Dissertações/Teses

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2019
Dissertações
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  • NAYANE DE MACÊDO NICÁCIO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA PESCA REALIZADA EM SISTEMAS DE LAGOS DE ILHA NA VÁRZEA DA REGIÃO DO ARITAPERA, SANTARÉM, PARÁ

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 26/02/2019
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  • A pesca na Amazônia destaca-se em relação às demais regiões do Brasil, tendo caráter artesanal e de subsistência. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a atividade pesqueira nos sistemas de lagos de ilha na várzea da região do Aritapera, localizada em Santarém, Pará. Com o intuito de fornecer informações que possam subsidiar o manejo dos recursos pesqueiros nessas áreas que são essenciais para o desenvolvimento de muitas espécies. Os dados foram coletados no período de outubro de 2017 a agosto de 2018, em quatro comunidades de várzea pertencentes a região do Aritapera. Fez-se uso de entrevistas aos pescadores por meio de formulário para obtenção de dados qualitativos e quantitativos. Os dados coletados passaram por análises de estatística descritiva, correlação de Pearson e de Avaliação da sustentabilidade da pesca, utilizando o método MESMIS. Foram entrevistados 96 pescadores nas quatro comunidades pesquisadas. Maior parte é constituída pelo sexo masculino com 76% (73 pescadores), com idade média de 44 anos (± 13 anos), com tempo médio exercendo a atividade da pesca em torno de 40 anos (±16 anos). A pesca nos sistemas de lagos de ilha é de caráter artesanal, onde os pescadores usam embarcações de pequeno porte. As características do sistema de lagos de ilha afetam diretamente as espécies exploradas durante o ano. No período da cheia (maio a junho), observa-se maior diversidade de espécies de pescado exploradas pelos pescadores das comunidades pesquisadas. As mudanças nos ambientes de lagos de ilha, fazem com que os pescadores modifiquem os apetrechos utilizados nos diferentes períodos do ciclo hidrométrico, para a captura da mesma espécie. A análise do Índice de Sustentabilidade mostrou valores positivos, indicando que as comunidades que fazem uso dos lagos de ilha possuem capacidade de obter renda de outras fontes, principalmente através da agricultura, devido a fertilidade do solo, dessa forma, complementando a renda. A boa administração pesqueira nos ambientes de lagos de ilhas deve estar baseada nas características exclusivas do ambiente, juntamente com os saberes e vivências locais dos povos.

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  • NAYANE DE MACÊDO NICÁCIO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA PESCA REALIZADA EM SISTEMAS DE LAGOS DE ILHA NA VÁRZEA DA REGIÃO DO ARITAPERA, SANTARÉM, PARÁ

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 26/02/2019
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  • A pesca na Amazônia destaca-se em relação às demais regiões do Brasil, tendo caráter artesanal e de subsistência. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a atividade pesqueira nos sistemas de lagos de ilha na várzea da região do Aritapera, localizada em Santarém, Pará. Com o intuito de fornecer informações que possam subsidiar o manejo dos recursos pesqueiros nessas áreas que são essenciais para o desenvolvimento de muitas espécies. Os dados foram coletados no período de outubro de 2017 a agosto de 2018, em quatro comunidades de várzea pertencentes a região do Aritapera. Fez-se uso de entrevistas aos pescadores por meio de formulário para obtenção de dados qualitativos e quantitativos. Os dados coletados passaram por análises de estatística descritiva, correlação de Pearson e de Avaliação da sustentabilidade da pesca, utilizando o método MESMIS. Foram entrevistados 96 pescadores nas quatro comunidades pesquisadas. Maior parte é constituída pelo sexo masculino com 76% (73 pescadores), com idade média de 44 anos (± 13 anos), com tempo médio exercendo a atividade da pesca em torno de 40 anos (±16 anos). A pesca nos sistemas de lagos de ilha é de caráter artesanal, onde os pescadores usam embarcações de pequeno porte. As características do sistema de lagos de ilha afetam diretamente as espécies exploradas durante o ano. No período da cheia (maio a junho), observa-se maior diversidade de espécies de pescado exploradas pelos pescadores das comunidades pesquisadas. As mudanças nos ambientes de lagos de ilha, fazem com que os pescadores modifiquem os apetrechos utilizados nos diferentes períodos do ciclo hidrométrico, para a captura da mesma espécie. A análise do Índice de Sustentabilidade mostrou valores positivos, indicando que as comunidades que fazem uso dos lagos de ilha possuem capacidade de obter renda de outras fontes, principalmente através da agricultura, devido a fertilidade do solo, dessa forma, complementando a renda. A boa administração pesqueira nos ambientes de lagos de ilhas deve estar baseada nas características exclusivas do ambiente, juntamente com os saberes e vivências locais dos povos.

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  • POLIANE BATISTA DA SILVA
  • ESTRUTURA TAXONÔMICA E FUNCIONAL DAS ASSEMBLEIAS DE PEIXES NA VÁRZEA DO BAIXO RIO AMAZONAS

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 26/02/2019
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  • A heterogeneidade espacial e dinâmica sazonal da várzea do rio Amazonas sustenta sua alta diversidade e produtividade de peixes. Neste estudo foi investigado as relações entre as variações hidrológicas e os tipos de habitats com a composição e estrutura taxonômica e funcional das assembleias de peixes na várzea do baixo rio Amazonas. Amostragens de peixes foram realizadas em áreas de 440 habitats distribuídos entre lagos, canais, florestas e campos herbáceos durante os períodos de águas altas, vazante, águas baixas e enchente. A Cota do nível do rio, variáveis ambientais locais e características da paisagem também foram coletadas para analisar suas relacões com a estrutura das assembleias. Foram coletados 16.053 indivíduos distribuídos entre 194 espécies, 118 gêneros, 34 famílias e nove ordens. Análises de redundância indicaram que a composição e estrutura taxonômica e funcional das assembleias de peixes foram associadas à cota do rio, bem como com condições ambientais locais, da paisagem e espacial. Piscívoros, planctívoros e onívoros, assim como espécies com história de vida periódica e intermediária, foram mais fortemente associados com níveis altos da água. Durante níveis mais baixos da água, os herbívoros, invertívoros e detritívoros foram os grupos mais representativos, assim como espécies de tamanho corporal grande com história de vida de equilíbrio. As análises de NMDS e de dissimilaridade demostraram diferenças entre as composições tróficas dos habitats durante o período de águas altas, sendo que lagos e canais foram mais similares entre si e dissimilares de habitats de florestas e campos. Valores médios de biomassa em termos de CPUE de invertívoros, onívoros e piscívoros foram maiores na floresta, enquanto que de detritívoros e planctívoros em lagos, e herbívoros em campos. Os resultados sugerem que alterações no regime hidrológico natural e a degradação de habitats possivelmente impactam negativamente a estrutura taxonômica e funcional e a distribuicao da biomassa da fauna ictica na várzea. Desta forma, a manutenção dos regimes hidrológicos naturais e preservação dos mosaicos de habitats são essenciais para conservação da diversidade taxonômica e funcional dos peixes nesse ecossistema.

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  • POLIANE BATISTA DA SILVA
  • ESTRUTURA TAXONÔMICA E FUNCIONAL DAS ASSEMBLEIAS DE PEIXES NA VÁRZEA DO BAIXO RIO AMAZONAS

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 26/02/2019
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  • A heterogeneidade espacial e dinâmica sazonal da várzea do rio Amazonas sustenta sua alta diversidade e produtividade de peixes. Neste estudo foi investigado as relações entre as variações hidrológicas e os tipos de habitats com a composição e estrutura taxonômica e funcional das assembleias de peixes na várzea do baixo rio Amazonas. Amostragens de peixes foram realizadas em áreas de 440 habitats distribuídos entre lagos, canais, florestas e campos herbáceos durante os períodos de águas altas, vazante, águas baixas e enchente. A Cota do nível do rio, variáveis ambientais locais e características da paisagem também foram coletadas para analisar suas relacões com a estrutura das assembleias. Foram coletados 16.053 indivíduos distribuídos entre 194 espécies, 118 gêneros, 34 famílias e nove ordens. Análises de redundância indicaram que a composição e estrutura taxonômica e funcional das assembleias de peixes foram associadas à cota do rio, bem como com condições ambientais locais, da paisagem e espacial. Piscívoros, planctívoros e onívoros, assim como espécies com história de vida periódica e intermediária, foram mais fortemente associados com níveis altos da água. Durante níveis mais baixos da água, os herbívoros, invertívoros e detritívoros foram os grupos mais representativos, assim como espécies de tamanho corporal grande com história de vida de equilíbrio. As análises de NMDS e de dissimilaridade demostraram diferenças entre as composições tróficas dos habitats durante o período de águas altas, sendo que lagos e canais foram mais similares entre si e dissimilares de habitats de florestas e campos. Valores médios de biomassa em termos de CPUE de invertívoros, onívoros e piscívoros foram maiores na floresta, enquanto que de detritívoros e planctívoros em lagos, e herbívoros em campos. Os resultados sugerem que alterações no regime hidrológico natural e a degradação de habitats possivelmente impactam negativamente a estrutura taxonômica e funcional e a distribuicao da biomassa da fauna ictica na várzea. Desta forma, a manutenção dos regimes hidrológicos naturais e preservação dos mosaicos de habitats são essenciais para conservação da diversidade taxonômica e funcional dos peixes nesse ecossistema.

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  • ELCIMARA CARDOSO PEREIRA
  • EFEITO DO ÓLEO ESSENCIAL DE CAPIM SANTO (Cymbopogon citratus) EM ARGULÍDEOS (Crustacea, Branchiura): Argulus sp e Dolops discoidalis

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 27/02/2019
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  • Com o aumento do número de pisciculturas no território nacional associado à intensificação da produção, tem se observado surtos e altas mortalidades de pescado decorrentes das enfermidades. Um dos principais entraves é a ocorrência de infestações parasitárias, seguida ou não pela presença de patógenos oportunistas. Entre esses patógenos oportunistas estão os crustáceos, ectoparasitos periódicos de peixes marinhos e dulcícolas.  Dentre os crustáceos, está a subclasse Branchiura, popularmente chamados de “piolho de peixe” ou Argulídeos, que compromete a sanidade na aquicultura, por isso seu controle é fundamental. Contudo, o uso de produtos naturais (Fitoterápicos) vem ganhando destaque na sanidade animal, principalmente por se tratar de substâncias bioativas eficientes no controle parasitário. Uma destas plantas com potencial uso na aquicultura é o capim santo (Cymbopogon citratus), o óleo essencial extraído desta planta é eficiente no controle de ectoparasitos bovinos. Este trabalho estudou efeitos do óleo essencial do C. citratus (composto majoritário Citral) no controle de ectoparasitas de peixes pertencentes a família Argulidae (Dolops discoidalis e Argulus sp), através do teste de CL50-24h com dosagens 20 µg/L, 40 µg/L; 60 µg/L, 80 µg/L, 100 µg/L, 120 µg/L, 140 µg/L e 160 µg/L. A mortalidade máxima para os representantes do Argulus sp iniciou a partir da concentração de 100 µg/L, enquanto a mortalidade máxima do Dolops discoidalis iniciou no tratamento de 80 µg/L. A Concentração Letal (CL50-24h) para o Argulus sp adulto foi 76,3µg/L e Dolops discoidalis adulto foi 59,3µg/L. Foi observado que toda mortalidade no teste (CL50-24h) ocorreu na primeira hora. O óleo essencial de C. citratus também foi testado (CL50-24h) nas oviposições dos argulídeos, em ambos a mortalidade máxima (100%) das oviposições iniciou a partir dos tratamentos de 140 µg/L e 160 µg/L. A Concentração Letal (CL50-24h) para as oviposições do Argulus sp e Dolops discoidalis foram 99,7 µg/L e 99,3 µg/L, respectivamente. A fase do parasita se mostrou importante para definição da concentração de controle. Além disso, é necessário estudos para avaliar o efeito em peixes infectados para a indicação deste óleo na aquicultura, uma vez que neste trabalho foram determinadas baixas concentrações da CL do O.E de C. citratus no controle de Argulídeos adultos.

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  • ELCIMARA CARDOSO PEREIRA
  • EFEITO DO ÓLEO ESSENCIAL DE CAPIM SANTO (Cymbopogon citratus) EM ARGULÍDEOS (Crustacea, Branchiura): Argulus sp e Dolops discoidalis

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 27/02/2019
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  • Com o aumento do número de pisciculturas no território nacional associado à intensificação da produção, tem se observado surtos e altas mortalidades de pescado decorrentes das enfermidades. Um dos principais entraves é a ocorrência de infestações parasitárias, seguida ou não pela presença de patógenos oportunistas. Entre esses patógenos oportunistas estão os crustáceos, ectoparasitos periódicos de peixes marinhos e dulcícolas.  Dentre os crustáceos, está a subclasse Branchiura, popularmente chamados de “piolho de peixe” ou Argulídeos, que compromete a sanidade na aquicultura, por isso seu controle é fundamental. Contudo, o uso de produtos naturais (Fitoterápicos) vem ganhando destaque na sanidade animal, principalmente por se tratar de substâncias bioativas eficientes no controle parasitário. Uma destas plantas com potencial uso na aquicultura é o capim santo (Cymbopogon citratus), o óleo essencial extraído desta planta é eficiente no controle de ectoparasitos bovinos. Este trabalho estudou efeitos do óleo essencial do C. citratus (composto majoritário Citral) no controle de ectoparasitas de peixes pertencentes a família Argulidae (Dolops discoidalis e Argulus sp), através do teste de CL50-24h com dosagens 20 µg/L, 40 µg/L; 60 µg/L, 80 µg/L, 100 µg/L, 120 µg/L, 140 µg/L e 160 µg/L. A mortalidade máxima para os representantes do Argulus sp iniciou a partir da concentração de 100 µg/L, enquanto a mortalidade máxima do Dolops discoidalis iniciou no tratamento de 80 µg/L. A Concentração Letal (CL50-24h) para o Argulus sp adulto foi 76,3µg/L e Dolops discoidalis adulto foi 59,3µg/L. Foi observado que toda mortalidade no teste (CL50-24h) ocorreu na primeira hora. O óleo essencial de C. citratus também foi testado (CL50-24h) nas oviposições dos argulídeos, em ambos a mortalidade máxima (100%) das oviposições iniciou a partir dos tratamentos de 140 µg/L e 160 µg/L. A Concentração Letal (CL50-24h) para as oviposições do Argulus sp e Dolops discoidalis foram 99,7 µg/L e 99,3 µg/L, respectivamente. A fase do parasita se mostrou importante para definição da concentração de controle. Além disso, é necessário estudos para avaliar o efeito em peixes infectados para a indicação deste óleo na aquicultura, uma vez que neste trabalho foram determinadas baixas concentrações da CL do O.E de C. citratus no controle de Argulídeos adultos.

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  • TATIANE DA SILVA SANTOS
  • CÉLULAS MUCOSAS BRANQUIAIS DE Hemigrammus levis DURBIN, 1908 COMO BIOMARCADORAS AMBIENTAIS NO LAGO JUÁ, SANTARÉM, PA, BRASIL

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 27/02/2019
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  • A poluição aquática é um dos grandes problemas ambientais da atualidade e a biota aquática é uma das mais afetadas pelo desenvolvimento urbano. Os peixes são animais extremamente sensíveis, pois podem ser contaminados através de absorção direta de substâncias do meio pelas brânquias ou pelo alimento ingerido. Esta pesquisa teve como objetivo principal avaliar a densidade de células mucosas da espécie Hemigrammus levis coletados no Lago Juá, Santarém, Pará, como biomarcadoras ambientais, além de relacionar a densidade das células com as variáveis de água do lago. Os pontos amostrais (1 e 2) foram definidos a partir de diferença geográfica e baseada em informações prévias de impacto ambiental e utilizados também para coleta de água. O ponto 1 fica localizado nas proximidades de área antropizada e o ponto 2 encontra-se próximo à área mais preservada. Utilizou-se ainda a Flona (Floresta Nacional do Tapajós) como ambiente controle. As coletas ocorreram durante 12 meses, de abril de 2017 a março de 2018. Os peixes (n=130; 3,43 ± 4,2 cm comprimento padrão) foram colocados em sacos plásticos com aeração constante antes da biometria e anestesiados em solução de eugenol (100 mg/L) para serem submetidos à dissecção e procedimento histológico das brânquias, além de marcação das células. Os cortes foram corados utilizando solução de Alcian Blue pH - 2,5, Ácido Periódico e Reativo de Shiff. As células mucosas branquiais foram identificadas e quantificadas com o auxílio de microscópio acoplado com sistema de captação de imagem e programa de medidas interativas, obtendo-se assim a densidade de células em mm².  As variáveis de água avaliadas foram pH, temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, sódio, potássio, cloreto, amônia, dureza e alcalinidade, submetidas às análises de componentes principais e correlação de Pearson. A densidade de células mucosas foi analisada a partir do Teste de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney. A análise de variáveis de água mostrou a estratificação do ambiente, porém a condutividade apresentou maior concentração no ponto 1 ao longo de um ano. As características da Flona aproximaram-se do ponto 2, com maior concentração de oxigênio dissolvido e menor condutividade elétrica, sugerindo um ambiente preservado. Na espécie analisada observou-se que a densidade de células mucosas ácidas e neutras foi modulada mediante as alterações que ocorreram nas variáveis físico-químicas da água no período de água baixa e água alta. Os dados sugerem que o pH e a amônia são as variáveis mais importantes para este efeito. A espécie respondeu de forma interessante às alterações do meio, mostrando diferença significativa quando a densidade de células mucosas ácidas e neutras foram relacionadas no período de água baixa, principalmente no ponto 2, sugerindo um estímulo na produção de células mucosas e que este indica ser ocasionado pelo aumento da amônia. Portanto, sugere-se que o Hemigrammus levis pode ser uma espécie potencial para ser visualizada como bioindicadora de qualidade ambiental do Lago Juá, visto que esta mostrou modulação das células mucosas frente a alterações ambientais.

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  • TATIANE DA SILVA SANTOS
  • CÉLULAS MUCOSAS BRANQUIAIS DE Hemigrammus levis DURBIN, 1908 COMO BIOMARCADORAS AMBIENTAIS NO LAGO JUÁ, SANTARÉM, PA, BRASIL

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 27/02/2019
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  • A poluição aquática é um dos grandes problemas ambientais da atualidade e a biota aquática é uma das mais afetadas pelo desenvolvimento urbano. Os peixes são animais extremamente sensíveis, pois podem ser contaminados através de absorção direta de substâncias do meio pelas brânquias ou pelo alimento ingerido. Esta pesquisa teve como objetivo principal avaliar a densidade de células mucosas da espécie Hemigrammus levis coletados no Lago Juá, Santarém, Pará, como biomarcadoras ambientais, além de relacionar a densidade das células com as variáveis de água do lago. Os pontos amostrais (1 e 2) foram definidos a partir de diferença geográfica e baseada em informações prévias de impacto ambiental e utilizados também para coleta de água. O ponto 1 fica localizado nas proximidades de área antropizada e o ponto 2 encontra-se próximo à área mais preservada. Utilizou-se ainda a Flona (Floresta Nacional do Tapajós) como ambiente controle. As coletas ocorreram durante 12 meses, de abril de 2017 a março de 2018. Os peixes (n=130; 3,43 ± 4,2 cm comprimento padrão) foram colocados em sacos plásticos com aeração constante antes da biometria e anestesiados em solução de eugenol (100 mg/L) para serem submetidos à dissecção e procedimento histológico das brânquias, além de marcação das células. Os cortes foram corados utilizando solução de Alcian Blue pH - 2,5, Ácido Periódico e Reativo de Shiff. As células mucosas branquiais foram identificadas e quantificadas com o auxílio de microscópio acoplado com sistema de captação de imagem e programa de medidas interativas, obtendo-se assim a densidade de células em mm².  As variáveis de água avaliadas foram pH, temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, sódio, potássio, cloreto, amônia, dureza e alcalinidade, submetidas às análises de componentes principais e correlação de Pearson. A densidade de células mucosas foi analisada a partir do Teste de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney. A análise de variáveis de água mostrou a estratificação do ambiente, porém a condutividade apresentou maior concentração no ponto 1 ao longo de um ano. As características da Flona aproximaram-se do ponto 2, com maior concentração de oxigênio dissolvido e menor condutividade elétrica, sugerindo um ambiente preservado. Na espécie analisada observou-se que a densidade de células mucosas ácidas e neutras foi modulada mediante as alterações que ocorreram nas variáveis físico-químicas da água no período de água baixa e água alta. Os dados sugerem que o pH e a amônia são as variáveis mais importantes para este efeito. A espécie respondeu de forma interessante às alterações do meio, mostrando diferença significativa quando a densidade de células mucosas ácidas e neutras foram relacionadas no período de água baixa, principalmente no ponto 2, sugerindo um estímulo na produção de células mucosas e que este indica ser ocasionado pelo aumento da amônia. Portanto, sugere-se que o Hemigrammus levis pode ser uma espécie potencial para ser visualizada como bioindicadora de qualidade ambiental do Lago Juá, visto que esta mostrou modulação das células mucosas frente a alterações ambientais.

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  • STING SILVA DUARTE
  • ASPECTOS DA BIOECOLOGIA DE Macrobrachium amazonicum Heller, 1862 (DECAPODA: PALAEMONIDAE) ORIUNDOS DA FOZ E BAIXO RIO AMAZONAS, AMAZÔNIA, BRASIL

  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 28/02/2019
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  • O presente estudo investigou alguns aspectos da bioecologia de Macrobrachium amazonicum em populações oriundos da foz e baixo rio Amazonas, Amazônia, Brasil. O estudo foi realizado entre maio de 2017 e abril de 2018 utilizando dados da composição da dieta natural deste camarão, sua susceptibilidade a diferentes atrativos na captura, bem como da estrutura populacional, biologia reprodutiva e da ocorrência e relação dos ectoparasitas desta espécie. Os dados coletados em Mazagão-AP (00º15'39,9''S e 051º20 '42,3'W), e na Ilha Marrecas-PA, (02º12'19,3''S e 054º46 '17,9'W), estado do Pará. Os resultados obtidos demonstraram que M. amazonicum é uma espécie onívora, com boa atratividade pelo farelo de babaçu em relação a outras iscas. As populações de M. amazonicum avaliadas possuem razão sexual favorável às fêmeas, e o comprimento médio dos camarões na ilha das Marrecas é maior do que no Mazagão. Foi possível verificar também que em ambas as áreas M. amazonicum possui um pico reprodutivo bem definido e relacionado com a estação chuvosa, porém apresentando ocorrência de fêmeas ovígeras e jovens o ano inteiro, indicando reprodução contínua. Além disso, foi possível constatar que a fecundidade desta espécie é maior nas populações da foz do que no baixo Amazonas. Os dados coletados sobre o parasitismo em M. amazoncum, demonstram que a espécie Probopyrus pandalicola possui prevalência similar entre as áreas de estudo e, que a presença do parasita afeta o estado nutricional do camarão. Foi constatado também que esta espécie de parasita é mais abundante e prevalente em fêmeas do que em machos de M. amazoncum.

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  • STING SILVA DUARTE
  • ASPECTOS DA BIOECOLOGIA DE Macrobrachium amazonicum Heller, 1862 (DECAPODA: PALAEMONIDAE) ORIUNDOS DA FOZ E BAIXO RIO AMAZONAS, AMAZÔNIA, BRASIL

  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 28/02/2019
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  • O presente estudo investigou alguns aspectos da bioecologia de Macrobrachium amazonicum em populações oriundos da foz e baixo rio Amazonas, Amazônia, Brasil. O estudo foi realizado entre maio de 2017 e abril de 2018 utilizando dados da composição da dieta natural deste camarão, sua susceptibilidade a diferentes atrativos na captura, bem como da estrutura populacional, biologia reprodutiva e da ocorrência e relação dos ectoparasitas desta espécie. Os dados coletados em Mazagão-AP (00º15'39,9''S e 051º20 '42,3'W), e na Ilha Marrecas-PA, (02º12'19,3''S e 054º46 '17,9'W), estado do Pará. Os resultados obtidos demonstraram que M. amazonicum é uma espécie onívora, com boa atratividade pelo farelo de babaçu em relação a outras iscas. As populações de M. amazonicum avaliadas possuem razão sexual favorável às fêmeas, e o comprimento médio dos camarões na ilha das Marrecas é maior do que no Mazagão. Foi possível verificar também que em ambas as áreas M. amazonicum possui um pico reprodutivo bem definido e relacionado com a estação chuvosa, porém apresentando ocorrência de fêmeas ovígeras e jovens o ano inteiro, indicando reprodução contínua. Além disso, foi possível constatar que a fecundidade desta espécie é maior nas populações da foz do que no baixo Amazonas. Os dados coletados sobre o parasitismo em M. amazoncum, demonstram que a espécie Probopyrus pandalicola possui prevalência similar entre as áreas de estudo e, que a presença do parasita afeta o estado nutricional do camarão. Foi constatado também que esta espécie de parasita é mais abundante e prevalente em fêmeas do que em machos de M. amazoncum.

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  • ANDRÉIA ABREU DE ALMEIDA
  • AVALIAÇÃO DOS ACORDOS DE PESCA NA REGIÃO DO BAIXO AMAZONAS: UMA ANÁLISE DO SEU DESEMPENHO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 01/03/2019
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  • Esse estudo aborda os acordos de pesca como instrumento de gestão participativa na região do Aritapera (Pará/Brasil) fazendo uma análise em relação a sua efetivação. Descreve-se em síntese a dinâmica de pesca nessas comunidades e seus atores sociais.  Esses acordos surgiram a partir da pressão exercida sobre os lagos comunitários de várzea, a partir da década de 70, onde as comunidades ribeirinhas passaram a restringir o acesso a esses ambientes. Um dos principais instrumentos legal de controle da pesca utilizado como ferramenta de gestão participativa, assim como promissores no aumento e manutenção dos estoques pesqueiros. Destaca-se a necessidade de avaliação desse instrumento de gestão como suporte para se obter resultados sobre a eficiência desses acordos. Os acordos da região do Aritapera no primeiro momento foram regularizados por meio de portarias e reconhecidos posteriormente por meio de Instrução Normativa do Ibama n° 11, de 14 de outubro de 2004. No segundo momento, a partir da necessidade de regularização fundiária, o INCRA em parceria com IPAM, criaram o Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Aritapera, perfazendo um total de 14 comunidades que tiveram seus acordos de pesca introduzidos no Plano de Utilização do PAE inserindo-os em um capitulo de pesca. As comunidades selecionadas para esta pesquisa foram:  Ilha de São Miguel, Agua Preta, Boca de cima e Cabeça d’onça. A principal fonte de renda dessas comunidades é a pesca que ocorre durante o ano todo e a agricultura no período de seca amazônico, os principais ambientes utilizados para a pesca são os lagos comunitários, adaptando suas técnicas e apetrechos de pesca de acordo com subida e descida das aguas, faz-se uso da malhadeira durante todo ano. Entre as comunidades estudadas, os acordos de pesca mais antigos são das comunidades Ilha de São Miguel e Água Preta datados desde as décadas de 80 e 90 respectivamente, as comunidades Boca de Cima e Cabeça D’onça não tinham acordos formalizados e só passaram a ter depois do Plano de Utilização (PU). Foram observados conflitos de pesca em todas as comunidades estudadas, com maior citação na comunidade Agua Preta. A maior dificuldade encontrada na efetivação dos acordos é em decorrência da falta de respeito as regras do acordo vigente e em decorrência da baixa atuação do estado frente a falta de fiscalizações nessas comunidades. Este trabalho teve como objetivo avaliar a efetivação das medidas de gestão dos acordos de pesca na região do Aritapera, Santarém-PA.

