 835.723,38 ha, apresentando pouca variação entre os anos de 2001 e 2014 e respondendo por 46,51% da área total do município. A atividade agropecuária (pecuária e agricultura) ocupa uma área de 61.783,17ha (3,44%) no município de Santarém e apresentou significativo aumento percentual entre 2001 e 2014, porém com números absolutos baixos. A pecuária passou de 21.897,29 ha em 2001 para 39.429,20 ha em 2014, com aumento percentual de 80,06% e a agricultura 16.717,95 ha em 2001 para 22.353,97 ha em 2014 com aumento percentual de 33,71%. Ao analisar a conversão do solo em Santarém e na sua área metropolitana, foi constatado, neste estudo o total de 139.193,96 ha convertidos. Desse total 46.810,34 ha em Santarém, 68.929,87 ha em Mojuí dos Campos e 23.453,75 ha em Belterra. O desmatamento no município de Santarém no período estudado foi de 889,5 km2, em Belterra foi de 139,7 Km2 e em Monte Alegre foi de 305,2 Km2. Em Santarém as maiores taxas de desmatamento ocorreram nos anos de 2001 e 2002, em Belterra ocorreram nos anos de 2001 e 2004 e em Monte Alegre ocorreram nos de 2005 e 2014. Ao associar os valores de desmatamento dos 3 (três) municípios e confrontar com a somatória do rebanho dos mesmos o valor de r foi de 0,1431, o valor de r2 foi de 0,0205, com p = 0,3661, confirmando nossa hipótese que a variável desmatamento no período estudado não exerceu influência sobre o efetivo do rebanho que continuou aumentando, apesar da queda das taxas de desflorestamento verificadas, demonstrando que nos municípios pesquisados houve uma ruptura do padrão desmatamento X pecuária. A análise do PIB municipal dos 3 (três) municípios do Baixo Amazonas, reflete a necessidade de diversificação da matriz econômica, onde excetuando-se o município de Santarém, com um PIB onde o setor de serviços coloca o município como polo regional, os demais municípios ficam dependentes em sua maioria do PIB gerado pelo setor agropecuário. No presente estudo, houve uma tendência de moderada à fortemente negativa nas correlações entre a taxa de desmatamento e o PIB, em particular, em dois municípios (Belterra e Santarém), e nenhuma correlação no município de Monte Alegre. Dos criadores entrevistados no município de Santarém, 51,55% possuem propriedades na Terra firme e 48,45% na região de várzea e do município de Monte Alegre 83,93 % das propriedades estão localizadas na Terra firme e 16,07 % na região de várzea. Quanto a utilização de biotecnologias, verificou-se que 12,18% dos produtores de Santarém e 10,71% de Monte Alegre utilizaram biotecnologias na reprodução de seu rebanho. A taxa de natalidade variou de acordo com o porte de criação nos 3 (três) estratos pesquisados. No município de Santarém, a média de natalidade foi de 56,92%, sendo de 51,55% nos pequenos, 58,23% nos médios e 60,99% nos grandes criadores. Em Monte Alegre a média foi de 46,88%, sendo de 27,77% nos pequenos, 51,30% nos médios e 60,97% nos grandes. Neste quesito, houve uma diferença percentual relevante entre os pequenos criadores de Santarém e Monte Alegre e similaridade nos demais estratos nos dois municípios. Em Monte Alegre, foi constatado que dos 50 (cinquenta) pecuaristas, 18 (dezoito) utilizam algum tipo de intensificação na pecuária, obtendo um índice de tecnologia de 36% no município.Em Santarém, do total de 47 (quarenta e sete) entrevistados, 19 (dezenove) produtores utilizam algum grau de intensificação pecuária, perfazendo um índice de uso de tecnologia de 40,42% na pecuária.
6
  • KEDSON ALESSANDRI LOBO NEVES
  • A pecuária na Amazônia e o desafio da sustentabilidade
  • Data: 10/05/2017
  • Mostrar Resumo
  • A produção pecuária brasileira, atualmente ocupa papel de destaque no cenário mundial. O Brasil é o maior exportador mundial de carnes e possui o maior rebanho comercial do mundo (FAO, 2014). A pecuária na Amazônia na última década tem contribuído fortemente com o cenário expansionista da produção animal no Brasil. Segundo Neves et al. (2014) o rebanho de bovinos da Amazônia Legal representa 36,95 % do efetivo nacional. No entanto, a expressividade da pecuária no bioma amazônico tem recebido fortes críticas pelo seu papel no desmatamento (ALENCAR et al., 2004; MORTON et al., 2006). Por outro lado, a partir das evidências do prejuízo ambiental do desmatamento no bioma Amazônico, intensificaram-se as discussões sobre a especificidades dos ecossistemas na Amazônia, enfatizando-se que esta região não é um espaço homogêneo (XIMENES, 1997; MARGULIS, 2003), e que há diferentes formas de desenvolvimento da pecuária nesta região, com diferenças entre os estratos produtivos e a crescente utilização de tecnologias, já apontada no início dos anos 2000 (MARGULIS, 2003; ARIMA et al., 2005) e posteriormente confirmadas nos estudos de Macedo et al. 2012, Lapola et al. 2014, Neves et al. 2014 e Nepstad et al. 2014.Para evidenciar as mudanças locais na atividade pecuária foi realizado 3 (três) estudos com foco nos munícipios de Monte Alegre e Santarém, no Baixo-Amazonas paraense e nos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra pela sua proximidade e influência de Santarém e por deste terem sido desmembrados. O primeiro estudo está centrada em análise espacial da forma de uso e cobertura do solo com base em dois períodos, os anos de 2001 e 2014 e nas mudanças de uso e cobertura do solo neste interregno, aliado a análise do desmatamento no período, do efetivo bovino e do produto interno bruto, todos em uma série histórica com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a correlação entre os dados econômicos