Dissertações/Teses

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2020
Dissertações
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  • DARLISSON FERNANDES BENTO
  • UMA INTERPRETAÇÃO PALEOCLIMÁTICA DERIVADA DE MINERAIS DE ARGILA PEDOGÊNICOS EM UMA SAVANA NA AMAZÔNIA

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 17/02/2020
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  • A formação dos argilominerais, em alguns casos, está diretamente relacionada aos parâmetros climáticos, sua interpretação para fins paleoclimáticos baseia-se em certos pressupostos e tem sido utilizados para estudos paleoambientais, mostrando-se como uma ferramenta complementar. Variações da ocorrência desses minerais nos sedimentos, geralmente refletem mudanças climáticas, particularmente em ambientais tropicais, com intemperismo químico intenso. Com objetivo de reconstruir o paleoclima de um ecossistema de Savana na Amazônia, realizou-se trabalho de campo com a abertura de cinco trincheiras em solo sob vegetação de Savana e Floresta, cada uma com aproximadamente 200 cm de profundidade. Nos difratogramas de raios x resultantes observou-se a ocorrência apenas da caulinita ao longo dos perfis amostrados. A identificação da gibbsita apenas em solos de savana, sugere um forte intemperismo, favorecido por fatores genéticos desses solos. Os cristais de caulinita observados em Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), apresentam aspectos morfológicos característicos do mineral, exibindo-se como placas pseudo-hexagonais, euédricos, placas empilhadas (booklets) e com textura vermicular, além de serem observados como agregados finos sob os cristais de quartzo. Com a ocorrência apenas da caulinita nesses solos, é possível inferir que não houve mudanças significativas no clima e na vegetação dessa região.

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  • ALLINE DA SILVA RUFINO
  • DIVERSIDADE MOLECULAR E STATUS TAXONÔMICO DE Pimelodus blochii (Valenciennes, 1840) (SILURIFORMES, PIMELODIDAE) DO RIO TAPAJÓS E BAIXO AMAZONAS

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 18/02/2020
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  • O gênero Pimelodus possui ampla distribuição pelos rios da América do Sul e sua taxonomia é confusa. Na bacia amazônica ocorrem as seguintes espécies do gênero: P. blochii, P. albofasciatus, P. microstoma, P. jivaro, P. ornatus, P. tetramerus, P. altissimus e P. pictus, que apresentam uma discreta variação morfológica o que pode dificultar a classificação taxonômica do grupo. P. blochii ocorre em amplo território da bacia amazônica, onde exibe notável variação morfológica em aspectos da coloração do corpo. Dados morfométricos e citogenéticos sugerem que este táxon pode representar um complexo de espécies crípticas. No presente trabalho objetivamos investigar a diversidade genética molecular de Pimelodus blochii do rio Tapajós e Baixo Amazonas e as relações filogenéticas no gênero Pimelodus. Utilizou-se como marcador genético parte do gene mitocondrial Citocromo Oxidase Subunidade I (COI), região conhecida como DNA barcoding e três métodos de delimitação de espécies foram aplicados (BIN, ABGD e GMYC). Um total de 97 sequências barcode foram obtidas de amostras coletadas nas porções baixas dos rios Amazonas, Tapajós e Trombetas. Sequências adicionais de táxons correlatos foram obtidas de repositórios públicos na internet. Um total de 239 sequencias foram avaliadas, resultando na formação de 19 espécies pelas abordagens ABGD e GMYC e 20 espécies pela abordagem BIN. As análises de delimitação de espécies aplicadas foram congruentes para a maioria das espécies, com exceção de P. blochii, P. maculatus e P. ornatos. Para P. blochii as análises detectaram de duas a três espécies diferentes. As amostras pertencentes a este estudo provenientes da região do baixo Amazonas não formam apenas uma espécie em nenhuma das metodologias aplicadas, sendo possível a existência de espécies escondidas sob mesma identificação co-habitando na bacia Amazônica.

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  • VICTOR MARTINS GUEDES
  • DINÂMICA DO CARBONO E NITROGÊNIO DISSOLVIDOS NA REGIÃO DO BAIXO RIO AMAZONAS


  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 19/02/2020
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  • O rio Amazonas tem papel importante no transporte e processamento de nutrientes, contudo, existe uma lacuna no entendimento deste rio como uma via de ligação entre o ambiente terrestre e marinho devido aos poucos estudos na região do baixo Amazonas, influenciada pelo ciclo de maré semidiurno. Aqui, foi registrado a variabilidade espaço-sazonal das concentrações e fluxos de carbono e nitrogênio dissolvidos de Óbidos até a foz do rio Amazonas, além de avaliar a influência desta região no balanço regional das formas de C e N dissolvidos, durante o período de 2014 a 2017. Concentrações de COD, CID e NTD foram determinadas por meio de absorção infravermelha, no equipamento Shimadzu, modelo TOC-VCPH, gerada após combustão a 690°C. O NID é resultado da soma das frações nitrito, nitrato e amônio, determinadas, por sua vez, por calorimetria em sistema por injeção em fluxo automatizado. As concentrações de NOD foram obtidas pela diferença entre a fração NTD e as concentrações de NID. Concentrações de COD e NOD, no canal principal do rio Amazonas e seus tributários de águas claras, são influenciadas principalmente pela entrada de material alóctone durante os períodos hidrológicos de enchente e maior vazão. Com relação a variação longitudinal no canal principal, durante o período de maior vazão e vazante, houve diluição das concentrações médias de COD entre Óbidos e Almeirim. Da mesma forma, ocorreram diluições nas concentrações de CID e NOD, contudo, apenas no período de menor vazão. Neste trecho, diluições são associadas a entrada de tributários de águas claras e maior taxa de degradação da matéria orgânica, devido ao aporte de substratos de origem algal, ocasionando balanços de massa negativos. Próximo à foz, diluições nas concentrações de COD e aumentos nas concentrações de CID foram observados no período de menor vazão, eventos associados também a ocorrência de efeito priming, contudo, relacionado, possivelmente, à substratos de baixo peso molecular e açucares. No que se refere ao nitrogênio dissolvido, houve aumento nas concentrações de NID próximo à foz, possivelmente associado a maior saturação de O2. Estimou-se um fluxo médio de carbono e nitrogênio dissolvidos, em direção ao oceano, de 59 Tg C ano-1 e 2 Tg N ano-1, com significativa influência do baixo rio Amazonas sobre o balanço regional, principalmente quanto a exportação de nitrogênio dissolvido.

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  • GABRIELA CACILDA GODINHO DOS REIS
  • VARIABILIDADE TEMPORAL DA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA SOLAR INCIDENTE EM SANTARÉM, PARÁ

     

  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 20/02/2020
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  • Os efeitos da radiação ultravioleta solar (RUV) aos ecossistemas, incluindo seres humanos, dependem dos níveis de exposição e da intensidade incidente. Esta, por sua vez, é determinada por diversos fatores, incluindo os que são afetados pela mudança de uso da terra, como desmatamento, transformações agrícolas, desenvolvimento urbano e industrial. É importante ressaltar que as mudanças climáticas, influenciadas por ações antropogênicas, podem resultar em aumentos ou diminuições na RUV incidente, dependendo da localização, época do ano e de fatores naturais. Portanto, se faz necessário o monitoramento em nível local, ademais na região amazônica, no caso, em Santarém, Pará, sendo esta, centro polarizador do Baixo Amazonas, com alto número de pessoas frequentadoras, expostas a quantidades não conhecidas de RUV, devido a um déficit de estudos nesta área. Neste trabalho realizou-se o monitoramento contínuo da RUV incidente sobre a cidade Santarém, com o sensor comercial de RUV da fabricante Apogee Instruments com intuito de demonstrar por meio da série de temporal obtida, a variação da RUV em diferentes escalas de tempo (diária, mensal, sazonal). Um período de nove meses de dados (abril a dezembro de 2019), na faixa de comprimento de onda de 250-400 nm, foi medido e analisado estatisticamente. Observou-se que no período chuvoso (dezembro a junho) foram identificadas as maiores máximas de RUV. O mês de abril, dentre os meses estudados, apresentou maior valor para esta radiação, atingindo a máxima de 110 W/m², às 11h da manhã. Setembro e agosto apresentaram as menores máximas, respectivamente 77,90 W/m² e 75,10 W/m². Contudo, mesmo valores máximos apresentando-se superiores no período chuvoso (dezembro a junho) em relação ao período seco, os meses do período seco (julho a novembro) apresentaram as maiores médias, sendo setembro o mês com maior média 33,39 W/m²  e com 75% da RUV incidente atingindo até 58,12 W/m² e novembro o mês com menor intensidade de RUV incidente, como com 75% da RUV incidente alcançando somente até 39,18W/m².


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  • GEOMARCOS DA SILVA PAULINO
  • AVALIAÇÃO DOS ATRIBUTOS QUÍMICOS E BIOLÓGICOS DO SOLO EM DIFERENTES ÁREAS DE CULTIVO E EM FLORESTA NA REGIÃO OESTE DO PARÁ

  • Data: 21/02/2020
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  • A biomassa microbiana são importantes indicadores biológicos pois são sensíveis as alterações ambientais, podendo fornecer informações importantes sobre o uso e manejo adequado do solo. Diante disso, objetivou-se com esse trabalho avaliar as alterações na fertilidade do solo, o teor de Carbono, Nitrogênio e Fósforo da biomassa microbiana do solo em função das práticas de manejo e da mudança no uso da terra, comparando áreas agrícolas com uma área de floresta nativa na região oeste do Pará. As amostras de solo foram coletadas em oito áreas distintas, onde foram delimitadas parcelas de 25x50 m nas quais coletou-se amostra compostas constituídas por nove amostras simples por área, nas profundidades 0-10 e 10-20 cm para analises dos atributos químicos, e para análise dos atributos biológicos foram coletadas seis amostras compostas por parcela, constituídas por três amostras simples cada, nas profundidades de 0-10 e 10-20 cm, perfazendo um total de 48 amostras. Após a coleta as amostras foram acondicionadas em caixa térmica e encaminhada ao departamento de solos do museu Emilio Goeldi para análise dos atributos químicos e biológicos dos solos. Os dados obtidos foram submetidos à estatística descritiva, teste de médias e para elaboração de gráficos, além desses testes realizou-se a correlação linear de Pearson para os atributos biológicos, utilizando o software Past. Os resultados mostram que os macro e micronutrientes apresentaram alta variação entre as áreas estudadas, e quando comparadas com a floresta nativa verificou-se que em sua maioria os solos agrícolas diferiram do solo de floresta. Com exceção da área de fruticultura todos os solos agrícolas apresentaram teores de Al elevado que corroboram para os altos valores de saturação por alumínio. Em todas as áreas o teor de Na foi insignificante. Quanto aos atributos biológicos verificou-se que os teores de C e P da biomassa microbiana dos solos agrícolas diferiram da área de floresta. Os maiores valores de C mic, N mic e P mic foram no solo sob pastagem (1897 µg.g-1), ILPF (64,59 mg.Kg-1) e fruticultura (81,56 mg.Kg-1), respectivamente. Conclui-se que a variação dos atributos químicos nos solos evidencia que a mudança no uso da terra alterou as concentrações destes. Sendo que em sua maioria, mesmo quando não houve diferenças significativas, apresentaram valores acima dos registrados no solo de floresta. E que os atributos biológicos do solo, avaliados nos diferentes sistemas de uso da terra, são influenciados pelas culturas de cobertura e pelas práticas de manejo adotadas pois solos com pouco ou nenhum revolvimento do solo, com elevado aporte de biomassa vegetal e com utilização de fertilizantes orgânicos favoreceu o aumento da biomassa microbiana.

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  • DINALVA RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIOFÍDICO DO EXTRATO AQUOSO DE CORAMA Kalanchoe brasiliensis Cambess (Crassulaceae)


  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 27/02/2020
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  • Kalanchoe brasiliensis, conhecida popularmente como corama, é bastante utilizada em forma de chá ou cataplasma na Região Oeste do Pará, para bloquear ou amenizar os efeitos locais causados pelos envenenamentos por Bothrops atrox. O extrato aquoso de sua folha já foi testado contra o veneno de Bothrops jararaca (jararaca do sudeste), não havendo estudos que comprovem sua eficácia contra o veneno da jararaca-do-norte (Bothrops atrox), que é a principal causadora de acidentes ofídicos na Região. Sendo assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial antiofídico do extrato aquoso de K. brasiliensis, preparado de acordo com uso tradicional. Para isso, folhas de K. brasiliensis foram coletadas na Escola da Floresta, Santarém/Pará - Brasil. O preparo do extrato aquoso de K. brasiliensis (EAKb) foi de acordo com uso tradicional (sumo da folha). O veneno de B. atrox (VBa), foi adquirido de serpentes adultas provenientes da Floresta Nacional do Tapajós. O perfil fitoquímico do EAKb foi avaliado por cromatografia em camada delgada (CCD), e o doseamento dos compostos fenólicos por ensaios colorimétricos. A citotoxicidade e a atividade antioxidante do extrato foram avaliadas utilizando células MRC-5. O potencial antiofídico do EAKb foi avaliado contra as atividades coagulante e fosfolipásica induzidas pelo VBa, utilizando protocolos de pré-incubação (veneno:extrato) e sem pré-incubação. A interação entre veneno e extrato foi realizada por eletroforese SDS-PAGE. Além disso, o extrato foi testado no bloqueio das principais bactérias descritas na cavidade oral de serpentes como a Morganella morganii. No EAKb preparado de acordo com uso tradicional foi detectado a presença de flavonoides, terpenos, taninos e cumarinas. No entanto, quando avaliado o teor de compostos fenólicos por doseamento não foi possível quantificar flavonoides e taninos. O extrato não foi considerado tóxico e apresentou atividade antioxidante de 46% na concetração de 20 µg/mL. O EAKb inibiu totalmente a atividade coagulante quando pré-incubado com o veneno. Porém, no protocolo sem prévia incubação o bloqueio máximo foi de 14,1%.  Em relação à atividade fosfolipásica, no protocolo de sem pré-incução o EAKb inibiu 58,4% (1:30, veneno:extrato), e na pré-incubação o bloqueio máximo foi de 31,6% (1:10, veneno:extrato). O EAKb foi eficaz na inibição do crescimento de 11 dos 12 microrganismos avaliados, com destaque para Os resultados obtidos indicam que o EAKb possui propriedade antiofídica frente ao veneno de B. atrox, sendo necessários estudos que investiguem quais os mecanismos de ação e alvos específicos para cada efeito biológico, principalmente local, que permitam sua utilização de forma segura, eficaz e que comprove o conhecimento tradicional.

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  • VALKIR SANTOS DA SILVA
  • UfopaSDA: PROPOSTA DE SERVIÇO WEB PARA INTEGRAÇÃO E
    DISPONIBILIZAÇÃO DE DADOS DE ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS
    NA UFOPA

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 27/02/2020
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  • A Universidade Federal do Oeste do Pará - Ufopa é uma instituição de ensino e
    pesquisa científica, situada no norte do Brasil, que busca em seu planejamento
    estratégico, por meio de sua missão, produzir e socializar conhecimentos,
    contribuindo para a cidadania, inovação e desenvolvimento na Amazônia. Com a
    criação desta universidade, no ano de 2009, pesquisadores de diversas áreas foram
    atraídos com o intuito de contribuir e torná-la referência no cenário amazônico.
    Atualmente na Ufopa, pesquisas estão sendo desenvolvidas, gerando grande
    volume de dados, em diferentes formatos e plataformas, que muitas vezes, por falta
    de uma política institucional de dados, são inacessíveis a comunidade acadêmica e
    a sociedade em geral. O propósito deste trabalho é modelar uma infraestrutura de
    dados de estações meteorológicas onde cada pesquisador, por meio de identificação
    de acesso, poderá contribuir com dados de pesquisas em andamento ou concluídas,
    e assim disponibilizar estas informações à comunidade, por meio de portal web para
    visualização, consumo de dados por outros aplicativos e download em arquivos de
    formato aberto. No final deste trabalho, espera-se contribuir com soluções
    tecnológicas que permitam a integração dos dados das pesquisas, favorecer e
    incentivar o reúso dos recursos públicos, tratar os dados coletados nas estações
    disponibilizando em arquivos de formato aberto e para consumo por outros
    aplicativos, facilitar a busca de informações de pesquisas por meio da Internet,
    favorecendo assim novas pesquisas ou auxiliando nas tomadas de decisões em
    nível de sociedade.

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  • ANSELMO JÚNIOR CORRÊA ARAÚJO
  • DENDROCRONOLOGIA E CORRELAÇÃO CLIMÁTICA DE ÁRVORES DE Bertholletia excelsa Humb. & Bonpl.
    (LECYTHIDACEAE) OCORRENTES NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PA

  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 28/02/2020
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  • Não há estudos que investiguem a influência das mudanças climáticas sobre a Bertholletia excelsa Humb. & Bonpl. na região Oeste do Pará. Pesquisas voltadas para a dendrocronologia desta espécie apontam a anualidade da formação de seus anéis de crescimento, porém, essa característica pode variar de acordo com o ambiente no qual os espécimes estão localizadas e sua carga genética. O objetivo do presente estudo foi analisar a formação dos anéis de crescimento de indivíduos de Bertholletia excelsa para verificar a influência de variáveis climáticas sobre o seu crescimento. Para isso, foram selecionadas para a coleta 14 árvores da espécie, provenientes de um castanhal nativo localizado no Km 85 da BR 163, das quais foram retiradas de forma não-destrutiva três amostras (baguetas) para análise. As amostras passaram por secagem e polimento, com o intuito de torná-las aptas às análises macroscópicas, contagem e mensuração dos anéis de crescimento. As séries obtidas foram intercorrelacionadas e passaram por controle de qualidade no software COFECHA até o alcance da correlação crítica à 99% de confiança. As séries selecionadas foram correlacionadas com dados locais de temperatura média (oC) e pluviosidade (mm) obtidos na estação meteorológica de Belterra/PA com o auxílio de pacotes do software R. A variação dos dados de temperatura da superfície do mar foram sobrepostos a cronologia máster obtida no COFECHA para a verificação das possíveis influência do El Niño - Oscilação Sul sobre o desenvolvimento da espécie. Verificou-se que a madeira de Bertholletia excelsa apresenta anéis de crescimento distintos que possibilitaram sua contagem e mensuração e o controle de qualidade das séries proporcionou uma intercorrelação significativa. A correlação com as variáveis climáticas locais indicou que a precipitação do mês de dezembro prévio influencia positivamente o crescimento da espécie e a temperatura afetou negativamente no mês de julho corrente. A cronologia máster apresentou, de modo geral, tendências de decréscimo nos anos após a ocorrência de El Niño. Portanto, conclui-se que o crescimento em diâmetro da população de Bertholletia excelsa avaliada responde às variações climáticas locais, bem como pode sofrer efeito negativo póstumo de secas induzidas por eventos de El Niño.

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  • CARLOS MANOEL ROCHA MELO
  • CARACTERIZAÇÃO DAS COMPONENTES DO BALANÇO DE ENERGIA EM UMA REGIÃO DE SAVANA EM SANTARÉM, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 28/02/2020
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  • A diversidade Amazônica, resulta de uma equilibrada relação dos fatores bióticos e abióticos, logo, qualquer alteração no clima pode acarretar mudanças na vida das populações. Na Amazônia existem áreas naturais com características semelhantes aos cerrados e o aumento dessas áreas pela ação do homem estaria levando o lugar a um processo de savanização e resultando em alterações no clima. Neste contexto, o presente trabalho busca caracterizar as componentes dos balanços de radiação e energia nas áreas de Savana na Amazônia. O local de estudo será uma área de Savana Amazônica, em Santarém, Pará. Utilizando dados de imagem multiespectrais do sensor Thematic Mapper (TM) a bordo do satélite da série Landsat, obtidas gratuitamente no site LPDAAC/USGS (https://lpdaac.usgs.gov/). Após o processamento das imagens será aplicado o algoritmo Surface Energy Balance Algorithm for Land (SEBAL), o mesmo, através de rotinas computacionais, fornece os componentes balanço de radiação e energia. Com esses resultados, será realizada a validação com dados medidos na torre micrometeorológica instalada na área estudada, avaliando a concordância dos dados de observação pela torre e de produtos modelados pelo SEBAL, serão calculados erro absoluto e o erro relativo. Espera-se com este estudo confirmar, resultados de maior de reflexão de onda curta (Albedo) na área de Savana, maior emissão de radiação infravermelha da superfície para atmosfera, assim maiores emissões calor para a atmosfera e, portanto, redução no saldo de radiação e existência de uma condição de aridez nessa área de Savana com preponderância do fluxo de calor sensível e do solo em relação ao fluxo de calor latente. Ainda devido a redução da cobertura vegetal, o impactando significativo reduzindo os valores nas taxas de evapotranspiração, a mudança do ecossistema pode causar impactos diretos nas populações, a extinção e/ou adaptação de novas espécies pode levar a um desequilíbrio, mostrando como Savana interfere nos processos biogeoquímicos, na qualidade do solo e do ar.

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  • GERALDO WALTER DE ALMEIDA NETO
  • ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA EVOLUÇÃO TEMPORAL DO ESCORPIONISMO NO BRASIL COM ÊNFASE NA AMAZÔNIA LEGAL BRASILEIRA, 2000 A 2018

  • Orientador : JOACIR STOLARZ DE OLIVEIRA
  • Data: 23/03/2020
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  • Os acidentes por animais peçonhentos, apesar de antigos, ainda representam um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Dentre estes, está o escorpionismo, causado por picadas de escorpiões, que pode levar a quadros de envenenamentos humanos cuja gravidade e evolução variam entre casos leves, moderados e graves, podendo causar sequelas ou óbitos. Este trabalho analisou o perfil clínico e epidemiológico do escorpionismo no Brasil com ênfase na Amazônia Legal Brasileira, no período de 2000 a 2018. A metodologia consistiu de um levantamento clínico-epidemiológico descritivo e analítico dos acidentes escorpiônicos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação-SINAN, no período de 2000 a 2018. As variáveis foram analisadas por meio de cálculos das taxas de incidência, letalidade, mortalidade e Odds Ratio, empregando-se um intervalo de confiança de 95%. A tabulação, análise e plotagem dos dados foi realizada com o software Microsoft Excel 2013, O software EpiInfo 7.2 foi utilizado, particularmente, para a análise de caso-controle.  Os mapas de incidência foram produzidos com o QGIS® versão 3.10 e os mapas de correlação espacial com o software GeoDa 1.12. No período estudado foi constatado um aumento no número de casos notificados no Brasil de 12.552 casos em 2000, para 156.833 em 2018, o que representou um acréscimo de 1249%, com um total de 1.109.443 e uma média anual de 58.392 casos. Na Amazônia Legal Brasileira foram notificados 64.986 casos no período de 2000 a 2018, o que representa 5,85% das notificações nacionais e dos quais 136 evoluíram para óbito. Os indivíduos do sexo masculino com idade de 20 a 59 anos foram os mais acometidos e os casos de óbitos, mais frequentes, ocorreram na faixa etária de até 9 anos de idade. Os fatores associados ao óbito da análise caso-controle indicaram os indivíduos com idade igual ou inferior a 14 anos e os casos classificados como graves. Com relação à distribuição espacial dos acidentes, clusters vetoriais de incidência foram observados na região de saúde do Baixo Amazonas, Xingu e Tapajós no estado do Pará, na região de saúde Rio Madeira no Amazonas, além de algumas regiões do Mato Grosso (regiões de saúde do Alto Tapajós e Noroeste Mato-grossense), Tocantins (regiões de saúde Ilha do Bananal e Amor Perfeito) e Maranhão (região de saúde Balsas). Na Amazônia Legal Brasileira as áreas rurais estão dentre as mais suscetíveis a acidentes escorpiônicos, sendo a população na faixa etária economicamente ativa a mais acometida, entretanto, os casos de óbitos foram mais frequentes em crianças. O aumento da incidência do escorpionismo no Brasil descrito neste trabalho destaca a necessidade de se intensificar as ações de vigilância epidemiológica, particularmente nas regiões sudeste e nordeste do país, onde os casos de óbitos foram mais frequentes. Destaca-se a necessidade de melhor investimento dos recursos, dentro das políticas públicas voltadas à prevenção de acidentes com animais peçonhentos e atendimento aos pacientes, bem como na qualidade e atualização dos sistemas de notificação, uma vez que estes permitem identificar as regiões afetadas e também realizar as ações necessárias.

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  • ERNELISON ANGLY DA SILVA SANTOS
  • SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DE ZEÓLITA TIPO A OBTIDA A PARTIR DE CAULIM NATURAL DA AMAZÔNIA PARA APLICAÇÃO EM TRATAMENTO DE ÁGUA

  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 17/04/2020
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  • A água é um recurso natural fundamental para a vida e nos últimos anos tem sofrido intensa pressão antrópica, como consequência, já ocorre falta de água potável em alguns países. A região amazônica, conhecida mundialmente por possuir a maior bacia hidrográfica de água doce do mundo, ao longo dos anos, teve suas águas superficiais impactadas negativamente devido à exploração mineral, uso do solo e ocupação humana. Esses impactos trouxeram graves consequências às populações tradicionais que vivem ao longo das margens dos rios que compõem a bacia amazônica. Diante disso, a presente pesquisa estudou a viabilidade do uso de zeólita tipo A sintetizada em laboratório a partir de caulim proveniente da Amazônia para aplicação como cerâmica para filtros de água. Conforme identificado na literatura, a zeólita tem capacidade de servir como meio filtrante devido sua característica chamada “peneira molecular”, isso permite a remoção total de metais pesados dissolvidos no fluido. A síntese foi feita usando o método hidrotermal com calcinação ocorrendo em forno mufla a 800ºC por 2h e seguida de troca catiônica (Na+) na presença de solução de 2,25 mol/L NaOH, aquecida junto ao caulim ativado condicionado num reator, à temperatura de 110ºC por 4h. As amostras de zeólita tipo A foram caracterizadas pelos métodos de difração de raio X- DRX e análise termo analítico (TG/DTG/DSC/DTA), conformadas em pellets e calcinados a 500, 600 e 700ºC por 4h. As peças foram avaliadas fisicamente quanto à porosidade e resistência mecânica à passagem da água. A pesquisa concluiu que o processo de síntese de zeólita A é eficiente para todas as amostras utilizadas e o processo de queima das peças conformadas apresentou melhores resultados para a amostra identificada como zeo_04 na temperatura de 700ºC, ela mostrou resistência mecânica satisfatória mantendo a mesma fase cristalográfica.

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  • DANNA MORAES ALVES
  • ESTUDO DA APLICABILIDADE DO DNA RIBOSSOMAL 28S NA IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE PALAEMONÍDEOS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Orientador : GABRIEL IKETANI COELHO
  • Data: 30/04/2020
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  • Os camarões carídeos compõem um grupo muito diverso dentro dos crustáceos decápodes. Atualmente, são reconhecidas 39 famílias, com destaque para a família Palaemonidae. Na América do Sul, os camarões palemonídeos são a família mais especiosa com ampla distribuição, e na Amazônia brasileira são registrados a presença de 33 espécies, com destaque para os gêneros Macrobrachium, Palaemon e Pseudopalaemon com maior número de espécies, respectivamente. A literatura para análise morfológica e taxonômica de palaemonídeos apresenta-se atualizada e bem estruturada, no entanto, esta metodologia de identificação é, em certos casos, complexa devido ao seu grande conservadorismo morfológico interespecífico associado a uma considerável variação morfológica intraespecífica. A aplicação de técnicas moleculares contribui para o avanço em estudos de delimitação de espécies e relações filogenéticas de camarões palemonídeos. No presente trabalho objetivamos avaliar a aplicabilidade de uma região do DNA ribossomal (rDNA) 28S como ferramenta para identificação molecular de camarões da família Palaemonidae. A composição do banco de dados foi através de coletas de camarões na proximidade do município de Santarém, no oeste do Estado do Pará, onde situa-se a confluência do rio Amazonas e rio Tapajós, com sete pontos de coletas, e a incorporação de amostras de espécimes depositadas em três museus da região norte. Para a amplificação da região ribossomal 28S (~540 pb) utilizou-se o iniciador 28S A e 28S B. As sequências foram organizadas da seguinte forma: (1) banco de dados com 47 sequências de museu e uma árvore filogenética foi construída através do método de agrupamento de vizinhos (NJ), baseada em distância genética simples (p); (2) banco de dados com 15 sequências de museu e 27 sequências de haplótipos de amostras de igarapés e três métodos de delimitação de espécies foram aplicados: ABGD, GMYC E PTP. Com os agrupamentos fortemente suportados, a metodologia empregada permitiu uma análise por meio da correspondência entre o posicionamento das sequências em diferentes métodos de delimitação, onde foram identificadas 20 espécies pela abordagem ABGD e GMYC e 30 espécies pelo método PTP, inferimos a identificação taxonômica de 16 háplotipos e uma amostra de museu, corrigimos a identificação de seis amostras de museu, e 11 haplótipos foram identificados somente a nível de gênero. Os resultados dos dados moleculares confirmam a aplicabilidade do gene nuclear 28S como marcador molecular para identificação de espécies.

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  • RAYANA GONDIN DA SILVA
  • CRESCIMENTO E SOBREVIVÊNCIA DE PLANTAÇÕES DE Bertholletia excelsa Bonpl. EM ÁREA DEGRADADA SOB DIFERENTES TRATAMENTOS DE PREPARO E ADUBAÇÃO.

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 04/05/2020
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  • O objetivo deste trabalho é avaliar a sobrevivência e desempenho de mudas de castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa Bonpl.) plantadas em áreas degradadas com diferentes preparos de solo e adubação. Para tanto realizamos um plantio experimental de B. excelsa em uma área de pastagem abandonada da Fazenda Santa Rita da União, Canaã dos Carajás/PA, região limítrofe ao mosaico de unidades de conservação de Carajás. Implementamos quatro tratamentos experimentais em parcelas de 1 hectare com as seguintes características de preparo: T01- testemunha (hidrogel, adubo químico); T02- orgânico (hidrogel, adubo orgânico); T03- orgânico seco (sem hidrogel, adubo orgânico) e T04- seco (sem hidrogel, adubo químico). O espaçamento das mudas de B. excelsa foi de 12x12 m. As mudas possuíam idade superior a 2 anos, 60,95 cm de altura média e 4,55 mm de diâmetro médio. O número total de mudas foi de 337. Durante dois anos de monitoramento foram coletados dados dendrométricos (altura total, Diâmetro à Altura do Solo - DAS e número de folhas) e de sobrevivência das mudas por períodos trimestrais. Entre os principais resultados destacamos: 1) os solos dos quatro tratamentos de plantio têm textura franco arenosa e elevados níveis de fertilidade; 2) elevadas taxas de sobrevivência em todos os tratamentos, propiciando um índice de sobrevivência total de 82,79%, entretanto, o tratamento 02 apresentou um índice de sobrevivência significativamente menor aos outros três tratamentos no último período monitorado (24 meses); 3) concentração dos eventos de herbivoria nos meses de julho e outubro nos dois anos de observação; 4) No final do monitoramento, os dois tratamentos sem uso de hidrogel (03 e 04) tiveram melhor desempenho para todos os parâmetros avaliados, com diferenças significativas comparados com os outros dois tratamentos (01 e 02). Concluise que as mudas de castanheira-do-brasil têm alta sobrevivência e possuem elevada resistência a herbivoria, confirmando a rusticidade da planta e seu potencial para utilização em áreas de restauração. Ainda assim, os repetidos eventos de herbivoria provocaram baixo crescimento em altura das mudas em geral (IMAh= 19,51). O tratamento “orgânico seco” apresentou os melhores índices de crescimento, em relação aos outros três, mas, as diferenças somente foram significativamente maiores com os tratamentos que usaram hidrogel (01 e 02). Pelos resultados obtidos e dado o potencial do uso hidrogel no preparo do solo, sugerimos que seja avaliada a pertinência do uso desse elemento, visto que nas circunstâncias aplicadas neste estudo não provocou melhorias substanciais de crescimento ou sobrevivência.

14
  • KAREN LARISSA AUZIER GUIMARÃES
  • ESTUDOS DE TAXONOMIA INTEGRATIVA DO COMPLEXO Hoplias malabaricus (Bloch, 1794) NA BACIA AMAZÔNICA E DRENAGENS ADJACENTES


  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 27/08/2020
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  • Hoplias malabaricus é um complexo de espécies difundido do norte ao sul da América do Sul. Este grupo pode constituir um bom modelo para investigações de eventos biogeográficos históricos e os padrões reais de estruturação genética que impulsionam a ictiofauna nos sistemas de água doce neotropicais. No entanto, é limitado devido à taxonomia confusa e das várias espécies crípticas escondidas no complexo. Neste trabalho, com base em evidências morfológicas e moleculares, estendemos a distribuição de H. misionera, conhecida apenas nas bacias do Uruguai, Paraná e Paraguai. Reconhecemos também uma verdadeira espécie de H. malabaricus e realizamos uma análise genética da população nessa linhagem. O DNA barcoding revelou três a oito espécies candidatas do complexo H. malabaricus que habitam a área de estudo. O maior clado recuperado (BIN ABZ3047) foi assumido como H. malabaricus sensu stricto. Esta espécie está estruturada em seis unidades populacionais: 1) Bacia do Rio Madeira (MRB), 2) Drenagens do Escudo das Guianas (GSD), 3) Bacia do Atlântico Nordeste Ocidental (WNAB), 4) Bacia do Rio Tapajós (TRB), 5) Baixo Rio Amazonas e confluências (LARC) e 6) bacia do rio São Francisco (SFRB). As populações TBR e SFRB foram as mais diferenciadas e apresentaram flutuações demográficas, onde as últimas mostraram evidências de declínio populacional.

15
  • BRUNO FRÓES CAMPOS
  • Diversidade de fungos associados à podridão radicular em raízes de mandioca na região Oeste do Pará


  • Orientador : CARLOS IVAN AGUILAR VILDOSO
  • Data: 10/09/2020
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  • A mandioca (Manihot esculenta) é a quinta cultura mais importante do mundo, sendo de grande importância na alimentação e possui destaque no seu papel socioeconômico fundamental para agricultura familiar na região amazônica. Na região Oeste do Pará a podridão de raízes de mandioca vem limitando a produção nas comunidades dos diferentes municípios, acreditando-se ser provocadas predominantemente por Fusarium solani. Assim o objetivo deste estudo foi caracterizar os fungos causadores da podridão radicular da mandioca na região Oeste do Pará. Foram coletadas raízes com sintomas de podridão radicular nos municípios de Alenquer, Belterra, Juruti, Mojuí dos Campos, Óbidos e Santarém; e levadas ao Laboratório de Genética da Interação (LGI) para isolamento, caracterização morfológica e molecular. A identificação morfológica foi realizada por meio de estruturas reprodutivas e consulta em literatura especializada. Os sintomas observados foram de podridões moles com e sem cheiro, dos quais foram isolados vários fungos fitopatogênicos dos gêneros Fusarium, Lasiodiplodia, Scytalidium / Neoscytalidium, Phytophthora e Phytopythium. A sua identificação precisa ser realizada a nível molecular para confirmação das espécies.  Este trabalho foi o primeiro levantamento realizado na região oeste do Pará, sendo obtidos diferentes espécies fúngicas nos municípios, com ocorrência simultânea de até quatro espécies numa mesma área, e ocorrência em todos os municípios de F. solani.

16
  • HAROLDO ARAÚJO DA SILVA
  • ESTUDOS FITOQUIMICO, ANTIOXIDANTE E MICROBIOLÓGICO DE RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum Schum.) DA AMAZÔNIA. 

  • Data: 24/09/2020
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  • A diversidade de plantas das florestas tropicais da Amazônia verificada taxonomicamente reúne 14.003 espécies das quais 6.727 são árvores incluindo o cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) cujo valor agregado está na polpa e na amêndoa que compõe o fruto usado na indústria de alimentos e cosméticos. Entretanto, com a crescente exploração há um aumento expressivo do volume de resíduos orgânicos gerados decorrentes do processamento agroindustrial, o que gera um problema ambiental, principalmente no Pará, principal produtor brasileiro dos frutosdo cupuaçu. Os estudos com foco nesses resíduos são escassos, por isso objetivamos analisar os resíduos agroindustriais de T. grandiflorum pela via fitoquímica e das atividades biológicas visando produtos bioativos. A caracterização fitoquímica foi obtida pela quantificação dos compostos fenólicos totais, flavonoides totais e taninos condensados. Nos ensaios biológicos a atividade antioxidante foi avaliada pelos métodos de DPPH e ABTS e atividade antimicrobiana determinada pelo método de difusão em poços para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM). A caracterização química foi realizada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência acoplada a um detector de arranjo de foto-diodos (HPLC-PDA), Cromatografia Líquida de Alta Eficiência acoplada a um Espectrômetro de Massas (HPLC-ESI-MS/MS) e anotações de compostos químicos pela rede Molecular Networking. Os resultados obtidos mostraram o fruto com peso médio de 1146,2 g, correspondendo a 37,3 % de epicarpo, 36,4 % de mesocarpo, 22,6 % de endocarpo e 3,7 % de fibra central. Na caracterização fitoquímica as sementes e cascas obtiveram maior concentração de compostos fenólicos sem apresentar diferença estatística, no entanto a semente se destacou por apresentar maiores teores de flavonoides e taninos condensados, em relação as demais partes do fruto. Na atividade antioxidante a casca apresentou maior captura dos radicais DPPH e ABTS que as demais amostras, o que conduziu aos extratos etanólico e hidroalcóolico a partir dos resíduos das cascas que na caracterização química por HPLC-PDA apresentou bandas majoritárias no comprimento de onda λ=270 nm característico de taninos condensados. As análises por HPLC-ESIMS/MS caracterizaram 19 substâncias e, apresentaram íons de maior intensidade com m/z 341 característico do composto ácido cafeico 3-glucosídeo e o íon m/z 289 sugestivo de massa de catequina para os extratos hidroalcóolico e etanólico, respectivamente. As análises por redes moleculares anotaram 13 substâncias correlacionadas com ambos os extratos correspondentes à classe dos ácidos fenólicos e flavonoides. Após a caracterização os extratos foram testados frente a atividade antimicrobiana com resultado positivo para os extratos hirdroalcóolicos nas cepas S. aureus, Salmonella sp, e E. coli. Enquanto o extrato etanólico foi ativo apenas frente a Salmonella sp. Este estudo inédito identificou compostos fenólicos da casca de cupuaçu com potencial antioxidante e antimicrobiano, e a estratégia de combinação das técnicas de HPLC-ESI-MS/MS e Molecular Networking possibilitou uma interpretação rápida e otimizada dos dados gerados da desreplicação de extratos das cascas de T. grandiflorum.

2019
Dissertações
1
  • ANTONIO FABRICIO GUIMARAES DE SOUSA
  • REDES NEURAIS ARTIFICIAIS E INTERVALOS DE PREDIÇÃO
    PARA PREVISÃO DE IRRADIÂNCIA SOLAR

  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 12/02/2019
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  • A energia solar é uma fonte limpa e renovável com um importante papel no fornecimento de
    energia no mundo. Um preciso conhecimento sobre previsões de irradiância solar é
    particularmente necessário para o desenvolvimento e planejamento adequado de sistemas de
    energia fotovoltaica. O presente trabalho tem como objetivo implementar algoritmos para
    prever com precisão a irradiância solar, tanto na forma convencional de previsões pontuais
    por meio de Redes Neurais Artificiais (RNAs), quanto em resultados de Intervalos de
    Predição (IPs), proporcionando uma comparação mais aprofundada entre estes, com o intuito
    de obter a melhor previsão. Esses algoritmos são baseados nos modelos: a rede Perceptrons de
    Mútiplas Camadas ou
    Multilayer Perceptron (MLP), a rede neural de Elman (ELMAN), a
    rede Auto-Regressiva Não-Linear ou
    Nonlinear Auto-Regressive network (NAR), a rede
    Auto-Regressiva Não-Linear com Entradas Exógenas ou
    Nonlinear Auto-Regressive network
    with exogenous inputs
    (NARX) e no método Lower Upper Bound Estimation (LUBE), este
    último treinado pelo algoritmo
    Particle Swarm Optimization (PSO) para estimativa de IPs.
    Dados meteorológicos coletados em uma estação na região amazônica, no Brasil, foram
    utilizados para treinar e validar os modelos. Os resultados demonstraram que todos os
    modelos de RNA apresentaram boa acurácia em termos de erros de predição, com resultados
    inferiores a 10% para as métricas
    normalized root mean square error (nRMSE) e normalized
    mean absolute error
    (NMAE), e superior a 0,90 para coeficiente de determinação (R²), em 7
    de 9 modelos de previsão. E o cenário relacionado ao tamanho médio do intervalo obtido na
    previsão do IP também apresentou resultados confiáveis, semelhantes aos modelos de RNA,
    sem diferenças significativas entre eles, segundo testes estatísticos. Os IPs criados alcançaram
    a Probabilidade de Cobertura ou
    Coverage Probability (CP) superior a 94% e um tamanho do
    intervalo relativamente pequeno, de 32.5%, em relação tanto aos dados reais, quanto em
    relação aos resultados pontuais previstos pelos outros modelos de RNA, em que IPs permite
    obter simultaneamente diferentes cenários de predição da irradiância solar em uma única vez.
    Os resultados demonstrados indicam que a estimativa de IPs pelo método PSO-LUBE é
    bastante eficiente na previsão de irradiância solar e provou ser uma ferramenta poderosa para
    ser usada em projetos de sistemas fotovoltaicos.

2
  • ANTONIO FABRICIO GUIMARAES DE SOUSA
  • REDES NEURAIS ARTIFICIAIS E INTERVALOS DE PREDIÇÃO
    PARA PREVISÃO DE IRRADIÂNCIA SOLAR

  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 12/02/2019
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  • A energia solar é uma fonte limpa e renovável com um importante papel no fornecimento de
    energia no mundo. Um preciso conhecimento sobre previsões de irradiância solar é
    particularmente necessário para o desenvolvimento e planejamento adequado de sistemas de
    energia fotovoltaica. O presente trabalho tem como objetivo implementar algoritmos para
    prever com precisão a irradiância solar, tanto na forma convencional de previsões pontuais
    por meio de Redes Neurais Artificiais (RNAs), quanto em resultados de Intervalos de
    Predição (IPs), proporcionando uma comparação mais aprofundada entre estes, com o intuito
    de obter a melhor previsão. Esses algoritmos são baseados nos modelos: a rede Perceptrons de
    Mútiplas Camadas ou
    Multilayer Perceptron (MLP), a rede neural de Elman (ELMAN), a
    rede Auto-Regressiva Não-Linear ou
    Nonlinear Auto-Regressive network (NAR), a rede
    Auto-Regressiva Não-Linear com Entradas Exógenas ou
    Nonlinear Auto-Regressive network
    with exogenous inputs
    (NARX) e no método Lower Upper Bound Estimation (LUBE), este
    último treinado pelo algoritmo
    Particle Swarm Optimization (PSO) para estimativa de IPs.
    Dados meteorológicos coletados em uma estação na região amazônica, no Brasil, foram
    utilizados para treinar e validar os modelos. Os resultados demonstraram que todos os
    modelos de RNA apresentaram boa acurácia em termos de erros de predição, com resultados
    inferiores a 10% para as métricas
    normalized root mean square error (nRMSE) e normalized
    mean absolute error
    (NMAE), e superior a 0,90 para coeficiente de determinação (R²), em 7
    de 9 modelos de previsão. E o cenário relacionado ao tamanho médio do intervalo obtido na
    previsão do IP também apresentou resultados confiáveis, semelhantes aos modelos de RNA,
    sem diferenças significativas entre eles, segundo testes estatísticos. Os IPs criados alcançaram
    a Probabilidade de Cobertura ou
    Coverage Probability (CP) superior a 94% e um tamanho do
    intervalo relativamente pequeno, de 32.5%, em relação tanto aos dados reais, quanto em
    relação aos resultados pontuais previstos pelos outros modelos de RNA, em que IPs permite
    obter simultaneamente diferentes cenários de predição da irradiância solar em uma única vez.
    Os resultados demonstrados indicam que a estimativa de IPs pelo método PSO-LUBE é
    bastante eficiente na previsão de irradiância solar e provou ser uma ferramenta poderosa para
    ser usada em projetos de sistemas fotovoltaicos.

3
  • DAYARA BASTOS PALHETA
  • MAPEAMENTO DOS ÍNDICES DE SENSIBILIDADE
    FLUVIAL A DERRAMES DE ÓLEO NO MUNICÍPIO DE
    MONTE ALEGRE, PA, BRASIL, A PARTIR DO
    PROCESSAMENTO DE IMAGENS RAPIDEYE

  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 19/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Acidentes envolvendo o derramamento de óleo em corpos d’água afetam, tanto o meio
    ambiente quanto os recursos socioeconômicos da população local. Nesse sentido, os resultados
    desta dissertação, pretende corroborar na identificação de ambientes físicos mais sensíveis a
    contaminação de óleo aplicando uma classificação de índices de sensibilidade ambiental ao óleo
    para ambientes fluviais (ISF). Neste estudo foi mapeado o sistema fluvial do município de
    Monte Alegre (Pa), em que foram realizados levantamentos de campo, em duas estações:
    chuvosa e seca, com coleta de amostras sedimentares e levantamentos das características
    geomorfológicas e geológicas marginais, os quais foram registrados com fotos. Um mapa de
    uso do solo e cobertura vegetal, classificado no
    software e-Cognition e índice Kappa de 85%
    corroboraram na classificação do ISF, o qual permitiu identificar que o índice 10b, caracterizado
    por vegetação alagada e depósitos aluvionares, esteve presente em 245,02 km
    2 da área estudada,
    o que equivale a 61,43% do total, sendo o mais recorrente na área de estudo consideradas com
    alta sensibilidade ambiental ao óleo.

4
  • DAYARA BASTOS PALHETA
  • MAPEAMENTO DOS ÍNDICES DE SENSIBILIDADE
    FLUVIAL A DERRAMES DE ÓLEO NO MUNICÍPIO DE
    MONTE ALEGRE, PA, BRASIL, A PARTIR DO
    PROCESSAMENTO DE IMAGENS RAPIDEYE

  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 19/02/2019
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  • Acidentes envolvendo o derramamento de óleo em corpos d’água afetam, tanto o meio
    ambiente quanto os recursos socioeconômicos da população local. Nesse sentido, os resultados
    desta dissertação, pretende corroborar na identificação de ambientes físicos mais sensíveis a
    contaminação de óleo aplicando uma classificação de índices de sensibilidade ambiental ao óleo
    para ambientes fluviais (ISF). Neste estudo foi mapeado o sistema fluvial do município de
    Monte Alegre (Pa), em que foram realizados levantamentos de campo, em duas estações:
    chuvosa e seca, com coleta de amostras sedimentares e levantamentos das características
    geomorfológicas e geológicas marginais, os quais foram registrados com fotos. Um mapa de
    uso do solo e cobertura vegetal, classificado no
    software e-Cognition e índice Kappa de 85%
    corroboraram na classificação do ISF, o qual permitiu identificar que o índice 10b, caracterizado
    por vegetação alagada e depósitos aluvionares, esteve presente em 245,02 km
    2 da área estudada,
    o que equivale a 61,43% do total, sendo o mais recorrente na área de estudo consideradas com
    alta sensibilidade ambiental ao óleo.

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  • MARIANA MACIEL GARCIA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANSIOLÍTICA E ANTIDEPRESSIVA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC. (MYRTACEAE)

  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 19/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Os distúrbios de ansiedade e depressão tem acometido cerca de 300 milhões de pessoas no
    mundo, os tratamentos farmacológicos convencionais disponíveis, apresentam diversos efeitos
    colaterais e eficácia limitada. Dessa forma, a busca por novos agentes terapêuticos derivados
    de plantas e seus constituintes têm sido apontados como fontes promissoras para o tratamento
    dos distúrbios do sistema nervoso central. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o
    potencial ansiolítico e antidepressivo por inalação do óleo essencial de
    Myrcia sylvatica em
    modelos animais, além de verificar sua interferência na coordenação motora, memória e
    aprendizagem. Para isso, foram utilizados camundongos, machos, com peso entre 35-45
    gramas. Para avaliação da atividade ansiolítica e antidepressiva os animais foram divididos em
    cinco grupos, a saber: grupo controle positivo (ansiolítico - diazepam 5 mg/kg, via oral-v.o./
    antidepressivo – imipramina 15mg/kg, v.o), grupo controle negativo (solução hidroalcóolica -
    20%, via inalatória-v.i.) e três grupos experimentais tratados com óleo essencial de
    M. sylvatica
    (0,1, 1 e 2% - v.i.). Para a administração do óleo essencial foi utilizado um aparato de inalação,
    o qual os animais foram expostos por cinco minutos e em seguida submetidos aos teste de
    labirinto em cruz elevado (LCE) e caixa claro-escuro (CCE) para avaliação da atividade
    ansiolítica; suspensão em cauda (SC) e natação forçada (NF) para avaliação da atividade
    antidepressiva e para avaliação da ação do óleo essencial na coordenação motora, memória e
    aprendizagem os animais foram submetidos aos testes barra giratória, labirinto em Y e labirinto
    aquático de Morris. Os resultados mostram que no teste LCE, a inalação do óleo essencial de
    M. sylvatica nas doses 0,1 e 1% aumentaram significativamente o número de visitas e o tempo
    gasto nos braços abertos. No teste CCE, a dose 1% de óleo essencial aumentou
    significativamente o tempo de permanência na caixa clara. Nos testes SC e NF as doses 0,1 e
    1% reduziram o tempo de imobilidade. No teste da barra giratória, Labirinto em Y e Labirinto
    aquático de Morris não foi observada diferença significativa entre os grupos. Esses resultados
    indicam que o óleo essencial de
    M. sylvatica possui potencial na redução da taxa de ansiedade
    e depressão, não interferindo na memória, aprendizagem e coordenação motora dos animais,
    sendo um indicativo para seu uso na aromaterapia. Portanto, outros ensaios são necessários para
    conhecimento dos possíveis mecanismos de ação do mesmo.

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  • MARIANA MACIEL GARCIA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANSIOLÍTICA E ANTIDEPRESSIVA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC. (MYRTACEAE)

  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 19/02/2019
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  • Os distúrbios de ansiedade e depressão tem acometido cerca de 300 milhões de pessoas no
    mundo, os tratamentos farmacológicos convencionais disponíveis, apresentam diversos efeitos
    colaterais e eficácia limitada. Dessa forma, a busca por novos agentes terapêuticos derivados
    de plantas e seus constituintes têm sido apontados como fontes promissoras para o tratamento
    dos distúrbios do sistema nervoso central. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o
    potencial ansiolítico e antidepressivo por inalação do óleo essencial de
    Myrcia sylvatica em
    modelos animais, além de verificar sua interferência na coordenação motora, memória e
    aprendizagem. Para isso, foram utilizados camundongos, machos, com peso entre 35-45
    gramas. Para avaliação da atividade ansiolítica e antidepressiva os animais foram divididos em
    cinco grupos, a saber: grupo controle positivo (ansiolítico - diazepam 5 mg/kg, via oral-v.o./
    antidepressivo – imipramina 15mg/kg, v.o), grupo controle negativo (solução hidroalcóolica -
    20%, via inalatória-v.i.) e três grupos experimentais tratados com óleo essencial de
    M. sylvatica
    (0,1, 1 e 2% - v.i.). Para a administração do óleo essencial foi utilizado um aparato de inalação,
    o qual os animais foram expostos por cinco minutos e em seguida submetidos aos teste de
    labirinto em cruz elevado (LCE) e caixa claro-escuro (CCE) para avaliação da atividade
    ansiolítica; suspensão em cauda (SC) e natação forçada (NF) para avaliação da atividade
    antidepressiva e para avaliação da ação do óleo essencial na coordenação motora, memória e
    aprendizagem os animais foram submetidos aos testes barra giratória, labirinto em Y e labirinto
    aquático de Morris. Os resultados mostram que no teste LCE, a inalação do óleo essencial de
    M. sylvatica nas doses 0,1 e 1% aumentaram significativamente o número de visitas e o tempo
    gasto nos braços abertos. No teste CCE, a dose 1% de óleo essencial aumentou
    significativamente o tempo de permanência na caixa clara. Nos testes SC e NF as doses 0,1 e
    1% reduziram o tempo de imobilidade. No teste da barra giratória, Labirinto em Y e Labirinto
    aquático de Morris não foi observada diferença significativa entre os grupos. Esses resultados
    indicam que o óleo essencial de
    M. sylvatica possui potencial na redução da taxa de ansiedade
    e depressão, não interferindo na memória, aprendizagem e coordenação motora dos animais,
    sendo um indicativo para seu uso na aromaterapia. Portanto, outros ensaios são necessários para
    conhecimento dos possíveis mecanismos de ação do mesmo.

7
  • VIVIANE VASCONCELOS CORRÊA DOURADO
  • INFLUÊNCIA DO FOGO NA ESTRUTURA E DINÂMICA DA VEGETAÇÃO ARBUSTIVA-ARBÓREA EM MANCHA DE SAVANA ISOLADA NA AMAZÔNIA ORIENTAL

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 22/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • A mancha de savana em Alter do Chão faz parte da tipologia Savana Amazônica e trata-se da área de savana na Amazônia com mais pesquisas. Em linhas gerais, o fogo tem causado mudanças nas populações e comunidades dos organismos da savana em Alter do Chão, através de efeitos diretos ou indiretos. No entanto, ainda não está claro como a vegetação arbustivaarbórea é afetada, porque estudos de monitoramento não haviam sido realizados até então. O objetivo desse estudo foi avaliar a influência do fogo na estrutura da vegetação arbustiva arbórea, em uma mancha de Savana Amazônica em Alter do Chão - PA. Simultaneamente, analisar as variações que ocorreram nessa vegetação no intervalo de dez anos, considerando o fogo como principal agente de mudança. A área de estudo está localizada entre a cidade de Santarém e o distrito de Alter do Chão, no Estado do Pará. Em 2008, foram alocadas duas parcelas permanentes de 1 ha cada uma, localizadas em áreas com ocorrência de fogo distintas, definidas como SF (Savana com fogo) e SSF (Savana sem fogo). Foi realizado inventário florístico dos indivíduos arbustivos-arbóreos com DAP ≥ 10 cm, e essas parcelas foram avaliadas novamente em 2018 fornecendo informações sobre mudanças estruturais e dinâmica da vegetação. Outras 12 parcelas de (0,25 ha) foram instaladas e todos indivíduos arbustivosarbóreos com altura a partir de 2 metros e diâmetro (D30) 5 cm foram mensurados. Nessas parcelas considerando, foram delimitadas subparcelas de 1 m x 250 m, foram amostrados indivíduos com 5 cm ≤ D30 ≥ 2 cm. O regime de fogo influenciou significativamente a estrutura
    atual da vegetação arbustiva-arbórea, reduzindo densidade e área basal dos indivíduos. A diversidade de espécies, densidade e área basal são maiores na savana com menor incidência de fogo. As taxas de mortalidade superaram as taxas de recrutamento na savana de Alter do Chão, tanto na SF quanto na SSF. O balanço negativo entre essas taxas não interferiu na ocorrência das espécies que apresentam densidade elevada e boa sobrevivência, essas conseguem se destacar e dominar o ambiente. Na SF as espécies Salvertia convallariodora,
    Himatanthus drasticus e Anacardium occidentale são as mais importantes, enquanto na SSF as espécies Salvertia convallariodora, Qualea grandiflora e Pouteria ramiflora são as mais importantes. No decorrer dos 10 anos avaliados, apesar das mudanças, a savana apresentou elevada estabilidade, mantendo sua estrutura e iversidade de espécies, independente da frequência de fogo.

8
  • VIVIANE VASCONCELOS CORRÊA DOURADO
  • INFLUÊNCIA DO FOGO NA ESTRUTURA E DINÂMICA DA VEGETAÇÃO ARBUSTIVA-ARBÓREA EM MANCHA DE SAVANA ISOLADA NA AMAZÔNIA ORIENTAL

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 22/02/2019
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  • A mancha de savana em Alter do Chão faz parte da tipologia Savana Amazônica e trata-se da área de savana na Amazônia com mais pesquisas. Em linhas gerais, o fogo tem causado mudanças nas populações e comunidades dos organismos da savana em Alter do Chão, através de efeitos diretos ou indiretos. No entanto, ainda não está claro como a vegetação arbustivaarbórea é afetada, porque estudos de monitoramento não haviam sido realizados até então. O objetivo desse estudo foi avaliar a influência do fogo na estrutura da vegetação arbustiva arbórea, em uma mancha de Savana Amazônica em Alter do Chão - PA. Simultaneamente, analisar as variações que ocorreram nessa vegetação no intervalo de dez anos, considerando o fogo como principal agente de mudança. A área de estudo está localizada entre a cidade de Santarém e o distrito de Alter do Chão, no Estado do Pará. Em 2008, foram alocadas duas parcelas permanentes de 1 ha cada uma, localizadas em áreas com ocorrência de fogo distintas, definidas como SF (Savana com fogo) e SSF (Savana sem fogo). Foi realizado inventário florístico dos indivíduos arbustivos-arbóreos com DAP ≥ 10 cm, e essas parcelas foram avaliadas novamente em 2018 fornecendo informações sobre mudanças estruturais e dinâmica da vegetação. Outras 12 parcelas de (0,25 ha) foram instaladas e todos indivíduos arbustivosarbóreos com altura a partir de 2 metros e diâmetro (D30) 5 cm foram mensurados. Nessas parcelas considerando, foram delimitadas subparcelas de 1 m x 250 m, foram amostrados indivíduos com 5 cm ≤ D30 ≥ 2 cm. O regime de fogo influenciou significativamente a estrutura
    atual da vegetação arbustiva-arbórea, reduzindo densidade e área basal dos indivíduos. A diversidade de espécies, densidade e área basal são maiores na savana com menor incidência de fogo. As taxas de mortalidade superaram as taxas de recrutamento na savana de Alter do Chão, tanto na SF quanto na SSF. O balanço negativo entre essas taxas não interferiu na ocorrência das espécies que apresentam densidade elevada e boa sobrevivência, essas conseguem se destacar e dominar o ambiente. Na SF as espécies Salvertia convallariodora,
    Himatanthus drasticus e Anacardium occidentale são as mais importantes, enquanto na SSF as espécies Salvertia convallariodora, Qualea grandiflora e Pouteria ramiflora são as mais importantes. No decorrer dos 10 anos avaliados, apesar das mudanças, a savana apresentou elevada estabilidade, mantendo sua estrutura e iversidade de espécies, independente da frequência de fogo.

9
  • GLEICE ELEN LIMA MACHADO
  • CARACTERIZAÇÃO FISIONÔMICA, ESTRUTURAL E PRODUTIVIDADE DE FLORESTA SECUNDÁRIA DE TERRA FIRME E FLORESTA DE VÁRZEA NA COMUNIDADE ARAPIXUNA, SANTARÉM, PARÁ

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 25/02/2019
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  • A grande pressão exercida pelas forças econômicas sobre a floresta primária, fizeram com que as florestas secundárias passassem a representar parte significativa da Amazônia brasileira, com tendência a aumentar devido as características de uso do solo comuns na região (Cordeiro et al., 2017). Essa remoção da floresta primária pode ter seus efeitos minimizados quando é sucedida por floresta secundária, pois os benefícios dos serviços ambientais que uma floresta promove podem ser minimamente mantidos ou restaurados ao longo do tempo de sucessão ecológica (Chazdon, 2012), tendo em vista que florestas são importantes para minimizar escala, gravidade, frequência e duração de distúrbios naturais, como incêndios e inundações, protegendo a madeira, o estoque e propriedades circundantes (Horner et al., 2012).

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  • GLEICE ELEN LIMA MACHADO
  • CARACTERIZAÇÃO FISIONÔMICA, ESTRUTURAL E PRODUTIVIDADE DE FLORESTA SECUNDÁRIA DE TERRA FIRME E FLORESTA DE VÁRZEA NA COMUNIDADE ARAPIXUNA, SANTARÉM, PARÁ

  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 25/02/2019
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  • A grande pressão exercida pelas forças econômicas sobre a floresta primária, fizeram com que as florestas secundárias passassem a representar parte significativa da Amazônia brasileira, com tendência a aumentar devido as características de uso do solo comuns na região (Cordeiro et al., 2017). Essa remoção da floresta primária pode ter seus efeitos minimizados quando é sucedida por floresta secundária, pois os benefícios dos serviços ambientais que uma floresta promove podem ser minimamente mantidos ou restaurados ao longo do tempo de sucessão ecológica (Chazdon, 2012), tendo em vista que florestas são importantes para minimizar escala, gravidade, frequência e duração de distúrbios naturais, como incêndios e inundações, protegendo a madeira, o estoque e propriedades circundantes (Horner et al., 2012).

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  • MARKOS ROGÉRIO LIMA MOTA
  • DINÂMICA DA TRANSMISSÃO CULTURAL DO CONHECIMENTO ECOLÓGICO TRADICIONAL SOBRE PLANTAS MEDICINAIS EM UMA COMUNIDADE NO INTERIOR DA AMAZÔNIA, PARÁ, BRASIL

  • Data: 28/02/2019
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  • Neste trabalho tivemos como objetivo principal avaliar a dinâmica do processo de transmissão cultural do Conhecimento Ecológico Tradicional (CET) sobre plantas medicinais entre as gerações da comunidade de Vila Franca, Pará, Brasil. Foram realizadas entrevistas estruturadas e semiestruturadas, com aplicação de formulário socioeconômico, etnobotânico e roteiro de entrevista, a partir de uma amostragem intencional não probabilística pela qual os informantes foram indicados pela técnica Bola de Neve. Identificamos que os modos de transmissão do conhecimento vertical, horizontal e oblíqua têm importância equivalente na manutenção do CET na comunidade, sendo as mães as principais transmissoras. Verificamos que fatores socioeconômicos (idade, gênero, ocupação profissional, escolaridade, renda familiar mensal e tempo de moradia) contribuíram na formação de diferentes padrões de distribuição do CET, influenciando no processo de transmissão intergeracional. Por fim, estudando a percepção dos moradores quanto ao processo de transmissão do CET, as situações de adoecimento, convivência familiar e necessidade foram as mais mencionadas nos discursos sobre os fatores determinantes na transmissão do CET. O Projeto de Remédio Naturais desenvolvido na comunidade foi apontado como o principal fator colaborativo para manter o CET. Como fatores determinantes na diminuição ou perda de transmissão do CET, a falta de comprometimento, a descrença e a valorização de medicamentos alopáticos foram os mais significantes nos discursos construídos. Assim, observamos que um complexo de interações entre os moradores e seu ambiente natural afeta a transmissão do CET sobre plantas medicinais, sendo necessárias estratégias de conservação e disseminação deste conhecimento e dos recursos naturais a ele associados, destacando a importância da transmissão cultural frente à manutenção do CET.

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  • MARKOS ROGÉRIO LIMA MOTA
  • DINÂMICA DA TRANSMISSÃO CULTURAL DO CONHECIMENTO ECOLÓGICO TRADICIONAL SOBRE PLANTAS MEDICINAIS EM UMA COMUNIDADE NO INTERIOR DA AMAZÔNIA, PARÁ, BRASIL

  • Data: 28/02/2019
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  • Neste trabalho tivemos como objetivo principal avaliar a dinâmica do processo de transmissão cultural do Conhecimento Ecológico Tradicional (CET) sobre plantas medicinais entre as gerações da comunidade de Vila Franca, Pará, Brasil. Foram realizadas entrevistas estruturadas e semiestruturadas, com aplicação de formulário socioeconômico, etnobotânico e roteiro de entrevista, a partir de uma amostragem intencional não probabilística pela qual os informantes foram indicados pela técnica Bola de Neve. Identificamos que os modos de transmissão do conhecimento vertical, horizontal e oblíqua têm importância equivalente na manutenção do CET na comunidade, sendo as mães as principais transmissoras. Verificamos que fatores socioeconômicos (idade, gênero, ocupação profissional, escolaridade, renda familiar mensal e tempo de moradia) contribuíram na formação de diferentes padrões de distribuição do CET, influenciando no processo de transmissão intergeracional. Por fim, estudando a percepção dos moradores quanto ao processo de transmissão do CET, as situações de adoecimento, convivência familiar e necessidade foram as mais mencionadas nos discursos sobre os fatores determinantes na transmissão do CET. O Projeto de Remédio Naturais desenvolvido na comunidade foi apontado como o principal fator colaborativo para manter o CET. Como fatores determinantes na diminuição ou perda de transmissão do CET, a falta de comprometimento, a descrença e a valorização de medicamentos alopáticos foram os mais significantes nos discursos construídos. Assim, observamos que um complexo de interações entre os moradores e seu ambiente natural afeta a transmissão do CET sobre plantas medicinais, sendo necessárias estratégias de conservação e disseminação deste conhecimento e dos recursos naturais a ele associados, destacando a importância da transmissão cultural frente à manutenção do CET.

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  • ADENILSON DE SOUSA BARROSO
  • CONSTITUINTES VOLÁTEIS DE FRUTOS COMESTÍVEIS DO BAIXO RIO AMAZONAS

  • Data: 22/03/2019
  • Mostrar Resumo
  • Na Amazônia Brasileira, a região do Baixo Rio Amazonas disponibiliza grande diversidade de
    frutos comestíveis, muitos dos quais são conhecidos apenas regionalmente, com reduzido
    cultivo e pouco comercializados nas safras sazonais. Por outro lado, sabor e o aroma de frutos
    tem estimulado crescente interesse de consumidores locais e visitantes, atraídos por atributos
    marcantes como formatos, cores, sabores e odores que, em última análise, tem servido de
    parâmetros para sua aceitabilidade. Assim, o presente trabalho teve como objetivo analisar os
    constituintes voláteis presentes nos aromas de frutos comestíveis, que ocorrem na região. Para
    isso, foram selecionadas 24 espécies de frutos, de 14 diferentes famílias, colhidos em feiras e
    mercados regionais, entre julho de 2017 e dezembro de 2018. As polpas destes frutos foram
    submetidas a destilação-extração simultâneas (SDE), usando-se vapor d´água e pentano, em
    aparato de vidro tipo Likens & Nickerson, com vistas à obtenção de seus concentrados voláteis.
    A identificação dos constituintes dos concentrados voláteis foi realizada por cromatografia em
    fase gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM, QP-2010-Plus, Shimadzu Corp.),
    usando-se coluna capilar de sílica (Rtx-5ms, 30 m × 0,25 mm × 0,25µm), injeção tipo split (1,0
    μl da amostra), ionização por impacto de elétrons (70 eV), software MS Solution e as
    bibliotecas-padrões Adams, FFNSC-2 e NIST. Além disso, os constituintes principais (acima
    de 5%) dos concentrados voláteis foram submetidos à análise estatística multivariada (PCA,
    Análise de Componentes Principais; HCA, Análise Hierárquica de Agrupamento). Para os
    frutos Ata, Araçá-boi e Camu-camu, os constituintes principais foram α-pineno (17,4%-55,8%)
    e β-pineno (1,6%-21,3%). Na Cajarana e Maracujá-do-mato foram α-terpineol (6,2%-54,6%) e
    linalol (11,9%-15,4%). No Cupuaçu, o predomínio foi do linalol (28,1%) e butanoato de etila
    (15,4%). No Biribá foram
    α-felandreno (48,3%) e E-cariofileno (12,4%). No Jatobá foram o
    E-cariofileno (27,9%), naftaleno (21,8%) e óxido de cariofileno (21,4%). No Araçá foram
    limoneno (25,2%) e butanoato de etila (12,1%). Na Ginja foram o curzereno (30,5%),
    germacrona (15,4%) e atractilona (13,1%). No Pajurá foram E-β-ocimeno (33,1%), 2E-hexenal
    (20,8%) e naftaleno (13,7%). No Muruci foram o ácido hexanóico (58,7%) e butanoato de etila
    (18,1). No Jenipapo foi ácido octanoico (caprílico) (85,3%). No Abiu foram 2-etilhexanol
    (47,0%) e naftaleno (12,6%). Na Graviola foram 3Z-heptenol (77,7%) e hexanoato de metila
    (11,8%). No Fruta-pão foram hexanal (53,4%) e heptanal (11,0%). Na Goiaba foram 2Ehexenal (21,7%) e hexanal (15,4%). No Mucajá o constituinte principal não foi identificado
    (34,8%), seguido de 2-heptanona (15,3%) e 2-etilhexanol (13,8%). Houve predomínio de
    ésteres nos frutos Jaca (94,9%), Melão (93,5%), Araticum (84,9%), Cutite (77,2%), Taperebá
    (67,2%) e Umari (54,6%). PCA e HCA constituíram sete grupos de aromas com base na análise
    dos 285 constituintes identificados nos concentrados voláteis dos frutos. Grupo I: Carajana -
    monoterpenos oxigenados; Grupo II: Tapereba, Cupuaçu e Maracujá-do-mato – ésteres; Grupo
    III: Araticum, Melão, Jaca, Cutite e Jenipapo- ésteres e monoterpenos oxigenados; Grupo IV:
    Graviola, Mucajá, Fruta-pão, Abiu, Pajurá, Umari e Muruci - outras classes de compostos
    (hidrocarbonetos, álcoois, aldeídos, cetonas e ácidos) e ésteres; Grupo V: Ata, Biribá, Araçá,
    Araçá-boi e Camu-camu - hidrocarbonetos monoterpênicos, hidrocarbonetos sesquiterpênicos
    e sesquiterpenos oxigenados; Grupo VI: Jatobá - hidrocarbonetos sesquiterpênicos,
    sesquiterpenos oxigenados e outras classes de compostos; Grupo VII: Ginja e Goiaba -
    hidrocarbonetos sequiterpênicos e sesquiterpenos oxigenados.

