Dissertações/Teses

Clique aqui para acessar os arquivos diretamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFOPA

2020
Dissertações
1
  • PEDRO HENRIQUE SALOMÃO GANANÇA
  • A HETEROGENEIDADE DE BANCOS DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS COMO PREDITOR DA ESTRUTURA ESPACIAL DA ASSEMBLÉIA DE SAPOS EM LAGOS AMAZÔNICOS

  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 03/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • Investigar os efeitos de gradientes ambientais na estrutura espacial de assembleias é relevante para entender os mecanismos e processos que afetam a biodiversidade. Os gradientes ambientais podem atuar como filtros ecológicos, limitando a ocorrência e a abundância de espécies, o que gera padrões não aleatórios de ocupação do habitat. A biodiversidade mediada pela filtragem ambiental emerge das relações entre gradientes ambientais e estimativas da diversidade α e β. Tais relações foram amplamente demonstradas em assembleias de sapos que ocupam florestas na Amazônia, mas raramente são avaliadas em ecossistemas não florestais, como bancos de macrófitas em lagos. Os bancos de macrófitas podem variar espacialmente em termos de largura, altura e composição das espécies em resposta aos parâmetros físico-químicos da água. Portanto, é razoável esperar assembleias de sapos espacialmente heterogêneas quanto à variação na estratificação vertical do habitat e no formato da planta. Neste estudo, amostramos 50 parcelas cobrindo 15 km2 de bancos
    de macrófitos contínuos, para testar os efeitos da distância da margem do lago, profundidade da água, altura e composição das macrófitas (proporções de ocupação de morfotipos), pH, oxigênio dissolvido e temperatura na diversidade α de sapos e estimativas da diversidade β. Foram encontradas 16 espécies, cuja distribuição local não foi aleatória, mas caracterizada pela diversidade α afetada positivamente pela altura das macrófitas e diversidade β afetada pela altura e composição das macrófitas e profundidade da água. Nossos resultados sugerem a filtragem ambiental como um fator importante na estruturação de assembléias de sapos, mesmo em ecossistemas relativamente pequenos e regionalmente raros. Esses achados são altamente relevantes para a ecologia e conservação, pois sugerem que os bancos de macrófitas aquáticas devem ser considerados
    unidades biogeográficas distintas dos habitats adjacentes.

2
  • FRANCESCA NICOLE ANGIOLANI LARREA
  • INTERNAL MORPHOLOGY REVEALS REPRODUCTIVE ISOLATION BETWEEN TWO AMPHISBAENIAN CLOSELY RELATED SPECIES (SQUAMATA: AMPHISBAENIDAE)

  • Orientador : SIRIA LISANDRA DE BARCELOS RIBEIRO
  • Data: 05/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • Comparar a morfologia do trato reprodutivo entre espécies intimamente relacionadas pode revelar mecanismos e processos de isolamento reprodutivo principalmente associados à divergência evolutiva. Embora o trato reprodutivo dos anfisbaenianos tenha sido descrito qualitativamente para algumas espécies, a variação interespecífica associada ao isolamento mecânico da reprodução tem sido pouco investigada por meio de hipóteses claramente definidas. Diferenças interespecíficas no trato reprodutivo podem ser particularmente interessantes nos anfisbaenianos, porque a fossorialidade causou assimetria bilateral nos órgãos internos. Neste estudo, comparamos a morfologia do trato reprodutivo entre duas espécies de Amphisbaenidae intimamente relacionadas (Amphisbaena anaemariae e A. silvestrii). Utilizamos abordagens multivariadas para testar a hipótese geral de que divergências interespecíficas em nove variáveis que quantificam o trato reprodutivo explicam mecanismos e processos de isolamento reprodutivo associados à divergência evolutiva. Nosso teste de hipótese foi focado na investigação dos níveis de dependência sexual e assimetria bilateral na divergência reprodutiva interespecífica. Encontramos assimetria bilateral na maioria das variáveis medidas e morfologia dependente de sexo do trato reprodutivo em ambos os sexos, apesar de esse achado ser menos evidente no sexo feminino. Nossos resultados estão associados principalmente a uma combinação de forças evolutivas que atuam na assimetria bilateral e na dispersão dependente do sexo. Por fim, este estudo fornece conhecimentos sobre processos evolutivos baseados em mecanismos de isolamento reprodutivo em organismos para os quais a amostragem é prejudicada pela fossorialidade.