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  • ANDRÉIA ABREU DE ALMEIDA
  • AVALIAÇÃO DOS ACORDOS DE PESCA NA REGIÃO DO BAIXO AMAZONAS: UMA ANÁLISE DO SEU DESEMPENHO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 01/03/2019
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  • Esse estudo aborda os acordos de pesca como instrumento de gestão participativa na região do Aritapera (Pará/Brasil) fazendo uma análise em relação a sua efetivação. Descreve-se em síntese a dinâmica de pesca nessas comunidades e seus atores sociais.  Esses acordos surgiram a partir da pressão exercida sobre os lagos comunitários de várzea, a partir da década de 70, onde as comunidades ribeirinhas passaram a restringir o acesso a esses ambientes. Um dos principais instrumentos legal de controle da pesca utilizado como ferramenta de gestão participativa, assim como promissores no aumento e manutenção dos estoques pesqueiros. Destaca-se a necessidade de avaliação desse instrumento de gestão como suporte para se obter resultados sobre a eficiência desses acordos. Os acordos da região do Aritapera no primeiro momento foram regularizados por meio de portarias e reconhecidos posteriormente por meio de Instrução Normativa do Ibama n° 11, de 14 de outubro de 2004. No segundo momento, a partir da necessidade de regularização fundiária, o INCRA em parceria com IPAM, criaram o Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Aritapera, perfazendo um total de 14 comunidades que tiveram seus acordos de pesca introduzidos no Plano de Utilização do PAE inserindo-os em um capitulo de pesca. As comunidades selecionadas para esta pesquisa foram:  Ilha de São Miguel, Agua Preta, Boca de cima e Cabeça d’onça. A principal fonte de renda dessas comunidades é a pesca que ocorre durante o ano todo e a agricultura no período de seca amazônico, os principais ambientes utilizados para a pesca são os lagos comunitários, adaptando suas técnicas e apetrechos de pesca de acordo com subida e descida das aguas, faz-se uso da malhadeira durante todo ano. Entre as comunidades estudadas, os acordos de pesca mais antigos são das comunidades Ilha de São Miguel e Água Preta datados desde as décadas de 80 e 90 respectivamente, as comunidades Boca de Cima e Cabeça D’onça não tinham acordos formalizados e só passaram a ter depois do Plano de Utilização (PU). Foram observados conflitos de pesca em todas as comunidades estudadas, com maior citação na comunidade Agua Preta. A maior dificuldade encontrada na efetivação dos acordos é em decorrência da falta de respeito as regras do acordo vigente e em decorrência da baixa atuação do estado frente a falta de fiscalizações nessas comunidades. Este trabalho teve como objetivo avaliar a efetivação das medidas de gestão dos acordos de pesca na região do Aritapera, Santarém-PA.

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  • BRUNA DE JESUS LEÃO
  • ASPECTOS ALIMENTARES, REPRODUTIVOS E ENERGÉTICOS DE TRÊS ESPÉCIES DO GÊNERO (Hemiodus Müller, 1842) EM UM LAGO DE PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO - PARÁ

  • Data: 07/06/2019
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  • Este estudo teve como objetivo analisar a ecologia trófica das espécies Hemiodus unimaculatus, Hemiodus argenteus e Hemiodus gracilis, através da determinação do conteúdo alimentar e avaliação bromatológica além do período reprodutivo do H. argenteus e H. gracilis de acordo com as variações sazonais em um lago de planície de inundação localizado no Baixo Tapajós, Pará, Brasil. Foram realizadas amostragens no período de outubro de 2016 a junho de 2018, totalizando 21 meses de coleta. Para a análise das dietas foram verificados a Frequência de Ocorrência (FO%) e o Volume Relativo (V%) dos itens alimentares, combinados no cálculo do Índice Alimentar (%IAi). A intensidade na alimentação foi representada pelo Índice de Repleção (IR). A amplitude do nicho trófico foi calculada utilizando a medida de Levins e a sobreposição da dieta foi estimada através do Índice de Pianka. A estratégia alimentar foi definida através do método gráfico de Costello. O mapa de calor foi utilizado para entender as mudanças na estrutura trófica e os padrões na variação sazonal das espécies estudadas. Os aspectos reprodutivos foram avaliados através do RGS, peso-comprimento e do fator de condição gonadal, estes foram combinados com as análises bromatológicas para verificar possíveis relações entre os parâmetros. As três espécies consumiram um número diversificado de itens alimentares, compostos por fitoplâncton, microscrustáceos, ovos de insetos e larvas de Chironomidae e que são encontrados principalmente aderidos as raízes de macrófitas e detrito e que foi intensificada principalmente durante a seca do lago. O H. gracilis foi que apresentou a dieta mais heterogênea, essa espécie teve maior amplitude de nicho, quando comparada às outras duas espécies; entretanto os itens alimentares foram consumidos em pequenas quantidades e por isso a amplitude de nicho mostrou um resultado com o nicho mais estreito. A sobreposição das dietas foi alta em todos os períodos analisados. O gráfico de Costello mostrou que as espécies são generalistas dentro da categoria trófica detritívora. O mapa de calor mostrou a formação dos grupos das espécies e dos itens alimentares, e como a sobreposição das dietas se ajustam de acordo com a variação sazonal. Quanto os aspectos reprodutivos para Hemiodus gracilis e o Hemiodus argenteus, ocorreu um predomínio de fêmeas em relação aos machos (2,5:1 e 1,7:1, respectivamente). A relação peso-comprimento indicou alometria negativa para H. gracilis para sexo junto, fêmeas e machos e alometria positiva em H. argenteus para sexo agrupado e fêmeas, e negativa para os machos. A análise do período reprodutivo de H. gracilis e H. argenteus mostrou que a espécies utilizam o ambiente principalmente como área de berçário, no entanto entre os meses de novembro a abril para o H. gracilis e setembro a dezembro para o H. argenteus foram encontrados gônadas maduras, indicando período reprodutivo das espécies. As análises bromatológicas para H. argenteus não apresentou correlação forte com os parâmetros reprodutivos, já para H. gracilis teve forte relação com a reprodução dos indivíduos. A composição bromatológica para o H. argenteus através análise de umidade apresentou média de 79,0 ±2,5, cinzas de 5,0% ±0,3, proteína de 16,7% ±3,0 e lipídeos 4,7% ±1,4. Em H. gracilis as médias de umidade 77,9% ±3,1, cinzas de 4,5% ±0,6, proteína de 17,4% ±2,5 e lipídeos de 3,7% ±0,4. As três espécies utilizam o lago como local de alimentação, nutrição, crescimento e reprodução. Mostrando a importante de ressaltar a necessidade de preservar este ecossistema para manter a fauna e flora conservadas.

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  • BRUNA DE JESUS LEÃO
  • ASPECTOS ALIMENTARES, REPRODUTIVOS E ENERGÉTICOS DE TRÊS ESPÉCIES DO GÊNERO (Hemiodus Müller, 1842) EM UM LAGO DE PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO - PARÁ

  • Data: 07/06/2019
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  • Este estudo teve como objetivo analisar a ecologia trófica das espécies Hemiodus unimaculatus, Hemiodus argenteus e Hemiodus gracilis, através da determinação do conteúdo alimentar e avaliação bromatológica além do período reprodutivo do H. argenteus e H. gracilis de acordo com as variações sazonais em um lago de planície de inundação localizado no Baixo Tapajós, Pará, Brasil. Foram realizadas amostragens no período de outubro de 2016 a junho de 2018, totalizando 21 meses de coleta. Para a análise das dietas foram verificados a Frequência de Ocorrência (FO%) e o Volume Relativo (V%) dos itens alimentares, combinados no cálculo do Índice Alimentar (%IAi). A intensidade na alimentação foi representada pelo Índice de Repleção (IR). A amplitude do nicho trófico foi calculada utilizando a medida de Levins e a sobreposição da dieta foi estimada através do Índice de Pianka. A estratégia alimentar foi definida através do método gráfico de Costello. O mapa de calor foi utilizado para entender as mudanças na estrutura trófica e os padrões na variação sazonal das espécies estudadas. Os aspectos reprodutivos foram avaliados através do RGS, peso-comprimento e do fator de condição gonadal, estes foram combinados com as análises bromatológicas para verificar possíveis relações entre os parâmetros. As três espécies consumiram um número diversificado de itens alimentares, compostos por fitoplâncton, microscrustáceos, ovos de insetos e larvas de Chironomidae e que são encontrados principalmente aderidos as raízes de macrófitas e detrito e que foi intensificada principalmente durante a seca do lago. O H. gracilis foi que apresentou a dieta mais heterogênea, essa espécie teve maior amplitude de nicho, quando comparada às outras duas espécies; entretanto os itens alimentares foram consumidos em pequenas quantidades e por isso a amplitude de nicho mostrou um resultado com o nicho mais estreito. A sobreposição das dietas foi alta em todos os períodos analisados. O gráfico de Costello mostrou que as espécies são generalistas dentro da categoria trófica detritívora. O mapa de calor mostrou a formação dos grupos das espécies e dos itens alimentares, e como a sobreposição das dietas se ajustam de acordo com a variação sazonal. Quanto os aspectos reprodutivos para Hemiodus gracilis e o Hemiodus argenteus, ocorreu um predomínio de fêmeas em relação aos machos (2,5:1 e 1,7:1, respectivamente). A relação peso-comprimento indicou alometria negativa para H. gracilis para sexo junto, fêmeas e machos e alometria positiva em H. argenteus para sexo agrupado e fêmeas, e negativa para os machos. A análise do período reprodutivo de H. gracilis e H. argenteus mostrou que a espécies utilizam o ambiente principalmente como área de berçário, no entanto entre os meses de novembro a abril para o H. gracilis e setembro a dezembro para o H. argenteus foram encontrados gônadas maduras, indicando período reprodutivo das espécies. As análises bromatológicas para H. argenteus não apresentou correlação forte com os parâmetros reprodutivos, já para H. gracilis teve forte relação com a reprodução dos indivíduos. A composição bromatológica para o H. argenteus através análise de umidade apresentou média de 79,0 ±2,5, cinzas de 5,0% ±0,3, proteína de 16,7% ±3,0 e lipídeos 4,7% ±1,4. Em H. gracilis as médias de umidade 77,9% ±3,1, cinzas de 4,5% ±0,6, proteína de 17,4% ±2,5 e lipídeos de 3,7% ±0,4. As três espécies utilizam o lago como local de alimentação, nutrição, crescimento e reprodução. Mostrando a importante de ressaltar a necessidade de preservar este ecossistema para manter a fauna e flora conservadas.

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  • REGIANE GABRIELE ROCHA VIDAL
  • DIATOMÁCEAS PERIFÍTICAS COMO BIOINDICADORAS DE QUALIDADE DE ÁGUA NA MICROBACIA DO URUMARI, SANTARÉM (PARÁ, BRASIL)

  • Data: 14/06/2019
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  • As diatomáceas (Ochrophyta, Bacillariophyceae) são microalgas que ocorrem em todos os ambientes aquáticos, sendo responsáveis por grande parte da produção primária nos oceanos e nas águas doces, constituindo uma porção expressiva do perifíton nestes ambientes. Diatomáceas perifíticas têm sido utilizadas como indicadores e monitores da qualidade de água em diversos países. No Brasil, poucos estudos com essa abordagem foram realizados, restritos no sul do país, e inexistentes em rios amazônicos. O Urumari é um igarapé urbano localizado no município de Santarém que vem sofrendo as consequências do crescimento populacional no seu entorno. Visando identificar espécies de diatomáceas com potencial uso como indicadoras da qualidade da água, foram realizadas amostragens no período de setembro de 2018 a março de 2019, em cinco estações amostrais, compreendendo trechos superior, médio e inferior do Urumari. Foram utilizados amostradores artificiais de acrílico para colonização do perifíton, que ficaram submersos por 30 dias. Ao todo, 220 táxons foram registrados, pertencentes a 17 famílias e 35 gêneros. Destes, 26 ocorreram com abundância acima de 5% nas amostras. Os gêneros mais representativos foram Eunotia (24%), Pinnularia (19%), Nitzschia (7%) e Navicula (6%). A estação mais a jusante (E5), apresentou os maiores valores de dominância. O índice de Shannon-Wiener variou entre 2,5 a 3,5. Eunotia parasiolli, Frustulia saxonica e Nitzschia palea ocorreram em 100% das amostras. A análise de componentes principais para indicou um gradiente espacial de contaminação orgânica, de montante para jusante, caracterizado pela diminuição da concentração de oxigênio dissolvido e aumento da DBO, pH e concentrações de compostos nitrogenados e fósforo. Os resultados das análises de correspondência canônica, de similaridade, TWINSPAN e IndVal indicaram haver uma variação espacial importante na composição e estrutura das assembleias de diatomáceas, com substituição de algumas espécies por outras com maior tolerância à poluição orgânica, ao longo do curso do igarapé do Urumari. Assim, foi possível selecionar espécies com potencial valor indicador e relacioná-las a quatro cenários ou grupos de qualidade de água: grupo I: Eunotia femoriformis, E. parasiolli, E. conectival 13; grupo II: Brachysira procera, Eolimna minima, Placoneis merinensis, Pinnularia brauniana,; grupo III: Achnanthidium exiguum, Frustulia cf. crassinervia, Pinnularia microstauron, Sellaphora pupula; grupo IV: Encyonopsis frequentiformis, Frustulia quadrisinuata, Navicula cryptotenella, N. cryptocephala, Nitzschia palea, Stenopterobia planctonica. Os resultados indicaram que espécies de diatomáceas são altamente sensíveis a alterações físicas e químicas da água, mesmo quando a amplitude dessas variações não é muito grande e confirmam que estes organismos podem ser uma valiosa ferramenta para o diagnóstico e monitoramento de cursos d’água que sofrem impactos das atividades humanas. Embora já esteja com as suas características originais alteradas, o Urumari ainda apresenta impactos moderados em suas águas quando comparado a outros rios urbanos do Brasil, e possivelmente pode ser recuperado em tempo relativamente pequeno, caso sejam realizadas as ações necessárias.

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  • REGIANE GABRIELE ROCHA VIDAL
  • DIATOMÁCEAS PERIFÍTICAS COMO BIOINDICADORAS DE QUALIDADE DE ÁGUA NA MICROBACIA DO URUMARI, SANTARÉM (PARÁ, BRASIL)

  • Data: 14/06/2019
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  • As diatomáceas (Ochrophyta, Bacillariophyceae) são microalgas que ocorrem em todos os ambientes aquáticos, sendo responsáveis por grande parte da produção primária nos oceanos e nas águas doces, constituindo uma porção expressiva do perifíton nestes ambientes. Diatomáceas perifíticas têm sido utilizadas como indicadores e monitores da qualidade de água em diversos países. No Brasil, poucos estudos com essa abordagem foram realizados, restritos no sul do país, e inexistentes em rios amazônicos. O Urumari é um igarapé urbano localizado no município de Santarém que vem sofrendo as consequências do crescimento populacional no seu entorno. Visando identificar espécies de diatomáceas com potencial uso como indicadoras da qualidade da água, foram realizadas amostragens no período de setembro de 2018 a março de 2019, em cinco estações amostrais, compreendendo trechos superior, médio e inferior do Urumari. Foram utilizados amostradores artificiais de acrílico para colonização do perifíton, que ficaram submersos por 30 dias. Ao todo, 220 táxons foram registrados, pertencentes a 17 famílias e 35 gêneros. Destes, 26 ocorreram com abundância acima de 5% nas amostras. Os gêneros mais representativos foram Eunotia (24%), Pinnularia (19%), Nitzschia (7%) e Navicula (6%). A estação mais a jusante (E5), apresentou os maiores valores de dominância. O índice de Shannon-Wiener variou entre 2,5 a 3,5. Eunotia parasiolli, Frustulia saxonica e Nitzschia palea ocorreram em 100% das amostras. A análise de componentes principais para indicou um gradiente espacial de contaminação orgânica, de montante para jusante, caracterizado pela diminuição da concentração de oxigênio dissolvido e aumento da DBO, pH e concentrações de compostos nitrogenados e fósforo. Os resultados das análises de correspondência canônica, de similaridade, TWINSPAN e IndVal indicaram haver uma variação espacial importante na composição e estrutura das assembleias de diatomáceas, com substituição de algumas espécies por outras com maior tolerância à poluição orgânica, ao longo do curso do igarapé do Urumari. Assim, foi possível selecionar espécies com potencial valor indicador e relacioná-las a quatro cenários ou grupos de qualidade de água: grupo I: Eunotia femoriformis, E. parasiolli, E. conectival 13; grupo II: Brachysira procera, Eolimna minima, Placoneis merinensis, Pinnularia brauniana,; grupo III: Achnanthidium exiguum, Frustulia cf. crassinervia, Pinnularia microstauron, Sellaphora pupula; grupo IV: Encyonopsis frequentiformis, Frustulia quadrisinuata, Navicula cryptotenella, N. cryptocephala, Nitzschia palea, Stenopterobia planctonica. Os resultados indicaram que espécies de diatomáceas são altamente sensíveis a alterações físicas e químicas da água, mesmo quando a amplitude dessas variações não é muito grande e confirmam que estes organismos podem ser uma valiosa ferramenta para o diagnóstico e monitoramento de cursos d’água que sofrem impactos das atividades humanas. Embora já esteja com as suas características originais alteradas, o Urumari ainda apresenta impactos moderados em suas águas quando comparado a outros rios urbanos do Brasil, e possivelmente pode ser recuperado em tempo relativamente pequeno, caso sejam realizadas as ações necessárias.

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  • EDVALDO JUNIOR DE SOUZA LEMOS
  • ASPECTOS DE QUALIDADE, BALNEABILIDADE E TROFIA DAS ÁGUAS DE PRAIAS DA MARGEM DIREITA DO BAIXO RIO TAPAJÓS

  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 28/06/2019
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  • O Rio Tapajós é um importante rio de águas claras da Bacia Hidrográfica Amazônica. Por apresentar grande disponibilidade hídrica com águas transparentes margeadas por areias brancas tornou-se atrativo para diversas atividades, dentre outras, abastecimento de água e recreação e lazer. A degradação da qualidade ambiental, ocasionado principalmente por fatores antrópicos, causa impacto imediato aos cursos d’águas. Nesse contexto, monitorar os recursos hídricos é de fundamental importância para a manutenção da qualidade da água e para o bem-estar humano. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo avaliar as condições de qualidade das águas das praias da margem direita do baixo rio Tapajós, quanto aos aspectos balnear, de trofia e de padrões de águas superficiais, no município de Santarém/PA. Para isso, amostraram-se ao longo da orla fluvial direita do Rio Tapajós as seguintes praias: Muretá, Cajueiro, Ponta de Pedras, Pajuçara e Maracanã. E realizadas análises em campo e laboratoriais dos conjuntos de parâmetros fundamentais que compõe as condições de balneabilidade das praias e os índices IQA e IET. Foram realizadas quatros campanhas de monitoramento em duas fases da hidrógrafa fluvial: águas baixas (dezembro de 2015 e janeiro de 2017) e águas altas (maio de 2016 e maio de 2018). Os resultados demonstraram que as condições balneabilidade estão em situação de conformidade própria, exceto a praia do Maracanã que apresentou condição imprópria nos anos de 2015 e 2018. Para os índices avaliados, os resultados do IQA e do IET apontam que as praias investigadas apresentam boa qualidade e baixo potencial de eutrofização. Estes resultados expressam que o rio Tapajós, no trecho avaliado, apresenta boas condições ambientais, como áreas de florestas marginais relativamente conservadas, elevada disponibilidade hídrica e capacidade de depuração de substâncias, mesmo no período de águas baixas.

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  • EDVALDO JUNIOR DE SOUZA LEMOS
  • ASPECTOS DE QUALIDADE, BALNEABILIDADE E TROFIA DAS ÁGUAS DE PRAIAS DA MARGEM DIREITA DO BAIXO RIO TAPAJÓS

  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 28/06/2019
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  • O Rio Tapajós é um importante rio de águas claras da Bacia Hidrográfica Amazônica. Por apresentar grande disponibilidade hídrica com águas transparentes margeadas por areias brancas tornou-se atrativo para diversas atividades, dentre outras, abastecimento de água e recreação e lazer. A degradação da qualidade ambiental, ocasionado principalmente por fatores antrópicos, causa impacto imediato aos cursos d’águas. Nesse contexto, monitorar os recursos hídricos é de fundamental importância para a manutenção da qualidade da água e para o bem-estar humano. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo avaliar as condições de qualidade das águas das praias da margem direita do baixo rio Tapajós, quanto aos aspectos balnear, de trofia e de padrões de águas superficiais, no município de Santarém/PA. Para isso, amostraram-se ao longo da orla fluvial direita do Rio Tapajós as seguintes praias: Muretá, Cajueiro, Ponta de Pedras, Pajuçara e Maracanã. E realizadas análises em campo e laboratoriais dos conjuntos de parâmetros fundamentais que compõe as condições de balneabilidade das praias e os índices IQA e IET. Foram realizadas quatros campanhas de monitoramento em duas fases da hidrógrafa fluvial: águas baixas (dezembro de 2015 e janeiro de 2017) e águas altas (maio de 2016 e maio de 2018). Os resultados demonstraram que as condições balneabilidade estão em situação de conformidade própria, exceto a praia do Maracanã que apresentou condição imprópria nos anos de 2015 e 2018. Para os índices avaliados, os resultados do IQA e do IET apontam que as praias investigadas apresentam boa qualidade e baixo potencial de eutrofização. Estes resultados expressam que o rio Tapajós, no trecho avaliado, apresenta boas condições ambientais, como áreas de florestas marginais relativamente conservadas, elevada disponibilidade hídrica e capacidade de depuração de substâncias, mesmo no período de águas baixas.

2018
Dissertações
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  • ANDRIA SIMONE OLIVEIRA VALENTE
  • POTENCIAL ANESTÉSICO E TOXICIDADE AGUDA DO HIDROLATO DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC. EM JUVENIS DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum)

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 28/02/2018
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  • Produtos naturais estão sendo testados como anestésicos em peixes, afim de mitigar efeitos do estresse causados por técnicas de manejo aplicadas na aquicultura. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do hidrolato Myrcia sylvatica (HMS), como anestésico em juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum), bem como avaliar sua Concentração Letal (CL50-96h) do HMS. Para o teste de anestesia foi utilizado o HMS nas concentrações 15, 20, 25, 30 e 35%, com 15 animais por tratamento. Foi utilizado as concentrações 5, 7,5, 10, 12,5 e 15% de HMS para determinar a CL50. As variáveis físico-químicas (temperatura, pH, condutividade e oxigênio dissolvido) das soluções foram avaliadas antes e após o teste. Foram coletadas amostras das soluções antes e após a CL50 para avaliar o fluxo de íons Na+, K+, Cl-, amônia e alcalinidade. Foi determinada a densidade de células mucosas (DCM) após 96horas de exposição ao HMS. A concentração 30% de HMS teve os melhores tempos de indução e recuperação anestésica, sendo indicado para manejos rápidos (cerca de 3min). O teste de toxicidade aguda estimou a CL50 em 11,19% de HMS. Juvenis de tambaquis exposto ao HMS por 96 horas apresentaram elevada excreção de amônia e efluxo de íons, aumentando com a concentração de hidrolato. Entretanto, foi verificada a diminuição da DCM com o aumento da concentração de HMS. Sugerindo assim, a concentração de HMS 5% para manejos prolongados, pois concentrações mais elevadas induziram a estresse osmorregulatório.

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  • ANDRIA SIMONE OLIVEIRA VALENTE
  • POTENCIAL ANESTÉSICO E TOXICIDADE AGUDA DO HIDROLATO DE Myrcia sylvatica (G.Mey.) DC. EM JUVENIS DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum)

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 28/02/2018
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  • Produtos naturais estão sendo testados como anestésicos em peixes, afim de mitigar efeitos do estresse causados por técnicas de manejo aplicadas na aquicultura. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do hidrolato Myrcia sylvatica (HMS), como anestésico em juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum), bem como avaliar sua Concentração Letal (CL50-96h) do HMS. Para o teste de anestesia foi utilizado o HMS nas concentrações 15, 20, 25, 30 e 35%, com 15 animais por tratamento. Foi utilizado as concentrações 5, 7,5, 10, 12,5 e 15% de HMS para determinar a CL50. As variáveis físico-químicas (temperatura, pH, condutividade e oxigênio dissolvido) das soluções foram avaliadas antes e após o teste. Foram coletadas amostras das soluções antes e após a CL50 para avaliar o fluxo de íons Na+, K+, Cl-, amônia e alcalinidade. Foi determinada a densidade de células mucosas (DCM) após 96horas de exposição ao HMS. A concentração 30% de HMS teve os melhores tempos de indução e recuperação anestésica, sendo indicado para manejos rápidos (cerca de 3min). O teste de toxicidade aguda estimou a CL50 em 11,19% de HMS. Juvenis de tambaquis exposto ao HMS por 96 horas apresentaram elevada excreção de amônia e efluxo de íons, aumentando com a concentração de hidrolato. Entretanto, foi verificada a diminuição da DCM com o aumento da concentração de HMS. Sugerindo assim, a concentração de HMS 5% para manejos prolongados, pois concentrações mais elevadas induziram a estresse osmorregulatório.