e desmatamento. O segundo estudo investiga a forma como é praticada a atividade pecuária na região do Baixo-Amazonas paraense considerando 3 (três) estratos de criadores: o pequeno, o médio e o grande. O terceiro estudo busca verificar o comportamento dos atributos de fertilidade e microbiológicos do solo em 5 (cinco) tipos diferentes de uso do solo. No município de Santarém, a principal classe de cobertura do solo em 2014 é a floresta, com 835.723,38 ha, apresentando pouca variação entre os anos de 2001 e 2014 e respondendo por 46,51% da área total do município. A atividade agropecuária (pecuária e agricultura) ocupa uma área de 61.783,17ha (3,44%) no município de Santarém e apresentou significativo aumento percentual entre 2001 e 2014, porém com números absolutos baixos. A pecuária passou de 21.897,29 ha em 2001 para 39.429,20 ha em 2014, com aumento percentual de 80,06% e a agricultura 16.717,95 ha em 2001 para 22.353,97 ha em 2014 com aumento percentual de 33,71%. Ao analisar a conversão do solo em Santarém e na sua área metropolitana, foi constatado, neste estudo o total de 139.193,96 ha convertidos. Desse total 46.810,34 ha em Santarém, 68.929,87 ha em Mojuí dos Campos e 23.453,75 ha em Belterra. O desmatamento no município de Santarém no período estudado foi de 889,5 km2, em Belterra foi de 139,7 Km2 e em Monte Alegre foi de 305,2 Km2. Em Santarém as maiores taxas de desmatamento ocorreram nos anos de 2001 e 2002, em Belterra ocorreram nos anos de 2001 e 2004 e em Monte Alegre ocorreram nos de 2005 e 2014. Ao associar os valores de desmatamento dos 3 (três) municípios e confrontar com a somatória do rebanho dos mesmos o valor de r foi de 0,1431, o valor de r2 foi de 0,0205, com p = 0,3661, confirmando nossa hipótese que a variável desmatamento no período estudado não exerceu influência sobre o efetivo do rebanho que continuou aumentando, apesar da queda das taxas de desflorestamento verificadas, demonstrando que nos municípios pesquisados houve uma ruptura do padrão desmatamento X pecuária. A análise do PIB municipal dos 3 (três) municípios do Baixo Amazonas, reflete a necessidade de diversificação da matriz econômica, onde excetuando-se o município de Santarém, com um PIB onde o setor de serviços coloca o município como polo regional, os demais municípios ficam dependentes em sua maioria do PIB gerado pelo setor agropecuário. No presente estudo, houve uma tendência de moderada à fortemente negativa nas correlações entre a taxa de desmatamento e o PIB, em particular, em dois municípios (Belterra e Santarém), e nenhuma correlação no município de Monte Alegre. Dos criadores entrevistados no município de Santarém, 51,55% possuem propriedades na Terra firme e 48,45% na região de várzea e do município de Monte Alegre 83,93 % das propriedades estão localizadas na Terra firme e 16,07 % na região de várzea. Quanto a utilização de biotecnologias, verificou-se que 12,18% dos produtores de Santarém e 10,71% de Monte Alegre utilizaram biotecnologias na reprodução de seu rebanho. A taxa de natalidade variou de acordo com o porte de criação nos 3 (três) estratos pesquisados. No município de Santarém, a média de natalidade foi de 56,92%, sendo de 51,55% nos pequenos, 58,23% nos médios e 60,99% nos grandes criadores. Em Monte Alegre a média foi de 46,88%, sendo de 27,77% nos pequenos, 51,30% nos médios e 60,97% nos grandes. Neste quesito, houve uma diferença percentual relevante entre os pequenos criadores de Santarém e Monte Alegre e similaridade nos demais estratos nos dois municípios. Em Monte Alegre, foi constatado que dos 50 (cinquenta) pecuaristas, 18 (dezoito) utilizam algum tipo de intensificação na pecuária, obtendo um índice de tecnologia de 36% no município.Em Santarém, do total de 47 (quarenta e sete) entrevistados, 19 (dezenove) produtores utilizam algum grau de intensificação pecuária, perfazendo um índice de uso de tecnologia de 40,42% na pecuária.
7
  • SÂMIA RUBIELLE SILVA DE CASTRO
  • EFEITOS DO MEIO AMBIENTE SOBRE PARÂMETROS SEMINAIS, MORFOMÉTRICOS E FISIOLÓGICOS EM BÚFALOS
  • Data: 10/05/2017
  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo foi realizado com o objetivo de comparar a influência do ambiente em alguns parâmetros de ejaculados de touros búfalo Murrah criados em clima tropical úmido da Amazônia. E como objetivos específicos de analisar parâmetros bioquímicos de glicose, albumina, proteína total, cálcio, fósforo e magnésio; avaliar parâmetros fisiológicos, como frequência cardíaca, respiratória, temperatura retal e temperatura superficial; e analisar dados morfométricos de peso, circunferência escrotal e perímetro torácico, ao longo dos períodos chuvoso e não-chuvoso do experimento. Foram selecionados cinco búfalos (n = 5), média de idade 2,5 ± 0,5 anos e peso corporal de 450,0 ± 35,5 kg de um grupo de 12 touros adultos, utilizando como critério, uma pré-avaliação por exame clínico e andrológico, como doadores de sêmen. A melhor qualidade de ejaculação apresentada na primeira coleção de sêmen. O experimento foi conduzido no município de Santarém, Estado Oeste do Pará, no Parque de Exposições Agropecuárias do Sindicato Rural de Santarém, em regime de confinamento, separados em baias individuais e alimentados com capim Echinochloa polystachya (Canarana-de-pico) ad libitum. E suplementados com dois kg de alimento composto por milho, soja e sorgo e sal mineral. Os animais tiveram acesso constante a água fresca e limpa, bem como sal mineral ad libitum em um cocho. O controle sanitário foi realizado de acordo com critérios