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  • ADENILSON DE SOUSA BARROSO
  • CONSTITUINTES VOLÁTEIS DE FRUTOS COMESTÍVEIS DO BAIXO RIO AMAZONAS

  • Data: 22/03/2019
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  • Na Amazônia Brasileira, a região do Baixo Rio Amazonas disponibiliza grande diversidade de
    frutos comestíveis, muitos dos quais são conhecidos apenas regionalmente, com reduzido
    cultivo e pouco comercializados nas safras sazonais. Por outro lado, sabor e o aroma de frutos
    tem estimulado crescente interesse de consumidores locais e visitantes, atraídos por atributos
    marcantes como formatos, cores, sabores e odores que, em última análise, tem servido de
    parâmetros para sua aceitabilidade. Assim, o presente trabalho teve como objetivo analisar os
    constituintes voláteis presentes nos aromas de frutos comestíveis, que ocorrem na região. Para
    isso, foram selecionadas 24 espécies de frutos, de 14 diferentes famílias, colhidos em feiras e
    mercados regionais, entre julho de 2017 e dezembro de 2018. As polpas destes frutos foram
    submetidas a destilação-extração simultâneas (SDE), usando-se vapor d´água e pentano, em
    aparato de vidro tipo Likens & Nickerson, com vistas à obtenção de seus concentrados voláteis.
    A identificação dos constituintes dos concentrados voláteis foi realizada por cromatografia em
    fase gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM, QP-2010-Plus, Shimadzu Corp.),
    usando-se coluna capilar de sílica (Rtx-5ms, 30 m × 0,25 mm × 0,25µm), injeção tipo split (1,0
    μl da amostra), ionização por impacto de elétrons (70 eV), software MS Solution e as
    bibliotecas-padrões Adams, FFNSC-2 e NIST. Além disso, os constituintes principais (acima
    de 5%) dos concentrados voláteis foram submetidos à análise estatística multivariada (PCA,
    Análise de Componentes Principais; HCA, Análise Hierárquica de Agrupamento). Para os
    frutos Ata, Araçá-boi e Camu-camu, os constituintes principais foram α-pineno (17,4%-55,8%)
    e β-pineno (1,6%-21,3%). Na Cajarana e Maracujá-do-mato foram α-terpineol (6,2%-54,6%) e
    linalol (11,9%-15,4%). No Cupuaçu, o predomínio foi do linalol (28,1%) e butanoato de etila
    (15,4%). No Biribá foram
    α-felandreno (48,3%) e E-cariofileno (12,4%). No Jatobá foram o
    E-cariofileno (27,9%), naftaleno (21,8%) e óxido de cariofileno (21,4%). No Araçá foram
    limoneno (25,2%) e butanoato de etila (12,1%). Na Ginja foram o curzereno (30,5%),
    germacrona (15,4%) e atractilona (13,1%). No Pajurá foram E-β-ocimeno (33,1%), 2E-hexenal
    (20,8%) e naftaleno (13,7%). No Muruci foram o ácido hexanóico (58,7%) e butanoato de etila
    (18,1). No Jenipapo foi ácido octanoico (caprílico) (85,3%). No Abiu foram 2-etilhexanol
    (47,0%) e naftaleno (12,6%). Na Graviola foram 3Z-heptenol (77,7%) e hexanoato de metila
    (11,8%). No Fruta-pão foram hexanal (53,4%) e heptanal (11,0%). Na Goiaba foram 2Ehexenal (21,7%) e hexanal (15,4%). No Mucajá o constituinte principal não foi identificado
    (34,8%), seguido de 2-heptanona (15,3%) e 2-etilhexanol (13,8%). Houve predomínio de
    ésteres nos frutos Jaca (94,9%), Melão (93,5%), Araticum (84,9%), Cutite (77,2%), Taperebá
    (67,2%) e Umari (54,6%). PCA e HCA constituíram sete grupos de aromas com base na análise
    dos 285 constituintes identificados nos concentrados voláteis dos frutos. Grupo I: Carajana -
    monoterpenos oxigenados; Grupo II: Tapereba, Cupuaçu e Maracujá-do-mato – ésteres; Grupo
    III: Araticum, Melão, Jaca, Cutite e Jenipapo- ésteres e monoterpenos oxigenados; Grupo IV:
    Graviola, Mucajá, Fruta-pão, Abiu, Pajurá, Umari e Muruci - outras classes de compostos
    (hidrocarbonetos, álcoois, aldeídos, cetonas e ácidos) e ésteres; Grupo V: Ata, Biribá, Araçá,
    Araçá-boi e Camu-camu - hidrocarbonetos monoterpênicos, hidrocarbonetos sesquiterpênicos
    e sesquiterpenos oxigenados; Grupo VI: Jatobá - hidrocarbonetos sesquiterpênicos,
    sesquiterpenos oxigenados e outras classes de compostos; Grupo VII: Ginja e Goiaba -
    hidrocarbonetos sequiterpênicos e sesquiterpenos oxigenados.

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  • JESSE GONCALVES DA SILVA
  • HISTÓRICO DE USO E ESTRUTURA DA VEGETAÇÃO ARBÓREA DOS FRAGMENTOS FLORESTAIS EM ALTER DO CHÃO - PARÁ

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 25/03/2019
  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho teve como objetivo principal avaliar e relacionar o efeito da ação antrópica
    sobre a estrutura arbórea dos fragmentos florestais (FF) da Área de Proteção Ambiental
    (APA) de Alter do Chão localizada em Santarém, Pará, Brasil. Construiu-se um indicador de
    perturbação antrópica com entrevistas para classificar os FF quanto ao grau de perturbação
    antrópica e compararam-se FF menos perturbado e mais perturbado por pares a partir de
    agrupações espaciais (tamanho e distância com floresta contínua). Com as entrevistas também
    se conheceu as espécies florestais úteis e seus usos. Mediu-se nos FF selecionados árvores em
    parcelas de 10x250 m², medindo plantas com diâmetro a altura do peito (DAP≥1 cm) em dois
    metros a partir duma linha central e nos 8 m restantes árvores com DAP≥10 cm. O valor de
    utilidade (VU) das espécies florestais úteis foi determinado pela divisão do uso da árvore pelo
    número de entrevistado. As espécies florestais mais úteis são: Camaen (
    Casearia
    commersoniana Cambess
    ), Carapucuzeiro (Myrcia hatschbachii D. Legrand). Elas estão mais
    presentes nos FF menos perturbados e de maior tamanho. Em três pares de FF a média da área
    basal (AB) foi maior naqueles menos perturbados. Conclui-se que as estruturas arbóreas dos
    fragmentos florestais da Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão são semelhantes.
    Embora naqueles mais perturbado haver menos espécies florestais úteis e área basal total
    menor.

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  • JESSE GONCALVES DA SILVA
  • HISTÓRICO DE USO E ESTRUTURA DA VEGETAÇÃO ARBÓREA DOS FRAGMENTOS FLORESTAIS EM ALTER DO CHÃO - PARÁ

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 25/03/2019
  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho teve como objetivo principal avaliar e relacionar o efeito da ação antrópica
    sobre a estrutura arbórea dos fragmentos florestais (FF) da Área de Proteção Ambiental
    (APA) de Alter do Chão localizada em Santarém, Pará, Brasil. Construiu-se um indicador de
    perturbação antrópica com entrevistas para classificar os FF quanto ao grau de perturbação
    antrópica e compararam-se FF menos perturbado e mais perturbado por pares a partir de
    agrupações espaciais (tamanho e distância com floresta contínua). Com as entrevistas também
    se conheceu as espécies florestais úteis e seus usos. Mediu-se nos FF selecionados árvores em
    parcelas de 10x250 m², medindo plantas com diâmetro a altura do peito (DAP≥1 cm) em dois
    metros a partir duma linha central e nos 8 m restantes árvores com DAP≥10 cm. O valor de
    utilidade (VU) das espécies florestais úteis foi determinado pela divisão do uso da árvore pelo
    número de entrevistado. As espécies florestais mais úteis são: Camaen (
    Casearia
    commersoniana Cambess
    ), Carapucuzeiro (Myrcia hatschbachii D. Legrand). Elas estão mais
    presentes nos FF menos perturbados e de maior tamanho. Em três pares de FF a média da área
    basal (AB) foi maior naqueles menos perturbados. Conclui-se que as estruturas arbóreas dos
    fragmentos florestais da Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão são semelhantes.
    Embora naqueles mais perturbado haver menos espécies florestais úteis e área basal total
    menor.

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  • NICOLAS ZASLAVSKY DE LIMA
  • SOBREVIVÊNCIA E CRESCIMENTO DE PLÂNTULAS DE CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl.) SOB EFEITO DE DIFERENTES ABERTURAS DO DOSSEL E PREDAÇÃO

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 26/04/2019
  • Mostrar Resumo
  • A castanha-da-Amazônia é a semente comestível de Bertholletia excelsa, espécie
    arbórea que ocupa o dossel de florestas na Amazônia. Esse produto que circula no
    comércio internacional ainda é oriundo quase exclusivamente do extrativismo. Estudos
    têm indicado o declínio de produção de populações naturais, principal fonte deste recurso,
    devido ao envelhecimento e baixa regeneração. Assim torna-se importante estabelecer
    áreas de plantio para garantir a disponibilidade de castanhas no futuro. O objetivo deste
    trabalho foi analisar o crescimento e sobrevivência de plântulas de castanheira de recente
    germinação em condições similares ao ambiente natural com diferentes disponibilidades
    de luz e de susceptibilidade à predação. O experimento foi realizado nas proximidades da
    base de Patauá, Floresta Nacional de Saracá-Taquera em Oriximiná/PA, com plantio de
    mudas de castanheira sob dossel florestal fechado e em clareira abertas por exploração
    madeireira. O percentual de sobrevivência das plântulas foi de 70% e 77%, com o
    tratamento Clareira significativamente superior. Neste tratamento também ocorreu
    melhor desempenho, com incremento em altura (IMAh = 27,8 cm ano-1) 2,7 vezes
    superior ao de Floresta (IMAh = 10,1 cm ano-1), incremento em diâmetro a altura do solo
    (IMAd = 4,7 mm ano-1) 3,4 vezes o de Floresta (1,4 mm ano-1) e incremento no número
    de folhas (IMAf = 13 folhas) 6,5 vezes superior em relação à floresta (IMAf = 1,9 folhas).
    Houve correlação significativa e negativa entre os três indicadores de desempenho
    (IMAh, IMAd e IMAf) e cobertura do dossel, para diâmetro a altura do solo a correlação
    foi a mais forte (r = -0,66). As plântulas de castanheira do plantio de Patauá apresentam
    bom desempenho e alta sobrevivência, confirmando que esta espécie tem grande
    potencial para utilização em áreas de restauração e enriquecimento florestal.

18
  • NICOLAS ZASLAVSKY DE LIMA
  • SOBREVIVÊNCIA E CRESCIMENTO DE PLÂNTULAS DE CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl.) SOB EFEITO DE DIFERENTES ABERTURAS DO DOSSEL E PREDAÇÃO

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 26/04/2019
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  • A castanha-da-Amazônia é a semente comestível de Bertholletia excelsa, espécie
    arbórea que ocupa o dossel de florestas na Amazônia. Esse produto que circula no
    comércio internacional ainda é oriundo quase exclusivamente do extrativismo. Estudos
    têm indicado o declínio de produção de populações naturais, principal fonte deste recurso,
    devido ao envelhecimento e baixa regeneração. Assim torna-se importante estabelecer
    áreas de plantio para garantir a disponibilidade de castanhas no futuro. O objetivo deste
    trabalho foi analisar o crescimento e sobrevivência de plântulas de castanheira de recente
    germinação em condições similares ao ambiente natural com diferentes disponibilidades
    de luz e de susceptibilidade à predação. O experimento foi realizado nas proximidades da
    base de Patauá, Floresta Nacional de Saracá-Taquera em Oriximiná/PA, com plantio de
    mudas de castanheira sob dossel florestal fechado e em clareira abertas por exploração
    madeireira. O percentual de sobrevivência das plântulas foi de 70% e 77%, com o
    tratamento Clareira significativamente superior. Neste tratamento também ocorreu
    melhor desempenho, com incremento em altura (IMAh = 27,8 cm ano-1) 2,7 vezes
    superior ao de Floresta (IMAh = 10,1 cm ano-1), incremento em diâmetro a altura do solo
    (IMAd = 4,7 mm ano-1) 3,4 vezes o de Floresta (1,4 mm ano-1) e incremento no número
    de folhas (IMAf = 13 folhas) 6,5 vezes superior em relação à floresta (IMAf = 1,9 folhas).
    Houve correlação significativa e negativa entre os três indicadores de desempenho
    (IMAh, IMAd e IMAf) e cobertura do dossel, para diâmetro a altura do solo a correlação
    foi a mais forte (r = -0,66). As plântulas de castanheira do plantio de Patauá apresentam
    bom desempenho e alta sobrevivência, confirmando que esta espécie tem grande
    potencial para utilização em áreas de restauração e enriquecimento florestal.

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  • BRUNO MALAFAIA GRILLO
  • ANÁLISE DOS EFEITOS DE CURTO PRAZO DO MANEJO FLORESTAL DE IMPACTO REDUZIDO SOBRE UMA ASSEMBLEIA DE AVES DE SUB-BOSQUE EM UMA FLORESTA DE TERRA FIRME NA AMAZÔNIA CENTRAL

  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 31/05/2019
  • Mostrar Resumo
  • Os efeitos do Manejo Florestal de Impacto Reduzido (MFIR) com intensidade de corte de 24,3 m³/ha sobre uma assembleia de aves de sub-bosque foram analisados na Floresta Nacional do Tapajós (Amazônia Central) com amostragem antes e depois (até dois anos e meio) da atividade ocorrer comparando área manejada e não manejada. Também foram coletados dados ambientais (abertura do dossel) e o monitoramento se deu através de redes de neblina totalizando 5.760 horas de redes abertas nos três anos de estudo, o que levou a captura de 692 aves pertencentes a 71 espécies agrupadas em 29 famílias. As amostras entre as áreas manejadas e não manejadas obtiveram alta similaridade de espécies (67,1 %) e as análises de variância e o procedimento NMDS demonstraram que a atividade não teve efeito significativo nos padrões de riqueza, abundância e composição das aves. A análise destas em guildas tróficas demonstrou que os insetívoros agrupados em larga escala representaram a maior parte das espécies da assembleia e apresentaram redução significativa após o manejo em 2016, assim como os insetívoros seguidores de formigas de correição. Entretanto estas guildas obtiveram recuperação em suas abundâncias dois anos e meio após a atividade para níveis pré-manejo. A abertura do dossel aumentou significantemente após a atividade e a relação desta variável ambiental com as guildas demonstrou que somente os insetívoros terrícolas foram impactados. A relativa grande escala de paisagem abordada de 800 ha, além da média intensidade de corte empregada associada ao uso de boas práticas de manejo florestal parece ter diluído e minimizado os efeitos da exploração madeireira nos parâmetros ecológicos analisados. O MFIR se apresenta como uma alternativa econômica viável para manter grande parte da avifauna de sub-bosque na Amazônia Central desde que os parâmetros estabelecidos em lei para máxima intensidade e ciclos mínimos de corte sejam constantemente aprimorados, além da necessidade de monitoramentos mais abrangentes da biota em prazos mais longos para elucidar se estas populações estão se mantendo nestes ecossistemas florestais perturbados.

     

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  • BRUNO MALAFAIA GRILLO
  • ANÁLISE DOS EFEITOS DE CURTO PRAZO DO MANEJO FLORESTAL DE IMPACTO REDUZIDO SOBRE UMA ASSEMBLEIA DE AVES DE SUB-BOSQUE EM UMA FLORESTA DE TERRA FIRME NA AMAZÔNIA CENTRAL

  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 31/05/2019
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  • Os efeitos do Manejo Florestal de Impacto Reduzido (MFIR) com intensidade de corte de 24,3 m³/ha sobre uma assembleia de aves de sub-bosque foram analisados na Floresta Nacional do Tapajós (Amazônia Central) com amostragem antes e depois (até dois anos e meio) da atividade ocorrer comparando área manejada e não manejada. Também foram coletados dados ambientais (abertura do dossel) e o monitoramento se deu através de redes de neblina totalizando 5.760 horas de redes abertas nos três anos de estudo, o que levou a captura de 692 aves pertencentes a 71 espécies agrupadas em 29 famílias. As amostras entre as áreas manejadas e não manejadas obtiveram alta similaridade de espécies (67,1 %) e as análises de variância e o procedimento NMDS demonstraram que a atividade não teve efeito significativo nos padrões de riqueza, abundância e composição das aves. A análise destas em guildas tróficas demonstrou que os insetívoros agrupados em larga escala representaram a maior parte das espécies da assembleia e apresentaram redução significativa após o manejo em 2016, assim como os insetívoros seguidores de formigas de correição. Entretanto estas guildas obtiveram recuperação em suas abundâncias dois anos e meio após a atividade para níveis pré-manejo. A abertura do dossel aumentou significantemente após a atividade e a relação desta variável ambiental com as guildas demonstrou que somente os insetívoros terrícolas foram impactados. A relativa grande escala de paisagem abordada de 800 ha, além da média intensidade de corte empregada associada ao uso de boas práticas de manejo florestal parece ter diluído e minimizado os efeitos da exploração madeireira nos parâmetros ecológicos analisados. O MFIR se apresenta como uma alternativa econômica viável para manter grande parte da avifauna de sub-bosque na Amazônia Central desde que os parâmetros estabelecidos em lei para máxima intensidade e ciclos mínimos de corte sejam constantemente aprimorados, além da necessidade de monitoramentos mais abrangentes da biota em prazos mais longos para elucidar se estas populações estão se mantendo nestes ecossistemas florestais perturbados.

     

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  • PRISCILA DA SILVA BATISTA
  • VALIDAÇÃO DOS DADOS DE PRECIPITAÇÃO PLUVIAL ESTIMADOS PELO PRODUTO MERGE PARA A AMAZÔNIA CENTRAL

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 31/05/2019
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  • A Amazônia é um vasto bioma, de dimensões continentais, que ainda possui áreas de difícil acesso, que quando somadas às particularidades locais, dificultam a instalação e/ou expansão das redes de estações meteorológicas. Uma alternativa que vem sendo utilizada para as pesquisas climatológicas e hidrológicas são os satélites ou produtos combinados de dados de precipitação pluvial estimados por satélites e dados de precipitação pluvial observados, como o produto MERGE. O produto MERGE é a combinação de uma técnica nova que visa combinar os dados do satélite TRMM com os dados de observação de superfície com maior qualidade sobre o continente da América do Sul, no entanto, a precisão dos dados é questionável quando comparados aos dados coletados em superfície. Tendo em vista o potencial de contribuição do MERGE, podendo constituir uma ferramenta extremamente útil, o objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade dos dados estimados pelo MERGE para a Amazônia Central, a partir dos dados observados em superfície para um período de 20 anos (1998-2017). Foram utilizadas 06 estações meteorológicas do INMET, com índice de falhas menor que 1,70%, e a aplicação da estatística descritiva demonstrou forte similaridade entre os conjuntos de dados analisados, sendo que a correlação de Pearson foi maior que 0,89 e o menor coeficiente de determinação foi de 0,79, ambos em Óbidos, sendo que Belterra e Monte Alegre foram os pontos que representaram os dados estimados com maior precisão para a região de estudo. Em relação as medidas quantitativas de desempenho utilizadas no estudo, tais como viés, coeficiente de eficiência (EFF), Índice de concordância de Willmott (d), erro médio absoluto (EMA) e raiz do erro médio quadrático (REMQ), os resultados foram satisfatórios, no entanto, houve subestimação do produto em todos os pontos analisados. Em relação à variabilidade interanual da precipitação foi constatado o aumento da quantidade de precipitação em Óbidos, de uma década para outra (1998-2007 e 2008-2017), enquanto em Porto de Moz ocorreu uma diminuição, apesar de não ter sido verificada tendência de chuva em nenhum dos pontos analisados no trabalho. Na análise da variação mensal da precipitação foi utilizada a Normal Climatológica publicada pelo INMET (1981-2010), a qual ficou bem ajustada aos dados estimados. Por fim, a análise sazonal evidenciou que a região apresenta uma espacialização heterogênea da precipitação em relação aos trimestres chuvosos (DJF e MAM) e secos (JJA e SON). Sendo assim, os resultados demonstraram excelente qualidade dos dados estimados pelo MERGE para a Amazônia Central, quando comparados aos dados observados podendo ser utilizados como uma fonte alternativa de informações sobre a escassez de dados de estações de superfície.

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  • PRISCILA DA SILVA BATISTA
  • VALIDAÇÃO DOS DADOS DE PRECIPITAÇÃO PLUVIAL ESTIMADOS PELO PRODUTO MERGE PARA A AMAZÔNIA CENTRAL

  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 31/05/2019
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  • A Amazônia é um vasto bioma, de dimensões continentais, que ainda possui áreas de difícil acesso, que quando somadas às particularidades locais, dificultam a instalação e/ou expansão das redes de estações meteorológicas. Uma alternativa que vem sendo utilizada para as pesquisas climatológicas e hidrológicas são os satélites ou produtos combinados de dados de precipitação pluvial estimados por satélites e dados de precipitação pluvial observados, como o produto MERGE. O produto MERGE é a combinação de uma técnica nova que visa combinar os dados do satélite TRMM com os dados de observação de superfície com maior qualidade sobre o continente da América do Sul, no entanto, a precisão dos dados é questionável quando comparados aos dados coletados em superfície. Tendo em vista o potencial de contribuição do MERGE, podendo constituir uma ferramenta extremamente útil, o objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade dos dados estimados pelo MERGE para a Amazônia Central, a partir dos dados observados em superfície para um período de 20 anos (1998-2017). Foram utilizadas 06 estações meteorológicas do INMET, com índice de falhas menor que 1,70%, e a aplicação da estatística descritiva demonstrou forte similaridade entre os conjuntos de dados analisados, sendo que a correlação de Pearson foi maior que 0,89 e o menor coeficiente de determinação foi de 0,79, ambos em Óbidos, sendo que Belterra e Monte Alegre foram os pontos que representaram os dados estimados com maior precisão para a região de estudo. Em relação as medidas quantitativas de desempenho utilizadas no estudo, tais como viés, coeficiente de eficiência (EFF), Índice de concordância de Willmott (d), erro médio absoluto (EMA) e raiz do erro médio quadrático (REMQ), os resultados foram satisfatórios, no entanto, houve subestimação do produto em todos os pontos analisados. Em relação à variabilidade interanual da precipitação foi constatado o aumento da quantidade de precipitação em Óbidos, de uma década para outra (1998-2007 e 2008-2017), enquanto em Porto de Moz ocorreu uma diminuição, apesar de não ter sido verificada tendência de chuva em nenhum dos pontos analisados no trabalho. Na análise da variação mensal da precipitação foi utilizada a Normal Climatológica publicada pelo INMET (1981-2010), a qual ficou bem ajustada aos dados estimados. Por fim, a análise sazonal evidenciou que a região apresenta uma espacialização heterogênea da precipitação em relação aos trimestres chuvosos (DJF e MAM) e secos (JJA e SON). Sendo assim, os resultados demonstraram excelente qualidade dos dados estimados pelo MERGE para a Amazônia Central, quando comparados aos dados observados podendo ser utilizados como uma fonte alternativa de informações sobre a escassez de dados de estações de superfície.

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  • WALDOMIRO MOURÃO DE OLIVEIRA NETO
  • HÁBITOS DE COMPRA E CONSUMO DE MÉIS DE ABELHAS: PRODUÇÃO CIENTÍFICA MUNDIAL E ESTUDO DE CASO NA REGIÃO METROPOLITANA DE SANTARÉM, PARÁ

  • Data: 26/07/2019
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  • O trabalho investiga os hábitos de consumo e padrões de compra dos méis de abelhas na Região Metropolitana de Santarém (RMS), a fim de traçar o perfil dos consumidores desse produto. Além disso, o primeiro capítulo da dissertação realizou um estudo bibliométrico e uma breve revisão sistemática acerca do consumo de mel, a partir de artigos indexados na Web of Science. A análise bibliométrica recuperou 472 artigos, dos quais 22 foram considerados na revisão sistemática, publicados entre 1958 e 2018, com destaque para o ano de 2016 que figurou com o maior número de publicações. Os Estados Unidos apresentaram o maior número de artigos no levantamento bibliométrico (101), com destaques para os autores Bogdanov (Suécia), Crailsheim (Áustria) e Wackers (Bélgica). Para os trabalhos da revisão sistemática, o país com mais publicações foi a Romênia (4) e o autor com mais publicações foi Pocol (3). Ainda na revisão, os artigos focaram em análise do perfil de consumidores, razões que levam à compra e ao consumo de mel, percepções sobre o preço de mercado do produto, dentre outros aspectos. O segundo capítulo da dissertação investigou o perfil de consumidores de mel da RMS. Para tanto, foram realizadas entrevistas com potenciais consumidores abordados nos principais supermercados e feiras livres da região, nos municípios de Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém. Foi aplicado um instrumento de coleta de dados composto por quatro seções distintas e uma escala Likert, sendo os dados tratados e analisados nos softwares Microsoft Excel e Paleontological Statistics. No total, 600 pessoas foram entrevistadas, sendo 53% do sexo feminino e 47% do sexo masculino. O nível de escolaridade com maior número de entrevistados foi o ensino médio completo, totalizando 39% da amostra. O intervalo de idade com mais representantes está entre 25 e 34 anos, indicando um grupo de consumidores jovens. Quando perguntados sobre o consumo de mel, 57% da população amostrada afirmou consumi-lo, devido a este ser um produto saudável (65%) ou saboroso (35%). Observamos também que 88% dos entrevistados consomem apenas o mel, dentre os produtos oriundos do trabalho das abelhas. Aqueles que não o consomem justificaram tal escolha principalmente pela falta de hábito (51,2%) ou pelo fato de não gostar do sabor do mel (30,2%). No que diz respeito à compra de mel, entre aqueles que o consomem, 35% declararam nunca comprado o produto. Por outro lado, para os compradores usuais de mel, 91,8% preferem obtê-lo diretamente com o produtor ou em feiras livres. As principais características citadas como importantes pelos consumidores no momento da compra foram cor (48,6%) e textura (18,9%). Os consumidores da RMS ainda veem o mel como um produto bom para saúde e o tratam como remédio, na maioria dos casos, bem como preferem consumi-lo in natura. O preço do mel ainda é um tema controverso, pois, ao passo que o produto não é considerado barato por 44% dos entrevistados, o preço não figurou como critério importante no momento da compra. A RMS ainda apresenta limitações no que diz respeito às informações para o consumidor sobre as características do mel que é comercializado na região, entretanto, pôde-se observar que os produtores locais conseguem transmitir segurança na venda do produto, fato que pode auxiliar na impulsão do mercado de méis na região.

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  • WALDOMIRO MOURÃO DE OLIVEIRA NETO
  • HÁBITOS DE COMPRA E CONSUMO DE MÉIS DE ABELHAS: PRODUÇÃO CIENTÍFICA MUNDIAL E ESTUDO DE CASO NA REGIÃO METROPOLITANA DE SANTARÉM, PARÁ

  • Data: 26/07/2019
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  • O trabalho investiga os hábitos de consumo e padrões de compra dos méis de abelhas na Região Metropolitana de Santarém (RMS), a fim de traçar o perfil dos consumidores desse produto. Além disso, o primeiro capítulo da dissertação realizou um estudo bibliométrico e uma breve revisão sistemática acerca do consumo de mel, a partir de artigos indexados na Web of Science. A análise bibliométrica recuperou 472 artigos, dos quais 22 foram considerados na revisão sistemática, publicados entre 1958 e 2018, com destaque para o ano de 2016 que figurou com o maior número de publicações. Os Estados Unidos apresentaram o maior número de artigos no levantamento bibliométrico (101), com destaques para os autores Bogdanov (Suécia), Crailsheim (Áustria) e Wackers (Bélgica). Para os trabalhos da revisão sistemática, o país com mais publicações foi a Romênia (4) e o autor com mais publicações foi Pocol (3). Ainda na revisão, os artigos focaram em análise do perfil de consumidores, razões que levam à compra e ao consumo de mel, percepções sobre o preço de mercado do produto, dentre outros aspectos. O segundo capítulo da dissertação investigou o perfil de consumidores de mel da RMS. Para tanto, foram realizadas entrevistas com potenciais consumidores abordados nos principais supermercados e feiras livres da região, nos municípios de Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém. Foi aplicado um instrumento de coleta de dados composto por quatro seções distintas e uma escala Likert, sendo os dados tratados e analisados nos softwares Microsoft Excel e Paleontological Statistics. No total, 600 pessoas foram entrevistadas, sendo 53% do sexo feminino e 47% do sexo masculino. O nível de escolaridade com maior número de entrevistados foi o ensino médio completo, totalizando 39% da amostra. O intervalo de idade com mais representantes está entre 25 e 34 anos, indicando um grupo de consumidores jovens. Quando perguntados sobre o consumo de mel, 57% da população amostrada afirmou consumi-lo, devido a este ser um produto saudável (65%) ou saboroso (35%). Observamos também que 88% dos entrevistados consomem apenas o mel, dentre os produtos oriundos do trabalho das abelhas. Aqueles que não o consomem justificaram tal escolha principalmente pela falta de hábito (51,2%) ou pelo fato de não gostar do sabor do mel (30,2%). No que diz respeito à compra de mel, entre aqueles que o consomem, 35% declararam nunca comprado o produto. Por outro lado, para os compradores usuais de mel, 91,8% preferem obtê-lo diretamente com o produtor ou em feiras livres. As principais características citadas como importantes pelos consumidores no momento da compra foram cor (48,6%) e textura (18,9%). Os consumidores da RMS ainda veem o mel como um produto bom para saúde e o tratam como remédio, na maioria dos casos, bem como preferem consumi-lo in natura. O preço do mel ainda é um tema controverso, pois, ao passo que o produto não é considerado barato por 44% dos entrevistados, o preço não figurou como critério importante no momento da compra. A RMS ainda apresenta limitações no que diz respeito às informações para o consumidor sobre as características do mel que é comercializado na região, entretanto, pôde-se observar que os produtores locais conseguem transmitir segurança na venda do produto, fato que pode auxiliar na impulsão do mercado de méis na região.

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  • ERICK COELHO SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DA COLEÇÃO DE MANDIOCA (Manihot esculenta Crantz) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : CARLOS IVAN AGUILAR VILDOSO
  • Data: 29/07/2019
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  • A mandioca possui grande importância na alimentação da população mundial, sendo de fundamental valor o seu reconhecimento em campo, além de que os processos atuais de melhoramento genético estão começando a atuar na liberação de novas variedades, impactando diretamente no meio social, produtivo, ecológico e genético. O objetivo foi caracterizar morfologicamente as variedades de mandioca da coleção da Universidade Federal do Oeste do Pará. Duas coleções foram montadas com as variedades de mandioca da região de Santarém, sendo que alguns acessos tiveram repetições plantadas em ambos os locais. Os materiais foram avaliados segundo os descritores morfológicos da FAO em diferentes idades de crescimento até a colheita. No geral, 71 variedades foram propagadas nas duas coleções em espaçamento de 1 x 1m entre linhas e entre plantas, sendo cada linha ocupada por uma variedade diferente, com 8 plantas por linha na coleção do Eixo Forte e 10 plantas por linha na região da Boa Esperança, perfazendo um total de 108 linhas. Os descritores morfológicos apontaram um padrão característico de cada variedade, porém, evidenciou manifestações fenotípicas diferentes em genótipos de mesma denominação, quando submetidos a diferentes ambientes. Os descritores que mais contribuíram para a diferenciação das variedades foram, respectivamente: cor da nervura, cor dos ramos terminais, cor da brotação apical, tipo de planta, cor do córtex da raiz, comprimento da raiz e cor do pecíolo. Assim, é necessário o refinamento de métodos que busquem auxiliar o reconhecimento das variedades em campo.

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  • ERICK COELHO SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DA COLEÇÃO DE MANDIOCA (Manihot esculenta Crantz) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : CARLOS IVAN AGUILAR VILDOSO
  • Data: 29/07/2019
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  • A mandioca possui grande importância na alimentação da população mundial, sendo de fundamental valor o seu reconhecimento em campo, além de que os processos atuais de melhoramento genético estão começando a atuar na liberação de novas variedades, impactando diretamente no meio social, produtivo, ecológico e genético. O objetivo foi caracterizar morfologicamente as variedades de mandioca da coleção da Universidade Federal do Oeste do Pará. Duas coleções foram montadas com as variedades de mandioca da região de Santarém, sendo que alguns acessos tiveram repetições plantadas em ambos os locais. Os materiais foram avaliados segundo os descritores morfológicos da FAO em diferentes idades de crescimento até a colheita. No geral, 71 variedades foram propagadas nas duas coleções em espaçamento de 1 x 1m entre linhas e entre plantas, sendo cada linha ocupada por uma variedade diferente, com 8 plantas por linha na coleção do Eixo Forte e 10 plantas por linha na região da Boa Esperança, perfazendo um total de 108 linhas. Os descritores morfológicos apontaram um padrão característico de cada variedade, porém, evidenciou manifestações fenotípicas diferentes em genótipos de mesma denominação, quando submetidos a diferentes ambientes. Os descritores que mais contribuíram para a diferenciação das variedades foram, respectivamente: cor da nervura, cor dos ramos terminais, cor da brotação apical, tipo de planta, cor do córtex da raiz, comprimento da raiz e cor do pecíolo. Assim, é necessário o refinamento de métodos que busquem auxiliar o reconhecimento das variedades em campo.

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  • LUCAS MEIRELES DE SOUSA
  • PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS ANFISBÊNIOS (SQUAMATA: AMPHISBAENIA) DAS ECORREGIÕES FLORESTA SAZONAL DO MATO GROSSO E FLORESTAS SECAS DO CHIQUITANO, ÁREAS DE CONTATO ENTRE AMAZÔNIA E CERRADO

  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 29/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • Padrões de distribuição são requisitos básicos para estudos faunísticos, estudos de distribuição
    geográfica podem fornecer importantes compreensões para estudos biológicos, locais com
    conhecimento faunístico precário são pouco assistidos em estudos de biodiversidade. Nós
    analisamos os padrões de distribuição geográfica dos anfisbênios das ecorregiões Floresta
    Sazonal do Mato Grosso (FSMT) e Florestas Secas do Chiquitano (FSC), localizadas em
    áreas de contato entre os biomas Amazônia e Cerrado. As ecorregiões são uma importante
    ferramenta para conservação, pela intensa gama de fauna e flora por todo planeta, oferecendo
    espaço para estudos não só de conservação, mas também estudos biológicos, biogeográficos,
    ecológicos e taxonômicos. O grupo dos Anfisbênios possui uma grande carência de dados de
    distribuição, dificultando o desenvolvimento de trabalhos taxonômicos e de conservação para
    espécies do grupo. Foram compilados dados bibliográficos e organizados 128 registros
    geográficos para os anfisbênios da área em estudo. Nós apresentamos uma lista de dados e
    mapas atualizados de distribuição das espécies estudadas. Ao todo ocorrem 22 espécies de
    anfisbênios nas áreas de estudo, sendo 6 registrados de espécies em ambas ecorregiões, 69 na
    FSMT e 59 na FSC. Dentre as categorias estabelecidas identificamos duas espécies de
    distribuição restrita, quatro Cerradenses, uma com registro para o Cerrado e Pantanal, três
    Amazônia e Cerrado, uma com registro para Amazônia, Cerrado e Caatinga e 11 espécies
    amplamente distribuídas. Considerando a diversidade identificada a o alto índice de
    descaracterização ambiental nas áreas de ocorrência, sugerimos que sejam feitos esforços em
    estratégias de conservação para áreas com maior diversidade.

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  • LUCAS MEIRELES DE SOUSA
  • PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS ANFISBÊNIOS (SQUAMATA: AMPHISBAENIA) DAS ECORREGIÕES FLORESTA SAZONAL DO MATO GROSSO E FLORESTAS SECAS DO CHIQUITANO, ÁREAS DE CONTATO ENTRE AMAZÔNIA E CERRADO

  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 29/07/2019
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  • Padrões de distribuição são requisitos básicos para estudos faunísticos, estudos de distribuição
    geográfica podem fornecer importantes compreensões para estudos biológicos, locais com
    conhecimento faunístico precário são pouco assistidos em estudos de biodiversidade. Nós
    analisamos os padrões de distribuição geográfica dos anfisbênios das ecorregiões Floresta
    Sazonal do Mato Grosso (FSMT) e Florestas Secas do Chiquitano (FSC), localizadas em
    áreas de contato entre os biomas Amazônia e Cerrado. As ecorregiões são uma importante
    ferramenta para conservação, pela intensa gama de fauna e flora por todo planeta, oferecendo
    espaço para estudos não só de conservação, mas também estudos biológicos, biogeográficos,
    ecológicos e taxonômicos. O grupo dos Anfisbênios possui uma grande carência de dados de
    distribuição, dificultando o desenvolvimento de trabalhos taxonômicos e de conservação para
    espécies do grupo. Foram compilados dados bibliográficos e organizados 128 registros
    geográficos para os anfisbênios da área em estudo. Nós apresentamos uma lista de dados e
    mapas atualizados de distribuição das espécies estudadas. Ao todo ocorrem 22 espécies de
    anfisbênios nas áreas de estudo, sendo 6 registrados de espécies em ambas ecorregiões, 69 na
    FSMT e 59 na FSC. Dentre as categorias estabelecidas identificamos duas espécies de
    distribuição restrita, quatro Cerradenses, uma com registro para o Cerrado e Pantanal, três
    Amazônia e Cerrado, uma com registro para Amazônia, Cerrado e Caatinga e 11 espécies
    amplamente distribuídas. Considerando a diversidade identificada a o alto índice de
    descaracterização ambiental nas áreas de ocorrência, sugerimos que sejam feitos esforços em
    estratégias de conservação para áreas com maior diversidade.

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  • JÉSSICA TAISA DOS SANTOS GUIMARÃES
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE Amphisbaena roberti Gans, 1964 e Amphisbaena steindachneri Strauch, 1881
    (AMPHISBAENIA, AMPHISBAENIDAE)

  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • O gênero Amphisbaena compreende cerca de 96 espécies válidas, com 65 registradas no
    Brasil. Apesar da riqueza em relação aos demais gêneros,
    Amphisbaena ainda carece de
    informações quanto a variações morfológicas, ontogenéticas, sexuais e geográfica. Esse
    déficit é maior para aquelas espécies que são conhecidas apenas pela série-tipo ou que
    apresentam distribuição geográfica restritas para uma localidade. A exemplo disso,
    destacam-se
    Amphisbaena steindachneri descrita há mais de 50 anos e representada por
    quatro espécimes; e
    A. roberti com espécimes procedentes dos estados brasileiros de
    São Paulo, Goiás e Minas Gerais, e indicação de variação geográfica quanto ao número
    de anéis do corpo e número de anéis caudais. Este estudo foi realizado com intuito de
    investigar a variação intraespecífica de
    A. roberti e revisar o status taxonômico de A.
    steindachneri. No estudo de A. roberti foram analisados 11 caracteres merísticos, 50
    morfométricos e caracteres qualitativos de 133 espécimes, incluindo o holótipo, com o
    intuito testar a variação e recaracterizar a espécie. Com base em formato de escudos
    cefálicos, coloração e estrutura corpórea a amostra foi dividida nos morfotipos “
    A.
    roberti
    ”, “Goiás/Minas Gerais” e “Estreito”. Para verificar quais caracteres merísticos e
    morfométricos melhor auxiliam na distinção entre os morfotipos foi desenvolvida uma
    Análise Discriminante de Componentes Principais. Foram testadas diferenças em
    valores de coordenadas principais por indivíduo entre os morfotipos, usando uma
    combinação entre Análise de Variância e Teste de Tukey. Os morfotipos testados
    estatisticamente não são significativamente distintos e não foram identificados
    caracteres morfológicos discretos que possam ser utilizados como diagnose para os
    espécimes.
    A. roberti apresentou variação qualitativa entre os espécimes e sua diagnose
    foi reestruturada com novos caracteres merísticos e acréscimo de dados morfométricos.
    Adicionalmente, sua distribuição geográfica foi complementada para 14 novas
    localidades e um
    gazeteer com 45 localidades foi estruturado para a espécie. Para A.
    steindachneri
    além dos quatro espécimes citados na bibliografia, foram localizados em
    coleções científicas outros 14 espécimes para os biomas Cerrado e Pantanal. Com base
    nesses espécimes
    A. steindachneri foi redescrita, um lectoparátipo foi redefinido como
    uma nova espécie e uma segunda espécie nova foi descrita. As espécies foram
    diagnosticadas com base em 11 caracteres merísticos, 56 morfométricos, disposição e
    formato dos escudos cefálicos e formato da cauda. Na revisão taxonômica desenvolvida
    a diagnose de
    A. steindachneri foi reestruturada e redescrita, uma nova espécie foi
    descrita para o bioma Amazônia e uma para ecorregião Florestas Secas do Chiquitano,
    na porção sul do bioma Cerrado que é conhecido com uma área de transição entre os
    biomas Amazônia e Cerrado.

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  • JÉSSICA TAISA DOS SANTOS GUIMARÃES
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE Amphisbaena roberti Gans, 1964 e Amphisbaena steindachneri Strauch, 1881
    (AMPHISBAENIA, AMPHISBAENIDAE)

  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/07/2019
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  • O gênero Amphisbaena compreende cerca de 96 espécies válidas, com 65 registradas no
    Brasil. Apesar da riqueza em relação aos demais gêneros,
    Amphisbaena ainda carece de
    informações quanto a variações morfológicas, ontogenéticas, sexuais e geográfica. Esse
    déficit é maior para aquelas espécies que são conhecidas apenas pela série-tipo ou que
    apresentam distribuição geográfica restritas para uma localidade. A exemplo disso,
    destacam-se
    Amphisbaena steindachneri descrita há mais de 50 anos e representada por
    quatro espécimes; e
    A. roberti com espécimes procedentes dos estados brasileiros de
    São Paulo, Goiás e Minas Gerais, e indicação de variação geográfica quanto ao número
    de anéis do corpo e número de anéis caudais. Este estudo foi realizado com intuito de
    investigar a variação intraespecífica de
    A. roberti e revisar o status taxonômico de A.
    steindachneri. No estudo de A. roberti foram analisados 11 caracteres merísticos, 50
    morfométricos e caracteres qualitativos de 133 espécimes, incluindo o holótipo, com o
    intuito testar a variação e recaracterizar a espécie. Com base em formato de escudos
    cefálicos, coloração e estrutura corpórea a amostra foi dividida nos morfotipos “
    A.
    roberti
    ”, “Goiás/Minas Gerais” e “Estreito”. Para verificar quais caracteres merísticos e
    morfométricos melhor auxiliam na distinção entre os morfotipos foi desenvolvida uma
    Análise Discriminante de Componentes Principais. Foram testadas diferenças em
    valores de coordenadas principais por indivíduo entre os morfotipos, usando uma
    combinação entre Análise de Variância e Teste de Tukey. Os morfotipos testados
    estatisticamente não são significativamente distintos e não foram identificados
    caracteres morfológicos discretos que possam ser utilizados como diagnose para os
    espécimes.
    A. roberti apresentou variação qualitativa entre os espécimes e sua diagnose
    foi reestruturada com novos caracteres merísticos e acréscimo de dados morfométricos.
    Adicionalmente, sua distribuição geográfica foi complementada para 14 novas
    localidades e um
    gazeteer com 45 localidades foi estruturado para a espécie. Para A.
    steindachneri
    além dos quatro espécimes citados na bibliografia, foram localizados em
    coleções científicas outros 14 espécimes para os biomas Cerrado e Pantanal. Com base
    nesses espécimes
    A. steindachneri foi redescrita, um lectoparátipo foi redefinido como
    uma nova espécie e uma segunda espécie nova foi descrita. As espécies foram
    diagnosticadas com base em 11 caracteres merísticos, 56 morfométricos, disposição e
    formato dos escudos cefálicos e formato da cauda. Na revisão taxonômica desenvolvida
    a diagnose de
    A. steindachneri foi reestruturada e redescrita, uma nova espécie foi
    descrita para o bioma Amazônia e uma para ecorregião Florestas Secas do Chiquitano,
    na porção sul do bioma Cerrado que é conhecido com uma área de transição entre os
    biomas Amazônia e Cerrado.

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  • PAULO HENRIQUE LIMA
  • TENSÕES E CONFLITOS NA GESTÃO E ACESSO A RECURSOS NATURAIS NA AMAZÔNIA: CACHOEIRA DO ARUÃ – PAE LAGO GRANDE

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 31/08/2019
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  • As populações tradicionais da região do entorno da comunidade de Cachoeira do Aruã, situada no Projeto Agroextrativista do Lago Grande, em Santarém (PA), têm relações com modos de viver e produzir baseados no extrativismo, na agricultura familiar e na caça. Modos esses que pressupõe a existência de áreas de uso coletivo e acordos para a exploração de seus recursos naturais. Paralelamente à ocupação tradicional dessas terras, aquecem, na primeira década do século XXI, os conflitos pelo acesso à madeira naquela região, rica em espécies de alto valor econômico. Esta dissertação busca historiar os caminhos das diversas políticas públicas em diferentes profundidades nos seus aspectos fundiários, ambientais e agrários e a crítica a ser feita toma como base a teórica centrada na ecologia política. A partir da sanção da Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei 11.284/2006) e da descentralização das responsabilidades sobre a gestão do patrimônio ambiental para os estados, um conjunto de políticas públicas é criado para fomentar a cadeia produtiva da madeira, supostamente, com preocupação social e ambiental. O esforço dessa pesquisa é olhar, passados mais de dez anos do início da aplicação dessas políticas sobre o território, e avaliar, criticamente, a geração de lucro e concentração de renda, bem como os impactos desses programas na vida comunitária, indagando o que um desenvolvimento imposto de cima para baixo tem representado para suas vidas

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  • PAULO HENRIQUE LIMA
  • TENSÕES E CONFLITOS NA GESTÃO E ACESSO A RECURSOS NATURAIS NA AMAZÔNIA: CACHOEIRA DO ARUÃ – PAE LAGO GRANDE

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 31/08/2019
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  • As populações tradicionais da região do entorno da comunidade de Cachoeira do Aruã, situada no Projeto Agroextrativista do Lago Grande, em Santarém (PA), têm relações com modos de viver e produzir baseados no extrativismo, na agricultura familiar e na caça. Modos esses que pressupõe a existência de áreas de uso coletivo e acordos para a exploração de seus recursos naturais. Paralelamente à ocupação tradicional dessas terras, aquecem, na primeira década do século XXI, os conflitos pelo acesso à madeira naquela região, rica em espécies de alto valor econômico. Esta dissertação busca historiar os caminhos das diversas políticas públicas em diferentes profundidades nos seus aspectos fundiários, ambientais e agrários e a crítica a ser feita toma como base a teórica centrada na ecologia política. A partir da sanção da Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei 11.284/2006) e da descentralização das responsabilidades sobre a gestão do patrimônio ambiental para os estados, um conjunto de políticas públicas é criado para fomentar a cadeia produtiva da madeira, supostamente, com preocupação social e ambiental. O esforço dessa pesquisa é olhar, passados mais de dez anos do início da aplicação dessas políticas sobre o território, e avaliar, criticamente, a geração de lucro e concentração de renda, bem como os impactos desses programas na vida comunitária, indagando o que um desenvolvimento imposto de cima para baixo tem representado para suas vidas

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  • LUCAS MEIRELES DE SOUSA
  • RIQUEZA E DISTRIBUIÇÃO DOS ANFISBÊNIOS (SQUAMATA:AMPHISBAENIA) NAS ECORREGIÕES FLORESTASAZONAL DO MATO GROSSO E FLORESTAS SECAS DO CHIQUITANO, ÁREAS DE TRANSIÇÃO ENTRE AMAZÔNIA E CERRADO

  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 18/10/2019
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  • Anfisbênios são répteis escamados de hábitos fossórios e corpo cilíndrico serpentiforme divido em anéis, conhecidos popularmente como cobras cegas ou cobra de duas cabeças, a maioria com ausência de membros. Estudos de distribuição geográfica ajudam no conhecimento sobre a riqueza, ecologia e biogeografia de espécies, podendo ser influenciada por fatores bióticos, abióticos e de acessibilidade. Ecorregiões são importantesferramentas para conservação, oferecendo espaço para estudos biológicos, biogeográficos, ecológicos e taxonômicos. Nós analisamos a distribuição geográfica dos anfisbênios das ecorregiões Floresta Sazonal do Mato Grosso (FSMT) e Florestas Secas do Chiquitano (FSC), localizadas em áreas de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado.Foram compilados dados bibliográficos e organizamos122 registros geográficos para os anfisbênios na área de estudo. Adicionalmente, utilizamos um grid de 380 células com 0,5°de latitude por 0,5° de longitude sobre a área de estudo para melhor interpretar a distribuição das espécies. Nós acessamos 844 registrosde ocorrência em 733 localidades georreferenciadas para 22 espécies de anfisbênios. A FSMTapresentou 50 registros geográficos de 18 espécies em 39 localidades e a FSC 52 registros de 11 espécies em 45 localidades.Os quadrantes apresentaramum percentual de 14,5% com pelo menos um registro de anfisbênios na área de estudo, 44 % apresentaram uma localidade registrada, 26,2% duas localidades, 17,9% três localidades, dois quadrantes com quatro localidades registradas. Na FSMT existem 34 unidades de conservaçãoe 46 terras indígenas e registro de cinco espécies de anfisbênios em áreas protegidas; e naFSC existem 12 unidadesde conservação e 20 terras indígenase registro de apenas A. brasiliana em uma unidade de conservação. FSMT apresenta 16 espécies de Amphisbaena e duas de Leposternone a FSC nove espécies de Amphisbaena e duas de Leposternon. As espéciesAmphisbaena crisae e A. hoogmoedisão conhecidas apenas para localidade tipo; A. bilabialata, A. cuiabana, A. filiformis, A. kraohe A. miringoera são registradas entre duas e cinco localidades; A. camura ocorre em oito localidades; e as outras 14 espécies ocorrem em mais Vde 10 localidades. Os registros de Amphisbaena alba, A. fuliginosa, A. vermicularis e Leposternon microcephalumrepresentam 64,5%

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  • LUCAS MEIRELES DE SOUSA
  • RIQUEZA E DISTRIBUIÇÃO DOS ANFISBÊNIOS (SQUAMATA:AMPHISBAENIA) NAS ECORREGIÕES FLORESTASAZONAL DO MATO GROSSO E FLORESTAS SECAS DO CHIQUITANO, ÁREAS DE TRANSIÇÃO ENTRE AMAZÔNIA E CERRADO

  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 18/10/2019
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  • Anfisbênios são répteis escamados de hábitos fossórios e corpo cilíndrico serpentiforme divido em anéis, conhecidos popularmente como cobras cegas ou cobra de duas cabeças, a maioria com ausência de membros. Estudos de distribuição geográfica ajudam no conhecimento sobre a riqueza, ecologia e biogeografia de espécies, podendo ser influenciada por fatores bióticos, abióticos e de acessibilidade. Ecorregiões são importantesferramentas para conservação, oferecendo espaço para estudos biológicos, biogeográficos, ecológicos e taxonômicos. Nós analisamos a distribuição geográfica dos anfisbênios das ecorregiões Floresta Sazonal do Mato Grosso (FSMT) e Florestas Secas do Chiquitano (FSC), localizadas em áreas de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado.Foram compilados dados bibliográficos e organizamos122 registros geográficos para os anfisbênios na área de estudo. Adicionalmente, utilizamos um grid de 380 células com 0,5°de latitude por 0,5° de longitude sobre a área de estudo para melhor interpretar a distribuição das espécies. Nós acessamos 844 registrosde ocorrência em 733 localidades georreferenciadas para 22 espécies de anfisbênios. A FSMTapresentou 50 registros geográficos de 18 espécies em 39 localidades e a FSC 52 registros de 11 espécies em 45 localidades.Os quadrantes apresentaramum percentual de 14,5% com pelo menos um registro de anfisbênios na área de estudo, 44 % apresentaram uma localidade registrada, 26,2% duas localidades, 17,9% três localidades, dois quadrantes com quatro localidades registradas. Na FSMT existem 34 unidades de conservaçãoe 46 terras indígenas e registro de cinco espécies de anfisbênios em áreas protegidas; e naFSC existem 12 unidadesde conservação e 20 terras indígenase registro de apenas A. brasiliana em uma unidade de conservação. FSMT apresenta 16 espécies de Amphisbaena e duas de Leposternone a FSC nove espécies de Amphisbaena e duas de Leposternon. As espéciesAmphisbaena crisae e A. hoogmoedisão conhecidas apenas para localidade tipo; A. bilabialata, A. cuiabana, A. filiformis, A. kraohe A. miringoera são registradas entre duas e cinco localidades; A. camura ocorre em oito localidades; e as outras 14 espécies ocorrem em mais Vde 10 localidades. Os registros de Amphisbaena alba, A. fuliginosa, A. vermicularis e Leposternon microcephalumrepresentam 64,5%

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  • TATIANA ANDRÉA LOBATO
  • DINÂMICA TEMPORAL NA ESTRUTURA DA VEGETAÇÃO DE FRAGMENTOS FLORESTAIS EM ALTER DO CHÃO, PA

  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 18/12/2019
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  • Alterações temporais na abundância, na área basal e distribuição de classes diamétricas foram propriedades fundamentais para caracterizar a dinâmica de uma floresta. O objetivo desse estudo foi caracterizar padrões estruturais de fragmentos florestais em Alter do Chão – PA. Foram observadas as mudanças em abundância, na área basal e distribuição de classes diamétricas em áreas de fragmentos florestais em Alter do Chão comparados com dados coletados na década de 90 por pesquisadores do INPA. Ao mesmo tempo, analisarmos as variações estruturais que ocorreram nessa vegetação no intervalo de vinte anos, considerando fatores como o fogo e o tamanho do fragmento, como agentes de mudança. A área de estudo está localizada entre a cidade de Santarém e o distrito de Alter do Chão, no Estado do Pará. Entre os anos de 1998-2001, cada fragmento florestal (FF) e mata contínua (MC), foi alocado em 4 subparcelas de 2 x 250m (2000m2) e realizado inventário de indivíduos arbóreos com diâmetro a 1,30 cm do solo (DAP) ≥ 1 cm. Essas áreas foram avaliadas novamente entre 2017-2019 para análise da dinâmica da estrutura da vegetação, parcelas de 10 x 250 m (2.500m2) foram instaladas. Indivíduos arbóreos foram medidos (DAP; 1,30 m do solo) em faixas com tamanho diferentes. Faixa 1 de 2 m da linha central todos os indivíduos arbóreos com diâmetro (DAP ≥ 1 cm) foram medidas e na Faixa 2 a 10 m da linha central foram medidas plantas com DAP ≥ 10 cm. O principal resultado foi que incêndios florestais podem ter influenciado significativamente a estrutura da vegetação arbórea, reduzindo densidade e área basal dos indivíduos. Em 1998-2001 foi estimado um total de 48.790 indivíduos/ha (média: 2217,72; desvio padrão: 805,19), nas 22 áreas, a área basal total foi de 447,67m2/ha. Já nos anos 2017-2019 foram estimados 56.656 indivíduos/ha (média: 2575,27; desvio padrão:1147,57), com um área basal de 313,78m2/ha. A área basal (AB) no período de 20 anos, apresentou alterações nas 22 áreas, sendo que a AB no primeiro período 1998-2001 foi maior que do período atual 2017-2019. Em relação a estrutura das classes diamétricas, comparados os dois períodos, tivemos variações na quantidade de indivíduos; o número de indivíduo com DAP<5 cm aumentou, o número de indivíduo com DAP entre 5≤ DAP<10 cm diminuiu, o número de indivíduos onde o DAP esteve entre 10≤ DAP<30 cm diminuiu, e o número de indivíduos com o DAP>30 cm teve aumento, mas com quantidade pouco expressiva mantendo-se quase estável. Já em relação ao tamanho de fragmento as análise obtidas mostraram que o mesmo não afeta significativamente nenhuma das variáveis estudadas.

2018
Dissertações
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  • RENATA SILVA SOUZA
  • FLUXO DE CARBONO ORGÂNICO DISSOLVIDO NO RIO TAPAJÓS EM ITAITUBA, PA, BRASIL
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 26/02/2018
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  • A bacia hidrográfica Amazônica é considerada a maior do mundo e seus rios formadores contribuem com grande quantidade de sedimentos e carbono dissolvido para os oceanos. O rio Tapajós é um rio de águas claras e afluente da margem direita do rio Amazonas, drenando uma área de 492.263 km2 desde a região central do Brasil até a porção centroeste do estado do Pará. Este trabalho teve como principal objetivo estudar o fluxo de carbono dissolvido em um transecto do rio Tapajós em Itaituba/PA, avaliando a influência da descarga e das mudanças hidrológicas sazonais. Para isto, amostras mensais de água da porção superficial do rio foram coletadas em 2016 e aferidos in locu os parâmetros biogeoquímicos (pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido e temperatura). As concentrações de Carbono Orgânico Dissolvido (COD) foram determinadas através de um analisador de carbono total (Shimadzu TOC-V). Os valores de COD e sedimento foram analisados em testes estatísticos e correlacionados aos dados hidrológicos (precipitação, cota e vazão) disponibilizados no banco de dados do INMET e HyBam. O total pluviométrico registrado na estação para o ano estudado foi de 1.911,1 mm, com o maior valor no mês de março (466,4 mm) e o menor no mês de agosto (41,2 mm). A vazão média do ano de 2016 foi de 8.274 m3 s-1, com valor máximo em abril (16.450 m3 s-1) e mínimo em outubro (3.236 m3 s-1). A temperatura média da água foi de 29,9°C, o pH teve uma média de 6,94, a condutividade elétrica apresentou valores médios de 16,7 μS cm-1 e o OD com média de 6,60 mg L-1. Os teores de COD encontrados neste trabalho variaram de 1,2 a 8,3 mg L-1, com média anual de 3,8 ± 2,18 mg L-1, com diferenças significativas entre os períodos da hidrógrafa, com média de 4,97 mg L-1 na cheia e de 2,32 mg L-1 na seca. Os valores de sedimentos variaram entre 4,44 e 38,75 e a média anual foi de 14,35 ± 10,0 mg L-1. Com base nos resultados, pode-se concluir que, as mudanças hidrológicas sazonais são as maiores responsáveis pelas alterações no fluxo de COD no rio Tapajós, com possíveis associações às atividades garimpeiras e outras ações antrópicas nos leitos de seus afluentes.
2
  • RENATA SILVA SOUZA
  • FLUXO DE CARBONO ORGÂNICO DISSOLVIDO NO RIO TAPAJÓS EM ITAITUBA, PA, BRASIL
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 26/02/2018
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  • A bacia hidrográfica Amazônica é considerada a maior do mundo e seus rios formadores contribuem com grande quantidade de sedimentos e carbono dissolvido para os oceanos. O rio Tapajós é um rio de águas claras e afluente da margem direita do rio Amazonas, drenando uma área de 492.263 km2 desde a região central do Brasil até a porção centroeste do estado do Pará. Este trabalho teve como principal objetivo estudar o fluxo de carbono dissolvido em um transecto do rio Tapajós em Itaituba/PA, avaliando a influência da descarga e das mudanças hidrológicas sazonais. Para isto, amostras mensais de água da porção superficial do rio foram coletadas em 2016 e aferidos in locu os parâmetros biogeoquímicos (pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido e temperatura). As concentrações de Carbono Orgânico Dissolvido (COD) foram determinadas através de um analisador de carbono total (Shimadzu TOC-V). Os valores de COD e sedimento foram analisados em testes estatísticos e correlacionados aos dados hidrológicos (precipitação, cota e vazão) disponibilizados no banco de dados do INMET e HyBam. O total pluviométrico registrado na estação para o ano estudado foi de 1.911,1 mm, com o maior valor no mês de março (466,4 mm) e o menor no mês de agosto (41,2 mm). A vazão média do ano de 2016 foi de 8.274 m3 s-1, com valor máximo em abril (16.450 m3 s-1) e mínimo em outubro (3.236 m3 s-1). A temperatura média da água foi de 29,9°C, o pH teve uma média de 6,94, a condutividade elétrica apresentou valores médios de 16,7 μS cm-1 e o OD com média de 6,60 mg L-1. Os teores de COD encontrados neste trabalho variaram de 1,2 a 8,3 mg L-1, com média anual de 3,8 ± 2,18 mg L-1, com diferenças significativas entre os períodos da hidrógrafa, com média de 4,97 mg L-1 na cheia e de 2,32 mg L-1 na seca. Os valores de sedimentos variaram entre 4,44 e 38,75 e a média anual foi de 14,35 ± 10,0 mg L-1. Com base nos resultados, pode-se concluir que, as mudanças hidrológicas sazonais são as maiores responsáveis pelas alterações no fluxo de COD no rio Tapajós, com possíveis associações às atividades garimpeiras e outras ações antrópicas nos leitos de seus afluentes.
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  • JONATAS MONTEIRO GUIMARÃES CRUZ
  • ECOFISIOLOGIA DE LAVOURAS CACAUEIRAS NA REGIÃO DO XINGU: ESTUDO DE CASO EM MEDICILÂNDIA/PA.
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 09/03/2018
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  • Na busca incessante por alternativas produtivas que respeitem o meio ambiente e que valorizem o homem como componente fundamental de um sistema, os sistemas agroflorestais (SAF’s) tendem a se consolidarem como um modelo de produção capaz de agregar alguns valores do “agronegócio” com os princípios da agricultura familiar, mas pesquisas de aprofundamento desta temática ainda precisam ser realizados. Frente a este desafio, o objetivo deste estufo foi caracterizar o comportamento ecofisiológico de duas variedades (TSH 1188 e CCN 51) de Theobroma cacao cultivados em Sistemas Agroflorestais no município de Medicilândia/PA. Foram determinadas as taxas de fotossíntese, transpiração, condutância estomática, temperatura foliar e eficiência no uso da água em tecidos foliares de cacau no período de menor precipitação pluviométrica, assim como foi analisado e comparado o comportamento ecofisiológico destas variedades sob dois níveis de luz e em dois solos diferentes: Nitossolo Vermelho e Latossolo Vermelho. O delineamento experimental foi em blocos inteiramente casualizados, com cinco repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 2 x 2, sendo dois genótipos de cacau e duas intensidades luminosa (tecidos foliares a pleno sol e sombra) em dois solos diferentes. Os resultados revelaram que, através de uma análise sistêmica acerca dos principais processos químicos estudados, existe uma diferença significativa (p < 0,0001) entre as variáveis fisiológicas encontradas em tecidos foliares a pleno sol e sombra, nos dois solos avaliados e entre as duas cultivares. Os resultados obtidos quanto as taxas fotossintéticas, transpiratórias e de condutância estomática revelaram que ambas as cultivares se desenvolvem bem em ambientes sombreados (Sombreamento parcial) dentro de um sistema diversificado. Estas, por sua vez, apresentaram boa adaptabilidade ao cultivo em nitossolo vermelho e latossolo vermelho. Contudo, o genótipo de cacau CCN 51 apresentou as melhores taxas das variáveis fisiológicas estudadas, nos dois solos estudados, indicando que esta é mais adaptada as condições de cultivo em Sistemas Agroflorestais e o solo mais indicado para o cultivo de cacau em Sistemas Agroflorestais é o nitossolo vermelho eutrófico, por este apresentar as melhores condições para o desenvolvimento da cultura.
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  • JONATAS MONTEIRO GUIMARÃES CRUZ
  • ECOFISIOLOGIA DE LAVOURAS CACAUEIRAS NA REGIÃO DO XINGU: ESTUDO DE CASO EM MEDICILÂNDIA/PA.
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 09/03/2018
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  • Na busca incessante por alternativas produtivas que respeitem o meio ambiente e que valorizem o homem como componente fundamental de um sistema, os sistemas agroflorestais (SAF’s) tendem a se consolidarem como um modelo de produção capaz de agregar alguns valores do “agronegócio” com os princípios da agricultura familiar, mas pesquisas de aprofundamento desta temática ainda precisam ser realizados. Frente a este desafio, o objetivo deste estufo foi caracterizar o comportamento ecofisiológico de duas variedades (TSH 1188 e CCN 51) de Theobroma cacao cultivados em Sistemas Agroflorestais no município de Medicilândia/PA. Foram determinadas as taxas de fotossíntese, transpiração, condutância estomática, temperatura foliar e eficiência no uso da água em tecidos foliares de cacau no período de menor precipitação pluviométrica, assim como foi analisado e comparado o comportamento ecofisiológico destas variedades sob dois níveis de luz e em dois solos diferentes: Nitossolo Vermelho e Latossolo Vermelho. O delineamento experimental foi em blocos inteiramente casualizados, com cinco repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 2 x 2, sendo dois genótipos de cacau e duas intensidades luminosa (tecidos foliares a pleno sol e sombra) em dois solos diferentes. Os resultados revelaram que, através de uma análise sistêmica acerca dos principais processos químicos estudados, existe uma diferença significativa (p < 0,0001) entre as variáveis fisiológicas encontradas em tecidos foliares a pleno sol e sombra, nos dois solos avaliados e entre as duas cultivares. Os resultados obtidos quanto as taxas fotossintéticas, transpiratórias e de condutância estomática revelaram que ambas as cultivares se desenvolvem bem em ambientes sombreados (Sombreamento parcial) dentro de um sistema diversificado. Estas, por sua vez, apresentaram boa adaptabilidade ao cultivo em nitossolo vermelho e latossolo vermelho. Contudo, o genótipo de cacau CCN 51 apresentou as melhores taxas das variáveis fisiológicas estudadas, nos dois solos estudados, indicando que esta é mais adaptada as condições de cultivo em Sistemas Agroflorestais e o solo mais indicado para o cultivo de cacau em Sistemas Agroflorestais é o nitossolo vermelho eutrófico, por este apresentar as melhores condições para o desenvolvimento da cultura.
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  • SARAH ROSANE MONTEIRO CARVALHO FADINI
  • ESTIMATIVA DE BIOMASSA PARA UMA ERVA-DEPASSARINHO LENHOSA NA SAVANA AMAZÔNICA DE ALTER DO CHÃO
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 26/03/2018
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  • Este estudo desenvolve equações alométricas para estimar a contribuição relativa da erva-depassarinho Psittacanthus plagiophyllus no estoque de biomassa em uma savana amazônica. Uma amostragem destrutiva de 35 indivíduos foi realizada para a construção das equações. Para cada indivíduo, foram medidos: diâmetro do haustório (cm) e da copa (m), profundidade da copa (m), altura (m) e porcentagem foliar (1-100%). Todas as partes foram removidas e pesadas para estudar o padrão de alocação da biomassa. Em 13 parcelas (2 ha cada), contamos o número de todas as ervas-de-passarinho adultas e medimos seu tamanho em 342 hospedeiros da espécie Anacardium occidentale (cajueiro). Com os dados de tamanho, utilizamos a melhor equação alométrica para estimar sua biomassa. Simultaneamente, medimos o perímetro basal (cm), diâmetro da copa (m) e altura (m) dos cajueiros, a fim de utilizar essas medidas como possíveis preditoras do número de infecções e da biomassa acumulada de ervas-de-passarinho por hospedeiro. Para comparar a biomassa total acumulada pelas ervas-de-passarinho com a biomassa arbórea total acima do solo, utilizamos dados de estimativas de biomassa disponíveis para uma parcela de savana em Alter do Chão. Galhos e folhas alocam biomassa em proporção semelhante, juntos somam 95% do total da biomassa da planta. A equação com o diâmetro x profundidade da copa x altura foi a melhor preditora da biomassa (r2=0,9 e EP 0,39). O número de infecções e a biomassa estimada das ervas-depassarinho têm relação positiva, porém fraca com a biometria do hospedeiro (i.e., diâmetro da copa), mostrando que as informações dos hospedeiros são pobres preditores para modelar a biomassa das ervas-de-passarinho. Os resíduos da biomassa estimada das ervas-de-passarinho e do número de infecções por hospedeiro se relacionam positivamente (r2=0,33 e p<0,001). A biomassa das ervas-de-passarinho constitui menos de 0,5% da biomassa arbórea total acima do solo, sugerindo que ela é irrelevante para o estoque de biomassa local. Apesar disso, sua importância nos processos ecossistêmicos deve ser considerada, uma vez que a produção de liteira fina e grossa (que não foram avaliadas) pode ser um serviço essencial para savanas com solos pobres em nutrientes, como as do presente estudo.
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  • SARAH ROSANE MONTEIRO CARVALHO FADINI
  • ESTIMATIVA DE BIOMASSA PARA UMA ERVA-DEPASSARINHO LENHOSA NA SAVANA AMAZÔNICA DE ALTER DO CHÃO
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 26/03/2018
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  • Este estudo desenvolve equações alométricas para estimar a contribuição relativa da erva-depassarinho Psittacanthus plagiophyllus no estoque de biomassa em uma savana amazônica. Uma amostragem destrutiva de 35 indivíduos foi realizada para a construção das equações. Para cada indivíduo, foram medidos: diâmetro do haustório (cm) e da copa (m), profundidade da copa (m), altura (m) e porcentagem foliar (1-100%). Todas as partes foram removidas e pesadas para estudar o padrão de alocação da biomassa. Em 13 parcelas (2 ha cada), contamos o número de todas as ervas-de-passarinho adultas e medimos seu tamanho em 342 hospedeiros da espécie Anacardium occidentale (cajueiro). Com os dados de tamanho, utilizamos a melhor equação alométrica para estimar sua biomassa. Simultaneamente, medimos o perímetro basal (cm), diâmetro da copa (m) e altura (m) dos cajueiros, a fim de utilizar essas medidas como possíveis preditoras do número de infecções e da biomassa acumulada de ervas-de-passarinho por hospedeiro. Para comparar a biomassa total acumulada pelas ervas-de-passarinho com a biomassa arbórea total acima do solo, utilizamos dados de estimativas de biomassa disponíveis para uma parcela de savana em Alter do Chão. Galhos e folhas alocam biomassa em proporção semelhante, juntos somam 95% do total da biomassa da planta. A equação com o diâmetro x profundidade da copa x altura foi a melhor preditora da biomassa (r2=0,9 e EP 0,39). O número de infecções e a biomassa estimada das ervas-depassarinho têm relação positiva, porém fraca com a biometria do hospedeiro (i.e., diâmetro da copa), mostrando que as informações dos hospedeiros são pobres preditores para modelar a biomassa das ervas-de-passarinho. Os resíduos da biomassa estimada das ervas-de-passarinho e do número de infecções por hospedeiro se relacionam positivamente (r2=0,33 e p<0,001). A biomassa das ervas-de-passarinho constitui menos de 0,5% da biomassa arbórea total acima do solo, sugerindo que ela é irrelevante para o estoque de biomassa local. Apesar disso, sua importância nos processos ecossistêmicos deve ser considerada, uma vez que a produção de liteira fina e grossa (que não foram avaliadas) pode ser um serviço essencial para savanas com solos pobres em nutrientes, como as do presente estudo.
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  • SÔNIA JACOBSON CASTRO
  • BIOLOGIA FLORAL E REPRODUTIVA DE UMA ESPÉCIE DE Psittacanthus (LORANTHACEAE) POLINIZADA POR ABELHAS
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 26/03/2018
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  • O gênero Psittacanthus (Loranthaceae), grupo de ervas-de-passarinho de ampla distribuição na região neotropical, é conhecido por suas flores ornitófilas, com cores vibrantes, sem cheiro e com tubo floral mais ou menos definido. Psittacanthus eucalyptifolius (Kunth), no entanto, é a única do gênero a ser visitada por abelhas que se tem conhecimento. Nesse estudo apresentamos dados sobre a biologia floral, visitantes florais e sistema reprodutivo da espécie, para avaliar a performance da polinização efetuada por abelhas, com ênfase no mecanismo de polinização e na interação polinizador-planta. O estudo foi conduzido em uma mancha de vegetação de savana amazônica, próximo à Vila de Alter-do-Chão (2°31’S; 59°00’W), Pará, Brasil. Após 31.15 horas de filmagens em 2016, registramos 170 visitas às flores de P. eucalyptifolius, de pelo menos 5 espécies de abelhas. Xylocopa frontalis foi a espécie de maior performance em termos de número de visitas e tempo dedicado às flores, além de tocar nas partes reprodutivas em >95% das visitas. A presença de odor, o tubo floral curto, a corola levemente zigomorfa e a produção de pouco néctar com alta concentração de açúcar, conferem a P. eucalyptifolius o status de única espécie com síndrome de polinização melitófila conhecida do gênero, abrindo caminho para uma discussão sobre o papel das abelhas como polinizadores de alta performance, contribuindo para a diversificação desse grupo de ervas-de-passarinho.
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  • SÔNIA JACOBSON CASTRO
  • BIOLOGIA FLORAL E REPRODUTIVA DE UMA ESPÉCIE DE Psittacanthus (LORANTHACEAE) POLINIZADA POR ABELHAS
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 26/03/2018
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  • O gênero Psittacanthus (Loranthaceae), grupo de ervas-de-passarinho de ampla distribuição na região neotropical, é conhecido por suas flores ornitófilas, com cores vibrantes, sem cheiro e com tubo floral mais ou menos definido. Psittacanthus eucalyptifolius (Kunth), no entanto, é a única do gênero a ser visitada por abelhas que se tem conhecimento. Nesse estudo apresentamos dados sobre a biologia floral, visitantes florais e sistema reprodutivo da espécie, para avaliar a performance da polinização efetuada por abelhas, com ênfase no mecanismo de polinização e na interação polinizador-planta. O estudo foi conduzido em uma mancha de vegetação de savana amazônica, próximo à Vila de Alter-do-Chão (2°31’S; 59°00’W), Pará, Brasil. Após 31.15 horas de filmagens em 2016, registramos 170 visitas às flores de P. eucalyptifolius, de pelo menos 5 espécies de abelhas. Xylocopa frontalis foi a espécie de maior performance em termos de número de visitas e tempo dedicado às flores, além de tocar nas partes reprodutivas em >95% das visitas. A presença de odor, o tubo floral curto, a corola levemente zigomorfa e a produção de pouco néctar com alta concentração de açúcar, conferem a P. eucalyptifolius o status de única espécie com síndrome de polinização melitófila conhecida do gênero, abrindo caminho para uma discussão sobre o papel das abelhas como polinizadores de alta performance, contribuindo para a diversificação desse grupo de ervas-de-passarinho.
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  • MIDIÃ LARINE COLARES GUALBERTO YANO
  • COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E COMPORTAMENTO FISIOLÓGICO DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM CLAREIRAS, NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS.