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  • DEBORA GOMES FIGUEIREDO
  • “DIETA DE QUATRO ESPÉCIES DE PEIXES NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA USINA HIDROELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, ESTADO DO PARÁ – BRASIL”

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 10/05/2018
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  • A fauna ictiológica dos sistemas fluviais amazônicos apresenta elevada flexibilidade trófica, que por sua vez, está associada à dinâmica desses sistemas. Contudo, com a construção de hidroelétricas, esta dinâmica vem sendo ameaçada. Assim, o presente estudo teve como objetivo caracterizar e verificar possíveis diferenças na dieta de quatro espécies de peixes dos trechos jusante, montante/reservatório e montante/transição da Usina Hidroelétrica de Curuá-Una, bem como, estimar a relação peso-comprimento e fator de condição. Para isso, as coletas foram realizadas nos meses de novembro de 2016 e março e novembro de 2017, com redes de emalhar, com diversos tamanhos de malhas. As espécies selecionadas para este estudo foram: Serrasalmus rhombeus, Hemiodus microlepis, Auchenipterus nuchalis e Curimata knerii e destas foram obtidos dados biométricos de comprimento e peso e coletado o estômago para análise. A análise da dieta foi realizada através dos métodos de frequência de ocorrência e volumétrico, combinados ao Índice de Importância Alimentar-IAi. A relação peso-comprimento estimada para as diferentes espécies foi do tipo alométrico positivo (S. rhombeus), alométrico negativo (H. microlepis e C. knerii) e isométrico (A. nuchalis). A dieta das espécies acima, não apresentou diferenças significativas (PERMANOVA) (F = 0,523; p>0,05), mantendo-se piscívora (S. rhombeus), detritívora (H. microlepis e C. knerii) e insetívora (A. nuchalis), independente dos trechos estudados. Por outro lado, o fator de condição foi significativamente diferente (Kruskal – Wallis) para as espécies de S. rhombeus (Hc: 2,08; p0,05), não foram verificadas diferenças significativas, apresentado ótimas condições, independente dos trechos, assim foi possível concluir que a ecologia trófica das quatro espécies foi à mesma ao longo dos trechos na área de influência da UHE de Curuá-Una e o crescimento está dentro dos limites estabelecidos por Froese (2006), enquanto o fator de condição variou diferentemente entre os trechos para cada espécie.

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  • DEBORA GOMES FIGUEIREDO
  • “DIETA DE QUATRO ESPÉCIES DE PEIXES NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA USINA HIDROELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, ESTADO DO PARÁ – BRASIL”

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 10/05/2018
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  • A fauna ictiológica dos sistemas fluviais amazônicos apresenta elevada flexibilidade trófica, que por sua vez, está associada à dinâmica desses sistemas. Contudo, com a construção de hidroelétricas, esta dinâmica vem sendo ameaçada. Assim, o presente estudo teve como objetivo caracterizar e verificar possíveis diferenças na dieta de quatro espécies de peixes dos trechos jusante, montante/reservatório e montante/transição da Usina Hidroelétrica de Curuá-Una, bem como, estimar a relação peso-comprimento e fator de condição. Para isso, as coletas foram realizadas nos meses de novembro de 2016 e março e novembro de 2017, com redes de emalhar, com diversos tamanhos de malhas. As espécies selecionadas para este estudo foram: Serrasalmus rhombeus, Hemiodus microlepis, Auchenipterus nuchalis e Curimata knerii e destas foram obtidos dados biométricos de comprimento e peso e coletado o estômago para análise. A análise da dieta foi realizada através dos métodos de frequência de ocorrência e volumétrico, combinados ao Índice de Importância Alimentar-IAi. A relação peso-comprimento estimada para as diferentes espécies foi do tipo alométrico positivo (S. rhombeus), alométrico negativo (H. microlepis e C. knerii) e isométrico (A. nuchalis). A dieta das espécies acima, não apresentou diferenças significativas (PERMANOVA) (F = 0,523; p>0,05), mantendo-se piscívora (S. rhombeus), detritívora (H. microlepis e C. knerii) e insetívora (A. nuchalis), independente dos trechos estudados. Por outro lado, o fator de condição foi significativamente diferente (Kruskal – Wallis) para as espécies de S. rhombeus (Hc: 2,08; p0,05), não foram verificadas diferenças significativas, apresentado ótimas condições, independente dos trechos, assim foi possível concluir que a ecologia trófica das quatro espécies foi à mesma ao longo dos trechos na área de influência da UHE de Curuá-Una e o crescimento está dentro dos limites estabelecidos por Froese (2006), enquanto o fator de condição variou diferentemente entre os trechos para cada espécie.

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  • ELIZABETE DE MATOS SERRÃO
  • A PESCA E O CONHECIMENTO TRADICIONAL DOS PESCADORES DE UM LAGO DE INUNDAÇÃO NO BAIXO AMAZONAS: SUGESTÕES PARA MANEJO E CONSERVAÇÃO

  • Orientador : DIEGO MAIA ZACARDI
  • Data: 24/05/2018
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  • Este trabalho teve como objetivo analisar o conhecimento tradicional dos pescadores sobre reprodução, alimentação, habitat e comportamento das principais espécies de peixes, bem como descrever aspectos socioeconômicos, características da pesca e a situação atual dos recursos pesqueiros, e analisar a percepção ambiental dos pescadores na identificação de conflitos/problemas na região no intuito de reunir subsídios para contribuir com as políticas de gestão dos recursos pesqueiros da região e que possam futuramente ser úteis na elaboração do plano de manejo da APA-Maicá, auxiliando na proposição de estratégias importantes para o manejo, conservação e sustentabilidade das espécies e manutenção da atividade pesqueira local. Os dados foram coletados entre março e dezembro de 2017, através de formulários semiestruturados aplicados diretamente aos pescadores associados a Colônia de Pescadores e Pescadoras Z-20 ou que residem nas comunidades e/ou bairros que estão inseridos na área proposta para implantação da APA-Maicá, ou estão vinculados a um dos quatro Núcleos de base existentes na área. Para a análise etnoiciológica foram entrevistados 88 pescadores que possuíam dez ou mais anos de experiência de pesca na região. O conhecimento dos pescadores se mostrou consistente, detalhado e condizente com a literatura científica. Os pescadores indicaram o tamanho da primeira maturidade sexual dos peixes, informação que somada à biologia e reprodução das espécies é extremamente importante na formulação de medidas de ordenamento pesqueiro adequado a região. Foi relatada ainda uma diversidade de itens utilizados na alimentação dos peixes, além dos inúmeros habitats utilizados pelas espécies, que sugere a grande dependência dos peixes por esse ambiente, seja como local de alimento, refúgio ou reprodução. Para caracterização da atividade pesqueira, do perfil socioeconômico e da percepção ambiental foram entrevistados 96 pescadores. A atividade pesqueira na região do Maicá apresenta-se como artesanal e de pequena escala, sendo comum o uso de petrechos relativamente simples, com destaque para as malhadeiras, preferencialmente em canoas motorizadas e a remos para a captura de 32 categorias de pescado. O principal local de pesca é o lago e suas adjacências, utilizados em todos os períodos sazonais, com predominância nos momentos de cheia e vazante do ciclo hidrológico local, mostrando-se como um ecossistema relevante e um importante meio de subsistência para estas comunidades e/ou bairros que se desenvolvem no seu entorno, sendo uma das principais fontes de ocupação, de alimento, de subsistência e de renda. A percepção dos pescadores demonstra que eles entendem e possuem uma visão ambiental ampla com consciência acerca dos problemas que afetam o ambiente no qual vivem, como a acentuada diminuição do pescado causada por ações de origem antrópica, entre as quais se destaca a pesca ilegal (prática de arrastão que envolve diferentes atores), excesso de pesca, desmatamento e falta de fiscalização, como também os conflitos socioambientais existentes na região demonstrando sempre preocupação com o futuro da pesca na região o que levaram a sugerirem medidas mitigadoras, como regulamentação da APA-Maicá. Esses resultados fortalecem a importância da incorporação do conhecimento tradicional dos pescadores nos planos de manejo, assim como a utilização das informações relevantes dos componentes socioeconômicos e da atividade pesqueira que devem ser utilizados para medir a resposta do setorial pesqueiro ao sistema de manejo proposto.

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  • ELIZABETE DE MATOS SERRÃO
  • A PESCA E O CONHECIMENTO TRADICIONAL DOS PESCADORES DE UM LAGO DE INUNDAÇÃO NO BAIXO AMAZONAS: SUGESTÕES PARA MANEJO E CONSERVAÇÃO

  • Orientador : DIEGO MAIA ZACARDI
  • Data: 24/05/2018
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  • Este trabalho teve como objetivo analisar o conhecimento tradicional dos pescadores sobre reprodução, alimentação, habitat e comportamento das principais espécies de peixes, bem como descrever aspectos socioeconômicos, características da pesca e a situação atual dos recursos pesqueiros, e analisar a percepção ambiental dos pescadores na identificação de conflitos/problemas na região no intuito de reunir subsídios para contribuir com as políticas de gestão dos recursos pesqueiros da região e que possam futuramente ser úteis na elaboração do plano de manejo da APA-Maicá, auxiliando na proposição de estratégias importantes para o manejo, conservação e sustentabilidade das espécies e manutenção da atividade pesqueira local. Os dados foram coletados entre março e dezembro de 2017, através de formulários semiestruturados aplicados diretamente aos pescadores associados a Colônia de Pescadores e Pescadoras Z-20 ou que residem nas comunidades e/ou bairros que estão inseridos na área proposta para implantação da APA-Maicá, ou estão vinculados a um dos quatro Núcleos de base existentes na área. Para a análise etnoiciológica foram entrevistados 88 pescadores que possuíam dez ou mais anos de experiência de pesca na região. O conhecimento dos pescadores se mostrou consistente, detalhado e condizente com a literatura científica. Os pescadores indicaram o tamanho da primeira maturidade sexual dos peixes, informação que somada à biologia e reprodução das espécies é extremamente importante na formulação de medidas de ordenamento pesqueiro adequado a região. Foi relatada ainda uma diversidade de itens utilizados na alimentação dos peixes, além dos inúmeros habitats utilizados pelas espécies, que sugere a grande dependência dos peixes por esse ambiente, seja como local de alimento, refúgio ou reprodução. Para caracterização da atividade pesqueira, do perfil socioeconômico e da percepção ambiental foram entrevistados 96 pescadores. A atividade pesqueira na região do Maicá apresenta-se como artesanal e de pequena escala, sendo comum o uso de petrechos relativamente simples, com destaque para as malhadeiras, preferencialmente em canoas motorizadas e a remos para a captura de 32 categorias de pescado. O principal local de pesca é o lago e suas adjacências, utilizados em todos os períodos sazonais, com predominância nos momentos de cheia e vazante do ciclo hidrológico local, mostrando-se como um ecossistema relevante e um importante meio de subsistência para estas comunidades e/ou bairros que se desenvolvem no seu entorno, sendo uma das principais fontes de ocupação, de alimento, de subsistência e de renda. A percepção dos pescadores demonstra que eles entendem e possuem uma visão ambiental ampla com consciência acerca dos problemas que afetam o ambiente no qual vivem, como a acentuada diminuição do pescado causada por ações de origem antrópica, entre as quais se destaca a pesca ilegal (prática de arrastão que envolve diferentes atores), excesso de pesca, desmatamento e falta de fiscalização, como também os conflitos socioambientais existentes na região demonstrando sempre preocupação com o futuro da pesca na região o que levaram a sugerirem medidas mitigadoras, como regulamentação da APA-Maicá. Esses resultados fortalecem a importância da incorporação do conhecimento tradicional dos pescadores nos planos de manejo, assim como a utilização das informações relevantes dos componentes socioeconômicos e da atividade pesqueira que devem ser utilizados para medir a resposta do setorial pesqueiro ao sistema de manejo proposto.

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  • ALESSANDRA DE SOUSA SILVA
  • Avaliação do efeito toxicológico de atrazina na retina de alevinos de Colossoma macropomum (CUVIER, 1818)

  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 25/05/2018
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  • A atrazina é um herbicida possui características físico-químicas que aumentam a probabilidade de atingir as águas subterrâneas. Entre os ingredientes ativos mais comercializados no Brasil a atrazina se destacou na 3ª posição no ranking em 2013, sendo considerada muito tóxica para organismos aquáticos. O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito toxicológico de atrazina na retina de alevinos de Colossoma macropomum. Para isso foram realizados testes de toxicidade aguda (5mg/L, 15 mg/L, 30 mg/L, 45 mg/L e 60 mg/L), a partir do método de Trimmed Spearman-Karber. Já nos testes crônicos, os alevinos foram expostos às seguintes concentrações 0,85mg/L, 4,2 mg/L, 8,3mg/L e 16,5 mg/L, e posteriormente, as amostras de retina foram encaminhadas para análise histológica e coradas pelo método de HE. A CL5096h de atrazina para alevinos de tambaqui foi de 27,78 mg/L, com limite inferior de 22,49 mg/L e limite superior 34,22 mg/L, sendo que o CENO foi a concentração de 5 mg/L e o CEO foi a concentração de 15 mg/L. No teste crônico foram avaliados os parâmetros morfológicos das camadas celulares da retina dos alevinos, os quais não sofreram nenhuma alteração entre os tratamentos.

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  • ALESSANDRA DE SOUSA SILVA
  • Avaliação do efeito toxicológico de atrazina na retina de alevinos de Colossoma macropomum (CUVIER, 1818)

  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 25/05/2018
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  • A atrazina é um herbicida possui características físico-químicas que aumentam a probabilidade de atingir as águas subterrâneas. Entre os ingredientes ativos mais comercializados no Brasil a atrazina se destacou na 3ª posição no ranking em 2013, sendo considerada muito tóxica para organismos aquáticos. O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito toxicológico de atrazina na retina de alevinos de Colossoma macropomum. Para isso foram realizados testes de toxicidade aguda (5mg/L, 15 mg/L, 30 mg/L, 45 mg/L e 60 mg/L), a partir do método de Trimmed Spearman-Karber. Já nos testes crônicos, os alevinos foram expostos às seguintes concentrações 0,85mg/L, 4,2 mg/L, 8,3mg/L e 16,5 mg/L, e posteriormente, as amostras de retina foram encaminhadas para análise histológica e coradas pelo método de HE. A CL5096h de atrazina para alevinos de tambaqui foi de 27,78 mg/L, com limite inferior de 22,49 mg/L e limite superior 34,22 mg/L, sendo que o CENO foi a concentração de 5 mg/L e o CEO foi a concentração de 15 mg/L. No teste crônico foram avaliados os parâmetros morfológicos das camadas celulares da retina dos alevinos, os quais não sofreram nenhuma alteração entre os tratamentos.

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  • JONAS DA SILVA COSTA
  • Uso do Hidrolato de Myrcia sylvatica (G.MEY.) DC. (MYRTACEAE) como sedativo em condições simuladas de transporte de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum)

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 25/05/2018
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  • A utilização de produtos de origem naturais na aquicultura vem intensificando, surgindo como alternativa para melhoria na produção como suplementos alimentares, inseticidas, anestésicos e sedativos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do hidrolato Myrcia sylvativa (HMS), em condições simuladas de transporte de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum) em diferentes densidades de carga. Juvenis de tambaqui (entre 3 a 5 cm) foram colocados em sacos plásticos para transporte simulado de 17h nas densidades de carga de 30, 60 e 90 juvenis por /L em três concentrações de HMS (2.5 , 5 e 7.5%) e controle (água-C.A). Foi verificada a sobrevivência logo após o transporte e após 24h (caracterizado como póstransporte). Os parâmetros físicos e químicos da água foram avaliados antes e após o transporte (temperatura, pH, alcalinidade, dureza, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e sólidos totais dissolvidos), bem como calculado o fluxo líquido dos íons Na+, K+,Cl- e excreção de amônia. Além disso, foi observada a densidade de células mucosas branquiais após o transporte. Não houve diferença significativa na sobrevivência entre os tratamentos e densidades. A temperatura, dureza, amônia total e não ionizada não mostraram diferença significativa entre os tratamentos e densidade. Já o pH apresentou diferença mesmo no valores iniciais, reduzindo em função do aumento da concentração de HMS. O oxigênio dissolvido foi significativamente menor quando se comparou os valores iniciais e finais. A alcalinidade e sólidos totais dissolvidos aumentaram significativamente em função da densidade. A condutividade e fluxo iônico (Na+, K+ e Cl-) foram menores no tratamento com 5% de HMS principalmente na maior densidade. O número de células mucosas brânquias neutras e ácidas foi menor em 5% de HMS na maior densidade de carga. O uso do HMS na concentração de 5% pode ser recomendado para transporte de juvenis de tambaqui de longa duração 17h. Apesar de não diferir significativamente do grupo controle no percentual de sobrevivência, todavia apresentou baixas ocilações nos valores de pH em todas as densidades de carga e na densidade de 90 peixes/L reduziu o efluxo dos íons de Na+ e K+ e Cl-, e não estimulou a produção de células mucosas branquiais neutras e ácidas, com isso mostrou-se um potencial redutor de estresse e eficaz nas maiores densidades. Este trabalho é o primeiro estudo com o uso de hidrolato de Myrcia sylvativa com aplicação em manejo na aquicultura.

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  • JONAS DA SILVA COSTA
  • Uso do Hidrolato de Myrcia sylvatica (G.MEY.) DC. (MYRTACEAE) como sedativo em condições simuladas de transporte de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum)

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 25/05/2018
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  • A utilização de produtos de origem naturais na aquicultura vem intensificando, surgindo como alternativa para melhoria na produção como suplementos alimentares, inseticidas, anestésicos e sedativos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do hidrolato Myrcia sylvativa (HMS), em condições simuladas de transporte de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum) em diferentes densidades de carga. Juvenis de tambaqui (entre 3 a 5 cm) foram colocados em sacos plásticos para transporte simulado de 17h nas densidades de carga de 30, 60 e 90 juvenis por /L em três concentrações de HMS (2.5 , 5 e 7.5%) e controle (água-C.A). Foi verificada a sobrevivência logo após o transporte e após 24h (caracterizado como póstransporte). Os parâmetros físicos e químicos da água foram avaliados antes e após o transporte (temperatura, pH, alcalinidade, dureza, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e sólidos totais dissolvidos), bem como calculado o fluxo líquido dos íons Na+, K+,Cl- e excreção de amônia. Além disso, foi observada a densidade de células mucosas branquiais após o transporte. Não houve diferença significativa na sobrevivência entre os tratamentos e densidades. A temperatura, dureza, amônia total e não ionizada não mostraram diferença significativa entre os tratamentos e densidade. Já o pH apresentou diferença mesmo no valores iniciais, reduzindo em função do aumento da concentração de HMS. O oxigênio dissolvido foi significativamente menor quando se comparou os valores iniciais e finais. A alcalinidade e sólidos totais dissolvidos aumentaram significativamente em função da densidade. A condutividade e fluxo iônico (Na+, K+ e Cl-) foram menores no tratamento com 5% de HMS principalmente na maior densidade. O número de células mucosas brânquias neutras e ácidas foi menor em 5% de HMS na maior densidade de carga. O uso do HMS na concentração de 5% pode ser recomendado para transporte de juvenis de tambaqui de longa duração 17h. Apesar de não diferir significativamente do grupo controle no percentual de sobrevivência, todavia apresentou baixas ocilações nos valores de pH em todas as densidades de carga e na densidade de 90 peixes/L reduziu o efluxo dos íons de Na+ e K+ e Cl-, e não estimulou a produção de células mucosas branquiais neutras e ácidas, com isso mostrou-se um potencial redutor de estresse e eficaz nas maiores densidades. Este trabalho é o primeiro estudo com o uso de hidrolato de Myrcia sylvativa com aplicação em manejo na aquicultura.

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  • MARIA APARECIDA DE LIMA SUZUKI
  • Composição taxonômica e distribuição espaço-temporal da assembleia de larvas de peixes, no reservatório de Curuá-una e área de influência, Santarém-Pa.

  • Orientador : DIEGO MAIA ZACARDI
  • Data: 25/05/2018
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  • O objetivo deste trabalho é investigar a atuação do gradiente longitudinal do reservatório de Curuá-Una sobre a composição taxonômica, abundância, diversidade e riqueza de espécies do ictioplâncton, analisar os padrões de distribuição espaço-temporal de larvas de peixes e sua relação com os fatores ambientais e mensurar o status de conservação do reservatório, a fim de obter subsídios que possam auxiliar nas políticas de manejo e manutenção dos recursos pesqueiros na área. A coleta do material biológico foi realizada utilizando uma rede de plâncton com malha de 300 μm acoplada com um fluxômetro, durante o mês de abril de 2016 a março de 2017, em 12 estações de coletas distribuídas entre as zonas fluvial, transição e lacustre. As variáveis ambientais foram mensuradas in loco. Foram capturadas 3.864 larvas de peixes, registradas em 30 táxons classificados em 8 ordens, 16 famílias, 25 gêneros e 27 espécies. No ambiente fluvial foi observada a maior densidade de larvas de peixes, também apresentando maior riqueza, diversidade, abundância e equitabilidade. Microphilypnus tapajosensis, Caires 2013 foi a espécie que mais contribuiu com número de indivíduos em todos os pontos (89%). Em relação a sazonalidade, as maiores densidades ocorreram durante o período chuvoso. Diferenças significativas foram observadas somente entre os ambientes fluvial e lacustre. Segundo a NMDS, não foi possível observar um padrão na distribuição das larvas de peixes, e quando realizada a Permanova, a composição de espécies (presencia/ausência), não demonstrou diferença significativa entre as zonas estudadas. A perda de espécies ao longo do gradiente longitudinal, sustenta a hipótese de que o impacto causado pelo barramento do rio afetou a ictiofauna local, demostrando que a área necessita de ações mitigadoras. Com altas densidades de larvas de peixes próximas a confluência dos tributários, é possível determinar que esses ambientes são utilizados para desova e desenvolvimento para muitas espécies de peixes e a presença de larvas em toda a região estudada mostra que vários grupos larvais de peixes completam seu ciclo de vida no reservatório, principalmente espécies de pequeno porte e migradoras de curta distância. Portanto, faz-se necessário a implementação de ações de manejo que visem a manutenção e a conservação tanto desses ambientes, como consequentemente para a comunidade de larvas de peixes.

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  • MARIA APARECIDA DE LIMA SUZUKI
  • Composição taxonômica e distribuição espaço-temporal da assembleia de larvas de peixes, no reservatório de Curuá-una e área de influência, Santarém-Pa.

  • Orientador : DIEGO MAIA ZACARDI
  • Data: 25/05/2018
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  • O objetivo deste trabalho é investigar a atuação do gradiente longitudinal do reservatório de Curuá-Una sobre a composição taxonômica, abundância, diversidade e riqueza de espécies do ictioplâncton, analisar os padrões de distribuição espaço-temporal de larvas de peixes e sua relação com os fatores ambientais e mensurar o status de conservação do reservatório, a fim de obter subsídios que possam auxiliar nas políticas de manejo e manutenção dos recursos pesqueiros na área. A coleta do material biológico foi realizada utilizando uma rede de plâncton com malha de 300 μm acoplada com um fluxômetro, durante o mês de abril de 2016 a março de 2017, em 12 estações de coletas distribuídas entre as zonas fluvial, transição e lacustre. As variáveis ambientais foram mensuradas in loco. Foram capturadas 3.864 larvas de peixes, registradas em 30 táxons classificados em 8 ordens, 16 famílias, 25 gêneros e 27 espécies. No ambiente fluvial foi observada a maior densidade de larvas de peixes, também apresentando maior riqueza, diversidade, abundância e equitabilidade. Microphilypnus tapajosensis, Caires 2013 foi a espécie que mais contribuiu com número de indivíduos em todos os pontos (89%). Em relação a sazonalidade, as maiores densidades ocorreram durante o período chuvoso. Diferenças significativas foram observadas somente entre os ambientes fluvial e lacustre. Segundo a NMDS, não foi possível observar um padrão na distribuição das larvas de peixes, e quando realizada a Permanova, a composição de espécies (presencia/ausência), não demonstrou diferença significativa entre as zonas estudadas. A perda de espécies ao longo do gradiente longitudinal, sustenta a hipótese de que o impacto causado pelo barramento do rio afetou a ictiofauna local, demostrando que a área necessita de ações mitigadoras. Com altas densidades de larvas de peixes próximas a confluência dos tributários, é possível determinar que esses ambientes são utilizados para desova e desenvolvimento para muitas espécies de peixes e a presença de larvas em toda a região estudada mostra que vários grupos larvais de peixes completam seu ciclo de vida no reservatório, principalmente espécies de pequeno porte e migradoras de curta distância. Portanto, faz-se necessário a implementação de ações de manejo que visem a manutenção e a conservação tanto desses ambientes, como consequentemente para a comunidade de larvas de peixes.

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  • LUIZ AUGUSTO RODRIGUES FERREIRA
  • Fatores espaciais e a dinâmica da pesca no município de Alenquer: Contribuições e Soluções espaciais para o manejo

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 29/05/2018
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  • Este estudo objetivou avaliar a dinâmica da pesca e seus os efeitos espaciais no município de Alenquer. As informações foram coletadas através de um monitoramento participativo da pesca entre os anos de 2010 a 2016. Os dados foram armazenados em um banco de dados com informações continuas da pesca. A espacialização dos dados foi realizada utilizando software livre QGIS, versão 2.14, para criação de buffers, interpolação e vetorização. A captura total foi de 1.203.681 kg, composta de 38 grupos de pescado. As pescarias foram feitas principalmente em lagos (89%), com registro de 863.093 horas de pesca, apresentando uma melhor CPUE (1,23) e captura (1.058.969 kg) que ambientes paranás e rios. Maiores valores de captura, CPUE e Renda ocorreram no período da vazante das águas. Os lagos são ambientes de extrema importância para pesca comercial, durante o ano todo, com destaque para o período da vazante, cujas capturas são concentradas em espécies sedentárias e pequenos e grandes migradores. Os pescadores atuam em um raio de 44 km, explorando 106 ambientes de pesca. A captura variou de acordo com a magnitude de esforço pesqueiro praticado pelos pescadores. Os ambientes não foram pontos de pesca com maiores frequências de pescarias nos respectivos anos de destaque na captura, indicando que os pescadores exploram esses locais em momentos de concentração de pescado. Há sobreposição territorial dos núcleos de base no uso dos ambientes de pesca. Com isto, o presente estudo propôs a definição de unidades territoriais de manejo da pesca de lagos, numa percepção integrada, participativa e adaptativa.