pré-estabelecidos para a espécie. O período experimental foi dividido em duas fases: estação chuvosa (RS), de fevereiro a maio, e estação não chuvosa (nRS), de agosto a novembro de 2016. Os ejaculados foram coletados duas vezes por semana (n = 30) por touro, 10 ejaculados no RS e 20 ejaculados no período nRS, totalizando (n = 150) amostras para análise. As avaliações das amostras de sêmen foram realizadas com sêmen fresco, imediatamente após cada coleta. As análises imediatas pertinentes às características físicas e morfológicas dos ejaculados foram realizadas e corresponderam no RS o volume de 3,4 ± 2,0 mL, o movimento de massa de 4,4 ± 0,5, a motilidade de 80,4 ± 5,6%, a de 4,4 ± 0,4, a concentração de 657,300 ± 237,865,1 x106sptz / mL, defeitos maiores 9,0 ± 2,6%, defeitos menores 11,2 ± 3,9%, defeitos totais 20,2 ± 5,3% e integridade da membrana plasmática (PMI) 84,8 ± 5,6%, enquanto no nRS, os resultados Foram 4,0 ± 2,1 mL, movimento de massa 3,0 ± 1,0, motilidade de 56,2 ± 13,4%, vigor de 3,0 ± 1,0, concentração de 586,000 ± 291,925.9 x106sptz / mL, defeitos maiores 20,8 ± 9,9%, defeitos menores 27,5 ± 6,3%, defeitos totais 48,3 ± 9,3% e PMI de 57, 9 ± 12,4%. Observou - se diferença estatística significante para os parâmetros movimento de massa, motilidade, vigor, defeitos maiores, defeitos menores, defeitos totais e integridade da membrana plasmática entre os dois períodos. Dos parâmetros bioquímicos do sêmen, glicose, albumina, cálcio e fósforo apresentaram diferença estatística significativa entre os períodos (P<0.005). Quanto aos dados de morfometria, como circunferência escrotal, perímetro torácico e peso, não apresentaram diferença significativa entre os períodos estudados (P>0.005). Dados de frequência cardíaca, temperatura superficial (cabeça, dorso, virilha e testículos) diferiram estatisticamente entre os períodos (P<0.005). Dados de frequência respiratória e temperatura retal não diferiram entre os períodos (P>0.005).
8
  • SÂMIA RUBIELLE SILVA DE CASTRO
  • EFEITOS DO MEIO AMBIENTE SOBRE PARÂMETROS SEMINAIS, MORFOMÉTRICOS E FISIOLÓGICOS EM BÚFALOS
  • Data: 10/05/2017
  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo foi realizado com o objetivo de comparar a influência do ambiente em alguns parâmetros de ejaculados de touros búfalo Murrah criados em clima tropical úmido da Amazônia. E como objetivos específicos de analisar parâmetros bioquímicos de glicose, albumina, proteína total, cálcio, fósforo e magnésio; avaliar parâmetros fisiológicos, como frequência cardíaca, respiratória, temperatura retal e temperatura superficial; e analisar dados morfométricos de peso, circunferência escrotal e perímetro torácico, ao longo dos períodos chuvoso e não-chuvoso do experimento. Foram selecionados cinco búfalos (n = 5), média de idade 2,5 ± 0,5 anos e peso corporal de 450,0 ± 35,5 kg de um grupo de 12 touros adultos, utilizando como critério, uma pré-avaliação por exame clínico e andrológico, como doadores de sêmen. A melhor qualidade de ejaculação apresentada na primeira coleção de sêmen. O experimento foi conduzido no município de Santarém, Estado Oeste do Pará, no Parque de Exposições Agropecuárias do Sindicato Rural de Santarém, em regime de confinamento, separados em baias individuais e alimentados com capim Echinochloa polystachya (Canarana-de-pico) ad libitum. E suplementados com dois kg de alimento composto por milho, soja e sorgo e sal mineral. Os animais tiveram acesso constante a água fresca e limpa, bem como sal mineral ad libitum em um cocho. O controle sanitário foi realizado de acordo com critérios pré-estabelecidos para a espécie. O período experimental foi dividido em duas fases: estação chuvosa (RS), de fevereiro a maio, e estação não chuvosa (nRS), de agosto a novembro de 2016. Os ejaculados foram coletados duas vezes por semana (n = 30) por touro, 10 ejaculados no RS e 20 ejaculados no período nRS, totalizando (n = 150) amostras para análise. As avaliações das amostras de sêmen foram realizadas com sêmen fresco, imediatamente após cada coleta. As análises imediatas pertinentes às características físicas e morfológicas dos ejaculados foram realizadas e corresponderam no RS o volume de 3,4 ± 2,0 mL, o movimento de massa de 4,4 ± 0,5, a motilidade de 80,4 ± 5,6%, a de 4,4 ± 0,4, a concentração de 657,300 ± 237,865,1 x106sptz / mL, defeitos maiores 9,0 ± 2,6%, defeitos menores 11,2 ± 3,9%, defeitos totais 20,2 ± 5,3% e integridade da membrana plasmática (PMI) 84,8 ± 5,6%, enquanto no nRS, os resultados Foram 4,0 ± 2,1 mL, movimento de massa 3,0 ± 1,0, motilidade de 56,2 ± 13,4%, vigor de 3,0 ± 1,0, concentração de 586,000 ± 291,925.9 x106sptz / mL, defeitos maiores 20,8 ± 9,9%, defeitos menores 27,5 ± 6,3%, defeitos totais 48,3 ± 9,3% e PMI de 57, 9 ± 12,4%. Observou - se diferença estatística significante para os parâmetros movimento de massa, motilidade, vigor, defeitos maiores, defeitos menores, defeitos totais e integridade da membrana plasmática entre os dois períodos. Dos parâmetros bioquímicos do sêmen, glicose, albumina, cálcio e fósforo apresentaram diferença estatística significativa entre os períodos (P<0.005). Quanto aos dados de morfometria, como circunferência escrotal, perímetro torácico e peso, não apresentaram diferença significativa entre os períodos estudados (P>0.005). Dados de frequência cardíaca, temperatura superficial (cabeça, dorso, virilha e testículos) diferiram estatisticamente entre os períodos (P<0.005). Dados de frequência respiratória e temperatura retal não diferiram entre os períodos (P>0.005).