3
  • MARISE HELEN VALE DE OLIVEIRA
  • Ampliando o conhecimento sobre a flora Amazônica: Distribuição da riqueza de samambaias e licófitas na Amazônia Central

  • Orientador : THAIS ELIAS ALMEIDA
  • Data: 17/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • Samambaias e licófitas são plantas de origem antiga, desprovidas de sementes. Sua dispersão através de esporos ocorre pelo vento, o que torna possível sua distribuição para diversos locais. São importantes indicadores ambientais, se tornando um grupo especial quando o assunto é conservação. A região do Baixo Tapajós, localizada na região oeste do estado do Pará, na bacia do rio Tapajós, apresenta uma grande diversidade de samambaias e licófitas, mas toda essa riqueza está sob ameaça pelas constantes ações humanas como queimadas em Áreas de Proteção Ambiental e construção de barragens no curso do rio Tapajós. O objetivo desse trabalho foi analisar lacunas de coletas, vieses de amostragem, distribuição da riqueza e checar se as áreas protegidas na região do Baixo Tapajós estão contribuindo para a conservação da flora usando sambambaias e licófitas como grupo modelo. Para isso, uma base de dados foi construída a partir de informações de cada espécime de samambaia e licófita coletado na região e depositado em coleções científicas ou disponíveis em trabalhos publicados. Esses registros foram verificados para precisão e correção da localização e foram georeferenciados quando necessário. Os registros foram checados e identificados com auxílio de chave dicotômica. A relação entre esforço amostral e riqueza de espécies foi avaliada assim como se os registros são enviesados para áreas próximas a rotas de acesso (definidos como estradas ou rios navegáveis). Foi feita uma comparação da composição das espécies entre as áreas de estudo e outras dezesseis áreas que possuem inventários de samambaias e licófitas na Amazônia brasileira. Apresentamos aqui o primeiro checklist para as samambaias da bacia do Baixo Tapajós, assim como para as quatro Unidades de Conservação que apresentaram registros dessas plantas. Foi possível identificar o estado de conservação das espécies assim como locais que apresentavam lacunas de coleta. O viés de amostragem também foi verificado a partir das rotas de acesso em rios e estradas e foi possível verificar um adensamento de coletas restrito a áreas de acesso facilitado e próximo de grandes municípios. Por se tratar de uma região alvo de ações destrutivas e um grupo de estudo tão sensível a mudanças ambientais, as informações obtidas a partir da pesquisa são de suma importância para o auxílio na conservação da flora da região do Baixo Tapajós. Obter esses dados a partir de acervo de herbário valoriza ainda mais a preciosidade dessas coleções científicas, e o quanto ele é capaz de guardar e registrar a história da flora de uma determinada região. Com base no referido estudo sobre informações a respeito da distribuição dessas plantas se faz possível que gestores de Unidades de Conservação utilizem essas informações para elaborar políticas de proteção as espécies, para que assim minimizem conflitos de devastação em áreas de floresta ocasionada por ação humana.

4
  • ERIKA DOS SANTOS SOUZA
  • Short- and long-term effects of fire and fire-induced vegetation cover on four lizard species in Amazonian savannas