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  • LUIZ AUGUSTO RODRIGUES FERREIRA
  • Fatores espaciais e a dinâmica da pesca no município de Alenquer: Contribuições e Soluções espaciais para o manejo

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 29/05/2018
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  • Este estudo objetivou avaliar a dinâmica da pesca e seus os efeitos espaciais no município de Alenquer. As informações foram coletadas através de um monitoramento participativo da pesca entre os anos de 2010 a 2016. Os dados foram armazenados em um banco de dados com informações continuas da pesca. A espacialização dos dados foi realizada utilizando software livre QGIS, versão 2.14, para criação de buffers, interpolação e vetorização. A captura total foi de 1.203.681 kg, composta de 38 grupos de pescado. As pescarias foram feitas principalmente em lagos (89%), com registro de 863.093 horas de pesca, apresentando uma melhor CPUE (1,23) e captura (1.058.969 kg) que ambientes paranás e rios. Maiores valores de captura, CPUE e Renda ocorreram no período da vazante das águas. Os lagos são ambientes de extrema importância para pesca comercial, durante o ano todo, com destaque para o período da vazante, cujas capturas são concentradas em espécies sedentárias e pequenos e grandes migradores. Os pescadores atuam em um raio de 44 km, explorando 106 ambientes de pesca. A captura variou de acordo com a magnitude de esforço pesqueiro praticado pelos pescadores. Os ambientes não foram pontos de pesca com maiores frequências de pescarias nos respectivos anos de destaque na captura, indicando que os pescadores exploram esses locais em momentos de concentração de pescado. Há sobreposição territorial dos núcleos de base no uso dos ambientes de pesca. Com isto, o presente estudo propôs a definição de unidades territoriais de manejo da pesca de lagos, numa percepção integrada, participativa e adaptativa.

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  • RAIELI CARVALHO RÊGO LIBERAL
  • TAXONOMIA E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DE Pinnularia EHRENBERG DE UM LAGO DE PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO NO RIO TAPAJÓS (SANTARÉM, AMAZÔNIA, BRASIL)

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 30/05/2018
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  • A região amazônica é conhecida por apresentar uma elevada diversidade de ambientes aquáticos que favorece o desenvolvimento de uma das maiores biodiversidades do planeta, principalmente de algas do grupo das diatomáceas, mais especificamente do gênero Pinnularia Ehrenberg. Com objetivo de ampliar o conhecimento taxonômico e os padrões de distribuição espacial e temporal do gênero Pinnularia na região amazônica, realizou-se o presente estudo no lago Verde, um ambiente de inundação de águas claras da bacia do rio Tapajós, localizado na Área de Proteção Ambiental Alter do Chão. As amostras foram coletadas, mensalmente, com rede de plâncton (20 μm) em quatro estações de amostragem, no período de julho de 2016 a junho de 2017, totalizando 48 amostras, que foram armazenadas em frascos de 100 mL e fixadas com solução de Transeau (Bicudo e Menezes, 2006). Concomitantemente às coletas, foram efetuadas medidas de pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura, transparência da água e profundidade. Para análise, aliquotas de amostras foram submetidas ao processo de oxidação para análise em microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura. A partir da observação das lâminas permanentes foi registrada a riqueza específica nas amostras e calculado o índice de constância para cada táxon. Foi aplicada a Análise de Componentes Principais (PCA) a fim de detectar inter-relações entre as variáveis ambientais e as estações de amostragem. Para verificar se houve diferença significativa na comunidade de Pinnularia, entre estações e entre os períodos do pulso de inundação, foi aplicado o teste PERMANOVA usando o índice de similaridade de Jaccard. Para verificar as relações significativas das variáveis ambientais sobre a comunidade de Pinnularia foi realizada a Análise de Redundância (RDA). A comunidade de diatomáceas do gênero Pinnularia esteve composta por 60 táxons (30 espécies, onze variedades, nove conferatum e dez táxons identificados em nível genérico), entre estes, seis foram citados pela primeira vez para a Amazônia brasileira: Pinnularia acuminata var. novazealandica, P. divergens var. media, P. graciloides var. rumrichae, P. parallela var. parallela, P. percuneata var. percuneata, P. tumescens, e 21 citados pela primeira vez para o estado do Pará: P. amazonica, P. aquaenigrae, P. boyeriformis, P. confirma, P. divergens var. malayensis, P. divergens var. mesoleptiformis, P. hyalina, P. instabiliformis, P. instabilis, P. liyanlingae, P. manausensis, P. meridiana var. concava, P. mollenhaueri, P. pogoii, P. polyonca, P. rostratissima var. ventricosa, P. sterrenburgii, P. subboyeri, P. tupensis, P. viridiformis, P. viridis. A riqueza de espécies foi maior no período de vazante (57 táxons), seguido pelos períodos de águas baixas (52 táxons), enchente (48 táxons) e águas altas (40 táxons). Com relação ao ciclo hidrológico, os resultados demonstraram que houve diferença significativa na população do gênero Pinnularia nos períodos de vazante, águas baixas e águas altas. Espacialmente, a estação denominada Igarapé do Macaco diferenciou-se das demais estações de coleta. A RDA indicou que as variáveis ambientais profundidade e pH influenciam a distribuição da maior parte das espécie do gênero no lago Verde, onde a maioria dos táxons esteve associada aos períodos de águas baixas e vazante, nos quais se tem ambientes mais ácidos e com menores profundidades.

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  • RAIELI CARVALHO RÊGO LIBERAL
  • TAXONOMIA E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DE Pinnularia EHRENBERG DE UM LAGO DE PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO NO RIO TAPAJÓS (SANTARÉM, AMAZÔNIA, BRASIL)

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 30/05/2018
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  • A região amazônica é conhecida por apresentar uma elevada diversidade de ambientes aquáticos que favorece o desenvolvimento de uma das maiores biodiversidades do planeta, principalmente de algas do grupo das diatomáceas, mais especificamente do gênero Pinnularia Ehrenberg. Com objetivo de ampliar o conhecimento taxonômico e os padrões de distribuição espacial e temporal do gênero Pinnularia na região amazônica, realizou-se o presente estudo no lago Verde, um ambiente de inundação de águas claras da bacia do rio Tapajós, localizado na Área de Proteção Ambiental Alter do Chão. As amostras foram coletadas, mensalmente, com rede de plâncton (20 μm) em quatro estações de amostragem, no período de julho de 2016 a junho de 2017, totalizando 48 amostras, que foram armazenadas em frascos de 100 mL e fixadas com solução de Transeau (Bicudo e Menezes, 2006). Concomitantemente às coletas, foram efetuadas medidas de pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura, transparência da água e profundidade. Para análise, aliquotas de amostras foram submetidas ao processo de oxidação para análise em microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura. A partir da observação das lâminas permanentes foi registrada a riqueza específica nas amostras e calculado o índice de constância para cada táxon. Foi aplicada a Análise de Componentes Principais (PCA) a fim de detectar inter-relações entre as variáveis ambientais e as estações de amostragem. Para verificar se houve diferença significativa na comunidade de Pinnularia, entre estações e entre os períodos do pulso de inundação, foi aplicado o teste PERMANOVA usando o índice de similaridade de Jaccard. Para verificar as relações significativas das variáveis ambientais sobre a comunidade de Pinnularia foi realizada a Análise de Redundância (RDA). A comunidade de diatomáceas do gênero Pinnularia esteve composta por 60 táxons (30 espécies, onze variedades, nove conferatum e dez táxons identificados em nível genérico), entre estes, seis foram citados pela primeira vez para a Amazônia brasileira: Pinnularia acuminata var. novazealandica, P. divergens var. media, P. graciloides var. rumrichae, P. parallela var. parallela, P. percuneata var. percuneata, P. tumescens, e 21 citados pela primeira vez para o estado do Pará: P. amazonica, P. aquaenigrae, P. boyeriformis, P. confirma, P. divergens var. malayensis, P. divergens var. mesoleptiformis, P. hyalina, P. instabiliformis, P. instabilis, P. liyanlingae, P. manausensis, P. meridiana var. concava, P. mollenhaueri, P. pogoii, P. polyonca, P. rostratissima var. ventricosa, P. sterrenburgii, P. subboyeri, P. tupensis, P. viridiformis, P. viridis. A riqueza de espécies foi maior no período de vazante (57 táxons), seguido pelos períodos de águas baixas (52 táxons), enchente (48 táxons) e águas altas (40 táxons). Com relação ao ciclo hidrológico, os resultados demonstraram que houve diferença significativa na população do gênero Pinnularia nos períodos de vazante, águas baixas e águas altas. Espacialmente, a estação denominada Igarapé do Macaco diferenciou-se das demais estações de coleta. A RDA indicou que as variáveis ambientais profundidade e pH influenciam a distribuição da maior parte das espécie do gênero no lago Verde, onde a maioria dos táxons esteve associada aos períodos de águas baixas e vazante, nos quais se tem ambientes mais ácidos e com menores profundidades.

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  • YURYANNE CARVALHO PINTO
  • Dinâmica do mercúrio total na área de influência da Usina Hidrelétrica de Curuá-una, Santarém-Pa.

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 07/06/2018
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  • O mercúrio é um elemento químico que apresenta alta toxicidade para os organismos vivos. Bioacumula conforme o peso e idade do indivíduo, se biomagnifica ao longo dos diferentes níveis tróficos da cadeia alimentar, além de ser transferido de forma direta para o organismo através da água. O presente estudo teve por objetivo investigar através dos processos de biomagnificação e bioconcentração a dinâmica de mercúrio total (HgT) na Hidroelétrica de Curuá-Una. Investigou-se as concentrações de HgT em tecido muscular de peixes em diferentes trechos do reservatório hidroelétrico de Curuá- Una, além de avaliar a biomagnificação de HgT em peixes de diferentes níveis tróficos e a bioconcentração de mercúrio total em peixes e perifíton nos diferentes trechos da UHE de Curuá- Una. As coletas foram realizadas em três diferentes trechos (Montante- reservatório, Montante- Transição e Jusante) no reservatório hidroelétrico de Curuá- Una, localizada no Oeste do Estado do Pará. Todas as amostras biológicas (água, peixe e perifíton) foram analisadas através da técnica de Fluorescência Atômica a Vapor Frio (CVAFS). Foram analisados 298 espécimes peixes distribuídos em quatro espécies: Auchenipterus nuchalis (n= 58), Curimata knerii (n=62), Hemiodus unimaculatus (n=73) e Serrasalmus rhombeus (n=105). Apenas Hemiodus unimaculatus e Serrasalmus rhombeus apresentam diferença significativas entre os diferentes trechos, sendo que H. unimaculatus apresentou maiores concentrações no trecho montante-reservatório (150,24±96,26 ng.g-1) e menores à jusante (78,40±47,46 ng.g-1), e em S. rhombeus, foram observadas as maiores concentrações à montante-transição (427,45±245,51 ng.g-1), e as menores à jusante (181,73±76,18 ng.g-1).Com relação as concentrações de mercúrio total independente de espécie, foi evidenciado que o trecho jusante (148,53±132,99 ng.g-1) difere-se significativamente (H= 23,46; p=0,0000) dos trechos montante-transição (292 ,47±240,35 ng.g-1) e montante-reservatório (249, 52±232,36 ng.g-1). Não foi possível observar o processo de biomagnificação ao longo da cadeia trófica. As concentrações de HgT entre os níveis tróficos, apresentou diferenças significativas (H= 136,30; p= 0,000) entre as concentrações dos organismos de hábito alimentar detritívoro (94,36±74,20 ng.g-1) e as de hábito piscívoro (324,97±245,61 ng.g-1) e insetívoro (338,26±203,04 ng.g-1), as duas últimas com maiores concentrações. Houve diferença significativa na bioconcentração entre os níveis tróficos (H= 81,93; p= 0,00), demonstrando que as espécies que estavam no nível trófico inferior da cadeia trófica estão bioconcentrando menos (1,40± 027 ng.g-1) que as espécies de topo de cadeia (2,01± 0,32 ng.g-1). No entanto não foram observadas diferenças significativas na bioconcentração no perifíton entre os diferentes trechos, mas foi notório observar que o maior fator de bioconcentração foi à montante- transição (1,87 ng.g-1), seguido da jusante (1,73 ng.g-1) e montante reservatório (1,62 ng.g-1) da barragem.

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  • YURYANNE CARVALHO PINTO
  • Dinâmica do mercúrio total na área de influência da Usina Hidrelétrica de Curuá-una, Santarém-Pa.

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 07/06/2018
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  • O mercúrio é um elemento químico que apresenta alta toxicidade para os organismos vivos. Bioacumula conforme o peso e idade do indivíduo, se biomagnifica ao longo dos diferentes níveis tróficos da cadeia alimentar, além de ser transferido de forma direta para o organismo através da água. O presente estudo teve por objetivo investigar através dos processos de biomagnificação e bioconcentração a dinâmica de mercúrio total (HgT) na Hidroelétrica de Curuá-Una. Investigou-se as concentrações de HgT em tecido muscular de peixes em diferentes trechos do reservatório hidroelétrico de Curuá- Una, além de avaliar a biomagnificação de HgT em peixes de diferentes níveis tróficos e a bioconcentração de mercúrio total em peixes e perifíton nos diferentes trechos da UHE de Curuá- Una. As coletas foram realizadas em três diferentes trechos (Montante- reservatório, Montante- Transição e Jusante) no reservatório hidroelétrico de Curuá- Una, localizada no Oeste do Estado do Pará. Todas as amostras biológicas (água, peixe e perifíton) foram analisadas através da técnica de Fluorescência Atômica a Vapor Frio (CVAFS). Foram analisados 298 espécimes peixes distribuídos em quatro espécies: Auchenipterus nuchalis (n= 58), Curimata knerii (n=62), Hemiodus unimaculatus (n=73) e Serrasalmus rhombeus (n=105). Apenas Hemiodus unimaculatus e Serrasalmus rhombeus apresentam diferença significativas entre os diferentes trechos, sendo que H. unimaculatus apresentou maiores concentrações no trecho montante-reservatório (150,24±96,26 ng.g-1) e menores à jusante (78,40±47,46 ng.g-1), e em S. rhombeus, foram observadas as maiores concentrações à montante-transição (427,45±245,51 ng.g-1), e as menores à jusante (181,73±76,18 ng.g-1).Com relação as concentrações de mercúrio total independente de espécie, foi evidenciado que o trecho jusante (148,53±132,99 ng.g-1) difere-se significativamente (H= 23,46; p=0,0000) dos trechos montante-transição (292 ,47±240,35 ng.g-1) e montante-reservatório (249, 52±232,36 ng.g-1). Não foi possível observar o processo de biomagnificação ao longo da cadeia trófica. As concentrações de HgT entre os níveis tróficos, apresentou diferenças significativas (H= 136,30; p= 0,000) entre as concentrações dos organismos de hábito alimentar detritívoro (94,36±74,20 ng.g-1) e as de hábito piscívoro (324,97±245,61 ng.g-1) e insetívoro (338,26±203,04 ng.g-1), as duas últimas com maiores concentrações. Houve diferença significativa na bioconcentração entre os níveis tróficos (H= 81,93; p= 0,00), demonstrando que as espécies que estavam no nível trófico inferior da cadeia trófica estão bioconcentrando menos (1,40± 027 ng.g-1) que as espécies de topo de cadeia (2,01± 0,32 ng.g-1). No entanto não foram observadas diferenças significativas na bioconcentração no perifíton entre os diferentes trechos, mas foi notório observar que o maior fator de bioconcentração foi à montante- transição (1,87 ng.g-1), seguido da jusante (1,73 ng.g-1) e montante reservatório (1,62 ng.g-1) da barragem.

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  • FRANCISCO LUTIANO PAIVA EUFRÁZIO
  • ECOTOXICOLOGIA DO MERCÚRIO TOTAL EM PORÍFEROS DO HIDROSSISTEMA BAIXO TAPAJÓS, SANTARÉM – PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 08/06/2018
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  • Registrou-se pela primeira vez as concentrações de mercúrio total em poríferos de água doce no Brasil. Foram analisadas das concentrações de mercúrio total em poríferos do hidrossistema baixo Tapajós, a partir da foz, no sentido à montante, num trecho de 65 quilômetros, na margem direita do rio, relacionando-as com fatores espaciais, ambientais e limnológicos. As coletas ocorreram em 12 regiões fluviais e sete regiões lacustres no rio Tapajós, no município de Santarém-Pará. Este trabalho ampliou o número de espécies de poríferos dulcícolas para o rio Tapajós, de 16 para 20, com o incremento de 4 novos registros: Drulia ctenosclera, Saturnospongilla carvalhoi, Tubella lanzamirandai e Metania reticulata. A concentração média de HgT nos poríferos do rio Tapajós foi de 40,8±3,9 ng.g.-1, sendo mais elevada nos indivíduos de ambiente lacustre (40,6±23,4 ng.g.-1) do que naqueles de ambiente fluvial (28,1±29,2 ng.g.-1). Independente do ambiente, as concentrações médias de HgT foram mais expressivas na região do Carapanarí (89,9±29,8 ng.g.-1). Ao se analisar a massa corporal, o Tecido Reprodutivo apresentou as maiores concentrações de HgT (56,4±11,1 ng.g.-1). Em Drulia uruguayensis, as concentrações de HgT no Tecido Vegetativo Interno foram diretamente proporcionais à distribuição vertical na coluna d’água, ou seja, o aumento da profundidade de colonização da espécie na coluna d´água explicou 42% da fonte variação de HgT entre os espécimes (r= 0,4271, p= 0,0038), ao passo que, Drulia brownii apresentou correlação negativa com o pH (r= -0,55, p= 0,042), a Sílica (r= -0,58, p= 0,028) e o Potássio (r= -0,76, p= 0,001), no Tecido Reprodutivo, e com o Sódio (r= -0,55, p= 0,033) no Tecido Vegetativo Interno. D. uruguayensis e D. brownii são as espécies com maior ocorrência (52,8%), sendo amostradas na maioria das regiões e ambientes. As variações nas concentrações de HgT nos níveis tróficos estão diretamente relacionadas à dieta alimentar de cada organismo. As concentrações de HgT em poríferos são consideradas baixas quando comparadas às concentrações em outros organismos aquáticos, no entanto, dada sua sessibilidade e hábito alimentar filtrador podem refletir a situação pontual de cada ambiente, sendo propostos como biomonitores da poluição ambiental.
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  • FRANCISCO LUTIANO PAIVA EUFRÁZIO
  • ECOTOXICOLOGIA DO MERCÚRIO TOTAL EM PORÍFEROS DO HIDROSSISTEMA BAIXO TAPAJÓS, SANTARÉM – PARÁ, BRASIL
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 08/06/2018
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  • Registrou-se pela primeira vez as concentrações de mercúrio total em poríferos de água doce no Brasil. Foram analisadas das concentrações de mercúrio total em poríferos do hidrossistema baixo Tapajós, a partir da foz, no sentido à montante, num trecho de 65 quilômetros, na margem direita do rio, relacionando-as com fatores espaciais, ambientais e limnológicos. As coletas ocorreram em 12 regiões fluviais e sete regiões lacustres no rio Tapajós, no município de Santarém-Pará. Este trabalho ampliou o número de espécies de poríferos dulcícolas para o rio Tapajós, de 16 para 20, com o incremento de 4 novos registros: Drulia ctenosclera, Saturnospongilla carvalhoi, Tubella lanzamirandai e Metania reticulata. A concentração média de HgT nos poríferos do rio Tapajós foi de 40,8±3,9 ng.g.-1, sendo mais elevada nos indivíduos de ambiente lacustre (40,6±23,4 ng.g.-1) do que naqueles de ambiente fluvial (28,1±29,2 ng.g.-1). Independente do ambiente, as concentrações médias de HgT foram mais expressivas na região do Carapanarí (89,9±29,8 ng.g.-1). Ao se analisar a massa corporal, o Tecido Reprodutivo apresentou as maiores concentrações de HgT (56,4±11,1 ng.g.-1). Em Drulia uruguayensis, as concentrações de HgT no Tecido Vegetativo Interno foram diretamente proporcionais à distribuição vertical na coluna d’água, ou seja, o aumento da profundidade de colonização da espécie na coluna d´água explicou 42% da fonte variação de HgT entre os espécimes (r= 0,4271, p= 0,0038), ao passo que, Drulia brownii apresentou correlação negativa com o pH (r= -0,55, p= 0,042), a Sílica (r= -0,58, p= 0,028) e o Potássio (r= -0,76, p= 0,001), no Tecido Reprodutivo, e com o Sódio (r= -0,55, p= 0,033) no Tecido Vegetativo Interno. D. uruguayensis e D. brownii são as espécies com maior ocorrência (52,8%), sendo amostradas na maioria das regiões e ambientes. As variações nas concentrações de HgT nos níveis tróficos estão diretamente relacionadas à dieta alimentar de cada organismo. As concentrações de HgT em poríferos são consideradas baixas quando comparadas às concentrações em outros organismos aquáticos, no entanto, dada sua sessibilidade e hábito alimentar filtrador podem refletir a situação pontual de cada ambiente, sendo propostos como biomonitores da poluição ambiental.
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  • SILVANA CRISTINA SILVA DA PONTE
  • COMPOSIÇÃO E ABUNDÂNCIA DO ICTIOPLÂNCTON EM UM LAGO DE INUNDAÇÃO, BAIXO AMAZONAS, PARÁ

  • Orientador : DIEGO MAIA ZACARDI
  • Data: 13/07/2018
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  • O presente trabalho tem como objetivo identificar a composição taxonômica, verificar a abundância e caracterizar a distribuição temporal do ictioplâncton nas regiões de águas abertas do lago e a relação dos organismos com as variavéis ambientais, como forma de auxiliar na definição de melhores práticas de uso sustentável da biodiversidade que têm se mostrado cada vez mais importante no cenário atual. As coletas foram realizadas no período diurno e noturno no ano de 2015, em nove estações de amostragem, localizados no lago Maicá próximo à cidade de Santarém. Foram realizados arrastos horizontais na subsuperfície da coluna d'água, com rede de plâncton (300m). Foram capturados 2.525 ovos e 6.961 larvas de peixes, classificadas em 63 táxons e distribuídas em 10 ordens, 25 famílias, 41 gêneros e 53 espécies, a maioria das espécies são migradoras e de importância comercial. A ordem dos Characiformes (41,79%) e Clupeiformes (31,48%) foram mais abundantes, somando 73,27% do total de larvas capturadas. As maiores densidades de ovos e larvas foram capturadas no mês de janeiro e dezembro (5,92 ovos/10m3 e 54,46 larvas/10m³) correspondendo à época de reprodução da maioria das espécies de peixes explorados pela pesca na região. A composição de larvas diferiu ao longo dos meses (Pseudo F=0,94; p<0,01), indicando um gradiente de sazonalidade, com pico de larvas em diferentes meses mostrando que as espécies de peixes têm estratégia reprodutiva distintas. Dos táxons identificados as larvas de Mylossoma aureum e M. albiscopum, Plagioscion squamosissimus e Engraulidae, foram as mais abundantes. Em relação ao ciclo diário diferenças significativas foram detectadas, com maiores densidades de ovos (35,29 ovos/10m³) e larvas (76,62 larvas/10m³) registrada e no período noturno. Dos táxons identificados, apenas 1 taxa foi registrado de dia, 34 somente pela noite e 27 táxons ocorreram tanto de dia quanto de noite. Quanto aos estágios de desenvolvimento 98,65% dos ovos encontravam-se em clivagem inicial e 70,78% das larvas no estágio de pré-flexão. A variação do índice pluviométrico e oxigênio dissolvido, foram as variáveis ambientais que melhor explicam o padrão de distribuição temporal do ictioplâncton. Os resultados confirmam que várias espécies de peixes, têm utilizado o lago Maíca como área de desova e criadouro natural, ressaltando assim a sua importância para a reprodução, consequentemente, para a manutenção das espécies de peixes no trecho baixo do Rio Amazonas, evidenciando a necessidade de sua preservação.

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  • JORDSON DE SOUZA E SOUZA
  • REVISÃO TAXONÔMICA DAS ESPÉCIES DO GÊNERO Trachelyopterichthys BLEEKER, 1862 (SILURIFORMES: AUCHENIPTERIDAE)

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 07/08/2018
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  • As espécies de Trachelyopterichthys foram revisadas. Foram analisados espécimes disponíveis em museus, além de comparações de descrições originais A validade das espécies foi testada por meio de comparações estatísticas das medidas e contagens e análises qualitativas dos caracteres de anatomia interna e externa. Os representantes de Trachelyopterichthys estão distribuídos, em tributários das bacias dos rios Amazonas e Orinoco. Três espécies válidas são reconhecidas no gênero, das quais, uma foi reconhecida como nova. Trachelyopterichthys taeniatus, espécie tipo do gênero, é o representante mais amplamente distribuído. Trachelyopterichthys anduzei é restrita à bacia do rio Orinoco. Uma chave dicotômica para identificação das espécies validas do gênero é fornecida.

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  • JORDSON DE SOUZA E SOUZA
  • REVISÃO TAXONÔMICA DAS ESPÉCIES DO GÊNERO Trachelyopterichthys BLEEKER, 1862 (SILURIFORMES: AUCHENIPTERIDAE)

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 07/08/2018
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  • As espécies de Trachelyopterichthys foram revisadas. Foram analisados espécimes disponíveis em museus, além de comparações de descrições originais A validade das espécies foi testada por meio de comparações estatísticas das medidas e contagens e análises qualitativas dos caracteres de anatomia interna e externa. Os representantes de Trachelyopterichthys estão distribuídos, em tributários das bacias dos rios Amazonas e Orinoco. Três espécies válidas são reconhecidas no gênero, das quais, uma foi reconhecida como nova. Trachelyopterichthys taeniatus, espécie tipo do gênero, é o representante mais amplamente distribuído. Trachelyopterichthys anduzei é restrita à bacia do rio Orinoco. Uma chave dicotômica para identificação das espécies validas do gênero é fornecida.