9
  • WILDERCLAY BARRETO MACHADO
  • FLUXO DE ENERGIA E EVAPOTRANSPIRAÇÃO REGIONAL NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA BR-163, OESTE DO PARÁ
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 30/06/2017
  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho objetivou explicar de que maneira as diferentes condições de superfícies influenciam a dinâmica dos componentes do balanço de energia ao longo da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), a qual . Para isso, determinou-se a evolução temporal de 16 anos ao longo da área de influencia da BR-163, através de imagens multiespectrais sensor MODIS (Moderate resolution Imaging Spectro radiometer) abordo do satélite Terra e o sensor TM (Thematic Mapper) abordo do satélite Landsat5. Ambas imagens foram gratuitamente obtidas no site na LPDAAC/USGS (https://lpdaac.usgs.gov/) em uma interface denominada GLOVIS (Global Visualization Viewer) para Imagens e produtos MODIS e no site do United States Geological Survey – USGS para o sensor TM. Utilizou-se o modelo semi-empírico SEBAL (Surface Energy Balance Algorithm for Land), no qual se usam imagens multiespectrais de satélites e poucos dados de superfície, tais como, temperatura e umidade do ar para se obter as componentes do Balanço de Energia. Além disso, foram utilizados dados medidos na torre micrometeorológica instalada ao logo da Rodovia Santarém-Cuiabá, mais especificamente em uma área agrícola a 77 km do centro urbano de Santarém -PA para validação. Utilizaram-se dados da estação meteorológica do INMET em Belterra – PA para calibração do Algoritmo SEBAL. Verificou-se que o uso do solo na área de influencia da Rodovia Santarém Cuiabá (BR-163) consiste na redução da cobertura vegetal e aumento da temperatura em toda cena de estudo ao longo de 16 anos, cujas condições de superfície que apresentaram maiores temperaturas foram os centros urbanos, Agricultura e Pastagem + rodovias. Com relação ao albedo, verificaram-se menores valores nas classes de corpos d’água, afloramento de rochas e agricultura + pastagem. Observaram-se maiores valores de Radiação de Ondas Longas emitida pela superfície (RL↑) nos centros urbanos, Agricultura e casse de savana devido o aquecimento da superfície nessas classes serem maiores que o da atmosfera. Ao Analisar os fluxos de Calor Sensível (H) e Latente (LE), verificou-se maior tendência a aridez em área urbanizada, agricultura e pastagem + rodovias, onde se verificou menores valores de LE e maiores de H. Diante dos resultados encontrados observou-se a importância da vegetação sobre o clima local, já que variáveis das componentes do Balanço de Radiação mostraram-se notavelmente diferentes para cada condição de superfície principalmente àquelas cuja prática consiste na redução de fragmentos de vegetação, reduzindo o saldo de Radiação devido ao aumento do albedo e emissão de radiação infravermelha da superfície. Embora se tenha observado que nas condições de superfície, cuja prática consiste na redução da cobertura vegetal que impacta significativamente nas taxas de evapotranspiração (ET) reduzindo os valores. Os fragmentos de floresta e corpos d’água remanescente são suficientes para suprir esse déficit de ET na região de estudo. Verificou-se que as Unidades de conservação são uma boa estratégia tanto para manter condições ideais na manutenção do retorno de umidade para a atmosfera e ciclo hidrológico. Principalmente as unidades de conservação nas modalidades de Floresta Nacional e Parque. O algoritmo SEBAL junto ao sensoriamento remoto destaca-se com grande potencialidade na mensuração dos componentes do balanço de energia e Radiação para áreas extensas e heterogêneas, sendo tão bons quantos aos método convencional de avaliação em escala pontual.
10
  • WILDERCLAY BARRETO MACHADO
  • FLUXO DE ENERGIA E EVAPOTRANSPIRAÇÃO REGIONAL NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA BR-163, OESTE DO PARÁ
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 30/06/2017
  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho objetivou explicar de que maneira as diferentes condições de superfícies influenciam a dinâmica dos componentes do balanço de energia ao longo da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), a qual . Para isso, determinou-se a evolução temporal de 16 anos ao longo da área de influencia da BR-163, através de imagens multiespectrais sensor MODIS (Moderate resolution Imaging Spectro radiometer) abordo do satélite Terra e o sensor TM (Thematic Mapper) abordo do satélite Landsat5. Ambas imagens foram gratuitamente obtidas no site na LPDAAC/USGS (https://lpdaac.usgs.gov/) em uma interface denominada GLOVIS (Global Visualization Viewer) para Imagens e produtos MODIS e no site do United States Geological Survey – USGS para o sensor TM. Utilizou-se o modelo semi-empírico SEBAL (Surface Energy Balance Algorithm for Land), no qual se usam imagens multiespectrais de satélites e poucos dados de superfície, tais como, temperatura e umidade do ar para se obter as componentes do Balanço de Energia. Além disso, foram utilizados dados medidos na torre micrometeorológica instalada ao logo da Rodovia Santarém-Cuiabá, mais especificamente em uma área agrícola a 77 km do centro urbano de Santarém -PA para validação. Utilizaram-se dados da estação meteorológica do INMET em Belterra – PA para calibração do Algoritmo SEBAL. Verificou-se que o uso do solo na área de influencia da Rodovia Santarém Cuiabá (BR-163) consiste na redução da cobertura vegetal e aumento da temperatura em toda cena de estudo ao longo de 16 anos, cujas condições de superfície que apresentaram maiores temperaturas foram os centros urbanos, Agricultura e Pastagem + rodovias. Com relação ao albedo, verificaram-se menores valores nas classes de corpos d’água, afloramento de rochas e agricultura + pastagem. Observaram-se maiores valores de Radiação de Ondas Longas emitida pela superfície (RL↑) nos centros urbanos, Agricultura e casse de savana devido o aquecimento da superfície nessas classes serem maiores que o da atmosfera. Ao Analisar os fluxos de Calor Sensível (H) e Latente (LE), verificou-se maior tendência a aridez em área urbanizada, agricultura e pastagem + rodovias, onde se verificou menores valores de LE e maiores de H. Diante dos resultados encontrados observou-se a importância da vegetação sobre o clima local, já que variáveis das componentes do Balanço de Radiação mostraram-se notavelmente diferentes para cada condição de superfície principalmente àquelas cuja prática consiste na redução de fragmentos de vegetação, reduzindo o saldo de Radiação devido ao aumento do albedo e emissão de radiação infravermelha da superfície. Embora se tenha observado que nas condições de superfície, cuja prática consiste na redução da cobertura vegetal que impacta significativamente nas taxas de evapotranspiração (ET) reduzindo os valores. Os fragmentos de floresta e corpos d’água remanescente são suficientes para suprir esse déficit de ET na região de estudo. Verificou-se que as Unidades de conservação são uma boa estratégia tanto para manter condições ideais na manutenção do retorno de umidade para a atmosfera e ciclo hidrológico. Principalmente as unidades de conservação nas modalidades de Floresta Nacional e Parque. O algoritmo SEBAL junto ao sensoriamento remoto destaca-se com grande potencialidade na mensuração dos componentes do balanço de energia e Radiação para áreas extensas e heterogêneas, sendo tão bons quantos aos método convencional de avaliação em escala pontual.