  • Orientador : RICARDO ALEXANDRE KAWASHITA RIBEIRO
  • Data: 27/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • A sucessão ecológica em savanas tropicais é limitada pelo fogo sazonal previsível, mas irregular, que pode causar variação temporal na qualidade de hábitats para a fauna. Embora o fogo possa causar efeitos desprezíveis ou positivos em animais que ocupam savanas, a maioria dos estudos em curto prazo é baseada em um único período de amostragem, e estudos em longo prazo são raros. Nesse estudo, amostramos quatro espécies de lagartos em savanas da Amazônia para testar os efeitos do fogo e da cobertura vegetal mediada pelo fogo sobre densidades de lagartos em duas escalas temporais. Em curto prazo, usamos três períodos de amostragem para testar os efeitos do fogo e da cobertura vegetal sobre densidades de lagartos estimadas nos 1–5 anos subsequentes. Em longo prazo, testamos os efeitos acumulados do fogo e das mudanças na cobertura vegetal ao longo de 21 anos sobre diferenças a variação temporal nas densidades de lagartos. Em curto prazo, encontramos alguns efeitos significativos do fogo e da cobertura vegetal sobre as densidades de lagartos, geralmente consistentes com os modos de forrageio e termorregulação das espécies estudadas. No entanto, os resultados variaram amplamente entre as espécies e os anos de amostragem, sugerindo que as relações ecológicas mediadas pelo fogo dependem de variáveis desconhecidas e altamente dinâmicas ao longo do tempo. Em longo prazo, os efeitos mais significativos do fogo e da cobertura vegetal mostraram que variação na qualidade de hábitats pode afetar a distribuição espacial de lagartos, o que não implica necessariamente em mudanças temporais. O fogo é uma característica natural de savanas, e parece ter pouco impacto sobre as espécies residentes de lagartos.

5
  • DAIANE BATISTA RODRIGUES
  • COMUNIDADES DE ERVAS TERRESTRES DE FLORESTAS RIPÁRIAS DE TERRA FIRME DO BAIXO RIO TAPAJÓS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Orientador : AMANDA FREDERICO MORTATI
  • Data: 28/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • Realizamos um inventário de herbáceas ripárias em uma floresta de terra firme da Amazônia brasileira localizada no baixo Rio Tapajós, para seus componentes mais representativos: samambaias, licófitas e monocotiledôneas não-palmeiras. Oito parcelas de 1.5 x 250 m, totalizando 0,3 hectares, foram amostradas ao longo das bacias hidrográficas dos Rios Cupari e Curuá-Una, tributários do Rio Tapajós, localizados na Floresta Nacional do Tapajós, Pará, Brasil. Para caracterizar a comunidade herbácea, calculamos a riqueza, a abundância e o alfa de Fisher das parcelas. Para analisar a dissimilaridade florística, usamos a distância de Bray-Curtis. No total, foram amostrados 3130 indivíduos, 58 espécies, 27 gêneros e 20 famílias de herbáceas ripárias terrestres. Marantaceae (14 spp) é a família com a maior riqueza e Poaceae a mais abundante (738 indivíduos). A samambaia Triplophyllum glabrum (Tectariaceae) é a espécie mais comum entre as parcelas, observada em 87,5 % delas. As parcelas que apresentam os maiores valores de riqueza e diversidade de espécies estão localizadas na bacia do Rio Cupari. A composição das comunidades de herbácea terrestres ripárias observada aqui se assemelha à de sítios de florestas de terra firme não ripárias na Amazônia, sendo as famílias Marantaceae, Pteridaceae. e Poaceae geralmente as mais representativas do estrato herbáceo amazônico.

