Projeto Pedagógico do Curso

O profissional egresso do curso de Engenharia de Aquicultura, registrar-se-á para exercício de sua profissão nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREAs, de acordo com a tabela de títulos aprovada pelo CONFEA.

A Resolução CONFEA nº 493 de 30/06/2006, destaca que o profissional graduado em Engenharia de Aquicultura, conforme o perfil profissional submetido à consideração do CONFEA, é qualificado para dominar a prática e a teoria da Aquicultura relacionada à pesquisa, à transferência de tecnologia, à elaboração e avaliação de planos e projetos, à execução de projetos e à administração de empreendimentos aquícolas.

 

Compete ao Engenheiro de Aquicultura o desempenho das atividades 1 a 18 do art. 1° da RESOLUÇÃO CONFEA n° 218, de 29 de junho de 1973, referentes ao cultivo de espécies aquícolas, construções para fins aquícolas, irrigação e drenagem para fins de aquicultura, ecologia e aspectos de meio ambiente referentes à aquicultura, análise e manejo da qualidade da água e do solo das unidades de cultivo e de ambientes relacionados a estes, cultivos de espécies aquícolas integrados à agropecuária, melhoramento genético de espécies aquícolas, desenvolvimento e aplicação da tecnologia do pescado cultivado, diagnóstico de enfermidades de espécies aquícolas, processos de reutilização da água para fins de aquicultura, alimentação e nutrição de espécies aquícolas, beneficiamento de espécies aquícolas e mecanização para aquicultura.

 

O perfil do curso do Campus de Monte Alegre foi traçado de modo a atender a Resolução nº 05, do CNE/CES, de 2 de fevereiro de 2006, que discorre que o profissional formado deve ter sólida formação científica e profissional geral que possibilite absorver e desenvolver tecnologia; capacidade crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade; deve saber compreender as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade, com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizacionais, bem como utilização racional dos recursos disponíveis, além da conservação do equilíbrio do ambiente; e deve ser adaptável, crítico e criativo, às novas situações.

Dessa forma, o egresso de Engenharia de Aquicultura deverá ser um profissional altamente qualificado que se valha das ferramentas conceituais metodológicas e técnicas as quais terá acesso durante o curso, sendo capaz de contribuir para uma produção eficiente e sustentável de alimentos e derivados de origem aquática, a serviço de organizações tanto públicas quanto privadas. Deverá ser um profissional com espírito empreendedor, possuidor de valores éticos, consciente de sua função na sociedade, enquanto agente de desenvolvimento econômico, social e ambiental, em escala local, nacional e mundial. Para isso, o aluno terá sólida preparação nas ciências naturais, exatas, sociais e biotecnológicas, nas técnicas que formam a sua base, assim como nas relações interdisciplinares correspondentes. Ele deverá desempenhar-se satisfatoriamente nas áreas de política de desenvolvimento, produção, tecnologia, finanças, pessoal, organizacional e procedimentos administrativos e contábeis. Assim o egresso da Ufopa poderá desempenhar suas atribuições profissionais voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, de empreendedorismo e de inovação, pautado pelo desafio da produção sustentável de organismos aquáticos, considerando o uso responsável dos recursos hídricos, suprindo a carência de profissionais na área e impulsionando o desenvolvimento da região.

O profissional de engenharia de aquicultura deve ter competência e habilidade para:

• Dominar e utilizar os conceitos fundamentais relacionados à Engenharia de aquicultura;

• Dominar a prática, a técnica e a teoria da aquicultura a fim de ter competência para inovar, projetar, adequar e adotar sistemas de produção;

• Assumir a busca permanente de atualização profissional;

• Aprimorar produtos e processos a partir do entendimento de qualidade da técnica ao longo do sistema produtivo nos âmbitos organizacionais e tecnológicos;

• Trabalhar em diversas áreas nas empresas aquícolas e correlatas (produção, administração ou direção) ou ser um empreendedor independente;

• Avaliar a viabilidade de projetos aquícolas utilizando indicadores econômicos, financeiros e ambientais;

• Inovar, projetar, executar, supervisionar e avaliar planos, projetos e programas aquícolas com responsabilidade social, ética e ambiental;

• Compreender a inter-relação dos sistemas de produção com o meio ambiente, atentando às exigências de sustentabilidade;

• Conhecer e aplicar os conceitos, princípios, métodos e técnicas das diversas áreas envolvidas pela aquicultura em organizações sociais, estatais ou privadas;

• Comunicar-se tanto nas formas escrita, oral e gráfica, interagindo com produtores e outros profissionais da área, bem como conhecer as fontes nacionais e mundiais de informação sobre a aquicultura;

• Dominar os conceitos da aquicultura ecológica e do desenvolvimento sustentável, conhecendo as normas e regulamentos do uso do ambiente que tenham relações com o desenvolvimento da aquicultura e os mecanismos para amenizar o impacto ambiental e social da atividade;

• Impulsionar o desenvolvimento regional através de extensão e pesquisa científica, incentivando e viabilizando a produção sustentável de organismos aquáticos em diferentes sistemas de cultivo; 

• Compreender a realidade econômica, social, política, cultural nas quais operam as organizações aquícolas;

• Interagir com os diferentes profissionais especializados que dão suporte ao desenvolvimento da aquicultura.