11
  • RAPHAEL PABLO TAPAJOS SILVA
  • INFLUÊNCIA DA BRISA DO RIO TAPAJÓS SOBRE AS MEDIDAS METEOROLÓGICAS NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 31/07/2017
  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo ressalta a importância de pesquisas sobre os processos ocorrentes na Camada Limite Atmosférica (CLA) na Amazônia, mais especificamente na região do Baixo Tapajós, levando em consideração o processo de Brisa do Rio Tapajós (BRT). Para entender a caracterização da circulação local e mecanismos de funcionamento da BRT, fez-se uso de dados das redes de estações, torres e também de campanhas de sondagem da baixa troposfera. Para verificar as influências da brisa sobre a Floresta Nacional do Tapajós (FNT), analisou-se a componente zonal u do vento para classificar dias com e sem ocorrência de BRT, e também a comparação desses dias sobre as medidas feitas no site Km67. Os resultados apontam para ocorrência de quase 50% de dias com BRT sobre a FNT, e que esta apresenta um ciclo diurno que pode alcançar em média 20-30Km de extensão e até 1Km de altura. A ocorrência de BRT foi relacionada com a diferença de pelo menos 1˚C entre as superfícies do rio e floresta para ocorrer. Foi verificado uma alta correlação da ocorrência de brisa com o aumento de umidade, sobre FNT. Já a diminuição de temperatura, nos dias com BRT, não são tão visíveis de maneira geral, porém foram apresentados casos que há a diminuição de até cerca de 5˚C. Com relação a radiação, no Km67, não foram observados fortes mudanças quanto no Km83, o que deve indicar a formação de nuvens mais densas ao Sul do Km67 e estar ligada a distribuição de chuva durante a tarde e inicio da noite sobre a FNT. A radiação assim, assim como o fluxo de calor sensível, apresentam picos maiores durante dias com BRT, indicando a dependência da BRT com aumento de radiação e temperatura. O fluxo de calor latente, não foi influenciado pela BRT, já o fluxo de CO2 indica menor absorção durante dias com BRT, para o período chuvoso.
12
  • RAPHAEL PABLO TAPAJOS SILVA
  • INFLUÊNCIA DA BRISA DO RIO TAPAJÓS SOBRE AS MEDIDAS METEOROLÓGICAS NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 31/07/2017
  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo ressalta a importância de pesquisas sobre os processos ocorrentes na Camada Limite Atmosférica (CLA) na Amazônia, mais especificamente na região do Baixo Tapajós, levando em consideração o processo de Brisa do Rio Tapajós (BRT). Para entender a caracterização da circulação local e mecanismos de funcionamento da BRT, fez-se uso de dados das redes de estações, torres e também de campanhas de sondagem da baixa troposfera. Para verificar as influências da brisa sobre a Floresta Nacional do Tapajós (FNT), analisou-se a componente zonal u do vento para classificar dias com e sem ocorrência de BRT, e também a comparação desses dias sobre as medidas feitas no site Km67. Os resultados apontam para ocorrência de quase 50% de dias com BRT sobre a FNT, e que esta apresenta um ciclo diurno que pode alcançar em média 20-30Km de extensão e até 1Km de altura. A ocorrência de BRT foi relacionada com a diferença de pelo menos 1˚C entre as superfícies do rio e floresta para ocorrer. Foi verificado uma alta correlação da ocorrência de brisa com o aumento de umidade, sobre FNT. Já a diminuição de temperatura, nos dias com BRT, não são tão visíveis de maneira geral, porém foram apresentados casos que há a diminuição de até cerca de 5˚C. Com relação a radiação, no Km67, não foram observados fortes mudanças quanto no Km83, o que deve indicar a formação de nuvens mais densas ao Sul do Km67 e estar ligada a distribuição de chuva durante a tarde e inicio da noite sobre a FNT. A radiação assim, assim como o fluxo de calor sensível, apresentam picos maiores durante dias com BRT, indicando a dependência da BRT com aumento de radiação e temperatura. O fluxo de calor latente, não foi influenciado pela BRT, já o fluxo de CO2 indica menor absorção durante dias com BRT, para o período chuvoso.
13
  • CÁSSIO DAVID BORRALHO PINHEIRO
  • MODELO DE INTEGRAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E O ENSINO FUNDAMENTAL BASEADO EM FLUXO DE CONHECIMENTO.