6
  • TÁSSIO ALVES COÊLHO
  • HEMOPARASITOS DE ANFÍBIOS ANUROS DA AMAZÔNIA ORIENTAL

  • Orientador : RICARDO ALEXANDRE KAWASHITA RIBEIRO
  • Data: 31/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • Este estudo objetivou descrever o primeiro registro de Trypanosoma sp. em Rhinella major como um novo hospedeiro e analisar a relação entre hemoparasitos e parâmetros hematológicos e bioquímicos de anfíbios anuros coletados na Amazônia oriental. Foram produzidos dois capítulos para o presente estudo. No primeiro capítulo, 44 espécimes de Rhinella major foram capturados na área de influência da hidrelétrica de Curua-una, em Santarém, oeste do Pará. Extensões sanguíneas foram confeccionadas e analisadas em microscópio óptico de luz, sendo encontrados quatro indivíduos parasitados com formas tripomastigotas de Trypanosoma sp. com apenas um morfotipo encontrado. As taxas de prevalência, intensidade média e abundância média foram relativamente baixas quando comparadas com estudos similares. Neste estudo, identificamos R. major como novo hospedeiro vertebrado para Trypanosoma sp. no Brasil. No segundo capítulo, foram capturados 32 espécimes de Leptodactylus macrosternum e 20 exemplares de Rhinella major provenientes de ambiente antropizados no oeste do estado do Pará, Brasil. Após a pesquisa de hemoparasitas sob microscópio de luz óptico realizada e quantificada, foram realizados testes estatísticos com o intuito de verificar relações entre a abundância parasitária encontrada e modificações nos parâmetros hematológicos e bioquímicos analisados. As análises revelaram altos índices de prevalência parasitária, com registro de infecções mistas, com presença de até três hemoparasitos (Trypanosoma sp., Hepatozoon sp. e microfilárias). Os testes de Mann-Whitney não revelaram diferenças entre os parâmetros analisados. Foi possível detectar correlações entre Trypanosoma sp. e valores de hematócrito e Hepatozoon sp. com níveis de glicose. A regressão linear revelou que há uma relação negativa significativa (p < 0.05) dos hemoparasitos Trypanosoma sp. e Hepatozoon sp. com os níveis de hematócrito.

2019
Dissertações
1
  • DARLISON CHAGAS DE SOUZA
  • METAZOÁRIOS PARASITOS DE Plagioscion squamosissimus (HECKEL, 1840) (OSTEICHTHYES: SCIAENIDAE) DE LAGOS DE VÁRZEA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Orientador : LINCOLN LIMA CORREA
  • Data: 30/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • Este estudo tem o objetivo de investigar a fauna parasitária de Plagioscion squamosissimus em dois rios da Amazônia brasileira e apresentar a caracterização morfológica e molecular do nematoide Anisakis sp. Foram coletados 75 espécimes de P. squamosissimus no Lago grande do Curuái, e na Foz do rio Tapajós. Esse estudo foi dividido em dois momentos, produzindo assim dois capítulos nessa dissertação. O primeiro capítulo descreve metazoários onde revelaram a presença de 16 espécies de parasitas, sendo três Myxozoários (Myxobolus sp., Ceratomyxa sp., Henneguya sp.), dois Trematódeos (Austodiplostomum compactum, Digeneagen. sp. (metacercariae), duas espécies de monogêneas (Diplectanum sp., Euryhaliotrema sp.), três nematóides (Procamallanus (S) sp. Anisakis sp., Pseudoproleptus sp. (larva), dois Acanthocephalas (Rhadinorhynchus plagioscionis e Neoechinorhynchus sp.), um Cestoda e três crustáceos (Therodamas sp., Ergasilus sp., Dolops sp.). Os hospedeiros coletados no rio Tapajós apresentaram uma menor diversidade de metazoários parasitas (H = 0,531) quando comparados com os indivíduos provenientes do rio Amazonas (H =0,991). O teste de Mann-Whitney não apresentou diferenças entre o Kn observado e o Kn padrão (1,00) (U = 0,14, p = 0,88). No segundo capítulo os helmintos encontrados e identificados do gênero Anisakis foram utilizados para caracterização morfométrica, mensurados e submetidos a identificação molecular baseando-se no sequenciamento dos genes 18S e COX1. Anisakis spp. parasitas de P. squamosissimus não foi caracterizado compativelmente com a literatura existente, as análises moleculares sugerem a existência de um grupo de espécies crípticas nas duas regiões onde foram coletados os peixes.