A Universidade Federal do Oeste do Pará assegura em seu Estatuto ter como finalidade precípua a educação superior voltada à produção de conhecimentos filosófico, científico, artístico e tecnológico, integrado no ensino, na pesquisa e na extensão, tendo em vista o pleno desenvolvimento do ser humano, a formação de cidadãos qualificados para o exercício profissional e empenhados em iniciativas que promovam o desenvolvimento da sociedade em bases sustentáveis.

Em consonância com as políticas institucionais, o Curso de Engenharia de Aquicultura fundamenta-se na formação de um aluno participativo no processo ensino-aprendizagem, capaz de aplicar e adaptar as tecnologias emergentes. Nesse sentido, o currículo é estruturado a partir de uma visão multidisciplinar e interdisciplinar, articulando teoria e prática, enfatizando as inter-relações estabelecidas entre os diferentes saberes, entre o contexto acadêmico e a realidade social.

Nesse contexto, em que o discente é sujeito ativo no processo de ensino-aprendizagem, o papel do professor é de mediador e provocador, permitindo espaços que proporcionem a participação do estudante nas aulas teóricas e práticas, promovendo um aprendizado mais eficaz, estimulando a troca de experiências e de informações, a criatividade e habilidade de resolver as problemáticas que são apresentadas.

Assim serão utilizadas como metodologias ativas, dentre outras: a dinâmica de grupo, seminários, visitas técnicas, aulas práticas, resolução de problemas, desenvolvimento de projetos, aulas em laboratórios, pesquisas bibliográficas e de campo, utilização de recursos multimídia e equipamentos de informática.

Outra metodologia utilizada é a baseada na solução de problemas voltada para a formação de sujeitos críticos, capazes de se apropriar do conhecimento, estimulando-os na busca por respostas. Através de estudos de casos, os acadêmicos são estimulados a investigar, debater, interpretar o problema e buscar possíveis soluções.

Assim, a matriz curricular configura-se como geradora de oportunidades significativas para aquisição e desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao perfil do egresso. O foco do ensino é a abordagem interdisciplinar, a flexibilidade curricular, a formação continuada e a mobilidade acadêmica.

Corroborando as tendências atuais e o que é proposto para os demais cursos da Universidade Federal do Oeste do Pará, o curso de Engenharia de Aquicultura do Campus de Monte Alegre propõe estruturas flexíveis, base filosófica com enfoque na competência, preocupação com a valorização do ser humano e preservação do meio ambiente, integração social e política do profissional e forte vinculação entre teoria e prática.

O currículo que é apresentado destaca um conjunto de experiências de aprendizado, que vai muito além das atividades em sala de aula, e dando a devida importância a atividades complementares como: Programa de Monitoria Acadêmica (disciplina e laboratório), Programa Institucional de Bolsas de Extensão – Pibex, visitas técnicas, participação e realização de eventos científicos, culturais e sociais, sempre com objetivo de tornar a formação desses profissionais mais abrangente, tornando o aluno participativo, sujeito ativo da sua formação, com orientação e participação do professor.

É prioridade formar profissionais com autonomia intelectual e moral tornando-os aptos para participar e criar, exercendo sua cidadania e contribuindo para o desenvolvimento sustentável. Cabe aos professores do curso organizar situações didáticas para que o aluno busque, através de estudo individual e em equipe, soluções para os problemas que retratem a realidade profissional, criando condições para que o acadêmico possa vivenciar e desenvolver suas competências: cognitiva (aprender a aprender), produtiva (aprender a fazer), relacional (aprender a conviver) e pessoal (aprender a ser).

O PPC do Curso de Engenharia de Aquicultura foi concebido para orientar e proporcionar a formação integral do Bacharel condizente com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Engenharia, uma vez que o curso não possui DCN específica. Entre os dados gerais do curso, a carga horária total é de 3.875 horas e limite mínimo de 05 (cinco) anos para a integralização.

 

O sistema de avaliação do curso terá como objetivo o aperfeiçoamento tanto do currículo como do desempenho dos corpos docente e discente e implica uma reflexão constante sobre a efetivação do Projeto Pedagógico do Curso. A avaliação permanente do curso acontecerá por intermédio de atividades promovidas pelo Comitê interno de avaliação que deverá realizar encontros, seminários e outras atividades promovidas com alunos, professores e demais membros da Comunidade Acadêmica, para avaliação do curso e de sua proposta pedagógica.

Encontros semestrais também são realizados entre a coordenação do curso e os discentes, buscando levantar as dificuldades e necessidades para que, através disso, busque-se 57 soluções e encaminhamentos apropriados. Com os docentes, encontros semelhantes são realizados com o mesmo intuito. O planejamento do curso é feito de forma coletiva e democrática. Instrumentos próprios de avaliação para cada seguimento estão em fase de construção e elaboração.

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