  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 03/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • A educação em nível mundial passa por um período de transformações. No âmbito nacional estas estão diretamente ligadas aos baixos índices encontrados nas análises e nas avaliações promovidas pelo poder público. Um índice a ser destacado é o baixo interesse, por parte dos alunos, não só pelo aprendizado em geral, mas pelo aprendizado das ciências. Este problemas motiva ao desenvolvimento de métodos que tornem eficiente o envolvimento do aluno com o conteúdo aplicado. Neste contexto, pretende-se aplicar a relação existente entre as teorias construtivista e construcionista, assim como os preceitos das atuais iniciativas relacionadas à estas teorias, que implementam o Design Thinking for Educators e Maker for Education, para produzir conhecimento sobre a integração dos mundos universitário e do ensino fundamental, centrado na troca de fontes de conhecimento. Com o objetivo de aproximar esses dois mundos, esse trabalho caracteriza a distância existente e alguns problemas que justificam essa distância. As raízes que apoiam esta pesquisa são mostradas e discutidas, especialmente uma boa revisão da literatura sobre as principais áreas envolvidas neste trabalho. O modelo de apoio à integração entre a universidade e ensino fundamental é então apresentado e discutido, juntamente com a metodologia de avaliação desenvolvida para explorar e validar o trabalho. A metodologia de pesquisa adotada aqui é a pesquisa-ação, pois combina ação e solução de um determinado problema, através de um processo interativo. Os principais resultados produzidos por esta tese incluem o modelo conceitual de suporte à ponte, alguns trabalhos científicos, vários produtos tecnológicos, a supervisão de trabalhos acadêmicos e muito mais. Pontos abertos e os principais desafios ainda existentes também são discutidos aqui.
14
  • CÁSSIO DAVID BORRALHO PINHEIRO
  • MODELO DE INTEGRAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E O ENSINO FUNDAMENTAL BASEADO EM FLUXO DE CONHECIMENTO.
  • Orientador : CELSON PANTOJA LIMA
  • Data: 03/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • A educação em nível mundial passa por um período de transformações. No âmbito nacional estas estão diretamente ligadas aos baixos índices encontrados nas análises e nas avaliações promovidas pelo poder público. Um índice a ser destacado é o baixo interesse, por parte dos alunos, não só pelo aprendizado em geral, mas pelo aprendizado das ciências. Este problemas motiva ao desenvolvimento de métodos que tornem eficiente o envolvimento do aluno com o conteúdo aplicado. Neste contexto, pretende-se aplicar a relação existente entre as teorias construtivista e construcionista, assim como os preceitos das atuais iniciativas relacionadas à estas teorias, que implementam o Design Thinking for Educators e Maker for Education, para produzir conhecimento sobre a integração dos mundos universitário e do ensino fundamental, centrado na troca de fontes de conhecimento. Com o objetivo de aproximar esses dois mundos, esse trabalho caracteriza a distância existente e alguns problemas que justificam essa distância. As raízes que apoiam esta pesquisa são mostradas e discutidas, especialmente uma boa revisão da literatura sobre as principais áreas envolvidas neste trabalho. O modelo de apoio à integração entre a universidade e ensino fundamental é então apresentado e discutido, juntamente com a metodologia de avaliação desenvolvida para explorar e validar o trabalho. A metodologia de pesquisa adotada aqui é a pesquisa-ação, pois combina ação e solução de um determinado problema, através de um processo interativo. Os principais resultados produzidos por esta tese incluem o modelo conceitual de suporte à ponte, alguns trabalhos científicos, vários produtos tecnológicos, a supervisão de trabalhos acadêmicos e muito mais. Pontos abertos e os principais desafios ainda existentes também são discutidos aqui.
15
  • EVERALDO MACHADO PORTELA
  • MINERAÇÃO EM JURUTI: DO DESENVOLVIMENTISMO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?
  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 03/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • A implantação de grandes projetos de mineração na Amazônia tem provocado impactos negativos, gerado conflitos e promovido perdas e danos às populações tradicionais cuja dinâmica de vida está intimamente relacionada a preservação do ambiente natural em que vivem. Na atualidade, estes empreendimentos minerários, obrigados pela legislação e inspirados nas ideias do desenvolvimento sustentável, assumem a sustentabilidade como compromisso dos seus projetos. O presente estudo aborda a questão da sustentabilidade da mineração em áreas ocupadas por populações tradicionais do interior da Amazônia tomando como referencial a teoria do desenvolvimento sustentável aliada a teoria da reprodução social, teoria da integração social, a teoria da questão social e a teoria da modernidade. A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica e documental, levantamento de dados secundários e trabalho de campo com observação participante em estudo de caso da mineração da Alcoa no Projeto de Assentamento Agroextrativista Juruti Velho para o levantamento socioambiental com observação, entrevistas estruturadas, registro fotográfico e localização em GPS das áreas da mina e floresta do entorno. Da análise de aspectos econômicos e políticos relacionados a mineração destaca-se o incremento do PIB, a transformação da estrutura econômica de agrária para de serviços e industrial, o crescimento do número de empresas e a transferência da maioria da população economicamente ativa urbana para o emprego no setor empresarial. Contudo, o empreendimento ainda não atende a critérios de sustentabilidade como dinamização e sistematização econômica, empoderamento e governança, não tem havido aglomeração econômica e há ainda o desafio da empresa integrar espaços de governança alternativos em construção pelos seus stakeholders. O estudo identificou uma complexidade de perdas e danos materiais e imateriais, ambientais, econômicos, sociais e culturais impostos às comunidades tradicionais com riscos diversos sobre o tecido social e o modo de vida das populações, que afetam a produção, a renda e a cultura, indicando estar em curso um processo que aponta para a consumação de uma questão social. Apesar destes aspectos, ainda há elementos de continuidade presentes na economia de subsistência, em práticas culturais e relações sociais. Também tem se constituído um importante capital cívico nas comunidades do entorno do projeto. Este conjunto de dados permite concluir que o projeto minerador não é sustentável como o discurso o apresenta, mas há potencialidades econômicas, sociais, culturais e políticas que os atores civis, públicos e empresariais envolvidos nesta trama podem mobilizar para mudar este cenário. A efetiva recuperação dos danos e indenização das perdas é condição sine qua non para a superação do problema rumo ao desenvolvimento sustentável no território das populações tradicionais atingidas pela mineração na Amazônia. A sustentabilidade econômica dependerá da efetivação da sustentabilidade política, social, cultural e ambiental do empreendimento.
16
  • EVERALDO MACHADO PORTELA
  • MINERAÇÃO EM JURUTI: DO DESENVOLVIMENTISMO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?