  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 29/03/2018
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  • O tamanho da abertura no dossel florestal é um parâmetro importante por influenciar na composição florística, muitas vezes, determinando a distribuição espacial das espécies. Existem espécies que possuem uma estratégia de desenvolvimento adaptada para locais onde ocorre a abertura de clareiras, que ativam diferentes mecanismos fisiológicos para desenvolvimento das espécies. O objetivo deste estudo é caracterizar a composição florística e o comportamento fisiológico de espécies florestais em regeneração natural, em área de clareiras oriundas de manejo florestal comunitário na Floresta Nacional do Tapajós, município de Belterra-Pará. Analisou-se a composição florística de quatro clareiras de 2 anos e duas clareiras de 4 anos, de diferentes dimensões, em que ocorreu contagem de indivíduos considerando quatro classes de tamanho a partir de indivíduos de altura (h) ≥ 0,30 m. Sendo a clareira 4 a apresentar maior diversidade (H‟ 3,00) em relação ao número de indivíduos. As espécies com maior densidade nas clareiras foram Couratari stellata, Rinorea flavescens, Solunum schlechtendalianum, Pourouma guianensis, Inga macrophylla, Ocotea caudata, Protium poniculatum e Cecropia sciadophylla. Destas espécies foram selecionadas quatro, para o estudo fisiológico, em que se verificou não haver diferenças significativas (p >0,05) entre a fotossíntese (A) das espécies, as respostas ecofisiológicas das espécies estudadas, Pourouma guianensis (Embaubarana) Solanum schlechtendalianun (Tabacurana), Rinorea flavescens (Jacamim), Couratari stellata (Tauari), foi similar ao 12:00hs, indicando homogeneidade de comportamento ecofisiológico. Contudo, a evapotranspiração (E) foi o melhor bioindicador para diferenciar fisiologicamente espécies florestais nas clareiras.

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  • MIDIÃ LARINE COLARES GUALBERTO YANO
  • COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E COMPORTAMENTO FISIOLÓGICO DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM CLAREIRAS, NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS.

  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 29/03/2018
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  • O tamanho da abertura no dossel florestal é um parâmetro importante por influenciar na composição florística, muitas vezes, determinando a distribuição espacial das espécies. Existem espécies que possuem uma estratégia de desenvolvimento adaptada para locais onde ocorre a abertura de clareiras, que ativam diferentes mecanismos fisiológicos para desenvolvimento das espécies. O objetivo deste estudo é caracterizar a composição florística e o comportamento fisiológico de espécies florestais em regeneração natural, em área de clareiras oriundas de manejo florestal comunitário na Floresta Nacional do Tapajós, município de Belterra-Pará. Analisou-se a composição florística de quatro clareiras de 2 anos e duas clareiras de 4 anos, de diferentes dimensões, em que ocorreu contagem de indivíduos considerando quatro classes de tamanho a partir de indivíduos de altura (h) ≥ 0,30 m. Sendo a clareira 4 a apresentar maior diversidade (H‟ 3,00) em relação ao número de indivíduos. As espécies com maior densidade nas clareiras foram Couratari stellata, Rinorea flavescens, Solunum schlechtendalianum, Pourouma guianensis, Inga macrophylla, Ocotea caudata, Protium poniculatum e Cecropia sciadophylla. Destas espécies foram selecionadas quatro, para o estudo fisiológico, em que se verificou não haver diferenças significativas (p >0,05) entre a fotossíntese (A) das espécies, as respostas ecofisiológicas das espécies estudadas, Pourouma guianensis (Embaubarana) Solanum schlechtendalianun (Tabacurana), Rinorea flavescens (Jacamim), Couratari stellata (Tauari), foi similar ao 12:00hs, indicando homogeneidade de comportamento ecofisiológico. Contudo, a evapotranspiração (E) foi o melhor bioindicador para diferenciar fisiologicamente espécies florestais nas clareiras.

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  • HUGO GRAVINA AFFONSO
  • RESERVAS DE CAPITAL: A DISPUTA DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO COMO TERRITÓRIOS TRADICIONALMENTE OCUPADOS E ESPAÇO DESTINADO A CONCESSÕES MINERAIS E MADEIREIRAS. ESTUDO DE CASO A PARTIR DOS CONFLITOS NA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ- TAQUERA, ORIXIMINÁ, PARÁ
  • Data: 19/04/2018
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  • Este trabalho tem o propósito de analisar o conflito territorial estabelecido entre as comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá, situadas no lago do Sapucuá, Oriximiná – PA, e um empreendimento de exploração madeireira localizado no interior da Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera. Já em seu decreto de criação, a Flona abre-se ao complexo de exploração mineral da bauxita na bacia do rio Trombetas, e mais recentemente, com a promulgação da Lei de Gestão de Florestas Públicas (nº 11.284/2006) (LGFP), grandes porções de seu interior foram concedidas para exploração madeireira em escala industrial, inclusive aquelas ocupadas pelas comunidades tradicionais ribeirinhas da região. Tanto as concessões minerais quanto as florestais sobrepõem-se aos territórios tradicionalmente ocupados desencadeando conflitos e esbulhos territoriais. Essa tensão é o foco do presente estudo. Apresentaremos as comunidades Boa Nova e Saracá buscando descrever os processos de ocupação dos igarapés Araticum e Saracá e das margens do lago do Sapucuá por meio da memória social do grupo, dando luz às práticas espaciais cotidianas, às territorialidades daquelas famílias que conformam o território ribeirinho. A partir da demanda do grupo por reconhecimento e da luta por fazer valer seus direitos territoriais frente aos grandes empreendimentos em curso na Flona, as comunidades, junto ao pesquisador, mapearam seus territórios a fim de evidenciar e representar as sobreposições existentes dando foco à espoliação territorial a que estão submetidas, e contrapondo-o à representação das comunidades segundo o mapa oficial do governo elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
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  • HUGO GRAVINA AFFONSO
  • RESERVAS DE CAPITAL: A DISPUTA DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO COMO TERRITÓRIOS TRADICIONALMENTE OCUPADOS E ESPAÇO DESTINADO A CONCESSÕES MINERAIS E MADEIREIRAS. ESTUDO DE CASO A PARTIR DOS CONFLITOS NA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ- TAQUERA, ORIXIMINÁ, PARÁ
  • Data: 19/04/2018
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  • Este trabalho tem o propósito de analisar o conflito territorial estabelecido entre as comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá, situadas no lago do Sapucuá, Oriximiná – PA, e um empreendimento de exploração madeireira localizado no interior da Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera. Já em seu decreto de criação, a Flona abre-se ao complexo de exploração mineral da bauxita na bacia do rio Trombetas, e mais recentemente, com a promulgação da Lei de Gestão de Florestas Públicas (nº 11.284/2006) (LGFP), grandes porções de seu interior foram concedidas para exploração madeireira em escala industrial, inclusive aquelas ocupadas pelas comunidades tradicionais ribeirinhas da região. Tanto as concessões minerais quanto as florestais sobrepõem-se aos territórios tradicionalmente ocupados desencadeando conflitos e esbulhos territoriais. Essa tensão é o foco do presente estudo. Apresentaremos as comunidades Boa Nova e Saracá buscando descrever os processos de ocupação dos igarapés Araticum e Saracá e das margens do lago do Sapucuá por meio da memória social do grupo, dando luz às práticas espaciais cotidianas, às territorialidades daquelas famílias que conformam o território ribeirinho. A partir da demanda do grupo por reconhecimento e da luta por fazer valer seus direitos territoriais frente aos grandes empreendimentos em curso na Flona, as comunidades, junto ao pesquisador, mapearam seus territórios a fim de evidenciar e representar as sobreposições existentes dando foco à espoliação territorial a que estão submetidas, e contrapondo-o à representação das comunidades segundo o mapa oficial do governo elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
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  • LUIZ FELIPE DOS SANTOS PINTO GARCIA
  • A luta Borari e Arapium por um território encantado no Rio Maró: Autodemarcação e retomadas

  • Data: 19/04/2018
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  • Esse trabalho busca descrever a autodemarcação e retomadas realizadas pelos Borari e Arapium da TI Maro a partir do ano de 2007. Através de entrevistas abertas e de historia oral de vida e da observacao direta em campo pude observar que esse processo, consequência da invasao de madeireiras no territorio tradicional do grupo a partir do inicio dos anos 2000, contribuiu para ampliar o controle do grupo sobre seu territorio. O processo descrito nesta pesquisa contribui para o fortalecimento da territorialidade do grupo e de padrões tradicionais de bem-viver. Os conceitos e praticas acionados pelo grupo sao oriundos tanto de sua propria cultura como da sociedade ocidental. Eles sao articulados para atender ao projeto do grupo de garantia de seu territorio. Para chegar a essas conclusões, a pesquisa parte de uma analise de ataque aos direitos territoriais indigenas desde inicio do século XXI, especialmente as propostas contidas na PEC 215/00 e a tese do Marco Temporal. Esses ataques juridicos e legislativos sao interpretados como ferramentas que buscam legitimar um programa economico baseado na expansao da producao e da exportacao de commodities agrominerais. Na América do Sul e no Brasil, esse modelo economico esta claramente expresso, respectivamente, na IIRSA e no PAC. Para compreender o choque entre a territorializacao capitalista e a indigena, faco uma reflexao sobre o historico dos conflitos territoriais na bacia do baixo Tapajos e as reacões indigenas a colonizacao. Também analiso alguns dos aspectos mais importantes da territorialidade dos indigenas do Maro. Essa analise é importante para compreender o conflito instalado pela chegada dos madeireiros e para compreender a autodemarcacao e retomada. Por fim, descrevo a autodemarcação e as retomadas na TI Maro, cotejando com outros processos semelhantes, ressaltando aspectos que possam contribuir para compreensao dos mesmos como lutas nativas por territorio.

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  • LUIZ FELIPE DOS SANTOS PINTO GARCIA
  • A luta Borari e Arapium por um território encantado no Rio Maró: Autodemarcação e retomadas

  • Data: 19/04/2018
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  • Esse trabalho busca descrever a autodemarcação e retomadas realizadas pelos Borari e Arapium da TI Maro a partir do ano de 2007. Através de entrevistas abertas e de historia oral de vida e da observacao direta em campo pude observar que esse processo, consequência da invasao de madeireiras no territorio tradicional do grupo a partir do inicio dos anos 2000, contribuiu para ampliar o controle do grupo sobre seu territorio. O processo descrito nesta pesquisa contribui para o fortalecimento da territorialidade do grupo e de padrões tradicionais de bem-viver. Os conceitos e praticas acionados pelo grupo sao oriundos tanto de sua propria cultura como da sociedade ocidental. Eles sao articulados para atender ao projeto do grupo de garantia de seu territorio. Para chegar a essas conclusões, a pesquisa parte de uma analise de ataque aos direitos territoriais indigenas desde inicio do século XXI, especialmente as propostas contidas na PEC 215/00 e a tese do Marco Temporal. Esses ataques juridicos e legislativos sao interpretados como ferramentas que buscam legitimar um programa economico baseado na expansao da producao e da exportacao de commodities agrominerais. Na América do Sul e no Brasil, esse modelo economico esta claramente expresso, respectivamente, na IIRSA e no PAC. Para compreender o choque entre a territorializacao capitalista e a indigena, faco uma reflexao sobre o historico dos conflitos territoriais na bacia do baixo Tapajos e as reacões indigenas a colonizacao. Também analiso alguns dos aspectos mais importantes da territorialidade dos indigenas do Maro. Essa analise é importante para compreender o conflito instalado pela chegada dos madeireiros e para compreender a autodemarcacao e retomada. Por fim, descrevo a autodemarcação e as retomadas na TI Maro, cotejando com outros processos semelhantes, ressaltando aspectos que possam contribuir para compreensao dos mesmos como lutas nativas por territorio.