2
  • JUAN DAVID TOVAR DURÁN
  • Homoplasias em todas partes, vindo dos Andes: relações filogenéticas e biogeografia histórica de Solanum seção Brevantherum Seithe (Solanaceae)

  • Orientador : LEANDRO LACERDA GIACOMIN
  • Data: 31/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • O soerguimento dos Andes desempenhou um papel determinante na diversificação de plantas neotropicais. Padrões de divergência entre plantas têm sido abordados para entender as causas e processos envolvidos no diversidade de espécies que encontramos hoje. No entanto, o estudo da distribuição de espécies através dos escalas geográficos e de tempo geológico continua a ser complexo. Nesse trabalho nós usamos a seção Brevantherum do gênero Solanum (Solanaceae) como modelo para entender padrões da história biogeográfica de plantas neotropicais, devido a sua ampla distribuição geográfica e ao caráter comum das espécies entre as regiões. Geramos sequências de dois marcadores nucleares e um plastidial (ITS, waxy, trnT-F) para inferir relações filogenéticas sob as abordagens Bayesiana e de Máxima Verossimilhança. Em seguida, estimamos a idade das principais divisões e a área ancestral das linhagens. Por fim, simulamos os principais processos que conduzem o grupo à sua distribuição atual, utilizando mapeamento biogeográfico estocástico e reconstruindo a evolução de caracteres taxonômicos relevantes. Os resultados mostraram o não monofiletismo da seção Brevantherum como previamente reconhecida e evidenciaram o estado homoplásico de caracteres tradicionalmente usados para sua circunscrição. Análises de tempo de divergência sugerem que os dois clados principais encontrados na seção Brevantherum divergiram em torno de 4,5 Mya no Plioceno, se originando no noroeste dos Andes. Nós também descobrimos que os eventos de dispersão foram determinantes para a distribuição atual das espécies de ambos clados.


3
  • MARIA ALEJANDRA BUITRAGO ARISTIZÁBAL
  • Estrutura geográfica da diversidade morfológica e espectral em arumãs (Ischnosiphon Körn., Marantaceae)

  • Orientador : THIAGO JOSE DE CARVALHO ANDRE
  • Data: 31/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • O reconhecimento e a delimitação de categorias taxonômicas de organismos biológicos ainda são desafiadores e cheias de controvérsias. A categorização tradicional de espécies pode esconder a variação contínua das entidades na natureza. A avaliação da variação morfométrica e espectral dos indivíduos ao longo de gradientes geográficos e ambientais pode ser usada para entender o quão homogênea ou agrupada é a variação e pode ressaltar a delimitação de unidades naturais. Utilizamos o gênero Ischnosiphon (Marantaceae) como modelo para testar essas ideias devido à grande variação morfológica e sua ampla distribuição geográfica. Espécies deste gênero são ervas rizomatosas terrestres que ocorrem nos sub-bosques de florestas tropicais desde a Nicarágua até o sul da Bolívia e do Brasil. Aqui aplicamos uma abordagem baseada em indivíduos para testar como a variação de 22 espécies de Ischnosiphon, distribuídas de forma ampla ou restrita, está relacionada a fatores ecológicos e à distribuição geográfica, além de descrever padrões gerais da variação morfológica e espectral das espécies. Nós demonstramos uma grande diversidade e complexidade morfológica entre as espécies de Ischnosiphon, e propusemos uma abordagem metodológica replicável e analítica para acomodar a variabilidade individual no diagnóstico de espécies, especialmente em grupos de plantas morfologicamente diversas. Adicionalmente, mostramos que o tamanho do âmbito das espécies não é um bom preditor de variância fenotípica, e que a distância climática é frequentemente mais relevante na variação morfológica e espectral do que a distância geográfica. Esses resultados fornecem evidências de como nossa interpretação e reconhecimento das espécies é propensa a subestimar o papel da variabilidade individual, e como os gradientes ambientais influenciam a variação fenotípica de organismos amplamente distribuídos. Finalmente, discutimos a relevância das explorações.