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  • THAIS PATRICIO TORRES
  • ASPECTOS ECOLÓGICOS DA ICTIOFAUNA DA DRENAGEM DO RIO DO SONO, BACIA DO RIO TOCANTINS, BRASIL

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/08/2018
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  • O rio do Sono é um rio de águas claras formado pelos rios Novo e Soninho, sendo afluente da margem direita do alto-médio rio Tocantins. Este trabalho objetivou investigar os fatores bióticos ou abióticos que podem influenciar na estrutura das assembleias de peixes na drenagem do rio do Sono, em três diferentes períodos do ciclo hidrológico. As amostragens de peixes e variáveis ambientais foram realizadas em 09 pontos amostrais, nos meses de janeiro de 2016 (período de cheia), abril de 2016 (período de vazante) e junho de 2016 (período de seca), utilizando redes de espera, espinhéis, boias, peneiras, tarrafas, redes de arrasto de tração manual e pesca elétrica. Foram coletados 1.838 indivíduos pertencentes a 111 espécies, 78 gêneros, 25 famílias e sete ordens. As espécies mais abundantes foram Rhinopetitia sp., Bryconops aff. melanurus e Geophagus proximus. A análise de variância revelou diferenças significativas na riqueza registrada no período de cheia daquelas registradas nos períodos de vazante e seca. Os valores de abundância e equitabilidade obtidos no período de seca foram significativamente diferentes daqueles registrados no período de cheia e vazante e foi constatada diferença significativa na diversidade entre os períodos de cheia e vazante. A diferença temporal foi significativa na composição de espécies de peixes entre os períodos para dados qualitativos e quantitativos. A riqueza foi correlacionada positivamente com a temperatura. A equitabilidade foi correlacionada positivamente com o pH e com o oxigênio dissolvido. A riqueza, abundância e diversidade foram correlacionadas negativamente com a turbidez e positivamente com a equitabilidade. O oxigênio dissolvido influenciou significativamente na abundância das espécies, além dessa variável, a distância da foz e os sólidos totais dissolvidos foram as variáveis que apresentaram forte correlação com a abundância das espécies. Foi constatada diferença significativa das guildas tróficas nos três períodos amostrados. O conhecimento dos fatores ambientais, tais como oxigênio dissolvido, turbidez, temperatura e pH que influenciam na estrutura das assembleias de peixes, reforça a necessidade de elaboração de medidas de manejo que busquem garantir a integridade das assembleias biológicas na drenagem do rio do Sono.

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  • THAIS PATRICIO TORRES
  • ASPECTOS ECOLÓGICOS DA ICTIOFAUNA DA DRENAGEM DO RIO DO SONO, BACIA DO RIO TOCANTINS, BRASIL

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/08/2018
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  • O rio do Sono é um rio de águas claras formado pelos rios Novo e Soninho, sendo afluente da margem direita do alto-médio rio Tocantins. Este trabalho objetivou investigar os fatores bióticos ou abióticos que podem influenciar na estrutura das assembleias de peixes na drenagem do rio do Sono, em três diferentes períodos do ciclo hidrológico. As amostragens de peixes e variáveis ambientais foram realizadas em 09 pontos amostrais, nos meses de janeiro de 2016 (período de cheia), abril de 2016 (período de vazante) e junho de 2016 (período de seca), utilizando redes de espera, espinhéis, boias, peneiras, tarrafas, redes de arrasto de tração manual e pesca elétrica. Foram coletados 1.838 indivíduos pertencentes a 111 espécies, 78 gêneros, 25 famílias e sete ordens. As espécies mais abundantes foram Rhinopetitia sp., Bryconops aff. melanurus e Geophagus proximus. A análise de variância revelou diferenças significativas na riqueza registrada no período de cheia daquelas registradas nos períodos de vazante e seca. Os valores de abundância e equitabilidade obtidos no período de seca foram significativamente diferentes daqueles registrados no período de cheia e vazante e foi constatada diferença significativa na diversidade entre os períodos de cheia e vazante. A diferença temporal foi significativa na composição de espécies de peixes entre os períodos para dados qualitativos e quantitativos. A riqueza foi correlacionada positivamente com a temperatura. A equitabilidade foi correlacionada positivamente com o pH e com o oxigênio dissolvido. A riqueza, abundância e diversidade foram correlacionadas negativamente com a turbidez e positivamente com a equitabilidade. O oxigênio dissolvido influenciou significativamente na abundância das espécies, além dessa variável, a distância da foz e os sólidos totais dissolvidos foram as variáveis que apresentaram forte correlação com a abundância das espécies. Foi constatada diferença significativa das guildas tróficas nos três períodos amostrados. O conhecimento dos fatores ambientais, tais como oxigênio dissolvido, turbidez, temperatura e pH que influenciam na estrutura das assembleias de peixes, reforça a necessidade de elaboração de medidas de manejo que busquem garantir a integridade das assembleias biológicas na drenagem do rio do Sono.

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  • FABRICIA BRAGA DUARTE
  • MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS COMO BIOINDICADORES DE QUALIDADE DE ÁGUA EM VIVEIROS DE PISCICULTURAS EM SANTARÉM-PA

  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 14/09/2018
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  • Em geral, se utiliza para determinar a qualidade da água na piscicultura medidas de variáveis fisico-quimicas. Porém, estas são pontuais, com efeitos mais representativos quando associados a indicadores biológicos. Este estudo teve como objetivo determinar métricas eficientes baseadas na fauna de macroinvertebrados aquáticos para utilizar no biomonitoramento da qualidade da água em viveiros de piscicultura no município de Santarém – PA, além de testar a aplicação do Índice Biótico de Família (IBF) e apontar a qualidade das águas nesses viveiros. As amostragens dos macroinvertebrados foram realizadas em 17 viveiros de três pisciculturas que trabalham com a espécie Colossoma macropomum (tambaqui) em Santarém - PA, durante os meses de novembro a dezembro de 2017. Foram coletadas 1.016 larvas de insetos aquáticos, distribuídas em 15 gêneros, 10 famílias e seis ordens. A ordem Diptera foi a mais representativa com 821 exemplares, Das variáveis analisadas, a temperatura, o oxigênio dissolvido na água e o K do sedimento foram significativamente relacionados com a abundância de insetos. Foi verificado, também por meia da regressão linear múltipla, que não existe tendência da métrica riqueza de insetos aquáticos está relacionado com nenhuma das variáveis ambientais amostradas.

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  • FABRICIA BRAGA DUARTE
  • MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS COMO BIOINDICADORES DE QUALIDADE DE ÁGUA EM VIVEIROS DE PISCICULTURAS EM SANTARÉM-PA

  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 14/09/2018
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  • Em geral, se utiliza para determinar a qualidade da água na piscicultura medidas de variáveis fisico-quimicas. Porém, estas são pontuais, com efeitos mais representativos quando associados a indicadores biológicos. Este estudo teve como objetivo determinar métricas eficientes baseadas na fauna de macroinvertebrados aquáticos para utilizar no biomonitoramento da qualidade da água em viveiros de piscicultura no município de Santarém – PA, além de testar a aplicação do Índice Biótico de Família (IBF) e apontar a qualidade das águas nesses viveiros. As amostragens dos macroinvertebrados foram realizadas em 17 viveiros de três pisciculturas que trabalham com a espécie Colossoma macropomum (tambaqui) em Santarém - PA, durante os meses de novembro a dezembro de 2017. Foram coletadas 1.016 larvas de insetos aquáticos, distribuídas em 15 gêneros, 10 famílias e seis ordens. A ordem Diptera foi a mais representativa com 821 exemplares, Das variáveis analisadas, a temperatura, o oxigênio dissolvido na água e o K do sedimento foram significativamente relacionados com a abundância de insetos. Foi verificado, também por meia da regressão linear múltipla, que não existe tendência da métrica riqueza de insetos aquáticos está relacionado com nenhuma das variáveis ambientais amostradas.

2017
Dissertações
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  • RENAN LUÍS QUEIROZ ROCHA
  • AVALIAÇÃO TEMPORAL DA PRODUÇÃO PESQUEIRA DE ESPÉCIE PROTEGIDAS PELO DEFESO, DESEMBARCADAS NA FEIRA DO PESCADO – SANTARÉM-PA

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 24/02/2017
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  • O consumo mundial de pescado tem aumentado nas últimas décadas. Para suprir as elevadas demandas, a produção pesqueira tem crescido e a pressão sobre os recursos aumentado, levando à queda nos estoques de espécies importantes. Na Amazônia, a pesca desempenha um papel importante na segurança alimentar e na economia das populações locais. Fatores como a variação climática e medidas de ordenamento regulam os desembarques na região. O defeso é a medida de ordenamento mais amplamente utilizada na pesca, mas não está muito claro seu efeito sobre os estoques. O presente estudo analisou a série temporal dos desembarques de categoria de espécies protegidas pelo defeso na Feira do Pescado, Santarém – PA, com objetivo de entender o comportamento temporal da produção e suas relações com a variação climática e o período do defeso. Os resultados apontam que os grupos protegidos estão entre os principais recursos desembarcados e apresentam oscilação sazonal e interanual de produção de acordo com as características do ambiente. Observa-se que variação na produção pesqueira responde à dinâmica de inundação dos ambientes aquáticos, de acordo com a biologia dos grupos estudados. Mesmo durante o defeso, foi possível observar espécies protegidas presentes nos desembarques. Além disso, nota-se um aumento na produção durante os defesos em que a proibição foi suspensa (2015-2016). Quanto à variação climática, a ocorrência do evento el niño provocou deficites de precipitação e seca na bacia Amazônica, tornando os peixes mais vulneráveis à captura, uma vez que ficam confinados em ambientes mais rasos e podem ser mais facilmente localizados. De modo gral, a ocorrência de secas extremas foi acompanhada de aumento na produção. A suspensão do período do defeso, combinada à ocorrência de uma seca extrema na Amazônia representaram aumento da pressão de pesca sobre os grupos de peixes protegidos, observado na elevação do volume de desembarque.

2
  • RENAN LUÍS QUEIROZ ROCHA
  • AVALIAÇÃO TEMPORAL DA PRODUÇÃO PESQUEIRA DE ESPÉCIE PROTEGIDAS PELO DEFESO, DESEMBARCADAS NA FEIRA DO PESCADO – SANTARÉM-PA

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 24/02/2017
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  • O consumo mundial de pescado tem aumentado nas últimas décadas. Para suprir as elevadas demandas, a produção pesqueira tem crescido e a pressão sobre os recursos aumentado, levando à queda nos estoques de espécies importantes. Na Amazônia, a pesca desempenha um papel importante na segurança alimentar e na economia das populações locais. Fatores como a variação climática e medidas de ordenamento regulam os desembarques na região. O defeso é a medida de ordenamento mais amplamente utilizada na pesca, mas não está muito claro seu efeito sobre os estoques. O presente estudo analisou a série temporal dos desembarques de categoria de espécies protegidas pelo defeso na Feira do Pescado, Santarém – PA, com objetivo de entender o comportamento temporal da produção e suas relações com a variação climática e o período do defeso. Os resultados apontam que os grupos protegidos estão entre os principais recursos desembarcados e apresentam oscilação sazonal e interanual de produção de acordo com as características do ambiente. Observa-se que variação na produção pesqueira responde à dinâmica de inundação dos ambientes aquáticos, de acordo com a biologia dos grupos estudados. Mesmo durante o defeso, foi possível observar espécies protegidas presentes nos desembarques. Além disso, nota-se um aumento na produção durante os defesos em que a proibição foi suspensa (2015-2016). Quanto à variação climática, a ocorrência do evento el niño provocou deficites de precipitação e seca na bacia Amazônica, tornando os peixes mais vulneráveis à captura, uma vez que ficam confinados em ambientes mais rasos e podem ser mais facilmente localizados. De modo gral, a ocorrência de secas extremas foi acompanhada de aumento na produção. A suspensão do período do defeso, combinada à ocorrência de uma seca extrema na Amazônia representaram aumento da pressão de pesca sobre os grupos de peixes protegidos, observado na elevação do volume de desembarque.

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  • ISLA CAROL MARIALVA CAMARGO
  • Dimorfismo sexual e análise da variação morfológica da cobra-d’água Helicops polylepis (Reptilia: Serpentes: Dipsadidae)
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 29/03/2017
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  • Variações morfológicas são bem conhecidas em populações naturais e amplamente distribuídas. Entre os possíveis motivos da presença de varições estão: o dimorfismo sexual, variação ontogenética, variação relacionadas com o clima, variação influenciada pelo ambiente, etc. Espécies com amplas distribuições são as mais acometidas por variações, porque estão vulneráveis a diferentes pressões seletivas que podem mudar ao longo de sua distribuição. A cobra-d’água Helicops polylepis é uma espécie com predominância na bacia Amazônica, ocorrendo nos principais rios e afluentes da Colômbia, Peru, Bolívia e Brasil. No território brasileiro, a espécie apresenta maior distribuição na região amazônica, contudo, existem registros geográficos para os biomas Cerrado e Pantanal. Apesar da ampla área de ocorrência, pouco se conhece sobre a variação biológica e morfológica nessa espécie. O objetivo do presente estudo foi analisar a variação geográfica na morfologia de H. polylepis ao longo de sua distribuição. A dissertação está organizada em dois capítulos. No primeiro capítulo, intitulado “Dimorfismo sexual e análise da perda de cauda na cobra-d’água Helicops polylepis Günther, 1861 (Reptilia: Serpentes: Dipsadidae)”, apresentamos as principais variáveis dimórficas entre machos e fêmeas. Adicionalmente, apresentamos resultados relacionados a perdas de cauda em H. polylepis, inferindo sobre as possíveis causas dessas mutilações. No segundo capítulo intitulado “Análise da variação morfológica da cobra-d’água Helicops polylepis Günther, 1861 (Reptilia: Serpentes: Dipsadidae)” foram apresentadas as variações da morfologia externa, glândulas cefálicas e hemipênis da espécie, além da descrição dos crânios e dos padrões cromáticos encontrados ao longo de sua distribuição geográfica.
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  • ISLA CAROL MARIALVA CAMARGO
  • Dimorfismo sexual e análise da variação morfológica da cobra-d’água Helicops polylepis (Reptilia: Serpentes: Dipsadidae)
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 29/03/2017
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  • Variações morfológicas são bem conhecidas em populações naturais e amplamente distribuídas. Entre os possíveis motivos da presença de varições estão: o dimorfismo sexual, variação ontogenética, variação relacionadas com o clima, variação influenciada pelo ambiente, etc. Espécies com amplas distribuições são as mais acometidas por variações, porque estão vulneráveis a diferentes pressões seletivas que podem mudar ao longo de sua distribuição. A cobra-d’água Helicops polylepis é uma espécie com predominância na bacia Amazônica, ocorrendo nos principais rios e afluentes da Colômbia, Peru, Bolívia e Brasil. No território brasileiro, a espécie apresenta maior distribuição na região amazônica, contudo, existem registros geográficos para os biomas Cerrado e Pantanal. Apesar da ampla área de ocorrência, pouco se conhece sobre a variação biológica e morfológica nessa espécie. O objetivo do presente estudo foi analisar a variação geográfica na morfologia de H. polylepis ao longo de sua distribuição. A dissertação está organizada em dois capítulos. No primeiro capítulo, intitulado “Dimorfismo sexual e análise da perda de cauda na cobra-d’água Helicops polylepis Günther, 1861 (Reptilia: Serpentes: Dipsadidae)”, apresentamos as principais variáveis dimórficas entre machos e fêmeas. Adicionalmente, apresentamos resultados relacionados a perdas de cauda em H. polylepis, inferindo sobre as possíveis causas dessas mutilações. No segundo capítulo intitulado “Análise da variação morfológica da cobra-d’água Helicops polylepis Günther, 1861 (Reptilia: Serpentes: Dipsadidae)” foram apresentadas as variações da morfologia externa, glândulas cefálicas e hemipênis da espécie, além da descrição dos crânios e dos padrões cromáticos encontrados ao longo de sua distribuição geográfica.
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  • EVALDO MAIA COSTA
  • “ANOFELINOS (DIPTERA, CULICIDAE) E O POTENCIAL PARA TRANSMISSÃO DA MALÁRIA EM ÁREA URBANA NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM – PARÁ”
  • Orientador : MARLISSON AUGUSTO COSTA FEITOSA
  • Data: 26/04/2017
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  • A zona urbana do município de Santarém está classificada como área de baixo risco para transmissão de malária, mas o surgimento de bairros próximo a ambientes que reúnem condições ecológicas e ambientais para proliferação de anofelinos, aumenta o risco de transmissão do Plasmodium para população que neles residem. Neste estudo, inventariou-se espécie do Gênero Anopheles que ocorrem na zona urbana de Santarém e determinou-se a espécie do Grupo Albitarsis por meio de marcadores moleculares do gene COI e ITS2. Foram analisados parâmetros entomológicos como periodicidade, preferência intra e peridomiciliar, distribuição sazonal, taxa de paridade, índice de picada homem hora(IPHH) e correlacionou-se a densidade com as variáveis ambientais. O estudo foi realizado de setembro de 2015 a agosto de 2016, nos bairros de Mapiri e Urumanduba, Santarém. Capturas de três e doze horas foram realizadas através da técnica de pouso sobre humano protegido, no ambiente peri e intradomiciliar em 4 pontos equidistantes 300 metros. DNA de 26 mosquitos da espécie Anopheles albitarsis sensu lato foram sequenciados para o gene COI e 12 para ITS2, as sequências foram comparadas no Blast do Pubmed/NCBI. No bairro do Mapiri foram coletados 4930 mosquitos anofelinos da espécie Anopheles albitarsis s. l., 2732 no peridomicílio (55,42%) e 2198 no intradomicílio (44,58%). No bairro Urumanduba coletou-se 1389 anofelinos, 1041 no peridomicílio (74,9%) e 348 no intradomicílio (25,1%), destes 1186 foram An. albitarsis s. l. (86,1%), 170 An. nuneztovari (12,2%), 12 An. matogrossensis (0,9%), 9 An. triannulatus (0,6%) e 02 An.peryassui (0,1%). Nos dois locais de coleta o An. albitarsis l. s. foi encontrado em maior densidade no peridomicílio, nas primeiras horas da noite conferindo uma tendência exofágica e de comportamento crepuscular, a precipitação influenciou na densidade dos anofelinos diferindo estatisticamente no período, sendo os meses de junho, julho e agosto de maior densidade. A taxa de paridade encontrada foi de 51% e 50% para o Albitarsis do Mapiri e Urumanduba, enquanto que o índice de picada por homem por hora variou de 0,6 a 29,7 e 0,2 a 33,8 no peridomicílio, respectivamente. O sequenciamento dos An. albitarsis s. l. gerou um amplicom de 612 pares de bases para gene COI. A comparação das sequências realizadas no Blast, mostrou dois clusters: um com 99% a 100% de identidade com An. marajoara e o segundo com 100 % de identidade com An. albitarsis G, a árvore filogenética pelo algoritmo Neighbor – Joing separou os membros do Grupo Albitarsis. As sequências obtidas da região gênica ITS2 do An. albitarsis s. l., quando comparadas com o Blast, mostrou-se mais próxima do An. marajoara. Este estudo contribuiu para o conhecimento da fauna de anofelinos na área urbana do município de Santarém, identificando a ocorrência do An. marajoara e linhagens mitocondriais do Grupo Albitarsis. São necessários levantamentos entomológicos sistemáticos que analisem a importância do An. marajoara na transmissão de malária.
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  • EVALDO MAIA COSTA
  • “ANOFELINOS (DIPTERA, CULICIDAE) E O POTENCIAL PARA TRANSMISSÃO DA MALÁRIA EM ÁREA URBANA NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM – PARÁ”
  • Orientador : MARLISSON AUGUSTO COSTA FEITOSA
  • Data: 26/04/2017
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  • A zona urbana do município de Santarém está classificada como área de baixo risco para transmissão de malária, mas o surgimento de bairros próximo a ambientes que reúnem condições ecológicas e ambientais para proliferação de anofelinos, aumenta o risco de transmissão do Plasmodium para população que neles residem. Neste estudo, inventariou-se espécie do Gênero Anopheles que ocorrem na zona urbana de Santarém e determinou-se a espécie do Grupo Albitarsis por meio de marcadores moleculares do gene COI e ITS2. Foram analisados parâmetros entomológicos como periodicidade, preferência intra e peridomiciliar, distribuição sazonal, taxa de paridade, índice de picada homem hora(IPHH) e correlacionou-se a densidade com as variáveis ambientais. O estudo foi realizado de setembro de 2015 a agosto de 2016, nos bairros de Mapiri e Urumanduba, Santarém. Capturas de três e doze horas foram realizadas através da técnica de pouso sobre humano protegido, no ambiente peri e intradomiciliar em 4 pontos equidistantes 300 metros. DNA de 26 mosquitos da espécie Anopheles albitarsis sensu lato foram sequenciados para o gene COI e 12 para ITS2, as sequências foram comparadas no Blast do Pubmed/NCBI. No bairro do Mapiri foram coletados 4930 mosquitos anofelinos da espécie Anopheles albitarsis s. l., 2732 no peridomicílio (55,42%) e 2198 no intradomicílio (44,58%). No bairro Urumanduba coletou-se 1389 anofelinos, 1041 no peridomicílio (74,9%) e 348 no intradomicílio (25,1%), destes 1186 foram An. albitarsis s. l. (86,1%), 170 An. nuneztovari (12,2%), 12 An. matogrossensis (0,9%), 9 An. triannulatus (0,6%) e 02 An.peryassui (0,1%). Nos dois locais de coleta o An. albitarsis l. s. foi encontrado em maior densidade no peridomicílio, nas primeiras horas da noite conferindo uma tendência exofágica e de comportamento crepuscular, a precipitação influenciou na densidade dos anofelinos diferindo estatisticamente no período, sendo os meses de junho, julho e agosto de maior densidade. A taxa de paridade encontrada foi de 51% e 50% para o Albitarsis do Mapiri e Urumanduba, enquanto que o índice de picada por homem por hora variou de 0,6 a 29,7 e 0,2 a 33,8 no peridomicílio, respectivamente. O sequenciamento dos An. albitarsis s. l. gerou um amplicom de 612 pares de bases para gene COI. A comparação das sequências realizadas no Blast, mostrou dois clusters: um com 99% a 100% de identidade com An. marajoara e o segundo com 100 % de identidade com An. albitarsis G, a árvore filogenética pelo algoritmo Neighbor – Joing separou os membros do Grupo Albitarsis. As sequências obtidas da região gênica ITS2 do An. albitarsis s. l., quando comparadas com o Blast, mostrou-se mais próxima do An. marajoara. Este estudo contribuiu para o conhecimento da fauna de anofelinos na área urbana do município de Santarém, identificando a ocorrência do An. marajoara e linhagens mitocondriais do Grupo Albitarsis. São necessários levantamentos entomológicos sistemáticos que analisem a importância do An. marajoara na transmissão de malária.
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  • MARCOS SIDNEY BRITO DE OLIVEIRA
  • "MONOGENEAS PARASITOS DAS BRÂNQUIAS DE Cichla monoculus e Cichla pinima (PISCES: CICHLIDAE) DA AMAZÔNIA ORIENTAL, NORTE DO BRASIL "
  • Orientador : LINCOLN LIMA CORREA
  • Data: 23/05/2017
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  • Os peixes são hospedeiros naturais para várias espécies de parasitas monóxenos, incluindo as espécies Monogenea, que infestam principalmente as brânquias dos peixes. Assim, o presente estudo investigou a comunidade de monogenea que parasita as brânquias de Cichla monoculus e Cichla pinima coletadas de dois afluentes do rio Amazonas, no norte do Brasil. Em um tributário, no baixo Rio Tapajós, no município de Santarém, Estado do Pará, foram coletados 19 exemplares de C. monoculus e 20 espécimes de C. pinima. Em outro afluente do Rio Amazonas, no baixo Rio Jari, no município de Vitória do Jari, Estado do Amapá, foram coletados 20 exemplares de C. monoculus. Um total de 59 peixes analisados, 100% foram infestados por uma ou mais espécies de monogeneans e foram coletados 2.862 parasitas pertencentes aos seguintes taxa: Gussevia arilla, Gussevia longihaptor, Gussevia tucunarense, Gussevia undulata, Sciadicleithrum umbilicum, Sciadicleithrum uncinatum e Tucunarella cichlae. Em C. monoculus e C. pinima do Rio Tapajós houve dominância de G. arilla e a comunidade monogênea destes dois hospedeiros apresentou alta dissimilaridade (88,0%). Do mesmo modo, a comunidade monogeneana de C. monoculus do Rio Jari e do Rio Tapajós foi dissimilar (67,8%), e nos hospedeiros do Rio Jari, predominou S. umbilicum. Este estudo, além de relatar informações sobre a relação parasita-hospedeiro-ambiente, também amplia o conhecimento sobre a distribuição geográfica desses parasitas para estas duas áreas amazônicas. Este foi o primeiro estudo sobre a comunidade de monogenea parasitos para C. monoculus e C. pinima.
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  • MARCOS SIDNEY BRITO DE OLIVEIRA
  • "MONOGENEAS PARASITOS DAS BRÂNQUIAS DE Cichla monoculus e Cichla pinima (PISCES: CICHLIDAE) DA AMAZÔNIA ORIENTAL, NORTE DO BRASIL "
  • Orientador : LINCOLN LIMA CORREA
  • Data: 23/05/2017
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  • Os peixes são hospedeiros naturais para várias espécies de parasitas monóxenos, incluindo as espécies Monogenea, que infestam principalmente as brânquias dos peixes. Assim, o presente estudo investigou a comunidade de monogenea que parasita as brânquias de Cichla monoculus e Cichla pinima coletadas de dois afluentes do rio Amazonas, no norte do Brasil. Em um tributário, no baixo Rio Tapajós, no município de Santarém, Estado do Pará, foram coletados 19 exemplares de C. monoculus e 20 espécimes de C. pinima. Em outro afluente do Rio Amazonas, no baixo Rio Jari, no município de Vitória do Jari, Estado do Amapá, foram coletados 20 exemplares de C. monoculus. Um total de 59 peixes analisados, 100% foram infestados por uma ou mais espécies de monogeneans e foram coletados 2.862 parasitas pertencentes aos seguintes taxa: Gussevia arilla, Gussevia longihaptor, Gussevia tucunarense, Gussevia undulata, Sciadicleithrum umbilicum, Sciadicleithrum uncinatum e Tucunarella cichlae. Em C. monoculus e C. pinima do Rio Tapajós houve dominância de G. arilla e a comunidade monogênea destes dois hospedeiros apresentou alta dissimilaridade (88,0%). Do mesmo modo, a comunidade monogeneana de C. monoculus do Rio Jari e do Rio Tapajós foi dissimilar (67,8%), e nos hospedeiros do Rio Jari, predominou S. umbilicum. Este estudo, além de relatar informações sobre a relação parasita-hospedeiro-ambiente, também amplia o conhecimento sobre a distribuição geográfica desses parasitas para estas duas áreas amazônicas. Este foi o primeiro estudo sobre a comunidade de monogenea parasitos para C. monoculus e C. pinima.
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  • ALBERTO CONCEICAO FIGUEIRA DA SILVA
  • ESTRUTURA DA ICTIOFAUNA EM IGARAPÉS DA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL, EM DOIS PERÍODOS DO CICLO SAZONAL

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 25/05/2017
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  • Os peixes constituem o grupo mais especioso entre os Craniata, compreendendo cerca da metade de vertebrados conhecidas no mundo. No que tange a peixes de água doce a maior diversidade encontra-se na região Neotropical, que abrange, dentre outras regiões, a bacia amazônica detentora de gigantesca rede de pequenos riachos, chamados regionalmente de igarapés, responsáveis por grande parte dessa biodiversidade ictia. As águas desses igarapés são relativamente ácidas, pobres em sais minerais e com baixa concentração de cálcio e magnésio. Esses igarapés, sobretudo quanto de menor ordem e em terra firme e/ou de cabeceiras, normalmente têm seus cursos cobertos pelo dossel tornando sua fauna dependente da floresta adjacente. Neste estudo objetivou-se conhecer a estruturada das assembleias de peixes em igarapés da Floresta Nacional do Tapajós em dois períodos do ciclo sazonal, e também avaliar os efeitos do fenômeno climático El Nino na fisiografia e na ictiofauna desses igarapés. Para o primeiro objetivo foram feitas coletas em dois períodos distintos, o primeiro na estiagem, (de setembro a novembro de 2015), e o segundo, no período chuvoso, (de março a maio de 2016). Para o segundo objetivos foram analisadas amostragens de variáveis ambientais e de ictiofauna da estiagem do ano de 2013 e das coletas recentes de das estiagens de 2015. Os peixes foram coletados com redes de arrasto e peneiras em 22 igarapés de 1ª a 3ª ordem. No período da estiagem 2.452 indivíduos distribuídos em 96 espécies foram coletados, já no período chuvoso foram coletados 1.092individues em 67 espécies. Os 3.517 indivíduos estão distribuídos em 109 espécies que compõem em 27 famílias e seis ordens. As maiores riquezas ficaram nas famílias Characidae, Cichlidae e Loricariidae. Os resultados mostraram que não houve diferenças quanto à composição nos diferentes períodos amostrados. Quanto à riqueza e abundância, houve diferenças significativas. O conhecimento científico gerado através desse estudo poderá nortear futuras ações de manejo na unidade de conservação. Ações que subsidiarão desde a adequação do zoneamento da unidade para preservação de espécies raras ou endêmicas, até o manejo econômico de espécies para aquariofilia ou mergulho de observação.