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  • CLAUDIA LIZ BAIA TELES
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ESPÉCIES DO GRUPO Amphisbaena silvestrii Boulenger, 1902 (AMPHISBAENIA: AMPHISBAENIDAE)
  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 23/04/2018
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  • Dentre os répteis Squamata, Amphisbaenia é o grupo menos diversificado com 194 espécies válidas, das quais 75 ocorrem no Brasil. Dentre os representantes do gênero Amphisbaena está o grupo putativo de Amphisbaena silvestrii, composto por A. anaemariae, A. crisae, A. neglecta e A. silvestrii. O grupo é caracterizado por apresentar dois poros pré-cloacais; região anterior da cabeça arredondada; ponta da cauda arredondada; padrão de coloração manchado, com partes escuras em tom marrom e castanho e partes claras em cor creme ou brancas, com áreas quadriculadas no ventre. O presente estudo teve como objetivo recaracterizar morfologicamente e apresentar a distribuição geográfica atualizada das espécies do grupo Amphisbaena silvestrii. Foram analisados 17 caracteres merísticos e 53 caracteres morfométricos de 173 espécimes das espécies do grupo. Para verificar quais caracteres merísticos e morfométricos melhor auxiliam na distinção entre as espécies, foram realizadas comparações diretas dos dados brutos e análises multivariadas foram realizadas para comparar algumas espécies do grupo. A variação conhecida de dados merísticos de três das quatro espécies analisadas foi ampliada, dados morfométricos foram adicionados a diagnose possibilitando uma melhor identificação das espécies e dados de distribuição geográfica foram complementados em um gazetteer estruturado com 41 localidades.
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  • CLAUDIA LIZ BAIA TELES
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ESPÉCIES DO GRUPO Amphisbaena silvestrii Boulenger, 1902 (AMPHISBAENIA: AMPHISBAENIDAE)
  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 23/04/2018
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  • Dentre os répteis Squamata, Amphisbaenia é o grupo menos diversificado com 194 espécies válidas, das quais 75 ocorrem no Brasil. Dentre os representantes do gênero Amphisbaena está o grupo putativo de Amphisbaena silvestrii, composto por A. anaemariae, A. crisae, A. neglecta e A. silvestrii. O grupo é caracterizado por apresentar dois poros pré-cloacais; região anterior da cabeça arredondada; ponta da cauda arredondada; padrão de coloração manchado, com partes escuras em tom marrom e castanho e partes claras em cor creme ou brancas, com áreas quadriculadas no ventre. O presente estudo teve como objetivo recaracterizar morfologicamente e apresentar a distribuição geográfica atualizada das espécies do grupo Amphisbaena silvestrii. Foram analisados 17 caracteres merísticos e 53 caracteres morfométricos de 173 espécimes das espécies do grupo. Para verificar quais caracteres merísticos e morfométricos melhor auxiliam na distinção entre as espécies, foram realizadas comparações diretas dos dados brutos e análises multivariadas foram realizadas para comparar algumas espécies do grupo. A variação conhecida de dados merísticos de três das quatro espécies analisadas foi ampliada, dados morfométricos foram adicionados a diagnose possibilitando uma melhor identificação das espécies e dados de distribuição geográfica foram complementados em um gazetteer estruturado com 41 localidades.
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  • GÉRSICA CAMARGO PILATO DE OLIVEIRA
  • SISTEMA PECUÁRIO DE PRODUÇÃO INTEGRADO: PROTÓTIPO DE UMA UNIDADE EXPERIMENTAL NO OESTE DO PARÁ.
  • Orientador : TROY PATRICK BELDINI
  • Data: 26/04/2018
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  • Os sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta são definidos como uma estratégia de produção sustentável que realiza em uma mesma área a atividade agrícola, pecuária e florestal baseada nos princípios de plantio consorciado, em sucessão ou rotacionado. Pesquisas voltadas para sistemas integrados de produção na região do estado do Pará ainda são incipientes, por este motivo, esta dissertação teve como objetivo sugerir um modelo de sistema de produção adequado para o Oeste do Pará. Primeiramente foi realizada uma reunião com os produtores rurais a fim de saber se esses produtores estão sensíveis a mudança, posteriormente elaborou-se mapas cognitivos a partir de suas percepções quanto a atividade agropecuária atual e futura. Além do conhecimento tácito dos produtores rurais, utilizou-se também a termografia infravemelho como ferramenta que apresentou diagnósticos rápidos e precisos de diferenças de temperaturas superficiais atraves de imagens termográficas que confirmam as menores temperaturas em áreas que possuem o componente florestal quando comparadas aos alvos animal e solo exposto e o diagnóstico termográfico das pastagens em vias de degradação são indicativos da baixa produtividade no sistema pecuário extensivo da região. O modelo de sistema de produção integrado sugerido é composto por espécies florestais que possuem valor mercadológico, rápido crescimento e bom desenvolvimento em áreas degradadas. As espécies Schzolobium amazonicum, Sclerolobium paniculatum Vogel e Dipteryx odorata consorciadas a culturas anuais como o arroz, milho, soja feijão-caupi e espécie forrageira, podem, quando bem manejadas, fornecer ao produtor rendimentos satisfatórios de madeira e grãos, concomitantemente à recuperação ou renovação da pastagem, de forma mais rápida e econômica.
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  • GÉRSICA CAMARGO PILATO DE OLIVEIRA
  • SISTEMA PECUÁRIO DE PRODUÇÃO INTEGRADO: PROTÓTIPO DE UMA UNIDADE EXPERIMENTAL NO OESTE DO PARÁ.
  • Orientador : TROY PATRICK BELDINI
  • Data: 26/04/2018
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  • Os sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta são definidos como uma estratégia de produção sustentável que realiza em uma mesma área a atividade agrícola, pecuária e florestal baseada nos princípios de plantio consorciado, em sucessão ou rotacionado. Pesquisas voltadas para sistemas integrados de produção na região do estado do Pará ainda são incipientes, por este motivo, esta dissertação teve como objetivo sugerir um modelo de sistema de produção adequado para o Oeste do Pará. Primeiramente foi realizada uma reunião com os produtores rurais a fim de saber se esses produtores estão sensíveis a mudança, posteriormente elaborou-se mapas cognitivos a partir de suas percepções quanto a atividade agropecuária atual e futura. Além do conhecimento tácito dos produtores rurais, utilizou-se também a termografia infravemelho como ferramenta que apresentou diagnósticos rápidos e precisos de diferenças de temperaturas superficiais atraves de imagens termográficas que confirmam as menores temperaturas em áreas que possuem o componente florestal quando comparadas aos alvos animal e solo exposto e o diagnóstico termográfico das pastagens em vias de degradação são indicativos da baixa produtividade no sistema pecuário extensivo da região. O modelo de sistema de produção integrado sugerido é composto por espécies florestais que possuem valor mercadológico, rápido crescimento e bom desenvolvimento em áreas degradadas. As espécies Schzolobium amazonicum, Sclerolobium paniculatum Vogel e Dipteryx odorata consorciadas a culturas anuais como o arroz, milho, soja feijão-caupi e espécie forrageira, podem, quando bem manejadas, fornecer ao produtor rendimentos satisfatórios de madeira e grãos, concomitantemente à recuperação ou renovação da pastagem, de forma mais rápida e econômica.
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  • CLEITON SILVA DE SOUSA
  • "Comparação entre as temperaturas do ar e os déficit de pressão de vapor obtidos sobre diferentes usos da terra na Amazônia: um estudo de caso para região de Santarém, PA, Brasil"
  • Data: 27/04/2018
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  • A presente pesquisa foi desenvolvida nos municípios de Santarém e Belterra, situados na subregião Vale do Amazonas, pertencente à macrorregião Amazônia Central. Objetivo dessa pesquisa foi realizar comparações das temperaturas do ar (Tar) e do déficit de pressão de vapor (DPV) obtidas sobre diferentes usos da terra, com o intuito de se verificar se as áreas antropizadas podem apresentar diferenças estatisticamente significativas em relação a áreas mais preservadas. Para isso, foram utilizados dados (de 2015 a 2017) coletados dentro do escopo do projeto FAPESP ECOFOR (12/51872-5), por meio de estações meteorológicas automáticas instaladas em quatro sítios experimentais distintos em relação ao uso da terra encontrado em cada um deles. Para as análises dos dados, utilizou-se médias horárias e ciclos médios diários para Tar e DPV. O teste estatístico t de Student (teste t) foi aplicado na comparação entre as médias dos períodos congruentes, obtidos em cada sítio experimental, e as médias obtidas no sítio de referência de floresta nativa. Os resultados encontrados sugerem que a presença de floresta na paisagem que cerca o ponto de medida é capaz de tornar o ambiente mais frio do que ambientes sem floresta e, em relação à umidade do ar, ambientes com maior influência de floresta mostraram-se predominantemente mais úmidos (menor DPV) do que os demais. A área mais quente e mais seca foi a de cultivo agrícola extensivo.
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  • CLEITON SILVA DE SOUSA
  • "Comparação entre as temperaturas do ar e os déficit de pressão de vapor obtidos sobre diferentes usos da terra na Amazônia: um estudo de caso para região de Santarém, PA, Brasil"
  • Data: 27/04/2018
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  • A presente pesquisa foi desenvolvida nos municípios de Santarém e Belterra, situados na subregião Vale do Amazonas, pertencente à macrorregião Amazônia Central. Objetivo dessa pesquisa foi realizar comparações das temperaturas do ar (Tar) e do déficit de pressão de vapor (DPV) obtidas sobre diferentes usos da terra, com o intuito de se verificar se as áreas antropizadas podem apresentar diferenças estatisticamente significativas em relação a áreas mais preservadas. Para isso, foram utilizados dados (de 2015 a 2017) coletados dentro do escopo do projeto FAPESP ECOFOR (12/51872-5), por meio de estações meteorológicas automáticas instaladas em quatro sítios experimentais distintos em relação ao uso da terra encontrado em cada um deles. Para as análises dos dados, utilizou-se médias horárias e ciclos médios diários para Tar e DPV. O teste estatístico t de Student (teste t) foi aplicado na comparação entre as médias dos períodos congruentes, obtidos em cada sítio experimental, e as médias obtidas no sítio de referência de floresta nativa. Os resultados encontrados sugerem que a presença de floresta na paisagem que cerca o ponto de medida é capaz de tornar o ambiente mais frio do que ambientes sem floresta e, em relação à umidade do ar, ambientes com maior influência de floresta mostraram-se predominantemente mais úmidos (menor DPV) do que os demais. A área mais quente e mais seca foi a de cultivo agrícola extensivo.
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  • KATIANE ARAUJO LOURIDO
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E BIOATIVIDADE DO ÓLEO ESSENCIAL E EXTRATOS DO RESÍDUO DA HIDRODESTILAÇÃO DE Aniba parviflora (Meisn.) Mez
  • Data: 30/04/2018
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  • O presente estudo teve por objetivo avaliar a bioatividade dos óleos essenciais e extratos etanólicos, provenientes do resíduo da hidrodestilação de Aniba parviflora (Meisn.) Mez syn Aniba fragrans Ducke. Foram verificadas a ação antifúngica desses produtos contra fitopatógenos do gênero Colletotrichum spp. isolados dos frutos de Abacate (Persea americana Mill.), Banana (Musa spp.), Goiaba (Psidium guajava L.), Manga (Mangífera indica L.) e Maracujá (Passiflora spp.). E ação antimicrobiana frente a cepas de interesse clínico Candida krusei ATCC 6258, Candida albicans AICLI, Escherichia coli ATCC 25922, Pseudomonas aeruginosa ATCC 19429 e Staphylococcus aureus ATCC 14458. Foram coletadas folhas, galhos e material lenhoso de macacaporanga na área da fazenda Curauá, em Santarém – Pa. O material foi coletado em 2016 no mês de Maio referente ao período chuvoso e no mês de setembro referente ao período seco na região. Os materiais foram secos, triturados e pesados para a obtenção dos óleos essenciais e extratos etanólicos. Os óleos foram obtidos em Clevenger e os resíduos vegetais (borra) dessa extração extraídos em Soxhlet para a obtenção dos estratos etanólicos. Os óleos foram analisados por CG-EM e os extratos por CG-EM para análise dos voláteis pelo método cumaru e via CCD. Para os ensaios com fitopatógenos óleos e extratos foram adicionados em meio BDA e testados nas concentrações de 0,10; 0,25; 0,50; 0,75; 1,25 e 4,0 mg mL-1 para óleos e 10%, 20%, 30%, 40% e 50% para extratos. Foram avaliados o efeito dos produtos sobre o crescimento micelial, esporulação e germinação de esporos. Para os patógenos de interesse clínico foi realizado o método de difusão em disco, concentração inibitória mínima (CIM) e determinação da concentração bactericida e fungicida mínima. O linalol foi o composto majoritário em todos os óleos essências e foram conferidos aos extratos das folhas taninos hidrolisáveis e flavonóides e dos galhos e material lenhoso, somente, flavonóides. Os óleos e extratos foram promissores no controle in vitro dos fitopatógenos reduzindo o diâmetro médio das colônias com o aumento das concentrações. O óleo ocasionou efeito fungicida na concentração testada de 4,0 mg.mL-1. Ambos reduziram 100% a produção de esporos a partir da 2° concentração testada. Os produtos também foram eficientes na redução da germinação dos conídios. No ensaio antimicrobiano, todos os óleos apresentaram halo de inibição para C. albicans, C. krusei e S. aureus e os extratos das folhas e galhos (chuvoso) para C. albicans. Os óleos apresentaram efeito bactericida frente a S. aureus e fungicida para C. albicans e C. krusei. Os extratos apresentam somente efeito fungistático para C. albicans na maior concentração testada da CIM. De acordo com os resultados é possível conferir o potencial antifúngico dos óleos e extratos residuais para fungos fitopatogênicos e o potencial antimicrobiano de interesse clínico dos óleos essenciais desta espécie.
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  • KATIANE ARAUJO LOURIDO
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E BIOATIVIDADE DO ÓLEO ESSENCIAL E EXTRATOS DO RESÍDUO DA HIDRODESTILAÇÃO DE Aniba parviflora (Meisn.) Mez
  • Data: 30/04/2018
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  • O presente estudo teve por objetivo avaliar a bioatividade dos óleos essenciais e extratos etanólicos, provenientes do resíduo da hidrodestilação de Aniba parviflora (Meisn.) Mez syn Aniba fragrans Ducke. Foram verificadas a ação antifúngica desses produtos contra fitopatógenos do gênero Colletotrichum spp. isolados dos frutos de Abacate (Persea americana Mill.), Banana (Musa spp.), Goiaba (Psidium guajava L.), Manga (Mangífera indica L.) e Maracujá (Passiflora spp.). E ação antimicrobiana frente a cepas de interesse clínico Candida krusei ATCC 6258, Candida albicans AICLI, Escherichia coli ATCC 25922, Pseudomonas aeruginosa ATCC 19429 e Staphylococcus aureus ATCC 14458. Foram coletadas folhas, galhos e material lenhoso de macacaporanga na área da fazenda Curauá, em Santarém – Pa. O material foi coletado em 2016 no mês de Maio referente ao período chuvoso e no mês de setembro referente ao período seco na região. Os materiais foram secos, triturados e pesados para a obtenção dos óleos essenciais e extratos etanólicos. Os óleos foram obtidos em Clevenger e os resíduos vegetais (borra) dessa extração extraídos em Soxhlet para a obtenção dos estratos etanólicos. Os óleos foram analisados por CG-EM e os extratos por CG-EM para análise dos voláteis pelo método cumaru e via CCD. Para os ensaios com fitopatógenos óleos e extratos foram adicionados em meio BDA e testados nas concentrações de 0,10; 0,25; 0,50; 0,75; 1,25 e 4,0 mg mL-1 para óleos e 10%, 20%, 30%, 40% e 50% para extratos. Foram avaliados o efeito dos produtos sobre o crescimento micelial, esporulação e germinação de esporos. Para os patógenos de interesse clínico foi realizado o método de difusão em disco, concentração inibitória mínima (CIM) e determinação da concentração bactericida e fungicida mínima. O linalol foi o composto majoritário em todos os óleos essências e foram conferidos aos extratos das folhas taninos hidrolisáveis e flavonóides e dos galhos e material lenhoso, somente, flavonóides. Os óleos e extratos foram promissores no controle in vitro dos fitopatógenos reduzindo o diâmetro médio das colônias com o aumento das concentrações. O óleo ocasionou efeito fungicida na concentração testada de 4,0 mg.mL-1. Ambos reduziram 100% a produção de esporos a partir da 2° concentração testada. Os produtos também foram eficientes na redução da germinação dos conídios. No ensaio antimicrobiano, todos os óleos apresentaram halo de inibição para C. albicans, C. krusei e S. aureus e os extratos das folhas e galhos (chuvoso) para C. albicans. Os óleos apresentaram efeito bactericida frente a S. aureus e fungicida para C. albicans e C. krusei. Os extratos apresentam somente efeito fungistático para C. albicans na maior concentração testada da CIM. De acordo com os resultados é possível conferir o potencial antifúngico dos óleos e extratos residuais para fungos fitopatogênicos e o potencial antimicrobiano de interesse clínico dos óleos essenciais desta espécie.
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  • FELIPE AFONSO DOS ANJOS DA COSTA
  • ANÁLISES DA EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO MERCÚRIO EM UMA POPULAÇÃO RIBEIRINHA DO RIO TAPAJÓS: PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO E MARCADORES MOLECULARES DE ESTRESSE OXIDATIVO
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/05/2018
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  • O mercúrio (Hg) é um metal pesado presente naturalmente nos solos amazônicos, no qual é disponibilizado para o ambiente através de ações antrópicas, que ao cair no ambiente aquático sofre biotransfomação se transformando em MeHg, sua forma mais contaminante por sua capacidade de Bioacumulação nos tecidos e biomagificação na cadeia trófica. No organismo o Hg se liga ao componente tiol (SH) da Glutationa, formando um quelato, que facilita seu transporte no organismo, até sua excreção. Fatores genéticos e nutricionais podem influenciar este ciclo do Hg no organismo, como polimorfismo presente na Glutationa S-Transferase que ajuda neste transporte de xenobióticos do organismo como o Hg, aumentando assim a disponibilidade do MeHg no organismo podendo levar a um processo chamado de estresse oxidativo. Este trabalho teve como objetivo verificar os níveis de Hg, fazer um levantamento sócio demográfico da população de Paruá, verificar a frequência genotípica do gene GSTM1, Os resultados obtidos, verificou-se que 90,48% da população tem níveis acima dos limites estipulados, e que 96,19% da população relatou que tem hábitos de se alimentar de peixe frequentemente, além de 32,32% da população conter o polimorfismo do gene GSTM1, 62,86% eram do sexo feminino, 70,48% se autodeclarou pardo, 37,5% tinham apenas o nível Médio e 36,25% moravam a menos de 25 anos na Vila. Foi aplicado um teste do coeficiente C afim de verificar o grau de associação entre as variáveis Qualitativas categóricas (sexo, raça/etnia, consumo de pescado e genótipos) e a bioacumulação de Hg. Os resultados demonstraram graus de associação fraco com valores de p não significativo para as relações sexo x Hg (Coef. C=0,0192; p=0,8828); Consumo de pescado e bioacumulação de Hg (Coef. C=0,0644; p=0,8362); genótipos e bioacumulação de Hg, (Coef. C=0,0681; p=0.7598 e Coef. C=0,1345; p=0,2592), sendo apenas a variável raça/etnia mostrou um grau de associação moderado com valor de p significativo (Coef. C=0.3340; p=0,0014), para a variável quantitativa idade foi realizado uma correlação, entretanto o resultado da correlação foi negativo (r=-0,103; p=0,9192) mostrando a necessidade de estudos sobre o perfil epidemiológico e genético das populações expostas ao metal além do estado clínico da população, já que a maioria está acima do limiar estabelecido pela OMS.
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  • FELIPE AFONSO DOS ANJOS DA COSTA
  • ANÁLISES DA EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO MERCÚRIO EM UMA POPULAÇÃO RIBEIRINHA DO RIO TAPAJÓS: PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO E MARCADORES MOLECULARES DE ESTRESSE OXIDATIVO
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/05/2018
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  • O mercúrio (Hg) é um metal pesado presente naturalmente nos solos amazônicos, no qual é disponibilizado para o ambiente através de ações antrópicas, que ao cair no ambiente aquático sofre biotransfomação se transformando em MeHg, sua forma mais contaminante por sua capacidade de Bioacumulação nos tecidos e biomagificação na cadeia trófica. No organismo o Hg se liga ao componente tiol (SH) da Glutationa, formando um quelato, que facilita seu transporte no organismo, até sua excreção. Fatores genéticos e nutricionais podem influenciar este ciclo do Hg no organismo, como polimorfismo presente na Glutationa S-Transferase que ajuda neste transporte de xenobióticos do organismo como o Hg, aumentando assim a disponibilidade do MeHg no organismo podendo levar a um processo chamado de estresse oxidativo. Este trabalho teve como objetivo verificar os níveis de Hg, fazer um levantamento sócio demográfico da população de Paruá, verificar a frequência genotípica do gene GSTM1, Os resultados obtidos, verificou-se que 90,48% da população tem níveis acima dos limites estipulados, e que 96,19% da população relatou que tem hábitos de se alimentar de peixe frequentemente, além de 32,32% da população conter o polimorfismo do gene GSTM1, 62,86% eram do sexo feminino, 70,48% se autodeclarou pardo, 37,5% tinham apenas o nível Médio e 36,25% moravam a menos de 25 anos na Vila. Foi aplicado um teste do coeficiente C afim de verificar o grau de associação entre as variáveis Qualitativas categóricas (sexo, raça/etnia, consumo de pescado e genótipos) e a bioacumulação de Hg. Os resultados demonstraram graus de associação fraco com valores de p não significativo para as relações sexo x Hg (Coef. C=0,0192; p=0,8828); Consumo de pescado e bioacumulação de Hg (Coef. C=0,0644; p=0,8362); genótipos e bioacumulação de Hg, (Coef. C=0,0681; p=0.7598 e Coef. C=0,1345; p=0,2592), sendo apenas a variável raça/etnia mostrou um grau de associação moderado com valor de p significativo (Coef. C=0.3340; p=0,0014), para a variável quantitativa idade foi realizado uma correlação, entretanto o resultado da correlação foi negativo (r=-0,103; p=0,9192) mostrando a necessidade de estudos sobre o perfil epidemiológico e genético das populações expostas ao metal além do estado clínico da população, já que a maioria está acima do limiar estabelecido pela OMS.
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  • ROSA ILANA DOS SANTOS PEREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE Probopyrus sp. (ISOPODA: BOPYRIDAE) E A INFESTAÇÃO DE POPULAÇÕES CONTINENTAIS DE Macrobrachium amazonicum (DECAPODA: PALAEMONIDAE) DA AMAZÔNIA ORIENTAL
  • Orientador : GABRIEL IKETANI COELHO
  • Data: 28/05/2018
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  • Este estudo, teve como objetivo verificar a relação de uma espécie isópoda Bopyrideo do gênero Probopyrus parasitando populações continentais de Macrobrachium amazonicum. Para isso foi realizada a comparação com indivíduos de áreas continental (Santarém) e costeiras da Amazônia. Considerando a relativa proximidade entre as populações continentais e costeiras de M. amazonicum e o intenso movimento de embarcações oceânicas envolvidas no comércio internacional entre Belém-Pará e Manaus-Amazonas surgem duas hipóteses para o registro de camarões parasitados na região: (1) podem ter sido introduzidos ou (2) são naturais da área. Foram realizadas análises morfométricas dos camarões e dos parasitas, além das análises moleculares com o gene da COI e o rDNA 18S. Como resultados observou-se que o comprimento total médio dos camarões parasitados (sexos agrupados) é significativamente menor quando comparado aos camarões não parasitados. De toda a amostragem, a grande maioria dos parasitas foi encontrada nas fêmeas do camarão M. amazonicum. Evidenciou-se com este estudo, a presença de mais de duas espécies de parasitas, sugerindo assim que o parasita encontrado em Santarém não foi introduzido. Este trabalho é o pioneiro realizado em área Interior com enfoque no parasitismo, relacionando os aspectos da estrutura populacional do M. amazonicum. Com isso, este estudo se torna uma referência para outros que surgirão a respeito desta interação entre a espécie M. amazonicum e Probopyrus sp., subsidiando aspectos comparativos com outros locais. Além disto, os dados moleculares analisados no presente estudo apontam a necessidade de uma revisão morfológica dentro de Probopyrus bem como uma ampliação dos estudos moleculares.
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  • ROSA ILANA DOS SANTOS PEREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE Probopyrus sp. (ISOPODA: BOPYRIDAE) E A INFESTAÇÃO DE POPULAÇÕES CONTINENTAIS DE Macrobrachium amazonicum (DECAPODA: PALAEMONIDAE) DA AMAZÔNIA ORIENTAL
  • Orientador : GABRIEL IKETANI COELHO
  • Data: 28/05/2018
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  • Este estudo, teve como objetivo verificar a relação de uma espécie isópoda Bopyrideo do gênero Probopyrus parasitando populações continentais de Macrobrachium amazonicum. Para isso foi realizada a comparação com indivíduos de áreas continental (Santarém) e costeiras da Amazônia. Considerando a relativa proximidade entre as populações continentais e costeiras de M. amazonicum e o intenso movimento de embarcações oceânicas envolvidas no comércio internacional entre Belém-Pará e Manaus-Amazonas surgem duas hipóteses para o registro de camarões parasitados na região: (1) podem ter sido introduzidos ou (2) são naturais da área. Foram realizadas análises morfométricas dos camarões e dos parasitas, além das análises moleculares com o gene da COI e o rDNA 18S. Como resultados observou-se que o comprimento total médio dos camarões parasitados (sexos agrupados) é significativamente menor quando comparado aos camarões não parasitados. De toda a amostragem, a grande maioria dos parasitas foi encontrada nas fêmeas do camarão M. amazonicum. Evidenciou-se com este estudo, a presença de mais de duas espécies de parasitas, sugerindo assim que o parasita encontrado em Santarém não foi introduzido. Este trabalho é o pioneiro realizado em área Interior com enfoque no parasitismo, relacionando os aspectos da estrutura populacional do M. amazonicum. Com isso, este estudo se torna uma referência para outros que surgirão a respeito desta interação entre a espécie M. amazonicum e Probopyrus sp., subsidiando aspectos comparativos com outros locais. Além disto, os dados moleculares analisados no presente estudo apontam a necessidade de uma revisão morfológica dentro de Probopyrus bem como uma ampliação dos estudos moleculares.
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  • MAX TATSUHIKO MITSUYA
  • REDES NEURAIS, PSO E MÉTODOS HÍBRIDOS COMO MPPT PARA SISTEMAS FOTOVOLTAICOS ISOLADOS EM CONDIÇÕES DE SOMBREAMENTO PARCIAL
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 20/11/2018
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  • Sistemas Fotovoltaicos Isolados (SFI) são caracterizados como fontes geradoras de energia elétrica, apresentando-se como uma forte alternativa para comunidades rurais, que não possuem acesso à energia elétrica diretamente da concessionária de energia. De forma a aumentar a eficiência desses sistemas, principalmente em situações de baixa incidência solar ou sombreamento parcial, são utilizados controladores com função de rastreio do ponto de máxima potência (MPPT, do inglês Maximum Power Point Tracking). Neste sentido, o presente trabalho visa uma análise comparativa de diferentes métodos MPPT através de simulações de eventos com auxílio da plataforma Matlab/Simulink, no qual foram construídos modelos dos componentes de um SFI. Dentre os métodos abordados destacam-se o algoritmo convencional Perturbar e Observar (P&O), as Redes Neurais Artificiais (RNA) e a Otimização por Enxame de Partículas (PSO, do inglês Particle Swarm Optimization). Ademais, foram analisados dois métodos híbridos consistindo da combinação RNA+P&O e PSO+P&O. Os resultados obtidos mostraram que para condições de sombreamento uniforme todos os métodos testados apresentaram eficiência acima dos 90%. Para as condições de sombreamento parcial, o método híbrido RNA+P&O apresentou maiores valores de eficiência (acima de 98%) se comparados com os demais métodos testados, possibilitando ainda um aumento de até 18% na eficiência do método P&O.
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  • MAX TATSUHIKO MITSUYA
  • REDES NEURAIS, PSO E MÉTODOS HÍBRIDOS COMO MPPT PARA SISTEMAS FOTOVOLTAICOS ISOLADOS EM CONDIÇÕES DE SOMBREAMENTO PARCIAL
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 20/11/2018
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  • Sistemas Fotovoltaicos Isolados (SFI) são caracterizados como fontes geradoras de energia elétrica, apresentando-se como uma forte alternativa para comunidades rurais, que não possuem acesso à energia elétrica diretamente da concessionária de energia. De forma a aumentar a eficiência desses sistemas, principalmente em situações de baixa incidência solar ou sombreamento parcial, são utilizados controladores com função de rastreio do ponto de máxima potência (MPPT, do inglês Maximum Power Point Tracking). Neste sentido, o presente trabalho visa uma análise comparativa de diferentes métodos MPPT através de simulações de eventos com auxílio da plataforma Matlab/Simulink, no qual foram construídos modelos dos componentes de um SFI. Dentre os métodos abordados destacam-se o algoritmo convencional Perturbar e Observar (P&O), as Redes Neurais Artificiais (RNA) e a Otimização por Enxame de Partículas (PSO, do inglês Particle Swarm Optimization). Ademais, foram analisados dois métodos híbridos consistindo da combinação RNA+P&O e PSO+P&O. Os resultados obtidos mostraram que para condições de sombreamento uniforme todos os métodos testados apresentaram eficiência acima dos 90%. Para as condições de sombreamento parcial, o método híbrido RNA+P&O apresentou maiores valores de eficiência (acima de 98%) se comparados com os demais métodos testados, possibilitando ainda um aumento de até 18% na eficiência do método P&O.
2017
Dissertações
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  • DANIEL ALVES JATI
  • ESTUDOS HIDRO-CLIMATOLÓGICOS DA BACIA DO RIO CURUÁ-UNA: APLICAÇÃO DO MODELO DE GRANDES BACIAS (MGB-IPH)
  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 10/01/2017
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  • As mudanças no uso e ocupação do solo podem gerar impactos, alterando o regime de vazão de corpos hídricos, neste contexto a modelagem hidrológica se apresenta como ferramenta útil para simular variações temporais de bacias hidrográfcas. Este trabalho objetiva verifcar a influência do uso e ocupação do solo no regime de vazão da bacia do rio Curuá-Una através de modelagem hidrológica, estimar dados Geo-hidrológicos e métricos da bacia e, testar a sensibilidade do modelo em cenários de mudanças signifcativas de precipitação e aumento da temperatura média do ar. A área de estudo é a bacia do rio Curuá-Una, localizado a sudeste de Santarém-Pará. No pré-processamento utilizou-se os softwares ArcGis, MapWindow-GIS e o plugin IPH-Hydro Tools, e no processamento o plugin MGB-IPH. No Capítulo 01, gerou-se base de dados com informações geo-hidrológicas da bacia do rio Curuá-Una, os resultados métricos estimados foram: largura máxima= 125, 78 km, comprimento máximo = 216, 08 km e área = 17.351, 34 km2. No Capítulo 02, considerou-se cenários extremos de ocorrência de floresta média/alta (cenário 01), vegetação baixa e agropecuária (cenário 02), antropização e solo exposto (cenário 03). A simulação estimou para o cenário 01: vazão máxima = 471, 73 m3· s−1, mínima = 39, 69 m3· s−1; cenário 02: máxima = 583, 68 m3· s−1, mínima = 55, 79 m3· s−1; cenário 03: máxima = 609, 92 m3· s−1, mínima = 43, 25 m3· s−1. No Capítulo 03 simulou-se cenários com diminuição de 50% da precipitação (cenário 01), aumento de 50% de precipitação (cenário 02), aumento de 4∘C e diminuição de 50% de precipitação (cenário 03), aumento de 4∘C e aumento de 50% de precipitação (cenário 04). As simulações estimaram: cenário 01: vazão máxima = 165, 50 m3 · �−1, mínima = 13, 59 m3 · �−1; cenário 02: máxima = 1.162, 04 m3 · �−1, mínima = 62, 78 m3 · �−1 ; cenário 03: máxima = 167, 82 m3 · �−1, mínima = 8, 81 m3 · �−1; cenário 04: máxima = 1.185, 92 m3 · �−1, mínima = 61, 99 m3 · �−1. Os resultados apresentaram que a caracterização da bacia do Curuá-Una possibilitou geração de informações úteis, capazes de descrever parcialmente o comportamento hidrológico da região; com as simulações do uso e ocupação do solo concluiuse que a vegetação baixa e antropização aumentam os picos máximos de vazão; em períodos de cheia amazônica com ocorrência de baixa precipitação, o cenário vegetação baixa possui maior vazão; e o cenário floresta evita cheias intensas; e nos testes de sensibilidade concluiu-se que o modelo respondeu bem a todas as alterações realizadas nos inputs de precipitação e clima.
2
  • DANIEL ALVES JATI
  • ESTUDOS HIDRO-CLIMATOLÓGICOS DA BACIA DO RIO CURUÁ-UNA: APLICAÇÃO DO MODELO DE GRANDES BACIAS (MGB-IPH)
  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 10/01/2017
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  • As mudanças no uso e ocupação do solo podem gerar impactos, alterando o regime de vazão de corpos hídricos, neste contexto a modelagem hidrológica se apresenta como ferramenta útil para simular variações temporais de bacias hidrográfcas. Este trabalho objetiva verifcar a influência do uso e ocupação do solo no regime de vazão da bacia do rio Curuá-Una através de modelagem hidrológica, estimar dados Geo-hidrológicos e métricos da bacia e, testar a sensibilidade do modelo em cenários de mudanças signifcativas de precipitação e aumento da temperatura média do ar. A área de estudo é a bacia do rio Curuá-Una, localizado a sudeste de Santarém-Pará. No pré-processamento utilizou-se os softwares ArcGis, MapWindow-GIS e o plugin IPH-Hydro Tools, e no processamento o plugin MGB-IPH. No Capítulo 01, gerou-se base de dados com informações geo-hidrológicas da bacia do rio Curuá-Una, os resultados métricos estimados foram: largura máxima= 125, 78 km, comprimento máximo = 216, 08 km e área = 17.351, 34 km2. No Capítulo 02, considerou-se cenários extremos de ocorrência de floresta média/alta (cenário 01), vegetação baixa e agropecuária (cenário 02), antropização e solo exposto (cenário 03). A simulação estimou para o cenário 01: vazão máxima = 471, 73 m3· s−1, mínima = 39, 69 m3· s−1; cenário 02: máxima = 583, 68 m3· s−1, mínima = 55, 79 m3· s−1; cenário 03: máxima = 609, 92 m3· s−1, mínima = 43, 25 m3· s−1. No Capítulo 03 simulou-se cenários com diminuição de 50% da precipitação (cenário 01), aumento de 50% de precipitação (cenário 02), aumento de 4∘C e diminuição de 50% de precipitação (cenário 03), aumento de 4∘C e aumento de 50% de precipitação (cenário 04). As simulações estimaram: cenário 01: vazão máxima = 165, 50 m3 · �−1, mínima = 13, 59 m3 · �−1; cenário 02: máxima = 1.162, 04 m3 · �−1, mínima = 62, 78 m3 · �−1 ; cenário 03: máxima = 167, 82 m3 · �−1, mínima = 8, 81 m3 · �−1; cenário 04: máxima = 1.185, 92 m3 · �−1, mínima = 61, 99 m3 · �−1. Os resultados apresentaram que a caracterização da bacia do Curuá-Una possibilitou geração de informações úteis, capazes de descrever parcialmente o comportamento hidrológico da região; com as simulações do uso e ocupação do solo concluiuse que a vegetação baixa e antropização aumentam os picos máximos de vazão; em períodos de cheia amazônica com ocorrência de baixa precipitação, o cenário vegetação baixa possui maior vazão; e o cenário floresta evita cheias intensas; e nos testes de sensibilidade concluiu-se que o modelo respondeu bem a todas as alterações realizadas nos inputs de precipitação e clima.
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  • BRUNA CRISTINE MARTINS DE SOUSA
  • Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. E Dipteryx magnifica (Ducke) Ducke (FABACEAE): CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA QUANTO À PRESENÇA DE CUMARINA E ATIVIDADES ANTIFÚNGICA E ANTIBACTERIANA
  • Data: 20/01/2017
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  • Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. e Dipteryx magnifica (Ducke) Ducke pertencem a família Fabaceae e são árvores neotropicais originárias de países da América Central e América do Sul. Os frutos de D. odorata destacam-se quanto as potencialidades comerciais e fitoterápicas. As sementes há mais de um século são comercializadas por extrativistas da Amazônia e, historicamente, foram bastante procuradas para a extração de cumarina (principal composto ativo) para flavorizar tabacos de cachimbos. Dipteryx magnifica, carece de estudos que detalhem sua descrição botânica específica, composição química e atividades biológicas, pois estas informações não foram encontradas na literatura consultada. Neste sentido, este trabalho teve por objetivo avaliar o perfil químico dos extratos etanólicos das folhas, galhos e frutos (cascas, endocarpos e sementes) das espécies quanto à presença de cumarina simples e, sua atividade antimicrobiana sobre fungos patogênicos à hortaliças e bactérias patogênicas à humanos. As extrações foram realizadas no Laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento de Produtos Naturais Bioativos (P&DBIO), da UFOPA, utilizando aparelho de Soxhlet e tendo como solvente etanol P.A. a 96 %. O período total das extrações foi de 8 h para cada procedimento e os extratos serão fracionados de acordo com as atividades biológicas apresentadas. As análises químicas foram realizadas na Divisão de Química Orgânica e Farmacêutica, no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), da UNICAMP, por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e por Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massa (CG-EM). Os ensaios antifúngicos foram realizados no Laboratório de Fitopatologia, da UFOPA, no qual os extratos foram testados em cinco concentrações: 10%, 20%, 30%, 40% e 50%. Os controles consistiram no crescimento dos fungos apenas em meio de cultura batata-dextrose-ágar (controle negativo) e, em meio de cultura BDA com adição de cumarina (controle positivo). Como desafiantes teve-se: Cercospora longissima isolado de alface; três isolados de Fusarium spp. e Sclerotium rolfsii isolado do pimentão. Os experimentos foram em DIC, em esquema fatorial, com quatro repetições. Os resultados foram comparados pelo teste SkottKnott a 5% de probabilidade. O ensaio microbiológico de CIM (Concentração Inibitória Mínima) foi realizado na Divisão de Microbiologia, CPQBA, da UNICAMP, segundo as recomendações do protocolo M7-A6 para bactérias (NCCLS, 2003). Os microrganismos utilizados no ensaio foram: Burkholderia cepacia (ATCC 25416); Escherichia coli (ATCC 11775); Pseudomonas aeruginosa (ATCC 13388) e Staphylococcus aureus (ATCC 6538). Os extratos foram pesados e em seguida, cadaix amostra foi diluída em caldo Mueller-Hinton, para uma concentração de 8 mg.mL-1, contendo 10 % de DMSO (dimetilsulfóxido). As concentrações avaliadas foram: 2000; 1000; 500; 250; 125; 62,5; 31,25; 15,62; 7,81; 3,91 e 1,95 µg.mL-1 e como controle, teve-se o antibiótico cloranfenicol - solução 0,5 mg.mL-1. As bactérias contidas nas microplacas foram incubadas em estufa a 36±1°C por 24 h e após esse período foram depositados em todos os poços 50 µL de solução 0,1 % de cloreto de 2,3,5-trifeniltetrazólio (CTT) e re-incubadas por um período de 3 h. Os maiores rendimentos foram obtidos nas cascas e nas sementes dos frutos das espécies. A 1,2-benzopirona foi isolada e identificada nos extratos das sementes de D. odorata, e nas cascas, nos endocarpos, e nas sementes de D. magnifica. E no que tange a ação antifúngica, constatou-se que a cumarina isolada apresentou melhor ação frente aos isolados obtidos de Fusarium spp., e que os extratos dos endocarpos de D. odorata e sementes de D. magnifica, proporcionaram as menores médias de crescimento micelial para os fitopatógenos testados. Quanto a atividade antibacteriana, os extratos de D. odorata e D. magnifica obtidos das folhas, galhos e sementes não apresentaram efeito bacteriostático ou bactericida para os patógenos avaliados. No entanto, os extratos das cascas e endocarpos das espécies apresentaram efeito bacteriostático para E. coli na maior concentração testada. Staphylococcus aureus também foi sensível à ação do extrato das cascas de D. magnifica, na concentração de 2,0 mg.mL-1; sensibilidade confirmada após realização do teste de CBM (Concentração Bactericida Mínima). As espécies em estudo mostraram-se promissoras quanto à utilização dos seus frutos, tanto para obtenção de cumarina, como para o controle alternativo dos fitopatógenos específicos e ação antibacteriana. Os extratos das cascas, endocarpos e sementes de D. odorata e D. magnifica serão fracionados, analisados quimicamente por CCD e CG-EM, e ensaiados frente aos fungos e bactérias sensibilizadas.
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  • BRUNA CRISTINE MARTINS DE SOUSA
  • Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. E Dipteryx magnifica (Ducke) Ducke (FABACEAE): CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA QUANTO À PRESENÇA DE CUMARINA E ATIVIDADES ANTIFÚNGICA E ANTIBACTERIANA
  • Data: 20/01/2017
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  • Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. e Dipteryx magnifica (Ducke) Ducke pertencem a família Fabaceae e são árvores neotropicais originárias de países da América Central e América do Sul. Os frutos de D. odorata destacam-se quanto as potencialidades comerciais e fitoterápicas. As sementes há mais de um século são comercializadas por extrativistas da Amazônia e, historicamente, foram bastante procuradas para a extração de cumarina (principal composto ativo) para flavorizar tabacos de cachimbos. Dipteryx magnifica, carece de estudos que detalhem sua descrição botânica específica, composição química e atividades biológicas, pois estas informações não foram encontradas na literatura consultada. Neste sentido, este trabalho teve por objetivo avaliar o perfil químico dos extratos etanólicos das folhas, galhos e frutos (cascas, endocarpos e sementes) das espécies quanto à presença de cumarina simples e, sua atividade antimicrobiana sobre fungos patogênicos à hortaliças e bactérias patogênicas à humanos. As extrações foram realizadas no Laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento de Produtos Naturais Bioativos (P&DBIO), da UFOPA, utilizando aparelho de Soxhlet e tendo como solvente etanol P.A. a 96 %. O período total das extrações foi de 8 h para cada procedimento e os extratos serão fracionados de acordo com as atividades biológicas apresentadas. As análises químicas foram realizadas na Divisão de Química Orgânica e Farmacêutica, no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), da UNICAMP, por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e por Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massa (CG-EM). Os ensaios antifúngicos foram realizados no Laboratório de Fitopatologia, da UFOPA, no qual os extratos foram testados em cinco concentrações: 10%, 20%, 30%, 40% e 50%. Os controles consistiram no crescimento dos fungos apenas em meio de cultura batata-dextrose-ágar (controle negativo) e, em meio de cultura BDA com adição de cumarina (controle positivo). Como desafiantes teve-se: Cercospora longissima isolado de alface; três isolados de Fusarium spp. e Sclerotium rolfsii isolado do pimentão. Os experimentos foram em DIC, em esquema fatorial, com quatro repetições. Os resultados foram comparados pelo teste SkottKnott a 5% de probabilidade. O ensaio microbiológico de CIM (Concentração Inibitória Mínima) foi realizado na Divisão de Microbiologia, CPQBA, da UNICAMP, segundo as recomendações do protocolo M7-A6 para bactérias (NCCLS, 2003). Os microrganismos utilizados no ensaio foram: Burkholderia cepacia (ATCC 25416); Escherichia coli (ATCC 11775); Pseudomonas aeruginosa (ATCC 13388) e Staphylococcus aureus (ATCC 6538). Os extratos foram pesados e em seguida, cadaix amostra foi diluída em caldo Mueller-Hinton, para uma concentração de 8 mg.mL-1, contendo 10 % de DMSO (dimetilsulfóxido). As concentrações avaliadas foram: 2000; 1000; 500; 250; 125; 62,5; 31,25; 15,62; 7,81; 3,91 e 1,95 µg.mL-1 e como controle, teve-se o antibiótico cloranfenicol - solução 0,5 mg.mL-1. As bactérias contidas nas microplacas foram incubadas em estufa a 36±1°C por 24 h e após esse período foram depositados em todos os poços 50 µL de solução 0,1 % de cloreto de 2,3,5-trifeniltetrazólio (CTT) e re-incubadas por um período de 3 h. Os maiores rendimentos foram obtidos nas cascas e nas sementes dos frutos das espécies. A 1,2-benzopirona foi isolada e identificada nos extratos das sementes de D. odorata, e nas cascas, nos endocarpos, e nas sementes de D. magnifica. E no que tange a ação antifúngica, constatou-se que a cumarina isolada apresentou melhor ação frente aos isolados obtidos de Fusarium spp., e que os extratos dos endocarpos de D. odorata e sementes de D. magnifica, proporcionaram as menores médias de crescimento micelial para os fitopatógenos testados. Quanto a atividade antibacteriana, os extratos de D. odorata e D. magnifica obtidos das folhas, galhos e sementes não apresentaram efeito bacteriostático ou bactericida para os patógenos avaliados. No entanto, os extratos das cascas e endocarpos das espécies apresentaram efeito bacteriostático para E. coli na maior concentração testada. Staphylococcus aureus também foi sensível à ação do extrato das cascas de D. magnifica, na concentração de 2,0 mg.mL-1; sensibilidade confirmada após realização do teste de CBM (Concentração Bactericida Mínima). As espécies em estudo mostraram-se promissoras quanto à utilização dos seus frutos, tanto para obtenção de cumarina, como para o controle alternativo dos fitopatógenos específicos e ação antibacteriana. Os extratos das cascas, endocarpos e sementes de D. odorata e D. magnifica serão fracionados, analisados quimicamente por CCD e CG-EM, e ensaiados frente aos fungos e bactérias sensibilizadas.
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  • VALÊNCIO FLORES DA CUNHA NETO
  • DESENVOLVIMENTO DE CULTIVARES DE MILHO (Zea Mayz) EM AMBIENTE DE VÁRZEA E ESTUFA DE CULTIVO.
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 22/03/2017
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  • O milho é reconhecidamente uma das mais importantes culturas agrícolas, alterações ambientais podem acarretar perdas de produtividade. O objetivo deste trabalho foi avaliar o rendimento e desenvolvimento desta cultura e o desenvolvimento das plantas sob duas condições de iluminação e três doses de nitrogênio. A pesquisa de campo foi conduzida no Projeto de Assentamento Agroextrativista Urucurituba, localizado na região de várzea de Santarém/PA, o solo é classificado como Neossolo Flúvico eutrófico, utilizaou-se o delineamento em blocos casualizados, sendo os tratamentos as cultivares de milho: a variedade Bandeitante e o híbrido duplo AG1051. O experimento em estufa de cultivo foi conduzido na Fazenda Experimental da UFOPA no município de Santarém objetivando comparar o desenvolvimento do milho híbrido AG 1051 com a variedade Bandeirante em duas condições de luminosidade, 100% e 50% de luz e sob três doses de nitrogênio, 0 gr.pl-1; 0,46 gr.pl-1 ; 0,92 gr.pl-1. No experimento de campo foram avaliadas a altura de plantas, diâmetro do colmo, massa seca de folhas, massa seca de colmo e massa seca de grãos sendo que acultivar Bandeirante obteve a maior produtividade de massa seca de grãos, sendo 29,3% superior ao AG1051, massa seca de colmo e massa seca total também foram significativamente maiores para esta cultivar, além de demonstrar uma correlação entre massa seca de colmo e massa seca de folhas (r = 0,65) positiva, o que é desejável para produção de silagem. No experimento em estufa as cultivares apresentaram padrão de crescimento geométrico para altura de planta e diâmetro de colmo em todos os tratamentos. A luminosidade de 50% afetou negativamente o acumulo de massa seca da parte aérea. Houve interação entre as doses de nitrogênio e cultivares para o parâmetro teor de nitrogênio na folha e a analise multivariada demonstrou não haver diferenças entre as cultivares na dose 0 de nitrogênio. Conclui-se que a variedade Bandeirante é a mais adaptada para o cultivo nessa região para o sistema de cultivo das populações tradicionais, doses pequenas de nitrogênio não afetou o crescimento das plantas e o estresse luminoso prejudica o desenvolvimento o desenvolvimento da parte aérea do milho.
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  • VALÊNCIO FLORES DA CUNHA NETO
  • DESENVOLVIMENTO DE CULTIVARES DE MILHO (Zea Mayz) EM AMBIENTE DE VÁRZEA E ESTUFA DE CULTIVO.
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 22/03/2017
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  • O milho é reconhecidamente uma das mais importantes culturas agrícolas, alterações ambientais podem acarretar perdas de produtividade. O objetivo deste trabalho foi avaliar o rendimento e desenvolvimento desta cultura e o desenvolvimento das plantas sob duas condições de iluminação e três doses de nitrogênio. A pesquisa de campo foi conduzida no Projeto de Assentamento Agroextrativista Urucurituba, localizado na região de várzea de Santarém/PA, o solo é classificado como Neossolo Flúvico eutrófico, utilizaou-se o delineamento em blocos casualizados, sendo os tratamentos as cultivares de milho: a variedade Bandeitante e o híbrido duplo AG1051. O experimento em estufa de cultivo foi conduzido na Fazenda Experimental da UFOPA no município de Santarém objetivando comparar o desenvolvimento do milho híbrido AG 1051 com a variedade Bandeirante em duas condições de luminosidade, 100% e 50% de luz e sob três doses de nitrogênio, 0 gr.pl-1; 0,46 gr.pl-1 ; 0,92 gr.pl-1. No experimento de campo foram avaliadas a altura de plantas, diâmetro do colmo, massa seca de folhas, massa seca de colmo e massa seca de grãos sendo que acultivar Bandeirante obteve a maior produtividade de massa seca de grãos, sendo 29,3% superior ao AG1051, massa seca de colmo e massa seca total também foram significativamente maiores para esta cultivar, além de demonstrar uma correlação entre massa seca de colmo e massa seca de folhas (r = 0,65) positiva, o que é desejável para produção de silagem. No experimento em estufa as cultivares apresentaram padrão de crescimento geométrico para altura de planta e diâmetro de colmo em todos os tratamentos. A luminosidade de 50% afetou negativamente o acumulo de massa seca da parte aérea. Houve interação entre as doses de nitrogênio e cultivares para o parâmetro teor de nitrogênio na folha e a analise multivariada demonstrou não haver diferenças entre as cultivares na dose 0 de nitrogênio. Conclui-se que a variedade Bandeirante é a mais adaptada para o cultivo nessa região para o sistema de cultivo das populações tradicionais, doses pequenas de nitrogênio não afetou o crescimento das plantas e o estresse luminoso prejudica o desenvolvimento o desenvolvimento da parte aérea do milho.
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  • ANA CARLA WALFREDO DA CONCEIÇÃO
  • ESFINGÍDEOS (LEPIDOPTERA: SPHINGIDAE) EM SAVANAS NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ALTER DO CHÃO, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 24/03/2017
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  • O levantamento faunístico em savanas nos possibilita o conhecimento da diversidade do local, o potencial biológico dessas áreas e, ajudam a destacar a necessidade de preservação desse ecossistema. Com o objetivo de efetuar estudos faunísticos com esfingídeos (Lepidoptera: Sphingidae) em savanas na Área de Proteção Ambiental Alter do Chão, esta pesquisa foi composta por dois capítulos, onde, no primeiro analisou-se a fauna de esfingídeos quanto à abundância, riqueza, composição e diversidade no período de um ano, em duas áreas de savana, verificando a sazonalidade, correlação da abundância e riqueza em relação à temperatura, umidade relativa e pluviosidade. As coletas foram mensais, através de armadilha luminosa modelo Pensilvânia, em dois pontos amostrais, durante uma noite em cada área, das 18:00 as 6:00, no período de junho de 2014 a maio de 2015, avaliou-se durante os períodos (mais chuvoso e menos chuvoso), os parâmetros: riqueza (S), abundância (N), dominância, composição, índices de diversidade e uniformidade de Shannon (H‟ e U) e dominância de Berger-Parker (BD). As estimativas de riqueza foram feitas através dos testes não paramétricos: “Bootstrap”, “Chao1”, ACE, “Jackknife1” e “Jackknife2”. No total o resultado obtido foi de 34 espécies e 374 espécimes, com índices (H‟= 2,59; U= 0,733; BP= 0,235), as estimativas de riqueza apontam que foi coletado entre 63% e 87% das espécies esperadas. O estimador “Bootstrap” estimou 39 espécies e “Chao1” 54. O período menos chuvoso foi o que apresentou melhores resultados (S= 26; H‟= 2,40; N= 222). Este também, foi o mais expressivo para as estimativas de riqueza destacando que, “Jackknife 2” estimou 34 espécies, o mesmo valor da riqueza total encontrada. Em relação as variáveis climáticas somente à abundância e temperatura obtiveram correlação moderada positiva e significativa. A espécie Isognathus caricae (Linnaeus, 1758) foi a mais abundante em ambos os períodos. No segundo capítulo inventariamos a fauna destas mariposas de maio de 2014 a dezembro de 2016 (incluindo as coletas do estudo anterior), com a mesma metodologia de coleta, porém em 90 pontos amostrais. Coletou-se 36 espécies e 836 espécimes, a tribo mais representativa foi Dilophonotini (S= 22 N= 638), o gênero mais rico foi Erinnyis (S= 5) e o mais abundante foi Isognathus (N= 329) e, a espécies Isognathus caricae (N= 220) foi mais a abundante, a proporção de macho para fêmea foi de (3,5: 1). Registra-se a ocorrência de Callionima grisescens (Rothschild, 1894) para o estado do Pará e Amazônia.
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  • ANA CARLA WALFREDO DA CONCEIÇÃO
  • ESFINGÍDEOS (LEPIDOPTERA: SPHINGIDAE) EM SAVANAS NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ALTER DO CHÃO, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 24/03/2017
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  • O levantamento faunístico em savanas nos possibilita o conhecimento da diversidade do local, o potencial biológico dessas áreas e, ajudam a destacar a necessidade de preservação desse ecossistema. Com o objetivo de efetuar estudos faunísticos com esfingídeos (Lepidoptera: Sphingidae) em savanas na Área de Proteção Ambiental Alter do Chão, esta pesquisa foi composta por dois capítulos, onde, no primeiro analisou-se a fauna de esfingídeos quanto à abundância, riqueza, composição e diversidade no período de um ano, em duas áreas de savana, verificando a sazonalidade, correlação da abundância e riqueza em relação à temperatura, umidade relativa e pluviosidade. As coletas foram mensais, através de armadilha luminosa modelo Pensilvânia, em dois pontos amostrais, durante uma noite em cada área, das 18:00 as 6:00, no período de junho de 2014 a maio de 2015, avaliou-se durante os períodos (mais chuvoso e menos chuvoso), os parâmetros: riqueza (S), abundância (N), dominância, composição, índices de diversidade e uniformidade de Shannon (H‟ e U) e dominância de Berger-Parker (BD). As estimativas de riqueza foram feitas através dos testes não paramétricos: “Bootstrap”, “Chao1”, ACE, “Jackknife1” e “Jackknife2”. No total o resultado obtido foi de 34 espécies e 374 espécimes, com índices (H‟= 2,59; U= 0,733; BP= 0,235), as estimativas de riqueza apontam que foi coletado entre 63% e 87% das espécies esperadas. O estimador “Bootstrap” estimou 39 espécies e “Chao1” 54. O período menos chuvoso foi o que apresentou melhores resultados (S= 26; H‟= 2,40; N= 222). Este também, foi o mais expressivo para as estimativas de riqueza destacando que, “Jackknife 2” estimou 34 espécies, o mesmo valor da riqueza total encontrada. Em relação as variáveis climáticas somente à abundância e temperatura obtiveram correlação moderada positiva e significativa. A espécie Isognathus caricae (Linnaeus, 1758) foi a mais abundante em ambos os períodos. No segundo capítulo inventariamos a fauna destas mariposas de maio de 2014 a dezembro de 2016 (incluindo as coletas do estudo anterior), com a mesma metodologia de coleta, porém em 90 pontos amostrais. Coletou-se 36 espécies e 836 espécimes, a tribo mais representativa foi Dilophonotini (S= 22 N= 638), o gênero mais rico foi Erinnyis (S= 5) e o mais abundante foi Isognathus (N= 329) e, a espécies Isognathus caricae (N= 220) foi mais a abundante, a proporção de macho para fêmea foi de (3,5: 1). Registra-se a ocorrência de Callionima grisescens (Rothschild, 1894) para o estado do Pará e Amazônia.
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  • ROSAMARIA SANTANA PAES LOURES
  • GOVERNO KARODAYBI: O movimento Ipereğ Ayũ e a resistência Munduruku
  • Data: 04/04/2017
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  • Essa pesquisa discute o surgimento do Movimento Munduruku Ipereğ Ayũ e sua trajetória de resistência. Sua organização social estrutura-se em estreita conexão com a cosmologia Munduruku. O Movimento Ipereğ Ayũ, utilizando-se de diferentes táticas, vem engendrando resistências frente ao modelo desenvolvimentista estatal, de hidrelétricas e outros grandes empreendimentos. A implantação dessas barragens inundaria significativas áreas habitadas imemorialmente por povos indígenas e comunidades tradicionais, além de acarretar outros inúmeros impactos. Os projetos hidrelétricos não são novos, tratam-se da reciclagem do ideário da ditadura militar sobre a Amazônia. O Movimento Munduruku Ipereğ Ayũ, também pode ser pensado como recriação operada pela cultura Munduruku. Não entendemos, entretanto, que as ações do MMIA sejam uma continuidade imediata das expedições de guerra dos séculos XVIII e XIX: este trabalho busca orientar esse fluxo do presente ao passado, e não o contrário. Se, por um lado, o governo diz que não abrirá mão dos empreendimentos na região do Tapajós, o movimento também garante que não abrirá mão do rio e da floresta, apostando em uma pluralidade de estratégias de defesa territorial frente às investidas do governo e ao processo de territorialização do capital.
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  • ROSAMARIA SANTANA PAES LOURES
  • GOVERNO KARODAYBI: O movimento Ipereğ Ayũ e a resistência Munduruku
  • Data: 04/04/2017
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  • Essa pesquisa discute o surgimento do Movimento Munduruku Ipereğ Ayũ e sua trajetória de resistência. Sua organização social estrutura-se em estreita conexão com a cosmologia Munduruku. O Movimento Ipereğ Ayũ, utilizando-se de diferentes táticas, vem engendrando resistências frente ao modelo desenvolvimentista estatal, de hidrelétricas e outros grandes empreendimentos. A implantação dessas barragens inundaria significativas áreas habitadas imemorialmente por povos indígenas e comunidades tradicionais, além de acarretar outros inúmeros impactos. Os projetos hidrelétricos não são novos, tratam-se da reciclagem do ideário da ditadura militar sobre a Amazônia. O Movimento Munduruku Ipereğ Ayũ, também pode ser pensado como recriação operada pela cultura Munduruku. Não entendemos, entretanto, que as ações do MMIA sejam uma continuidade imediata das expedições de guerra dos séculos XVIII e XIX: este trabalho busca orientar esse fluxo do presente ao passado, e não o contrário. Se, por um lado, o governo diz que não abrirá mão dos empreendimentos na região do Tapajós, o movimento também garante que não abrirá mão do rio e da floresta, apostando em uma pluralidade de estratégias de defesa territorial frente às investidas do governo e ao processo de territorialização do capital.
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  • KERLLEY DIANE SILVA DOS SANTOS
  • “EU NÃO QUERO O LUGAR DOS OUTROS”
  • Data: 05/04/2017
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  • Esse trabalho discute a situação de camponeses pobres que ocupam a Terra Indígena Cachoeira Seca e se instalaram na área antes da declaração da TI. Beiradeiros, cuja a ocupação está intimamente ligada à instalação dos seringais e à exploração da borracha na região da Terra do Meio. Colonos que se instalaram na área a partir da década de 1980, no bojo da abertura da Transamazônica e dos projetos de colonização que se instalaram às suas margens. Pretende-se mostrar que a atuação do Estado gestou o cenário conflitante da TI Cachoeira Seca ao dar destinações distintas à mesma área e fragilizar o acesso a direitos de colonos e ribeirinhos e a concretização plena dos direitos territoriais dos Arara, e, principalmente, ao possibilitar, em decorrência da incerteza da situação fundiária da TI, a instalação, apropriação e exploração criminosa da área por outros sujeitos, como grileiros e madeireiros. Acredita-se que a extrusão é imprescindível para se assegurar a posse permanente e o usufruto exclusivo das riquezas naturais da TI pelos Arara e que ela deve seguir o protocolo legalmente regulamentado, com um processo justo de realocação do grande contingente de camponeses pobres que lá vivem. Este trabalho defende a integridade do território dos Arara, o seu direito ao usufruto exclusivo da TI Cachoeira Seca e é inteiramente contra as investidas para a desafetação de qualquer fração da TI.
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  • KERLLEY DIANE SILVA DOS SANTOS
  • “EU NÃO QUERO O LUGAR DOS OUTROS”
  • Data: 05/04/2017
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  • Esse trabalho discute a situação de camponeses pobres que ocupam a Terra Indígena Cachoeira Seca e se instalaram na área antes da declaração da TI. Beiradeiros, cuja a ocupação está intimamente ligada à instalação dos seringais e à exploração da borracha na região da Terra do Meio. Colonos que se instalaram na área a partir da década de 1980, no bojo da abertura da Transamazônica e dos projetos de colonização que se instalaram às suas margens. Pretende-se mostrar que a atuação do Estado gestou o cenário conflitante da TI Cachoeira Seca ao dar destinações distintas à mesma área e fragilizar o acesso a direitos de colonos e ribeirinhos e a concretização plena dos direitos territoriais dos Arara, e, principalmente, ao possibilitar, em decorrência da incerteza da situação fundiária da TI, a instalação, apropriação e exploração criminosa da área por outros sujeitos, como grileiros e madeireiros. Acredita-se que a extrusão é imprescindível para se assegurar a posse permanente e o usufruto exclusivo das riquezas naturais da TI pelos Arara e que ela deve seguir o protocolo legalmente regulamentado, com um processo justo de realocação do grande contingente de camponeses pobres que lá vivem. Este trabalho defende a integridade do território dos Arara, o seu direito ao usufruto exclusivo da TI Cachoeira Seca e é inteiramente contra as investidas para a desafetação de qualquer fração da TI.
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  • ÍTALA TUANNY RODRIGUES NEPOMUCENO
  • CONFLITOS TERRITORIAIS ENTRE COMUNIDADES TRADICIONAIS E CONCESSÕES FLORESTAIS: UM ESTUDO DE CASO A PARTIR DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ- TAQUERA, ORIXIMINÁ, PARÁ
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 05/04/2017
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  • Esta dissertação debruça-se sobre conflitos socioambientais entre comunidades ribeirinhas e concessões estatais em favor de empresas madeireiras na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, na região da Calha Norte, noroeste do estado do Pará. O objetivo central é examinar como a aplicação do instrumento de concessões, instituído pela Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei. 11.284/2006), desencadeou tais conflitos, buscando uma compreensão no quadro da gestão da Floresta Nacional em sua relação com as comunidades tradicionais residentes. Como lócus da pesquisa temos a comunidade do Acari, grupo de 40 famílias ribeirinhas que reage ao avanço de madeireiras concessionárias sobre as florestas que tradicionalmente ocupa, via mobilização pelo reconhecimento de direitos territoriais no quadro da própria legislação ambiental que rege a gestão de unidades de conservação. Buscando uma análise empiricamente lastreada, e com base em uma abordagem processual do conflito, nos detivemos sobre três objetivos específicos: descrever o processo de concessão conduzido pelo Estado, ressaltando nesse contexto o tratamento dispensado ao atendimento dos direitos territoriais das comunidades ocupantes da unidade de conservação; empreender uma etnografia acerca da relação da comunidade do Acari e seu território, buscando uma compreensão de como seus modos de uso, ocupação e significação das florestas confrontamse com os modelos de gestão da Flona e com o empreendimento madeireiro concessionário e, por fim, discutir como as noções de conservação que orientam a gestão ambiental implicada tanto no modelo de Flonas quanto nas concessões florestais podem insinuar-se em sentido oposto ao reconhecimento de territórios tradicionalmente ocupados.
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  • ÍTALA TUANNY RODRIGUES NEPOMUCENO
  • CONFLITOS TERRITORIAIS ENTRE COMUNIDADES TRADICIONAIS E CONCESSÕES FLORESTAIS: UM ESTUDO DE CASO A PARTIR DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ- TAQUERA, ORIXIMINÁ, PARÁ
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 05/04/2017
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  • Esta dissertação debruça-se sobre conflitos socioambientais entre comunidades ribeirinhas e concessões estatais em favor de empresas madeireiras na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, na região da Calha Norte, noroeste do estado do Pará. O objetivo central é examinar como a aplicação do instrumento de concessões, instituído pela Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei. 11.284/2006), desencadeou tais conflitos, buscando uma compreensão no quadro da gestão da Floresta Nacional em sua relação com as comunidades tradicionais residentes. Como lócus da pesquisa temos a comunidade do Acari, grupo de 40 famílias ribeirinhas que reage ao avanço de madeireiras concessionárias sobre as florestas que tradicionalmente ocupa, via mobilização pelo reconhecimento de direitos territoriais no quadro da própria legislação ambiental que rege a gestão de unidades de conservação. Buscando uma análise empiricamente lastreada, e com base em uma abordagem processual do conflito, nos detivemos sobre três objetivos específicos: descrever o processo de concessão conduzido pelo Estado, ressaltando nesse contexto o tratamento dispensado ao atendimento dos direitos territoriais das comunidades ocupantes da unidade de conservação; empreender uma etnografia acerca da relação da comunidade do Acari e seu território, buscando uma compreensão de como seus modos de uso, ocupação e significação das florestas confrontamse com os modelos de gestão da Flona e com o empreendimento madeireiro concessionário e, por fim, discutir como as noções de conservação que orientam a gestão ambiental implicada tanto no modelo de Flonas quanto nas concessões florestais podem insinuar-se em sentido oposto ao reconhecimento de territórios tradicionalmente ocupados.
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  • BRENNA CELINA DE CARVALHO MUNIZ
  • ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA E BIOLÓGICA DE UM PEPTÍDEO ANTIMICROBIANO EXTRAÍDO DA PEÇONHA DO ESCORPIÃO Tityus obscurus Gervais 1843 (SCORPIONES, BUTHIDAE).
  • Orientador : JOACIR STOLARZ DE OLIVEIRA
  • Data: 18/04/2017
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  • As peçonhas de escorpiões são fontes de moléculas bioativas como os Peptídeos Antimicrobianos (PAMs). Tais moléculas pertencem à imunidade inata e são ubíquas no reino animal e vegetal. Este trabalho teve o objetivo de purificar e caracterizar um peptídeo antimicrobiano extraído da peçonha do escorpião T. obscurus da região Oeste do Pará, Brasil. A coleta dos animais ocorreu na Floresta Nacional do Tapajós e a extração das peçonhas foi feita através da técnica de eletroestimulação usando uma fonte elétrica. O perfil eletroforético foi determinado pela eletroforese em gel de poliacrilamida 15% SDS-PAGE. O peptídeo antimicrobiano purificado (P42) teve eluição em 42 min através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência em fase reversa (rp-CLAE). Os ensaios antimicrobianos foram realizados com bactérias Escherichia coli Gram (-), Staphylococcus aureus Gram (+) e com fungos Candida albicans, C. tropicalis e C. parasiplosis através de métodos padronizados de sensibilidade por disco difusão e de determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) protocolados pela Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), para fungos (normas M44-A e M27-A2) e bactérias (norma M2A-9). O efeito hemolítico de P42 foi testado em eritrócitos de camundongos e para monitorar a cinética de sua citotoxicidade foram geradas imagens por microscopia confocal. A massa molecular de P42 foi obtida através da técnica de espectrometria de massas MALDI-TOF e a sua sequência de aminoácidos através da Degradação de Edman. O peptídeo (P42) foi ativo apenas contra o fungo C. albicans e a sua massa molecular foi de 7284,4 Da. Os valores de CIM do peptídeo contra as espécies de Candida foi 3,5 - 7,0 µM e para o fluconazol 6,0 - 12,0 mM. P42 não foi hemolítico em eritrócito de camundongos. A microscopia confocal detectou DNA espalhado após 3h de tratamento com o peptídeo natural. A estrutura primária desse peptídeo consistiu de 30 aminoácidos e 97% de identidade com a toxina To4 de T. obscurus. Esses resultados demonstram, pela primeira vez, a existência de um PAM nativo obtido diretamente da peçonha de T. obscurus, expandindo as opções de possíveis novas aplicações terapêuticas.
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  • BRENNA CELINA DE CARVALHO MUNIZ
  • ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA E BIOLÓGICA DE UM PEPTÍDEO ANTIMICROBIANO EXTRAÍDO DA PEÇONHA DO ESCORPIÃO Tityus obscurus Gervais 1843 (SCORPIONES, BUTHIDAE).
  • Orientador : JOACIR STOLARZ DE OLIVEIRA
  • Data: 18/04/2017
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  • As peçonhas de escorpiões são fontes de moléculas bioativas como os Peptídeos Antimicrobianos (PAMs). Tais moléculas pertencem à imunidade inata e são ubíquas no reino animal e vegetal. Este trabalho teve o objetivo de purificar e caracterizar um peptídeo antimicrobiano extraído da peçonha do escorpião T. obscurus da região Oeste do Pará, Brasil. A coleta dos animais ocorreu na Floresta Nacional do Tapajós e a extração das peçonhas foi feita através da técnica de eletroestimulação usando uma fonte elétrica. O perfil eletroforético foi determinado pela eletroforese em gel de poliacrilamida 15% SDS-PAGE. O peptídeo antimicrobiano purificado (P42) teve eluição em 42 min através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência em fase reversa (rp-CLAE). Os ensaios antimicrobianos foram realizados com bactérias Escherichia coli Gram (-), Staphylococcus aureus Gram (+) e com fungos Candida albicans, C. tropicalis e C. parasiplosis através de métodos padronizados de sensibilidade por disco difusão e de determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) protocolados pela Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), para fungos (normas M44-A e M27-A2) e bactérias (norma M2A-9). O efeito hemolítico de P42 foi testado em eritrócitos de camundongos e para monitorar a cinética de sua citotoxicidade foram geradas imagens por microscopia confocal. A massa molecular de P42 foi obtida através da técnica de espectrometria de massas MALDI-TOF e a sua sequência de aminoácidos através da Degradação de Edman. O peptídeo (P42) foi ativo apenas contra o fungo C. albicans e a sua massa molecular foi de 7284,4 Da. Os valores de CIM do peptídeo contra as espécies de Candida foi 3,5 - 7,0 µM e para o fluconazol 6,0 - 12,0 mM. P42 não foi hemolítico em eritrócito de camundongos. A microscopia confocal detectou DNA espalhado após 3h de tratamento com o peptídeo natural. A estrutura primária desse peptídeo consistiu de 30 aminoácidos e 97% de identidade com a toxina To4 de T. obscurus. Esses resultados demonstram, pela primeira vez, a existência de um PAM nativo obtido diretamente da peçonha de T. obscurus, expandindo as opções de possíveis novas aplicações terapêuticas.
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  • JOAO ALDECY PEREIRA NASCIMENTO
  • CARACTERIZAÇÃO DA VARIABILIDADE DE ÍNDICES DE INSTABILIDADE DA ENERGIA POTENCIAL CONVECTIVA DISPONÍVEL (CAPE), ÍNDICE K (K) E PRECIPITAÇÃO NA REGIÃO DE SANTARÉM - PA
  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 09/05/2017
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  • Foram estudados a Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), Energia de Inibição para Convecção (CINE), Índice de Instabilidade K (K) e precipitação total para verificar as relações entre seus valores, a fim de comparar e correlacionar esses parâmetros entre os períodos sazonais (período chuvoso e seco), horários diários (dia e noite) na região de Santarém-Pa, Brasil, bem como se estes índices estão correlacionados com eventos de tempestades. Para isso utilizou-se dados de radiossondagem do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) do aeroporto de Santarém-Pa, a fim de calcular o CAPE, CINE e K. E para os dados de precipitação total usou-se dados da Estação Meteorológica de Observação de Superfície Convencional do município de Belterra – Pa, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), aproximadamente 50 km do aeroporto de Santarém. Observou-se que a dinâmica e a termodinâmica da atmosfera local apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento de convecção profunda moderada, pois a CAPE média mensal para o período temporal estudado foram em torno de 2468 J/kg durante a noite (0000 UTC) e 1553 J/kg nas sondagens do dia (1200 UTC), observou-se também que nos meses do período chuvoso (de janeiro a maio) a CAPE teve valores médios baixos em comparação as médias anuais para o período seco (entre os meses de julho a dezembro). Neste contexto observou-se que os meses com maior precipitação, correspondem aos meses onde a CAPE possui valores menores, esta característica foi observada em todo o período estudado. Os limiares da CAPE entre 1000 e 2500 J/kg corresponde a convecção profunda moderada, em 65% das médias mensais se enquadram nesses limites. Outro índice, que está associado diretamente a CAPE é a CINE, onde os valores calculados ficaram em torno de 416 J/kg para as sondagens ocorrida a noite e 166 J/kg para sondagens ocorrida durante o dia. Relacionando a CAPE e a CINE, observou-se para altos valores da CAPE ocorre também altos CINE. O índice K tiveram valores todos próximos tanto para o período chuvoso, período seco, dia e noite, com a média do período em torno de 30,3 °C, que corresponde a probabilidade de tempestades muita dispersas, no entanto analisando mais pormenorizado este índice, observa-se que os valores mais elevados correspondem aos meses com maior precipitação total mensal. A precipitação está relacionada com os índices aqui estudados, pois no período seco, ou menos chuvosos da região, nota-se claramente os maiores valores da CAPE, e vice-versa, para o índice K, ocorre o inverso, maiores valores do K estão associados aos meses com valores de maior precipitação total. Esses fatores estão de acordo com alguns estudos já realizados na região Amazônica.
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  • JOAO ALDECY PEREIRA NASCIMENTO
  • CARACTERIZAÇÃO DA VARIABILIDADE DE ÍNDICES DE INSTABILIDADE DA ENERGIA POTENCIAL CONVECTIVA DISPONÍVEL (CAPE), ÍNDICE K (K) E PRECIPITAÇÃO NA REGIÃO DE SANTARÉM - PA
  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 09/05/2017
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  • Foram estudados a Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), Energia de Inibição para Convecção (CINE), Índice de Instabilidade K (K) e precipitação total para verificar as relações entre seus valores, a fim de comparar e correlacionar esses parâmetros entre os períodos sazonais (período chuvoso e seco), horários diários (dia e noite) na região de Santarém-Pa, Brasil, bem como se estes índices estão correlacionados com eventos de tempestades. Para isso utilizou-se dados de radiossondagem do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) do aeroporto de Santarém-Pa, a fim de calcular o CAPE, CINE e K. E para os dados de precipitação total usou-se dados da Estação Meteorológica de Observação de Superfície Convencional do município de Belterra – Pa, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), aproximadamente 50 km do aeroporto de Santarém. Observou-se que a dinâmica e a termodinâmica da atmosfera local apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento de convecção profunda moderada, pois a CAPE média mensal para o período temporal estudado foram em torno de 2468 J/kg durante a noite (0000 UTC) e 1553 J/kg nas sondagens do dia (1200 UTC), observou-se também que nos meses do período chuvoso (de janeiro a maio) a CAPE teve valores médios baixos em comparação as médias anuais para o período seco (entre os meses de julho a dezembro). Neste contexto observou-se que os meses com maior precipitação, correspondem aos meses onde a CAPE possui valores menores, esta característica foi observada em todo o período estudado. Os limiares da CAPE entre 1000 e 2500 J/kg corresponde a convecção profunda moderada, em 65% das médias mensais se enquadram nesses limites. Outro índice, que está associado diretamente a CAPE é a CINE, onde os valores calculados ficaram em torno de 416 J/kg para as sondagens ocorrida a noite e 166 J/kg para sondagens ocorrida durante o dia. Relacionando a CAPE e a CINE, observou-se para altos valores da CAPE ocorre também altos CINE. O índice K tiveram valores todos próximos tanto para o período chuvoso, período seco, dia e noite, com a média do período em torno de 30,3 °C, que corresponde a probabilidade de tempestades muita dispersas, no entanto analisando mais pormenorizado este índice, observa-se que os valores mais elevados correspondem aos meses com maior precipitação total mensal. A precipitação está relacionada com os índices aqui estudados, pois no período seco, ou menos chuvosos da região, nota-se claramente os maiores valores da CAPE, e vice-versa, para o índice K, ocorre o inverso, maiores valores do K estão associados aos meses com valores de maior precipitação total. Esses fatores estão de acordo com alguns estudos já realizados na região Amazônica.
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  • IVANNY COELHO DA FONSECA
  • ANÁLISE CARIOTÍPICA DE Pimelodus blochii (Valenciennes, 1840) (SILURIFORMES, PIMELODIDAE) DO RIO TAPAJÓS E BAIXO AMAZONAS
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/05/2017
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  • O gênero Pimelodus é constituído por 33 espécies, distribuídas endemicamente na região neotropical e com ocorrência registrada nas bacias do Araguaia, Tocantins, Amazonas, Paraná e Orinoco. No presente trabalho analisamos o cariótipo de P. blochii do rio Tapajós e baixo Amazonas. Foram analisados 11 exemplares de P. blochii e o cariótipo foi caracterizado utilizando-se técnicas de coloração convencional por Giemsa, bandeamento C e marcações da Regiões Organizadoras de Nucléolos (RONs) com nitrato de prata, Cromomicina A3 e FISH de sondas DNAr18S e 5S. Os resultados apontaram variação do número diplóide (2n=58 e 2n=56). Amostras de Itaituba, rio Tapajós, apresentaram cariótipo com número diplóide 2n=56 cromossomos, enquanto que, as de Santarém, Almeirim e Oriximiná mostraram 2n=58. As regiões organizadoras de nucléolos foram localizadas no braço curto de um par acrocêntrico, em posição semelhante aos sítios CMA3 positivos e localização da sonda DNAr18S. Os sítios DNAr18S e 5S foram co-localizados em um par cromossômico. Os resultados evidenciam divergência cariotípica entre a população de P. blochii do rio Tapajós e do baixo Amazonas, o que é interpretado em favor da hipótese de que P. blochii representa um complexo de espécies.
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  • IVANNY COELHO DA FONSECA
  • ANÁLISE CARIOTÍPICA DE Pimelodus blochii (Valenciennes, 1840) (SILURIFORMES, PIMELODIDAE) DO RIO TAPAJÓS E BAIXO AMAZONAS
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/05/2017
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  • O gênero Pimelodus é constituído por 33 espécies, distribuídas endemicamente na região neotropical e com ocorrência registrada nas bacias do Araguaia, Tocantins, Amazonas, Paraná e Orinoco. No presente trabalho analisamos o cariótipo de P. blochii do rio Tapajós e baixo Amazonas. Foram analisados 11 exemplares de P. blochii e o cariótipo foi caracterizado utilizando-se técnicas de coloração convencional por Giemsa, bandeamento C e marcações da Regiões Organizadoras de Nucléolos (RONs) com nitrato de prata, Cromomicina A3 e FISH de sondas DNAr18S e 5S. Os resultados apontaram variação do número diplóide (2n=58 e 2n=56). Amostras de Itaituba, rio Tapajós, apresentaram cariótipo com número diplóide 2n=56 cromossomos, enquanto que, as de Santarém, Almeirim e Oriximiná mostraram 2n=58. As regiões organizadoras de nucléolos foram localizadas no braço curto de um par acrocêntrico, em posição semelhante aos sítios CMA3 positivos e localização da sonda DNAr18S. Os sítios DNAr18S e 5S foram co-localizados em um par cromossômico. Os resultados evidenciam divergência cariotípica entre a população de P. blochii do rio Tapajós e do baixo Amazonas, o que é interpretado em favor da hipótese de que P. blochii representa um complexo de espécies.
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  • MÁRCIO ANTÔNIO DE ALCÂNTARA ABREU
  • SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DA MAGNETITA OBTIDA A PARTIR DE REJEITO DE BAUXITA DA MINA DE JURUTI, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 29/05/2017
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  • Esta pesquisa apresenta um estudo sobre o aproveitamento do rejeito inorgânico e sólido de bauxita oriundo da exploração deste minério na cidade de Juruti no estado do Pará. O material foi empregado como composto base para a produção de uma Ferrita com magnetismo espontâneo, a Magnetita (Fe3O4), mediante rota química. O rejeito de bauxita tem em sua composição aproximadamente 62% de Hematita, a qual pode ser transformada para a Magnetita e possibilitar uma aplicação para esse rejeito que é descartado nas bacias de rejeito da mineradora, causando riscos ambientais. O aproveitamento desse rejeito na síntese da Magnetita representa uma proposta a ser somada aos esforços para solucionar essa questão ambiental. O processo de síntese iniciou com um tratamento com ácido clorídrico (HCl), o qual foi capaz de agregar o Fe III na forma de cloreto férrico (FeCl3), o material obtido foi seco a 80 ºC por 48 horas. Em seguida, utilizou-se o Hidróxido de Amônio (NH4OH) e Acetato de Amônio (CH3COONH4) para a obtenção do Hidróxido Acetato de Ferro (HAF), através de agitação magnética e secagem a temperatura de 80 oC por 12 horas. A última etapa consistiu no tratamento térmico em temperatura de 600 oC sob fluxo de gás nitrogênio (N2) por 2 horas com vazão constante de 2 L/min. Com essa rota de síntese, a partir do rejeito de bauxita, foi obtida uma amostra contendo três fases cristalinas distintas: Magnetita (Fe3O4), Hematita (α-Fe2O3) e Anatásio (TiO2). As amostras foram caracterizadas por Difração de raios X e Espectroscopia de infravermelho. A pesquisa realizada foi capaz de determinar uma rota química para a obtenção da Magnetita em escala de laboratório, o que gera a possibilidade de aproveitamento do rejeito em escala industrial.
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  • MÁRCIO ANTÔNIO DE ALCÂNTARA ABREU
  • SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DA MAGNETITA OBTIDA A PARTIR DE REJEITO DE BAUXITA DA MINA DE JURUTI, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 29/05/2017
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  • Esta pesquisa apresenta um estudo sobre o aproveitamento do rejeito inorgânico e sólido de bauxita oriundo da exploração deste minério na cidade de Juruti no estado do Pará. O material foi empregado como composto base para a produção de uma Ferrita com magnetismo espontâneo, a Magnetita (Fe3O4), mediante rota química. O rejeito de bauxita tem em sua composição aproximadamente 62% de Hematita, a qual pode ser transformada para a Magnetita e possibilitar uma aplicação para esse rejeito que é descartado nas bacias de rejeito da mineradora, causando riscos ambientais. O aproveitamento desse rejeito na síntese da Magnetita representa uma proposta a ser somada aos esforços para solucionar essa questão ambiental. O processo de síntese iniciou com um tratamento com ácido clorídrico (HCl), o qual foi capaz de agregar o Fe III na forma de cloreto férrico (FeCl3), o material obtido foi seco a 80 ºC por 48 horas. Em seguida, utilizou-se o Hidróxido de Amônio (NH4OH) e Acetato de Amônio (CH3COONH4) para a obtenção do Hidróxido Acetato de Ferro (HAF), através de agitação magnética e secagem a temperatura de 80 oC por 12 horas. A última etapa consistiu no tratamento térmico em temperatura de 600 oC sob fluxo de gás nitrogênio (N2) por 2 horas com vazão constante de 2 L/min. Com essa rota de síntese, a partir do rejeito de bauxita, foi obtida uma amostra contendo três fases cristalinas distintas: Magnetita (Fe3O4), Hematita (α-Fe2O3) e Anatásio (TiO2). As amostras foram caracterizadas por Difração de raios X e Espectroscopia de infravermelho. A pesquisa realizada foi capaz de determinar uma rota química para a obtenção da Magnetita em escala de laboratório, o que gera a possibilidade de aproveitamento do rejeito em escala industrial.
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  • ELAINE CRISTINA DA SILVA OLIVEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ANFISBENAS SUL-AMERICANAS DE CABEÇAS LEVEMENTE COMPRIMIDAS NÃO QUILHADAS (AMPHISBAENIA: AMPHISBAENIDAE)
  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 30/05/2017
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  • Amphisbaenia é um grupo monofilético representado por 197 espécies válidas, das quais 73 ocorrem no Brasil. A diversidade brasileira é representada por três gêneros da família Amphisbaenidae: Mesobaena (1 sp.), Leposternon (9 spp.) e Amphisbaena (63 spp.), sendo esse último também mais diversificado morfologicamente. Amphisbaena apresenta espécies com cabeça arredondada, levemente comprimida não quilhada, comprimida e fortemente queratinizada, e levemente deprimida. Atualmente são conhecidas 14 espécies de Amphisbaena de cabeças levemente comprimidas não quilhadas, das quais 12 ocorrem no Brasil, uma na Bolívia e uma em Porto Rico. Esse estudo foi realizado com intuito de atualizar dados quanto a morfologia externa e distribuição geográfica das espécies sul-americanas com essa característica, e, ainda, descrever um novo táxon com a cabeça levemente comprimida não quilhada para a Amazônia brasileira. Foram analisados 22 dados merísticos e 49 variáveis morfométricas de 157 espécimes das espécies do grupo, sendo sete holótipos. Para verificar quais caracteres merísticos e morfométricos melhor auxiliam na distinção entre as espécies e para testar as variações em populações de uma mesma espécie foi desenvolvida uma Análise Discriminante de Componentes Principais – DAPC. Foram testadas diferenças em valores de coordenadas principais por indivíduo entre as espécies, usando uma combinação entre Análise de Variância (ANOVA) e Teste de Tukey. Treze espécies de Amphisbaena de cabeças levemente comprimidas não quilhadas (exceto A. xera) estão amostradas nas principais coleções brasileiras, com um total de 637 espécimes. 67,6% dessa amostra (n = 431 espécimes) pertencem apenas a A. brasiliana (n = 194); A. roberti (n = 127) e Amphisbaena saxosa (n = 110). Foram complementados os dados de distribuição geográfica A. borelli, A. brasiliana, A. cuiabana, A. roberti e A. steindachneri. As análises indicaram que as espécies estudadas são morfologicamente distintas quanto aos caracteres merísticos e morfométricos, e devem ser tratadas como táxons válidos. Amphisbaena roberti e A. steindachneri apresentaram variações intraespecíficas. Na amostra analisada de Amphisbaena brasiliana existe variação merística e morfológica suficiente para ser apresentado um novo táxon. Amphisbaena sp. nov. pode ser diagnosticada por apresentar quarto poros pré-cloacais arranjados em sequência, 247–252 meios anéis dorsais, 27 anéis caudais, plano de autotomia entre o 7o e 8o anéis caudais, 3/3 supralabiais, e fileira de pós-malar e occipitais ausentes.
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  • ELAINE CRISTINA DA SILVA OLIVEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ANFISBENAS SUL-AMERICANAS DE CABEÇAS LEVEMENTE COMPRIMIDAS NÃO QUILHADAS (AMPHISBAENIA: AMPHISBAENIDAE)
  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 30/05/2017
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  • Amphisbaenia é um grupo monofilético representado por 197 espécies válidas, das quais 73 ocorrem no Brasil. A diversidade brasileira é representada por três gêneros da família Amphisbaenidae: Mesobaena (1 sp.), Leposternon (9 spp.) e Amphisbaena (63 spp.), sendo esse último também mais diversificado morfologicamente. Amphisbaena apresenta espécies com cabeça arredondada, levemente comprimida não quilhada, comprimida e fortemente queratinizada, e levemente deprimida. Atualmente são conhecidas 14 espécies de Amphisbaena de cabeças levemente comprimidas não quilhadas, das quais 12 ocorrem no Brasil, uma na Bolívia e uma em Porto Rico. Esse estudo foi realizado com intuito de atualizar dados quanto a morfologia externa e distribuição geográfica das espécies sul-americanas com essa característica, e, ainda, descrever um novo táxon com a cabeça levemente comprimida não quilhada para a Amazônia brasileira. Foram analisados 22 dados merísticos e 49 variáveis morfométricas de 157 espécimes das espécies do grupo, sendo sete holótipos. Para verificar quais caracteres merísticos e morfométricos melhor auxiliam na distinção entre as espécies e para testar as variações em populações de uma mesma espécie foi desenvolvida uma Análise Discriminante de Componentes Principais – DAPC. Foram testadas diferenças em valores de coordenadas principais por indivíduo entre as espécies, usando uma combinação entre Análise de Variância (ANOVA) e Teste de Tukey. Treze espécies de Amphisbaena de cabeças levemente comprimidas não quilhadas (exceto A. xera) estão amostradas nas principais coleções brasileiras, com um total de 637 espécimes. 67,6% dessa amostra (n = 431 espécimes) pertencem apenas a A. brasiliana (n = 194); A. roberti (n = 127) e Amphisbaena saxosa (n = 110). Foram complementados os dados de distribuição geográfica A. borelli, A. brasiliana, A. cuiabana, A. roberti e A. steindachneri. As análises indicaram que as espécies estudadas são morfologicamente distintas quanto aos caracteres merísticos e morfométricos, e devem ser tratadas como táxons válidos. Amphisbaena roberti e A. steindachneri apresentaram variações intraespecíficas. Na amostra analisada de Amphisbaena brasiliana existe variação merística e morfológica suficiente para ser apresentado um novo táxon. Amphisbaena sp. nov. pode ser diagnosticada por apresentar quarto poros pré-cloacais arranjados em sequência, 247–252 meios anéis dorsais, 27 anéis caudais, plano de autotomia entre o 7o e 8o anéis caudais, 3/3 supralabiais, e fileira de pós-malar e occipitais ausentes.
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  • FELIPE FERNANDES DE ÁVILA
  • IDENTIFICAÇÃO DE CAMARÕES DE ÁGUA DOCE COLETADOS NA REGIÃO DO BAIXO AMAZONAS POR MEIO DE MARCADORES MOLECULARES
  • Orientador : GABRIEL IKETANI COELHO
  • Data: 05/06/2017
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  • Os camarões são artrópodes pertencentes ao subfilo Crustacea, ordem Decapoda, que na Amazônia está representada por 18 espécies distribuídas em 3 famílias (Euryrhynchidae, Palaemonidae e Sergestidae). Mas a diversidade de camarões na região do Baixo Amazonas ainda precisa ser melhor conhecida. Porém, a identificação por uso de chaves taxonômicas é especialmente difícil devido ao alto grau de conservadorismo interespecífico e variação intraespecífica dos principais caracteres analisados. Nos últimos 20 anos o avanço das técnicas de biologia molecular tem contribuído muito para resolução de dúvidas a respeito das variações morfológicas que seriam geradas pela plasticidade fenotípica, daquelas que provavelmente estariam relacionadas a linhagens distintas. O presente estudo teve como objetivo identificar camarões coletados na região do Baixo Amazonas por meio de dois marcadores moleculares mitocondriais e um nuclear. A obtenção do material genético (DNA genômico total) deu-se pelo uso do Kit Wizard Genomic-Promega. Foram obtidas sequências parciais dos genes mitocondriais COI e 16S em ambos os sentidos da fita de DNA, bem como sequências parciais do gene nuclear 28S. As sequências foram alinhadas no programa CodonCode Aligner v7.0.1 (CodonCode Corporatio). A análise da variabilidade genética interespecífica e intraespecífica foi feita por meio do cálculo da distância p com modelo evolutivo Kimura 2 parâmetros (K2P), para as sequências de COI. Para os marcadores 16S e 28S foi calculada a distância p não corrigida. Em todos os casos foi utilizado o programa MEGA v7.0). Além disso, foram construídas árvores de Agrupamentos de Vizinhos (NJ) também com uso do programa MEGA v7.0. Das 85 sequências obtidas para COI, 39 apresentaram indícios de picos duplos distribuídos entre as espécies M. amazonicum e M. brasiliense, sendo excluídas da maioria das análises. A análise das distâncias genéticas associadas as análises das árvores filogenéticas obtidas com as sequências sem picos duplos para os três marcadores, revelou novos registros para a região do Baixo Amazonas (PA) e estado do Amazonas, município Nhamundá. Estas análises também sugeriram uma nova espécie em Macrobrachuim Bate, 1868 e outra em Palaemon Weber 1795.
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  • FELIPE FERNANDES DE ÁVILA
  • IDENTIFICAÇÃO DE CAMARÕES DE ÁGUA DOCE COLETADOS NA REGIÃO DO BAIXO AMAZONAS POR MEIO DE MARCADORES MOLECULARES
  • Orientador : GABRIEL IKETANI COELHO
  • Data: 05/06/2017
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  • Os camarões são artrópodes pertencentes ao subfilo Crustacea, ordem Decapoda, que na Amazônia está representada por 18 espécies distribuídas em 3 famílias (Euryrhynchidae, Palaemonidae e Sergestidae). Mas a diversidade de camarões na região do Baixo Amazonas ainda precisa ser melhor conhecida. Porém, a identificação por uso de chaves taxonômicas é especialmente difícil devido ao alto grau de conservadorismo interespecífico e variação intraespecífica dos principais caracteres analisados. Nos últimos 20 anos o avanço das técnicas de biologia molecular tem contribuído muito para resolução de dúvidas a respeito das variações morfológicas que seriam geradas pela plasticidade fenotípica, daquelas que provavelmente estariam relacionadas a linhagens distintas. O presente estudo teve como objetivo identificar camarões coletados na região do Baixo Amazonas por meio de dois marcadores moleculares mitocondriais e um nuclear. A obtenção do material genético (DNA genômico total) deu-se pelo uso do Kit Wizard Genomic-Promega. Foram obtidas sequências parciais dos genes mitocondriais COI e 16S em ambos os sentidos da fita de DNA, bem como sequências parciais do gene nuclear 28S. As sequências foram alinhadas no programa CodonCode Aligner v7.0.1 (CodonCode Corporatio). A análise da variabilidade genética interespecífica e intraespecífica foi feita por meio do cálculo da distância p com modelo evolutivo Kimura 2 parâmetros (K2P), para as sequências de COI. Para os marcadores 16S e 28S foi calculada a distância p não corrigida. Em todos os casos foi utilizado o programa MEGA v7.0). Além disso, foram construídas árvores de Agrupamentos de Vizinhos (NJ) também com uso do programa MEGA v7.0. Das 85 sequências obtidas para COI, 39 apresentaram indícios de picos duplos distribuídos entre as espécies M. amazonicum e M. brasiliense, sendo excluídas da maioria das análises. A análise das distâncias genéticas associadas as análises das árvores filogenéticas obtidas com as sequências sem picos duplos para os três marcadores, revelou novos registros para a região do Baixo Amazonas (PA) e estado do Amazonas, município Nhamundá. Estas análises também sugeriram uma nova espécie em Macrobrachuim Bate, 1868 e outra em Palaemon Weber 1795.
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  • AMASA FERREIRA CARVALHO
  • “VILA DE MULHER SӔ: O TRABALHO INVISÍVEL DAS MULHERES DOS BALATEIROS DE MONTE ALEGRE
  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 12/06/2017
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  • A pesquisa que deu origem a este trabalho foi desenvolvida entre 2015 e 2017, e baseou-se em narrativas de mulheres casadas com balateiros (extrativistas da balata) residentes na comunidade de Cuçaru, no município de Monte Alegre/PA. Seu objetivo foi o de compreender, do ponto de vista das mulheres, como as formas de organização e divisão do trabalho familiar contribuíam para a continuidade do extrativismo de balata sustentado no sistema de aviamento entre as décadas de 1930 a 1970, que corresponderam ao auge da extração e da comercialização de balata no oeste do Pará. Nesta pesquisa pretendeu-se verificar de que maneira as atividades produtivas desenvolvidas no próprio local de moradia da família ou no seu entorno, frequentemente desconsideradas nos estudos sobre as práticas sociais e trocas econômicas articuladas em torno da balata, importaram na sustentação desse extrativismo regulado pelo sistema de aviamento que predominou na economia de inúmeras comunidades amazônicas. O interesse nos relatos das mulheres repousou, também, em outro aspecto que é, em geral, negligenciado nas pesquisas sobre o extrativismo de balata: o trabalho feminino. Esta pesquisa dialoga com estudos sobre a organização familiar do trabalho em sociedades camponesas, que compõem um vasto campo de investigação nas ciências que focam o mundo rural. Dialoga, também, com pesquisas sobre as relações de trabalho nos balatais da Amazônia, onde o papel da mulher tende a ser invisibilizado. Como conclusão, sustenta que as mulheres tinham um papel muito importante na organização e na divisão do trabalho, bem como nos arranjos e nas trocas sociais vivenciadas em Cuçaru, que garantiam a sobrevivência das famílias no período de extração da balata. Entre os arranjos sociais enfocados, sobressaíram a cooperação e a ajuda mútua entre vizinhos e familiares no cotidiano das mulheres dos balateiros, em cuja ausência respondiam pela organização de pessoas e espaços na casa, na roça e na comunidade.
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  • AMASA FERREIRA CARVALHO
  • “VILA DE MULHER SӔ: O TRABALHO INVISÍVEL DAS MULHERES DOS BALATEIROS DE MONTE ALEGRE
  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 12/06/2017
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  • A pesquisa que deu origem a este trabalho foi desenvolvida entre 2015 e 2017, e baseou-se em narrativas de mulheres casadas com balateiros (extrativistas da balata) residentes na comunidade de Cuçaru, no município de Monte Alegre/PA. Seu objetivo foi o de compreender, do ponto de vista das mulheres, como as formas de organização e divisão do trabalho familiar contribuíam para a continuidade do extrativismo de balata sustentado no sistema de aviamento entre as décadas de 1930 a 1970, que corresponderam ao auge da extração e da comercialização de balata no oeste do Pará. Nesta pesquisa pretendeu-se verificar de que maneira as atividades produtivas desenvolvidas no próprio local de moradia da família ou no seu entorno, frequentemente desconsideradas nos estudos sobre as práticas sociais e trocas econômicas articuladas em torno da balata, importaram na sustentação desse extrativismo regulado pelo sistema de aviamento que predominou na economia de inúmeras comunidades amazônicas. O interesse nos relatos das mulheres repousou, também, em outro aspecto que é, em geral, negligenciado nas pesquisas sobre o extrativismo de balata: o trabalho feminino. Esta pesquisa dialoga com estudos sobre a organização familiar do trabalho em sociedades camponesas, que compõem um vasto campo de investigação nas ciências que focam o mundo rural. Dialoga, também, com pesquisas sobre as relações de trabalho nos balatais da Amazônia, onde o papel da mulher tende a ser invisibilizado. Como conclusão, sustenta que as mulheres tinham um papel muito importante na organização e na divisão do trabalho, bem como nos arranjos e nas trocas sociais vivenciadas em Cuçaru, que garantiam a sobrevivência das famílias no período de extração da balata. Entre os arranjos sociais enfocados, sobressaíram a cooperação e a ajuda mútua entre vizinhos e familiares no cotidiano das mulheres dos balateiros, em cuja ausência respondiam pela organização de pessoas e espaços na casa, na roça e na comunidade.
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  • ELEN KERCY SIQUEIRA DA CRUZ
  • FLUXO DE NUTRIENTES EM PRECIPITAÇÃO DIRETA E INTERNA NA REGIÃO OESTE PARAENSE
  • Data: 23/06/2017
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  • O objetivo dessa pesquisa foi contribuir com o conhecimento de um dos componentes de influência na sustentabilidade de um ecossistema florestal: a deposição de nutrientes via precipitação. Verificou-se os aportes dos nutrientes: potássio (K+), fósforo (P), magnésio (Mg2+), cálcio (Ca2+), ferro (Fe2+), alumínio (Al3+), cobre (Cu2+) e zinco (Zn2+) via precipitação em duas parcelas florestais (precipitação interna) e em duas parcelas de campos abertos (precipitação direta) no intuito de averiguar a influência nesta deposição pelas intensas práticas agrícolas próximas da FLONA Tapajós. A amostragem foi realizada no município de Belterra/PA, região do planalto da FLONA Tapajós, em dois pontos (km 67 e 126). No sítio km 67 a precipitação interna foi coletada na borda e na área interna da floresta a amostragem foi realizada em um transecto começando na borda entre a FLONA e a rodovia Santarém/Cuiabá e adentrando na FLONA, uma distância de 100 m. A precipitação direta foi amostrada em áreas abertas no entorno da FLONA nos dois pontos de coletas da precipitação interna. O sítio do km 67 encontra-se na zona de influência de intensas atividades agrícolas, enquanto o km 126 possui no entorno comunidade pertencente a assentamento caraterizado por apresentar atividades de agricultura familiar, servindo como um controle, ou seja, área fora da zona de influência de atividades agrícolas. As coletas foram realizadas em duas fases: a primeira ocorreu no interior do sítio km 67 da FLONA Tapajós para essa amostragem foram utilizados 25 coletores a um intervalo de 10 x 10 m no período de abril/2003 a março/2006 semanalmente. A segunda fase foi realizada mensalmente entre abril/2016 e dezembro/2016 para a precipitação direta e de borda, a amostragem foi feita tanto no transecto dentro da FLONA quanto na área aberta fora da FLONA na margem da rodovia. Para a amostragem feita no transecto dentro da FLONA foi utilizado 06 coletores/parcela e para a precipitação em campo aberto 04 coletores/parcela. Os coletores da floresta foram instalados a cada 10 m de distância cada um a partir da borda em direção ao interior da floresta e os do campo aberto inseridos em grupos as margens da área do entorno dos respectivos pontos das parcelas florestais. O mesmo esquema de amostragem foi empregado no sítio do km 126. O fluxo de K+ na borda do sítio 67 foi maior que no interior da FLONA na borda controle e na precipitação direta. A borda 67 também mostrou maior deposição de P em relação a borda controle e a precipitação direta, o que sugere que os fluxos de potássio e fósforo foram propensos a influências de atividades agrícolas do entorno. A precipitação interna mostrou-se uma importante via de entrada para os macronutrientes principalmente o potássio.
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  • ELEN KERCY SIQUEIRA DA CRUZ
  • FLUXO DE NUTRIENTES EM PRECIPITAÇÃO DIRETA E INTERNA NA REGIÃO OESTE PARAENSE
  • Data: 23/06/2017
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  • O objetivo dessa pesquisa foi contribuir com o conhecimento de um dos componentes de influência na sustentabilidade de um ecossistema florestal: a deposição de nutrientes via precipitação. Verificou-se os aportes dos nutrientes: potássio (K+), fósforo (P), magnésio (Mg2+), cálcio (Ca2+), ferro (Fe2+), alumínio (Al3+), cobre (Cu2+) e zinco (Zn2+) via precipitação em duas parcelas florestais (precipitação interna) e em duas parcelas de campos abertos (precipitação direta) no intuito de averiguar a influência nesta deposição pelas intensas práticas agrícolas próximas da FLONA Tapajós. A amostragem foi realizada no município de Belterra/PA, região do planalto da FLONA Tapajós, em dois pontos (km 67 e 126). No sítio km 67 a precipitação interna foi coletada na borda e na área interna da floresta a amostragem foi realizada em um transecto começando na borda entre a FLONA e a rodovia Santarém/Cuiabá e adentrando na FLONA, uma distância de 100 m. A precipitação direta foi amostrada em áreas abertas no entorno da FLONA nos dois pontos de coletas da precipitação interna. O sítio do km 67 encontra-se na zona de influência de intensas atividades agrícolas, enquanto o km 126 possui no entorno comunidade pertencente a assentamento caraterizado por apresentar atividades de agricultura familiar, servindo como um controle, ou seja, área fora da zona de influência de atividades agrícolas. As coletas foram realizadas em duas fases: a primeira ocorreu no interior do sítio km 67 da FLONA Tapajós para essa amostragem foram utilizados 25 coletores a um intervalo de 10 x 10 m no período de abril/2003 a março/2006 semanalmente. A segunda fase foi realizada mensalmente entre abril/2016 e dezembro/2016 para a precipitação direta e de borda, a amostragem foi feita tanto no transecto dentro da FLONA quanto na área aberta fora da FLONA na margem da rodovia. Para a amostragem feita no transecto dentro da FLONA foi utilizado 06 coletores/parcela e para a precipitação em campo aberto 04 coletores/parcela. Os coletores da floresta foram instalados a cada 10 m de distância cada um a partir da borda em direção ao interior da floresta e os do campo aberto inseridos em grupos as margens da área do entorno dos respectivos pontos das parcelas florestais. O mesmo esquema de amostragem foi empregado no sítio do km 126. O fluxo de K+ na borda do sítio 67 foi maior que no interior da FLONA na borda controle e na precipitação direta. A borda 67 também mostrou maior deposição de P em relação a borda controle e a precipitação direta, o que sugere que os fluxos de potássio e fósforo foram propensos a influências de atividades agrícolas do entorno. A precipitação interna mostrou-se uma importante via de entrada para os macronutrientes principalmente o potássio.
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  • JESSICA DA SILVA SA
  • FLUXO DE CO2 NO RESERVATÓRIO DA HIDROELÉTRICA DE CURUA-UNA
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 23/06/2017
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  • A construção de usinas hidrelétricas para geração de energia foi considerada por muito tempo uma forma de produção limpa, no entanto no final do século passado alguns estudos mostraram que os reservatórios poderiam ser emissores potenciais de Gases de Efeito Estufa (GEE). A região norte do Brasil onde esta localizada a Amazônia é considerado um grande produtor de energia devido a grande quantidade de rios localizados nesta região com potencial para criação de hidrelétricas por um lado muito importante para a economia do país, mas na questão ambiental seria um problema. Os alagamentos e lagos criado pelo represamento das aguas são responsáveis pelas taxas de atividade bacteriana e produção de GEE devido à biomassa inundada e decomposta nos primeiros anos, assim os níveis baixos de oxigênio nas camadas profundas próximas ao sedimento favorecem a geração de metano. O aumento do nível da água faz com que sejam alagadas áreas que antes estavam emersas, com isso ocorre à liberação de nutrientes e a consequente produção de CO2 e CH4. O presente trabalho tem por abordagem investigar o fluxo de CO2 associadas à emissão de gases de efeito estufa em um reservatório na hidrelétrica de Curua-Una, inclinando a sua importância em relação às alterações do efeito estufa natural e as mudanças climáticas na Amazônia. Usou-se como referência as condições da área represada para realizar as medidas de fluxos, usando uma câmera flutuante estática para obter os dados necessário para analise e estudo. Sabendo que as emissões de reservatórios variam amplamente com a localização geográfica, tipo de vegetação do entorno do reservatório, temperatura, sazonalidade, tamanho e profundidade do reservatório o estudo foi importante para determinar a contribuição dos GEE emitidos pelo reservatório de Curua-Una.
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  • JESSICA DA SILVA SA
  • FLUXO DE CO2 NO RESERVATÓRIO DA HIDROELÉTRICA DE CURUA-UNA
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 23/06/2017
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  • A construção de usinas hidrelétricas para geração de energia foi considerada por muito tempo uma forma de produção limpa, no entanto no final do século passado alguns estudos mostraram que os reservatórios poderiam ser emissores potenciais de Gases de Efeito Estufa (GEE). A região norte do Brasil onde esta localizada a Amazônia é considerado um grande produtor de energia devido a grande quantidade de rios localizados nesta região com potencial para criação de hidrelétricas por um lado muito importante para a economia do país, mas na questão ambiental seria um problema. Os alagamentos e lagos criado pelo represamento das aguas são responsáveis pelas taxas de atividade bacteriana e produção de GEE devido à biomassa inundada e decomposta nos primeiros anos, assim os níveis baixos de oxigênio nas camadas profundas próximas ao sedimento favorecem a geração de metano. O aumento do nível da água faz com que sejam alagadas áreas que antes estavam emersas, com isso ocorre à liberação de nutrientes e a consequente produção de CO2 e CH4. O presente trabalho tem por abordagem investigar o fluxo de CO2 associadas à emissão de gases de efeito estufa em um reservatório na hidrelétrica de Curua-Una, inclinando a sua importância em relação às alterações do efeito estufa natural e as mudanças climáticas na Amazônia. Usou-se como referência as condições da área represada para realizar as medidas de fluxos, usando uma câmera flutuante estática para obter os dados necessário para analise e estudo. Sabendo que as emissões de reservatórios variam amplamente com a localização geográfica, tipo de vegetação do entorno do reservatório, temperatura, sazonalidade, tamanho e profundidade do reservatório o estudo foi importante para determinar a contribuição dos GEE emitidos pelo reservatório de Curua-Una.
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  • AVNER BRASILEIRO DOS SANTOS GASPAR
  • ATRIBUTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DE LATOSSOLO AMARELO EM ÁREAS DE OCORRÊNCIA DA SOJA LOUCA II NA REGIÃO OESTE DO PARÁ.
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 28/06/2017
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  • A dinâmica dos nutrientes no solo é resultado da interação de vários fatores, e, no SPD, os mecanismos que governam são modificados em velocidade e/ou intensidade pela redução do revolvimento do solo e manutenção dos resíduos culturais na superfície do solo. Anomalias em plantas relacionadas a solo são diretamente ligadas aos níveis críticos e tóxicos dos atributos físico, químico ou biológicos de solo, logo, a fertilidade do solo é um dos fatores de predisposição das plantas aos patógenos. A soja louca-II é uma anomalia que causa cerda 40% perdas em lavouras e sem causa definida. Objetivo do foi avaliar os teores e variância dos atributos químicos de solos em áreas de com ocorrência da Soja Louca II. Realizaram-se 180 amostras em 20 cm, 40cm e 60cm de profundidas em áreas com e sem a ocorrência da anomalia em propriedades nos municípios de Santarém, Belterra e Mojui dos Campos na região oeste do Pará. Os Atributos químicos Ph, P, K, Na, Ca, Mg, Al, Fe, Cu, Zn, Mn e CTC e Teor de Argila natural foram submetidos a análise descritiva e análise de variâncias no programa Biostat versão 5.3. Não foram encontras diferenças significativas entre os atributos nos tratamentos, sendo consideradas estatisticamente semelhantes as áreas com e sem ocorrência da Soja Louca II, porem com terrores de micronutriente em níveis tóxicos na maior parte das amostras em ambos os tratamentos em todas as profundidades coletadas. Os atributos que apresentaram maior e menor Coeficiente de Variação foram pH ( 7.45%) e Zn (198.17% ) a 20cm, pH (6,66%) e Cu (250,70%) a 40cm e pH (5,84%) e Cu (238,74%) a 60m de profundidade. A análise de variância dos atributos químicos não apresentou diferenças significativa entre as profundidades.
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  • AVNER BRASILEIRO DOS SANTOS GASPAR
  • ATRIBUTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DE LATOSSOLO AMARELO EM ÁREAS DE OCORRÊNCIA DA SOJA LOUCA II NA REGIÃO OESTE DO PARÁ.
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 28/06/2017
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  • A dinâmica dos nutrientes no solo é resultado da interação de vários fatores, e, no SPD, os mecanismos que governam são modificados em velocidade e/ou intensidade pela redução do revolvimento do solo e manutenção dos resíduos culturais na superfície do solo. Anomalias em plantas relacionadas a solo são diretamente ligadas aos níveis críticos e tóxicos dos atributos físico, químico ou biológicos de solo, logo, a fertilidade do solo é um dos fatores de predisposição das plantas aos patógenos. A soja louca-II é uma anomalia que causa cerda 40% perdas em lavouras e sem causa definida. Objetivo do foi avaliar os teores e variância dos atributos químicos de solos em áreas de com ocorrência da Soja Louca II. Realizaram-se 180 amostras em 20 cm, 40cm e 60cm de profundidas em áreas com e sem a ocorrência da anomalia em propriedades nos municípios de Santarém, Belterra e Mojui dos Campos na região oeste do Pará. Os Atributos químicos Ph, P, K, Na, Ca, Mg, Al, Fe, Cu, Zn, Mn e CTC e Teor de Argila natural foram submetidos a análise descritiva e análise de variâncias no programa Biostat versão 5.3. Não foram encontras diferenças significativas entre os atributos nos tratamentos, sendo consideradas estatisticamente semelhantes as áreas com e sem ocorrência da Soja Louca II, porem com terrores de micronutriente em níveis tóxicos na maior parte das amostras em ambos os tratamentos em todas as profundidades coletadas. Os atributos que apresentaram maior e menor Coeficiente de Variação foram pH ( 7.45%) e Zn (198.17% ) a 20cm, pH (6,66%) e Cu (250,70%) a 40cm e pH (5,84%) e Cu (238,74%) a 60m de profundidade. A análise de variância dos atributos químicos não apresentou diferenças significativa entre as profundidades.
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  • EVERTON ARAUJO CAVALCANTE
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DO SOLO SOB DOIS CASTANHAIS NATIVOS E VARIABILIDADE ESPACIAL DE ATRIBUTOS FISICOS E QUIMICOS DE UM SOLO SOB FLORESTA OMBRÓFILA DENSA
  • Data: 30/06/2017
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  • Por meio de técnicas da geoestatística é possível detectar a ocorrência da dependência e distribuição espacial dos atributos do solo, o que auxilia sobremaneira na análise e descrição mais detalhada do comportamento dos atributos físicos e químicos do solo. O objetivo deste trabalho foi a utilização da geoestatística na avaliação dos atributos físicos e químicos em um Latossolo Amarelo Distrófico sob floresta nativa na Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. Foi realizada uma amostragem sistemática dos dados, obedecendo um grid de 50 m sendo os pontos de coletas distribuídos em 41 linhas, totalizando 451 amostras. Todos os pontos foram georreferenciados em seguida feitas as coletas de solo em cada ponto da malha na profundidade de 0,0 a 0,20 m para determinação dos atributos físicos e químicos. Foram determinadas textura (argila, areia total, silte), em relação aos parâmetros químicos determinou-se pH em água, P e K disponíveis, Ca, Mg e Al trocáveis, Fe, Mn, Zn e Cu. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e geoestatística. O uso do parâmetro alcance do semivariograma mostrou-se eficiente para determinar a densidade amostral ideal para o ambiente em estudo. Os semivariogramas reproduziram de forma satisfatória o comportamento espacial dos atributos, possibilitando seu uso para estimar a variabilidade natural dos atributos do solo.
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  • EVERTON ARAUJO CAVALCANTE
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DO SOLO SOB DOIS CASTANHAIS NATIVOS E VARIABILIDADE ESPACIAL DE ATRIBUTOS FISICOS E QUIMICOS DE UM SOLO SOB FLORESTA OMBRÓFILA DENSA
  • Data: 30/06/2017
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  • Por meio de técnicas da geoestatística é possível detectar a ocorrência da dependência e distribuição espacial dos atributos do solo, o que auxilia sobremaneira na análise e descrição mais detalhada do comportamento dos atributos físicos e químicos do solo. O objetivo deste trabalho foi a utilização da geoestatística na avaliação dos atributos físicos e químicos em um Latossolo Amarelo Distrófico sob floresta nativa na Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. Foi realizada uma amostragem sistemática dos dados, obedecendo um grid de 50 m sendo os pontos de coletas distribuídos em 41 linhas, totalizando 451 amostras. Todos os pontos foram georreferenciados em seguida feitas as coletas de solo em cada ponto da malha na profundidade de 0,0 a 0,20 m para determinação dos atributos físicos e químicos. Foram determinadas textura (argila, areia total, silte), em relação aos parâmetros químicos determinou-se pH em água, P e K disponíveis, Ca, Mg e Al trocáveis, Fe, Mn, Zn e Cu. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e geoestatística. O uso do parâmetro alcance do semivariograma mostrou-se eficiente para determinar a densidade amostral ideal para o ambiente em estudo. Os semivariogramas reproduziram de forma satisfatória o comportamento espacial dos atributos, possibilitando seu uso para estimar a variabilidade natural dos atributos do solo.
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  • MENDELL DE SALES SOUZA
  • DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DOS FOCOS DE QUEIMADAS NA APA DE ALTER DO CHÃO
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 26/09/2017
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  • As atividades antrópicas a partir do século XX têm alterado paisagens com uso do fogo, cujo regime, no clima tropical, é presente nas superfícies das savanas e ausente nas florestas, as quais representam estados alternativos da vegetação perturbada pelo fogo (bi-estabilidade). A APA de Alter do Chão em Santarém-PA é a área do estudo da distribuição espaço-temporal dos focos de queimadas que foram correlacionados com variáveis ambientais, com o Índice El Niño (forte) e alterações na cobertura do solo classificada pelo SCP e CLASlite. Em 19 anos (1998-2016) foram registrados 276 focos de queimadas na APA, sendo dezembro o mês com maior número de focos, foram destruídos 2.367,3 ha de floresta e 1.422,4 ha de savana. Em 2016 a temperatura máxima média atingiu o maior valor histórico (32,07 °C), um ano após o maior valor histórico de focos de queimadas em 2015. A correlação entre os focos de queimadas registrados em áreas de savana e em áreas antrópicas é forte. Em 19 anos a APA de Alter do Chão teve 22,9% da cobertura da terra alterada, nos últimos 4 anos houve aumento de 46,43% nos focos de queimadas.
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  • MENDELL DE SALES SOUZA
  • DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DOS FOCOS DE QUEIMADAS NA APA DE ALTER DO CHÃO
  • Orientador : ANDERSON ALVARENGA DE MOURA MENESES
  • Data: 26/09/2017
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  • As atividades antrópicas a partir do século XX têm alterado paisagens com uso do fogo, cujo regime, no clima tropical, é presente nas superfícies das savanas e ausente nas florestas, as quais representam estados alternativos da vegetação perturbada pelo fogo (bi-estabilidade). A APA de Alter do Chão em Santarém-PA é a área do estudo da distribuição espaço-temporal dos focos de queimadas que foram correlacionados com variáveis ambientais, com o Índice El Niño (forte) e alterações na cobertura do solo classificada pelo SCP e CLASlite. Em 19 anos (1998-2016) foram registrados 276 focos de queimadas na APA, sendo dezembro o mês com maior número de focos, foram destruídos 2.367,3 ha de floresta e 1.422,4 ha de savana. Em 2016 a temperatura máxima média atingiu o maior valor histórico (32,07 °C), um ano após o maior valor histórico de focos de queimadas em 2015. A correlação entre os focos de queimadas registrados em áreas de savana e em áreas antrópicas é forte. Em 19 anos a APA de Alter do Chão teve 22,9% da cobertura da terra alterada, nos últimos 4 anos houve aumento de 46,43% nos focos de queimadas.
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  • BRENDA RÚBIA GONÇALVES DE SOUZA
  • BALATA: DA FLORESTA À FEIRA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 27/11/2017
  • Mostrar Resumo
  • RESUMO: Esta dissertação tem como objeto o extrativismo e o artesanato de balata
    no Pará. Seu objetivo é descrever os circuitos percorridos pelo látex da árvore
    popularmente conhecida como balateira (
    Manilkara bidentata) desde a extração, no
    espaço da floresta, até a sua comercialização na feira da Praça da República, em
    Belém/PA, onde aparece sob a forma de miniaturas representativas da natureza e da
    cultura de comunidades amazônicas. Trata-se de um artesanato reconhecido como
    patrimônio cultural do estado do Pará e premiado pela Unesco, que, atualmente,
    depende integralmente da matéria-prima extraída na Floresta Estadual do Paru, uma
    Unidade de Conservação de Uso Sustentável situada na região da Calha Norte, onde
    vêm ocorrendo processos de concessão florestal que incidem em áreas de balatais.
    Trabalha-se na perspectiva de analisar a cadeia produtiva da balata, a partir do ponto
    de vista dos extrativistas (balateiros) e dos artesãos, visto que são dois grupos
    diferenciados na estratégia de extração, produção, beneficiamento e comercialização
    de produtos do látex. A metodologia adotada na pesquisa baseia-se em uma visão
    interdisciplinar nos eixos ambientais, sociais e econômicos, e parte de levantamentos
    bibliográfico e documental, aplicação de formulários, entrevistas e procedimentos de
    identificação de peças de artesanato.