  • Orientador : DAVID GIBBS MCGRATH
  • Data: 03/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • A implantação de grandes projetos de mineração na Amazônia tem provocado impactos negativos, gerado conflitos e promovido perdas e danos às populações tradicionais cuja dinâmica de vida está intimamente relacionada a preservação do ambiente natural em que vivem. Na atualidade, estes empreendimentos minerários, obrigados pela legislação e inspirados nas ideias do desenvolvimento sustentável, assumem a sustentabilidade como compromisso dos seus projetos. O presente estudo aborda a questão da sustentabilidade da mineração em áreas ocupadas por populações tradicionais do interior da Amazônia tomando como referencial a teoria do desenvolvimento sustentável aliada a teoria da reprodução social, teoria da integração social, a teoria da questão social e a teoria da modernidade. A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica e documental, levantamento de dados secundários e trabalho de campo com observação participante em estudo de caso da mineração da Alcoa no Projeto de Assentamento Agroextrativista Juruti Velho para o levantamento socioambiental com observação, entrevistas estruturadas, registro fotográfico e localização em GPS das áreas da mina e floresta do entorno. Da análise de aspectos econômicos e políticos relacionados a mineração destaca-se o incremento do PIB, a transformação da estrutura econômica de agrária para de serviços e industrial, o crescimento do número de empresas e a transferência da maioria da população economicamente ativa urbana para o emprego no setor empresarial. Contudo, o empreendimento ainda não atende a critérios de sustentabilidade como dinamização e sistematização econômica, empoderamento e governança, não tem havido aglomeração econômica e há ainda o desafio da empresa integrar espaços de governança alternativos em construção pelos seus stakeholders. O estudo identificou uma complexidade de perdas e danos materiais e imateriais, ambientais, econômicos, sociais e culturais impostos às comunidades tradicionais com riscos diversos sobre o tecido social e o modo de vida das populações, que afetam a produção, a renda e a cultura, indicando estar em curso um processo que aponta para a consumação de uma questão social. Apesar destes aspectos, ainda há elementos de continuidade presentes na economia de subsistência, em práticas culturais e relações sociais. Também tem se constituído um importante capital cívico nas comunidades do entorno do projeto. Este conjunto de dados permite concluir que o projeto minerador não é sustentável como o discurso o apresenta, mas há potencialidades econômicas, sociais, culturais e políticas que os atores civis, públicos e empresariais envolvidos nesta trama podem mobilizar para mudar este cenário. A efetiva recuperação dos danos e indenização das perdas é condição sine qua non para a superação do problema rumo ao desenvolvimento sustentável no território das populações tradicionais atingidas pela mineração na Amazônia. A sustentabilidade econômica dependerá da efetivação da sustentabilidade política, social, cultural e ambiental do empreendimento.
17
  • MIÉRCIO JORGE ALVES FERREIRA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA DA PRODUÇÃO DE GRÃOS (Soja - Plantio direto e convencional ) NO OESTE DO PARÁ.
  • Data: 01/11/2017
  • Mostrar Resumo
  • A CADASTRAR
18
  • MIÉRCIO JORGE ALVES FERREIRA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA DA PRODUÇÃO DE GRÃOS (Soja - Plantio direto e convencional ) NO OESTE DO PARÁ.
  • Data: 01/11/2017
  • Mostrar Resumo
  • A CADASTRAR
2016
Teses
1
  • MARLA TERESINHA BARBOSA GELLER
  • ANÁLISE DE CICLO DE VIDA DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA (baixo Amazonas, Brasil).
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 27/10/2016
  • Mostrar Resumo
  • Um dos grandes desafios em relação ao setor energético nos próximos anos, tanto para o Brasil como para todas as nações é produzir energia limpa, com baixo custo e mínimo impacto ambiental, com capacidade suficiente para atender a crescente demanda. Em vista disto, muitas hidrelétricas estão sendo implantadas na região norte do Brasil, onde as bacias hidrográficas têm ainda grande potencial a ser explorado. Porém, a questão sobre os impactos ambientais de hidrelétricas ainda não é totalmente conhecida. A energia produzida por hidrelétricas era considerada energia limpa e renovável, mas estudos recentes apontam a existência de danos ambientais produzidos pelas suas emissões especialmente se considerado todo o ciclo de vida de uma hidrelétrica. O objetivo deste trabalho foi a investigação dos impactos ambientais das fases de construção, operação, manutenção e desativação de uma hidrelétrica baseada na Análise do Ciclo de Vida. O foco da pesquisa foi a hidrelétrica de Curuá-Una, localizada na região amazônica, na cidade de Santarém – PA. Os resultados são apresentados em relação a produção tendo como unidade funcional 1 MWh, para que possíveis comparações possam ser realizadas. As categorias analisadas foram: Potencial de Aquecimento Global, Potencial de Acidificação, Toxicidade Humana, Depleção de Recursos Abióticos e Potencial de Ecotoxicidade da Água. Os resultados obtidos pela Análise do Ciclo de Vida apontam a fase de construção como mais influente para as emissões e os insumos que mais contribuem para tais emissões são o aço e o concreto. Porém, os índices encontrados se apresentaram menores se comparados à outras fontes de energia, considerando o fator produção.
2
  • MARLA TERESINHA BARBOSA GELLER
  • ANÁLISE DE CICLO DE VIDA DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA (baixo Amazonas, Brasil).
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 27/10/2016
  • Mostrar Resumo
  • Um dos grandes desafios em relação ao setor energético nos próximos anos, tanto para o Brasil como para todas as nações é produzir energia limpa, com baixo custo e mínimo impacto ambiental, com capacidade suficiente para atender a crescente demanda. Em vista disto, muitas hidrelétricas estão sendo implantadas na região norte do Brasil, onde as bacias hidrográficas têm ainda grande potencial a ser explorado. Porém, a questão sobre os impactos ambientais de hidrelétricas ainda não é totalmente conhecida. A energia produzida por hidrelétricas era considerada energia limpa e renovável, mas estudos recentes apontam a existência de danos ambientais produzidos pelas suas emissões especialmente se considerado todo o ciclo de vida de uma hidrelétrica. O objetivo deste trabalho foi a investigação dos impactos ambientais das fases de construção, operação, manutenção e desativação de uma hidrelétrica baseada na Análise do Ciclo de Vida. O foco da pesquisa foi a hidrelétrica de Curuá-Una, localizada na região amazônica, na cidade de Santarém – PA. Os resultados são apresentados em relação a produção tendo como unidade funcional 1 MWh, para que possíveis comparações possam ser realizadas. As categorias analisadas foram: Potencial de Aquecimento Global, Potencial de Acidificação, Toxicidade Humana, Depleção de Recursos Abióticos e Potencial de Ecotoxicidade da Água. Os resultados obtidos pela Análise do Ciclo de Vida apontam a fase de construção como mais influente para as emissões e os insumos que mais contribuem para tais emissões são o aço e o concreto. Porém, os índices encontrados se apresentaram menores se comparados à outras fontes de energia, considerando o fator produção.