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  • ALBERTO CONCEICAO FIGUEIRA DA SILVA
  • ESTRUTURA DA ICTIOFAUNA EM IGARAPÉS DA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL, EM DOIS PERÍODOS DO CICLO SAZONAL

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 25/05/2017
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  • Os peixes constituem o grupo mais especioso entre os Craniata, compreendendo cerca da metade de vertebrados conhecidas no mundo. No que tange a peixes de água doce a maior diversidade encontra-se na região Neotropical, que abrange, dentre outras regiões, a bacia amazônica detentora de gigantesca rede de pequenos riachos, chamados regionalmente de igarapés, responsáveis por grande parte dessa biodiversidade ictia. As águas desses igarapés são relativamente ácidas, pobres em sais minerais e com baixa concentração de cálcio e magnésio. Esses igarapés, sobretudo quanto de menor ordem e em terra firme e/ou de cabeceiras, normalmente têm seus cursos cobertos pelo dossel tornando sua fauna dependente da floresta adjacente. Neste estudo objetivou-se conhecer a estruturada das assembleias de peixes em igarapés da Floresta Nacional do Tapajós em dois períodos do ciclo sazonal, e também avaliar os efeitos do fenômeno climático El Nino na fisiografia e na ictiofauna desses igarapés. Para o primeiro objetivo foram feitas coletas em dois períodos distintos, o primeiro na estiagem, (de setembro a novembro de 2015), e o segundo, no período chuvoso, (de março a maio de 2016). Para o segundo objetivos foram analisadas amostragens de variáveis ambientais e de ictiofauna da estiagem do ano de 2013 e das coletas recentes de das estiagens de 2015. Os peixes foram coletados com redes de arrasto e peneiras em 22 igarapés de 1ª a 3ª ordem. No período da estiagem 2.452 indivíduos distribuídos em 96 espécies foram coletados, já no período chuvoso foram coletados 1.092individues em 67 espécies. Os 3.517 indivíduos estão distribuídos em 109 espécies que compõem em 27 famílias e seis ordens. As maiores riquezas ficaram nas famílias Characidae, Cichlidae e Loricariidae. Os resultados mostraram que não houve diferenças quanto à composição nos diferentes períodos amostrados. Quanto à riqueza e abundância, houve diferenças significativas. O conhecimento científico gerado através desse estudo poderá nortear futuras ações de manejo na unidade de conservação. Ações que subsidiarão desde a adequação do zoneamento da unidade para preservação de espécies raras ou endêmicas, até o manejo econômico de espécies para aquariofilia ou mergulho de observação.

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  • MAIUME SILVA DA SILVA
  • AUTOECOLOGIA DO LAGARTO Ameiva ameiva (LINNAEUS, 1758) (REPTILIA: SQUAMATA: TEIIDAE) EM UM AMBIENTE ANTROPIZADO DE VÁRZEA NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 29/05/2017
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  • As várzeas são áreas inundadas periodicamente pelo aumento do fluxo e expansão lateral de rios e lagos, resultantes da precipitação direta ou do degelo sazonal na região Andina. Entre os grupos de animais poucos estudados em ambientes de várzea estão os répteis escamados. Estudos de história natural buscam esclarecer o papel ecológico de uma espécie em seu hábitat, através de estudos de dieta, reprodução, uso de hábitat e atividade diária. Entre as espécies de lagartos com distribuição em ambientes de várzea na Amazônia está o teídeo amplamente distribuído Ameiva ameiva. No presente estudo são apresentados dados sobre a atividade diária, uso do hábitat e reprodução de A. ameiva em um ambiente de várzea no baixo Rio Amazonas. Foram realizadas 12 campanhas mensais de dezembro de 2015 a novembro de 2016. A maioria das campanhas tiveram quatro dias consecutivos de amostragem, totalizando, 36 dias não consecutivos durante todo o projeto. Os lagartos foram amostrados através de procura ativa limitada por tempo e procuras aleatórias. Durante as coletas, foram tomadas as seguintes informações para cada lagarto observado: hora da visualização, atividade do animal, hábitat e micro-habitat. A espécie apresentou atividade das 8:00 h até as 18:00 h, com dois picos de atividade, o primeiro das 10:00 as 12:00 h e o segundo as 15:00 h. A maioria dos registros foram observados estavam em áreas abertas e independente de sexo e maturidade os espécimes foram observados ocupando principalmente folhas sobre o chão, capim e plantação. Machos foram maiores que as fêmeas, porém não houve diferença significativa no tamanho entre os sexos. As maiores diferenças entre os sexos foram nas variáveis morfométricas altura da cabeça, largura da cabeça e altura do meio do corpo. Machos e fêmeas reprodutivos foram encontrados em todos os meses, exceto em fevereiro e outubro para fêmeas, sugerindo uma reprodução contínua. Contudo, é possível que o pico reprodutivo ocorra no final da cheia até o início da enchente, onde estão concentrados os maiores folículos e maiores volumes de testículos. Juvenis foram coletados em quase todos os meses, exceto maio, junho e julho, sendo que os menores indivíduos foram registrados no período da seca e no início da enchente. O presente estudo mostrou que A. ameiva na várzea apresentou variações quanto a atividade diária, uso do micro-habitat e nos aspectos reprodutivos comparado com outros ecossistemas.

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  • MAIUME SILVA DA SILVA
  • AUTOECOLOGIA DO LAGARTO Ameiva ameiva (LINNAEUS, 1758) (REPTILIA: SQUAMATA: TEIIDAE) EM UM AMBIENTE ANTROPIZADO DE VÁRZEA NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 29/05/2017
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  • As várzeas são áreas inundadas periodicamente pelo aumento do fluxo e expansão lateral de rios e lagos, resultantes da precipitação direta ou do degelo sazonal na região Andina. Entre os grupos de animais poucos estudados em ambientes de várzea estão os répteis escamados. Estudos de história natural buscam esclarecer o papel ecológico de uma espécie em seu hábitat, através de estudos de dieta, reprodução, uso de hábitat e atividade diária. Entre as espécies de lagartos com distribuição em ambientes de várzea na Amazônia está o teídeo amplamente distribuído Ameiva ameiva. No presente estudo são apresentados dados sobre a atividade diária, uso do hábitat e reprodução de A. ameiva em um ambiente de várzea no baixo Rio Amazonas. Foram realizadas 12 campanhas mensais de dezembro de 2015 a novembro de 2016. A maioria das campanhas tiveram quatro dias consecutivos de amostragem, totalizando, 36 dias não consecutivos durante todo o projeto. Os lagartos foram amostrados através de procura ativa limitada por tempo e procuras aleatórias. Durante as coletas, foram tomadas as seguintes informações para cada lagarto observado: hora da visualização, atividade do animal, hábitat e micro-habitat. A espécie apresentou atividade das 8:00 h até as 18:00 h, com dois picos de atividade, o primeiro das 10:00 as 12:00 h e o segundo as 15:00 h. A maioria dos registros foram observados estavam em áreas abertas e independente de sexo e maturidade os espécimes foram observados ocupando principalmente folhas sobre o chão, capim e plantação. Machos foram maiores que as fêmeas, porém não houve diferença significativa no tamanho entre os sexos. As maiores diferenças entre os sexos foram nas variáveis morfométricas altura da cabeça, largura da cabeça e altura do meio do corpo. Machos e fêmeas reprodutivos foram encontrados em todos os meses, exceto em fevereiro e outubro para fêmeas, sugerindo uma reprodução contínua. Contudo, é possível que o pico reprodutivo ocorra no final da cheia até o início da enchente, onde estão concentrados os maiores folículos e maiores volumes de testículos. Juvenis foram coletados em quase todos os meses, exceto maio, junho e julho, sendo que os menores indivíduos foram registrados no período da seca e no início da enchente. O presente estudo mostrou que A. ameiva na várzea apresentou variações quanto a atividade diária, uso do micro-habitat e nos aspectos reprodutivos comparado com outros ecossistemas.

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  • ELEN MONIQUE DE OLIVEIRA SOUSA
  • “CÉLULAS MUCOSAS BRÂNQUIAIS COMO BIOINDICADORAS AMBIENTAIS EM PEIXES DA BACIA DO RIO CUPARI, PARÁ”
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 30/05/2017
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  • O presente trabalho teve como objetivo principal avaliar as células mucosas branquiais como bioindicadoras ambientais da ictiofauna da bacia do rio Cupari, PA. Alguns parâmetros físico-químicos da água foram avaliados durante a coleta dos animais (temperatura, pH, condutividade elétrica e oxigênio dissolvido), os outros como a alcalinidade, dureza, amônia total, turbidez e os íons como sódio, potássio e cloreto foram analisados em laboratório. Os animais coletados durante os períodos de águas altas (maio) e águas baixas (dezembro) no ano de 2015 foram anestesiados em solução de eugenol, fixados em formol 10% por 24 horas e armazenados em álcool 70%. Após esse procedimento foram identificadas quatro espécies mais abundantes: Knodus spp., Curculionichthysts sp, Rhinopetitia cf. potamorhachia e o Bryconops aff. colaroja. Em laboratório foi feito o processamento histológico branquial das espécies de peixes mais abundantes que foram encontradas no mesmo ambiente no período de águas altas e baixas do ano de 2015. Para estas espécies foi realizada a extração dos arcos branquiais e a retirada de seis filamentos intermediários para o processamento histológico em parafina. Para a marcação das células mucosas utilizou-se o corante Alcian Blue- pH 2,5 para identificação das células mucosas com as glicoproteínas ácidas e as que continham glicoproteínas neutras foram marcadas com o Reatvo de Shiff e Ácido Periódico. As análises histológicas foram determinadas com o auxílio do microscópio para a contagem das células mucosas branquiais acoplado com sistema de captação de imagem e programa de medidas interativas obtendo-se assim a densidade de células mucosas brânquias em mm². Dentre as espécies analisadas observou-se que existe uma relação espécie-especifica, onde a densidade de células mucosas totais foi modulada mediante as alterações que ocorreram nos parâmetros físicos-quimicos da água no período de águas altas e baixas. Os dados sugerem que o pH da água parece ser uma das variáveis mais importantes para esta modulação. A espécie Bryconops aff. colaroja respondeu de forma interessante as alterações do meio, mostrando diferenças significativas quanto ao tipo de células mucosas ácidas e neutras quando comparadas entre os períodos e os ambientes em que os animais se encontravam, no entanto para as espécies Knodus spp, Curculionichthysts sp, Rhinopetitia cf. potamorhachia essas diferenças não foram significativas Portanto, sugere-se que Bryconops aff. colaroja pode ser uma espécie alvo como bioindicadora de qualidade ambiental da Bacia do rio Cupari, visto que esta mostrou uma modulação evidente das células mucosas frente a alterações ambientais.
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  • ELEN MONIQUE DE OLIVEIRA SOUSA
  • “CÉLULAS MUCOSAS BRÂNQUIAIS COMO BIOINDICADORAS AMBIENTAIS EM PEIXES DA BACIA DO RIO CUPARI, PARÁ”
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 30/05/2017
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  • O presente trabalho teve como objetivo principal avaliar as células mucosas branquiais como bioindicadoras ambientais da ictiofauna da bacia do rio Cupari, PA. Alguns parâmetros físico-químicos da água foram avaliados durante a coleta dos animais (temperatura, pH, condutividade elétrica e oxigênio dissolvido), os outros como a alcalinidade, dureza, amônia total, turbidez e os íons como sódio, potássio e cloreto foram analisados em laboratório. Os animais coletados durante os períodos de águas altas (maio) e águas baixas (dezembro) no ano de 2015 foram anestesiados em solução de eugenol, fixados em formol 10% por 24 horas e armazenados em álcool 70%. Após esse procedimento foram identificadas quatro espécies mais abundantes: Knodus spp., Curculionichthysts sp, Rhinopetitia cf. potamorhachia e o Bryconops aff. colaroja. Em laboratório foi feito o processamento histológico branquial das espécies de peixes mais abundantes que foram encontradas no mesmo ambiente no período de águas altas e baixas do ano de 2015. Para estas espécies foi realizada a extração dos arcos branquiais e a retirada de seis filamentos intermediários para o processamento histológico em parafina. Para a marcação das células mucosas utilizou-se o corante Alcian Blue- pH 2,5 para identificação das células mucosas com as glicoproteínas ácidas e as que continham glicoproteínas neutras foram marcadas com o Reatvo de Shiff e Ácido Periódico. As análises histológicas foram determinadas com o auxílio do microscópio para a contagem das células mucosas branquiais acoplado com sistema de captação de imagem e programa de medidas interativas obtendo-se assim a densidade de células mucosas brânquias em mm². Dentre as espécies analisadas observou-se que existe uma relação espécie-especifica, onde a densidade de células mucosas totais foi modulada mediante as alterações que ocorreram nos parâmetros físicos-quimicos da água no período de águas altas e baixas. Os dados sugerem que o pH da água parece ser uma das variáveis mais importantes para esta modulação. A espécie Bryconops aff. colaroja respondeu de forma interessante as alterações do meio, mostrando diferenças significativas quanto ao tipo de células mucosas ácidas e neutras quando comparadas entre os períodos e os ambientes em que os animais se encontravam, no entanto para as espécies Knodus spp, Curculionichthysts sp, Rhinopetitia cf. potamorhachia essas diferenças não foram significativas Portanto, sugere-se que Bryconops aff. colaroja pode ser uma espécie alvo como bioindicadora de qualidade ambiental da Bacia do rio Cupari, visto que esta mostrou uma modulação evidente das células mucosas frente a alterações ambientais.
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  • RIVOLO DE JESUS BACELAR
  • AVALIAÇÃO ESPACIAL DOS NÍVEIS DE MERCÚRIO TOTAL EM SEDIMENTOS DO RESERVATÓRIO DA UHE DE CURUÁ-UNA, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 21/07/2017
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  • Aproveitamentos hidroelétricos na Amazônia promovem, na maioria dos casos, a inundação de extensas áreas florestadas, o que pode estimular a mobilização do mercúrio presente naturalmente nestes solos. Os sedimentos de reservatórios atuam como receptores de mercúrio advindo de drenagens a montante, oferecem condições propícias à biodisponibilização da forma mais tóxica do metal, o metilmercúrio. Este trabalho foi realizado durante o mês de novembro de 2016 e teve como objetivo avaliar espacialmente os níveis de mercúrio total (HgT) em sedimentos de fundo (SF) e suspensos (SS) e relacioná-los com variáveis limnógicas. Para isso, amostrou-se 17 pontos distribuídos ao longo do gradiente longitudinal do sistema aquático da UHE de Curuá-una, agrupando-os em quatro regiões: fluvial montante (rios: Curuá-una, Moju e Mojuí), transição, lacustre e fluvial jusante. Nestas, por meio do coletor de sedimento tipo "core" vertical modelo KAJAK, os SF foram extraídos em perfis de 30 cm de profundidade e subdivididos em camadas de 2 cm cada, já os SS foram coletados em amostragens pontuais na coluna d’água juntamente com medições das variáveis físico-químicas da água. Após coleta, os sedimentos foram desidratados em estufa, fracionados granulometricamente em peneiras e as amostras de sedimento fino, bem como os filtros contendo massa de sedimentos em suspensão analisados por Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio para determinação de HgT. Dessa forma, as concentrações diferiram significativamente entre as quatro regiões avaliadas com um aumento dos níveis médios de HgT a partir da região fluvial montante (185,4±23,6 ng.g-1), transição (222,9±63,1 ng.g-1) para a lacustre (263,3±33,6 ng.g-1) com decaimento na na região fluvial jusante (156,6±24,6 ng.g-1). Quanto a distribuição vertical das concentrações de Hg total nas camadas de sedimento de 0 a 30 cm, a maioria das regiões apresentou um aumento da base para a o topo do testemunho, principalmente nas regiões fluvial montante e lacustre, assim como nos SF, encontrou-se heterogeneidade espacial entre os níveis de mercúrio nos sedimentos em suspensão com aumento significativo da região fluvial montante (385,0±42,23 ng.g-1) para a de transição (411,9±61,87 ng.g-1), com decaimento na região lacustre (270,3±59,14 ng.g-1) e fluvial jusante (177,5±48,17 ng.g-1). Não se constatou a existência de variação vertical significatica dos níveis de HgT nos perfis da coluna d’água na região lacustre. Houve interação das variáveis limnológicas com as concentrações de HgT nas duas matrizes de sedimentos. Assim, regiões do sistema aquático com baixos valores de pH (águas ácidas), condutividade elétrica, concentração de sedimentos em suspensão e altos valores de matéria orgânica no leito, propiciam locais com valores maiores de mercúrio total nos sedimentos de fundo. Já regiões com água de pH baixo, de coloração elevada, turvas e mais frias contribuem para valores mais elevados de HgT nos sedimentos em suspensão. Assim, infere-se que parte do HgT associado aos sedimentos em suspensão no hidrossistema da UHE de Curuá-una, que é oriunda da área de drenagem antropizada dos rios formadores fica retida na região do lago (57%) e parte é exportada (43%) pelo turbinamento das águas do hipolímnio, permanecendo com concentrações constantes ao longo dos próximos 15 Km à jusante.

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  • RIVOLO DE JESUS BACELAR
  • AVALIAÇÃO ESPACIAL DOS NÍVEIS DE MERCÚRIO TOTAL EM SEDIMENTOS DO RESERVATÓRIO DA UHE DE CURUÁ-UNA, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 21/07/2017
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  • Aproveitamentos hidroelétricos na Amazônia promovem, na maioria dos casos, a inundação de extensas áreas florestadas, o que pode estimular a mobilização do mercúrio presente naturalmente nestes solos. Os sedimentos de reservatórios atuam como receptores de mercúrio advindo de drenagens a montante, oferecem condições propícias à biodisponibilização da forma mais tóxica do metal, o metilmercúrio. Este trabalho foi realizado durante o mês de novembro de 2016 e teve como objetivo avaliar espacialmente os níveis de mercúrio total (HgT) em sedimentos de fundo (SF) e suspensos (SS) e relacioná-los com variáveis limnógicas. Para isso, amostrou-se 17 pontos distribuídos ao longo do gradiente longitudinal do sistema aquático da UHE de Curuá-una, agrupando-os em quatro regiões: fluvial montante (rios: Curuá-una, Moju e Mojuí), transição, lacustre e fluvial jusante. Nestas, por meio do coletor de sedimento tipo "core" vertical modelo KAJAK, os SF foram extraídos em perfis de 30 cm de profundidade e subdivididos em camadas de 2 cm cada, já os SS foram coletados em amostragens pontuais na coluna d’água juntamente com medições das variáveis físico-químicas da água. Após coleta, os sedimentos foram desidratados em estufa, fracionados granulometricamente em peneiras e as amostras de sedimento fino, bem como os filtros contendo massa de sedimentos em suspensão analisados por Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio para determinação de HgT. Dessa forma, as concentrações diferiram significativamente entre as quatro regiões avaliadas com um aumento dos níveis médios de HgT a partir da região fluvial montante (185,4±23,6 ng.g-1), transição (222,9±63,1 ng.g-1) para a lacustre (263,3±33,6 ng.g-1) com decaimento na na região fluvial jusante (156,6±24,6 ng.g-1). Quanto a distribuição vertical das concentrações de Hg total nas camadas de sedimento de 0 a 30 cm, a maioria das regiões apresentou um aumento da base para a o topo do testemunho, principalmente nas regiões fluvial montante e lacustre, assim como nos SF, encontrou-se heterogeneidade espacial entre os níveis de mercúrio nos sedimentos em suspensão com aumento significativo da região fluvial montante (385,0±42,23 ng.g-1) para a de transição (411,9±61,87 ng.g-1), com decaimento na região lacustre (270,3±59,14 ng.g-1) e fluvial jusante (177,5±48,17 ng.g-1). Não se constatou a existência de variação vertical significatica dos níveis de HgT nos perfis da coluna d’água na região lacustre. Houve interação das variáveis limnológicas com as concentrações de HgT nas duas matrizes de sedimentos. Assim, regiões do sistema aquático com baixos valores de pH (águas ácidas), condutividade elétrica, concentração de sedimentos em suspensão e altos valores de matéria orgânica no leito, propiciam locais com valores maiores de mercúrio total nos sedimentos de fundo. Já regiões com água de pH baixo, de coloração elevada, turvas e mais frias contribuem para valores mais elevados de HgT nos sedimentos em suspensão. Assim, infere-se que parte do HgT associado aos sedimentos em suspensão no hidrossistema da UHE de Curuá-una, que é oriunda da área de drenagem antropizada dos rios formadores fica retida na região do lago (57%) e parte é exportada (43%) pelo turbinamento das águas do hipolímnio, permanecendo com concentrações constantes ao longo dos próximos 15 Km à jusante.

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  • NATHÁLIA PRADO OLIVEIRA PARENTE
  • ECOTOXICOLOGIA DO MERCÚRIO TOTAL EM PEIXES DO HIDROSSISTEMA DA UHE DE CURUÁ-UNA APÓS 35 ANOS DE INUNDAÇÃO

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 28/07/2017
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  • Dentre os metais pesados, o mercúrio (Hg) é considerado o de maior toxicidade e oferece grande risco para o meio ambiente. Além da sua alta toxicidade, a contaminação por mercúrio é bastante discutida no que diz respeito a dois processos importantes sofridos por ele em organismos contaminados: a bioacumulação e a bioconcentração. Os peixes são bons indicadores de contaminação por Hg e em reservatórios estes têm apresentado níveis altos de contaminação, principalmente os carnívoros. Peixes coletados à jusante das barragens têm demonstrado níveis de Hg mais elevados do que os da montante. Na região amazônica, a principal via de exposição ao mercúrio é o consumo do pescado, especialmente pelas comunidades ribeirinhas. A Usina Hidroelétrica de Curuá-Una, inaugurada em 1977, foi a primeira represa construída na Amazônia Central, sendo esta a nossa área de estudo. Este trabalho teve como objetivo examinar as concentrações de mercúrio total em tecidos musculares de peixes, em distintos pontos de coleta na UHE de Curuá-Una Santarém/PA. Os exemplares de peixes foram coletados em setembro de 2011, no período da vazante. As amostragens da ictiofauna ocorreram em nove pontos de coleta, sendo sete à montante da barragem e nove à jusante, no rio Curuá-Una. As amostras de água, sedimento e peixe foram analisadas por Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio-CVAFS. Para o tratamento dos dados utilizou-se a análise de variância-ANOVA, Correlação de Pearson e Regressão linear. Nenhuma espécie apresentou concentração média de HgTotal acima do permitido pela ANVISA. No entanto, em cinco espécies alguns indivíduos apresentaram concentrações absolutas individuais que ultrapassaram o limite tolerado para o consumo humano Foram analisados um total de 283 indivíduos, pertencentes a 15 espécies. Auchenipterus nuchalis, de hábito alimentar onívoro/insetívoro foi a espécie que apresentou a maior média de concentração de HgT e também obteve o maior Fator de Bioconcentração. A espécie Hemiodus unimaculatus, coletada à jusante do reservatório demonstrou tendência de concentração de HgT maior do que o coletado à montante. Não houve relação entre os níveis de HgT nos peixes com os níveis de HgT na água e no sedimento, nem com as variáveis limnológicas. Catoprion mento, espécie detritívora, obteve a menor concentração média. Dentre as espécies estudadas, duas apresentaram padrão de bioacumulação, Acestrorhynchus cf. microlepis (piscívora) e Leporinus fasciatus (carnívora).