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  • BRENDA RÚBIA GONÇALVES DE SOUZA
  • BALATA: DA FLORESTA À FEIRA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 27/11/2017
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  • Esta dissertação tem como objeto o extrativismo e o artesanato de balata
    no Pará. Seu objetivo é descrever os circuitos percorridos pelo látex da árvore
    popularmente conhecida como balateira (
    Manilkara bidentata) desde a extração, no
    espaço da floresta, até a sua comercialização na feira da Praça da República, em
    Belém/PA, onde aparece sob a forma de miniaturas representativas da natureza e da
    cultura de comunidades amazônicas. Trata-se de um artesanato reconhecido como
    patrimônio cultural do estado do Pará e premiado pela Unesco, que, atualmente,
    depende integralmente da matéria-prima extraída na Floresta Estadual do Paru, uma
    Unidade de Conservação de Uso Sustentável situada na região da Calha Norte, onde
    vêm ocorrendo processos de concessão florestal que incidem em áreas de balatais.
    Trabalha-se na perspectiva de analisar a cadeia produtiva da balata, a partir do ponto
    de vista dos extrativistas (balateiros) e dos artesãos, visto que são dois grupos
    diferenciados na estratégia de extração, produção, beneficiamento e comercialização
    de produtos do látex. A metodologia adotada na pesquisa baseia-se em uma visão
    interdisciplinar nos eixos ambientais, sociais e econômicos, e parte de levantamentos
    bibliográfico e documental, aplicação de formulários, entrevistas e procedimentos de
    identificação de peças de artesanato.

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  • BRENDA RÚBIA GONÇALVES DE SOUZA
  • BALATA: DA FLORESTA À FEIRA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 27/11/2017
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  • Esta dissertação tem como objeto o extrativismo e o artesanato de balata
    no Pará. Seu objetivo é descrever os circuitos percorridos pelo látex da árvore
    popularmente conhecida como balateira (
    Manilkara bidentata) desde a extração, no
    espaço da floresta, até a sua comercialização na feira da Praça da República, em
    Belém/PA, onde aparece sob a forma de miniaturas representativas da natureza e da
    cultura de comunidades amazônicas. Trata-se de um artesanato reconhecido como
    patrimônio cultural do estado do Pará e premiado pela Unesco, que, atualmente,
    depende integralmente da matéria-prima extraída na Floresta Estadual do Paru, uma
    Unidade de Conservação de Uso Sustentável situada na região da Calha Norte, onde
    vêm ocorrendo processos de concessão florestal que incidem em áreas de balatais.
    Trabalha-se na perspectiva de analisar a cadeia produtiva da balata, a partir do ponto
    de vista dos extrativistas (balateiros) e dos artesãos, visto que são dois grupos
    diferenciados na estratégia de extração, produção, beneficiamento e comercialização
    de produtos do látex. A metodologia adotada na pesquisa baseia-se em uma visão
    interdisciplinar nos eixos ambientais, sociais e econômicos, e parte de levantamentos
    bibliográfico e documental, aplicação de formulários, entrevistas e procedimentos de
    identificação de peças de artesanato.

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  • BRENDA RÚBIA GONÇALVES DE SOUZA
  • BALATA: DA FLORESTA À FEIRA

  • Orientador : LUCIANA GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 27/11/2017
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  • RESUMO: Esta dissertação tem como objeto o extrativismo e o artesanato de balata
    no Pará. Seu objetivo é descrever os circuitos percorridos pelo látex da árvore
    popularmente conhecida como balateira (
    Manilkara bidentata) desde a extração, no
    espaço da floresta, até a sua comercialização na feira da Praça da República, em
    Belém/PA, onde aparece sob a forma de miniaturas representativas da natureza e da
    cultura de comunidades amazônicas. Trata-se de um artesanato reconhecido como
    patrimônio cultural do estado do Pará e premiado pela Unesco, que, atualmente,
    depende integralmente da matéria-prima extraída na Floresta Estadual do Paru, uma
    Unidade de Conservação de Uso Sustentável situada na região da Calha Norte, onde
    vêm ocorrendo processos de concessão florestal que incidem em áreas de balatais.
    Trabalha-se na perspectiva de analisar a cadeia produtiva da balata, a partir do ponto
    de vista dos extrativistas (balateiros) e dos artesãos, visto que são dois grupos
    diferenciados na estratégia de extração, produção, beneficiamento e comercialização
    de produtos do látex. A metodologia adotada na pesquisa baseia-se em uma visão
    interdisciplinar nos eixos ambientais, sociais e econômicos, e parte de levantamentos
    bibliográfico e documental, aplicação de formulários, entrevistas e procedimentos de
    identificação de peças de artesanato.

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  • POLIANE SILVA LOPES
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIEDEMATOGÊNICA, ANTINOCICEPTIVA E TOXICOLÓGICA DE Myrcia amazonica DC. (Myrtaceae)

  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 06/12/2017
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  • As plantas medicinais são consideradas de grande importância para obtenção de moléculas bioativas e para a descoberta de novos fármacos, sendo necessária a realização de pesquisas que avaliem os seus efeitos farmacológicos e toxicológicos. Myrcia amazonica DC é conhecida popularmente como “pedra-ume-caá” na região norte do Brasil. Esta é utilizada pela população para o tratamento de várias patologias, como doenças de origem inflamatória, diabetes e diarreia. Apesar de ser utilizada e comercializada em mercados e feiras como planta medicinal, não há pesquisas publicadas a respeito de suas reais propriedades farmacológicas e toxicológicas, sendo que tais estudos são essenciais para garantir a eficácia e segurança de plantas utilizadas tradicionalmente como medicinais. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato hidroalcóolico das folhas de M. amazonica (EHAMa) nas doses de 360, 480 e 600mg/kg, além de investigar seus possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos. A atividade antiedematogênica foi avaliada por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina em ratos wistar e a atividade antinociceptiva, pelo teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético em camundondos swiss. Os possíveis efeitos neurotóxicos do tratamento agudo e subcrônico foram investigados por meio dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris e barra giratória. A avaliação da hepatotoxicidade foi realizada por meio da determinação quantitativa dos níveis séricos das enzimas aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT). Os resultados obtidos mostraram que o EHAMa, administração aguda (a.a.), inibiu significativamente o edema de pata induzido por carragenina na dose de 600 mg/kg em 67%, em comparação com o grupo controle, demonstrando que o mesmo tem potencial como agente anti-inflamatório. O EHAMa (a.a.) apresentou efeito antinociceptivo nas doses de 360, 480 e 600 mg/kg reduzindo significativamente o número de contorções abdominais em 42, 40 e 97% respectivamente. O tratamento, tanto agudo quanto subcrônico, com o EHAMa na dose de 600mg/kg, não provocou alterações significativas sobre a locomoção, memória e aprendizagem de ratos Wistar. Os resultados encontrados para os níveis das enzimas ALT e AST no soro de ratos mostraram que o tratamento por 21 dias com o EHAMa na dose de 600 mg/kg, teve diferença significativa quando comparado ao grupo controle, no sentido de diminuir os níveis dessas enzimas em 23% para AST e 42% para ALT, pode-se assim sugerir um possível efeito hepatoprotetor bem como a ausência de efeitos hepatotóxicos. Esses resultados indicam um potencial farmacológico do EHAMa, o que justifica em parte o uso desta espécie pela população. No entanto, são necessários novos estudos para conhecimento dos princípios ativos da espécie e dos seus possíveis mecanismos de ação.

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  • POLIANE SILVA LOPES
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIEDEMATOGÊNICA, ANTINOCICEPTIVA E TOXICOLÓGICA DE Myrcia amazonica DC. (Myrtaceae)

  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 06/12/2017
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  • As plantas medicinais são consideradas de grande importância para obtenção de moléculas bioativas e para a descoberta de novos fármacos, sendo necessária a realização de pesquisas que avaliem os seus efeitos farmacológicos e toxicológicos. Myrcia amazonica DC é conhecida popularmente como “pedra-ume-caá” na região norte do Brasil. Esta é utilizada pela população para o tratamento de várias patologias, como doenças de origem inflamatória, diabetes e diarreia. Apesar de ser utilizada e comercializada em mercados e feiras como planta medicinal, não há pesquisas publicadas a respeito de suas reais propriedades farmacológicas e toxicológicas, sendo que tais estudos são essenciais para garantir a eficácia e segurança de plantas utilizadas tradicionalmente como medicinais. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato hidroalcóolico das folhas de M. amazonica (EHAMa) nas doses de 360, 480 e 600mg/kg, além de investigar seus possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos. A atividade antiedematogênica foi avaliada por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina em ratos wistar e a atividade antinociceptiva, pelo teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético em camundondos swiss. Os possíveis efeitos neurotóxicos do tratamento agudo e subcrônico foram investigados por meio dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris e barra giratória. A avaliação da hepatotoxicidade foi realizada por meio da determinação quantitativa dos níveis séricos das enzimas aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT). Os resultados obtidos mostraram que o EHAMa, administração aguda (a.a.), inibiu significativamente o edema de pata induzido por carragenina na dose de 600 mg/kg em 67%, em comparação com o grupo controle, demonstrando que o mesmo tem potencial como agente anti-inflamatório. O EHAMa (a.a.) apresentou efeito antinociceptivo nas doses de 360, 480 e 600 mg/kg reduzindo significativamente o número de contorções abdominais em 42, 40 e 97% respectivamente. O tratamento, tanto agudo quanto subcrônico, com o EHAMa na dose de 600mg/kg, não provocou alterações significativas sobre a locomoção, memória e aprendizagem de ratos Wistar. Os resultados encontrados para os níveis das enzimas ALT e AST no soro de ratos mostraram que o tratamento por 21 dias com o EHAMa na dose de 600 mg/kg, teve diferença significativa quando comparado ao grupo controle, no sentido de diminuir os níveis dessas enzimas em 23% para AST e 42% para ALT, pode-se assim sugerir um possível efeito hepatoprotetor bem como a ausência de efeitos hepatotóxicos. Esses resultados indicam um potencial farmacológico do EHAMa, o que justifica em parte o uso desta espécie pela população. No entanto, são necessários novos estudos para conhecimento dos princípios ativos da espécie e dos seus possíveis mecanismos de ação.

2016
Dissertações
1
  • LUCIENA DOS SANTOS FERREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO DO ÓLEORRESINA DE COPAÍBA (Copaifera reticulata) COLETADO SAZONALMENTE NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 25/01/2016
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  • Este trabalho teve como objetivo principal caracterizar amostras de óleorresina de copaíba (Copaifera reticulata) coletadas sazonalmente na Floresta Nacional do Tapajós localizada na região oeste do estado do Pará, Brasil. As amostras foram submetidas à análise por espectroscopia de Infravermelho por Transformada de Fourier (FT-IR), espectroscopia Raman (FT-Raman), espectroscopia óptica de absorção e emissão na região UV-VIS, além de medidas das propriedades físico-químicas (índice de acidez, saponificação, refração, densidade e viscosidade) e da constante dielétrica. De forma geral, o estudo sugere qualitativamente que a época de coleta do óleorresina de copaíba não é um fator que influencia as propriedades físico-químicas, vibracionais, ópticas e dielétricas deste material. Apesar do pequeno número de amostras analisadas e do curto período de tempo de estudo, as diferenças nos modos vibracionais característicos de cada amostra, a eficiência em emitir radiação apresentada pelo óleorresina coletado no período seco e a variação do índice de acidez das amostras sugerem que é importante o desenvolvimento de estudos que articulem a sazonalidade característica da região amazônica aos produtos extraídos da mesma, de forma a agregar valor socioambiental, científico-tecnológico e econômico aos recursos naturais provenientes desta região.
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  • LUCIENA DOS SANTOS FERREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO DO ÓLEORRESINA DE COPAÍBA (Copaifera reticulata) COLETADO SAZONALMENTE NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 25/01/2016
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  • Este trabalho teve como objetivo principal caracterizar amostras de óleorresina de copaíba (Copaifera reticulata) coletadas sazonalmente na Floresta Nacional do Tapajós localizada na região oeste do estado do Pará, Brasil. As amostras foram submetidas à análise por espectroscopia de Infravermelho por Transformada de Fourier (FT-IR), espectroscopia Raman (FT-Raman), espectroscopia óptica de absorção e emissão na região UV-VIS, além de medidas das propriedades físico-químicas (índice de acidez, saponificação, refração, densidade e viscosidade) e da constante dielétrica. De forma geral, o estudo sugere qualitativamente que a época de coleta do óleorresina de copaíba não é um fator que influencia as propriedades físico-químicas, vibracionais, ópticas e dielétricas deste material. Apesar do pequeno número de amostras analisadas e do curto período de tempo de estudo, as diferenças nos modos vibracionais característicos de cada amostra, a eficiência em emitir radiação apresentada pelo óleorresina coletado no período seco e a variação do índice de acidez das amostras sugerem que é importante o desenvolvimento de estudos que articulem a sazonalidade característica da região amazônica aos produtos extraídos da mesma, de forma a agregar valor socioambiental, científico-tecnológico e econômico aos recursos naturais provenientes desta região.
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  • ANDSON PEREIRA FERREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DO REJEITO DA PLANTA DE BENEFICIAMENTO DE BAUXITA EM JURUTI- PARÁ
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 12/02/2016
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  • A necessidade de caracterizar tecnologicamente o rejeito da usina de beneficiamento de Bauxita em Juruti-PA para identificar sua compo-sição química e mineralógica levou à realização deste trabalho tendo em vista que é necessário conhecer o que está sendo gerado e em que quan-tidade. A preocupação com os rejeitos de mineração de bauxita veio à tona com o rompimento de barragens em Miraí - Minas Gerais. Esta pesquisa foi feita através da espectrometria de fluorescência de raios-x, da difração de raios-x e da análise térmica. A espectrometria de fluorescência de raios-x apontou a presença de treze elementos quími-cos: ferro, alumínio, silício, titânio, zircônio, cálcio, vanádio, potássio, cromo, enxofre, cobalto, nióbio e cloro. Percebeu-se que as principais fases mineralógicas do rejeito são representadas por gibbsita, hema-tita, caulinita e anatásio. Já a análise térmica apontou que as mudanças de fase mais significativas só ocorrem com uma temperatura acima de 300 ºC, mostrando certa estabilidade térmica do rejeito. Os resultados demonstram que os componentes dos rejeitos do beneficiamento de bau-xita em Juruti apresentam características apreciáveis pela engenharia civil, apontando a possibilidade de seu uso para aumentar a resistência do concreto.
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  • ANDSON PEREIRA FERREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DO REJEITO DA PLANTA DE BENEFICIAMENTO DE BAUXITA EM JURUTI- PARÁ
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 12/02/2016
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  • A necessidade de caracterizar tecnologicamente o rejeito da usina de beneficiamento de Bauxita em Juruti-PA para identificar sua compo-sição química e mineralógica levou à realização deste trabalho tendo em vista que é necessário conhecer o que está sendo gerado e em que quan-tidade. A preocupação com os rejeitos de mineração de bauxita veio à tona com o rompimento de barragens em Miraí - Minas Gerais. Esta pesquisa foi feita através da espectrometria de fluorescência de raios-x, da difração de raios-x e da análise térmica. A espectrometria de fluorescência de raios-x apontou a presença de treze elementos quími-cos: ferro, alumínio, silício, titânio, zircônio, cálcio, vanádio, potássio, cromo, enxofre, cobalto, nióbio e cloro. Percebeu-se que as principais fases mineralógicas do rejeito são representadas por gibbsita, hema-tita, caulinita e anatásio. Já a análise térmica apontou que as mudanças de fase mais significativas só ocorrem com uma temperatura acima de 300 ºC, mostrando certa estabilidade térmica do rejeito. Os resultados demonstram que os componentes dos rejeitos do beneficiamento de bau-xita em Juruti apresentam características apreciáveis pela engenharia civil, apontando a possibilidade de seu uso para aumentar a resistência do concreto.
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  • ALINE APARECIDA MÜNCHEN KASPER
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA DO RESÍDUO SÓLIDO E DO HIDROLATO DOS RIZOMAS DE PRIPRIOCA (Cyperus articulatus var. nodosus, CYPERACEAE) CULTIVADA EM SANTARÉM-PA, BRASIL
  • Data: 26/02/2016
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  • A Amazônia é rica em espécies com propriedades medicinais e/ou aromáticas, entretando a região carece de estudos científicos sobre a composição química e atividade biológica das espécies da região. A priprioca (Cyperus articulatus var. nodosus), uma espécie muito utilizada na medicina tradicional e para fins de aromatização, ficou conhecida nacionalmente após sua inclusão na perfumaria pela empresa cosmética Natura®. O óleo essencial dos rizomas de priprioca possui alto valor agregado e complexa composição química. Grandes quantidades de rizomas são extraídas anualmente, gerando toneladas de resíduo sólido (massa vegetal após a retirada de óleo essencial) e muitos litros de hidrolato (resíduo líquido obtido da destilação de plantas aromáticas). Atualmente, o resíduo sólido e o hidrolato de priprioca não apresentam destinação específica e devem tornar-se alvo de estudos científicos devido às propriedades farmacológicas do óleo essencial e de extratos de rizomas de priprioca cientificamente comprovadas e a falta de estudos direcionados a esses resíduos e visando tornar o processo de obtenção do óleo essencial mais sustentável. Portanto, o objetivo do trabalho consistiu no estudo fitoquímico dos extratos orgânicos do resíduo sólido e do hidrolato oriundo do processo de extração de óleo essencial dos rizomas de priprioca (C. articulatus var. nodosus) cultivada em Santarém-PA e a avaliação da atividade biológica. Para tanto, o resíduo sólido foi extraído com solventes orgânicos em Soxlhet e banho-maria e fracionado via extração ácido-base, partição líquido-líquido e cromatografia em coluna. A caracterização fitoquímica ocorreu mediante CG-EM e UPLC. A avaliação biológica ocorreu mediante ensaios de toxicidade frente ao microcrustáceo Artemia salina, atividade antimicrobiana utilizando teste de microdiluição CIM e atividade antiproliferativa in vitro por meio do cálculo de TGI por regressão linear. Os compostos majoritários identificados no hidrolato de priprioca foram a verbenona e a mustacona, porém, a mustacona foi considerada responsável pelo agradável odor do hidrolato. A caracterização fitoquímica do resíduo sólido revelou a presença de sesquiterpenos, tais como a mustacona e corimbolona, ácidos graxos e esteroides. O extrato hexânico do resíduo sólido de priprioca apresentou toxicidade frente ao microcrustáceo A. salina e maior atividade inibitória frente as linhagens tumorais humanas utilizadas no ensaio antiproliferativo, portanto foi fracionado e novamente submetido a testes antiproliferativos nos quais verificou-se duas frações inativas e duas frações ativas. Os ensaios antimicrobianos apresentaram atividade apenas em CIM altas, sendo consideradas fracamente a moderadamente inibitórias. Sendo assim, o hidrolato e o resíduo sólido de priprioca apresentam grande potencial do ponto de vita biológico, químico, econômico e tecnológico, constituindo matéria-prima para indústria de cosmecêuticos.
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  • ALINE APARECIDA MÜNCHEN KASPER
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA DO RESÍDUO SÓLIDO E DO HIDROLATO DOS RIZOMAS DE PRIPRIOCA (Cyperus articulatus var. nodosus, CYPERACEAE) CULTIVADA EM SANTARÉM-PA, BRASIL
  • Data: 26/02/2016
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  • A Amazônia é rica em espécies com propriedades medicinais e/ou aromáticas, entretando a região carece de estudos científicos sobre a composição química e atividade biológica das espécies da região. A priprioca (Cyperus articulatus var. nodosus), uma espécie muito utilizada na medicina tradicional e para fins de aromatização, ficou conhecida nacionalmente após sua inclusão na perfumaria pela empresa cosmética Natura®. O óleo essencial dos rizomas de priprioca possui alto valor agregado e complexa composição química. Grandes quantidades de rizomas são extraídas anualmente, gerando toneladas de resíduo sólido (massa vegetal após a retirada de óleo essencial) e muitos litros de hidrolato (resíduo líquido obtido da destilação de plantas aromáticas). Atualmente, o resíduo sólido e o hidrolato de priprioca não apresentam destinação específica e devem tornar-se alvo de estudos científicos devido às propriedades farmacológicas do óleo essencial e de extratos de rizomas de priprioca cientificamente comprovadas e a falta de estudos direcionados a esses resíduos e visando tornar o processo de obtenção do óleo essencial mais sustentável. Portanto, o objetivo do trabalho consistiu no estudo fitoquímico dos extratos orgânicos do resíduo sólido e do hidrolato oriundo do processo de extração de óleo essencial dos rizomas de priprioca (C. articulatus var. nodosus) cultivada em Santarém-PA e a avaliação da atividade biológica. Para tanto, o resíduo sólido foi extraído com solventes orgânicos em Soxlhet e banho-maria e fracionado via extração ácido-base, partição líquido-líquido e cromatografia em coluna. A caracterização fitoquímica ocorreu mediante CG-EM e UPLC. A avaliação biológica ocorreu mediante ensaios de toxicidade frente ao microcrustáceo Artemia salina, atividade antimicrobiana utilizando teste de microdiluição CIM e atividade antiproliferativa in vitro por meio do cálculo de TGI por regressão linear. Os compostos majoritários identificados no hidrolato de priprioca foram a verbenona e a mustacona, porém, a mustacona foi considerada responsável pelo agradável odor do hidrolato. A caracterização fitoquímica do resíduo sólido revelou a presença de sesquiterpenos, tais como a mustacona e corimbolona, ácidos graxos e esteroides. O extrato hexânico do resíduo sólido de priprioca apresentou toxicidade frente ao microcrustáceo A. salina e maior atividade inibitória frente as linhagens tumorais humanas utilizadas no ensaio antiproliferativo, portanto foi fracionado e novamente submetido a testes antiproliferativos nos quais verificou-se duas frações inativas e duas frações ativas. Os ensaios antimicrobianos apresentaram atividade apenas em CIM altas, sendo consideradas fracamente a moderadamente inibitórias. Sendo assim, o hidrolato e o resíduo sólido de priprioca apresentam grande potencial do ponto de vita biológico, químico, econômico e tecnológico, constituindo matéria-prima para indústria de cosmecêuticos.
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  • MATEUS FEITOSA SIQUEIRA LOBO
  • IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS DA COLETA DE CASTANHADO-PARÁ (Bertholletia excelsa, Bonpl.) NA RESERVA BIOLÓGICA DO RIO TROMBETAS E ENTORNO, ORIXIMINÁ, PA
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 24/03/2016
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  • A análise de uma atividade extrativista de grande importância no bioma amazônico, como é a coleta de castanha–do-pará em uma Unidade de Conservação de Proteção Integral - é fundamental no atual cenário de sobreposição de interesses territoriais. Este estudo teve por objetivo analisar os impactos socioambientais associados a essa atividade na Reserva Biológica do Rio Trombetas (Oriximiná, Pará) a fim de gerar subsídios referentes à dinâmica de uso dos recursos naturais, através da quantificação da importância econômica da col et a de castanha para as famílias de extrativistas quilombolas, da verificação dos possíveis impactos secundários da atividade no ambiente (produção de resíduos e alterações da paisagem) e a identificação dos impactos relacionados à regeneração da castanheira. Foram utilizados conceitos de território e territorialidade como base teórico -metodológica, aliados a conceitos de comunidades tradicionais e inter-relacionadas com as pesquisas a respeito da atividade extrativistas da castanha–do-pará. Aplicou-se questionário para a obtenção de dados socioeconômicos e de alteração da paisagem das comunidades envolvidas na atividade extrativista. Para a análise dos impactos da atividade na regeneração dos castanhais, foram inventariados 14 parcelas de áreas de castanhal, 14 parcelas de áreas de não castanhal e 12 acampamentos temporários foram vistoriados, a fim de verif icar a presença de indivíduos regenerantes nestes setores. Atestou-se que a coleta da castanha–do–pará é o PFNM mais importante na composição da renda destas comunidades, somando 28% em média na composição da renda bruta total. A média de extrativistas nos acampamentos foi de 5,4±2,6 extrativistas, a área aberta média foi de 297,4 ±239,1 m² (< 0,03 hectares), com nível de abertura de dossel média de 46,6± 22.81 % e a idade média dos acampamentos foi de 11,2±22,8 anos. O tamanho médio da área dos acampamentos é baixo, com uma média menor a 0,3 hectares, máxima de 962 m 2 (quase 0,1 ha) até 49 m2(0, 005 ha), permitindo certo sombreamento da área, pois abertura de dossel em média não supera 50%. Quanto aos resíduos sólidos, 54% informaram que queimam os resíduos, sendo que somente 26% dos entrevistados asseguraram que recolhem o lixo inerte e levam para as bases avançadas do ICMBIO, com outros 11% que levam para a comunidade seus resíduos, 6% enterram próximo aos acampamentos e somente 3% deixam expostos na as áreas de uso comum. O número total de indivíduos regenerantes encontrados nos ambientes pesquisados foi de 43 indivíduos, sendo que a altura média foi de 0,69±1,08 cm e a DAP média foi de 0,94± 2,66 cm. Foram detectadas plântulas nos 3 ambientes pesquisados (trilha, acampamento e castanhal). O ambiente que teve maior representação de plântulas foi a trilha dos castanheiros (11 de 12 de unidades amostradas), com uma média de 3,1±3,1 plântulas ha -1.Em contrapartida, nos outros dois ambientes pesquisados (acampamento e castanhal), identificaram -se plântulas somente em 5 e 4 unidades de amostragem, o que representa 42% e 33% sobre o total respectivamente .Por fim, observou-se que as questões referentes às demandas territoriais em questão, o controle dos recursos e a medidas conservacionistas dentro da REBIO do Rio Trombetas devem abarcar o saber tradicional destes moradores e usuários do território, promovendo o desenvolvimento destas comunidades.
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  • MATEUS FEITOSA SIQUEIRA LOBO
  • IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS DA COLETA DE CASTANHADO-PARÁ (Bertholletia excelsa, Bonpl.) NA RESERVA BIOLÓGICA DO RIO TROMBETAS E ENTORNO, ORIXIMINÁ, PA
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 24/03/2016
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  • A análise de uma atividade extrativista de grande importância no bioma amazônico, como é a coleta de castanha–do-pará em uma Unidade de Conservação de Proteção Integral - é fundamental no atual cenário de sobreposição de interesses territoriais. Este estudo teve por objetivo analisar os impactos socioambientais associados a essa atividade na Reserva Biológica do Rio Trombetas (Oriximiná, Pará) a fim de gerar subsídios referentes à dinâmica de uso dos recursos naturais, através da quantificação da importância econômica da col et a de castanha para as famílias de extrativistas quilombolas, da verificação dos possíveis impactos secundários da atividade no ambiente (produção de resíduos e alterações da paisagem) e a identificação dos impactos relacionados à regeneração da castanheira. Foram utilizados conceitos de território e territorialidade como base teórico -metodológica, aliados a conceitos de comunidades tradicionais e inter-relacionadas com as pesquisas a respeito da atividade extrativistas da castanha–do-pará. Aplicou-se questionário para a obtenção de dados socioeconômicos e de alteração da paisagem das comunidades envolvidas na atividade extrativista. Para a análise dos impactos da atividade na regeneração dos castanhais, foram inventariados 14 parcelas de áreas de castanhal, 14 parcelas de áreas de não castanhal e 12 acampamentos temporários foram vistoriados, a fim de verif icar a presença de indivíduos regenerantes nestes setores. Atestou-se que a coleta da castanha–do–pará é o PFNM mais importante na composição da renda destas comunidades, somando 28% em média na composição da renda bruta total. A média de extrativistas nos acampamentos foi de 5,4±2,6 extrativistas, a área aberta média foi de 297,4 ±239,1 m² (< 0,03 hectares), com nível de abertura de dossel média de 46,6± 22.81 % e a idade média dos acampamentos foi de 11,2±22,8 anos. O tamanho médio da área dos acampamentos é baixo, com uma média menor a 0,3 hectares, máxima de 962 m 2 (quase 0,1 ha) até 49 m2(0, 005 ha), permitindo certo sombreamento da área, pois abertura de dossel em média não supera 50%. Quanto aos resíduos sólidos, 54% informaram que queimam os resíduos, sendo que somente 26% dos entrevistados asseguraram que recolhem o lixo inerte e levam para as bases avançadas do ICMBIO, com outros 11% que levam para a comunidade seus resíduos, 6% enterram próximo aos acampamentos e somente 3% deixam expostos na as áreas de uso comum. O número total de indivíduos regenerantes encontrados nos ambientes pesquisados foi de 43 indivíduos, sendo que a altura média foi de 0,69±1,08 cm e a DAP média foi de 0,94± 2,66 cm. Foram detectadas plântulas nos 3 ambientes pesquisados (trilha, acampamento e castanhal). O ambiente que teve maior representação de plântulas foi a trilha dos castanheiros (11 de 12 de unidades amostradas), com uma média de 3,1±3,1 plântulas ha -1.Em contrapartida, nos outros dois ambientes pesquisados (acampamento e castanhal), identificaram -se plântulas somente em 5 e 4 unidades de amostragem, o que representa 42% e 33% sobre o total respectivamente .Por fim, observou-se que as questões referentes às demandas territoriais em questão, o controle dos recursos e a medidas conservacionistas dentro da REBIO do Rio Trombetas devem abarcar o saber tradicional destes moradores e usuários do território, promovendo o desenvolvimento destas comunidades.
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  • POLIANE SILVA LOPES
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIEDEMATOGÊNICA, ANTINOCICEPTIVA E TOXICOLÓGICA DE Myrcia amazonica DC. (Myrtaceae)
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 29/03/2016
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  • As plantas medicinais são consideradas de grande importância para obtenção de moléculas bioativas e para a descoberta de novos fármacos, sendo necessária a realização de pesquisas que avaliem os seus efeitos farmacológicos e toxicológicos. Myrcia amazonica DC é conhecida popularmente como “pedra-ume-caᔠna região norte do Brasil. Esta é utilizada pela população para o tratamento de várias patologias, como doenças de origem inflamatória, diabetes e diarreia. Apesar de ser utilizada e comercializada em mercados e feiras como planta medicinal, não há pesquisas publicadas a respeito de suas reais propriedades farmacológicas e toxicológicas, sendo que tais estudos são essenciais para garantir a eficácia e segurança de plantas utilizadas tradicionalmente como medicinais. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato hidroalcóolico das folhas de M. amazonica (EHAMa) nas doses de 360, 480 e 600mg/kg, além de investigar seus possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos. A atividade antiedematogênica foi avaliada por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina e a atividade antinociceptiva, pelo teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético. Os possíveis efeitos neurotóxicos do tratamento agudo e subcrônico foram investigados por meio dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris e barra giratória. A avaliação da hepatotoxicidade foi realizada por meio da determinação quantitativa dos níveis séricos das enzimas aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT). Os resultados obtidos mostraram que o EHAMa, administração aguda (a.a.), inibiu significativamente o edema de pata induzido por carragenina na dose de 600 mg/kg em 67%, em comparação com o grupo controle, demonstrando que o mesmo tem potencial como agente anti-inflamatório. O EHAMa (a.a.) apresentou efeito antinociceptivo nas doses de 360, 480 e 600 mg/kg reduzindo significativamente o número de contorções abdominais em 42, 40 e 97% respectivamente. O tratamento, tanto agudo quanto subcrônico, com o EHAMa na dose de 600mg/kg, não provocou alterações significativas sobre a locomoção, memória e aprendizagem de ratos Wistar. Os resultados encontrados para os níveis das enzimas ALT e AST no soro de ratos mostraram que o tratamento por 21 dias com o EHAMa na dose de 600 mg/kg, teve diferença significativa quando comparado ao grupo controle, no sentido de diminuir os níveis dessas enzimas em 23% para AST e 42% para ALT, pode-se assim sugerir um possível efeito hepatoprotetor bem como a ausência de efeitos hepatotóxicos. Esses resultados indicam um potencial farmacológico do EHAMa, o que justifica em parte o uso desta espécie pela população. No entanto, são necessários novos estudos para conhecimento dos princípios ativos da espécie e dos seus possíveis mecanismos de ação.
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  • POLIANE SILVA LOPES
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIEDEMATOGÊNICA, ANTINOCICEPTIVA E TOXICOLÓGICA DE Myrcia amazonica DC. (Myrtaceae)
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 29/03/2016
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  • As plantas medicinais são consideradas de grande importância para obtenção de moléculas bioativas e para a descoberta de novos fármacos, sendo necessária a realização de pesquisas que avaliem os seus efeitos farmacológicos e toxicológicos. Myrcia amazonica DC é conhecida popularmente como “pedra-ume-caᔠna região norte do Brasil. Esta é utilizada pela população para o tratamento de várias patologias, como doenças de origem inflamatória, diabetes e diarreia. Apesar de ser utilizada e comercializada em mercados e feiras como planta medicinal, não há pesquisas publicadas a respeito de suas reais propriedades farmacológicas e toxicológicas, sendo que tais estudos são essenciais para garantir a eficácia e segurança de plantas utilizadas tradicionalmente como medicinais. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato hidroalcóolico das folhas de M. amazonica (EHAMa) nas doses de 360, 480 e 600mg/kg, além de investigar seus possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos. A atividade antiedematogênica foi avaliada por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina e a atividade antinociceptiva, pelo teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético. Os possíveis efeitos neurotóxicos do tratamento agudo e subcrônico foram investigados por meio dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris e barra giratória. A avaliação da hepatotoxicidade foi realizada por meio da determinação quantitativa dos níveis séricos das enzimas aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT). Os resultados obtidos mostraram que o EHAMa, administração aguda (a.a.), inibiu significativamente o edema de pata induzido por carragenina na dose de 600 mg/kg em 67%, em comparação com o grupo controle, demonstrando que o mesmo tem potencial como agente anti-inflamatório. O EHAMa (a.a.) apresentou efeito antinociceptivo nas doses de 360, 480 e 600 mg/kg reduzindo significativamente o número de contorções abdominais em 42, 40 e 97% respectivamente. O tratamento, tanto agudo quanto subcrônico, com o EHAMa na dose de 600mg/kg, não provocou alterações significativas sobre a locomoção, memória e aprendizagem de ratos Wistar. Os resultados encontrados para os níveis das enzimas ALT e AST no soro de ratos mostraram que o tratamento por 21 dias com o EHAMa na dose de 600 mg/kg, teve diferença significativa quando comparado ao grupo controle, no sentido de diminuir os níveis dessas enzimas em 23% para AST e 42% para ALT, pode-se assim sugerir um possível efeito hepatoprotetor bem como a ausência de efeitos hepatotóxicos. Esses resultados indicam um potencial farmacológico do EHAMa, o que justifica em parte o uso desta espécie pela população. No entanto, são necessários novos estudos para conhecimento dos princípios ativos da espécie e dos seus possíveis mecanismos de ação.
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  • ARLISON BEZERRA CASTRO
  • INFLUÊNCIA DO MANEJO FLORESTAL MADEIREIRO DE IMPACTO REDUZIDO SOBRE A ASSEMBLEIA DE MORCEGOS EM UMA FLORESTA TROPICAL CHUVOSA NO BAIXO RIO AMAZONAS
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 11/04/2016
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  • As florestas tropicais, que concentram a maior riqueza em espécies dos ecossistemas terrestres, estão desaparecendo rapidamente conforme as mudanças no uso da terra e a exploração da madeira é uma das principais causas. Técnicas de Manejo Florestal de Impacto Reduzido (MFIR) têm sido consideradas para mitigar os impactos da exploração sobre a biodiversidade. Nós usamos o desenho experimental Antes – Depois – Impacto – Controle (ADIC), para avaliar os efeitos da MFIR, sobre morcegos, em duas áreas amostrais localizadas em uma área de exploração madeireira no Oeste da Pará. Além disso, medimos a estrutura da vegetação em cada parcela, para se relacionar com as mudanças na assembleia de morcegos. Após 64 noites de esforço amostral, nós capturamos 719 indivíduos de 36 espécies, 24 gêneros e quatro famílias (Phyllostomidae, Molossidae, Mormoopidae e Thyropteridae), nos dois módulos. As espécies mais abundantes no estudo foram Carollia spp., Artibeus lituratus, Lophostoma silvicolum, Artibeus obscurus, Tonatia saurophila, Phyllostomus elongatus, Lonchophylla thomasi e Artibeus planirostris. Para a riqueza, abundância ou composição das espécies de morcegos, em curto prazo, a área impactada não sofreu maiores alterações que a área controle. No entanto, para composição, houve mudança entre os anos (P = 0,002). No entanto, a relação entre a abundância e variáveis de estrutura da vegetação (abertura do dossel e obstrução da vegetação) mudou dentro das áreas, entre os anos de amostragem, o que sugere que mudanças na composição de espécies entre anos podem ser responsáveis por essas mudanças. Este é um dos primeiros estudos usando um desenho experimental (ADIC), para avaliar os efeitos da exploração madeireira sobre morcegos. Nossos resultados sugerem que exploração de impacto reduzido não tem um efeito significativo sobre a abundância e composição de morcegos de sub-bosque em curto prazo. O monitoramento é necessário para avaliar o efeito de longo prazo de RIL nessas assembleias.
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  • ARLISON BEZERRA CASTRO
  • INFLUÊNCIA DO MANEJO FLORESTAL MADEIREIRO DE IMPACTO REDUZIDO SOBRE A ASSEMBLEIA DE MORCEGOS EM UMA FLORESTA TROPICAL CHUVOSA NO BAIXO RIO AMAZONAS
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 11/04/2016
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  • As florestas tropicais, que concentram a maior riqueza em espécies dos ecossistemas terrestres, estão desaparecendo rapidamente conforme as mudanças no uso da terra e a exploração da madeira é uma das principais causas. Técnicas de Manejo Florestal de Impacto Reduzido (MFIR) têm sido consideradas para mitigar os impactos da exploração sobre a biodiversidade. Nós usamos o desenho experimental Antes – Depois – Impacto – Controle (ADIC), para avaliar os efeitos da MFIR, sobre morcegos, em duas áreas amostrais localizadas em uma área de exploração madeireira no Oeste da Pará. Além disso, medimos a estrutura da vegetação em cada parcela, para se relacionar com as mudanças na assembleia de morcegos. Após 64 noites de esforço amostral, nós capturamos 719 indivíduos de 36 espécies, 24 gêneros e quatro famílias (Phyllostomidae, Molossidae, Mormoopidae e Thyropteridae), nos dois módulos. As espécies mais abundantes no estudo foram Carollia spp., Artibeus lituratus, Lophostoma silvicolum, Artibeus obscurus, Tonatia saurophila, Phyllostomus elongatus, Lonchophylla thomasi e Artibeus planirostris. Para a riqueza, abundância ou composição das espécies de morcegos, em curto prazo, a área impactada não sofreu maiores alterações que a área controle. No entanto, para composição, houve mudança entre os anos (P = 0,002). No entanto, a relação entre a abundância e variáveis de estrutura da vegetação (abertura do dossel e obstrução da vegetação) mudou dentro das áreas, entre os anos de amostragem, o que sugere que mudanças na composição de espécies entre anos podem ser responsáveis por essas mudanças. Este é um dos primeiros estudos usando um desenho experimental (ADIC), para avaliar os efeitos da exploração madeireira sobre morcegos. Nossos resultados sugerem que exploração de impacto reduzido não tem um efeito significativo sobre a abundância e composição de morcegos de sub-bosque em curto prazo. O monitoramento é necessário para avaliar o efeito de longo prazo de RIL nessas assembleias.
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  • DANÚBIA MARCELA PEREIRA VALENTE
  • ARCTIINI (LEPIDOPTERA, EREBIDAE, ARCTIINAE) EM ÁREAS DE SAVANAS NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ALTER DO CHÃO, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 11/04/2016
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  • As mariposas da tribo Arctiini apresentam grande diversidade e abundância de espécies e possuem fácil captura, sendo utilizadas como bioindicadoras em monitoramento ambiental. O conhecimento da lepidopterofauna da região amazônica é um ponto importante para sua conservação. O presente trabalho objetivou estudar a fauna de mariposas Arctiini nas áreas de savanas na Área de Proteção Ambiental Alter do Chão, Santarém, Pará. Para isso foi dividido em dois capítulos: o primeiro trata-se de uma análise faunística e o segundo um inventário de Arctiini. Os espécimes foram coletados utilizando armadilha luminosa, modelo Pensilvania, permanecendo uma noite nas unidades amostrais das 18:00 as 6:00 horas. No primeiro capítulo foi analisada a composição, abundância (N), riqueza (S), constância, dominância, diversidade (H‘) e uniformidade (U) de Shannon, dominância de Berger- Parker (BP), similaridade e estimativas de riqueza (―Bootstrap, Chao (1 e 2) e Jackknife (1 e 2)‖) e correlação entre abundância e riqueza e variáveis meteorológicas (precipitação, temperatura do ar e umidade relativa do ar), de junho de 2014 a maio de 2015 em duas áreas. No segundo foi avaliada a composição, abundância e riqueza entre junho de 2014 a fevereiro de 2016. Os resultados da análise da fauna foram: 580 espécimes (N) e 91 espécies (S); Pseudalus limona Shaus 1896 foi abundante, constante e dominante; os índices de diversidade apresentaram elevada diversidade (H‘ = 3,34), uniformidade (U = 0,74) e baixa dominância (BP = 0,30); a riqueza máxima estimada foi de 134 (―Jackknife 2‖) e a mínima 106 (―Bootstrap‖); e correlação significativa e positiva entre abundância e umidade relativa do ar (r = 0,78 e p < 0,00251). No inventário ocorreram 1.141 espécimes (N) e 126 espécies (S), incluindo três novos registros para a Amazônia. Desse modo, supõem que as áreas de savanas da APA Alter do Chão são relevantes laboratórios de pesquisa e conservação para a diversidade de Arctiini, recomendando mais estudos deste táxon para ampliação do conhecimento da fauna de mariposas na Amazônia.
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  • DANÚBIA MARCELA PEREIRA VALENTE
  • ARCTIINI (LEPIDOPTERA, EREBIDAE, ARCTIINAE) EM ÁREAS DE SAVANAS NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ALTER DO CHÃO, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 11/04/2016
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  • As mariposas da tribo Arctiini apresentam grande diversidade e abundância de espécies e possuem fácil captura, sendo utilizadas como bioindicadoras em monitoramento ambiental. O conhecimento da lepidopterofauna da região amazônica é um ponto importante para sua conservação. O presente trabalho objetivou estudar a fauna de mariposas Arctiini nas áreas de savanas na Área de Proteção Ambiental Alter do Chão, Santarém, Pará. Para isso foi dividido em dois capítulos: o primeiro trata-se de uma análise faunística e o segundo um inventário de Arctiini. Os espécimes foram coletados utilizando armadilha luminosa, modelo Pensilvania, permanecendo uma noite nas unidades amostrais das 18:00 as 6:00 horas. No primeiro capítulo foi analisada a composição, abundância (N), riqueza (S), constância, dominância, diversidade (H‘) e uniformidade (U) de Shannon, dominância de Berger- Parker (BP), similaridade e estimativas de riqueza (―Bootstrap, Chao (1 e 2) e Jackknife (1 e 2)‖) e correlação entre abundância e riqueza e variáveis meteorológicas (precipitação, temperatura do ar e umidade relativa do ar), de junho de 2014 a maio de 2015 em duas áreas. No segundo foi avaliada a composição, abundância e riqueza entre junho de 2014 a fevereiro de 2016. Os resultados da análise da fauna foram: 580 espécimes (N) e 91 espécies (S); Pseudalus limona Shaus 1896 foi abundante, constante e dominante; os índices de diversidade apresentaram elevada diversidade (H‘ = 3,34), uniformidade (U = 0,74) e baixa dominância (BP = 0,30); a riqueza máxima estimada foi de 134 (―Jackknife 2‖) e a mínima 106 (―Bootstrap‖); e correlação significativa e positiva entre abundância e umidade relativa do ar (r = 0,78 e p < 0,00251). No inventário ocorreram 1.141 espécimes (N) e 126 espécies (S), incluindo três novos registros para a Amazônia. Desse modo, supõem que as áreas de savanas da APA Alter do Chão são relevantes laboratórios de pesquisa e conservação para a diversidade de Arctiini, recomendando mais estudos deste táxon para ampliação do conhecimento da fauna de mariposas na Amazônia.
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  • SIMONE FIGUEIRA MOREIRA
  • ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE O MICROCLIMA E A COMUNIDADE FITOPLANCTÔNICA NO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA (SANTARÉM, PARÁ, BRASIL)
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 31/05/2016
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  • Os efeitos do microclima sobre a comunidade fitoplanctônica nos reservatórios Amazônicos são pouco conhecidos. O reservatório da Usina Hidrelétrica de Curuá-Una foi construído há 39 anos e caracteriza-se por ter sido alagado com a vegetação em pé, fato que provavelmente ocasionou eutrofização do sistema, devido à decomposição da matéria orgânica. Esse estudo teve por objetivo avaliar a influência do microclima na composição e abundância do fitoplâncton. Para isso foram coletados 26 amostras com periodicidade semanal, no período de 24 de julho de 2015 a 29 de janeiro de 2016. As amostras fitoplanctônicas foram quantificadas em microscópio invertido para o cálculo das densidades. Foram medidas as seguintes variáveis: direção do vento, velocidade do vento, pressão atmosférica, umidade, temperatura do ar, precipitação, ph, transparência, oxigênio dissolvida, temperatura da água, condutividade e turbidez – Os táxons encontrados estiveram distribuídos em oito Divisões, com destaque para a Bacillariophyta, Chlorophyta e Cyanophyta, grupos que apresentaram maiores densidades. Observou-se uma tendência de aumento das densidades algais com a diminuição do nível do reservatório. As análises revelaram que 35,7 % da variação foi explicada pelos variáveis liminológicas, 16,5 % pelas variáveis climáticas e 42,6% por outros fatores que não foram medidos. Entre as variáveis microclimáticas a velocidade do vento foi a mais fortemente relacionada com a variação das densidades observadas. Dessa forma, podemos afirmar que o microclima exerceu influência na densidade do fitoplâncton no período de estudo.
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  • SIMONE FIGUEIRA MOREIRA
  • ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE O MICROCLIMA E A COMUNIDADE FITOPLANCTÔNICA NO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA (SANTARÉM, PARÁ, BRASIL)
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 31/05/2016
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  • Os efeitos do microclima sobre a comunidade fitoplanctônica nos reservatórios Amazônicos são pouco conhecidos. O reservatório da Usina Hidrelétrica de Curuá-Una foi construído há 39 anos e caracteriza-se por ter sido alagado com a vegetação em pé, fato que provavelmente ocasionou eutrofização do sistema, devido à decomposição da matéria orgânica. Esse estudo teve por objetivo avaliar a influência do microclima na composição e abundância do fitoplâncton. Para isso foram coletados 26 amostras com periodicidade semanal, no período de 24 de julho de 2015 a 29 de janeiro de 2016. As amostras fitoplanctônicas foram quantificadas em microscópio invertido para o cálculo das densidades. Foram medidas as seguintes variáveis: direção do vento, velocidade do vento, pressão atmosférica, umidade, temperatura do ar, precipitação, ph, transparência, oxigênio dissolvida, temperatura da água, condutividade e turbidez – Os táxons encontrados estiveram distribuídos em oito Divisões, com destaque para a Bacillariophyta, Chlorophyta e Cyanophyta, grupos que apresentaram maiores densidades. Observou-se uma tendência de aumento das densidades algais com a diminuição do nível do reservatório. As análises revelaram que 35,7 % da variação foi explicada pelos variáveis liminológicas, 16,5 % pelas variáveis climáticas e 42,6% por outros fatores que não foram medidos. Entre as variáveis microclimáticas a velocidade do vento foi a mais fortemente relacionada com a variação das densidades observadas. Dessa forma, podemos afirmar que o microclima exerceu influência na densidade do fitoplâncton no período de estudo.
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  • LEUZIMAR SILVA DOS SANTOS
  • ASPECTOS FISIOLÓGICOSDE BIRIBAZEIRO (Rollinia mucosa(Jacq.) Baill), CUPUAÇUZEIRO (Theobromagrandiflorum(Willd. ex Spreng.) K. Schum) E MURICIZEIRO (Byrsonimacrassifolia (L.) Kunt), SOB DIFERENTES NÍVEIS DE FOSFATO NATURAL
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 08/08/2016
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  • A crescente demanda de nutrientes especialmente o fósforo, pelas espécies frutíferas vem exigindo uma melhor compreensão da dinâmica desse nutriente no sistema solo-planta.Com isso, objetivou-se analisar os aspectos fisiológicos de espécies frutíferas biribazeiro (Rollinia mucosa(Jacq.) Baill),cupuaçuzeiro(Theobromagradiflorum(Willd. ex Spreng.) K. Schum) e muricizeiro (Byrsonima crassifolia (L.) Kunt)em diferentes níveis de fosfato natural. O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Oeste do Pará- UFOPA, em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 3x3, sendo três doses de fosfato natural de Arad (T1- sem adição de fosfato natural, T2- 0,5g/vaso fosfato natural e T3- 1g/vaso fosfato natural), e três espécies frutíferas (biribazeiro, cupuaçuzeiro e muricizeiro) com quatro repetições por 77 dias. Foram avaliados: a TCA e TCR do crescimento em altura e diâmetro do caule, área foliar, área foliar especifica, matéria seca foliar e das raízes, razão matéria seca foliar e matéria seca da raiz e a eficiência no uso de P nas folhas e raízes, a condutância estomática e a temperatura foliar sob dois tratamentos de luminosidades (L1- 30% de luz; L2- 100% de luz) sem adição de fosfato natural analisadas através do porômetro AP4. Com base nos resultados das análises, foi verificado que as frutíferas biribazeiro e cupuaçuzeiro apresentaram os melhores desenvolvimento das variáveis quando submetidas aos tratamentos de fertilidade. A condutância estomática das espécies possuem estratégias adaptativas ao reduzirem suas taxas de gsno L2, no entanto, mantiveram a temperatura foliar constante entre os dois tratamentos, variando de 30,1°C a 32,6 °C indicando serem espécies resistentes frente as mudanças climáticas que vem ocorrendo.
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  • LEUZIMAR SILVA DOS SANTOS
  • ASPECTOS FISIOLÓGICOSDE BIRIBAZEIRO (Rollinia mucosa(Jacq.) Baill), CUPUAÇUZEIRO (Theobromagrandiflorum(Willd. ex Spreng.) K. Schum) E MURICIZEIRO (Byrsonimacrassifolia (L.) Kunt), SOB DIFERENTES NÍVEIS DE FOSFATO NATURAL
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 08/08/2016
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  • A crescente demanda de nutrientes especialmente o fósforo, pelas espécies frutíferas vem exigindo uma melhor compreensão da dinâmica desse nutriente no sistema solo-planta.Com isso, objetivou-se analisar os aspectos fisiológicos de espécies frutíferas biribazeiro (Rollinia mucosa(Jacq.) Baill),cupuaçuzeiro(Theobromagradiflorum(Willd. ex Spreng.) K. Schum) e muricizeiro (Byrsonima crassifolia (L.) Kunt)em diferentes níveis de fosfato natural. O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Oeste do Pará- UFOPA, em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 3x3, sendo três doses de fosfato natural de Arad (T1- sem adição de fosfato natural, T2- 0,5g/vaso fosfato natural e T3- 1g/vaso fosfato natural), e três espécies frutíferas (biribazeiro, cupuaçuzeiro e muricizeiro) com quatro repetições por 77 dias. Foram avaliados: a TCA e TCR do crescimento em altura e diâmetro do caule, área foliar, área foliar especifica, matéria seca foliar e das raízes, razão matéria seca foliar e matéria seca da raiz e a eficiência no uso de P nas folhas e raízes, a condutância estomática e a temperatura foliar sob dois tratamentos de luminosidades (L1- 30% de luz; L2- 100% de luz) sem adição de fosfato natural analisadas através do porômetro AP4. Com base nos resultados das análises, foi verificado que as frutíferas biribazeiro e cupuaçuzeiro apresentaram os melhores desenvolvimento das variáveis quando submetidas aos tratamentos de fertilidade. A condutância estomática das espécies possuem estratégias adaptativas ao reduzirem suas taxas de gsno L2, no entanto, mantiveram a temperatura foliar constante entre os dois tratamentos, variando de 30,1°C a 32,6 °C indicando serem espécies resistentes frente as mudanças climáticas que vem ocorrendo.
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  • PRISCILA FIGUEIREDO SANTOS
  • O RELACIONAMENTO FILOGENÉTICO ENTRE Mico, Cebuella E Callithrix AVALIADO POR MEIO DE DADOS MOLECULARES
  • Data: 22/08/2016
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  • Os primatas do Novo Mundo pertencem ao Infra Ordem Platyrrhini e estão distribuídos pelas florestas tropicais da América do Sul e América Central. Embora amplamente estudados, novas espécies continuam a ser descrita a áreas inexploradas da região amazônica. A subfamília Callitrichinae é a que possui a maior diversidade, com 41 espécies conhecidas, com pelo menos 60 táxons válidos. Esta subfamília reúne os platirrinos de menor porte, que ocorrem tanto na Amazônia quanto na Mata Atlântica. Suas espécies estão distribuídas em seis gêneros: Saguinus, Leontopithecus, Callimico, Callithrix, Mico e Cebuella. Para o presente estudo foram considerados os três gêneros mais derivados da subfamília, Callithrix, Mico e Cebuella, cuja taxonomia ainda tem muitas questões não resolvidas. As sequências de DNA do gene mitocondrial Citocromo b mitocondrial (Cyt B) foram obtidos para sete espécies de Mico, cinco de Callithrix e para o monotípico sagui pigmeu, Cebuella pygmaea. As análises filogenéticas foram realizadas utilizando Callimico goeldii como o grupo externo. Os arranjos filogenéticos mostraram monofiletismo recíproco do grupo da Mata Atlântica (Callithrix) em relação ao grupo Amazônico (Mico e Cebuella). Com respeito aos arranjos internos observou-se a seguinte configuração para Callithrix: a espécie C. aurita é claramente a mais basal em comparação com os outros táxons, mas há uma politomia envolvendo espécies C. jacchus, C. penicillata, C. geoffroyi e C. kuhlli. Para o grupo Amazônico foi observado Cebuella como a linhagem mais basal. Mico humilis aparece como a espécie resultante da primeira diversificação no gênero, seguindo-se de uma radiação explosiva que originou as outras espécies de Mico. A posição taxonômica de "humilis", se como espécie de Mico ou espécie de um gênero novo (Callibella), foi avaliada com base em divergências nucleotídicas. Os dados mostram que a divergência de "humilis" em relação a outras 7 espécies Mico é menor do que a divergência de Callithrix aurita em relação a outras espécies de Callithrix. Portanto, podemos concluir que, se "humilis" merece o estatuto de gênero diferente, como postulado por alguns autores, os mesmos critérios devem ser aplicados para elevar “aurita” a um gênero novo, separando-a de Callithrix. Finalmente, Cebuella pygmaea, até o presente reconhecida pela literatura como monotípica, parece conter mais de uma espécie, já que elevadas divergências nucleotídicas foram observadas entre os indivíduos analisados neste estudo. Os resultados da presente análise são bastante informativos para elucidar aspectos importantes da história evolutiva dos primatas pequenos da subfamília Callitrichinae.
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  • PRISCILA FIGUEIREDO SANTOS
  • O RELACIONAMENTO FILOGENÉTICO ENTRE Mico, Cebuella E Callithrix AVALIADO POR MEIO DE DADOS MOLECULARES
  • Data: 22/08/2016
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  • Os primatas do Novo Mundo pertencem ao Infra Ordem Platyrrhini e estão distribuídos pelas florestas tropicais da América do Sul e América Central. Embora amplamente estudados, novas espécies continuam a ser descrita a áreas inexploradas da região amazônica. A subfamília Callitrichinae é a que possui a maior diversidade, com 41 espécies conhecidas, com pelo menos 60 táxons válidos. Esta subfamília reúne os platirrinos de menor porte, que ocorrem tanto na Amazônia quanto na Mata Atlântica. Suas espécies estão distribuídas em seis gêneros: Saguinus, Leontopithecus, Callimico, Callithrix, Mico e Cebuella. Para o presente estudo foram considerados os três gêneros mais derivados da subfamília, Callithrix, Mico e Cebuella, cuja taxonomia ainda tem muitas questões não resolvidas. As sequências de DNA do gene mitocondrial Citocromo b mitocondrial (Cyt B) foram obtidos para sete espécies de Mico, cinco de Callithrix e para o monotípico sagui pigmeu, Cebuella pygmaea. As análises filogenéticas foram realizadas utilizando Callimico goeldii como o grupo externo. Os arranjos filogenéticos mostraram monofiletismo recíproco do grupo da Mata Atlântica (Callithrix) em relação ao grupo Amazônico (Mico e Cebuella). Com respeito aos arranjos internos observou-se a seguinte configuração para Callithrix: a espécie C. aurita é claramente a mais basal em comparação com os outros táxons, mas há uma politomia envolvendo espécies C. jacchus, C. penicillata, C. geoffroyi e C. kuhlli. Para o grupo Amazônico foi observado Cebuella como a linhagem mais basal. Mico humilis aparece como a espécie resultante da primeira diversificação no gênero, seguindo-se de uma radiação explosiva que originou as outras espécies de Mico. A posição taxonômica de "humilis", se como espécie de Mico ou espécie de um gênero novo (Callibella), foi avaliada com base em divergências nucleotídicas. Os dados mostram que a divergência de "humilis" em relação a outras 7 espécies Mico é menor do que a divergência de Callithrix aurita em relação a outras espécies de Callithrix. Portanto, podemos concluir que, se "humilis" merece o estatuto de gênero diferente, como postulado por alguns autores, os mesmos critérios devem ser aplicados para elevar “aurita” a um gênero novo, separando-a de Callithrix. Finalmente, Cebuella pygmaea, até o presente reconhecida pela literatura como monotípica, parece conter mais de uma espécie, já que elevadas divergências nucleotídicas foram observadas entre os indivíduos analisados neste estudo. Os resultados da presente análise são bastante informativos para elucidar aspectos importantes da história evolutiva dos primatas pequenos da subfamília Callitrichinae.
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  • VÂNIA SÁ DE OLIVEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E DISTRIBUIÇÃO DOS ANFISBÊNIOS (SQUAMATA: AMPHISBAENIA) DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/10/2016
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  • Dentre os répteis Squamata, Amphisbaenia é o grupo menos diversificado com 197 espécies, das quais somente 74 ocorrem no Brasil. O conhecimento desse grupo, apesar de ter aumentado nos últimos anos, ainda carece de informações que auxiliem na caracterização e identificação das espécies. Esse estudo foi realizado com intuito de atualizar dados quanto a morfologia externa e distribuição geográfica das espécies de anfisbênios da Amazônia brasileira. Foram analisados 57 caracteres merísticos e morfométricos de 709 espécimes de diversas coleções científicas. Foram reconhecidas 22 espécies de anfisbênios para a Amazônia brasileira, bioma que se mantém com a terceira maior diversidade de anfisbênios do Brasil. Oito espécies de anfisbênios (= 36,3% da diversidade do bioma) apresentam distribuição restrita para a Amazônia: Amphisbaena brasiliana, A. caiari, A. cunhai, A. michelli, A. slevini, A. tragorrhectes, A. vanzolinii e Mesobaena rhachicephala. A distribuição de Amphisbaena kraoh foi reconhecida para a Amazônia, anteriormente conhecida somente para o Cerrado. Três novos registros geográficos foram identificados na amostra analisada: Amphisbaena alba, para o estado do Acre; Amphisbaena caiari, conhecida para a localidade-tipo em Rondônia, foi registrada pela primeira vez para o estado Pará e Mesobaena rhachicephala, conhecida para a localidade-tipo no estado do Pará, foi registrada para o estado do Amazonas. A variação conhecida de dados merísticos de 13 das 22 espécies analisadas foi ampliada, possibilitando assim uma melhor caracterização das mesmas. Adicionalmente, nós apresentamos uma chave dicotômica para espécies de anfisbênios da Amazônia brasileira
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  • VÂNIA SÁ DE OLIVEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E DISTRIBUIÇÃO DOS ANFISBÊNIOS (SQUAMATA: AMPHISBAENIA) DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/10/2016
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  • Dentre os répteis Squamata, Amphisbaenia é o grupo menos diversificado com 197 espécies, das quais somente 74 ocorrem no Brasil. O conhecimento desse grupo, apesar de ter aumentado nos últimos anos, ainda carece de informações que auxiliem na caracterização e identificação das espécies. Esse estudo foi realizado com intuito de atualizar dados quanto a morfologia externa e distribuição geográfica das espécies de anfisbênios da Amazônia brasileira. Foram analisados 57 caracteres merísticos e morfométricos de 709 espécimes de diversas coleções científicas. Foram reconhecidas 22 espécies de anfisbênios para a Amazônia brasileira, bioma que se mantém com a terceira maior diversidade de anfisbênios do Brasil. Oito espécies de anfisbênios (= 36,3% da diversidade do bioma) apresentam distribuição restrita para a Amazônia: Amphisbaena brasiliana, A. caiari, A. cunhai, A. michelli, A. slevini, A. tragorrhectes, A. vanzolinii e Mesobaena rhachicephala. A distribuição de Amphisbaena kraoh foi reconhecida para a Amazônia, anteriormente conhecida somente para o Cerrado. Três novos registros geográficos foram identificados na amostra analisada: Amphisbaena alba, para o estado do Acre; Amphisbaena caiari, conhecida para a localidade-tipo em Rondônia, foi registrada pela primeira vez para o estado Pará e Mesobaena rhachicephala, conhecida para a localidade-tipo no estado do Pará, foi registrada para o estado do Amazonas. A variação conhecida de dados merísticos de 13 das 22 espécies analisadas foi ampliada, possibilitando assim uma melhor caracterização das mesmas. Adicionalmente, nós apresentamos uma chave dicotômica para espécies de anfisbênios da Amazônia brasileira
2015
Dissertações
1
  • CELYANE DOS REIS BATISTA
  • “Atividade larvicida do óleo essencial e da nanoemulsão de Aeollanthus suaveolens Mart ex Spreng (Lamiaceae) frente às larvas de Orthemis discolor (Odonata – Libellulidae)”
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 25/03/2015
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2
  • CELYANE DOS REIS BATISTA
  • “Atividade larvicida do óleo essencial e da nanoemulsão de Aeollanthus suaveolens Mart ex Spreng (Lamiaceae) frente às larvas de Orthemis discolor (Odonata – Libellulidae)”
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 25/03/2015
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3
  • LEOMARA ANDRADE DA SILVA
  • COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADES ANTIMICROBIANA E ANTIOXIDANTE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC. (MYRTACEAE)
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 09/04/2015
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  • Myrcia sylvatica (Myrtaceae), conhecida popularmente como ginja, vassourinha, ou pedra ume caá, é uma espécie arbustiva de ocorrência comum principalmente em savanas de Santarém, Pará. Por seu uso ser bastante diversificado na região, e ainda ser uma espécie com poucos estudos em relação a atividade biológica, o objetivo deste trabalho foi avaliar a composição química e as atividades antimicrobiana e antioxidante do óleo essencial de Myrcia sylvatica (OEMS) em função da biomassa fresca e/ou seca. Foram realizadas análises do OEMS de folhas frescas e secas por Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (CG/EM), e realizada a atividade antimicrobiana das mesmas amostras frente a cepas de bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e leveduras. Para avaliar a capacidade antioxidante, foi utilizado o OEMS de folhas frescas, empregando os métodos: DPPH, ABTS, FRAP e β-caroteno. O OEMS de folhas frescas e secas apresentou como seus principais compostos 1-epi-cubenol, ar-curcumeno, cadaleno, β-selineno, β-calacoreno, cis-calameneno, ar-tumerol, muscatona, δ-cadineno, e cubenol. E quando avaliada a atividade antimicrobiana das duas amostras, houve inibição significativa, comparada ao padrão, somente para as bactérias Gram-positivas. O OEMS quando testado sua capacidade antioxidante foi capaz de reduzir o radical DPPH, com variação na inibição de 8,6 a 52,0 % e valor de IC50 = 1,94 ± 0,12 mg/mL em 60 minutos de reação e de capturar o cátion radical ABTS com valor de TEAC de 32,85 ± 0,86 μM de trolox/g de amostra de OEMS. No método FRAP, apresentou valor de z= 193,47 ± 2,63 de μM de sulfato ferroso/g de OEMS, em 45 minutos de reação. No sistema do β-caroteno/ácido linoleico, o óleo essencial inibiu 26,1% da oxidação do β-caroteno em 120 min de reação. O óleo essencial de M. sylvatica em sua composição química possui maior porcentagem de sesquiterpenos cíclicos. O mesmo apresenta potencial antimicrobiano contra bactérias Gram-positivas independente do processamento das amostras (folhas frescas ou secas) e capacidade antioxidante, embora sendo baixa quando comparado aos padrões. De acordo com a pesquisa realizada amplia-se o conhecimento acerca da espécie, destacando o uso do OEMS para o desenvolvimento de novos fármacos com propriedades antimicrobiana e antioxidante.
4
  • LEOMARA ANDRADE DA SILVA
  • COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADES ANTIMICROBIANA E ANTIOXIDANTE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC. (MYRTACEAE)
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 09/04/2015
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  • Myrcia sylvatica (Myrtaceae), conhecida popularmente como ginja, vassourinha, ou pedra ume caá, é uma espécie arbustiva de ocorrência comum principalmente em savanas de Santarém, Pará. Por seu uso ser bastante diversificado na região, e ainda ser uma espécie com poucos estudos em relação a atividade biológica, o objetivo deste trabalho foi avaliar a composição química e as atividades antimicrobiana e antioxidante do óleo essencial de Myrcia sylvatica (OEMS) em função da biomassa fresca e/ou seca. Foram realizadas análises do OEMS de folhas frescas e secas por Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (CG/EM), e realizada a atividade antimicrobiana das mesmas amostras frente a cepas de bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e leveduras. Para avaliar a capacidade antioxidante, foi utilizado o OEMS de folhas frescas, empregando os métodos: DPPH, ABTS, FRAP e β-caroteno. O OEMS de folhas frescas e secas apresentou como seus principais compostos 1-epi-cubenol, ar-curcumeno, cadaleno, β-selineno, β-calacoreno, cis-calameneno, ar-tumerol, muscatona, δ-cadineno, e cubenol. E quando avaliada a atividade antimicrobiana das duas amostras, houve inibição significativa, comparada ao padrão, somente para as bactérias Gram-positivas. O OEMS quando testado sua capacidade antioxidante foi capaz de reduzir o radical DPPH, com variação na inibição de 8,6 a 52,0 % e valor de IC50 = 1,94 ± 0,12 mg/mL em 60 minutos de reação e de capturar o cátion radical ABTS com valor de TEAC de 32,85 ± 0,86 μM de trolox/g de amostra de OEMS. No método FRAP, apresentou valor de z= 193,47 ± 2,63 de μM de sulfato ferroso/g de OEMS, em 45 minutos de reação. No sistema do β-caroteno/ácido linoleico, o óleo essencial inibiu 26,1% da oxidação do β-caroteno em 120 min de reação. O óleo essencial de M. sylvatica em sua composição química possui maior porcentagem de sesquiterpenos cíclicos. O mesmo apresenta potencial antimicrobiano contra bactérias Gram-positivas independente do processamento das amostras (folhas frescas ou secas) e capacidade antioxidante, embora sendo baixa quando comparado aos padrões. De acordo com a pesquisa realizada amplia-se o conhecimento acerca da espécie, destacando o uso do OEMS para o desenvolvimento de novos fármacos com propriedades antimicrobiana e antioxidante.
5
  • MEIVE FREIRE DE LIMA
  • ATIVIDADE ANTIEDEMATOGÊNICA, ANTINOCICEPTIVA E TOXICIDADE DO EXTRATO AQUOSO DE Piper callosum Ruiz & Pavon (Piperaceae).
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 09/04/2015
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  • Piper callosum Ruiz & Pavon, conhecida popularmente como “elixir paregórico”, é uma planta bastante utilizada na prática popular para o tratamento de muitas doenças, como as condições inflamatórias e dolorosas e problemas gastrointestinais. Apesar do potencial terapêutico desta espécie, são poucos os estudos voltados para a avaliação de suas propriedades farmacológicas e toxicológicas, sendo que tais estudos são essenciais para garantir a eficácia e segurança de plantas utilizadas tradicionalmente como medicinais. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato aquoso das folhas de P. callosum (EAPC), investigar seus possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos, bem como determinar seu perfil fitoquímico. A atividade antiedematogênica foi avaliada por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina e a atividade antinociceptiva pelo teste da placa quente. Os possíveis efeitos neurotóxicos foram avaliados através dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris, barra giratória, campo aberto, labirinto em Y e caixa claro/escuro. A avaliação da hepatotoxicidade do EAPC foi realizada por meio da atividade das enzimas aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT) e fosfatase alcalina (FA). A prospecção fitoquímica foi determinada por cromatografia em camada delgada (CCD). Os resultados obtidos mostraram que o EAPC inibiu significativamente (p≤0,05) o edema de pata induzido por carragenina em todas as doses testadas (240, 360 e 480 mg/kg), em comparação com o grupo controle, demonstrado que o mesmo tem potencial como agente anti-inflamatório, porém, não apresentou efeito antinociceptivo central. O tratamento, tanto agudo quanto subcrônico, com o EAPC na dose testada (480mg/kg), não provocou alterações sobre a locomoção, memória e aprendizagem de ratos Wistar, o que indica que o mesmo não causa efeitos neurotóxicos. Os resultados encontrados para os níveis das enzimas ALT, AST e FA no soro de ratos demonstram que o tratamento por 21 dias com o EAPC na dose de 480 mg/kg, não causa efeitos hepatotóxicos. Para as classes de metabólitos investigadas por CCD, identificou-se apenas a presença de flavonoides. Os resultados indicam um potencial farmacológico do EAPC, o que justifica em parte o uso desta espécie na medicina popular. No entanto, são necessários novos estudos para conhecimento dos princípios ativos da espécie e dos seus possíveis mecanismos de ação.
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  • MEIVE FREIRE DE LIMA
  • ATIVIDADE ANTIEDEMATOGÊNICA, ANTINOCICEPTIVA E TOXICIDADE DO EXTRATO AQUOSO DE Piper callosum Ruiz & Pavon (Piperaceae).
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 09/04/2015
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  • Piper callosum Ruiz & Pavon, conhecida popularmente como “elixir paregórico”, é uma planta bastante utilizada na prática popular para o tratamento de muitas doenças, como as condições inflamatórias e dolorosas e problemas gastrointestinais. Apesar do potencial terapêutico desta espécie, são poucos os estudos voltados para a avaliação de suas propriedades farmacológicas e toxicológicas, sendo que tais estudos são essenciais para garantir a eficácia e segurança de plantas utilizadas tradicionalmente como medicinais. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato aquoso das folhas de P. callosum (EAPC), investigar seus possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos, bem como determinar seu perfil fitoquímico. A atividade antiedematogênica foi avaliada por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina e a atividade antinociceptiva pelo teste da placa quente. Os possíveis efeitos neurotóxicos foram avaliados através dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris, barra giratória, campo aberto, labirinto em Y e caixa claro/escuro. A avaliação da hepatotoxicidade do EAPC foi realizada por meio da atividade das enzimas aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT) e fosfatase alcalina (FA). A prospecção fitoquímica foi determinada por cromatografia em camada delgada (CCD). Os resultados obtidos mostraram que o EAPC inibiu significativamente (p≤0,05) o edema de pata induzido por carragenina em todas as doses testadas (240, 360 e 480 mg/kg), em comparação com o grupo controle, demonstrado que o mesmo tem potencial como agente anti-inflamatório, porém, não apresentou efeito antinociceptivo central. O tratamento, tanto agudo quanto subcrônico, com o EAPC na dose testada (480mg/kg), não provocou alterações sobre a locomoção, memória e aprendizagem de ratos Wistar, o que indica que o mesmo não causa efeitos neurotóxicos. Os resultados encontrados para os níveis das enzimas ALT, AST e FA no soro de ratos demonstram que o tratamento por 21 dias com o EAPC na dose de 480 mg/kg, não causa efeitos hepatotóxicos. Para as classes de metabólitos investigadas por CCD, identificou-se apenas a presença de flavonoides. Os resultados indicam um potencial farmacológico do EAPC, o que justifica em parte o uso desta espécie na medicina popular. No entanto, são necessários novos estudos para conhecimento dos princípios ativos da espécie e dos seus possíveis mecanismos de ação.
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  • LEIDIELLY PORTELA GHIZONI
  • FATORES QUE INFLUENCIAM NA COLONIZAÇÃO DO CAJUEIRO (Anacardium occidentale L. - Anacardiaceae) PELO BESOURO Hypothenemus obscurus (Coleóptera: Curculionidae: Scolytinae) E SUA RELAÇÃO COM A PREDAÇÃO DE SEMENTES DA ERVA-DE-PASSARINHO Psittacanthus plagiophyllus Eichler (Loranthaceae)
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 30/04/2015
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  • Os fatores que determinam a relação entre uma espécie de erva-de-passarinho (Psittacanthus plagiophyllus), seu único hospedeiro local (Anacardium occidentale) e um besouro predador de sementes (Hypothenemus obscurus), que penetra no hospedeiro quanto na semente da erva-de-passarinho, são pouco conhecidos. Neste estudo, nosso objetivo foi especificamente investigar como as características do hospedeiro influenciam na colonização desses besouros, relacionando os padrões de infestação com a predação das sementes da erva-de-passarinho. Nós amostramos 58 hospedeiros em duas áreas de estudo (Muretá e Piraoca) perto da vila de Alter-do-Chão, no Estado do Pará, Brasil. Dez galhos de cada hospedeiro foram marcados para determinar a fenologia de infestação pelo besouro. Nós medimos as características dos hospedeiros (altura, diâmetro à altura do solo, produção de goma e número de árvores vizinhas) para avaliar a relação tanto com a intensidade quanto com a prevalência de infestação. Além disso, nós também capturamos os besouros usando uma armadilha contendo uma isca de odor durante cinco meses. Finalmente, duas mil sementes da erva-de-passarinho foram inoculadas manualmente nos galhos dos hospedeiros para comparar a predação de sementes entre as áreas. Nós mostramos que a infestação pelo besouro teve um pico em junho-julho de 2014, no início do período seco, o que também coincidiu com o pico de frutificação da erva-de-passarinho. Apenas o tamanho do hospedeiro influenciou na infestação pelo besouro de maneira significativa, com os hospedeiros menores possuindo maior infestação do que os hospedeiros maiores. O local com maior intensidade e prevalência de infestação (Piraoca) teve a menor abundância de besouros. A predação de sementes da erva-de-passarinho foi menor na Piraoca do que no Muretá, sugerindo que os besouros podem também penetrar nas sementes após elas estarem aderidas ao galho. Nossa hipótese de que a especialização local desta erva-de-passarinho seja em função do espaço livre de inimigos proporcionado pelo mecanismo de defesa do hospedeiro, precisa ser revista.
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  • LEIDIELLY PORTELA GHIZONI
  • FATORES QUE INFLUENCIAM NA COLONIZAÇÃO DO CAJUEIRO (Anacardium occidentale L. - Anacardiaceae) PELO BESOURO Hypothenemus obscurus (Coleóptera: Curculionidae: Scolytinae) E SUA RELAÇÃO COM A PREDAÇÃO DE SEMENTES DA ERVA-DE-PASSARINHO Psittacanthus plagiophyllus Eichler (Loranthaceae)
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 30/04/2015
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  • Os fatores que determinam a relação entre uma espécie de erva-de-passarinho (Psittacanthus plagiophyllus), seu único hospedeiro local (Anacardium occidentale) e um besouro predador de sementes (Hypothenemus obscurus), que penetra no hospedeiro quanto na semente da erva-de-passarinho, são pouco conhecidos. Neste estudo, nosso objetivo foi especificamente investigar como as características do hospedeiro influenciam na colonização desses besouros, relacionando os padrões de infestação com a predação das sementes da erva-de-passarinho. Nós amostramos 58 hospedeiros em duas áreas de estudo (Muretá e Piraoca) perto da vila de Alter-do-Chão, no Estado do Pará, Brasil. Dez galhos de cada hospedeiro foram marcados para determinar a fenologia de infestação pelo besouro. Nós medimos as características dos hospedeiros (altura, diâmetro à altura do solo, produção de goma e número de árvores vizinhas) para avaliar a relação tanto com a intensidade quanto com a prevalência de infestação. Além disso, nós também capturamos os besouros usando uma armadilha contendo uma isca de odor durante cinco meses. Finalmente, duas mil sementes da erva-de-passarinho foram inoculadas manualmente nos galhos dos hospedeiros para comparar a predação de sementes entre as áreas. Nós mostramos que a infestação pelo besouro teve um pico em junho-julho de 2014, no início do período seco, o que também coincidiu com o pico de frutificação da erva-de-passarinho. Apenas o tamanho do hospedeiro influenciou na infestação pelo besouro de maneira significativa, com os hospedeiros menores possuindo maior infestação do que os hospedeiros maiores. O local com maior intensidade e prevalência de infestação (Piraoca) teve a menor abundância de besouros. A predação de sementes da erva-de-passarinho foi menor na Piraoca do que no Muretá, sugerindo que os besouros podem também penetrar nas sementes após elas estarem aderidas ao galho. Nossa hipótese de que a especialização local desta erva-de-passarinho seja em função do espaço livre de inimigos proporcionado pelo mecanismo de defesa do hospedeiro, precisa ser revista.
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  • ARIANE SOUZA GUIMARÃES
  • QUINTAIS AGROFLORESTAIS E ESTADO NUTRICIONAL FAMILIAR NA COMUNIDADE SANTA MARIA, SANTARÉM - PA