3
  • HELOISA DO NASCIMENTO DE MOURA MENESES
  • EFEITO DE GENES DA FAMÍLIA GLUTATIONA S-TRANSFERASE EM UMA POPULAÇÃO DO BAIXO AMAZONAS AMBIENTALMENTE EXPOSTA AO MERCÚRIO.
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 04/11/2016
  • Mostrar Resumo
  • O mercúrio (Hg) é considerado um dos metais tóxicos mais perigosos para o ambiente e para a saúde humana. Altos níveos de Hg podem induzir diferentes tipos de efeitos tóxicos sobre a saúde humana e o principal alvo é o sistema nervoso central (SNC). Um dos principais mecanismos envolvidos na neurotoxicidade causada por Hg é o estresse oxidativo e o seu efeito sobre os sistemas antioxidantes. Na Amazônia, a exposição ao Hg é principalmente devido à ingestão de peixe contaminado com metilmercúrio (MeHg) e esta exposição pode ser avaliada pela quantificação do nível de Hg no sangue. Atualmente sabese que o desmatamento é uma das principais razões para os altos níveis de Hg nos ecossistemas aquáticos na Amazônia. No entanto, não há pesquisas recentes que avaliem a exposição ao Hg em uma população humana da região do Baixo Amazonas. Portanto, este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil epidemiológico de 144 indivíduos residentes no município de Santarém e investigar o efeito de polimorfismos nos genes GSTM1, GSTT1 e GSTP1 (rs1695A> G e rs1138272 C> T) sobre os níveis de Hg no sangue de indivíduos desta população. 77,8% dos indivíduos estudados consomem peixe frequentemente e foram os que apresentaram maiores níveis de Hg (20,5μg/L), dos quais 68,8% apresentam níveis de Hg entre 10-50μg/L. Também foi possível observar que os homens apresentam níveis de Hg mais alto que as mulheres (22,9μg/L e 10,9μg/L, respectivamente) e que esses níveis aumentam com a idade (r = 0,38; p = 0,041). A análise de nossos dados sugere que o consumo de peixe (β= 14,69; p = <0,001), sexo (β = 11,55; p = 0,001), deleção do gene GSTM1 (β = 6,42; p = 0,06) e idade (β = 0,26; p = 0,04) são mais relevantes para a previsão do nível de Hg no sangue do que os polimorfismos dos genes GSTT1 e GSTP1. Neste contexto, concluiu-se que a população de Santarém está exposta ao Hg através do consumo frequente de peixe e os níveis de Hg são suficientes para provocar efeitos tóxicos adversos para a saúde humana
4
  • HELOISA DO NASCIMENTO DE MOURA MENESES
  • EFEITO DE GENES DA FAMÍLIA GLUTATIONA S-TRANSFERASE EM UMA POPULAÇÃO DO BAIXO AMAZONAS AMBIENTALMENTE EXPOSTA AO MERCÚRIO.
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 04/11/2016
  • Mostrar Resumo
  • O mercúrio (Hg) é considerado um dos metais tóxicos mais perigosos para o ambiente e para a saúde humana. Altos níveos de Hg podem induzir diferentes tipos de efeitos tóxicos sobre a saúde humana e o principal alvo é o sistema nervoso central (SNC). Um dos principais mecanismos envolvidos na neurotoxicidade causada por Hg é o estresse oxidativo e o seu efeito sobre os sistemas antioxidantes. Na Amazônia, a exposição ao Hg é principalmente devido à ingestão de peixe contaminado com metilmercúrio (MeHg) e esta exposição pode ser avaliada pela quantificação do nível de Hg no sangue. Atualmente sabese que o desmatamento é uma das principais razões para os altos níveis de Hg nos ecossistemas aquáticos na Amazônia. No entanto, não há pesquisas recentes que avaliem a exposição ao Hg em uma população humana da região do Baixo Amazonas. Portanto, este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil epidemiológico de 144 indivíduos residentes no município de Santarém e investigar o efeito de polimorfismos nos genes GSTM1, GSTT1 e GSTP1 (rs1695A> G e rs1138272 C> T) sobre os níveis de Hg no sangue de indivíduos desta população. 77,8% dos indivíduos estudados consomem peixe frequentemente e foram os que apresentaram maiores níveis de Hg (20,5μg/L), dos quais 68,8% apresentam níveis de Hg entre 10-50μg/L. Também foi possível observar que os homens apresentam níveis de Hg mais alto que as mulheres (22,9μg/L e 10,9μg/L, respectivamente) e que esses níveis aumentam com a idade (r = 0,38; p = 0,041). A análise de nossos dados sugere que o consumo de peixe (β= 14,69; p = <0,001), sexo (β = 11,55; p = 0,001), deleção do gene GSTM1 (β = 6,42; p = 0,06) e idade (β = 0,26; p = 0,04) são mais relevantes para a previsão do nível de Hg no sangue do que os polimorfismos dos genes GSTT1 e GSTP1. Neste contexto, concluiu-se que a população de Santarém está exposta ao Hg através do consumo frequente de peixe e os níveis de Hg são suficientes para provocar efeitos tóxicos adversos para a saúde humana
SIGAA | Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação - (00) 0000-0000 | Copyright © 2006-2020 - UFRN - srvapp1.ufopa.edu.br.srv1inst2