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  • NATHÁLIA PRADO OLIVEIRA PARENTE
  • ECOTOXICOLOGIA DO MERCÚRIO TOTAL EM PEIXES DO HIDROSSISTEMA DA UHE DE CURUÁ-UNA APÓS 35 ANOS DE INUNDAÇÃO

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 28/07/2017
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  • Dentre os metais pesados, o mercúrio (Hg) é considerado o de maior toxicidade e oferece grande risco para o meio ambiente. Além da sua alta toxicidade, a contaminação por mercúrio é bastante discutida no que diz respeito a dois processos importantes sofridos por ele em organismos contaminados: a bioacumulação e a bioconcentração. Os peixes são bons indicadores de contaminação por Hg e em reservatórios estes têm apresentado níveis altos de contaminação, principalmente os carnívoros. Peixes coletados à jusante das barragens têm demonstrado níveis de Hg mais elevados do que os da montante. Na região amazônica, a principal via de exposição ao mercúrio é o consumo do pescado, especialmente pelas comunidades ribeirinhas. A Usina Hidroelétrica de Curuá-Una, inaugurada em 1977, foi a primeira represa construída na Amazônia Central, sendo esta a nossa área de estudo. Este trabalho teve como objetivo examinar as concentrações de mercúrio total em tecidos musculares de peixes, em distintos pontos de coleta na UHE de Curuá-Una Santarém/PA. Os exemplares de peixes foram coletados em setembro de 2011, no período da vazante. As amostragens da ictiofauna ocorreram em nove pontos de coleta, sendo sete à montante da barragem e nove à jusante, no rio Curuá-Una. As amostras de água, sedimento e peixe foram analisadas por Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio-CVAFS. Para o tratamento dos dados utilizou-se a análise de variância-ANOVA, Correlação de Pearson e Regressão linear. Nenhuma espécie apresentou concentração média de HgTotal acima do permitido pela ANVISA. No entanto, em cinco espécies alguns indivíduos apresentaram concentrações absolutas individuais que ultrapassaram o limite tolerado para o consumo humano Foram analisados um total de 283 indivíduos, pertencentes a 15 espécies. Auchenipterus nuchalis, de hábito alimentar onívoro/insetívoro foi a espécie que apresentou a maior média de concentração de HgT e também obteve o maior Fator de Bioconcentração. A espécie Hemiodus unimaculatus, coletada à jusante do reservatório demonstrou tendência de concentração de HgT maior do que o coletado à montante. Não houve relação entre os níveis de HgT nos peixes com os níveis de HgT na água e no sedimento, nem com as variáveis limnológicas. Catoprion mento, espécie detritívora, obteve a menor concentração média. Dentre as espécies estudadas, duas apresentaram padrão de bioacumulação, Acestrorhynchus cf. microlepis (piscívora) e Leporinus fasciatus (carnívora).