4
  • RAUL DE PAULA DA SILVA FROIS
  • Estrutura da assembleia de peixes em igarapés de pequena ordem de fragmentos florestais em uma matriz de savana, Amazônia oriental

  • Orientador : AMANDA FREDERICO MORTATI
  • Data: 31/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • Alterações ambientais geram mudanças no habitat aquático, de modo que se espera mudança na comunidade de peixes ao longo do tempo, entretanto, quando não afetam profundamente a qualidade da água espera-se uma certa resiliência da comunidade de peixes. Apresentamos os resultados de duas amostragens em dez igarapés de primeira e segunda ordem realizadas em dois períodos: outubro de 2006 e outubro de 2018, para investigar os possíveis efeitos na mudança das características ambientais sobre a composição taxonômica dos
    peixes de fragmentos florestais em uma matriz de savana amazônica na margem esquerda do baixo rio Tapajós. As amostragens das variáveis ambientais e dos peixes foram coletadas utilizando o protocolo de esforço padronizado. Foi analisado a intensidade e a direção da mudança temporal dos conjuntos de dados entre os anos de 2006 e 2018. Foi detectada mudanças significativas nas em algumas características estruturais e limnológicas dos igarapés entre os anos, apresentando diminuição da integridade ambiental. Não houve mudança significativa na composição taxonômica. Apesar dos peixes apresentarem uma capacidade de resiliência ao atual nível degradação ambiental sobre esses igarapés, existem variações na abundância total de algumas espécies relacionadas alterações de micro-habitats específicos, e é provável mudanças no uso dos igarapés que intensifiquem a perda da qualidade da água podem acarretar perdas de diversidade. Sendo assim, são necessárias investigações que consigam quantificar esse tipo de efeito e monitorar suas mudanças.

5
  • PEDRO FERREIRA FRANÇA
  • Efeitos da diversidade taxonômica e funcional de aves na diversidade e abundância de parasitas sanguíneos em função da extração seletiva de madeira na Amazônia oriental

  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 01/08/2019
  • Mostrar Resumo
  • O manejo florestal é uma forma racional de utilização dos recursos florestais, no qual o principal objetivo é a extração dos recursos sem gerar alto impacto ambiental. No entanto, esta atividade pode causar impactos na riqueza de espécies e abundancia de indivíduos, além de ser capaz de causar estresse fisiológico em aves, tornando-as mais suscetíveis a infecções por parasitas sanguíneos. O objetivo do presente estudo foi investigar o efeito do manejo madeireiro na diversidade taxonômica de hospedeiros e parasitas, diversidade funcional de aves e na intensidade de infecção parasitaria, além de entender se a diversidade taxonômica e funcional de aves afeta a diversidade taxonômica de parasitas e a intensidade de infecção. Para tanto, nos coletamos amostras sanguíneas de 125 indivíduos pertencentes a 31 espécies e 11 famílias. Sessenta indivíduos de 19 espécies foram amostrados na área manejada e 65 indivíduos de 24 espécies foram amostrados na área controle, não manejada. Encontramos diferenças significativas na diversidade taxonômica de aves e parasitas entre áreas manejadas e controle, mas não na diversidade funcional de aves e intensidade de infecção por parasitas. Além disso, nossos resultados sugerem que a diversidade taxonômica de parasitas depende da diversidade taxonômica, mas não da diversidade funcional de aves, enquanto a intensidade de infecção independe da diversidade taxonômica, mas foi dependente da diversidade funcional de aves. Nosso estudo demonstrou que o manejo florestal tem causado efeitos significativos na diversidade taxonômica de aves e parasitas e que assembleias de hospedeiros determinam assembleias de parasitas. Contudo, nossas conclusões são baseadas em um período relativamente curto após a exploração madeireira, e um programa de monitoramento em longo prazo é necessário para entender o papel das alterações antropogênicas acumuladas ao longo do tempo.