  • Data: 03/06/2015
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  • No presente trabalho foram estudados a presença dos quintais agroflorestais e o estado nutricional das famílias da comunidade de Santa Maria – situada na região do Eixo Forte, à margem esquerda da Rodovia Fernando Guilhon. Todos os elementos, clima, solo, fauna e flora, estão tão estreitamente relacionados, não se podendo considerar algum deles como o principal. Todos contribuem para a manutenção do equilíbrio do ecossistema. Como os recursos naturais compreendem todos os elementos de fauna, flora, água e solo, tem-se no autoconsumo uma utilização direta desses recursos. O consumo para a subsistência ocorre por cultivos projetados em espaços conhecidos e denominados quintais. Foi verificado que a principal função dos quintais para estas famílias não é a função econômica, mas atender às necessidades alimentícias das mesmas. Evidenciou-se que a presença dos quintais é de extrema importância, tanto que a maioria dos agricultores tenta repassar o conhecimento para os filhos com objetivo de mantê-los por reprodução intergeracional. Em relação à avaliação nutricional realizada, 7 adultos encontram-se com o diagnóstico nutricional de eutrofia (saudáveis), 2 apresentam o diagnóstico nutricional de sobrepeso e 1 de obesidade. 8 das crianças avaliadas estão com o diagnóstico nutricional de eutrofia, 1 com sobrepeso e 2 apresentaram baixo peso. É de extrema importância realizar acompanhamentos nutricionais de ambas faixas etárias e incentivar o cultivo e manutenção dos quintais, pois os mesmo garantem a complementação da alimentação das famílias, além de serem fontes de vitaminas e fibras, garantindo-se a referência ao conceito de segurança alimentar, ou seja, o direito de todos a terem alimentação adequada.

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  • ARIANE SOUZA GUIMARÃES
  • QUINTAIS AGROFLORESTAIS E ESTADO NUTRICIONAL FAMILIAR NA COMUNIDADE SANTA MARIA, SANTARÉM - PA

  • Data: 03/06/2015
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  • No presente trabalho foram estudados a presença dos quintais agroflorestais e o estado nutricional das famílias da comunidade de Santa Maria – situada na região do Eixo Forte, à margem esquerda da Rodovia Fernando Guilhon. Todos os elementos, clima, solo, fauna e flora, estão tão estreitamente relacionados, não se podendo considerar algum deles como o principal. Todos contribuem para a manutenção do equilíbrio do ecossistema. Como os recursos naturais compreendem todos os elementos de fauna, flora, água e solo, tem-se no autoconsumo uma utilização direta desses recursos. O consumo para a subsistência ocorre por cultivos projetados em espaços conhecidos e denominados quintais. Foi verificado que a principal função dos quintais para estas famílias não é a função econômica, mas atender às necessidades alimentícias das mesmas. Evidenciou-se que a presença dos quintais é de extrema importância, tanto que a maioria dos agricultores tenta repassar o conhecimento para os filhos com objetivo de mantê-los por reprodução intergeracional. Em relação à avaliação nutricional realizada, 7 adultos encontram-se com o diagnóstico nutricional de eutrofia (saudáveis), 2 apresentam o diagnóstico nutricional de sobrepeso e 1 de obesidade. 8 das crianças avaliadas estão com o diagnóstico nutricional de eutrofia, 1 com sobrepeso e 2 apresentaram baixo peso. É de extrema importância realizar acompanhamentos nutricionais de ambas faixas etárias e incentivar o cultivo e manutenção dos quintais, pois os mesmo garantem a complementação da alimentação das famílias, além de serem fontes de vitaminas e fibras, garantindo-se a referência ao conceito de segurança alimentar, ou seja, o direito de todos a terem alimentação adequada.