6
  • ANA MARIA DE SOUSA COÊLHO
  • EVIDÊNCIAS MORFOLÓGICAS SUSTENTAM DIVERGÊNCIA EVOLUTIVA MEDIADA POR ALAGAMENTO SAZONAL DE FLORESTAS NA AMAZÔNIA

  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 02/08/2019
  • Mostrar Resumo
  • Variações espaciais em características morfológicas emergem em resposta a diferentes pressões seletivas experimentadas quando a distribuição geográfica cruza habitats heterogêneos. Em habitats sazonalmente alagados, a adaptação animal é visivelmente demonstrada pela capacidade de nadar entre topos de colinas que formam ilhas durante a inundação, ou pela capacidade de escalar as copas das árvores acima do nível da água. Nós notamos que uma serpente terrestre amplamente distribuída é forçada a escalar as copas das árvores em florestas de várzea inundadas do leste da Amazônia. Nós testamos a hipótese de que a inundação sazonal de hábitats seleciona morfotipos pelos níveis de adaptação para usar as copas das árvores como sítios de forrageamento e repouso. Medimos sete variáveis morfológicas em 30 espécimes de Bothrops atrox de florestas alagáveis de várzea e 25 espécimes de florestas não alagáveis de terra firme. Modelos de Análise Discriminante de Componentes Principais (DAPC) separados por sexo mostraram diferenças morfológicas entre esses tipos de hábitat, os quais foram independentes de distância geográfica. Encontramos cauda mais longa e cabeça mais larga em fêmeas, cabeça mais baixa e corpo mais esguio em machos das florestas de várzea amostradas. Apesar de que as divergências em características morfológicas selecionadas foram enviesadas por sexo, nossos resultados convergem para seleção natural em direção à especialização para vida arborícola em hábitats sazonalmente alagados. Em última análise, mostramos um estágio intermediário de divergência evolutiva, embora um processo de especiação não seja claro como em populações isoladas em ilhas.

7
  • DOUGLAS DE MORAES COUCEIRO
  • DIVERSIDADE E ECOLOGIA DE FUNGOS PORÓIDES (AGARICOMYCETES) EM UMA ÁREA DE FLORESTA AMAZÔNICA NO OESTE DO PARÁ, BRASIL

  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 05/08/2019
  • Mostrar Resumo
  • Fungos poróides (Basidiomycota, Agaricomycetes) são caracterizados pela presença do himenóforo tubular/poros. Porém, por ser um grupo polifilético, poróides também abrigam espécies de superfície himenial lisa e dentada. A maioria dos fungos poróides degrada madeira morta, decompondo esse substrato, sendo assim chamados de lignocelulolíticos. Mas também são encontradas espécies de solo ou, mais raramente, espécies parasitando plantas. Com o intuito de contribuir com o conhecimento sobre a riqueza e ecologia desse grupo de fungos na Amazônia brasileira foram realizadas quatro coletas em uma área de floresta no Oeste de Santarém, entre janeiro e outubro de 2018. Em cada coleta percorreu-se 30 transectos de 250 metros cada, onde foram coletados 545 espécimes distribuídos em 91 espécies, 43 gêneros, sete famílias e duas ordens. Sendo 16 espécies de novos registros para o estado e, uma para América do Sul. A maioria das espécies (87; 96%) foi considerada ocasional ou rara, sendo somente quatro espécies consideradas frequentes, e nenhuma abundante. A variação da abundância, riqueza de espécies e composição de fungos poróides foram investigadas ao longo do tempo em relação a: abertura do dossel, temperatura, umidade do ar e pluviosidade. A riqueza de fungos poróides foi significativamente influenciada pela umidade, enquanto que a composição foi influenciada pela temperatura, umidade e pluviosidade. A porcentagem de abertura de dossel não influenciou nenhuma variável biótica. A abundância, riqueza e composição são diferentes em períodos amostrais, sendo maiores no período chuvoso. O número de ocorrência e preferência de espécies de fungos poróides é maior em troncos mortos do que vivo, além da maior relação entre os estágios de decomposição D1 e D2, corroborando com alguns estudos no Brasil. A distribuição da assembleia é totalmente aleatória sem efeito das variáveis abióticas ou geográfica na co-ocorrência das espécies.

SIGAA | Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação - (00) 0000-0000 | Copyright © 2006-2020 - UFRN - srvapp2.ufopa.edu.br.srv2inst1