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  • TELMA LÉLIA GONÇALVES SCHULTZ DE CARVALHO
  • ETNOFARMACOLOGIA E FISIOLOGIA DE PLANTAS MEDICINAIS DO QUILOMBO TININGÚ, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 18/06/2015
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  • A Amazônia possui alta diversidade de plantas medicinais tanto nativas quanto exóticas de elevada importância terapêutica, ecológica e econômica para as comunidades tradicionais da Amazônia. O objetivo desta pesquisa foi realizar levantamento etnofarmacológico e investigar o comportamento fisiológico das plantas medicinais de alto valor de uso para a comunidade quilombola Tiningú em Santarém – PA a fim de propor formas de cultivo e manejo. O levantamento etnofarmacológico foi realizado com 20 famílias quilombolas através da aplicação de um questionário semi-estruturado. Os dados levantados foram analisados através da Frequência Relativa de Citação (FRC), Valor de Uso (VU), Nível de Fidelidade (NF), Prioridade de Ordenamento (PO) e associação do uso das etnoespécies com as categorias nosológicas de acordo com o CID-10. A comunidade Tiningú possui um vasto conhecimento tradicional quanto ao uso das plantas medicinais, visto que foram citadas 107 etnoespécies para 316 indicações terapêuticas, com predominância para as patologias do aparelho digestivo, sintomas e sinais gerais, doenças infecciosas, parasitárias e do aparelho respiratório. Plectranthus amboinicus e Chenopodium ambrosioides foram as que apresentaram maior FRC (0.90 e 0.70, respectivamente), e também as que apresentaram maior PO (0.71 e 0.56, respectivamente). Para investigação do comportamento fisiológico foram selecionadas quatro espécies com maiores VU para a comunidade Tiningú: Plectranthus amboinicus (0.95), Chenopodium ambrosioides (0.90), Ruta graveolens (0.80) e Mentha x villosa (0.75), as quais foram cultivadas por três meses em área experimental da UFOPA. Uma semana antes da colheita as mesmas foram submetidas a dois tratamentos: T1= Irrigação diária do solo até a capacidade de campo e T2 = Imposição de déficit hídrico. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 15 repetições por tratamento. As variáveis analisadas foram: Condutância Estomática (gs), Área Foliar Específica (AFE), Particionamento de Biomassa Vegetal (PBV), Teor de Óleo e de Compostos Majoritários. Os resultados mostraram que o déficit hídrico em curto prazo influenciou negativamente na redução das taxas de gs em todas as espécies estudadas, bem como na diminuição da AFE e de biomassa da parte aérea (exceto em Mentha x villosa). Contudo, influenciou positivamente no aumento dos teores de óleos essenciais e de praticamente todos os marcadores químicos das espécies. As pesquisas farmacológicas dos compostos majoritários encontrados nos óleos essenciais das plantas estudadas justificam seu uso tradicional no tratamento de diversas patologias pela população quilombola do Tiningú.
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  • TELMA LÉLIA GONÇALVES SCHULTZ DE CARVALHO
  • ETNOFARMACOLOGIA E FISIOLOGIA DE PLANTAS MEDICINAIS DO QUILOMBO TININGÚ, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 18/06/2015
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  • A Amazônia possui alta diversidade de plantas medicinais tanto nativas quanto exóticas de elevada importância terapêutica, ecológica e econômica para as comunidades tradicionais da Amazônia. O objetivo desta pesquisa foi realizar levantamento etnofarmacológico e investigar o comportamento fisiológico das plantas medicinais de alto valor de uso para a comunidade quilombola Tiningú em Santarém – PA a fim de propor formas de cultivo e manejo. O levantamento etnofarmacológico foi realizado com 20 famílias quilombolas através da aplicação de um questionário semi-estruturado. Os dados levantados foram analisados através da Frequência Relativa de Citação (FRC), Valor de Uso (VU), Nível de Fidelidade (NF), Prioridade de Ordenamento (PO) e associação do uso das etnoespécies com as categorias nosológicas de acordo com o CID-10. A comunidade Tiningú possui um vasto conhecimento tradicional quanto ao uso das plantas medicinais, visto que foram citadas 107 etnoespécies para 316 indicações terapêuticas, com predominância para as patologias do aparelho digestivo, sintomas e sinais gerais, doenças infecciosas, parasitárias e do aparelho respiratório. Plectranthus amboinicus e Chenopodium ambrosioides foram as que apresentaram maior FRC (0.90 e 0.70, respectivamente), e também as que apresentaram maior PO (0.71 e 0.56, respectivamente). Para investigação do comportamento fisiológico foram selecionadas quatro espécies com maiores VU para a comunidade Tiningú: Plectranthus amboinicus (0.95), Chenopodium ambrosioides (0.90), Ruta graveolens (0.80) e Mentha x villosa (0.75), as quais foram cultivadas por três meses em área experimental da UFOPA. Uma semana antes da colheita as mesmas foram submetidas a dois tratamentos: T1= Irrigação diária do solo até a capacidade de campo e T2 = Imposição de déficit hídrico. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 15 repetições por tratamento. As variáveis analisadas foram: Condutância Estomática (gs), Área Foliar Específica (AFE), Particionamento de Biomassa Vegetal (PBV), Teor de Óleo e de Compostos Majoritários. Os resultados mostraram que o déficit hídrico em curto prazo influenciou negativamente na redução das taxas de gs em todas as espécies estudadas, bem como na diminuição da AFE e de biomassa da parte aérea (exceto em Mentha x villosa). Contudo, influenciou positivamente no aumento dos teores de óleos essenciais e de praticamente todos os marcadores químicos das espécies. As pesquisas farmacológicas dos compostos majoritários encontrados nos óleos essenciais das plantas estudadas justificam seu uso tradicional no tratamento de diversas patologias pela população quilombola do Tiningú.
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  • JOÃO JOSÉ LOPES CORREA
  • COPAL DO BRASIL: OCORRÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DA RESINA JUTAICICA DE SANTARÉM
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 19/06/2015
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  • Jutaicica é a denominação regional na Amazônia paraense para resina exsudada do tronco de árvores do gênero Hymenaea L. (Fabaceaea), um produto florestal comercialmente conhecido como ‘Copal do Brasil’. É descrita a ocorrência do recurso copal na Floresta Ombrofila Densa das Terras Baixas na região de Santarém, no estado do Pará, e amostras da resina são caracterizadas e diferenciadas por espectroscopia e técnicas termoanalíticas. Durante séculos a resina copal foi utilizada na manufatura de verniz, mas completamente substituída pela resina sintética em décadas recentes. A importância deste estudo é devido a necessidade de familiarização, compreensão e melhor precisão em abordagens subsequentes para valorização da imensa e pouco explorada diversidade dos produtos florestais não madeireiros da Amazônia. O resgate de informações históricas revela que o mercado nacional era abastecido principalmente pelo produto originário do estado do Pará proveniente do município de Santarém. Árvores das espécies Hymenaea courbaril L. e H. parvifolia Huber, coletadas na faixa ribeirinha de terra firme no vale do rio Tapajós, Curuá-Una e afluentes navegáveis são as fontes primitivas do produto. Os lotes de resina provenientes das duas fontes botânicas principais podem ser diferenciados visualmente. O material proveniente de H. courbaril é predominantemente transparente e de coloração clara enquanto que H. parvifolia produz resinas frequentemente leitosas e de coloração mais escura. As curvas termoanalíticas e espectros mostram os padrões de resinas do tipo copal, permitindo distinguir entre as fontes botânicas. A termoanálise sugere menor conteúdo de material polimerizado na resina de H. parvifolia. Os espectros no infravermelho e de ressonância magnética nuclear do carbono 13 no estado sólido mostram a maior homogeneidade das resinas de H. courbaril, e as diferenciam das resinas de H. parvifolia através da intensidade de picos de absorção relacionados a grupos olefínicos e oxigenados.
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  • JOÃO JOSÉ LOPES CORREA
  • COPAL DO BRASIL: OCORRÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DA RESINA JUTAICICA DE SANTARÉM
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 19/06/2015
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  • Jutaicica é a denominação regional na Amazônia paraense para resina exsudada do tronco de árvores do gênero Hymenaea L. (Fabaceaea), um produto florestal comercialmente conhecido como ‘Copal do Brasil’. É descrita a ocorrência do recurso copal na Floresta Ombrofila Densa das Terras Baixas na região de Santarém, no estado do Pará, e amostras da resina são caracterizadas e diferenciadas por espectroscopia e técnicas termoanalíticas. Durante séculos a resina copal foi utilizada na manufatura de verniz, mas completamente substituída pela resina sintética em décadas recentes. A importância deste estudo é devido a necessidade de familiarização, compreensão e melhor precisão em abordagens subsequentes para valorização da imensa e pouco explorada diversidade dos produtos florestais não madeireiros da Amazônia. O resgate de informações históricas revela que o mercado nacional era abastecido principalmente pelo produto originário do estado do Pará proveniente do município de Santarém. Árvores das espécies Hymenaea courbaril L. e H. parvifolia Huber, coletadas na faixa ribeirinha de terra firme no vale do rio Tapajós, Curuá-Una e afluentes navegáveis são as fontes primitivas do produto. Os lotes de resina provenientes das duas fontes botânicas principais podem ser diferenciados visualmente. O material proveniente de H. courbaril é predominantemente transparente e de coloração clara enquanto que H. parvifolia produz resinas frequentemente leitosas e de coloração mais escura. As curvas termoanalíticas e espectros mostram os padrões de resinas do tipo copal, permitindo distinguir entre as fontes botânicas. A termoanálise sugere menor conteúdo de material polimerizado na resina de H. parvifolia. Os espectros no infravermelho e de ressonância magnética nuclear do carbono 13 no estado sólido mostram a maior homogeneidade das resinas de H. courbaril, e as diferenciam das resinas de H. parvifolia através da intensidade de picos de absorção relacionados a grupos olefínicos e oxigenados.
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  • DIOGO BORGES CARNEIRO
  • COMO EU VIVO, ME SUSTENTO”: FORMAS INDÍGENAS DE USOS DE RECURSOS NATURAIS
  • Data: 10/07/2015
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  • O trabalho se propôs a realizar uma análise de indicadores de sustentabilidade a partir dos estudos etnoecológicos de dois povos indígenas da Amazônia brasileira, os Katukina do rio Bia, no estado do Amazonas e os Arapiun-Borari do rio Maró no estado do Pará. Autores que abordaram o tema de sustentabilidade indígena foram utilizados como parâmetro para este estudo. As práticasanalisadas foram aquelas relacionadas à alimentação originadas da caça, da pesca, coleta e da abertura de roçado, enfatizando principalmente a relação entre ambiente natural, no sentido da sustentabilidade. As coletas de dados foramrealizadas por meio da aplicação de questionários semi estruturados, turnê guiada e observação participante, foram relacionadas às práticas e características de manejo para formular indicadores baseados em critérios como tamanho da área de roçado, agrobiodiversidade, riqueza e diversidade de fauna caçada, tempo gasto para a captura de animais, tipos de técnicas e tipologia da caça e pesca capturada. Os dois povos apresentaram convergências em alguns indicadores enquanto em outros a distinção foi bastante explicita. Os Katukina do Rio Biá se destacaram por apresentar uma abundância significativa entre os peixes capturados e na agrobiodiversidade de cultivares nos roçados. Entre os povos do Rio Maró, as variedades de mandioca se destacaram e a presença de muitas comunidades próximo do Território Indígena pode estar colaborando para a exaustão dos recursos faunísticos consumidos por este povo.
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  • DIOGO BORGES CARNEIRO
  • COMO EU VIVO, ME SUSTENTO”: FORMAS INDÍGENAS DE USOS DE RECURSOS NATURAIS
  • Data: 10/07/2015
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  • O trabalho se propôs a realizar uma análise de indicadores de sustentabilidade a partir dos estudos etnoecológicos de dois povos indígenas da Amazônia brasileira, os Katukina do rio Bia, no estado do Amazonas e os Arapiun-Borari do rio Maró no estado do Pará. Autores que abordaram o tema de sustentabilidade indígena foram utilizados como parâmetro para este estudo. As práticasanalisadas foram aquelas relacionadas à alimentação originadas da caça, da pesca, coleta e da abertura de roçado, enfatizando principalmente a relação entre ambiente natural, no sentido da sustentabilidade. As coletas de dados foramrealizadas por meio da aplicação de questionários semi estruturados, turnê guiada e observação participante, foram relacionadas às práticas e características de manejo para formular indicadores baseados em critérios como tamanho da área de roçado, agrobiodiversidade, riqueza e diversidade de fauna caçada, tempo gasto para a captura de animais, tipos de técnicas e tipologia da caça e pesca capturada. Os dois povos apresentaram convergências em alguns indicadores enquanto em outros a distinção foi bastante explicita. Os Katukina do Rio Biá se destacaram por apresentar uma abundância significativa entre os peixes capturados e na agrobiodiversidade de cultivares nos roçados. Entre os povos do Rio Maró, as variedades de mandioca se destacaram e a presença de muitas comunidades próximo do Território Indígena pode estar colaborando para a exaustão dos recursos faunísticos consumidos por este povo.
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  • CAIO BARROS MATOS
  • DIVERSIDADE E USOS DE QUINTAIS AGROFLORESTAIS DA COMUNIDADE SÃO DOMINGOS, FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, BELTERRA – PA.
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 15/07/2015
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  • Quintais são sistemas agroflorestais diversificados com múltiplos usos, dentre tantos, segurança alimentar, auxilio na renda, medicina tradicional. O presente estudo teve por objetivo analisar a biodiversidade, usos e função dos quintais agroflorestais na comunidade de São Domingos, interior e entorno da Floresta Nacional do Tapajós, Belterra – PA. Utilizou-se a etnoecologia como base teórico-metodológica, definida como ciência multidisciplinar, baseada na interrelação dos conceitos da Biologia e Antropologia. Foi realizado inventário florístico 100% em 20 quintais agroflorestais na comunidade, resultando em 6930 indivíduos, 323 espécies e 66 famílias. As espécies arbóreas apresentaram maior abundância e riqueza. As famílias com maior números de espécies foram Fabaceae (28), Lamiaceae (16), Euphorbiaceae (14) e Arecaceae (13). Os quintais possuem alta diversidade de espécies variando de 11 a 114 e média de 54,5 espécies. O índice de Shannon variou de 1,01 a 3,77 com média de 2,74 nats. Dentre a multiplicidade de usos a alimentação foi a mais citada pelos entrevistados. Conclui-se que os quintais de São Domingos são altamente diversos contribuindo com a conservação da biodiversidade local, manejados em sua maioria por mulheres para garantir a segurança alimentar, possibilitando a geração de renda e promoção da saúde. Estes quintais promovem qualidade de vida para as famílias da comunidade.
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  • CAIO BARROS MATOS
  • DIVERSIDADE E USOS DE QUINTAIS AGROFLORESTAIS DA COMUNIDADE SÃO DOMINGOS, FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, BELTERRA – PA.
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 15/07/2015
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  • Quintais são sistemas agroflorestais diversificados com múltiplos usos, dentre tantos, segurança alimentar, auxilio na renda, medicina tradicional. O presente estudo teve por objetivo analisar a biodiversidade, usos e função dos quintais agroflorestais na comunidade de São Domingos, interior e entorno da Floresta Nacional do Tapajós, Belterra – PA. Utilizou-se a etnoecologia como base teórico-metodológica, definida como ciência multidisciplinar, baseada na interrelação dos conceitos da Biologia e Antropologia. Foi realizado inventário florístico 100% em 20 quintais agroflorestais na comunidade, resultando em 6930 indivíduos, 323 espécies e 66 famílias. As espécies arbóreas apresentaram maior abundância e riqueza. As famílias com maior números de espécies foram Fabaceae (28), Lamiaceae (16), Euphorbiaceae (14) e Arecaceae (13). Os quintais possuem alta diversidade de espécies variando de 11 a 114 e média de 54,5 espécies. O índice de Shannon variou de 1,01 a 3,77 com média de 2,74 nats. Dentre a multiplicidade de usos a alimentação foi a mais citada pelos entrevistados. Conclui-se que os quintais de São Domingos são altamente diversos contribuindo com a conservação da biodiversidade local, manejados em sua maioria por mulheres para garantir a segurança alimentar, possibilitando a geração de renda e promoção da saúde. Estes quintais promovem qualidade de vida para as famílias da comunidade.
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  • PAULO HENRIQUE DIAS BARBOSA
  • Variabilidade de Elementos Meteorológicos e de Conforto Térmico em Diferentes Ambientes na Amazônia brasileira.
  • Data: 25/09/2015
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  • O estudo de clima urbano na Região Amazônica é recente e apresenta atual relevância porque explica algumas das complexas mudanças ambientais envolvidas, destacando-se o consequente desequilíbrio físico dos sistemas solo-planta-atmosfera. Destacam-se a redução de índices de precipitação e umidade relativa do ar em contrapartida do aumento da radiação e temperatura do ar, induzidas pelo desmatamento e artificialização dos ambientes construídos. O objetivo da presente investigação é analisar a variabilidade média horária e mensal de elementos meteorológicos em três diferentes ambientes na Amazônia brasileira, enfatizando tanto o ambiente urbano quanto o ambiente florestal preservado. O estudo experimental urbano foi desenvolvido em Belém (PA) e Manaus (AM), e o florestal, na FLONA de Caxiuanã (PA). Os dados foram obtidos de estações meteorológicas automáticas localizadas a 1,5 metros da superfície do solo nas cidades e, no ambiente florestal, acima do dossel na FLONA de Caxiuanã. O período de estudo foi de 2009 a 2013, com medições dos elementos meteorológicos a intervalos de 30 minutos. Os resultados indicaram a precipitação como o elemento meteorológico mais variável, tanto espacial quanto sazonalmente (teste de Kruskal-Wallis). Para a temperatura do ar, umidade relativa do ar e radiação solar global, a variação mensal não foi significativa (p>0,05), contudo sendo mais perceptíveis as variações horárias sazonais. Em relação à temperatura do ar, houve significância (p<0,05) entre os menores valores da FLONA de Caxiuanã em relação aos das áreas urbanas. Conclui-se que houve significativa atenuação da temperatura e melhoria do conforto térmico relacionado na área florestal, o que enfatiza sua relevância em ambientes urbanos tropicais amazônicos. E, consequentemente, relação direta com a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.
20
  • PAULO HENRIQUE DIAS BARBOSA
  • Variabilidade de Elementos Meteorológicos e de Conforto Térmico em Diferentes Ambientes na Amazônia brasileira.
  • Data: 25/09/2015
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  • O estudo de clima urbano na Região Amazônica é recente e apresenta atual relevância porque explica algumas das complexas mudanças ambientais envolvidas, destacando-se o consequente desequilíbrio físico dos sistemas solo-planta-atmosfera. Destacam-se a redução de índices de precipitação e umidade relativa do ar em contrapartida do aumento da radiação e temperatura do ar, induzidas pelo desmatamento e artificialização dos ambientes construídos. O objetivo da presente investigação é analisar a variabilidade média horária e mensal de elementos meteorológicos em três diferentes ambientes na Amazônia brasileira, enfatizando tanto o ambiente urbano quanto o ambiente florestal preservado. O estudo experimental urbano foi desenvolvido em Belém (PA) e Manaus (AM), e o florestal, na FLONA de Caxiuanã (PA). Os dados foram obtidos de estações meteorológicas automáticas localizadas a 1,5 metros da superfície do solo nas cidades e, no ambiente florestal, acima do dossel na FLONA de Caxiuanã. O período de estudo foi de 2009 a 2013, com medições dos elementos meteorológicos a intervalos de 30 minutos. Os resultados indicaram a precipitação como o elemento meteorológico mais variável, tanto espacial quanto sazonalmente (teste de Kruskal-Wallis). Para a temperatura do ar, umidade relativa do ar e radiação solar global, a variação mensal não foi significativa (p>0,05), contudo sendo mais perceptíveis as variações horárias sazonais. Em relação à temperatura do ar, houve significância (p<0,05) entre os menores valores da FLONA de Caxiuanã em relação aos das áreas urbanas. Conclui-se que houve significativa atenuação da temperatura e melhoria do conforto térmico relacionado na área florestal, o que enfatiza sua relevância em ambientes urbanos tropicais amazônicos. E, consequentemente, relação direta com a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.
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  • FRANK LEONE DE SOUSA PANTOJA
  • ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES EM TRECHOS DE RIOS DE DUAS BACIAS HIDROGRÁFICAS COM DIFERENTES COBERTURAS VEGETAIS NA MESO REGIÃO DE SANTARÉM-PA
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 08/10/2015
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  • A alteração da cobertura florestal provoca impactos sobre os solos, na biodiversidade e sobre as águas das bacias. O objetivo deste trabalho é quantificar a concentração de nutrientes dissolvidos na água, considerando as diferenças quanto ao uso e cobertura do solo, bem como a influência das mudanças hidrológicas sazonais. Foram analisados trechos dos rios Moju e rio branco, localizados na mesorregião de Santarém-PA, Amazônia, Brasil. O Sistema de Informação Geográfica utilizado para a classificação de imagens foi o Software ArcGis. A quantificação das concentrações dos íons foi determinada, com o uso de um fotômetro multiparamétrico marca HI 83200. A avaliação da precipitação total mensal foi obtida através da estação meteorológica operante: BELTERRA - PA (OMM: 82246). Os resultados da classificação de áreas mostraram que a bacia do rio Moju possui uma área total de 215.466,59 ha, dos quais 86,51% são cobertos por Florestas densas, 4,25% por florestas secundárias, 5,40% por pastagens, 2,51 por agropecuária e outras áreas não identificadas. A área total da bacia do rio Branco é de 104.291,29ha com 80,27% de floresta densa, 6,93% de florestas secundárias, 7,82% de pastagens e 3,23% de áreas para agropecuária e outras áreas não identificadas. A análise descritiva da variação de nutrientes indicou que alguns nutrientes têm uma variação característica em determinados trechos dos rios e conforme o período. O cobre atingiu pico de concentração no período chuvoso. Os outros nutrientes apresentaram os picos, também, no período chuvoso em diferentes trechos. O ferro, no rio Branco, fosfato no trecho do rio Jatuarana, o magnésio no trecho do rio Moju BR 163, enquanto o potássio mostrou picos de maior concentração nos rio Moju Soraya, BR 163, Ramal km 101 e Raimundo. O nitrato atingiu pico de concentração no Mojú BR 163 rio, o cálcio no trecho do rio Branco. Já s análises para o nutriente zinco mostraram picos de concentração no período menos chuvoso nos trechos dos rios Moju BR 163 e ramal Km 101.. A análise de correlação entre precipitação total mensal e a concentração de nutrientes concluiu que existem fortes correlações positivas para Cobre, Fósforo e Cálcio, e, fortes correlações negativas para potássio e zinco. Foram identificadas, também, diferenças significativas de concentração de nutrientes entre período chuvoso e não chuvoso nos trechos do rio Moju BR 163 para cobre que apresentou maior concentração no período mais chuvoso e zinco no período menos chuvoso. Enquanto que, no rio Moju BR 163, maior concentração foi registrada para o nitrato no período chuvoso.
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  • FRANK LEONE DE SOUSA PANTOJA
  • ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES EM TRECHOS DE RIOS DE DUAS BACIAS HIDROGRÁFICAS COM DIFERENTES COBERTURAS VEGETAIS NA MESO REGIÃO DE SANTARÉM-PA
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 08/10/2015
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  • A alteração da cobertura florestal provoca impactos sobre os solos, na biodiversidade e sobre as águas das bacias. O objetivo deste trabalho é quantificar a concentração de nutrientes dissolvidos na água, considerando as diferenças quanto ao uso e cobertura do solo, bem como a influência das mudanças hidrológicas sazonais. Foram analisados trechos dos rios Moju e rio branco, localizados na mesorregião de Santarém-PA, Amazônia, Brasil. O Sistema de Informação Geográfica utilizado para a classificação de imagens foi o Software ArcGis. A quantificação das concentrações dos íons foi determinada, com o uso de um fotômetro multiparamétrico marca HI 83200. A avaliação da precipitação total mensal foi obtida através da estação meteorológica operante: BELTERRA - PA (OMM: 82246). Os resultados da classificação de áreas mostraram que a bacia do rio Moju possui uma área total de 215.466,59 ha, dos quais 86,51% são cobertos por Florestas densas, 4,25% por florestas secundárias, 5,40% por pastagens, 2,51 por agropecuária e outras áreas não identificadas. A área total da bacia do rio Branco é de 104.291,29ha com 80,27% de floresta densa, 6,93% de florestas secundárias, 7,82% de pastagens e 3,23% de áreas para agropecuária e outras áreas não identificadas. A análise descritiva da variação de nutrientes indicou que alguns nutrientes têm uma variação característica em determinados trechos dos rios e conforme o período. O cobre atingiu pico de concentração no período chuvoso. Os outros nutrientes apresentaram os picos, também, no período chuvoso em diferentes trechos. O ferro, no rio Branco, fosfato no trecho do rio Jatuarana, o magnésio no trecho do rio Moju BR 163, enquanto o potássio mostrou picos de maior concentração nos rio Moju Soraya, BR 163, Ramal km 101 e Raimundo. O nitrato atingiu pico de concentração no Mojú BR 163 rio, o cálcio no trecho do rio Branco. Já s análises para o nutriente zinco mostraram picos de concentração no período menos chuvoso nos trechos dos rios Moju BR 163 e ramal Km 101.. A análise de correlação entre precipitação total mensal e a concentração de nutrientes concluiu que existem fortes correlações positivas para Cobre, Fósforo e Cálcio, e, fortes correlações negativas para potássio e zinco. Foram identificadas, também, diferenças significativas de concentração de nutrientes entre período chuvoso e não chuvoso nos trechos do rio Moju BR 163 para cobre que apresentou maior concentração no período mais chuvoso e zinco no período menos chuvoso. Enquanto que, no rio Moju BR 163, maior concentração foi registrada para o nitrato no período chuvoso.
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  • ADRIELLE NARA SERRA BEZERRA
  • PADRONIZAÇÃO E ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO AQUOSO DE Psittacanthus plagiophyllus Eichl. (LORANTHACEAE)
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 21/10/2015
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  • Abundante em cajueiros das áreas de savana do distrito de Alter do Chão, Santarém, Pará, Brasil, a espécie hemiparasita Psittacanthus plagiophyllus Eichl. (Loranthaceae), conhecida como erva-de-passarinho, é utilizada popularmente para tratar gastrite e condições inflamatórias diversas. Considerando a ausência de estudos farmacológicos com essa espécie na literatura e a importância da pesquisa de drogas anti-inflamatórias de origem vegetal, o objetivo do presente estudo foi padronizar o extrato obtido de folhas de P. plagiophyllus e avaliar seu potencial anti-inflamatório em modelo animal e sua capacidade antioxidante in vitro. O controle de qualidade e a padronização do extrato e da droga vegetal de P. plagiophyllus foram realizados de acordo com o preconizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio da Farmacopeia Brasileira, 5ª edição. Para obtenção e padronização do extrato de P. plagiophyllus, a droga vegetal foi submetida a testes piloto de extração por diferentes proporções de etanol e água, seguidos do doseamento de fenois totais, taninos e flavonoides, a fim de selecionar o líquido extrator mais adequado para a obtenção de um extrato rico em compostos bioativos. Após a escolha da água como líquido extrator e produção do extrato aquoso de P. plagiophyllus (EAPp) a uma temperatura de 70 ºC, este foi liofilizado e submetido a testes de caracterização físico-química preconizados pela ANVISA e à determinação do perfil cromatográfico por cromatografia em camada delgada, o qual indicou a presença de taninos hidrolisáveis e condensados, flavonoides e cumarinas. A quantificação dos compostos fenólicos presentes no extrato evidenciou as concentrações de 12,62±0,18% de fenois totais, 5,39±0,01% de taninos totais, 12,54±0,24% de taninos hidrolisáveis, 8,37±0,32% de taninos condensados e 1,23±0,02% de flavonoides totais. Para a avaliação da atividade anti-inflamatória in vivo do EAPp, foi inicialmente empregado o modelo do edema de pata induzido por carragenina e por dextrana em ratos. Nas doses de 500 e 1000 mg/Kg (v.o), o EAPp apresentou ação antiedematogênica significativa (p<0,01) nos dois modelos, o que sugere uma possível ação em eventos vasculares e celulares da resposta inflamatória e um efeito supressivo em relação a mediadores responsáveis pela formação do edema. Visando avaliar o efeito do EAPp na exsudação e no recrutamento de leucócitos em resposta à carragenina, foi utilizado o modelo da bolsa de ar subcutânea. Em todas as doses testadas (250, 500 e 1000 mg/Kg (v.o), o EAPp inibiu significativamente (p<0,01) a migração de leucócitos totais e de neutrófilos e reduziu a exsudação na bolsa, de forma dose dependente. Além disso, no ensaio de atividade antioxidante do EAPp in vitro, pelo método de sequestro do radical livre DPPH, o extrato (75 μg/mL) foi capaz de reduzir em até 93,13±1,71% o radical testado, o que evidencia seu potencial antioxidante. As ações farmacológicas observadas podem estar relacionadas ao elevado teor de compostos fenólicos presentes no EAPp. Esses resultados fornecem evidências científicas para o uso popular de P. plagiophyllus no tratamento de desordens inflamatórias.
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  • ADRIELLE NARA SERRA BEZERRA
  • PADRONIZAÇÃO E ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO AQUOSO DE Psittacanthus plagiophyllus Eichl. (LORANTHACEAE)
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 21/10/2015
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  • Abundante em cajueiros das áreas de savana do distrito de Alter do Chão, Santarém, Pará, Brasil, a espécie hemiparasita Psittacanthus plagiophyllus Eichl. (Loranthaceae), conhecida como erva-de-passarinho, é utilizada popularmente para tratar gastrite e condições inflamatórias diversas. Considerando a ausência de estudos farmacológicos com essa espécie na literatura e a importância da pesquisa de drogas anti-inflamatórias de origem vegetal, o objetivo do presente estudo foi padronizar o extrato obtido de folhas de P. plagiophyllus e avaliar seu potencial anti-inflamatório em modelo animal e sua capacidade antioxidante in vitro. O controle de qualidade e a padronização do extrato e da droga vegetal de P. plagiophyllus foram realizados de acordo com o preconizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio da Farmacopeia Brasileira, 5ª edição. Para obtenção e padronização do extrato de P. plagiophyllus, a droga vegetal foi submetida a testes piloto de extração por diferentes proporções de etanol e água, seguidos do doseamento de fenois totais, taninos e flavonoides, a fim de selecionar o líquido extrator mais adequado para a obtenção de um extrato rico em compostos bioativos. Após a escolha da água como líquido extrator e produção do extrato aquoso de P. plagiophyllus (EAPp) a uma temperatura de 70 ºC, este foi liofilizado e submetido a testes de caracterização físico-química preconizados pela ANVISA e à determinação do perfil cromatográfico por cromatografia em camada delgada, o qual indicou a presença de taninos hidrolisáveis e condensados, flavonoides e cumarinas. A quantificação dos compostos fenólicos presentes no extrato evidenciou as concentrações de 12,62±0,18% de fenois totais, 5,39±0,01% de taninos totais, 12,54±0,24% de taninos hidrolisáveis, 8,37±0,32% de taninos condensados e 1,23±0,02% de flavonoides totais. Para a avaliação da atividade anti-inflamatória in vivo do EAPp, foi inicialmente empregado o modelo do edema de pata induzido por carragenina e por dextrana em ratos. Nas doses de 500 e 1000 mg/Kg (v.o), o EAPp apresentou ação antiedematogênica significativa (p<0,01) nos dois modelos, o que sugere uma possível ação em eventos vasculares e celulares da resposta inflamatória e um efeito supressivo em relação a mediadores responsáveis pela formação do edema. Visando avaliar o efeito do EAPp na exsudação e no recrutamento de leucócitos em resposta à carragenina, foi utilizado o modelo da bolsa de ar subcutânea. Em todas as doses testadas (250, 500 e 1000 mg/Kg (v.o), o EAPp inibiu significativamente (p<0,01) a migração de leucócitos totais e de neutrófilos e reduziu a exsudação na bolsa, de forma dose dependente. Além disso, no ensaio de atividade antioxidante do EAPp in vitro, pelo método de sequestro do radical livre DPPH, o extrato (75 μg/mL) foi capaz de reduzir em até 93,13±1,71% o radical testado, o que evidencia seu potencial antioxidante. As ações farmacológicas observadas podem estar relacionadas ao elevado teor de compostos fenólicos presentes no EAPp. Esses resultados fornecem evidências científicas para o uso popular de P. plagiophyllus no tratamento de desordens inflamatórias.
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  • KLEBER SILVA CAMPOS
  • Estudo da fenologia da floresta tropical e atividade no crescimento individual das plantas através do sistema de imageamento terrestre
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 26/11/2015
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  • As florestas tropicais são importantes estoques de carbono, o padrão sazonal e interanual do desenvolvimento da folha e do seu metabolismo afetam significativamente a dinâmica global do clima, de carbono e água. No entanto, a sazonalidade do desenvolvimento foliar em florestas tropicais ainda é pouco compreendida devido à baixa variação relativa do clima, a biodiversidade extremamente maior dos biomas tropicais e, mais importante, a limitação das técnicas de observação atuais. Neste trabalho, pretendemos demonstrar, a viabilidade do uso de dados obitidos perto da superfície usando torre micrometeriologicas para monitoração do dorsel da vegetação, usando câmeras RGB (Pheno-Cam) perto da superfície, e usando técnicas de sensoriamento remoto para interpretação dos dados, para entender o padrão de fenologia em uma floresta tropical perene, e como isso afeta a fenologia, e os processos metabólicos de vegetação tropical. Para a elaboração desde trabalho, foi usado dados obtidos do site KM67 que fica na floresta tropical, Flona do Tapajós (Santarém-Para, Brasil). Onde existe uma torre de 65 metros, instrumentado para medições de covariância turbulenta entre a floresta e a atmosfera, CO2, H2O e as trocas de massa e energia entre eles, no ano de 2013 foi incorporado a ela duas câmeras RGB para estudo de fenologia, e os dados obtidos por elas e que serão utilizados para a elaboração deste trabalho, são imagens registrado em 5 minutos de intervalo, as imagens selecionadas serão as de perto do meio-dia por haver iluminação difusa homogênea para com isso minimizar o efeito do ângulo solar. Será usado também dados obtidos no solo com base levantamento biometria bi-semanal (via técnica dendrometria banda) por 23 árvores de amostragem aleatória desde setembro de 2013, onde as 23 árvores estão dentro do alcance de visão torre e sob o campo de visão da câmera.
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  • KLEBER SILVA CAMPOS
  • Estudo da fenologia da floresta tropical e atividade no crescimento individual das plantas através do sistema de imageamento terrestre
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 26/11/2015
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  • As florestas tropicais são importantes estoques de carbono, o padrão sazonal e interanual do desenvolvimento da folha e do seu metabolismo afetam significativamente a dinâmica global do clima, de carbono e água. No entanto, a sazonalidade do desenvolvimento foliar em florestas tropicais ainda é pouco compreendida devido à baixa variação relativa do clima, a biodiversidade extremamente maior dos biomas tropicais e, mais importante, a limitação das técnicas de observação atuais. Neste trabalho, pretendemos demonstrar, a viabilidade do uso de dados obitidos perto da superfície usando torre micrometeriologicas para monitoração do dorsel da vegetação, usando câmeras RGB (Pheno-Cam) perto da superfície, e usando técnicas de sensoriamento remoto para interpretação dos dados, para entender o padrão de fenologia em uma floresta tropical perene, e como isso afeta a fenologia, e os processos metabólicos de vegetação tropical. Para a elaboração desde trabalho, foi usado dados obtidos do site KM67 que fica na floresta tropical, Flona do Tapajós (Santarém-Para, Brasil). Onde existe uma torre de 65 metros, instrumentado para medições de covariância turbulenta entre a floresta e a atmosfera, CO2, H2O e as trocas de massa e energia entre eles, no ano de 2013 foi incorporado a ela duas câmeras RGB para estudo de fenologia, e os dados obtidos por elas e que serão utilizados para a elaboração deste trabalho, são imagens registrado em 5 minutos de intervalo, as imagens selecionadas serão as de perto do meio-dia por haver iluminação difusa homogênea para com isso minimizar o efeito do ângulo solar. Será usado também dados obtidos no solo com base levantamento biometria bi-semanal (via técnica dendrometria banda) por 23 árvores de amostragem aleatória desde setembro de 2013, onde as 23 árvores estão dentro do alcance de visão torre e sob o campo de visão da câmera.
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  • MARIANA NEVES LEITE
  • ETNOBOTANICA E FISIOLOGIA DO ESTRESSE EM PLANTAS MEDICINAIS
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 01/12/2015
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  • O uso de plantas sempre foi comum a todos os povos. No Brasil, o surgimento da medicina popular com uso das plantas deve-se aos índios, com contribuições dos negros e europeus. Atualmente 80% da população mundial depende das práticas tradicionais na atenção primária à saúde, e 85% dessa parcela utiliza plantas. O presente trabalho buscou compreender a fisiologia das plantas medicinais a partir do estudo etnobotânico de comunidades rurais do município de Santarém, e buscou elaborar um padrão de cultivo referente a radiação solar, irrigação e fertilidade do solo visando a otimização da produção de drogas vegetais de interesse local. Para tal, analisou o padrão tradicional de utilização das plantas medicinais e as respostas das espécies selecionadas referentes às características fisiológicas frente às mudanças em seu ambiente de cultivo através do conhecimento das respostas das plantas ao estresse hídrico; estresse por fertilidade do solo e estress luminoso. Para realização do estudo Etnobotânico foi aplicado aos participantes do Projeto de Arranjo Produtivo Local de Plantas Medicinais de Santarém um questionário semi estruturado a fim de conhecer o padrão de utilização das plantas medicinais na região. Foram analisados a frequencia relativa de citações, valor de uso, o nível de fidelidade, a popularidade relativa e a prioridade de ordenamento de cada espécie. Para o estudo de Fisiologia Vegetal foram escolhidas três espécies (Cidreira, Cumaruzinho e Capim Santo) e foi realizado plantio e cultivo controlado submetendo-os a dois tratamentos de solo, dois tratamentos de irradiação solar e dois tratamentos de irrigação. As variáveis analisadas nesta etapa foram a Condutância Estomática, Área Foliar Específica e o Particionamento de Biomassa.
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  • MARIANA NEVES LEITE
  • ETNOBOTANICA E FISIOLOGIA DO ESTRESSE EM PLANTAS MEDICINAIS
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 01/12/2015
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  • O uso de plantas sempre foi comum a todos os povos. No Brasil, o surgimento da medicina popular com uso das plantas deve-se aos índios, com contribuições dos negros e europeus. Atualmente 80% da população mundial depende das práticas tradicionais na atenção primária à saúde, e 85% dessa parcela utiliza plantas. O presente trabalho buscou compreender a fisiologia das plantas medicinais a partir do estudo etnobotânico de comunidades rurais do município de Santarém, e buscou elaborar um padrão de cultivo referente a radiação solar, irrigação e fertilidade do solo visando a otimização da produção de drogas vegetais de interesse local. Para tal, analisou o padrão tradicional de utilização das plantas medicinais e as respostas das espécies selecionadas referentes às características fisiológicas frente às mudanças em seu ambiente de cultivo através do conhecimento das respostas das plantas ao estresse hídrico; estresse por fertilidade do solo e estress luminoso. Para realização do estudo Etnobotânico foi aplicado aos participantes do Projeto de Arranjo Produtivo Local de Plantas Medicinais de Santarém um questionário semi estruturado a fim de conhecer o padrão de utilização das plantas medicinais na região. Foram analisados a frequencia relativa de citações, valor de uso, o nível de fidelidade, a popularidade relativa e a prioridade de ordenamento de cada espécie. Para o estudo de Fisiologia Vegetal foram escolhidas três espécies (Cidreira, Cumaruzinho e Capim Santo) e foi realizado plantio e cultivo controlado submetendo-os a dois tratamentos de solo, dois tratamentos de irradiação solar e dois tratamentos de irrigação. As variáveis analisadas nesta etapa foram a Condutância Estomática, Área Foliar Específica e o Particionamento de Biomassa.
2014
Dissertações
1
  • LUCIANA APARECIDA FREITAS DE SOUSA
  • ISOLAMENTO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE UMA NOVA METALOPROTEINASE (SVMP) DE CLASSE PIII DA PEÇONHA DE Bothrops atrox
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 24/02/2014
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  • A serpente Bothrops atrox é a principal causadora de acidentes ofídicos na Amazônia brasileira. A composição da peçonha dessa espécie sofre variações em função do crescimento e localização geográfica, sendo que as metaloproteinases de peçonha de serpentes (SVMPs) são os componentes mais abundantes dessa peçonha. As SVMPs são responsáveis pela hemorragia, o sintoma mais característico do envenenamento botrópico. Nesse estudo, foram avaliados dois pools de peçonha total de B. atrox, provenientes de ambiente natural (Floresta Nacional do Tapajós- PA, Brasil) e de cativeiro (serpentário do Instituto Butantan-SP, Brasil). As diferenças na composição dos dois pools de peçonha foram avaliadas por cromatografia de fase reversa. Além disso, foram isoladas duas isoformas de SVMPs de classe PIII por cromatografia de interação hidrofóbica e troca aniônica dos pools avaliados. Os pools de peçonhas exibiram perfis cromatográficos similares, porém com diferenças quantitativas na expressão de fosfolipases A2, SVMPs classe P-I e serinoproteinases, que predominaram na peçonha da área de floresta. Em ambos os casos, as SVMPs foram as toxinas majoritárias nas peçonhas de serpentes dos dois ambientes. As SVMPs-PIII isoladas exibiram atividade hemorrágica elevada e capacidade de degradar a fibrina de maneira dose dependente. No entanto, apenas a isoforma presente na peçonha oriunda de espécimes de cativeiro exibiu atividade pró-coagulante em presença de cálcio. Após o isolamento das SVMPs de classe P-III e sequenciamento com mais de 50% de cobertura, não foi possível detectar diferenças estruturais entre elas ou com a jararagina (SVMPs-PIII de Bothrops jararaca). Quando comparadas as SVMPs de B. atrox e B. jararaca, apenas a jararagina foi capaz de inibir a agregação plaquetária induzida por colágeno, o que sugere a presença de diferenças entre as moléculas, seja nas regiões que não foram sequenciadas ou glicosilação. Assim foi isolada uma nova SVMP de classe PIII da peçonha de B. atrox muito similar em estrutura com a jararagina, porém sem atividade de inibição agregação plaquetária.
2
  • LUCIANA APARECIDA FREITAS DE SOUSA
  • ISOLAMENTO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE UMA NOVA METALOPROTEINASE (SVMP) DE CLASSE PIII DA PEÇONHA DE Bothrops atrox
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 24/02/2014
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  • A serpente Bothrops atrox é a principal causadora de acidentes ofídicos na Amazônia brasileira. A composição da peçonha dessa espécie sofre variações em função do crescimento e localização geográfica, sendo que as metaloproteinases de peçonha de serpentes (SVMPs) são os componentes mais abundantes dessa peçonha. As SVMPs são responsáveis pela hemorragia, o sintoma mais característico do envenenamento botrópico. Nesse estudo, foram avaliados dois pools de peçonha total de B. atrox, provenientes de ambiente natural (Floresta Nacional do Tapajós- PA, Brasil) e de cativeiro (serpentário do Instituto Butantan-SP, Brasil). As diferenças na composição dos dois pools de peçonha foram avaliadas por cromatografia de fase reversa. Além disso, foram isoladas duas isoformas de SVMPs de classe PIII por cromatografia de interação hidrofóbica e troca aniônica dos pools avaliados. Os pools de peçonhas exibiram perfis cromatográficos similares, porém com diferenças quantitativas na expressão de fosfolipases A2, SVMPs classe P-I e serinoproteinases, que predominaram na peçonha da área de floresta. Em ambos os casos, as SVMPs foram as toxinas majoritárias nas peçonhas de serpentes dos dois ambientes. As SVMPs-PIII isoladas exibiram atividade hemorrágica elevada e capacidade de degradar a fibrina de maneira dose dependente. No entanto, apenas a isoforma presente na peçonha oriunda de espécimes de cativeiro exibiu atividade pró-coagulante em presença de cálcio. Após o isolamento das SVMPs de classe P-III e sequenciamento com mais de 50% de cobertura, não foi possível detectar diferenças estruturais entre elas ou com a jararagina (SVMPs-PIII de Bothrops jararaca). Quando comparadas as SVMPs de B. atrox e B. jararaca, apenas a jararagina foi capaz de inibir a agregação plaquetária induzida por colágeno, o que sugere a presença de diferenças entre as moléculas, seja nas regiões que não foram sequenciadas ou glicosilação. Assim foi isolada uma nova SVMP de classe PIII da peçonha de B. atrox muito similar em estrutura com a jararagina, porém sem atividade de inibição agregação plaquetária.
3
  • ALESSANDRA DAMASCENO DA SILVA
  • PRODUÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES VIA DEPOSIÇÃO DE LITEIRA NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, BELTERRA – PA
  • Data: 19/03/2014
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  • A liteira é a camada mais superficial em solos florestais formada por folhas, galhos, flores, frutos, detritos animais, entre outros. Esse material se configura num intenso sítio de interação entre a ciclagem de elementos e a transferência de energia, pois é o principal meio de deslocamento dos nutrientes para o solo. Dentre as variáveis climáticas que podem influenciar no seu aporte e disponibilidade de nutrientes estão a temperatura e a precipitação. Ressalta-se, também, que o tipo de vegetação e as condições ambientais se tornam determinantes para sua quantidade e qualidade, pois dependendo das características de cada ecossistema, um determinado fator pode prevalecer sobre os demais. Por isso, essa pesquisa objetivou estimar a produção de liteira e determinar os teores de macronutrientes nela contidos, calculando a eficiência de utilização dos nutrientes na Floresta Nacional do Tapajós, localizada no município de Belterra, Pará. A amostragem da liteira aportada se deu em quatro transectos (1000 m x 50 m), onde foram distribuídos, sistematicamente em cada transecto, 10 coletores circulares de plástico com área de 0,22 m2 cada e fundo constituído por tela de nylon com malha de 4 mm2, totalizando 40 coletores. As coletas foram realizadas quinzenalmente, no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2004, onde o material depositado nos cestos era recolhido e levado a laboratório para secagem em estufa a 65 °C e posteriormente segregado em quatro frações: folhas, madeira, reprodutivo e miscelânea. A quantidade de liteira depositada no coletor foi quantificada para kg ha-1 mês-1 e kg ha-1 ano-1, sendo também determinados as concentrações e os conteúdos de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg) contidos na serapilheira e a eficiência no uso de nutrientes. Utilizou-se a ANOVA (Análise de Variância) do tipo Fatorial de Medidas Repetidas para a comparação de cada fração da produção nas estações (chuvosa e seca) e nos anos (2002 a 2004), considerando-se os valores mensais. Para determinação das possíveis diferenças entre as produções ao longo dos anos e nos períodos chuvoso e seco, considerou-se que podem gerar influência os três anos e as duas estações (períodos). A deposição de liteira mostrou-se sazonal, com maiores produções na estação seca e de menores temperaturas do ar, produzindo por ano média de 7154,98 kg ha-1 de liteira. A fração de maior deposição foi a de folhas, sendo superior a 70%, sendo esta e a fração miscelânea as que demonstraram maior aporte de nutrientes. O nitrogênio e o cálcio foram os macronutrientes encontrados em maiores concentrações e conteúdos em todas as frações estudadas. De maneira geral a produção de liteira e a concentração de nutrientes apresentaram a seguinte ordem: Folhas > Madeira > Miscelânea > Reprodutivo e N > Ca > Mg > K > P, respectivamente.
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  • ALESSANDRA DAMASCENO DA SILVA
  • PRODUÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES VIA DEPOSIÇÃO DE LITEIRA NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, BELTERRA – PA
  • Data: 19/03/2014
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  • A liteira é a camada mais superficial em solos florestais formada por folhas, galhos, flores, frutos, detritos animais, entre outros. Esse material se configura num intenso sítio de interação entre a ciclagem de elementos e a transferência de energia, pois é o principal meio de deslocamento dos nutrientes para o solo. Dentre as variáveis climáticas que podem influenciar no seu aporte e disponibilidade de nutrientes estão a temperatura e a precipitação. Ressalta-se, também, que o tipo de vegetação e as condições ambientais se tornam determinantes para sua quantidade e qualidade, pois dependendo das características de cada ecossistema, um determinado fator pode prevalecer sobre os demais. Por isso, essa pesquisa objetivou estimar a produção de liteira e determinar os teores de macronutrientes nela contidos, calculando a eficiência de utilização dos nutrientes na Floresta Nacional do Tapajós, localizada no município de Belterra, Pará. A amostragem da liteira aportada se deu em quatro transectos (1000 m x 50 m), onde foram distribuídos, sistematicamente em cada transecto, 10 coletores circulares de plástico com área de 0,22 m2 cada e fundo constituído por tela de nylon com malha de 4 mm2, totalizando 40 coletores. As coletas foram realizadas quinzenalmente, no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2004, onde o material depositado nos cestos era recolhido e levado a laboratório para secagem em estufa a 65 °C e posteriormente segregado em quatro frações: folhas, madeira, reprodutivo e miscelânea. A quantidade de liteira depositada no coletor foi quantificada para kg ha-1 mês-1 e kg ha-1 ano-1, sendo também determinados as concentrações e os conteúdos de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg) contidos na serapilheira e a eficiência no uso de nutrientes. Utilizou-se a ANOVA (Análise de Variância) do tipo Fatorial de Medidas Repetidas para a comparação de cada fração da produção nas estações (chuvosa e seca) e nos anos (2002 a 2004), considerando-se os valores mensais. Para determinação das possíveis diferenças entre as produções ao longo dos anos e nos períodos chuvoso e seco, considerou-se que podem gerar influência os três anos e as duas estações (períodos). A deposição de liteira mostrou-se sazonal, com maiores produções na estação seca e de menores temperaturas do ar, produzindo por ano média de 7154,98 kg ha-1 de liteira. A fração de maior deposição foi a de folhas, sendo superior a 70%, sendo esta e a fração miscelânea as que demonstraram maior aporte de nutrientes. O nitrogênio e o cálcio foram os macronutrientes encontrados em maiores concentrações e conteúdos em todas as frações estudadas. De maneira geral a produção de liteira e a concentração de nutrientes apresentaram a seguinte ordem: Folhas > Madeira > Miscelânea > Reprodutivo e N > Ca > Mg > K > P, respectivamente.
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  • JOSAN FLÁVIO GONÇALVES DA ROCHA
  • SOLOS DA REGIÃO SUDESTE DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM ESTADO DO PARÁ: MAPEAMENTO E CLASSIFICAÇÃO
  • Data: 19/03/2014
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  • O processo de utilização das terras com atividades agrícolas, sem estudos e orientações prévias, pode ocasionar problemas graves de degradação do solo, além de não garantir a sustentabilidade da atividade agrícola que se deseja. Os mapas de solos são essenciais para o desenvolvimento de áreas agrícolas economicamente viáveis e com baixo impacto ambiental. A maioria dos levantamentos de solos no Brasil apresentam pouco detalhamento, principalmente na região amazônica, que carece de informações e mapas de solo. O objetivo deste trabalho elaborar um mapa de reconhecimento de solos com intensidade média (escala 1:100.000) de uma área a leste dos municípios de Santarém-PA com a finalidade de fornecer informações mais detalhadas dos solos desta região de estudo, auxiliando no desenvolvimento das atividades agrícolas, ambientais e acadêmicas. Na elaboração do mapa de solo semidetalhado foram utilizadas imagens de satélite Landsat- 5, imagens de radar com Modelo Digital de Elevação - MDE (SRTM, 2000), juntamente com as informações coletadas no campo através de coleta de amostras de solos. O sistema de informação geográfica (SIG) utilizado foi o software gratuito QGIS, que minimizou custos e apresentou boa qualidade e precisão durante o processo de mapeamento e investigação da área. As cotas de altimetria na área variaram de 6 a 250 m e a classe de declividade predominante variou de 3 a 8% (relevo suave ondulado). Os resultados mostram que os Latossolos Amarelo Distrófico, textura argilosa e média, constituem a maior proporção com 68,25 % do total da área pesquisada. Em porções de alta inclinação ocorreram Argissolos Amarelos enquanto que próximo a cursos d'água ocorreram Gleissolo Háplico.
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  • JOSAN FLÁVIO GONÇALVES DA ROCHA
  • SOLOS DA REGIÃO SUDESTE DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM ESTADO DO PARÁ: MAPEAMENTO E CLASSIFICAÇÃO
  • Data: 19/03/2014
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  • O processo de utilização das terras com atividades agrícolas, sem estudos e orientações prévias, pode ocasionar problemas graves de degradação do solo, além de não garantir a sustentabilidade da atividade agrícola que se deseja. Os mapas de solos são essenciais para o desenvolvimento de áreas agrícolas economicamente viáveis e com baixo impacto ambiental. A maioria dos levantamentos de solos no Brasil apresentam pouco detalhamento, principalmente na região amazônica, que carece de informações e mapas de solo. O objetivo deste trabalho elaborar um mapa de reconhecimento de solos com intensidade média (escala 1:100.000) de uma área a leste dos municípios de Santarém-PA com a finalidade de fornecer informações mais detalhadas dos solos desta região de estudo, auxiliando no desenvolvimento das atividades agrícolas, ambientais e acadêmicas. Na elaboração do mapa de solo semidetalhado foram utilizadas imagens de satélite Landsat- 5, imagens de radar com Modelo Digital de Elevação - MDE (SRTM, 2000), juntamente com as informações coletadas no campo através de coleta de amostras de solos. O sistema de informação geográfica (SIG) utilizado foi o software gratuito QGIS, que minimizou custos e apresentou boa qualidade e precisão durante o processo de mapeamento e investigação da área. As cotas de altimetria na área variaram de 6 a 250 m e a classe de declividade predominante variou de 3 a 8% (relevo suave ondulado). Os resultados mostram que os Latossolos Amarelo Distrófico, textura argilosa e média, constituem a maior proporção com 68,25 % do total da área pesquisada. Em porções de alta inclinação ocorreram Argissolos Amarelos enquanto que próximo a cursos d'água ocorreram Gleissolo Háplico.
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  • SAFIRA CANTO PINTO
  • USOS INTERCAMBIAIS DE RECURSOS NATURAIS E DE MODOS DE REPRODUÇÃO CAMPONESA.
  • Data: 25/03/2014
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  • A comunidade Santa Maria – situada na região do Eixo Forte, à margem esquerda da Rodovia Fernando Guilhon – tem pouco menos de 40 anos de fundação, mediante processo de ocupação iniciado por camponeses, e posteriormente, por outros grupos não-camponeses. As famílias camponesas traziam consigo os saberes quanto ao uso de recursos naturais dos ambientes em que viviam, adotando estilos de vida influenciados pelas características do ambiente e das condições sociais correspondentes. Considerando fatores sociais em sua dimensão histórica, política e a fenômenos ambientais sob as formas pelas quais as populações humanas interagem nos ambientes em que vivem, eu tenho por objetivo analisar as condições de uso de recursos naturais por moradores de Santa Maria. As técnicas utilizadas para a coleta de dados consistiram na proposição de entrevistas para construção de trajetórias sociais familiares e observações em trabalho de campo. O trabalho de campo se concentrou nos meses de abril e maio de 2013 e retorno para descrição espacial dos lotes no mês de agosto do mesmo ano. Quanto à analise dos dados, as entrevistas foram transcritas e analisadas mediante compreensão das formas de categorização nos discursos dos entrevistados. No primeiro capítulo exponho resultados encontrados no uso de recursos naturais nos locais em que viviam os entrevistados antes de ocuparem Santa Maria, uma ocupação predominante em comunidades de várzea. No segundo capítulo, analiso, a partir do início da ocupação em Santa Maria, exponho as principais limitações encontradas e oportunidade para a manutenção da condição camponesa. No último capítulo, abordo a situação mais recente da configuração social da comunidade, destacando interferências do projeto de assentamento de reforma agrária que tem atuado na organização social e nas percepções sobre a natureza e uso de seus respectivos recursos.
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  • SAFIRA CANTO PINTO
  • USOS INTERCAMBIAIS DE RECURSOS NATURAIS E DE MODOS DE REPRODUÇÃO CAMPONESA.
  • Data: 25/03/2014
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  • A comunidade Santa Maria – situada na região do Eixo Forte, à margem esquerda da Rodovia Fernando Guilhon – tem pouco menos de 40 anos de fundação, mediante processo de ocupação iniciado por camponeses, e posteriormente, por outros grupos não-camponeses. As famílias camponesas traziam consigo os saberes quanto ao uso de recursos naturais dos ambientes em que viviam, adotando estilos de vida influenciados pelas características do ambiente e das condições sociais correspondentes. Considerando fatores sociais em sua dimensão histórica, política e a fenômenos ambientais sob as formas pelas quais as populações humanas interagem nos ambientes em que vivem, eu tenho por objetivo analisar as condições de uso de recursos naturais por moradores de Santa Maria. As técnicas utilizadas para a coleta de dados consistiram na proposição de entrevistas para construção de trajetórias sociais familiares e observações em trabalho de campo. O trabalho de campo se concentrou nos meses de abril e maio de 2013 e retorno para descrição espacial dos lotes no mês de agosto do mesmo ano. Quanto à analise dos dados, as entrevistas foram transcritas e analisadas mediante compreensão das formas de categorização nos discursos dos entrevistados. No primeiro capítulo exponho resultados encontrados no uso de recursos naturais nos locais em que viviam os entrevistados antes de ocuparem Santa Maria, uma ocupação predominante em comunidades de várzea. No segundo capítulo, analiso, a partir do início da ocupação em Santa Maria, exponho as principais limitações encontradas e oportunidade para a manutenção da condição camponesa. No último capítulo, abordo a situação mais recente da configuração social da comunidade, destacando interferências do projeto de assentamento de reforma agrária que tem atuado na organização social e nas percepções sobre a natureza e uso de seus respectivos recursos.
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  • JÉSSICA LIRA PEREIRA
  • PREVALÊNCIA DE INFECÇÃO E PADRÕES DE USO DE HOSPEDEIROS POR ERVAS-DE-PASSARINHO (LORANTHACEAE E VISCACEAE) EM ESPÉCIES DE ÁRVORES TROPICAIS DE INTERESSE MADEIREIRO
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 28/03/2014
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  • O conhecimento dos padrões de prevalência de infecção e o uso de hospedeiros por ervas-de-passarinho permanecem uma incógnita para as florestas tropicais. Neste estudo, preenchemos esta lacuna através da procura de indivíduos de ervas-de-passarinho em árvores colhidas através de atividades de Manejo Florestal de Impacto Reduzido. Amostramos 874 árvores distribuídas em duas florestas com diferentes fisionomias na Amazônia brasileira: uma floresta fechada com um dossel emergente (Floresta Tropical Densa com Árvores Emergentes) e uma floresta aberta com palmeiras intercaladas interrompendo a copa (Floresta Tropical Aberta com Palmeiras). Avaliamos o efeito da abundância relativa e das características dos hospedeiros (densidade básica, deciduidade e altura média) sobre a proporção de infecção. Nossos resultados revelaram que a prevalência de infecção foi maior na floresta densa (14,8%) do que na floresta aberta (5,4%) e que a altura média mostrou efeito significativo para o resultado encontrado apenas em uma das áreas.
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  • JÉSSICA LIRA PEREIRA
  • PREVALÊNCIA DE INFECÇÃO E PADRÕES DE USO DE HOSPEDEIROS POR ERVAS-DE-PASSARINHO (LORANTHACEAE E VISCACEAE) EM ESPÉCIES DE ÁRVORES TROPICAIS DE INTERESSE MADEIREIRO
  • Orientador : RODRIGO FERREIRA FADINI
  • Data: 28/03/2014
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  • O conhecimento dos padrões de prevalência de infecção e o uso de hospedeiros por ervas-de-passarinho permanecem uma incógnita para as florestas tropicais. Neste estudo, preenchemos esta lacuna através da procura de indivíduos de ervas-de-passarinho em árvores colhidas através de atividades de Manejo Florestal de Impacto Reduzido. Amostramos 874 árvores distribuídas em duas florestas com diferentes fisionomias na Amazônia brasileira: uma floresta fechada com um dossel emergente (Floresta Tropical Densa com Árvores Emergentes) e uma floresta aberta com palmeiras intercaladas interrompendo a copa (Floresta Tropical Aberta com Palmeiras). Avaliamos o efeito da abundância relativa e das características dos hospedeiros (densidade básica, deciduidade e altura média) sobre a proporção de infecção. Nossos resultados revelaram que a prevalência de infecção foi maior na floresta densa (14,8%) do que na floresta aberta (5,4%) e que a altura média mostrou efeito significativo para o resultado encontrado apenas em uma das áreas.
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  • ANA PAULA FERREIRA DE ASSUNÇÃO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DO EXTRATO AQUOSO DAS CASCAS DE Plathymenia reticulata Benth
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 31/03/2014
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  • Plathymenia reticulata Benth é uma planta medicinal empregada no tratamento de diversas doenças, em especial por comunidades tradicionais das savanas amazônicas no município de Santarém, estado do Pará – Brasil. O objetivo desse estudo foi avaliar as atividades farmacológicas e o efeito do extrato aquoso das cascas de Plathymenia reticulata (EAPR) sobre o comportamento e aprendizagem em ratos, bem como determinar o seu perfil fitoquímico. Para isso, a atividade antimicrobiana foi verificada pelos métodos de microdiluição em caldo e por meio das concentrações bactericida e fungicida mínimas, a atividade antinociceptiva foi avaliada por meio do teste da formalina, a atividade antiedematogênica por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina e o testes do labirinto aquático de Morris, labirinto Y, campo aberto, caixa clara-escura e barra giratória foram realizados para a avaliação do comportamento e aprendizagem em ratos. A análise fitoquímica foi realizada através de CCD. O EAPR apresentou ação promissora contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, com concentração inibitória mínima de 0,0008 mg/mL para Enterococcus faecalis e de 0,0004 mg/mL para Klebsiella pneumoniae, mas não foi eficiente frente às leveduras do gênero Candida. O EAPR na dose de 240 mg/kg inibiu em 100% o tempo de lambidas das patas na fase inflamatória do teste da formalina, mas não apresentou efeito antinociceptivo em nenhuma das doses testadas na fase neurogênica. No teste do edema de pata induzido por carragenina, o EAPR na dose de 240 mg/kg reduziu 82,4%, 80,9%, 81,8% e 86,9% do volume do edema na 1ª, 2ª, 3ª e 4ªh, respectivamente, após a indução do edema por carragenina. Em relação à avaliação do comportamento e aprendizagem em ratos, o extrato não apresentou atividade depressora sobre o SNC, pois nos testes realizados os animais não apresentaram alterações comportamentais e nem motoras. A CCD indicou a presença de taninos, como metabólitos secundários. No momento, pode-se propor que o EAPR possui propriedades antimicrobiana, antinociceptiva e anti-inflamatória, o que fornece bases científicas para o seu uso etnobotânico. Essas atividades possivelmente podem ser atribuídas à presença de fenóis do grupo dos taninos condensados. No entanto, é importante que mais estudos sejam realizados para a compreensão dos mecanismos de ação envolvidos nessas ações farmacológicas e para a avaliação dos efeitos do extrato na hematopoiese, função hepática e renal para completarmos o perfil de segurança desta espécie.
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  • ANA PAULA FERREIRA DE ASSUNÇÃO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DO EXTRATO AQUOSO DAS CASCAS DE Plathymenia reticulata Benth
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 31/03/2014
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  • Plathymenia reticulata Benth é uma planta medicinal empregada no tratamento de diversas doenças, em especial por comunidades tradicionais das savanas amazônicas no município de Santarém, estado do Pará – Brasil. O objetivo desse estudo foi avaliar as atividades farmacológicas e o efeito do extrato aquoso das cascas de Plathymenia reticulata (EAPR) sobre o comportamento e aprendizagem em ratos, bem como determinar o seu perfil fitoquímico. Para isso, a atividade antimicrobiana foi verificada pelos métodos de microdiluição em caldo e por meio das concentrações bactericida e fungicida mínimas, a atividade antinociceptiva foi avaliada por meio do teste da formalina, a atividade antiedematogênica por meio do teste de edema de pata induzido por carragenina e o testes do labirinto aquático de Morris, labirinto Y, campo aberto, caixa clara-escura e barra giratória foram realizados para a avaliação do comportamento e aprendizagem em ratos. A análise fitoquímica foi realizada através de CCD. O EAPR apresentou ação promissora contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, com concentração inibitória mínima de 0,0008 mg/mL para Enterococcus faecalis e de 0,0004 mg/mL para Klebsiella pneumoniae, mas não foi eficiente frente às leveduras do gênero Candida. O EAPR na dose de 240 mg/kg inibiu em 100% o tempo de lambidas das patas na fase inflamatória do teste da formalina, mas não apresentou efeito antinociceptivo em nenhuma das doses testadas na fase neurogênica. No teste do edema de pata induzido por carragenina, o EAPR na dose de 240 mg/kg reduziu 82,4%, 80,9%, 81,8% e 86,9% do volume do edema na 1ª, 2ª, 3ª e 4ªh, respectivamente, após a indução do edema por carragenina. Em relação à avaliação do comportamento e aprendizagem em ratos, o extrato não apresentou atividade depressora sobre o SNC, pois nos testes realizados os animais não apresentaram alterações comportamentais e nem motoras. A CCD indicou a presença de taninos, como metabólitos secundários. No momento, pode-se propor que o EAPR possui propriedades antimicrobiana, antinociceptiva e anti-inflamatória, o que fornece bases científicas para o seu uso etnobotânico. Essas atividades possivelmente podem ser atribuídas à presença de fenóis do grupo dos taninos condensados. No entanto, é importante que mais estudos sejam realizados para a compreensão dos mecanismos de ação envolvidos nessas ações farmacológicas e para a avaliação dos efeitos do extrato na hematopoiese, função hepática e renal para completarmos o perfil de segurança desta espécie.
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  • MARISSOL RABELO DE ALMEIDA
  • ESTUDO FARMACOLÓGICO DO EXTRATO AQUOSO BRUTO E DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC.
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 31/03/2014
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  • As plantas medicinais são consideradas de grande importância a para obtenção de moléculas biologicamente ativas e para a descoberta de novos fármacos, sendo necessária a realização de pesquisas que avaliem os efeitos de plantas de uso popular. A Myrcia sylvatica (G. Mey.) DC. é uma espécie vegetal da família Myrtaceae, produtora de óleo essencial, conhecida como pedra-ume-caá, utilizada na medicina popular para o tratamento de diversas enfermidades, como diabetes, diarreia e inflamações. Apesar de ser bastante utilizada na forma de chás e comercializada em mercados e feiras como planta medicinal, há poucos estudos sobre suas atividades farmacológicas. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi investigar o potencial farmacológico dessa espécie, avaliando as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato aquoso bruto e do óleo essencial das folhas de M. sylvatica, além de avaliar a atividade do extrato aquoso bruto sobre o comportamento e aprendizado em ratos wistar. Para isso, foram realizados os testes farmacológicos de edema de pata induzido por carragenina e teste da formalina, e os testes comportamentais: labirinto em Y, campo aberto, caixa claro-escuro, labirinto aquático de Morris e barra giratória. Os resultados obtidos indicaram que o extrato aquoso de M. sylvatica reduziu significativamente o edema de pata nas doses orais de 90, 180 e 270 mg/kg, assim como na aplicação tópica e na aplicação por fonoforese (redução de até 66,9% do edema na dose de 270 mg/kg), demonstrou efeito antinociceptivo nas doses de 180 e 270 mg/kg nas duas fases do teste da formalina (inibição de até 60,2% da resposta nociceptiva na dose de 270 mg/kg) e também não apresentou efeito sobre o comportamento animal após administração durante 21 dias. O óleo essencial de M. sylvatica não mostrou efeito antiedematogênico em nenhuma das doses testadas (50, 100 e 200 mg/kg), porém revelou importante efeito antinociceptivo em ambas as fases do teste aplicado, nas três doses utilizadas (inibição de até 98,8 % na dose de 50 mg/kg). Esses resultados indicam um potencial farmacológico do extrato aquoso e do óleo essencial dessa planta devido às atividades verificadas, havendo a necessidade de realização de novos estudos para conhecimento dos princípios ativos e dos possíveis mecanismos de ação dessas substâncias.
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  • MARISSOL RABELO DE ALMEIDA
  • ESTUDO FARMACOLÓGICO DO EXTRATO AQUOSO BRUTO E DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC.
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 31/03/2014
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  • As plantas medicinais são consideradas de grande importância a para obtenção de moléculas biologicamente ativas e para a descoberta de novos fármacos, sendo necessária a realização de pesquisas que avaliem os efeitos de plantas de uso popular. A Myrcia sylvatica (G. Mey.) DC. é uma espécie vegetal da família Myrtaceae, produtora de óleo essencial, conhecida como pedra-ume-caá, utilizada na medicina popular para o tratamento de diversas enfermidades, como diabetes, diarreia e inflamações. Apesar de ser bastante utilizada na forma de chás e comercializada em mercados e feiras como planta medicinal, há poucos estudos sobre suas atividades farmacológicas. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi investigar o potencial farmacológico dessa espécie, avaliando as atividades antiedematogênica e antinociceptiva do extrato aquoso bruto e do óleo essencial das folhas de M. sylvatica, além de avaliar a atividade do extrato aquoso bruto sobre o comportamento e aprendizado em ratos wistar. Para isso, foram realizados os testes farmacológicos de edema de pata induzido por carragenina e teste da formalina, e os testes comportamentais: labirinto em Y, campo aberto, caixa claro-escuro, labirinto aquático de Morris e barra giratória. Os resultados obtidos indicaram que o extrato aquoso de M. sylvatica reduziu significativamente o edema de pata nas doses orais de 90, 180 e 270 mg/kg, assim como na aplicação tópica e na aplicação por fonoforese (redução de até 66,9% do edema na dose de 270 mg/kg), demonstrou efeito antinociceptivo nas doses de 180 e 270 mg/kg nas duas fases do teste da formalina (inibição de até 60,2% da resposta nociceptiva na dose de 270 mg/kg) e também não apresentou efeito sobre o comportamento animal após administração durante 21 dias. O óleo essencial de M. sylvatica não mostrou efeito antiedematogênico em nenhuma das doses testadas (50, 100 e 200 mg/kg), porém revelou importante efeito antinociceptivo em ambas as fases do teste aplicado, nas três doses utilizadas (inibição de até 98,8 % na dose de 50 mg/kg). Esses resultados indicam um potencial farmacológico do extrato aquoso e do óleo essencial dessa planta devido às atividades verificadas, havendo a necessidade de realização de novos estudos para conhecimento dos princípios ativos e dos possíveis mecanismos de ação dessas substâncias.
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  • ROSANE TOLENTINO GUSMÃO MAIA
  • RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE ESTIMAÇÃO DE PARÂMETROS UTILIZANDO O ALGORITMO DE OTIMIZAÇÃO TOPOGRÁFICA
  • Orientador : WAGNER FIGUEIREDO SACCO
  • Data: 31/03/2014
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  • Neste trabalho, utilizamos um método de otimização a ser aplicado a problemas de otimização de parâmetros das biociências e da engenharia química, muitos dos quais são multimodais. Nesta técnica, primeiramente são geradas soluções iniciais dentro do domínio do problema por meio da sequência quasi-aleatória de Sobol com o intuito de explorar o espaço de busca. Em seguida, com a finalidade de encontrar mais de um ótimo, estas soluções foram agrupadas utilizando o algoritmo denominado Topographical Algorithm (TA). Finalmente, foram feitas buscas locais através dos métodos determinísticos de otimização Hooke-Jeeves e Rosenbrock com a finalidade de se encontrar os ótimos locais. O método é formado por duas variantes, combinando a inicialização das soluções na primeira fase e dois algoritmos de busca local na terceira. A fim de que este método possa ser avaliado, seus resultados foram comparados com os obtidos por outras metodologias e os resultados alcançados são bastante efetivos.
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  • ROSANE TOLENTINO GUSMÃO MAIA
  • RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE ESTIMAÇÃO DE PARÂMETROS UTILIZANDO O ALGORITMO DE OTIMIZAÇÃO TOPOGRÁFICA
  • Orientador : WAGNER FIGUEIREDO SACCO
  • Data: 31/03/2014
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  • Neste trabalho, utilizamos um método de otimização a ser aplicado a problemas de otimização de parâmetros das biociências e da engenharia química, muitos dos quais são multimodais. Nesta técnica, primeiramente são geradas soluções iniciais dentro do domínio do problema por meio da sequência quasi-aleatória de Sobol com o intuito de explorar o espaço de busca. Em seguida, com a finalidade de encontrar mais de um ótimo, estas soluções foram agrupadas utilizando o algoritmo denominado Topographical Algorithm (TA). Finalmente, foram feitas buscas locais através dos métodos determinísticos de otimização Hooke-Jeeves e Rosenbrock com a finalidade de se encontrar os ótimos locais. O método é formado por duas variantes, combinando a inicialização das soluções na primeira fase e dois algoritmos de busca local na terceira. A fim de que este método possa ser avaliado, seus resultados foram comparados com os obtidos por outras metodologias e os resultados alcançados são bastante efetivos.
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  • WANIA CRISTINA RODRIGUES DA SILVA
  • POTENCIAL ANTIOFÍDICO DE TANINOS ISOLADOS DE Plathymenia reticulata Benth. (Fabaceae) SOBRE AS PRINCIPAIS ATIVIDADES ENZIMÁTICAS E BIOLÓGICAS INDUZIDAS PELA PEÇONHA DE Bothrops atrox
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 03/04/2014
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  • Plathymenia reticulata Benth. (Fabaceae), conhecida popularmente como vinhático, é uma espécie de crescente interesse medicinal que apresenta uso popular, principalmente no tratamento de doenças inflamatórias, infecções e hemorragias. As várias atribuições medicinais desta planta desperta o interesse em investigar atentamente sua composição química, pois suas cascas são muito utilizadas em comunidades tradicionais do município de Santarém, Pará, Brasil, para o tratamento de acidentes ofídicos. Os acidentes provocados por serpentes, principalmente do gênero Bothrops, leva a uma série de ações locais e sistêmicas em suas vítimas. Neste trabalho foi avaliado o potencial antiofídico de taninos condensados purificados do extrato aquoso de P. reticulata frente às atividades enzimáticas e biológicas induzidas pela peçonha de Bothrops atrox. A triagem fitoquímica do extrato aquoso de P. reticulata (EAPr) foi realizada por Cromatografia em Camada Delgada (CCD). O EAPr foi purificado por meio de cromatografia em coluna utilizando gel Sephadex LH20, o processo cromatográfico resultou em cinco frações principais denominadas de A,B,C,D e E, que foram monitoradas pelas atividades fosfolipásica e hemorrágica da peçonha de B.atrox. Em seguida, o EAPr e as frações foram submetidos a ensaios colorimétricos para doseamento das concentrações de fenóis totais, taninos totais e taninos condensados. A fração E foi definida como taninos condensados de P. reticulata (TCPr) e escolhida para continuidade dos ensaios farmacológicos por ser a fração mais potente nos ensaios de biomonitoramento. O TCPr foi avaliado em diferentes protocolos experimentais in vivo e in vitro. In vivo: (1) pré-incubação (2) pré-tratamento (v.o.); (3) pós-tratamento (v.o.) contra as atividades hemorrágica e edematogênica induzidas pela peçonha de B. atrox. In vitro, testado frente às atividades fosfolipásica A2 e coagulante com protocolo de pré-incubação. O TCPr inibiu significativamente a atividade hemorrágica induzida pela peçonha quando utilizado o protocolo de pré-incubação e pré-tratamento, no entanto, não houve inibição significativa para a concentração testada no grupo pós- tratamento. Por outro lado, o edema induzido pela peçonha foi significativamente reduzido (p<0,05) em todos os protocolos testados. As atividades fosfolipásica e coagulante foram completamente inibidas quando pré-incubadas com a peçonha de B. atrox. Os resultados obtidos indicam que o TCPr possui propriedade antiofídica frente a peçonha de B. atrox, sugerindo a necessidade de estudos aprofundados que permitam a elucidação química dos taninos isolados bem como o mecanismo de ação.
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  • WANIA CRISTINA RODRIGUES DA SILVA
  • POTENCIAL ANTIOFÍDICO DE TANINOS ISOLADOS DE Plathymenia reticulata Benth. (Fabaceae) SOBRE AS PRINCIPAIS ATIVIDADES ENZIMÁTICAS E BIOLÓGICAS INDUZIDAS PELA PEÇONHA DE Bothrops atrox
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 03/04/2014
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  • Plathymenia reticulata Benth. (Fabaceae), conhecida popularmente como vinhático, é uma espécie de crescente interesse medicinal que apresenta uso popular, principalmente no tratamento de doenças inflamatórias, infecções e hemorragias. As várias atribuições medicinais desta planta desperta o interesse em investigar atentamente sua composição química, pois suas cascas são muito utilizadas em comunidades tradicionais do município de Santarém, Pará, Brasil, para o tratamento de acidentes ofídicos. Os acidentes provocados por serpentes, principalmente do gênero Bothrops, leva a uma série de ações locais e sistêmicas em suas vítimas. Neste trabalho foi avaliado o potencial antiofídico de taninos condensados purificados do extrato aquoso de P. reticulata frente às atividades enzimáticas e biológicas induzidas pela peçonha de Bothrops atrox. A triagem fitoquímica do extrato aquoso de P. reticulata (EAPr) foi realizada por Cromatografia em Camada Delgada (CCD). O EAPr foi purificado por meio de cromatografia em coluna utilizando gel Sephadex LH20, o processo cromatográfico resultou em cinco frações principais denominadas de A,B,C,D e E, que foram monitoradas pelas atividades fosfolipásica e hemorrágica da peçonha de B.atrox. Em seguida, o EAPr e as frações foram submetidos a ensaios colorimétricos para doseamento das concentrações de fenóis totais, taninos totais e taninos condensados. A fração E foi definida como taninos condensados de P. reticulata (TCPr) e escolhida para continuidade dos ensaios farmacológicos por ser a fração mais potente nos ensaios de biomonitoramento. O TCPr foi avaliado em diferentes protocolos experimentais in vivo e in vitro. In vivo: (1) pré-incubação (2) pré-tratamento (v.o.); (3) pós-tratamento (v.o.) contra as atividades hemorrágica e edematogênica induzidas pela peçonha de B. atrox. In vitro, testado frente às atividades fosfolipásica A2 e coagulante com protocolo de pré-incubação. O TCPr inibiu significativamente a atividade hemorrágica induzida pela peçonha quando utilizado o protocolo de pré-incubação e pré-tratamento, no entanto, não houve inibição significativa para a concentração testada no grupo pós- tratamento. Por outro lado, o edema induzido pela peçonha foi significativamente reduzido (p<0,05) em todos os protocolos testados. As atividades fosfolipásica e coagulante foram completamente inibidas quando pré-incubadas com a peçonha de B. atrox. Os resultados obtidos indicam que o TCPr possui propriedade antiofídica frente a peçonha de B. atrox, sugerindo a necessidade de estudos aprofundados que permitam a elucidação química dos taninos isolados bem como o mecanismo de ação.
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  • VÍCTOR YESID PÉREZ CALAO
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA, COMPOSIÇÃO E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Myrcia amazonica DC. (Myrtaceae)
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 11/04/2014
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  • Na Amazônia, há uma variedade de plantas aromáticas e medicinais com grande potencial econômico, mas poucas já foram exploradas comercialmente. O estudo físico-químico e farmacológico dos produtos obtidos a partir de uma espécie de planta pode levar à descoberta de material de interesse para os seres humanos, e estas substâncias podem ser caracterizados e assim serem utilizadas de diferentes formas. Neste estudo foram realizadas investigações físico-químicas e a atividade antioxidante do óleo essencial de Myrcia amazonica DC., uma espécie nativa da região. O óleo essencial utilizado para a identificação dos compostos e físico-químicas e os ensaios de atividade anti-oxidantes foi obtido pelo método de hidrodestilação. A cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa foi utilizada para a identificação dos compostos voláteis presentes nas folhas e flores, a atividade antioxidante foi calculada pelo método de ABTS+. e ORAC. Os compostos majoritários de interesse encontrados no óleo essencial foram o Germacreno D(10.09 - 16.56%), Germacreno B(9.59 - 11.09 %) e 1-Epi-Cubenol(14.72 - 20.22%). O rendimento do óleo essencial foi de 0.65% e 0.96 % para folhas frescas e secas, respectivamente, a diferença na composição dos óleos essenciais entre as folhas frescas ou secas foi relevante. O maior valor para a atividade antioxidante do óleo essencial registrado com o método ORAC foi de 1310 μmol Trolox®/g de substância, em relação ao método ABTS+. com 290 μmol Trolox®/g de substância.
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  • VÍCTOR YESID PÉREZ CALAO
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA, COMPOSIÇÃO E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Myrcia amazonica DC. (Myrtaceae)
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 11/04/2014
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  • Na Amazônia, há uma variedade de plantas aromáticas e medicinais com grande potencial econômico, mas poucas já foram exploradas comercialmente. O estudo físico-químico e farmacológico dos produtos obtidos a partir de uma espécie de planta pode levar à descoberta de material de interesse para os seres humanos, e estas substâncias podem ser caracterizados e assim serem utilizadas de diferentes formas. Neste estudo foram realizadas investigações físico-químicas e a atividade antioxidante do óleo essencial de Myrcia amazonica DC., uma espécie nativa da região. O óleo essencial utilizado para a identificação dos compostos e físico-químicas e os ensaios de atividade anti-oxidantes foi obtido pelo método de hidrodestilação. A cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa foi utilizada para a identificação dos compostos voláteis presentes nas folhas e flores, a atividade antioxidante foi calculada pelo método de ABTS+. e ORAC. Os compostos majoritários de interesse encontrados no óleo essencial foram o Germacreno D(10.09 - 16.56%), Germacreno B(9.59 - 11.09 %) e 1-Epi-Cubenol(14.72 - 20.22%). O rendimento do óleo essencial foi de 0.65% e 0.96 % para folhas frescas e secas, respectivamente, a diferença na composição dos óleos essenciais entre as folhas frescas ou secas foi relevante. O maior valor para a atividade antioxidante do óleo essencial registrado com o método ORAC foi de 1310 μmol Trolox®/g de substância, em relação ao método ABTS+. com 290 μmol Trolox®/g de substância.
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  • SUELLEN CASTRO CAVALCANTE
  • ECOSSISTEMA DE VÁRZEA: ETNOBOTÂNICA E ECOFISIOLOGIA
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 25/04/2014
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  • As várzeas amazônicas são planícies fluviais que possuem florestas periodicamente inundáveis por rios de água branca e que apresentam extensas áreas ricas em recursos naturais de grande importância ecológica, econômica e social para as comunidade ribeirinhas. O objetivo deste estudo foi caracterizar o comportamento ecofisiológico de espécies de valor etnobotânico em várzea amazônica com base na condutância estomática (gs) em dois períodos sazonais (chuvoso e seca) e e em dois ambientes topográficos distintos (várzea baixa e várzea alta). Foi feito um levantamento etnobotânico com 32 famílias por meio de entrevistas em que foram aplicados questionários semiestruturados. Para análise dos dados foram usados os seguintes índices: Frequência Relativa de Citação, Valor de Uso, Nível de Fidelidade, Prioridade de Ordenamento e Shannon-Wiener. Foram citadas 33 espécies que se enquadram em sete diferentes categorias de uso: alimentar, medicinal, combustível, comercialização, construção, artesanal e sombreamento. O cataurizeiro (Crataeva tapia L.) foi a mais citada (56%), a castanheira de sapucaia (Lecythis pisonis Cambess.) teve maior Valor de Uso (1.0) e a categoria de uso alimentar apresentou maior Diversidade (H’=1.43). A comunidade de Saracura possui um rico conhecimento quanto ao uso das espécies vegetais nativas, que são utilizadas principalmente como alimento. Para a caracterização ecofisiológica baseada na gs, das 33 espécies foram selecionadas sete: Garcinia brasiliensis, Crataeva tapia, Nectandra cuspidata, Senna reticulata, Laetia corymbulosa, Pseudobombax munguba, Neea macrophylla. As leituras de gs foram realizadas com o auxílio de um porômetro AP4, em três horários diferentes (8:00-9:30 h, 12:00-13:30 h e 17:00-18:30 h). Os resultados mostraram que as espécies analisadas possuem plasticidade fisiológica variável e a gs difere entre os períodos sazonais e entre os ambientes topográficos. No período seco as condutâncias estomáticas entre as espécies são homogêneas e reduzidas e, no período chuvoso são heterogêneas e elevadas. N. macrophylla demonstrou ser a espécie mais tolerante ao déficit hídrico e S. reticulata a mais sensível. A espécie mais tolerante ao alagamento foi C. tapia e a mais sensível G. brasiliensis. Dessa forma, pode-se dizer que há diferença no comportamento ecofisiológico dessas espécies entre o período seco e o chuvoso.
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  • SUELLEN CASTRO CAVALCANTE
  • ECOSSISTEMA DE VÁRZEA: ETNOBOTÂNICA E ECOFISIOLOGIA
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 25/04/2014
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  • As várzeas amazônicas são planícies fluviais que possuem florestas periodicamente inundáveis por rios de água branca e que apresentam extensas áreas ricas em recursos naturais de grande importância ecológica, econômica e social para as comunidade ribeirinhas. O objetivo deste estudo foi caracterizar o comportamento ecofisiológico de espécies de valor etnobotânico em várzea amazônica com base na condutância estomática (gs) em dois períodos sazonais (chuvoso e seca) e e em dois ambientes topográficos distintos (várzea baixa e várzea alta). Foi feito um levantamento etnobotânico com 32 famílias por meio de entrevistas em que foram aplicados questionários semiestruturados. Para análise dos dados foram usados os seguintes índices: Frequência Relativa de Citação, Valor de Uso, Nível de Fidelidade, Prioridade de Ordenamento e Shannon-Wiener. Foram citadas 33 espécies que se enquadram em sete diferentes categorias de uso: alimentar, medicinal, combustível, comercialização, construção, artesanal e sombreamento. O cataurizeiro (Crataeva tapia L.) foi a mais citada (56%), a castanheira de sapucaia (Lecythis pisonis Cambess.) teve maior Valor de Uso (1.0) e a categoria de uso alimentar apresentou maior Diversidade (H’=1.43). A comunidade de Saracura possui um rico conhecimento quanto ao uso das espécies vegetais nativas, que são utilizadas principalmente como alimento. Para a caracterização ecofisiológica baseada na gs, das 33 espécies foram selecionadas sete: Garcinia brasiliensis, Crataeva tapia, Nectandra cuspidata, Senna reticulata, Laetia corymbulosa, Pseudobombax munguba, Neea macrophylla. As leituras de gs foram realizadas com o auxílio de um porômetro AP4, em três horários diferentes (8:00-9:30 h, 12:00-13:30 h e 17:00-18:30 h). Os resultados mostraram que as espécies analisadas possuem plasticidade fisiológica variável e a gs difere entre os períodos sazonais e entre os ambientes topográficos. No período seco as condutâncias estomáticas entre as espécies são homogêneas e reduzidas e, no período chuvoso são heterogêneas e elevadas. N. macrophylla demonstrou ser a espécie mais tolerante ao déficit hídrico e S. reticulata a mais sensível. A espécie mais tolerante ao alagamento foi C. tapia e a mais sensível G. brasiliensis. Dessa forma, pode-se dizer que há diferença no comportamento ecofisiológico dessas espécies entre o período seco e o chuvoso.
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  • ALEX ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • ESTUDO DE RESPIRAÇÃO DO SOLO NA FLORESTA NACIONAL DE CAXIUANÃ, PROJETO ESECAFLOR/LBA.
  • Data: 08/05/2014
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  • A Floresta Amazônica representa cerca 5 milhões de km2 do território total Brasileiro e compreende nove Estados. A Floresta Nacional de Caxiuanã está localizada no Estado do Pará e possui uma área de 330.000 hectares, onde está inserido o projeto de pesquisa ESECAFLOR/LBA, que simula artificialmente uma seca prolongada, com o objetivo de avaliar os impactos nos fluxos de carbono e no ciclo de água. É constituída de duas parcelas, uma chamada de parcela exclusão, onde temos uma estrutura física com a finalidade de eliminar 50% da água da chuva e outra parcela chamada de controle, que serve de comparação dos experimentos realizados na parcela exclusão. Os balanços de energia e gases são extremamente importantes para o equilíbrio e manutenção dos ecossistemas e em termo de magnitude, a respiração do solo é uma dos principais fluxos no ciclo global de carbono. O objetivo desse trabalho foi estudar o comportamento mensal e sazonal da respiração do solo sob diferentes condições de temperatura e umidade do solo. As medidas de respiração do solo, temperatura e umidade do solo foram realizadas simultaneamente, com frequência mensal, durante o período de agosto de 2009 a dezembro de 2011. As médias de respiração do solo foram de 4,86 ± 1,50 e 4,56 ± 1,53 μmol CO2 m-2s-1 nas parcelas controle e exclusão respectivamente. As médias de temperatura do solo foram de 26,2 ± 0,86 e 26,5 ± 0,72 °C nas parcelas controle e exclusão, respectivamente, enquanto que as médias de umidade do solo foram de 12 ± 4,30 e 7 ± 2,15% nas parcelas controle e exclusão, respectivamente. A respiração do solo foi ligeiramente maior na parcela controle em relação à parcela exclusão, embora não tenham sido encontradas diferenças estatísticas significativas entre estas parcelas. A umidade do solo apresentou valores médios maiores na parcela controle em relação à parcela exclusão e foram encontradas diferenças estatísticas significativas entre as parcelas. O longo período em que a parcela exclusão está submetida a uma seca artificial, possivelmente pode ter alterado as relações entre a temperatura e umidade do solo com a respiração do solo.
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  • ALEX ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • ESTUDO DE RESPIRAÇÃO DO SOLO NA FLORESTA NACIONAL DE CAXIUANÃ, PROJETO ESECAFLOR/LBA.
  • Data: 08/05/2014
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  • A Floresta Amazônica representa cerca 5 milhões de km2 do território total Brasileiro e compreende nove Estados. A Floresta Nacional de Caxiuanã está localizada no Estado do Pará e possui uma área de 330.000 hectares, onde está inserido o projeto de pesquisa ESECAFLOR/LBA, que simula artificialmente uma seca prolongada, com o objetivo de avaliar os impactos nos fluxos de carbono e no ciclo de água. É constituída de duas parcelas, uma chamada de parcela exclusão, onde temos uma estrutura física com a finalidade de eliminar 50% da água da chuva e outra parcela chamada de controle, que serve de comparação dos experimentos realizados na parcela exclusão. Os balanços de energia e gases são extremamente importantes para o equilíbrio e manutenção dos ecossistemas e em termo de magnitude, a respiração do solo é uma dos principais fluxos no ciclo global de carbono. O objetivo desse trabalho foi estudar o comportamento mensal e sazonal da respiração do solo sob diferentes condições de temperatura e umidade do solo. As medidas de respiração do solo, temperatura e umidade do solo foram realizadas simultaneamente, com frequência mensal, durante o período de agosto de 2009 a dezembro de 2011. As médias de respiração do solo foram de 4,86 ± 1,50 e 4,56 ± 1,53 μmol CO2 m-2s-1 nas parcelas controle e exclusão respectivamente. As médias de temperatura do solo foram de 26,2 ± 0,86 e 26,5 ± 0,72 °C nas parcelas controle e exclusão, respectivamente, enquanto que as médias de umidade do solo foram de 12 ± 4,30 e 7 ± 2,15% nas parcelas controle e exclusão, respectivamente. A respiração do solo foi ligeiramente maior na parcela controle em relação à parcela exclusão, embora não tenham sido encontradas diferenças estatísticas significativas entre estas parcelas. A umidade do solo apresentou valores médios maiores na parcela controle em relação à parcela exclusão e foram encontradas diferenças estatísticas significativas entre as parcelas. O longo período em que a parcela exclusão está submetida a uma seca artificial, possivelmente pode ter alterado as relações entre a temperatura e umidade do solo com a respiração do solo.
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  • ADRIANO FERREIRA SILVA
  • CARACTERISTICAS ESPECTRAIS E SIMILARIDADE NA CAMADA LIMITE SUPERFICIAL SOBRE FLORESTA MANEJADA: FLONA TAPAJÓS KM 83
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 24/06/2014
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  • A camada limite superficial (CLS) é a região da Camada Limite Atmosférica (CLA) onde ocorrem as principais transferências de energia e masssa entre a superfície e a atmosfera. Estas trocas, em suma, são realizadas pelo processo de turbulência. A turbulência tem sua estrutura comumente caracterizada, sobre as mais diferentes condições de superficie, através do espectro de energia cinética turbulenta. Caracterizar a estrutura da turbulência é fundamental para obter uma descrição mais realista da dinâmica da CLA e consequentemente, melhorar os modelos numéricos de dispersão de poluentes e entender as transferências de quantidades, como vapor d'água, dióxido de carbono e outros escalares, fundamentais na regulação do tempo e clima de uma superfície. Para a Amazônia, ainda, são poucas as informações da turbulência sobre os ecossistemas amazônicos. Por isso obejtivou-se analisar o comportamento espectral e coespectral da turbulência sobre área de floresta manejada nas diferentes classes de estabilidade atmosférica (estáveis, neutras e instáveis), e verificar a validade da Teoria de Similaridade de Monin e Obukhov (TSMO) para a CLS. Para isso utilizou-se um conjunto de dados que compreende 117 dias do ano de 2009, dos períodos chuvoso e menos chuvoso, medido por sensores de respostas rápidas (sistema Eddy – Covariance), dipostos em uma torre micrometeorológica. A torre está localizada, dentro da Floresta Nacional do Tapajós (FLONA Tapajós), em área de floresta manejada (km 83). Através da análise sazonal das funções adimensionais, * / u w w e / | | * T e 2 * kz / u , que correspondem, respectivamente, a intensidade da turbulência mecânica e térmica e a taxa pela qual a energia produzida é dissipada na CLS, observou-se que o comportamento das funções w e é semelhante ao descrito para área de terreno homogêneo. Diferentemente da função , que possui um comportamento não semelhante ao descrito na literatura, mas fortemente dependente do parâmetro de estbilidade z/L. Além das funções apresentarem comportamentos semelhantes nos diferentes períodos, chuvoso e menos chuvoso. Desta forma, em relação a intensidade da turbulência e a taxa de dissipação de energia, pode-se concluir que as escalas da TSMO, são escalas apropriadas para descrever as funções adimensionais w , e na CLS sobre a área de floresta manejada e o comportamento das funções adimensionais independem da sazonalidade.
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  • ADRIANO FERREIRA SILVA
  • CARACTERISTICAS ESPECTRAIS E SIMILARIDADE NA CAMADA LIMITE SUPERFICIAL SOBRE FLORESTA MANEJADA: FLONA TAPAJÓS KM 83
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 24/06/2014
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  • A camada limite superficial (CLS) é a região da Camada Limite Atmosférica (CLA) onde ocorrem as principais transferências de energia e masssa entre a superfície e a atmosfera. Estas trocas, em suma, são realizadas pelo processo de turbulência. A turbulência tem sua estrutura comumente caracterizada, sobre as mais diferentes condições de superficie, através do espectro de energia cinética turbulenta. Caracterizar a estrutura da turbulência é fundamental para obter uma descrição mais realista da dinâmica da CLA e consequentemente, melhorar os modelos numéricos de dispersão de poluentes e entender as transferências de quantidades, como vapor d'água, dióxido de carbono e outros escalares, fundamentais na regulação do tempo e clima de uma superfície. Para a Amazônia, ainda, são poucas as informações da turbulência sobre os ecossistemas amazônicos. Por isso obejtivou-se analisar o comportamento espectral e coespectral da turbulência sobre área de floresta manejada nas diferentes classes de estabilidade atmosférica (estáveis, neutras e instáveis), e verificar a validade da Teoria de Similaridade de Monin e Obukhov (TSMO) para a CLS. Para isso utilizou-se um conjunto de dados que compreende 117 dias do ano de 2009, dos períodos chuvoso e menos chuvoso, medido por sensores de respostas rápidas (sistema Eddy – Covariance), dipostos em uma torre micrometeorológica. A torre está localizada, dentro da Floresta Nacional do Tapajós (FLONA Tapajós), em área de floresta manejada (km 83). Através da análise sazonal das funções adimensionais, * / u w w e / | | * T e 2 * kz / u , que correspondem, respectivamente, a intensidade da turbulência mecânica e térmica e a taxa pela qual a energia produzida é dissipada na CLS, observou-se que o comportamento das funções w e é semelhante ao descrito para área de terreno homogêneo. Diferentemente da função , que possui um comportamento não semelhante ao descrito na literatura, mas fortemente dependente do parâmetro de estbilidade z/L. Além das funções apresentarem comportamentos semelhantes nos diferentes períodos, chuvoso e menos chuvoso. Desta forma, em relação a intensidade da turbulência e a taxa de dissipação de energia, pode-se concluir que as escalas da TSMO, são escalas apropriadas para descrever as funções adimensionais w , e na CLS sobre a área de floresta manejada e o comportamento das funções adimensionais independem da sazonalidade.
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  • EDUARDO GENNER FERREIRA DE ALMEIDA
  • PROPRIEDADES VIBRACIONAIS DOS ÁCIDOS ESTEÁRICO E PALMÍTICO
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 30/06/2014
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  • Neste trabalho foram caracterizados os ácidos esteárico e palmítico nas formas Bm e C, sob temperatura ambiente, através das espectroscopias de Infravermelho e Raman. Primeiramente foi obtida a cristalização dos dois ácidos graxos usando o método da evaporação lenta do solvente utilizando para isso dois solventes, o clorofórmio e o etanol, em duas temperaturas, ~ 16 °C e ~ 0 °C. Foram obtidos cristais simples com duas formas polimórficas chamadas na literatura científica Bm e C, as duas na simetria monoclínica com grupo espacial P21/a (C2h5) e Z=4 sendo estas confirmadas via difração de Raio-X. Em seguida as técnicas espectroscópicas foram aplicadas para a caracterização dos ácidos. Foram realizadas medidas de Infravermelho na região do infravermelho médio, na região de 400 a 3000 cm-1 e em Raman, na região de 30 a 3000 cm-1. Isto permitiu a caracterização dos ácidos esteárico e palmítico. Os espectros de Infravermelho e Raman das duas formas polimórficas para os dois ácidos mostram diferenças principalmente na intensidade e posição dos picos. A atribuição das bandas observadas foi feita através da correlação com espectros Raman e de Infravermelho de seus componentes individuais e de outros compostos encontrados na literatura.
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  • EDUARDO GENNER FERREIRA DE ALMEIDA
  • PROPRIEDADES VIBRACIONAIS DOS ÁCIDOS ESTEÁRICO E PALMÍTICO
  • Orientador : MANOEL ROBERVAL PIMENTEL SANTOS
  • Data: 30/06/2014
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  • Neste trabalho foram caracterizados os ácidos esteárico e palmítico nas formas Bm e C, sob temperatura ambiente, através das espectroscopias de Infravermelho e Raman. Primeiramente foi obtida a cristalização dos dois ácidos graxos usando o método da evaporação lenta do solvente utilizando para isso dois solventes, o clorofórmio e o etanol, em duas temperaturas, ~ 16 °C e ~ 0 °C. Foram obtidos cristais simples com duas formas polimórficas chamadas na literatura científica Bm e C, as duas na simetria monoclínica com grupo espacial P21/a (C2h5) e Z=4 sendo estas confirmadas via difração de Raio-X. Em seguida as técnicas espectroscópicas foram aplicadas para a caracterização dos ácidos. Foram realizadas medidas de Infravermelho na região do infravermelho médio, na região de 400 a 3000 cm-1 e em Raman, na região de 30 a 3000 cm-1. Isto permitiu a caracterização dos ácidos esteárico e palmítico. Os espectros de Infravermelho e Raman das duas formas polimórficas para os dois ácidos mostram diferenças principalmente na intensidade e posição dos picos. A atribuição das bandas observadas foi feita através da correlação com espectros Raman e de Infravermelho de seus componentes individuais e de outros compostos encontrados na literatura.
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  • MIYUKI MITSUYA
  • VARIAÇÃO SAZONAL NA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ÁGUA NO LEITO PRINCIPAL DO RIO AMAZONAS EM FRENTE À CIDADE DE ÓBIDOS – PA.
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 30/06/2014
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  • Os rios são importantes vias de informação do que ocorre na bacia de drenagem. As águas interiores são processadoras importantes de carbono orgânico, pois transportam, mineralizam e enterram aproximadamente 2,7 Pg C por ano, um montante equivalente ao tamanho do sumidouro terrestre de carbono para as emissões antrópicas. Apesar da emergente valorização, há poucos dados sobre as conexões entre o ciclo de carbono terrestre e aquático atualmente em curso para o rio Amazonas. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi quantificar o fluxo de carbono solo-oceano do Rio Amazonas que transita no ponto mais estreito de seu canal principal. Também foram estimadas as cargas de nitrogênio e nutrientes, observando suas variações em dois anos de ciclo hidrológico. Coletas mensais de água superficial do Rio Amazonas foram realizadas em frente à cidade de Óbidos-PA durante o período de 2012 a 2013. As amostras foram filtradas (filtro <0,45 μm) e congeladas até o envio para análise no Woods Hole Research Center (Falmouth, MA, USA). Para quantificar as concentrações das variáveis em estudo, foi utilizado um Shimadzu TOC-V em combinação com um TNM-1 para o carbono orgânico total e nitrogênio dissolvido total. A análise dos nutrientes foi realizadapor detecção colorimétrica em um analisador Astoria®. E para estimar as cargas, foi utilizado o programa LOADEST (LOAD ESTimator). A carga total média transitada de Carbono Orgânico Dissolvido (COD) foi de 29,85 TgC ano-1, Nitrogênio Dissolvido Total (NOT) foi igual a 2,355 TgN ano-1. O Fosfato (PO4) foi quantificado com 0,08 TgP em ambos os anos. E o silicato (SiO2) apresentou quantidade total média de 59,75 Tg ano-1 para o biênio 2012-2013. Diferenças significativas (p<0,05) foram encontradas entre as estações da hidrógrafa do ponto de vista intra e inter anual para algumas das variáveis do estudo. Embora tenha sido observado o aumento do transporte de cargas como o COD e SiO2, em comparação com valores já registrados, ressalta-se a importância de continuar as medições mensais para o estabelecimento de uma linha de base consistente e atual das cargas transitadas do Rio Amazonas para sua foz, pois há indicativos de que a contribuição da região Amazônica vem sendo subestimadas nos balanços globais.
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  • MIYUKI MITSUYA
  • VARIAÇÃO SAZONAL NA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ÁGUA NO LEITO PRINCIPAL DO RIO AMAZONAS EM FRENTE À CIDADE DE ÓBIDOS – PA.
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 30/06/2014
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  • Os rios são importantes vias de informação do que ocorre na bacia de drenagem. As águas interiores são processadoras importantes de carbono orgânico, pois transportam, mineralizam e enterram aproximadamente 2,7 Pg C por ano, um montante equivalente ao tamanho do sumidouro terrestre de carbono para as emissões antrópicas. Apesar da emergente valorização, há poucos dados sobre as conexões entre o ciclo de carbono terrestre e aquático atualmente em curso para o rio Amazonas. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi quantificar o fluxo de carbono solo-oceano do Rio Amazonas que transita no ponto mais estreito de seu canal principal. Também foram estimadas as cargas de nitrogênio e nutrientes, observando suas variações em dois anos de ciclo hidrológico. Coletas mensais de água superficial do Rio Amazonas foram realizadas em frente à cidade de Óbidos-PA durante o período de 2012 a 2013. As amostras foram filtradas (filtro <0,45 μm) e congeladas até o envio para análise no Woods Hole Research Center (Falmouth, MA, USA). Para quantificar as concentrações das variáveis em estudo, foi utilizado um Shimadzu TOC-V em combinação com um TNM-1 para o carbono orgânico total e nitrogênio dissolvido total. A análise dos nutrientes foi realizadapor detecção colorimétrica em um analisador Astoria®. E para estimar as cargas, foi utilizado o programa LOADEST (LOAD ESTimator). A carga total média transitada de Carbono Orgânico Dissolvido (COD) foi de 29,85 TgC ano-1, Nitrogênio Dissolvido Total (NOT) foi igual a 2,355 TgN ano-1. O Fosfato (PO4) foi quantificado com 0,08 TgP em ambos os anos. E o silicato (SiO2) apresentou quantidade total média de 59,75 Tg ano-1 para o biênio 2012-2013. Diferenças significativas (p<0,05) foram encontradas entre as estações da hidrógrafa do ponto de vista intra e inter anual para algumas das variáveis do estudo. Embora tenha sido observado o aumento do transporte de cargas como o COD e SiO2, em comparação com valores já registrados, ressalta-se a importância de continuar as medições mensais para o estabelecimento de uma linha de base consistente e atual das cargas transitadas do Rio Amazonas para sua foz, pois há indicativos de que a contribuição da região Amazônica vem sendo subestimadas nos balanços globais.
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  • MARGARIDA PEREIRA DE FREITAS
  • ESTRATIFICAÇÃO VERTICAL DE ARCTIINI (LEPIDOPTERA, EREBIDAE, ARCTIINAE) NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, AMAZÔNIA ORIENTAL, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 18/08/2014
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  • A riqueza, abundância e a composição da fauna de Arctiini (Lepidoptera, Erebidae, Arctiinae) podem ser diferenciadas quando se trabalha com o componente estratificação vertical da floresta, especialmente quando se considera diferenças na disponibilidade de recursos alimentares, luminosidade, pressão de predação e fatores microclimáticos. As mariposas são especialmente diversas em florestas tropicais e sensíveis às alterações ambientais e respondem às mudanças que neles ocorram. O presente estudo buscou investigar a preferência por estratos em relação a diversidade, riqueza e abundância das espécies Arctiini na Floresta Nacional do Tapajós, no período de dezembro de 2012 a novembro de 2013. Foram utilizadas armadilhas luminosas em duas unidades amostrais (UA1 e UA2) localizadas nos quilômetros 67 e 83. Para tal investigação foram utilizados os seguintes parâmetros de avaliação: riqueza, abundância, dominância, constância, índices de diversidade (H’) e uniformidade (E’) de Shannon e dominância de Berger-Parker (BP). As estimativas de riqueza foram feitas através dos procedimentos não paramétricos: “Bootstrap”, “Chao1”, “Chao2”, “Jackknife1” e “Jackknife2”. Na amostragem geral foram registrados 2.067 indivíduos pertencentes a 221 espécies, sendo coletadas exclusivamente 91 espécies no dossel, 38 no sub-bosque e 92 em ambos os estratos. O gênero Virbia foi o mais representativo no sub-bosque e o gênero Trichromia no dossel. Foram registradas pela primeira vez a ocorrência de 42 espécies para o Pará, sendo que destas 14 são novos registros para a Amazônia. O grupo de mariposas estudado mostrou-se verticalmente estruturada apresentando mais indivíduos no dossel do que no sub-bosque, estes resultados indicam que a Floresta Nacional do Tapajós é uma Unidade de Conservação que merece atenção e pesquisa contínua por abrigar alta diversidade da fauna de mariposas Arctiini, podendo servir como subsídios para estratégias de monitoramento e conservação de hábitat.
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  • MARGARIDA PEREIRA DE FREITAS
  • ESTRATIFICAÇÃO VERTICAL DE ARCTIINI (LEPIDOPTERA, EREBIDAE, ARCTIINAE) NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, AMAZÔNIA ORIENTAL, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 18/08/2014
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  • A riqueza, abundância e a composição da fauna de Arctiini (Lepidoptera, Erebidae, Arctiinae) podem ser diferenciadas quando se trabalha com o componente estratificação vertical da floresta, especialmente quando se considera diferenças na disponibilidade de recursos alimentares, luminosidade, pressão de predação e fatores microclimáticos. As mariposas são especialmente diversas em florestas tropicais e sensíveis às alterações ambientais e respondem às mudanças que neles ocorram. O presente estudo buscou investigar a preferência por estratos em relação a diversidade, riqueza e abundância das espécies Arctiini na Floresta Nacional do Tapajós, no período de dezembro de 2012 a novembro de 2013. Foram utilizadas armadilhas luminosas em duas unidades amostrais (UA1 e UA2) localizadas nos quilômetros 67 e 83. Para tal investigação foram utilizados os seguintes parâmetros de avaliação: riqueza, abundância, dominância, constância, índices de diversidade (H’) e uniformidade (E’) de Shannon e dominância de Berger-Parker (BP). As estimativas de riqueza foram feitas através dos procedimentos não paramétricos: “Bootstrap”, “Chao1”, “Chao2”, “Jackknife1” e “Jackknife2”. Na amostragem geral foram registrados 2.067 indivíduos pertencentes a 221 espécies, sendo coletadas exclusivamente 91 espécies no dossel, 38 no sub-bosque e 92 em ambos os estratos. O gênero Virbia foi o mais representativo no sub-bosque e o gênero Trichromia no dossel. Foram registradas pela primeira vez a ocorrência de 42 espécies para o Pará, sendo que destas 14 são novos registros para a Amazônia. O grupo de mariposas estudado mostrou-se verticalmente estruturada apresentando mais indivíduos no dossel do que no sub-bosque, estes resultados indicam que a Floresta Nacional do Tapajós é uma Unidade de Conservação que merece atenção e pesquisa contínua por abrigar alta diversidade da fauna de mariposas Arctiini, podendo servir como subsídios para estratégias de monitoramento e conservação de hábitat.
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  • GLÁUCIA DE FÁTIMA GOMES DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DO IMPACTO NA UTILIZAÇÃO DA PARAMETRIZAÇÃO NDVI EM MODELAGEM ATMOSFÉRICA PARA A REGIÃO OESTE DO PARÁ
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 21/10/2014
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  • Este estudo será baseado em resultados do modelo numérico BRAMS que será testado com duas situações, à primeira com a parametrização ativa de solo/vegetação, utilizando o NDVI climatológico, na segunda situação será desativada esta parametrização do modelo e será rodado, portanto, sem NDVI. A área de estudo compreende uma região com 3,5 x 3,5 graus, ou seja, aproximadamente 388,5 x 388,5 km ou 150.932,25km2; com a grade centrada no município de Santarém-PA. As coordenadas geográficas da sede deste município são 02º 26’22” S e 54º 41’55” W. Este trabalho objetivou determinar a influência do NDVI na previsão numérica do modelo BRAMS para algumas variáveis meteorológicas sobre a região Oeste do Estado do Pará, para isso foram analisadas as variáveis Precipitação, Temperatura superficial do ar, Calor Sensível e Latente e direção superficial do vento. Através dos resultados obtidos verificou-se que as situações simuladas pelo modelo COM e SEM NDVI, obtiveram maior contraste entre si na estação seca, onde as variáveis precipitação, calor sensível e latente foram as que mais tiveram diferenças entre as simulações e entre o modelo e os dados reais. Para a estação chuvosa a variável precipitação foi a que mais gerou contraste entre o modelo e dados observados e medidos nas estações de superfície. Portanto, notou-se que o modelo BRAMS possui uma deficiência em representar a precipitação sobre a região Oeste do Pará. De maneira geral, a variável temperatura do ar superficial e direção do vento de superfície foram as que menos foram influenciadas pelo NDVI, e também os resultados modelados que mais se aproximaram dos dados medidos nas estações. Possivelmente esta pequena diferença entre as simulações para a maioria das variáveis pode ser explicada pelo fato da análise ser em valores de médias mensais. Tendo em vista as constantes modificações no uso do solo, e a importância do NDVI para uma região muito florestada, sugere-se para trabalhos futuros que sejam testadas essas simulações com NDVI atual e com análises diárias para as variáveis meteorológicas.
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  • GLÁUCIA DE FÁTIMA GOMES DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DO IMPACTO NA UTILIZAÇÃO DA PARAMETRIZAÇÃO NDVI EM MODELAGEM ATMOSFÉRICA PARA A REGIÃO OESTE DO PARÁ
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 21/10/2014
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  • Este estudo será baseado em resultados do modelo numérico BRAMS que será testado com duas situações, à primeira com a parametrização ativa de solo/vegetação, utilizando o NDVI climatológico, na segunda situação será desativada esta parametrização do modelo e será rodado, portanto, sem NDVI. A área de estudo compreende uma região com 3,5 x 3,5 graus, ou seja, aproximadamente 388,5 x 388,5 km ou 150.932,25km2; com a grade centrada no município de Santarém-PA. As coordenadas geográficas da sede deste município são 02º 26’22” S e 54º 41’55” W. Este trabalho objetivou determinar a influência do NDVI na previsão numérica do modelo BRAMS para algumas variáveis meteorológicas sobre a região Oeste do Estado do Pará, para isso foram analisadas as variáveis Precipitação, Temperatura superficial do ar, Calor Sensível e Latente e direção superficial do vento. Através dos resultados obtidos verificou-se que as situações simuladas pelo modelo COM e SEM NDVI, obtiveram maior contraste entre si na estação seca, onde as variáveis precipitação, calor sensível e latente foram as que mais tiveram diferenças entre as simulações e entre o modelo e os dados reais. Para a estação chuvosa a variável precipitação foi a que mais gerou contraste entre o modelo e dados observados e medidos nas estações de superfície. Portanto, notou-se que o modelo BRAMS possui uma deficiência em representar a precipitação sobre a região Oeste do Pará. De maneira geral, a variável temperatura do ar superficial e direção do vento de superfície foram as que menos foram influenciadas pelo NDVI, e também os resultados modelados que mais se aproximaram dos dados medidos nas estações. Possivelmente esta pequena diferença entre as simulações para a maioria das variáveis pode ser explicada pelo fato da análise ser em valores de médias mensais. Tendo em vista as constantes modificações no uso do solo, e a importância do NDVI para uma região muito florestada, sugere-se para trabalhos futuros que sejam testadas essas simulações com NDVI atual e com análises diárias para as variáveis meteorológicas.
2013
Dissertações
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  • MARCIA SILVA NOGUEIRA
  • ATIVIDADE FARMACOLÓGICA E TOXICOLÓGICA DAS FLORES DE Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 29/01/2013
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  • Os vegetais têm sido uma rica fonte para obtenção de moléculas para serem exploradas terapeuticamente. O uso empírico de drogas de origem vegetal é registrado desde as civilizações mais antigas, sendo considerada uma das práticas mais remotas utilizada pelo homem para cura, prevenção e tratamento de doenças. Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen, conhecida popularmente no Brasil como jambú é uma hortaliça da família Asteraceae, bastante apreciada na região norte do Brasil, onde faz parte de pratos da culinária local e da medicina popular. Apesar de existirem indicações populares de Acmella oleracea para o tratamento de determinadas patologias, estudos toxicológicos do extrato da flor desta espécie não são descritos na literatura científica. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar os efeitos do extrato aquoso das flores de Acmella oleracea nas doses de 50, 100 e 200mg/kg, sobre a memória, locomoção, coordenação motora e ansiedade, através dos testes do labirinto aquático de Morris, campo aberto, labirinto em Y, teste do rota-rod e teste caixa claro-escuro, além de avaliar sua atividade antinociceptiva e antiinflamatória empregando os testes de retirada da cauda (tail-flick) e edema de pata induzido por carragenina 1%, no sentido de contribuir com uma melhor avaliação dos benefícios e danos causados pelo uso desta planta. O uso sub-crônico do extrato aquoso das flores dessa espécie nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, não demonstrou efeitos tóxicos sobre memória e coordenação motora dos animais, porém, causou um efeito ansiogênico nos animais no teste de locomoção em campo aberto. Nos testes farmacológicos, o extrato apresentou efeito antiedematogênico e antinociceptivo, resultados que corroboram com a literatura. A partir dos resultados obtidos, sugere-se que mais estudos que avaliem a atividade toxicológica da Acmella oleracea são necessários, uma vez que esta espécie constitui uma alternativa para tratamentos de processos inflamatórios e analgésicos. Contudo mais testes são necessários para elucidar os prováveis mecanismos de ação envolvidos nas atividades antiinflamatória e antinociceptiva, bem como avaliar possíveis efeitos tóxicos.
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  • MARCIA SILVA NOGUEIRA
  • ATIVIDADE FARMACOLÓGICA E TOXICOLÓGICA DAS FLORES DE Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 29/01/2013
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  • Os vegetais têm sido uma rica fonte para obtenção de moléculas para serem exploradas terapeuticamente. O uso empírico de drogas de origem vegetal é registrado desde as civilizações mais antigas, sendo considerada uma das práticas mais remotas utilizada pelo homem para cura, prevenção e tratamento de doenças. Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen, conhecida popularmente no Brasil como jambú é uma hortaliça da família Asteraceae, bastante apreciada na região norte do Brasil, onde faz parte de pratos da culinária local e da medicina popular. Apesar de existirem indicações populares de Acmella oleracea para o tratamento de determinadas patologias, estudos toxicológicos do extrato da flor desta espécie não são descritos na literatura científica. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar os efeitos do extrato aquoso das flores de Acmella oleracea nas doses de 50, 100 e 200mg/kg, sobre a memória, locomoção, coordenação motora e ansiedade, através dos testes do labirinto aquático de Morris, campo aberto, labirinto em Y, teste do rota-rod e teste caixa claro-escuro, além de avaliar sua atividade antinociceptiva e antiinflamatória empregando os testes de retirada da cauda (tail-flick) e edema de pata induzido por carragenina 1%, no sentido de contribuir com uma melhor avaliação dos benefícios e danos causados pelo uso desta planta. O uso sub-crônico do extrato aquoso das flores dessa espécie nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, não demonstrou efeitos tóxicos sobre memória e coordenação motora dos animais, porém, causou um efeito ansiogênico nos animais no teste de locomoção em campo aberto. Nos testes farmacológicos, o extrato apresentou efeito antiedematogênico e antinociceptivo, resultados que corroboram com a literatura. A partir dos resultados obtidos, sugere-se que mais estudos que avaliem a atividade toxicológica da Acmella oleracea são necessários, uma vez que esta espécie constitui uma alternativa para tratamentos de processos inflamatórios e analgésicos. Contudo mais testes são necessários para elucidar os prováveis mecanismos de ação envolvidos nas atividades antiinflamatória e antinociceptiva, bem como avaliar possíveis efeitos tóxicos.
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  • BRUNO RAFAEL MIRANDA MATOS
  • EFEITO DA DEFICIÊNCIA HÍDRICA NA PRODUÇÃO DE LITEIRA EM FLORESTA TROPICAL NATIVA NA FLONA CAXIUANÃ-PA
  • Data: 22/03/2013
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  • Este trabalho avaliou o comportamento da produção de liteira vegetal total e, de seus componentes (folhas, galhos e flores/frutos), assim como, a relação entre estas variáveis tanto em condições naturais, como de escassez de precipitação na ordem de 50%. O estudo foi realizado em floresta nativa de terra firme no interior da Floresta Nacional de Caxiuanã, Estado do Pará. Foram mensuradas as produções mensais médias de liteira vegetal total acumulada e, de seus componentes, em duas parcelas de 1ha cada, durantes os anos de 2004-2010. Também foram mensurados os totais de precipitação pluviométrica mensais na área de estudo para o mesmo período. A produção de liteira vegetal total acumulada foi de 5,52 e 4,43 t.ha-1.ano-1, respectivamente, para as parcelas controle e tratamento, uma redução da ordem 24, 6% na produção de liteira florestal, quando submetida a deficiência hídrica induzida. A produção acumulada de folhas, galhos e flores/frutos foi de 3,66, 0,77 e 0,65t.ha-1.ano-1; 3,16, 0,62 e 0,37t.ha-1.ano-1, respectivamente, para as parcelas controle e tratamento, uma redução da ordem 15,82%, 24,19% e 75%, entre as produções dos componentes da liteira acumulada da parcela controle em relação à parcela tratamento. Os dados de totais de precipitação mensal apresentaram grande variabilidade, com desvio padrão e coeficiente de variação de 135,2 e 81,7%. A variável produção de liteira acumulada e, seus componentes, apresentaram comportamento sazonal anual, com os maiores e menores valores, ocorrendo entre os meses menos (junho a novembro) e mais chuvosos (dezembro a maio), respectivamente. A variável total de precipitação apresentou comportamento sazonal anual, com os maiores e menores valores, ocorrendo entre os meses de dezembro e maio e, entre junho a novembro, respectivamente. A linha de tendência que melhor ajustou-se aos dados das variáveis estudadas foi ao modelo polinomial do 5° grau, contudo, com altos graus e baixo grau de ajustamento, respectivamente, para a variável produção de liteira vegetal acumulada total (R² ≥ 0,86) e, totais de precipitação mensal (R² = 0,1702). As duas variáveis apresentaram relação inversa, com maior intensidade para o componente flores/frutos. Aparentemente, o tratamento reduziu o grau de correlação entre as variáveis, precipitação e produção acumulada de folhas e flores/frutos e aumentou o grau de correlação para o componente da liteira total acumulada, galhos.
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  • BRUNO RAFAEL MIRANDA MATOS
  • EFEITO DA DEFICIÊNCIA HÍDRICA NA PRODUÇÃO DE LITEIRA EM FLORESTA TROPICAL NATIVA NA FLONA CAXIUANÃ-PA
  • Data: 22/03/2013
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  • Este trabalho avaliou o comportamento da produção de liteira vegetal total e, de seus componentes (folhas, galhos e flores/frutos), assim como, a relação entre estas variáveis tanto em condições naturais, como de escassez de precipitação na ordem de 50%. O estudo foi realizado em floresta nativa de terra firme no interior da Floresta Nacional de Caxiuanã, Estado do Pará. Foram mensuradas as produções mensais médias de liteira vegetal total acumulada e, de seus componentes, em duas parcelas de 1ha cada, durantes os anos de 2004-2010. Também foram mensurados os totais de precipitação pluviométrica mensais na área de estudo para o mesmo período. A produção de liteira vegetal total acumulada foi de 5,52 e 4,43 t.ha-1.ano-1, respectivamente, para as parcelas controle e tratamento, uma redução da ordem 24, 6% na produção de liteira florestal, quando submetida a deficiência hídrica induzida. A produção acumulada de folhas, galhos e flores/frutos foi de 3,66, 0,77 e 0,65t.ha-1.ano-1; 3,16, 0,62 e 0,37t.ha-1.ano-1, respectivamente, para as parcelas controle e tratamento, uma redução da ordem 15,82%, 24,19% e 75%, entre as produções dos componentes da liteira acumulada da parcela controle em relação à parcela tratamento. Os dados de totais de precipitação mensal apresentaram grande variabilidade, com desvio padrão e coeficiente de variação de 135,2 e 81,7%. A variável produção de liteira acumulada e, seus componentes, apresentaram comportamento sazonal anual, com os maiores e menores valores, ocorrendo entre os meses menos (junho a novembro) e mais chuvosos (dezembro a maio), respectivamente. A variável total de precipitação apresentou comportamento sazonal anual, com os maiores e menores valores, ocorrendo entre os meses de dezembro e maio e, entre junho a novembro, respectivamente. A linha de tendência que melhor ajustou-se aos dados das variáveis estudadas foi ao modelo polinomial do 5° grau, contudo, com altos graus e baixo grau de ajustamento, respectivamente, para a variável produção de liteira vegetal acumulada total (R² ≥ 0,86) e, totais de precipitação mensal (R² = 0,1702). As duas variáveis apresentaram relação inversa, com maior intensidade para o componente flores/frutos. Aparentemente, o tratamento reduziu o grau de correlação entre as variáveis, precipitação e produção acumulada de folhas e flores/frutos e aumentou o grau de correlação para o componente da liteira total acumulada, galhos.
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  • JACQUELINE BRAGA
  • ETNOBOTÂNICA E ECOFISIOLOGIA DE VEGETAÇÕES EM CENÁRIOS INDÍGENAS NA REGIÃO DO TAPAJÓS COMO INDICADORES DE ESTUDOS DE INTERAÇÃO BIOSFERA-ATMOSFERA NA AMAZÔNIA
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 22/03/2013
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  • A integração da Etnobotânica e da ecofisiologia deve ser considerada uma alternativa na busca pela sustentabilidade na Amazônia, uma vez que a etnobotânica estuda a relação das populações com os recursos vegetais e fornece dados sobre a diversidade, uso e manejo das plantas e a ecofisiologia avalia as respostas fisiológicas da interação planta/ambiente. Neste contexto a junção destas ferramentas pode contribuir para identificação de espécies de extrema importância para a subsistência de certas populações e prover informações acerca da fisiologia destas espécies, que ajudaram a traçar planos de manejos adaptadas as condições locais. Assim, o objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento etnobotânico das espécies utilizadas na comunidade de Novo Lugar, identificar as espécies de maior importância cultural e caracterizar as respostas estomáticas. Para tanto, foram feitas entrevistas, com aplicação de questionários semi-estruturados para identificação das plantas utilizadas, posteriormente foram aplicados índices de Frequencia Relativa de Citações e Valor de uso, que apontaram as espécies mais importantes. Destas espécies, foram escolhidas de forma aleatória oito folhas completamente expandidas e assintomáticas a doenças para leitura da condutância estomática, através de porômetro AP4 (ΔT Devices, Cambridge, Inglaterra). Desta forma, conclui-se que, as famílias de Novo Lugar, possuem um vasto conhecimento acerca da flora local; a maioria das plantas é usada na preparação de remédios; as espécies mais importantes para os Borari de Novo Lugar, são: Andiroba (Carapa guianensis Aubl.), arruda (Ruta graveolens L.), arumã (Ischnosiphon obliquus (Rudge) Korn.), algodão roxo (Gossypium arboreum L.), banana (Musa sp.), buriti (Mauritia flexuosa L.), cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum), goiaba (Psidium guajava L.), ingá xixi (Inga heterophylla Willd.), murici (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth) e urubucaá (Aristolachia trilobata L.); estas espécies são fisiologicamente diferentes entre si, pois respondem de forma distintas ao ambiente e que a etnobotânica é um bom bioindicador para estudos de ecofisiologia de vegetações de interesse as comunidade tradicionais, pois ajuda a entender o funcionamento destas espécies diante de mudanças atuais e futuras.
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  • JACQUELINE BRAGA
  • ETNOBOTÂNICA E ECOFISIOLOGIA DE VEGETAÇÕES EM CENÁRIOS INDÍGENAS NA REGIÃO DO TAPAJÓS COMO INDICADORES DE ESTUDOS DE INTERAÇÃO BIOSFERA-ATMOSFERA NA AMAZÔNIA
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 22/03/2013
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  • A integração da Etnobotânica e da ecofisiologia deve ser considerada uma alternativa na busca pela sustentabilidade na Amazônia, uma vez que a etnobotânica estuda a relação das populações com os recursos vegetais e fornece dados sobre a diversidade, uso e manejo das plantas e a ecofisiologia avalia as respostas fisiológicas da interação planta/ambiente. Neste contexto a junção destas ferramentas pode contribuir para identificação de espécies de extrema importância para a subsistência de certas populações e prover informações acerca da fisiologia destas espécies, que ajudaram a traçar planos de manejos adaptadas as condições locais. Assim, o objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento etnobotânico das espécies utilizadas na comunidade de Novo Lugar, identificar as espécies de maior importância cultural e caracterizar as respostas estomáticas. Para tanto, foram feitas entrevistas, com aplicação de questionários semi-estruturados para identificação das plantas utilizadas, posteriormente foram aplicados índices de Frequencia Relativa de Citações e Valor de uso, que apontaram as espécies mais importantes. Destas espécies, foram escolhidas de forma aleatória oito folhas completamente expandidas e assintomáticas a doenças para leitura da condutância estomática, através de porômetro AP4 (ΔT Devices, Cambridge, Inglaterra). Desta forma, conclui-se que, as famílias de Novo Lugar, possuem um vasto conhecimento acerca da flora local; a maioria das plantas é usada na preparação de remédios; as espécies mais importantes para os Borari de Novo Lugar, são: Andiroba (Carapa guianensis Aubl.), arruda (Ruta graveolens L.), arumã (Ischnosiphon obliquus (Rudge) Korn.), algodão roxo (Gossypium arboreum L.), banana (Musa sp.), buriti (Mauritia flexuosa L.), cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum), goiaba (Psidium guajava L.), ingá xixi (Inga heterophylla Willd.), murici (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth) e urubucaá (Aristolachia trilobata L.); estas espécies são fisiologicamente diferentes entre si, pois respondem de forma distintas ao ambiente e que a etnobotânica é um bom bioindicador para estudos de ecofisiologia de vegetações de interesse as comunidade tradicionais, pois ajuda a entender o funcionamento destas espécies diante de mudanças atuais e futuras.
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  • DELIANE VIEIRA PENHA DE OLIVEIRA
  • ECOFISIOLOGIA DE VEGETAÇÃO SAVÂNICA COMO INDICADOR PARA ESTUDOS DE INTERAÇÃO BIOSFERA ATMOSFERA NA AMAZÔNIA. ESTUDO DE CASO VILA DE PONTA DE PEDRAS, PARÁ
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 25/03/2013
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  • Dentre os diversos ecossistemas no Baixo Amazonas está a savana. Contudo, estudos ecofisiológicos nesse ambiente são inexistentes, porém imprescindíveis, dada à sua importância nos serviços ecossistêmicos. Nesse sentido, este trabalho objetivou caracterizar o comportamento ecofisiológico de espécies lenhosas em uma savana amazônica. As variáveis fisiológicas analisadas foram: fotossíntese, transpiração, condutância estomática, temperatura foliar e eficiência no uso da água. O equipamento utilizado foi um analisador de gás na região do infravermelho (IRGA). As oito espécies estudas foram; Byrsonima crassifolia (L.) Kunth., Salvertia convallariaeodora A. St.-Hil., Anacardium occidentale L., Tocoyena formosa (Cham. & Schltdl.) K. Schum., Byrsonima coccolobifolia Kunth., Xylopia aromatica (Lam.) Mart., Dioclea bicolor Benth., Miconia rubiginosa (Bonpl.) DC. Os resultados demostraram que D. bicolor foi mais sensível à perdas hídricas e B. coccolobifolia mais tolerante. A Análise de Variância dois critérios mostrou que as diferenças na fotossíntese, em relação aos horários e às espécies não foram significativas; porém, para transpiração, as diferenças foram significativas em relação aos horários e às espécies. Houve homogeneidade quanto às estratégias de regulação hídrica através do controle da condutância estomática. Altas temperaturas foliares foram observadas no horário de maior irradiância. A eficiência no uso da água pelas espécies foi afetada pela hora do dia, sendo maior nas primeiras horas da manhã. A Análise de Matriz de Correlação demostrou forte dependência entre transpiração e condutância estomática para todas as espécies. A interação biosfera e atmosfera através do estudo da ecofisiologia da vegetação savânica mostrou que o período seco nesse ambiente afetou a transpiração, a temperatura foliar e a eficiência no uso da água.
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  • DELIANE VIEIRA PENHA DE OLIVEIRA
  • ECOFISIOLOGIA DE VEGETAÇÃO SAVÂNICA COMO INDICADOR PARA ESTUDOS DE INTERAÇÃO BIOSFERA ATMOSFERA NA AMAZÔNIA. ESTUDO DE CASO VILA DE PONTA DE PEDRAS, PARÁ
  • Orientador : PATRICIA CHAVES DE OLIVEIRA
  • Data: 25/03/2013
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  • Dentre os diversos ecossistemas no Baixo Amazonas está a savana. Contudo, estudos ecofisiológicos nesse ambiente são inexistentes, porém imprescindíveis, dada à sua importância nos serviços ecossistêmicos. Nesse sentido, este trabalho objetivou caracterizar o comportamento ecofisiológico de espécies lenhosas em uma savana amazônica. As variáveis fisiológicas analisadas foram: fotossíntese, transpiração, condutância estomática, temperatura foliar e eficiência no uso da água. O equipamento utilizado foi um analisador de gás na região do infravermelho (IRGA). As oito espécies estudas foram; Byrsonima crassifolia (L.) Kunth., Salvertia convallariaeodora A. St.-Hil., Anacardium occidentale L., Tocoyena formosa (Cham. & Schltdl.) K. Schum., Byrsonima coccolobifolia Kunth., Xylopia aromatica (Lam.) Mart., Dioclea bicolor Benth., Miconia rubiginosa (Bonpl.) DC. Os resultados demostraram que D. bicolor foi mais sensível à perdas hídricas e B. coccolobifolia mais tolerante. A Análise de Variância dois critérios mostrou que as diferenças na fotossíntese, em relação aos horários e às espécies não foram significativas; porém, para transpiração, as diferenças foram significativas em relação aos horários e às espécies. Houve homogeneidade quanto às estratégias de regulação hídrica através do controle da condutância estomática. Altas temperaturas foliares foram observadas no horário de maior irradiância. A eficiência no uso da água pelas espécies foi afetada pela hora do dia, sendo maior nas primeiras horas da manhã. A Análise de Matriz de Correlação demostrou forte dependência entre transpiração e condutância estomática para todas as espécies. A interação biosfera e atmosfera através do estudo da ecofisiologia da vegetação savânica mostrou que o período seco nesse ambiente afetou a transpiração, a temperatura foliar e a eficiência no uso da água.
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  • JÉSSICA ARIANA DE JESUS CORRÊA
  • POSSÍVEIS RELAÇÕES ENTRE ELEMENTOS METEOROLÓGICOS E A EPIDEMIOLOGIA ESPAÇOTEMPORAL DA DENGUE E MALÁRIA NO ESTADO DO PARÁ
  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 25/03/2013
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  • A incidência de doenças transmitidas por vetores atualmente aparecem como um dos principais problemas de saúde pública. O ciclo de vida dos vetores de doenças, tais como a dengue e malária, são influenciadas pelas características ambientais do local. Na região amazônica a precipitação é a componente meteorológica de maior variabilidade podendo atuar de diferentes formas na distribuição espacial dessas doenças vetoriais. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi analisar a incidência de dengue e malária em sete municípios do Estado do Pará localizados em regiões com diferentes volumes de precipitação anual. Utilizando análise de correlação e regressão, verificou-se que a precipitação atua de forma diferenciada nas incidências de dengue e malária nas localidades pesquisadas. Espacialmente, não foi verificado que a localização em diferentes volumes de precipitações anuais seria determinante para justificar as diferenças nas incidências dessas doenças nos municípios. Temporalmente, a dengue e malária exibiram uma distribuição de forma heterogênea entre os municípios e variaram ao longo dos anos em maior e menor transmissão, inclusive em anos influenciados pelos ENOS. Sazonalmente, verificou-se que a dengue ocorreu no período chuvoso, enquanto que a malária no período seco.
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  • JÉSSICA ARIANA DE JESUS CORRÊA
  • POSSÍVEIS RELAÇÕES ENTRE ELEMENTOS METEOROLÓGICOS E A EPIDEMIOLOGIA ESPAÇOTEMPORAL DA DENGUE E MALÁRIA NO ESTADO DO PARÁ
  • Orientador : JULIO TOTA DA SILVA
  • Data: 25/03/2013
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  • A incidência de doenças transmitidas por vetores atualmente aparecem como um dos principais problemas de saúde pública. O ciclo de vida dos vetores de doenças, tais como a dengue e malária, são influenciadas pelas características ambientais do local. Na região amazônica a precipitação é a componente meteorológica de maior variabilidade podendo atuar de diferentes formas na distribuição espacial dessas doenças vetoriais. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi analisar a incidência de dengue e malária em sete municípios do Estado do Pará localizados em regiões com diferentes volumes de precipitação anual. Utilizando análise de correlação e regressão, verificou-se que a precipitação atua de forma diferenciada nas incidências de dengue e malária nas localidades pesquisadas. Espacialmente, não foi verificado que a localização em diferentes volumes de precipitações anuais seria determinante para justificar as diferenças nas incidências dessas doenças nos municípios. Temporalmente, a dengue e malária exibiram uma distribuição de forma heterogênea entre os municípios e variaram ao longo dos anos em maior e menor transmissão, inclusive em anos influenciados pelos ENOS. Sazonalmente, verificou-se que a dengue ocorreu no período chuvoso, enquanto que a malária no período seco.
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  • KHAYTH MARRONNY RABELO NAGATA
  • CARACTERIZAÇÃO DAS PROPRIEDADES ÓPTICAS, TÉRMICAS E DIELÉTRICAS DOS ÓLEOS DE URUCURI (Attalea phalerata Mart. ex Spreng.) E INAJÁ (Maximiliana maripa (Aublet) Drude)
  • Data: 26/03/2013
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  • Neste trabalho foram caracterizadas amostras de óleo vegetal de inajá (Maximiliana maripa (Aublet) Drude) e urucuri (Attalea phalerata) extraídas de frutos coletados, respectivamente, nas cidades de Abaetetuba e Alenquer. As amostras foram primeiramente analisadas por Cromatografia gasosa para determinação de sua composição graxa. Posteriormente as amostras foram submetidas a análise através das técnicas de espectroscopia óptica. As técnica utilizadas foram: Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Espectroscopia de Absorção UV-VIS (200 a 700 nm) e Espectroscopia Raman. Foram ainda utilizadas técnicas de Lente Térmica, com arranjo experimental de feixe duplo de modo descasado (Modelo aberrante desenvolvido por Shen) e Medida da Constante Dielétrica, apenas para o óleo de urucuri. Nos resultados de espectroscopia FTIR observamos bandas muito semelhantes em ambos os óleos, devido a sua composição graxa e de ésteres, que é semelhante, sendo o ácido oléico um dos componentes majoritários nos dois óleos. Já na espectroscopia Raman foi possível visualizar diferenças maiores nos espectros principalmente no que concerne asbandas de carotenóides, que foram identificadas no espectro do óleo de inajá e não apareceram no espectro do óleo de urucuri. E no espectro de absorção Uv-Vis, observa-se bandas associadas ao ácido oléico em ambos os óleos e uma banda associada ao β-caroteno no óleo de inajá. No experimento de Dn/dt, observamos a formação de uma lente divergente. O valor obtido para a difusividade está próximo de valores obtidos para outros óleos que possuem como componentes majoritários, o ácido oléico e o ácido láurico, componentes majoritários do óleo de urucuri, constatados pela analise por cromatografia gasosa. O resultado obtido para a constante dielétrica do óleo de urucuri foi de aproximadamente 3 e está em boa concordância com os dados reportados na literatura, para os principais componentes do óleo.
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  • KHAYTH MARRONNY RABELO NAGATA
  • CARACTERIZAÇÃO DAS PROPRIEDADES ÓPTICAS, TÉRMICAS E DIELÉTRICAS DOS ÓLEOS DE URUCURI (Attalea phalerata Mart. ex Spreng.) E INAJÁ (Maximiliana maripa (Aublet) Drude)
  • Data: 26/03/2013
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  • Neste trabalho foram caracterizadas amostras de óleo vegetal de inajá (Maximiliana maripa (Aublet) Drude) e urucuri (Attalea phalerata) extraídas de frutos coletados, respectivamente, nas cidades de Abaetetuba e Alenquer. As amostras foram primeiramente analisadas por Cromatografia gasosa para determinação de sua composição graxa. Posteriormente as amostras foram submetidas a análise através das técnicas de espectroscopia óptica. As técnica utilizadas foram: Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Espectroscopia de Absorção UV-VIS (200 a 700 nm) e Espectroscopia Raman. Foram ainda utilizadas técnicas de Lente Térmica, com arranjo experimental de feixe duplo de modo descasado (Modelo aberrante desenvolvido por Shen) e Medida da Constante Dielétrica, apenas para o óleo de urucuri. Nos resultados de espectroscopia FTIR observamos bandas muito semelhantes em ambos os óleos, devido a sua composição graxa e de ésteres, que é semelhante, sendo o ácido oléico um dos componentes majoritários nos dois óleos. Já na espectroscopia Raman foi possível visualizar diferenças maiores nos espectros principalmente no que concerne asbandas de carotenóides, que foram identificadas no espectro do óleo de inajá e não apareceram no espectro do óleo de urucuri. E no espectro de absorção Uv-Vis, observa-se bandas associadas ao ácido oléico em ambos os óleos e uma banda associada ao β-caroteno no óleo de inajá. No experimento de Dn/dt, observamos a formação de uma lente divergente. O valor obtido para a difusividade está próximo de valores obtidos para outros óleos que possuem como componentes majoritários, o ácido oléico e o ácido láurico, componentes majoritários do óleo de urucuri, constatados pela analise por cromatografia gasosa. O resultado obtido para a constante dielétrica do óleo de urucuri foi de aproximadamente 3 e está em boa concordância com os dados reportados na literatura, para os principais componentes do óleo.
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  • CHRISTIANE PATRICIA OLIVEIRA DE AGUIAR
  • EFEITO DO CULTIVO DE SOJA SOBRE A SAÚDE AMBIENTAL DE MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA BR-163, PARÁ
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 02/04/2013
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  • O meio ambiente vem sofrendo as consequências do aumento populacional que busca na expansão da agricultura e pecuária, a segurança alimentar mundial. Essas atividades tem sido palco de discussões quanto aos possíveis impactos que podem acarretar aos recursos naturais, especialmente os hídricos. A finalidade deste trabalho foi a de verificar o possível efeito dos diversos usos de solo em áreas de agricultura tradicional e mecanizada, na área de influência da BR-163, nos municípios de Santarém e Belterra (PA), e relacionar os possíveis impactos aos recursos hídricos existentes. Para isso, foram pesquisadas 27 microbacias, durante a estação chuvosa e de estiagem, analisando-se parâmetros físicos, químicos e biológicos. Os resultados foram comparados à legislação CONAMA n° 357/05 e utilizados para o cálculo dos Índices de Qualidade da Água (IQA) e de Estado Trófico (IET), que permitiram a classificação qualitativa dos corpos água.
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  • CHRISTIANE PATRICIA OLIVEIRA DE AGUIAR
  • EFEITO DO CULTIVO DE SOJA SOBRE A SAÚDE AMBIENTAL DE MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA BR-163, PARÁ
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 02/04/2013
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  • O meio ambiente vem sofrendo as consequências do aumento populacional que busca na expansão da agricultura e pecuária, a segurança alimentar mundial. Essas atividades tem sido palco de discussões quanto aos possíveis impactos que podem acarretar aos recursos naturais, especialmente os hídricos. A finalidade deste trabalho foi a de verificar o possível efeito dos diversos usos de solo em áreas de agricultura tradicional e mecanizada, na área de influência da BR-163, nos municípios de Santarém e Belterra (PA), e relacionar os possíveis impactos aos recursos hídricos existentes. Para isso, foram pesquisadas 27 microbacias, durante a estação chuvosa e de estiagem, analisando-se parâmetros físicos, químicos e biológicos. Os resultados foram comparados à legislação CONAMA n° 357/05 e utilizados para o cálculo dos Índices de Qualidade da Água (IQA) e de Estado Trófico (IET), que permitiram a classificação qualitativa dos corpos água.
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  • PATRÍCIA LOPES DA SILVA
  • COMPOSIÇÃO E DIVERSIDADE DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS EM ÁREA DE MANEJO FLORESTAL COMUNITÁRIO NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 26/04/2013
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  • Uma tentativa de diminuir a exploração de madeira realizada de forma predatória e ilegal na Amazônia é através do manejo florestal madeireiro. A Floresta Nacional do Tapajós foi a primeira unidade de conservação criada com a categoria de manejo e é tida como modelo de manejo comunitário madeireiro. Neste contexto, faz-se necessário o conhecimento a respeito sobre a relação entre a exploração e a fauna visando não somente a sustentabilidade econômica, mas a ecológica também. Assim, os objetivos deste trabalho foram: (i) elaborar uma lista de borboletas frugívoras na Floresta Nacional do Tapajós, (ii) investigar diferenças na composição e diversidade de borboletas frugívoras em uma área de manejo florestal madeireiro pleno, explorada há seis anos e, uma área de preservação permanente; e (iii) avaliar a sazonalidade das comunidades de borboletas frugívoras ao longo de um ano, em uma área de manejo florestal madeireiro pleno, explorada há seis anos e, uma área de preservação permanente na Floresta Nacional do Tapajós. Para tal, borboletas foram amostradas durante 12 meses (de dezembro de 2011 a novembro de 2012), através de armadilhas Van Someren- Rydon iscadas com banana fermentada em caldo – de – cana ha uma altura de 1,5 – 1,6 metros do solo. As armadilhas permaneceram abertas por cinco dias consecutivos, sendo vistoriadas diariamente e as iscas trocadas a cada 48 horas ou quando necessário. Para avaliar a diferença na composição e diversidade da fauna de borboletas entre as áreas foram medidas os seguintes parâmetros: riqueza (S), abundância (N), índices de diversidade e uniformidade de Shannon (H’ e E’), índice de dominância de Berger – Parker (BP), constância, dominância. Comparações de similaridade entre as unidades amostrais das áreas e períodos (+ chuva e – chuva) foram feitas através do índice de Bray – Curtis pelo método do UPGMA. As estimativas de riqueza foram efetuadas através de procedimentos “Bootstrap”, “Chao 1”, “Chao 2”, “Jackknife 1”, “Jackknife 2”. Na área manejada foram coletados 483 espécimes distribuídos em 56 espécies, das quais 11 foram exclusivas desta área. Os seguintes valores foram encontrados: H’ = 3,18, E’ = 0,79, BP = 0,14. Na área de preservação permanente foram coletados 351 espécimes distribuídos em 45 espécies, das quais 22 foram exclusivas desta área. Foram encontrados os seguintes valores: H’ = 3,23, E’ = 0,85, BP = 0,11. A guilda de borboletas frugívoras apresentaram maior riqueza e abundância no período de menos chuva em ambas as áreas. Os estimadores previram para a área manejada de 64 a 78 espécies e para a área de preservação permanente, de 47 a 53 espécies. As duas áreas apresentaram similaridade de 57%. As unidades amostrais na área manejada foram similares 71% e na área de preservação permanente 74%. O período de mais chuva entre as áreas foi similar 55% e o menos chuvoso, 61%. Os resultados encontrados, com um ano de amostragem, demonstram que a diversidade de borboletas frugívoras entre as áreas com ou sem influência do manejo madeireiro pleno não é afetada pelo tempo após exploração. Entretanto, deve-se destacar que a área de preservação permanente apresentou o dobro de espécies exclusivas.
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  • PATRÍCIA LOPES DA SILVA
  • COMPOSIÇÃO E DIVERSIDADE DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS EM ÁREA DE MANEJO FLORESTAL COMUNITÁRIO NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 26/04/2013
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  • Uma tentativa de diminuir a exploração de madeira realizada de forma predatória e ilegal na Amazônia é através do manejo florestal madeireiro. A Floresta Nacional do Tapajós foi a primeira unidade de conservação criada com a categoria de manejo e é tida como modelo de manejo comunitário madeireiro. Neste contexto, faz-se necessário o conhecimento a respeito sobre a relação entre a exploração e a fauna visando não somente a sustentabilidade econômica, mas a ecológica também. Assim, os objetivos deste trabalho foram: (i) elaborar uma lista de borboletas frugívoras na Floresta Nacional do Tapajós, (ii) investigar diferenças na composição e diversidade de borboletas frugívoras em uma área de manejo florestal madeireiro pleno, explorada há seis anos e, uma área de preservação permanente; e (iii) avaliar a sazonalidade das comunidades de borboletas frugívoras ao longo de um ano, em uma área de manejo florestal madeireiro pleno, explorada há seis anos e, uma área de preservação permanente na Floresta Nacional do Tapajós. Para tal, borboletas foram amostradas durante 12 meses (de dezembro de 2011 a novembro de 2012), através de armadilhas Van Someren- Rydon iscadas com banana fermentada em caldo – de – cana ha uma altura de 1,5 – 1,6 metros do solo. As armadilhas permaneceram abertas por cinco dias consecutivos, sendo vistoriadas diariamente e as iscas trocadas a cada 48 horas ou quando necessário. Para avaliar a diferença na composição e diversidade da fauna de borboletas entre as áreas foram medidas os seguintes parâmetros: riqueza (S), abundância (N), índices de diversidade e uniformidade de Shannon (H’ e E’), índice de dominância de Berger – Parker (BP), constância, dominância. Comparações de similaridade entre as unidades amostrais das áreas e períodos (+ chuva e – chuva) foram feitas através do índice de Bray – Curtis pelo método do UPGMA. As estimativas de riqueza foram efetuadas através de procedimentos “Bootstrap”, “Chao 1”, “Chao 2”, “Jackknife 1”, “Jackknife 2”. Na área manejada foram coletados 483 espécimes distribuídos em 56 espécies, das quais 11 foram exclusivas desta área. Os seguintes valores foram encontrados: H’ = 3,18, E’ = 0,79, BP = 0,14. Na área de preservação permanente foram coletados 351 espécimes distribuídos em 45 espécies, das quais 22 foram exclusivas desta área. Foram encontrados os seguintes valores: H’ = 3,23, E’ = 0,85, BP = 0,11. A guilda de borboletas frugívoras apresentaram maior riqueza e abundância no período de menos chuva em ambas as áreas. Os estimadores previram para a área manejada de 64 a 78 espécies e para a área de preservação permanente, de 47 a 53 espécies. As duas áreas apresentaram similaridade de 57%. As unidades amostrais na área manejada foram similares 71% e na área de preservação permanente 74%. O período de mais chuva entre as áreas foi similar 55% e o menos chuvoso, 61%. Os resultados encontrados, com um ano de amostragem, demonstram que a diversidade de borboletas frugívoras entre as áreas com ou sem influência do manejo madeireiro pleno não é afetada pelo tempo após exploração. Entretanto, deve-se destacar que a área de preservação permanente apresentou o dobro de espécies exclusivas.
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  • ARACELY LIBERAL LOPES
  • BORBOLETAS FRUGÍVORAS EM DOIS ESTRATOS VERTICAIS NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 29/04/2013
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  • Um dos componentes mais importantes que influenciam na diversidade das florestas tropicais é a estratificação vertical. Dessa forma, a riqueza, abundância e a composição da fauna de borboletas podem ser diferenciadas nos estratos, por suas relações intrínsecas como a disponibilidade de recursos alimentares, incidência luminosa, pressão da predação e outros fatores microclimáticos. As borboletas frugívoras são especialmente diversas nessas florestas e sensíveis às alterações nos ambientes onde habitam, respondendo às mudanças que neles ocorrem. Neste contexto, este estudo investigou a diversidade, riqueza e abundância das espécies frugívoras pertencentes a Nymphalidae, em dois estratos verticais na Floresta Nacional do Tapajós, no período de dezembro de 2011 a novembro de 2012, utilizando armadilhas alocadas no dossel e no sub-bosque com isca de bananas fermentadas. Foram avaliados os seguintes parâmetros: riqueza, abundância, dominância, constância, índices de diversidade e uniformidade de Shannon (H’ e E’) e dominância de Berger-Parker (d). As estimativas de riqueza foram feitas através dos procedimentos não paramétricos: “Bootstrap”, “Chao1”, “Chao2”, “Jackknife1” e “Jackknife2”. Foram registrados 1.122 exemplares pertencentes a 90 espécies, sendo coletadas 23 espécies em ambos os estratos, 37 exclusivamente no sub-bosque e 30 somente no dossel. A riqueza(S), diversidade (H’) e abundância (N) foram, respectivamente: no sub-bosque (S = 60; H’ = 3,08; N = 668); no dossel (S = 53; H’ = 3,19; N = 454). O gênero Taygetis foi o mais abundante no sub-bosque e o gênero Memphis no dossel. Foi registrada a espécie ameaçada Agrias narcissus tapajonus (Fassl, 1921) e as estimativas de riqueza apontaram uma coleta representativa do total de espécies esperadas para cada estrato. Os resultados obtidos podem servir como subsídios para estratégias de monitoramento da saúde ambiental e conservação na Floresta Nacional do Tapajós.
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  • ARACELY LIBERAL LOPES
  • BORBOLETAS FRUGÍVORAS EM DOIS ESTRATOS VERTICAIS NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE AUGUSTO TESTON
  • Data: 29/04/2013
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  • Um dos componentes mais importantes que influenciam na diversidade das florestas tropicais é a estratificação vertical. Dessa forma, a riqueza, abundância e a composição da fauna de borboletas podem ser diferenciadas nos estratos, por suas relações intrínsecas como a disponibilidade de recursos alimentares, incidência luminosa, pressão da predação e outros fatores microclimáticos. As borboletas frugívoras são especialmente diversas nessas florestas e sensíveis às alterações nos ambientes onde habitam, respondendo às mudanças que neles ocorrem. Neste contexto, este estudo investigou a diversidade, riqueza e abundância das espécies frugívoras pertencentes a Nymphalidae, em dois estratos verticais na Floresta Nacional do Tapajós, no período de dezembro de 2011 a novembro de 2012, utilizando armadilhas alocadas no dossel e no sub-bosque com isca de bananas fermentadas. Foram avaliados os seguintes parâmetros: riqueza, abundância, dominância, constância, índices de diversidade e uniformidade de Shannon (H’ e E’) e dominância de Berger-Parker (d). As estimativas de riqueza foram feitas através dos procedimentos não paramétricos: “Bootstrap”, “Chao1”, “Chao2”, “Jackknife1” e “Jackknife2”. Foram registrados 1.122 exemplares pertencentes a 90 espécies, sendo coletadas 23 espécies em ambos os estratos, 37 exclusivamente no sub-bosque e 30 somente no dossel. A riqueza(S), diversidade (H’) e abundância (N) foram, respectivamente: no sub-bosque (S = 60; H’ = 3,08; N = 668); no dossel (S = 53; H’ = 3,19; N = 454). O gênero Taygetis foi o mais abundante no sub-bosque e o gênero Memphis no dossel. Foi registrada a espécie ameaçada Agrias narcissus tapajonus (Fassl, 1921) e as estimativas de riqueza apontaram uma coleta representativa do total de espécies esperadas para cada estrato. Os resultados obtidos podem servir como subsídios para estratégias de monitoramento da saúde ambiental e conservação na Floresta Nacional do Tapajós.
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  • MARCOS DO PRADO SOTERO
  • IDENTIFICAÇÃO DE FILÉS COMERCIALIZADOS NOS SUPERMERCADOS DE MANAUS: USO DE DNA BARCODE
  • Data: 10/05/2013
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  • O beneficiamento de pescado e sua comercialização na forma de filés favorece a substituição de espécies de alto valor comercial por outras de baixo valor, uma prática cada vez mais frequente na literatura. O objetivo deste trabalho foi testar a eficiência da ferramenta DNA barcode usando o DNA Barcode com base em sequencias de DNA de 652 pb da subunidade da citocromo c oxidase I (COI). Este segmento foi amplificado via PCR, sequenciando a 114 amostras de filés e picadinho pertencentes a 10 tipos de peixes, os mais comercializadas em Manaus. São eles o Pirarucu, Aruanã, Tambaqui, Tucunaré, Pescada Branca, Mapará, Dourada, Surubim, além de dois peixes marinhos, a Pescada Amarela e o Dourado. Em somente dois dos 10 tipos analisados foi detectada a substituição, que foram a Dourada e o Surubim. Nos casos em que a substituição foi detectada, não foi possível identificar precisamente qual espécie foi usada na substituição, mas é possível afirmar que não eram espécies proximamente relacionadas (mesmo gênero, por exemplo), já que a similaridade no DNA foi inferior a 90% nos dois casos, tratando-se possivelmente de espécies de outras famílias de peixes. Este estudo foi um primeiro passo para conhecer melhor o quadro em que se encontram as rotulagens de pescados encontrados nos supermercados de Manaus, e serve como parâmetro para escolhas de espécies alvo de estudos futuros de autenticação de derivados pesqueiros por meio de ferramentas moleculares.
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  • MARCOS DO PRADO SOTERO
  • IDENTIFICAÇÃO DE FILÉS COMERCIALIZADOS NOS SUPERMERCADOS DE MANAUS: USO DE DNA BARCODE
  • Data: 10/05/2013
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  • O beneficiamento de pescado e sua comercialização na forma de filés favorece a substituição de espécies de alto valor comercial por outras de baixo valor, uma prática cada vez mais frequente na literatura. O objetivo deste trabalho foi testar a eficiência da ferramenta DNA barcode usando o DNA Barcode com base em sequencias de DNA de 652 pb da subunidade da citocromo c oxidase I (COI). Este segmento foi amplificado via PCR, sequenciando a 114 amostras de filés e picadinho pertencentes a 10 tipos de peixes, os mais comercializadas em Manaus. São eles o Pirarucu, Aruanã, Tambaqui, Tucunaré, Pescada Branca, Mapará, Dourada, Surubim, além de dois peixes marinhos, a Pescada Amarela e o Dourado. Em somente dois dos 10 tipos analisados foi detectada a substituição, que foram a Dourada e o Surubim. Nos casos em que a substituição foi detectada, não foi possível identificar precisamente qual espécie foi usada na substituição, mas é possível afirmar que não eram espécies proximamente relacionadas (mesmo gênero, por exemplo), já que a similaridade no DNA foi inferior a 90% nos dois casos, tratando-se possivelmente de espécies de outras famílias de peixes. Este estudo foi um primeiro passo para conhecer melhor o quadro em que se encontram as rotulagens de pescados encontrados nos supermercados de Manaus, e serve como parâmetro para escolhas de espécies alvo de estudos futuros de autenticação de derivados pesqueiros por meio de ferramentas moleculares.
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  • ALIRIO TENORIO FURTADO NETO
  • “Produção e Fluxo de Metano em área de Floresta de Terra-Firme na Flona Tapajós”
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 16/09/2013
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  • O metano (CH4) é o segundo gás de efeito estufa e sua concentração na atmosfera aumentou 259% desde 1750. Na forma orgânica é o gás traço mais abundante na atmosfera (proporção de mistura ~ 1,8 ppm). Estudos para verificar o balanço regional de CH4 são realizados com baixa intensidade na Amazônia. Deste modo, conhecer a produção e o fluxo desse gás para atmosfera na região é de grande importância na avaliação da dinâmica do carbono neste ecossistema e para melhor entendimento de seu ciclo biogeoquímico. Este trabalho tem como objetivo quantificar a concentração e fluxo de metano no perfil vertical da floresta, assim como, determinar a emissão de metano na interface solo-atmosfera na FLONA-Tapajós durante o período chuvoso e de estiagem para o ano de 2012. Amostras de ar foram coletadas in situ diretamente do solo através do uso de câmaras estáticas e no perfil vertical da floresta através da torre micrometeorológica em quatros alturas diferentes (2m, 16m, 36m e 63m). Posteriormente, as amostras de ar foram analisadas por cromatografia gasosa. A concentração de metano na estratificação vertical da vegetação foi de 1,866 ± 0,038 ppm (média ± desvio padrão), ou seja, 1.866 ± 38 ppb e o fluxo foi ~ 15,50 mg de CH4.m-2 d-1 e a emissão de metano no solo foi 0,45 ± 0,71 mg de CH4.m-2 d-1. Portanto, no período de estudo o ecossistema florestal de terra-firme atuou como fonte de CH4 para atmosfera.
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  • ALIRIO TENORIO FURTADO NETO
  • PRODUÇÃO E FLUXO DE METANO EM ÁREA DE FLORESTA DE TERRA-FIRME NA FLONA TAPAJÓS
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 16/09/2013
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  • O metano (CH4) é o segundo gás de efeito estufa e sua concentração na atmosfera aumentou 259% desde 1750. Na forma orgânica é o gás traço mais abundante na atmosfera (proporção de mistura ~ 1,8 ppm). Estudos para verificar o balanço regional de CH4 são realizados com baixa intensidade na Amazônia. Deste modo, conhecer a produção e o fluxo desse gás para atmosfera na região é de grande importância na avaliação da dinâmica do carbono neste ecossistema e para melhor entendimento de seu ciclo biogeoquímico. Este trabalho tem como objetivo quantificar a concentração e fluxo de metano no perfil vertical da floresta, assim como, determinar a emissão de metano na interface solo-atmosfera na FLONA-Tapajós durante o período chuvoso e de estiagem para o ano de 2012. Amostras de ar foram coletadas in situ diretamente do solo através do uso de câmaras estáticas e no perfil vertical da floresta através da torre micrometeorológica em quatros alturas diferentes (2m, 16m, 36m e 63m). Posteriormente, as amostras de ar foram analisadas por cromatografia gasosa. A concentração de metano na estratificação vertical da vegetação foi de 1,866 ± 0,038 ppm (média ± desvio padrão), ou seja, 1.866 ± 38 ppb e o fluxo foi ~ 15,50 mg de CH4.m-2 d-1 e a emissão de metano no solo foi 0,45 ± 0,71 mg de CH4.m-2 d-1. Portanto, no período de estudo o ecossistema florestal de terra-firme atuou como fonte de CH4 para atmosfera.
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  • ALIRIO TENORIO FURTADO NETO
  • PRODUÇÃO E FLUXO DE METANO EM ÁREA DE FLORESTA DE TERRA-FIRME NA FLONA TAPAJÓS
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 16/09/2013
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  • O metano (CH4) é o segundo gás de efeito estufa e sua concentração na atmosfera aumentou 259% desde 1750. Na forma orgânica é o gás traço mais abundante na atmosfera (proporção de mistura ~ 1,8 ppm). Estudos para verificar o balanço regional de CH4 são realizados com baixa intensidade na Amazônia. Deste modo, conhecer a produção e o fluxo desse gás para atmosfera na região é de grande importância na avaliação da dinâmica do carbono neste ecossistema e para melhor entendimento de seu ciclo biogeoquímico. Este trabalho tem como objetivo quantificar a concentração e fluxo de metano no perfil vertical da floresta, assim como, determinar a emissão de metano na interface solo-atmosfera na FLONA-Tapajós durante o período chuvoso e de estiagem para o ano de 2012. Amostras de ar foram coletadas in situ diretamente do solo através do uso de câmaras estáticas e no perfil vertical da floresta através da torre micrometeorológica em quatros alturas diferentes (2m, 16m, 36m e 63m). Posteriormente, as amostras de ar foram analisadas por cromatografia gasosa. A concentração de metano na estratificação vertical da vegetação foi de 1,866 ± 0,038 ppm (média ± desvio padrão), ou seja, 1.866 ± 38 ppb e o fluxo foi ~ 15,50 mg de CH4.m-2 d-1 e a emissão de metano no solo foi 0,45 ± 0,71 mg de CH4.m-2 d-1. Portanto, no período de estudo o ecossistema florestal de terra-firme atuou como fonte de CH4 para atmosfera.
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  • ALIRIO TENORIO FURTADO NETO
  • “Produção e Fluxo de Metano em área de Floresta de Terra-Firme na Flona Tapajós”
  • Orientador : JOSE MAURO SOUSA DE MOURA
  • Data: 16/09/2013
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  • O metano (CH4) é o segundo gás de efeito estufa e sua concentração na atmosfera aumentou 259% desde 1750. Na forma orgânica é o gás traço mais abundante na atmosfera (proporção de mistura ~ 1,8 ppm). Estudos para verificar o balanço regional de CH4 são realizados com baixa intensidade na Amazônia. Deste modo, conhecer a produção e o fluxo desse gás para atmosfera na região é de grande importância na avaliação da dinâmica do carbono neste ecossistema e para melhor entendimento de seu ciclo biogeoquímico. Este trabalho tem como objetivo quantificar a concentração e fluxo de metano no perfil vertical da floresta, assim como, determinar a emissão de metano na interface solo-atmosfera na FLONA-Tapajós durante o período chuvoso e de estiagem para o ano de 2012. Amostras de ar foram coletadas in situ diretamente do solo através do uso de câmaras estáticas e no perfil vertical da floresta através da torre micrometeorológica em quatros alturas diferentes (2m, 16m, 36m e 63m). Posteriormente, as amostras de ar foram analisadas por cromatografia gasosa. A concentração de metano na estratificação vertical da vegetação foi de 1,866 ± 0,038 ppm (média ± desvio padrão), ou seja, 1.866 ± 38 ppb e o fluxo foi ~ 15,50 mg de CH4.m-2 d-1 e a emissão de metano no solo foi 0,45 ± 0,71 mg de CH4.m-2 d-1. Portanto, no período de estudo o ecossistema florestal de terra-firme atuou como fonte de CH4 para atmosfera.
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  • JOSÉ DOS REIS BANDEIRA FILHO
  • VARIAÇÕES NO FLUXO DE CO2 DO SOLO NUMA ÁREA DE CERRADO EM ALTER-DO-CHÃO
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 23/09/2013
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  • Amazônia sendo um bioma terrestre tropical é vista como um ícone de importância mundial principalmente no que se refere à contribuição dos fluxos de dióxido de carbono (CO2) no cenário das mudanças globais. Existem pesquisas que apoiam a ideia de que a Amazônia deverá passar por uma transformação podendo se tornar um ambiente com características semelhantes á uma savana ou cerrado. A literatura existente apresenta poucas informações e dados relacionados às manchas de cerrado amazônico. Existe uma importante necessidade de se estudar o cerrado Amazônico. Com o fim de Avaliar a variação do fluxo de CO2 do solo em uma área de Cerrado na Região de Alter-do-Chão correlacionando à variáveis climáticas, foram feitas estimativas de fluxo de CO2 a partir de dois métodos de cálculos distintos e correlacionados com as variáveis umidade relativa do ar e do solo e temperatura do ar. Concluiu-se que o fluxo de CO2 na área é inferior ao da floresta tropical; a umidade relativa do solo tem influência no fluxo de CO2 do solo no Cerrado estudado e a umidade relativa e temperatura do ar não tem influência no fluxo. Topografia também influenciou no fluxo que, logo após uma chuva, é mais elevado. Observou-se uma metodologia de cálculo mais eficiente.
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  • JOSÉ DOS REIS BANDEIRA FILHO
  • VARIAÇÕES NO FLUXO DE CO2 DO SOLO NUMA ÁREA DE CERRADO EM ALTER-DO-CHÃO
  • Orientador : RODRIGO DA SILVA
  • Data: 23/09/2013
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  • Amazônia sendo um bioma terrestre tropical é vista como um ícone de importância mundial principalmente no que se refere à contribuição dos fluxos de dióxido de carbono (CO2) no cenário das mudanças globais. Existem pesquisas que apoiam a ideia de que a Amazônia deverá passar por uma transformação podendo se tornar um ambiente com características semelhantes á uma savana ou cerrado. A literatura existente apresenta poucas informações e dados relacionados às manchas de cerrado amazônico. Existe uma importante necessidade de se estudar o cerrado Amazônico. Com o fim de Avaliar a variação do fluxo de CO2 do solo em uma área de Cerrado na Região de Alter-do-Chão correlacionando à variáveis climáticas, foram feitas estimativas de fluxo de CO2 a partir de dois métodos de cálculos distintos e correlacionados com as variáveis umidade relativa do ar e do solo e temperatura do ar. Concluiu-se que o fluxo de CO2 na área é inferior ao da floresta tropical; a umidade relativa do solo tem influência no fluxo de CO2 do solo no Cerrado estudado e a umidade relativa e temperatura do ar não tem influência no fluxo. Topografia também influenciou no fluxo que, logo após uma chuva, é mais elevado. Observou-se uma metodologia de cálculo mais eficiente.
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  • JUCELE DE JESUS FAUSTINO
  • LIXO ORGÂNICO EM SANTARÉM, PA – PROBLEMÁTICA E OPORTUNIDADES
  • Data: 26/09/2013
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  • O estudo foi desenvolvido na cidade de Santarém no estado do Pará com o objetivo de estimar a quantidade de resíduos orgânicos produzidos nas residências. O universo utilizado para o estudo foram 96 casas distribuídas em 16 bairros em Santarém. As análises mostraram que quanto maior o poder aquisitivo maior é a produção de resíduos orgânicos em Santarém, o que pode ser explicado devido as classes de menor poder aquisitivo apresentarem uma tendência de aproveitamento melhor das fontes de alimentos, portanto, tendo menos desperdício. Este trabalho não abordou relação à produção de resíduos com os níveis de escolaridade. Foram realizados levantamentos de resíduos em feiras, abatedouros e frigoríficos de bovino, aves e peixes. Destes foram identificados oFrigorífico Ribeiro e AVISPARÁ com produção zero de resíduos orgânicos em 2012. Os demais frigoríficos estão em fase de adequação de seus projetos, as informações não são suficientes para estimar os resíduos produzidos. Os três frigoríficos de peixe apresentam a mesma forma de destinação de resíduos provenientes do processamento dos peixes em seus projetos, sendo lançados no meio do rio em frente a cidade. Um desses frigoríficos de peixe que denominamos Frigorífico A informou que nos seis meses de maior produção aproximadamente 100 sacos são lançados por dia no meio do rio pesando em média de 36,8 Kg cada um. Nos outros 6 meses de baixa produtividade isso reduz para 10 sacos/dia. Este levantamento de informações tem importância para dar um direcionamento para políticas públicas no caso da destinação adequada de resíduos sólidos.
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  • JUCELE DE JESUS FAUSTINO
  • LIXO ORGÂNICO EM SANTARÉM, PA – PROBLEMÁTICA E OPORTUNIDADES
  • Data: 26/09/2013
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  • O estudo foi desenvolvido na cidade de Santarém no estado do Pará com o objetivo de estimar a quantidade de resíduos orgânicos produzidos nas residências. O universo utilizado para o estudo foram 96 casas distribuídas em 16 bairros em Santarém. As análises mostraram que quanto maior o poder aquisitivo maior é a produção de resíduos orgânicos em Santarém, o que pode ser explicado devido as classes de menor poder aquisitivo apresentarem uma tendência de aproveitamento melhor das fontes de alimentos, portanto, tendo menos desperdício. Este trabalho não abordou relação à produção de resíduos com os níveis de escolaridade. Foram realizados levantamentos de resíduos em feiras, abatedouros e frigoríficos de bovino, aves e peixes. Destes foram identificados oFrigorífico Ribeiro e AVISPARÁ com produção zero de resíduos orgânicos em 2012. Os demais frigoríficos estão em fase de adequação de seus projetos, as informações não são suficientes para estimar os resíduos produzidos. Os três frigoríficos de peixe apresentam a mesma forma de destinação de resíduos provenientes do processamento dos peixes em seus projetos, sendo lançados no meio do rio em frente a cidade. Um desses frigoríficos de peixe que denominamos Frigorífico A informou que nos seis meses de maior produção aproximadamente 100 sacos são lançados por dia no meio do rio pesando em média de 36,8 Kg cada um. Nos outros 6 meses de baixa produtividade isso reduz para 10 sacos/dia. Este levantamento de informações tem importância para dar um direcionamento para políticas públicas no caso da destinação adequada de resíduos sólidos.
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  • RÚBIA CONCEIÇÃO ARANHA
  • POTENCIAL DE TOXICIDADE DOS HERBICIDAS GLIFOSATO E IMAZETAPIR EM Colossoma macropomum (PISCES)
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 26/09/2013
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  • O ambiente aquático é um dos ambientes que mais vem sofrendo impactos causados pela ação humana. A atividade agrícola, fortemente dependente do uso de agrotóxicos, tem se mostrado uma importante fonte de contaminação desse meio. O uso de peixes como espécie sentinela tem sido um procedimento comum para investigação dos efeitos genotóxicos de poluentes aquáticos. Neste trabalho foi analisado o efeito tóxico dos herbicidas imazetapir e glifosato em alevinos de tambaquis, Colossoma macropomum, através do teste de toxicidade aguada (CL50-96hs). O valor da (CL50-96hs) determinado para o imazetapir foi de 185 m.L-1, enquanto para glifosato foi de 92,90 mg.L-1. O potencial mutagênico e genotóxico do glifosato foi avaliado em juvenis de tambaqui expostos a três concentrações sub-letais do glifosato: C1 (1/50 CL50 = 1,86 mg.L-1), C2 (1/100 CL50 = 0,93 mg.L-1) e C3 (1/1000 CL50 = 0,093 mg.L-1). O tratamento C1 mostrou aumento das células micronucleadas após 7 dias de exposição e aumento nos danos ao DNA após 5 e 7 dias do inicio do experimento. Ambos os herbicidas foram classificados como pouco tóxicos, mas apresentam risco potencial a vida aquática.
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  • RÚBIA CONCEIÇÃO ARANHA
  • POTENCIAL DE TOXICIDADE DOS HERBICIDAS GLIFOSATO E IMAZETAPIR EM Colossoma macropomum (PISCES)
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 26/09/2013
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  • O ambiente aquático é um dos ambientes que mais vem sofrendo impactos causados pela ação humana. A atividade agrícola, fortemente dependente do uso de agrotóxicos, tem se mostrado uma importante fonte de contaminação desse meio. O uso de peixes como espécie sentinela tem sido um procedimento comum para investigação dos efeitos genotóxicos de poluentes aquáticos. Neste trabalho foi analisado o efeito tóxico dos herbicidas imazetapir e glifosato em alevinos de tambaquis, Colossoma macropomum, através do teste de toxicidade aguada (CL50-96hs). O valor da (CL50-96hs) determinado para o imazetapir foi de 185 m.L-1, enquanto para glifosato foi de 92,90 mg.L-1. O potencial mutagênico e genotóxico do glifosato foi avaliado em juvenis de tambaqui expostos a três concentrações sub-letais do glifosato: C1 (1/50 CL50 = 1,86 mg.L-1), C2 (1/100 CL50 = 0,93 mg.L-1) e C3 (1/1000 CL50 = 0,093 mg.L-1). O tratamento C1 mostrou aumento das células micronucleadas após 7 dias de exposição e aumento nos danos ao DNA após 5 e 7 dias do inicio do experimento. Ambos os herbicidas foram classificados como pouco tóxicos, mas apresentam risco potencial a vida aquática.
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  • MARCOS PAULO ALHO DE SOUSA
  • ESTUDO DA DIVERSIDADE GENÉTICA EM PEIXES DE IGARAPÉS DA BACIA DO RIO TAPAJÓS: UMA ABORDAGEM DE SISTEMÁTICA MOLECULAR UTILIZANDO-SE DNA BARCODING
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 27/09/2013
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  • A bacia Amazônica apresenta a maior diversidade ictíica do Brasil em seus mais variados ambientes, tais como os igarapés de terra firme, comuns na Amazônia. Em igarapés são encontradas espécies de peixes com alto endemismo e pouco estudadas em relação aos peixes de alto valor comercial. Para caracterização da ictiofauna em tais ambientes o emprego de coletas ativas com a utilização de puçás e redes de arrasto tem alcançado resultados satisfatórios. A ferramenta molecular DNA barcoding é utilizada para a caracterização de espécies em diversos tipos de animais, inclusive em peixes, por meio do uso de um marcador mitocondrial, região Citocromo Oxidase I. O presente trabalho objetivou caracterizar a ictiofauna de 4 igarapés de terra firme de 1ª ou 2ª ordens da região de Santarém por meio do emprego da coleta ativa em trechos de 50 metros de cada igarapé e identificação tradicional e molecular dos espécimes coletados. De um total de 836 peixes coletados alcançou-se um total de 20 diferentes espécies, distribuídos em 20 gêneros, 14 famílias e 6 ordens em 3 destes igarapés, com a predominância de Characiformes, Siluriformes e Gymnotiformes, respectivamente. Ainda, por meio da utilização da técnica de DNA barcoding, 69 sequências de 12 diferentes espécies foram obtidas nos ambientes analisados, ocorrendo 75% de consenso entre a identificação tradicional e a molecular, ocorrendo divergência intraespecífica superior ao limiar de 3,5%, adotado como delimitador de espécies no barcoding, em Bryconops giacopinii, Hypessobrycon heterorhabdus e Aequidens tetramerus, sugerindo novas análises nesses grupos para haver consenso em relação a se caracterizarem como mais de uma espécie.
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  • MARCOS PAULO ALHO DE SOUSA
  • ESTUDO DA DIVERSIDADE GENÉTICA EM PEIXES DE IGARAPÉS DA BACIA DO RIO TAPAJÓS: UMA ABORDAGEM DE SISTEMÁTICA MOLECULAR UTILIZANDO-SE DNA BARCODING
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 27/09/2013
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  • A bacia Amazônica apresenta a maior diversidade ictíica do Brasil em seus mais variados ambientes, tais como os igarapés de terra firme, comuns na Amazônia. Em igarapés são encontradas espécies de peixes com alto endemismo e pouco estudadas em relação aos peixes de alto valor comercial. Para caracterização da ictiofauna em tais ambientes o emprego de coletas ativas com a utilização de puçás e redes de arrasto tem alcançado resultados satisfatórios. A ferramenta molecular DNA barcoding é utilizada para a caracterização de espécies em diversos tipos de animais, inclusive em peixes, por meio do uso de um marcador mitocondrial, região Citocromo Oxidase I. O presente trabalho objetivou caracterizar a ictiofauna de 4 igarapés de terra firme de 1ª ou 2ª ordens da região de Santarém por meio do emprego da coleta ativa em trechos de 50 metros de cada igarapé e identificação tradicional e molecular dos espécimes coletados. De um total de 836 peixes coletados alcançou-se um total de 20 diferentes espécies, distribuídos em 20 gêneros, 14 famílias e 6 ordens em 3 destes igarapés, com a predominância de Characiformes, Siluriformes e Gymnotiformes, respectivamente. Ainda, por meio da utilização da técnica de DNA barcoding, 69 sequências de 12 diferentes espécies foram obtidas nos ambientes analisados, ocorrendo 75% de consenso entre a identificação tradicional e a molecular, ocorrendo divergência intraespecífica superior ao limiar de 3,5%, adotado como delimitador de espécies no barcoding, em Bryconops giacopinii, Hypessobrycon heterorhabdus e Aequidens tetramerus, sugerindo novas análises nesses grupos para haver consenso em relação a se caracterizarem como mais de uma espécie.
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  • JOSÉ EILTON DE OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO DA PAISAGEM SOBRE O RENDIMENTO DA PESCA NO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, SANTARÉM-PA
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 30/09/2013
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  • A ecologia de paisagem utiliza indicadores que relacionam os sistemas ecológicos e socioeconômicos, fornecendo a base para o planejamento e manejo territorial, enfatizando as paisagens naturais, e assim, contribuindo para a conservação da biodiversidade. Na Amazônia, a pesca é uma atividade muito significativa para a sua população que apresenta uma estreita ralação com as áreas de captura. Neste contexto, encontra-se os ribeirinhos que vivem as margens da represa de Curuá-Una. Este trabalho foi desenvolvido no intuito de avaliar o efeito da composição e estrutura da paisagem sobre o rendimento pesqueiro no reservatório dessa represa, bem como caracterizar a dinâmica pesqueira das comunidades influenciadas pelo reservatório da hidrelétrica com as diferentes composições paisagísticas das áreas de pesca e do seu entorno. Para tanto, o processo de obtenção dos dados ocorreu em dois níveis: inicialmente foi quantificado o rendimento pesqueiro (Captura por unidade de Esforço), obtido por meio das estimativas de pescadores locais durante 4 excursões de campo, abrangendo o período chuvoso e o período de estiagem e depois a quantificação das classes da paisagem que compõem o entorno do reservatório de Curuá-Una, obtido por meio de uma série de rotinas computacionais adotadas em Sistemas de informação geográfica. Logo, pode-se observar que no período chuvoso, áreas com maior quantidade de floresta nas margens apresentaram maiores valores de rendimento pesqueiro. No entanto, o decréscimo da quantidade de cobertura vegetal (Fragmentos não florestados) afetou negativamente no rendimento pesqueiro. A quantidade de floresta no entorno do reservatório de Curuá-Una tem efeito positivo no rendimento pesqueiro e em áreas com menor quantidade de floresta, foi evidenciado menores rendimentos pesqueiro. A composição das paisagens no entorno de 5km do reservatório de Curuá-Una afeta o rendimento pesqueiro das comunidades tradicionais. Sobretudo no período chuvoso, quando a quantidade de chuvas determina maior carreamento de sedimentos para os corpos de água.
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  • JOSÉ EILTON DE OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO DA PAISAGEM SOBRE O RENDIMENTO DA PESCA NO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, SANTARÉM-PA
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 30/09/2013
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  • A ecologia de paisagem utiliza indicadores que relacionam os sistemas ecológicos e socioeconômicos, fornecendo a base para o planejamento e manejo territorial, enfatizando as paisagens naturais, e assim, contribuindo para a conservação da biodiversidade. Na Amazônia, a pesca é uma atividade muito significativa para a sua população que apresenta uma estreita ralação com as áreas de captura. Neste contexto, encontra-se os ribeirinhos que vivem as margens da represa de Curuá-Una. Este trabalho foi desenvolvido no intuito de avaliar o efeito da composição e estrutura da paisagem sobre o rendimento pesqueiro no reservatório dessa represa, bem como caracterizar a dinâmica pesqueira das comunidades influenciadas pelo reservatório da hidrelétrica com as diferentes composições paisagísticas das áreas de pesca e do seu entorno. Para tanto, o processo de obtenção dos dados ocorreu em dois níveis: inicialmente foi quantificado o rendimento pesqueiro (Captura por unidade de Esforço), obtido por meio das estimativas de pescadores locais durante 4 excursões de campo, abrangendo o período chuvoso e o período de estiagem e depois a quantificação das classes da paisagem que compõem o entorno do reservatório de Curuá-Una, obtido por meio de uma série de rotinas computacionais adotadas em Sistemas de informação geográfica. Logo, pode-se observar que no período chuvoso, áreas com maior quantidade de floresta nas margens apresentaram maiores valores de rendimento pesqueiro. No entanto, o decréscimo da quantidade de cobertura vegetal (Fragmentos não florestados) afetou negativamente no rendimento pesqueiro. A quantidade de floresta no entorno do reservatório de Curuá-Una tem efeito positivo no rendimento pesqueiro e em áreas com menor quantidade de floresta, foi evidenciado menores rendimentos pesqueiro. A composição das paisagens no entorno de 5km do reservatório de Curuá-Una afeta o rendimento pesqueiro das comunidades tradicionais. Sobretudo no período chuvoso, quando a quantidade de chuvas determina maior carreamento de sedimentos para os corpos de água.
2012
Dissertações
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  • FREDERICO GALANTE NEVES
  • MONITORAMENTO DO TEOR DE CUMARINA EM Mikania laevigata SCHULTZ BIP. EX BAKER (Asteraceae) CULTIVADA NA AMAZÔNIA
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 14/12/2012
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  • Neves, Frederico. Monitoramento do teor de cumarina em Mikania laevigata Schultz Bip ex Baker (Asteraceae) cultivada na Amazônia. 2012 80p. Dissertação de mestrado em Ciências na Área de Recursos Naturais da Amazônia. Linha de pesquisa: Bioprospecção e Manejo de Recursos Naturais da Amazônia. Universidade Federal do Oeste do Pará. Santarém, 2012. A utilização de plantas medicinais na saúde pública vem sendo estimulada pela Política Nacional de Plantas Medicinal e Fitoterápicos. Diversas plantas podem ser utilizadas, porém, para problemas respiratórios, uma das espécies mais estudadas e validadas com estudos préclínicos é a Mikania laevigata Schultz Bip ex Baker (guaco). Para fins de uso imediato no Sistema Único de Saúde, é adequada a utilização de uma planta que contemple o perfil epidemiológico local, bem como tenha validação científica de sua ação benéfica na saúde humana. Neste sentido, não consta no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Nacional alguma espécie medicinal nativa do bioma Amazônico que preencha os critérios supracitados. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o desenvolvimento de M. laevigata com base na produtividade da cultura (biomassa de folhas) e teor de cumarina (1,2 benzopirona), reunindo informações a respeito do cultivo dessa espécie na Amazônia de forma a ser usada na atenção primaria no posto de saúde da Vila de Alter-do-Chão, Santarém-PA. Um plantio de M. laevigata foi instalado em uma área experimental de 15 x 16 metros em Alter do Chão, (2o 31´S, 55o00´W) e mensalmente foram preparados extratos etanólicos de folhas para análises quantitativa e qualitativa de 1,2 benzopirona por CCD e CLAE. A presença de 1,2 benzopirona foi detectada durante todo o desenvolvimento da planta em níveis aceitáveis para uso como fitoterápico. Porém, as plantas morreram no início da estação menos chuvosa (entre agosto e setembro). Hipóteses para a perda do plantio seriam: excesso de radiação e/ou ataque de um fungo causador de antraquinose. Portanto, embora seja possível o plantio de guaco na Amazônia quanto à qualidade dos extratos, estudos devem ser conduzidos no sentido de serem selecionados genótipos desta espécie mais adaptados ao bioma amazônico e otimizados os conhecimentos agronômicos que viabilizem o plantio, uma vez que as plantas mantidas em sombrite 50%, além de apresentarem o marcador químico, sobreviveram às diferenças climáticas observadas durante o experimento.
2
  • FREDERICO GALANTE NEVES
  • MONITORAMENTO DO TEOR DE CUMARINA EM Mikania laevigata SCHULTZ BIP. EX BAKER (Asteraceae) CULTIVADA NA AMAZÔNIA
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 14/12/2012
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  • Neves, Frederico. Monitoramento do teor de cumarina em Mikania laevigata Schultz Bip ex Baker (Asteraceae) cultivada na Amazônia. 2012 80p. Dissertação de mestrado em Ciências na Área de Recursos Naturais da Amazônia. Linha de pesquisa: Bioprospecção e Manejo de Recursos Naturais da Amazônia. Universidade Federal do Oeste do Pará. Santarém, 2012. A utilização de plantas medicinais na saúde pública vem sendo estimulada pela Política Nacional de Plantas Medicinal e Fitoterápicos. Diversas plantas podem ser utilizadas, porém, para problemas respiratórios, uma das espécies mais estudadas e validadas com estudos préclínicos é a Mikania laevigata Schultz Bip ex Baker (guaco). Para fins de uso imediato no Sistema Único de Saúde, é adequada a utilização de uma planta que contemple o perfil epidemiológico local, bem como tenha validação científica de sua ação benéfica na saúde humana. Neste sentido, não consta no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Nacional alguma espécie medicinal nativa do bioma Amazônico que preencha os critérios supracitados. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o desenvolvimento de M. laevigata com base na produtividade da cultura (biomassa de folhas) e teor de cumarina (1,2 benzopirona), reunindo informações a respeito do cultivo dessa espécie na Amazônia de forma a ser usada na atenção primaria no posto de saúde da Vila de Alter-do-Chão, Santarém-PA. Um plantio de M. laevigata foi instalado em uma área experimental de 15 x 16 metros em Alter do Chão, (2o 31´S, 55o00´W) e mensalmente foram preparados extratos etanólicos de folhas para análises quantitativa e qualitativa de 1,2 benzopirona por CCD e CLAE. A presença de 1,2 benzopirona foi detectada durante todo o desenvolvimento da planta em níveis aceitáveis para uso como fitoterápico. Porém, as plantas morreram no início da estação menos chuvosa (entre agosto e setembro). Hipóteses para a perda do plantio seriam: excesso de radiação e/ou ataque de um fungo causador de antraquinose. Portanto, embora seja possível o plantio de guaco na Amazônia quanto à qualidade dos extratos, estudos devem ser conduzidos no sentido de serem selecionados genótipos desta espécie mais adaptados ao bioma amazônico e otimizados os conhecimentos agronômicos que viabilizem o plantio, uma vez que as plantas mantidas em sombrite 50%, além de apresentarem o marcador químico, sobreviveram às diferenças climáticas observadas durante o experimento.
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