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  • JUCILEY DE ALMEIDA SANTOS
  • “Modelagem espacial e zoneamento aquático no reservatório da UHE de Curuá-una, Brasil”
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 28/08/2017
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  • O processo de implantação de hidrelétricas promove diretamente a perda ou alteração de habitats. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é caracterizar, modelar espacialmente e realizar o zoneamento do ambiente aquático no reservatório da UHE de Curuá-Una, no estado do Pará, Brasil a fim de gerar informações que possam contribuir para a gestão de bacias hidrográficas brasileiras, principalmente na Amazônia, região alvo para construção de grandes barragens. Os dados foram coletados em um total de 77 pontos amostrais distribuídos em 20 transectos no reservatório de Curuá-Una, no mês de novembro de 2016. A obtenção dos dados ocorreu através de formulários descritivos da paisagem, aferição de variáveis limnológicas, batimetria e marcação de pontos de GPS para posterior modelagem espacial. Foi realizada a análise exploratória dos dados. Para descrever e modelar os padrões espaciais para os Proxy limnológicos foi utilizada a análise geoestatística com o ajuste de semivariograma, e interpolação através da Krigagem ordinária para gerar os mapas. Para determinar o grau de associação dos Proxy de paisagem optou-se pela Análise de Correspondência e para relacionar os Proxy da paisagem (semiquantitativos e categóricos) com os Proxy limnológicos (quantitativos), realizou-se uma Análise de Correspondência Canônica (CCA). Os resultados da análise do proxy limnológico mostrou que as variáveis apresentaram distribuição normal pelo teste de Shapiro-Wilk (5%) exceto para transparência e temperatura. O valor médio de oxigênio dissolvido foi (5,6± 1,1 mg/L) , transparência (143,7±33,2 cm), temperatura (30,8±0,4 oC), pH (7,0±0,8) e profundidade (9,8± 4,6 m). A maioria das variáveis obteve patamar bem definido e proporcionou boa análise geoestatítica. Houve prevalência dos modelos de ajustes gaussiano e esférico. Observou-se a existência de diferentes zonas na distribuição das variáveis limnológicas ao longo do eixo longitudinal do reservatório. Cada variável se comportou de maneira distinta, apresentando em alguns casos, padrões bem estabelecidos. A CA mostrou um gradiente local curto das variáveis que caracterizam de forma efetiva a paisagem e a interferência humana, este gradiente explica 19,48 %. Enquanto que o segundo eixo é um gradiente de áreas onde foi observado material residual e este gradiente explica 18,18 %. Os dois primeiros eixos da CCA explicaram 61,17% da variabilidade dos dados. As assinaturas limnológicas explicaram 42,3% da variabilidade, com alta correlação entre os Proxy de paisagem e os ambientais em ambos os eixos. O trabalho gerou informações imprescindíveis para caracterizar o ambiente aquático do reservatório de Curuá-Una e pode servir de base para a gestão de bacias hidrográficas brasileiras. Além disso, a metodologia aqui utilizada pode ser aplicada para outros reservatórios.
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  • JUCILEY DE ALMEIDA SANTOS
  • “Modelagem espacial e zoneamento aquático no reservatório da UHE de Curuá-una, Brasil”
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 28/08/2017
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  • O processo de implantação de hidrelétricas promove diretamente a perda ou alteração de habitats. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é caracterizar, modelar espacialmente e realizar o zoneamento do ambiente aquático no reservatório da UHE de Curuá-Una, no estado do Pará, Brasil a fim de gerar informações que possam contribuir para a gestão de bacias hidrográficas brasileiras, principalmente na Amazônia, região alvo para construção de grandes barragens. Os dados foram coletados em um total de 77 pontos amostrais distribuídos em 20 transectos no reservatório de Curuá-Una, no mês de novembro de 2016. A obtenção dos dados ocorreu através de formulários descritivos da paisagem, aferição de variáveis limnológicas, batimetria e marcação de pontos de GPS para posterior modelagem espacial. Foi realizada a análise exploratória dos dados. Para descrever e modelar os padrões espaciais para os Proxy limnológicos foi utilizada a análise geoestatística com o ajuste de semivariograma, e interpolação através da Krigagem ordinária para gerar os mapas. Para determinar o grau de associação dos Proxy de paisagem optou-se pela Análise de Correspondência e para relacionar os Proxy da paisagem (semiquantitativos e categóricos) com os Proxy limnológicos (quantitativos), realizou-se uma Análise de Correspondência Canônica (CCA). Os resultados da análise do proxy limnológico mostrou que as variáveis apresentaram distribuição normal pelo teste de Shapiro-Wilk (5%) exceto para transparência e temperatura. O valor médio de oxigênio dissolvido foi (5,6± 1,1 mg/L) , transparência (143,7±33,2 cm), temperatura (30,8±0,4 oC), pH (7,0±0,8) e profundidade (9,8± 4,6 m). A maioria das variáveis obteve patamar bem definido e proporcionou boa análise geoestatítica. Houve prevalência dos modelos de ajustes gaussiano e esférico. Observou-se a existência de diferentes zonas na distribuição das variáveis limnológicas ao longo do eixo longitudinal do reservatório. Cada variável se comportou de maneira distinta, apresentando em alguns casos, padrões bem estabelecidos. A CA mostrou um gradiente local curto das variáveis que caracterizam de forma efetiva a paisagem e a interferência humana, este gradiente explica 19,48 %. Enquanto que o segundo eixo é um gradiente de áreas onde foi observado material residual e este gradiente explica 18,18 %. Os dois primeiros eixos da CCA explicaram 61,17% da variabilidade dos dados. As assinaturas limnológicas explicaram 42,3% da variabilidade, com alta correlação entre os Proxy de paisagem e os ambientais em ambos os eixos. O trabalho gerou informações imprescindíveis para caracterizar o ambiente aquático do reservatório de Curuá-Una e pode servir de base para a gestão de bacias hidrográficas brasileiras. Além disso, a metodologia aqui utilizada pode ser aplicada para outros reservatórios.
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  • HILDA RAQUEL MELO DA SILVA
  • CATEGORIZAÇÃO TRÓFICA DE MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS EM IGARAPÉS DA RESERVA DUCKE, MANAUS - AM
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 30/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • A utilização de macroinvertebrados aquáticos tem sido comumente empregado em estudos de caracterização da comunidade e/ou biomonitoramento em todo o mundo, considerando as espécies, a sensibilidade ou a função dos organismos. Entre as abordagens utilizadas para esse fim temos a classificação de macroinvertebrados em grupos funcionais tróficos (GFTs). Seu uso tem se justificado pela não necessidade de uma taxonomia clássica, considerando somente aspectos morfológicos das peças bucais e comportamento. Essa classificação apesar de prática e de ampla utilização em qualquer ecossistema aquático, tem sido visto com ressalvas nos últimos anos, em virtude de sua simplicidade excessiva, ao não considerar que a dieta de macroinvertebrados pode ser resultado do que está disponível no ambiente e consequentemente não ser a mesma em todos os ecossistemas aquáticos. Assim, o presente estudo propôs analisar a dieta de macroinvertebrados aquáticos de igarapés amazônicos para uma correta classificação trófica regional. Os macroinvertebrados foram coletados com rede entomológica em 12 igarapés da Reserva Ducke, Manaus – AM, em novembro de 2015 (final da estação seca), sendo identificados ao menor nível taxonômico (preferência de gênero), e mensurado o comprimento total do corpo (mm) de cada espécime com posterior análises do conteúdo estomacal. O conteúdo estomacal de 863 espécimes foram analisados, observando o consumo de quatro possíveis categorias alimentares: detritos grossos (> 1 mm; MOPG), detrito fino (< 1 mm; MOPF), Matéria vegetal particulada fina (< 1 mm; MVPF) e invertebrados. Conforme as porcentagens de cada categoria alimentar ingerida e na similaridade da dieta, três grupos tróficos foram definidos: detritívoro (alimentando-se principalmente de MOPF), predador (alimentando-se de outros invertebrados) e detritívoro-herbívoro (alimentando-se de MVPF e MOPF), o que permite concluir que o maior consumo da categoria de detrito fino pela maioria dos táxons, demonstrando a importância desse recurso alimentar para as comunidades de macroinvertebrados de igarapés na região. 86% dos táxons analisados confirmam a classificação em GFT elaborada para América do Norte. Tais achados reforçam a importância de realizar análises de dieta para compreender o papel ecológico dos macroinvertebrados na estrutura e funcionamento dos igarapés tropicais.
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  • HILDA RAQUEL MELO DA SILVA
  • CATEGORIZAÇÃO TRÓFICA DE MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS EM IGARAPÉS DA RESERVA DUCKE, MANAUS - AM
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 30/08/2017
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  • A utilização de macroinvertebrados aquáticos tem sido comumente empregado em estudos de caracterização da comunidade e/ou biomonitoramento em todo o mundo, considerando as espécies, a sensibilidade ou a função dos organismos. Entre as abordagens utilizadas para esse fim temos a classificação de macroinvertebrados em grupos funcionais tróficos (GFTs). Seu uso tem se justificado pela não necessidade de uma taxonomia clássica, considerando somente aspectos morfológicos das peças bucais e comportamento. Essa classificação apesar de prática e de ampla utilização em qualquer ecossistema aquático, tem sido visto com ressalvas nos últimos anos, em virtude de sua simplicidade excessiva, ao não considerar que a dieta de macroinvertebrados pode ser resultado do que está disponível no ambiente e consequentemente não ser a mesma em todos os ecossistemas aquáticos. Assim, o presente estudo propôs analisar a dieta de macroinvertebrados aquáticos de igarapés amazônicos para uma correta classificação trófica regional. Os macroinvertebrados foram coletados com rede entomológica em 12 igarapés da Reserva Ducke, Manaus – AM, em novembro de 2015 (final da estação seca), sendo identificados ao menor nível taxonômico (preferência de gênero), e mensurado o comprimento total do corpo (mm) de cada espécime com posterior análises do conteúdo estomacal. O conteúdo estomacal de 863 espécimes foram analisados, observando o consumo de quatro possíveis categorias alimentares: detritos grossos (> 1 mm; MOPG), detrito fino (< 1 mm; MOPF), Matéria vegetal particulada fina (< 1 mm; MVPF) e invertebrados. Conforme as porcentagens de cada categoria alimentar ingerida e na similaridade da dieta, três grupos tróficos foram definidos: detritívoro (alimentando-se principalmente de MOPF), predador (alimentando-se de outros invertebrados) e detritívoro-herbívoro (alimentando-se de MVPF e MOPF), o que permite concluir que o maior consumo da categoria de detrito fino pela maioria dos táxons, demonstrando a importância desse recurso alimentar para as comunidades de macroinvertebrados de igarapés na região. 86% dos táxons analisados confirmam a classificação em GFT elaborada para América do Norte. Tais achados reforçam a importância de realizar análises de dieta para compreender o papel ecológico dos macroinvertebrados na estrutura e funcionamento dos igarapés tropicais.
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  • DIMARA SARMENTO FRANCO
  • Estudo da Ictiofauna em Igarapés na região de Santarém, Pará, Brasil
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/08/2017
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  • A região Neotropical é detentora da maior diversidade de peixes de água doce do mundo. Grande parte dessa biodiversidade está na bacia amazônica que contempla um grande número de pequenos igarapés reconhecidamente importantes para o suporte e manutenção de sua biodiversidade. Esses ambientes, apesar da baixa produtividade primária, abrigam uma rica ictiofauna. No entanto, em áreas pouco estudadas como igarapés do baixo rio Tapajós, a composição da ictiofauna permanece pouco conhecida. No presente estudo objetivou-se conhecer a composição das assembleias de peixes em igarapés na região de Santarém. As coletas foram realizadas no mês de outubro de 2016, no período de águas baixas. Os peixes foram coletados com redes de arrasto e peneiras em cinco igarapés de 1ª a 3ª ordem, cada igarapé foi contemplado com 4 pontos de amostragem de 50 m, totalizando 20 pontos de coletas. Foram coletados 5.881 indivíduos pertencentes a 50 espécies, distribuídas em 16 famílias e seis ordens. A composição da ictiofauna nos igarapés amostrados sofreu influência da bacia de drenagem na determinação da composição de espécies de peixes em igarapés amazônicos.
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  • DIMARA SARMENTO FRANCO
  • Estudo da Ictiofauna em Igarapés na região de Santarém, Pará, Brasil
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/08/2017
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  • A região Neotropical é detentora da maior diversidade de peixes de água doce do mundo. Grande parte dessa biodiversidade está na bacia amazônica que contempla um grande número de pequenos igarapés reconhecidamente importantes para o suporte e manutenção de sua biodiversidade. Esses ambientes, apesar da baixa produtividade primária, abrigam uma rica ictiofauna. No entanto, em áreas pouco estudadas como igarapés do baixo rio Tapajós, a composição da ictiofauna permanece pouco conhecida. No presente estudo objetivou-se conhecer a composição das assembleias de peixes em igarapés na região de Santarém. As coletas foram realizadas no mês de outubro de 2016, no período de águas baixas. Os peixes foram coletados com redes de arrasto e peneiras em cinco igarapés de 1ª a 3ª ordem, cada igarapé foi contemplado com 4 pontos de amostragem de 50 m, totalizando 20 pontos de coletas. Foram coletados 5.881 indivíduos pertencentes a 50 espécies, distribuídas em 16 famílias e seis ordens. A composição da ictiofauna nos igarapés amostrados sofreu influência da bacia de drenagem na determinação da composição de espécies de peixes em igarapés amazônicos.
2016
Dissertações
1
  • JAMILE SAMPAIO DOS SANTOS
  • ANÁLISE DA DIVERSIDADE GENÉTICA DE PIRARUCU (Arapaima gigas) DE DUAS REGIÕES AMAZÔNICAS: BAIXO AMAZONAS-PA E RIO ARAGUARI-AP
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 27/01/2016
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  • A diversidade genética condiciona o sucesso evolutivo de populações naturais e sua análise através de marcadores moleculares pode fornecer uma avaliação das populações que estão geneticamente mais empobrecidas, mais fragmentadas, mais próximas ou mais distantes das outras. O peixe amazônico pirarucu (Arapaima gigas) têm sido historicamente explotado em larga escala, sem que se levasse em consideração a capacidade de recuperação de seus estoques, por esse motivo suas populações naturais encontram-se localmente extintas em algumas áreas da região amazônica. Com o objetivo de contribuir com o status taxonômico e populacional desse recurso, o presente trabalho comparou geneticamente duas populações de pirarucu, sendo uma proveniente do Baixo Amazonas (PA) e outra do rio Araguari (AP). Adicionalmente, foram coletados indivíduos de duas pisciculturas localizadas na área de estudo para rastrear a origem dos haplótipos mitocondriais presentes nas populações cativas. As análises foram baseadas nos dados de 29 sequências nucleotídicas do gene mitocondrial Citocromo Oxidase C subunidade I (COI), 32 do gene mitocondrial Nicotinamida Adenina Desidrogenase subunidade I (NADHI). Os segmentos do COI, totalizaram 541 sítios nucleotídicos, onde foi observada elevada homogeneidade ao longo dos fragmentos com apenas dois sítios variáveis, resultante de substituição sinônima C/T em duas posições. A análise de agrupamento pelo método Neighbor-joining evidenciou dois grupos de indivíduos com clara ausência de distância genética intragrupal. A diversidade haplotípica (Hd) foi estimada em 0.460 e o conteúdo total de G+C foi de 0.394. A diversidade nucleotídica por sítio (Pi) foi calculada em 0.0017, e os valores obtidos nos testes de neutralidade foram: Tajima D=1.68264; Fu Fs=3.115, ambos não significativos (P>0.10). Nas sequências parciais de NADHI (603pb), foram detectados 20 haplótipos, com diversidade haplotípica de 0.759, foram computados 21 sítios segregantes, e o número total de 21 mutações (ETA) (0.00734/mutação/sítio polimórfico). Na análise filogenética dos segmentos de NADHI pelo método de Neighbor-joining, os indivíduos de pirarucu constituíram um único clado apresentando cinco linhagens evolutivas, com ausência de padrão de agrupamento entre localidade, indicando a existência de fluxo gênico entre elas. Quando analisadas as relações entre os haplótipos mitocondriais obtidas pelo método Median-joining, observou-se a formação de dois haplogrupos nucleados pelos dois haplótipos mais frequentes.
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  • JAMILE SAMPAIO DOS SANTOS
  • ANÁLISE DA DIVERSIDADE GENÉTICA DE PIRARUCU (Arapaima gigas) DE DUAS REGIÕES AMAZÔNICAS: BAIXO AMAZONAS-PA E RIO ARAGUARI-AP
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 27/01/2016
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  • A diversidade genética condiciona o sucesso evolutivo de populações naturais e sua análise através de marcadores moleculares pode fornecer uma avaliação das populações que estão geneticamente mais empobrecidas, mais fragmentadas, mais próximas ou mais distantes das outras. O peixe amazônico pirarucu (Arapaima gigas) têm sido historicamente explotado em larga escala, sem que se levasse em consideração a capacidade de recuperação de seus estoques, por esse motivo suas populações naturais encontram-se localmente extintas em algumas áreas da região amazônica. Com o objetivo de contribuir com o status taxonômico e populacional desse recurso, o presente trabalho comparou geneticamente duas populações de pirarucu, sendo uma proveniente do Baixo Amazonas (PA) e outra do rio Araguari (AP). Adicionalmente, foram coletados indivíduos de duas pisciculturas localizadas na área de estudo para rastrear a origem dos haplótipos mitocondriais presentes nas populações cativas. As análises foram baseadas nos dados de 29 sequências nucleotídicas do gene mitocondrial Citocromo Oxidase C subunidade I (COI), 32 do gene mitocondrial Nicotinamida Adenina Desidrogenase subunidade I (NADHI). Os segmentos do COI, totalizaram 541 sítios nucleotídicos, onde foi observada elevada homogeneidade ao longo dos fragmentos com apenas dois sítios variáveis, resultante de substituição sinônima C/T em duas posições. A análise de agrupamento pelo método Neighbor-joining evidenciou dois grupos de indivíduos com clara ausência de distância genética intragrupal. A diversidade haplotípica (Hd) foi estimada em 0.460 e o conteúdo total de G+C foi de 0.394. A diversidade nucleotídica por sítio (Pi) foi calculada em 0.0017, e os valores obtidos nos testes de neutralidade foram: Tajima D=1.68264; Fu Fs=3.115, ambos não significativos (P>0.10). Nas sequências parciais de NADHI (603pb), foram detectados 20 haplótipos, com diversidade haplotípica de 0.759, foram computados 21 sítios segregantes, e o número total de 21 mutações (ETA) (0.00734/mutação/sítio polimórfico). Na análise filogenética dos segmentos de NADHI pelo método de Neighbor-joining, os indivíduos de pirarucu constituíram um único clado apresentando cinco linhagens evolutivas, com ausência de padrão de agrupamento entre localidade, indicando a existência de fluxo gênico entre elas. Quando analisadas as relações entre os haplótipos mitocondriais obtidas pelo método Median-joining, observou-se a formação de dois haplogrupos nucleados pelos dois haplótipos mais frequentes.
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  • ERICLEYA MOTA MARINHO LIMA
  • INDICADORES POPULACIONAIS E REPRODUTIVOS DE Plagioscion squamosissimus DESEMBARCADA NA FEIRA DO PESCADO, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 16/03/2016
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  • A pesca é uma das atividades produtiva mais importante na Amazônia. No Baixo Amazonas, Plagioscion squamosissimus (pescada branca) é uma das principais espécies exploradas comercialmente. Neste estudo, objetivou-se determinar indicadores populacionais e reprodutivos desta espécie desembarcada na Feira do Pescado em Santarém-PA. Para a obtenção de dados foram realizadas amostragens de exemplares da espécie na Feira, entre agosto de 2014 a julho de 2015. Foi estimada a relação peso-comprimento, a proporção sexual, o comprimento médio na primeira maturação sexual L50, o fator de condição K e o índice gonadossomático IGS. Além disso, foi realizada a análise de variação temporal da frequência de estádios de maturidade gonadal de fêmeas para a determinação do período reprodutivo. A relação peso-comprimento foi determinada para machos e fêmeas através da equação Wt = a.Ltb e aplicou-se o teste t aos coeficientes angulares dos sexos. A proporção sexual foi determinada pelas frequências mensais de ocorrência de machos e fêmeas e para o período total de amostragem, em seguida testada através do teste χ2 com nível de significância de 5%. O L50, considerando a análise macroscópica dos estádios de maturação gonadal, foi estimado para as fêmeas através do método de ajuste da ogiva de Galton. O K e IGS foram estimados através das equações, K = Wt/ Ltb e IGS=Wg/Wt*100, respectivamente. Utilizou-se ANOVA para verificar possíveis diferenças nos valores mensais de K e IGS, sendo as análises a posteriori realizadas através do teste Tukey. Obteve-se as equações Wt= 0,0382*Lt2,648 e Wt= 0,1424*Lt2,235 da relação peso-comprimento para fêmeas e machos, respectivamente, havendo diferenças significativas entre os sexos quanto ao coeficiente de alometria. Para o número total de indivíduos analisados, não houve diferença significativa na proporção sexual, tendo sido encontrada a proporção 1:1 de fêmeas e machos. Para as fêmeas de P. squamosissimus, o L50 foi estimado em 16,76 cm. A variação anual observada nos valores de K sugere que o acúmulo de gordura ocorre no período de vazante/seca. Os resultados da variação temporal de IGS e da frequência dos estádios de maturidade gonadal indicaram que a reprodução da pescada branca ocorre durante todo o ano, sendo o período da enchente o pico da atividade reprodutiva. O conhecimento gerado neste estudo pode ser de grande utilidade para o manejo dos estoques da pescada branca, provendo subsídios para tomada de decisão, visando a conservação e utilização racional desse recurso pesqueiro.
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  • ERICLEYA MOTA MARINHO LIMA
  • INDICADORES POPULACIONAIS E REPRODUTIVOS DE Plagioscion squamosissimus DESEMBARCADA NA FEIRA DO PESCADO, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 16/03/2016
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  • A pesca é uma das atividades produtiva mais importante na Amazônia. No Baixo Amazonas, Plagioscion squamosissimus (pescada branca) é uma das principais espécies exploradas comercialmente. Neste estudo, objetivou-se determinar indicadores populacionais e reprodutivos desta espécie desembarcada na Feira do Pescado em Santarém-PA. Para a obtenção de dados foram realizadas amostragens de exemplares da espécie na Feira, entre agosto de 2014 a julho de 2015. Foi estimada a relação peso-comprimento, a proporção sexual, o comprimento médio na primeira maturação sexual L50, o fator de condição K e o índice gonadossomático IGS. Além disso, foi realizada a análise de variação temporal da frequência de estádios de maturidade gonadal de fêmeas para a determinação do período reprodutivo. A relação peso-comprimento foi determinada para machos e fêmeas através da equação Wt = a.Ltb e aplicou-se o teste t aos coeficientes angulares dos sexos. A proporção sexual foi determinada pelas frequências mensais de ocorrência de machos e fêmeas e para o período total de amostragem, em seguida testada através do teste χ2 com nível de significância de 5%. O L50, considerando a análise macroscópica dos estádios de maturação gonadal, foi estimado para as fêmeas através do método de ajuste da ogiva de Galton. O K e IGS foram estimados através das equações, K = Wt/ Ltb e IGS=Wg/Wt*100, respectivamente. Utilizou-se ANOVA para verificar possíveis diferenças nos valores mensais de K e IGS, sendo as análises a posteriori realizadas através do teste Tukey. Obteve-se as equações Wt= 0,0382*Lt2,648 e Wt= 0,1424*Lt2,235 da relação peso-comprimento para fêmeas e machos, respectivamente, havendo diferenças significativas entre os sexos quanto ao coeficiente de alometria. Para o número total de indivíduos analisados, não houve diferença significativa na proporção sexual, tendo sido encontrada a proporção 1:1 de fêmeas e machos. Para as fêmeas de P. squamosissimus, o L50 foi estimado em 16,76 cm. A variação anual observada nos valores de K sugere que o acúmulo de gordura ocorre no período de vazante/seca. Os resultados da variação temporal de IGS e da frequência dos estádios de maturidade gonadal indicaram que a reprodução da pescada branca ocorre durante todo o ano, sendo o período da enchente o pico da atividade reprodutiva. O conhecimento gerado neste estudo pode ser de grande utilidade para o manejo dos estoques da pescada branca, provendo subsídios para tomada de decisão, visando a conservação e utilização racional desse recurso pesqueiro.
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  • RONEI DE LIMA BRELAZ
  • BASES PARA O GERENCIAMENTO DO USO DOS RECURSOS PESQUEIROS NA COMUNIDADE VILA FLEXAL DO MUNICÍPIO DE ÓBIDOS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 25/04/2016
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  • A pesca na Amazônia caracteriza-se como uma atividade social, econômica e cultural para as populações que tradicionalmente ocupam a região. A comunidade Vila Flexal do município de Óbidos – PA, região do baixo Amazonas, é uma comunidade rural que tem a pesca como principal atividade produtiva. Com base nessas informações, o presente estudo visou caracterizar a atividade pesqueira na comunidade Vila Flexal, considerando os aspectos socioeconômicos dos pescadores e a influência da sazonalidade na produção e composição específica dos peixes capturados. Para isso, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, foram aplicados questionários estruturados e semiestruturados aos pescadores da comunidade Vila Flexal, por meio de entrevistas, durante os quatro períodos sazonais. Além da aplicação de questionários, houve também o método da observação participante. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva com tratamentos básicos como distribuição de frequências, medidas de posição e medidas de dispersão com representação através de tabelas e gráficos. Os resultados indicaram que os pescadores da comunidade Vila Flexal possuem faixa etária variada com baixo nível de escolaridade e renda mensal média, individual e familiar, relativamente baixa variando de acordo com os períodos sazonais. Mais de 90% dos pescadores estão associados em alguma entidade representativa. Não há nenhuma forma de gerenciamento do uso dos recursos pesqueiros pelos pescadores e entidades representativas locais que contribua para a sustentabilidade da atividade na comunidade. Os ambientes de pesca mais utilizados pelos pescadores da Vila Flexal durante todos os períodos sazonais foram os lagos. A frota pesqueira caracterizou-se por embarcações pequenas com motores de baixa potência, especialmente do tipo rabeta, e com baixa capacidade de armazenamento e conservação dos peixes que ocorre predominantemente dentro de caixas de isopor. A malhadeira é o aparelho mais utilizado em todos os períodos sazonais responsável por mais de 80,0% das capturas. As dez espécies ou grupos de espécies mais capturadas durante os períodos sazonais representaram em torno de 90,0% do total do volume de peixes capturada pelos pescadores da Vila Flexal, com destaque para as espécies de mapará (Hypophthalmus spp.), pescada (Plagioscium spp.), fura-calça (Pimelodina flavipinnis) e aracu (Leporinus spp.; Schizodon spp.). No período da seca, a captura dos peixes direcionou para outras espécies de maior valor comercial como surubim (Pseudoplatystoma spp.), curimatã (Prochilodus nigricans) e tucunaré (Cichla spp.). O consumo per capita do pescador foi maior nos períodos da cheia e seca, com maior preferência pelos peixes de escama. Os locais de desembarque comercial ocorreram no porto da comunidade e nos locais de pesca. A CPUE e custo médio de uma expedição foram maiores nos períodos da enchente e vazante, coincidindo com o maior volume de produção e renda do pescador. Os resultados confirmam a importância da atividade pesqueira na geração de renda e subsistência familiar para a comunidade Vila Flexal, remetendo a necessidade de gerenciamento racional do uso dos recursos pesqueiros para garantir sua sustentabilidade.
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  • RONEI DE LIMA BRELAZ
  • BASES PARA O GERENCIAMENTO DO USO DOS RECURSOS PESQUEIROS NA COMUNIDADE VILA FLEXAL DO MUNICÍPIO DE ÓBIDOS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 25/04/2016
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  • A pesca na Amazônia caracteriza-se como uma atividade social, econômica e cultural para as populações que tradicionalmente ocupam a região. A comunidade Vila Flexal do município de Óbidos – PA, região do baixo Amazonas, é uma comunidade rural que tem a pesca como principal atividade produtiva. Com base nessas informações, o presente estudo visou caracterizar a atividade pesqueira na comunidade Vila Flexal, considerando os aspectos socioeconômicos dos pescadores e a influência da sazonalidade na produção e composição específica dos peixes capturados. Para isso, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, foram aplicados questionários estruturados e semiestruturados aos pescadores da comunidade Vila Flexal, por meio de entrevistas, durante os quatro períodos sazonais. Além da aplicação de questionários, houve também o método da observação participante. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva com tratamentos básicos como distribuição de frequências, medidas de posição e medidas de dispersão com representação através de tabelas e gráficos. Os resultados indicaram que os pescadores da comunidade Vila Flexal possuem faixa etária variada com baixo nível de escolaridade e renda mensal média, individual e familiar, relativamente baixa variando de acordo com os períodos sazonais. Mais de 90% dos pescadores estão associados em alguma entidade representativa. Não há nenhuma forma de gerenciamento do uso dos recursos pesqueiros pelos pescadores e entidades representativas locais que contribua para a sustentabilidade da atividade na comunidade. Os ambientes de pesca mais utilizados pelos pescadores da Vila Flexal durante todos os períodos sazonais foram os lagos. A frota pesqueira caracterizou-se por embarcações pequenas com motores de baixa potência, especialmente do tipo rabeta, e com baixa capacidade de armazenamento e conservação dos peixes que ocorre predominantemente dentro de caixas de isopor. A malhadeira é o aparelho mais utilizado em todos os períodos sazonais responsável por mais de 80,0% das capturas. As dez espécies ou grupos de espécies mais capturadas durante os períodos sazonais representaram em torno de 90,0% do total do volume de peixes capturada pelos pescadores da Vila Flexal, com destaque para as espécies de mapará (Hypophthalmus spp.), pescada (Plagioscium spp.), fura-calça (Pimelodina flavipinnis) e aracu (Leporinus spp.; Schizodon spp.). No período da seca, a captura dos peixes direcionou para outras espécies de maior valor comercial como surubim (Pseudoplatystoma spp.), curimatã (Prochilodus nigricans) e tucunaré (Cichla spp.). O consumo per capita do pescador foi maior nos períodos da cheia e seca, com maior preferência pelos peixes de escama. Os locais de desembarque comercial ocorreram no porto da comunidade e nos locais de pesca. A CPUE e custo médio de uma expedição foram maiores nos períodos da enchente e vazante, coincidindo com o maior volume de produção e renda do pescador. Os resultados confirmam a importância da atividade pesqueira na geração de renda e subsistência familiar para a comunidade Vila Flexal, remetendo a necessidade de gerenciamento racional do uso dos recursos pesqueiros para garantir sua sustentabilidade.
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  • HUGO NAPOLEAO PEREIRA DA SILVA
  • “Transporte de Alevinos de Tambaqui (Colossoma Macropomum) em água com Hidrolato de Lippia alba (MILL) N.E. Brown)”
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 26/04/2016
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  • A utilização de produtos de origem natural na aquicultura tem aumentado, surgindo como opção para melhoria na produção como suplementos alimentares, inseticidas, anestésicos e sedativos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do hidrolato Lippia alba (HLA), em condições simuladas de transporte de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum) em diferentes densidades de carga. Juvenis de tambaqui (entre 3 a 5 cm) foram colocados em sacos plásticos para transporte simulado de 17h nas densidades de carga de 30, 60 e 90 juvenis por /L em quatro concentrações de HLA (0,4; 1; 2 e 5 %) e controle (água-C.A). Foi verificada a sobrevivência logo após o transporte e após 24h (pós-transporte). Os parâmetros físicos e químicos da água foram avaliados antes e após o transporte (temperatura, pH, alcalinidade, dureza, oxigênio dissolvido), bem como calculado o fluxo líquido dos íons Na+, K+,Cl- e excreção de amônia. Além disso, foi observada a densidade de células mucosas branquiais após o transporte. A sobrevivência foi significativamente menor nos tratamentos controle água na densidade de 90 peixes/L. A sobrevivência pós-transporte (24 horas) foi menor nos tratamentos controle água (33,70±25,34%). A temperatura, pH, dureza, alcalinidade antes e depois do experimento não mostraram diferença significativa em relação à densidade e aos tratamentos, entretanto, o oxigênio dissolvido foi significativamente menor quando se comparou os valores iniciais e finais, e em função da densidade chegando próximo a 1 mg.L-1.A condutividade foi menor no tratamento com 5% de HLA nas densidades de 60 e 90 peixes/L. O tratamento 5% de HLA reduziu o efluxo de Na+ e K+nas densidade de 30 e 90 peixes/L, e para Cl- nas três densidades de carga utilizadas. A excreção da amônia total foi reduzida com a exposição ao HLA nas densidades de 30 e 90 peixes/L. O número de células mucosas branquiais foi menor na maior densidade de carga (90 animais/L) com o uso de 2 e 5% HLA. A utilização do HLA na concentração de 5% pode ser recomendada para transporte de alevinos de tambaqui. Pois, este influenciou no aumento da sobrevivência, diminuiu o efluxo dos íons Na+, K+, Cl- e excreção de amônia, e não estimulou a produção de células mucosas branquiais. Este trabalho é o primeiro estudo com o uso de hidrolato de Lippia alba com aplicação em manejo na aquicultura
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  • HUGO NAPOLEAO PEREIRA DA SILVA
  • “Transporte de Alevinos de Tambaqui (Colossoma Macropomum) em água com Hidrolato de Lippia alba (MILL) N.E. Brown)”
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 26/04/2016
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  • A utilização de produtos de origem natural na aquicultura tem aumentado, surgindo como opção para melhoria na produção como suplementos alimentares, inseticidas, anestésicos e sedativos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do hidrolato Lippia alba (HLA), em condições simuladas de transporte de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum) em diferentes densidades de carga. Juvenis de tambaqui (entre 3 a 5 cm) foram colocados em sacos plásticos para transporte simulado de 17h nas densidades de carga de 30, 60 e 90 juvenis por /L em quatro concentrações de HLA (0,4; 1; 2 e 5 %) e controle (água-C.A). Foi verificada a sobrevivência logo após o transporte e após 24h (pós-transporte). Os parâmetros físicos e químicos da água foram avaliados antes e após o transporte (temperatura, pH, alcalinidade, dureza, oxigênio dissolvido), bem como calculado o fluxo líquido dos íons Na+, K+,Cl- e excreção de amônia. Além disso, foi observada a densidade de células mucosas branquiais após o transporte. A sobrevivência foi significativamente menor nos tratamentos controle água na densidade de 90 peixes/L. A sobrevivência pós-transporte (24 horas) foi menor nos tratamentos controle água (33,70±25,34%). A temperatura, pH, dureza, alcalinidade antes e depois do experimento não mostraram diferença significativa em relação à densidade e aos tratamentos, entretanto, o oxigênio dissolvido foi significativamente menor quando se comparou os valores iniciais e finais, e em função da densidade chegando próximo a 1 mg.L-1.A condutividade foi menor no tratamento com 5% de HLA nas densidades de 60 e 90 peixes/L. O tratamento 5% de HLA reduziu o efluxo de Na+ e K+nas densidade de 30 e 90 peixes/L, e para Cl- nas três densidades de carga utilizadas. A excreção da amônia total foi reduzida com a exposição ao HLA nas densidades de 30 e 90 peixes/L. O número de células mucosas branquiais foi menor na maior densidade de carga (90 animais/L) com o uso de 2 e 5% HLA. A utilização do HLA na concentração de 5% pode ser recomendada para transporte de alevinos de tambaqui. Pois, este influenciou no aumento da sobrevivência, diminuiu o efluxo dos íons Na+, K+, Cl- e excreção de amônia, e não estimulou a produção de células mucosas branquiais. Este trabalho é o primeiro estudo com o uso de hidrolato de Lippia alba com aplicação em manejo na aquicultura
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  • JANNA LAELY DOS SANTOS MAIA
  • HIDROLATO DE Lippia alba (MILL.) N. E. BROWN (Verbenaceae) COMO ANESTÉSICO EM ALEVINOS DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum)
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 26/04/2016
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  • O uso de anestésicos na piscicultura tem sido uma alternativa na redução do estresse e mortalidade durante o manejo de peixes. No entanto faz-se necessário a busca por novas alternativas de substâncias, de fácil acesso e baixo custo aos piscicultores e que minimizem os riscos aos animais e manipuladores. Portanto, o estudo teve como objetivo identificar os tempos de indução anestésica e recuperação, bem como estabelecer a concentração letal em 96 horas (CL50-96h) do hidrolato de Lippia alba (quimiotipo citral) em alevinos de tambaqui (Colossoma macropomum). As concentrações de 10, 15, 20 e 25% de hidrolato diluído em água foram utilizadas para os testes de anestesia. Além dos tratamentos controle-álcool e um controle-positivo com benzocaína - 100 mg.L (15 animais/tratamento). Após a anestesia, foi avaliado o tempo de recuperação. Foi realizado o teste de toxicidade aguda (CL50-96h) (5 animais/repetição - 3 réplicas). As concentrações de hidrolato testadas para a (CL50-96h) foram 5, 6, 7 e 8% hidrolato diluído em água, e um tratamento controle contendo apenas água. Durante a (CL50-96h), avaliou-se os parâmetros físico-químicos da água (temperatura, oxigênio dissolvido, pH e condutividade elétrica). Foi coletada a água no início e no final do experimento (CL50-96h) para a posterior análise da alcalinidade, dureza e os fluxos de amônia, Na+, K+ e Cl- e foi determinada a densidade de células mucosas branquiais (DCMB). Os dados indicaram que a concentração crescente de hidrolato diminuiu proporcionalmente o tempo para a indução anestésica. Não houve diferença significativa na recuperação. A concentração de 20% de HLA mostrou o melhor tempo para a indução anestésica em alevinos de tambaqui (105.75 segundos = 1.76 minutos). O teste de toxicidade indicou a (CL50-96h) de 7.43%. Durante a (CL50-96h) foi observado perda iônica em todos os tratamentos com HLA e controle água e aumento da densidade de células mucosas branquiais nos tratamentos com HLA. Esses resultados demonstraram que o HLA foi efetivo como anestésico. Porém a exposição prolongada (CL50-96h) ao subproduto apresentou variações osmorregulatórias (perda iônica) e efeitos celulares (aumento da densidade de células mucosas branquiais). Então, fazem-se necessários estudos complementares, para avaliação segura deste produto na piscicultura, como os efeitos a nível plasmático (glicose e cortisol), a verificação de um possível efeito residual desse produto nos peixes (bioacumulação e sabor), e ambiental (como o tempo de retenção e efeito em outros organismos aquáticos).
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  • JANNA LAELY DOS SANTOS MAIA
  • HIDROLATO DE Lippia alba (MILL.) N. E. BROWN (Verbenaceae) COMO ANESTÉSICO EM ALEVINOS DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum)
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 26/04/2016
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  • O uso de anestésicos na piscicultura tem sido uma alternativa na redução do estresse e mortalidade durante o manejo de peixes. No entanto faz-se necessário a busca por novas alternativas de substâncias, de fácil acesso e baixo custo aos piscicultores e que minimizem os riscos aos animais e manipuladores. Portanto, o estudo teve como objetivo identificar os tempos de indução anestésica e recuperação, bem como estabelecer a concentração letal em 96 horas (CL50-96h) do hidrolato de Lippia alba (quimiotipo citral) em alevinos de tambaqui (Colossoma macropomum). As concentrações de 10, 15, 20 e 25% de hidrolato diluído em água foram utilizadas para os testes de anestesia. Além dos tratamentos controle-álcool e um controle-positivo com benzocaína - 100 mg.L (15 animais/tratamento). Após a anestesia, foi avaliado o tempo de recuperação. Foi realizado o teste de toxicidade aguda (CL50-96h) (5 animais/repetição - 3 réplicas). As concentrações de hidrolato testadas para a (CL50-96h) foram 5, 6, 7 e 8% hidrolato diluído em água, e um tratamento controle contendo apenas água. Durante a (CL50-96h), avaliou-se os parâmetros físico-químicos da água (temperatura, oxigênio dissolvido, pH e condutividade elétrica). Foi coletada a água no início e no final do experimento (CL50-96h) para a posterior análise da alcalinidade, dureza e os fluxos de amônia, Na+, K+ e Cl- e foi determinada a densidade de células mucosas branquiais (DCMB). Os dados indicaram que a concentração crescente de hidrolato diminuiu proporcionalmente o tempo para a indução anestésica. Não houve diferença significativa na recuperação. A concentração de 20% de HLA mostrou o melhor tempo para a indução anestésica em alevinos de tambaqui (105.75 segundos = 1.76 minutos). O teste de toxicidade indicou a (CL50-96h) de 7.43%. Durante a (CL50-96h) foi observado perda iônica em todos os tratamentos com HLA e controle água e aumento da densidade de células mucosas branquiais nos tratamentos com HLA. Esses resultados demonstraram que o HLA foi efetivo como anestésico. Porém a exposição prolongada (CL50-96h) ao subproduto apresentou variações osmorregulatórias (perda iônica) e efeitos celulares (aumento da densidade de células mucosas branquiais). Então, fazem-se necessários estudos complementares, para avaliação segura deste produto na piscicultura, como os efeitos a nível plasmático (glicose e cortisol), a verificação de um possível efeito residual desse produto nos peixes (bioacumulação e sabor), e ambiental (como o tempo de retenção e efeito em outros organismos aquáticos).
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  • WALDINETE DE FÁTIMA FREITAS LOBATO
  • EFEITO ANESTÉSICO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Lippia alba (Mill) N.E. BROW (Verbenaceae) ATRAVÉS DA ASPERSÃO BRANQUIAL EM JUVENIS DE PIRARUCU (Arapaima spp.)
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 27/04/2016
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  • Em busca de novas alternativas de anestésicos na aquicultura, existem muitos estudos envolvendo o uso de produtos naturais como anestésicos, a fim de reduzir o estresse de manejo. A Lippia alba é uma planta aromática, encontrada praticamente em todas as regiões do Brasil. Conhecida popularmente como erva cidreira, é utilizada na medicina popular por apresentar atividade calmante, analgésica, sedativa e ansiolítica, entre outras. E sua eficácia foi comprovada como anestésico em peixes. Este trabalho teve como objetivo estudar o efeito anestésico do óleo essencial de Lippia alba (quimiotipo citral) por aspersão branquial em juvenis de pirarucu (Arapaima spp.). O pirarucu é um peixe de respiração aérea obrigatória, por esse motivo o método mais seguro de anestesia nesta espécie é por aspersão branquial. Foram realizados dois experimentos: Experimento 1- para definição das concentrações anestésicas, e verificação dos tempos de indução e recuperação. Experimento 2 - para anestesia e coleta de sangue para análise de glicose, lactato, amônia e íons plasmáticos (Na+, K+ e Cl-) e pH sanguíneo. No experimento 1, foram utilizados 15 pirarucus juvenis (9,2 ± 0,9 kg e 103 ± 1,7 cm). Foram testadas três concentrações do óleo essencial de Lippia alba (OELa) 100, 200 e 300 mg.L-1. Os peixes foram individualmente anestesiados. A aspersão foi feita com um aspersor manual de jardim e observado o tempo de indução a anestesia e o tempo de recuperação (em segundos). Em seguida foi feito a biometria, após os animais foram recuperados, (lavagem das brânquias com água limpa), registrando-se o tempo, até a visualização de movimentos e de tomada de ar voluntária. Após anestesia e recuperação, os peixes foram transferidos para o viveiro de terra e observados por 30 dias. Para o experimento 2, os pirarucus foram divididos em quatro grupos: basal, controle (água), OELa 100mg L-1 e OELa 300mg L-1. Após o procedimento de anestesia foi feito a coleta de sangue. Os resultados obtidos mostraram que o OELa é uma alternativa como anestésico para juvenis de pirarucu por aspersão branquial nas concentrações de 100 a 300 mg L-1, pois ocorreu indução em cerca de 21 segundos e o tempo de recuperação não ultrapassou 3 minutos. Foi verificado que o OELa, nas concentrações de 100 mg L-1 e 300 mg L-1 impediu a elevação da glicose e lactato, além de não causar desequilíbrio iônico plasmático. Portanto, recomenda-se o uso do óleo essencial de Lippia alba como anestésico, pelo método de aspersão branquial no manejo de juvenis de pirarucu em até dois minutos, nas concentrações de 100 e 300 mg L-1. Os parâmetros sanguíneos avaliados em juvenis de Arapaima spp., anestesiados com OELa indicam que este óleo possui potencial como redutor de estresse. Pois diminuiu a concentração de lactato, e não alterou o balanço iônico de Na+, K+ e Cl- plasmático. Além disso, sugere-se outros estudos quanto ao monitoramento dos níveis de cortisol e avaliação histológica branquial após aspersão do OELa. Isto se faz necessário para melhor evidenciar o efeito deste óleo como redutor de estresse e a segurança de seu uso para as brânquias após a aspersão em juvenis e adultos de pirarucu.
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  • WALDINETE DE FÁTIMA FREITAS LOBATO
  • EFEITO ANESTÉSICO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Lippia alba (Mill) N.E. BROW (Verbenaceae) ATRAVÉS DA ASPERSÃO BRANQUIAL EM JUVENIS DE PIRARUCU (Arapaima spp.)
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 27/04/2016
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  • Em busca de novas alternativas de anestésicos na aquicultura, existem muitos estudos envolvendo o uso de produtos naturais como anestésicos, a fim de reduzir o estresse de manejo. A Lippia alba é uma planta aromática, encontrada praticamente em todas as regiões do Brasil. Conhecida popularmente como erva cidreira, é utilizada na medicina popular por apresentar atividade calmante, analgésica, sedativa e ansiolítica, entre outras. E sua eficácia foi comprovada como anestésico em peixes. Este trabalho teve como objetivo estudar o efeito anestésico do óleo essencial de Lippia alba (quimiotipo citral) por aspersão branquial em juvenis de pirarucu (Arapaima spp.). O pirarucu é um peixe de respiração aérea obrigatória, por esse motivo o método mais seguro de anestesia nesta espécie é por aspersão branquial. Foram realizados dois experimentos: Experimento 1- para definição das concentrações anestésicas, e verificação dos tempos de indução e recuperação. Experimento 2 - para anestesia e coleta de sangue para análise de glicose, lactato, amônia e íons plasmáticos (Na+, K+ e Cl-) e pH sanguíneo. No experimento 1, foram utilizados 15 pirarucus juvenis (9,2 ± 0,9 kg e 103 ± 1,7 cm). Foram testadas três concentrações do óleo essencial de Lippia alba (OELa) 100, 200 e 300 mg.L-1. Os peixes foram individualmente anestesiados. A aspersão foi feita com um aspersor manual de jardim e observado o tempo de indução a anestesia e o tempo de recuperação (em segundos). Em seguida foi feito a biometria, após os animais foram recuperados, (lavagem das brânquias com água limpa), registrando-se o tempo, até a visualização de movimentos e de tomada de ar voluntária. Após anestesia e recuperação, os peixes foram transferidos para o viveiro de terra e observados por 30 dias. Para o experimento 2, os pirarucus foram divididos em quatro grupos: basal, controle (água), OELa 100mg L-1 e OELa 300mg L-1. Após o procedimento de anestesia foi feito a coleta de sangue. Os resultados obtidos mostraram que o OELa é uma alternativa como anestésico para juvenis de pirarucu por aspersão branquial nas concentrações de 100 a 300 mg L-1, pois ocorreu indução em cerca de 21 segundos e o tempo de recuperação não ultrapassou 3 minutos. Foi verificado que o OELa, nas concentrações de 100 mg L-1 e 300 mg L-1 impediu a elevação da glicose e lactato, além de não causar desequilíbrio iônico plasmático. Portanto, recomenda-se o uso do óleo essencial de Lippia alba como anestésico, pelo método de aspersão branquial no manejo de juvenis de pirarucu em até dois minutos, nas concentrações de 100 e 300 mg L-1. Os parâmetros sanguíneos avaliados em juvenis de Arapaima spp., anestesiados com OELa indicam que este óleo possui potencial como redutor de estresse. Pois diminuiu a concentração de lactato, e não alterou o balanço iônico de Na+, K+ e Cl- plasmático. Além disso, sugere-se outros estudos quanto ao monitoramento dos níveis de cortisol e avaliação histológica branquial após aspersão do OELa. Isto se faz necessário para melhor evidenciar o efeito deste óleo como redutor de estresse e a segurança de seu uso para as brânquias após a aspersão em juvenis e adultos de pirarucu.
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  • DEISE JULIANE DOS ANJOS DE SOUSA
  • ICTIOFAUNA DO RIO CUPARI, BAIXO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/05/2016
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  • O rio Cupari é o principal afluente da margem direita do baixo rio Tapajós, onde estão previstas implantações de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Este trabalho objetivou investigar fatores ambientais que influenciam na estruturação de assembleias de peixes no rio Cupari e analisar a eficiência de dois métodos de amostragens de peixes. As amostragens de peixes e variáveis ambientais foram realizadas em 11 pontos amostrais, nos meses de dezembro de 2014 (águas baixas) e maio de 2015 (águas altas), utilizando redes de espera e de arrasto de tração manual. Foram coletados 3.273 indivíduos, representantes de 144 espécies, distribuídas em 80 gêneros, 34 famílias e nove ordens. As espécies mais abundantes foram Moenkhausia aff. ceros, Rhinopetitia potamorhachia e Knodus sp. 1. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa na composição de espécies entre os períodos amostrados. A abundância esteve correlacionada positivamente com a temperatura. A riqueza e a diversidade estiveram correlacionadas positivamente com o oxigênio dissolvido. A dominância esteve correlacionada negativamente com o oxigênio dissolvido. A distância dos pontos de amostragem para a foz do rio Cupari e altitude não influenciaram significativamente nos valores dos descritores ecológicos. Três espécies foram reconhecidas como novas e foram registradas duas ameaçadas de extinção. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na composição, riqueza e abundância de espécies capturadas pelas diferentes metodologias utilizadas. Os resultados apresentados são de relevância para a conservação e permitem a proposição de medidas de gerenciamento dos recursos ictiofaunístico no rio Cupari.

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  • DEISE JULIANE DOS ANJOS DE SOUSA
  • ICTIOFAUNA DO RIO CUPARI, BAIXO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 31/05/2016
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  • O rio Cupari é o principal afluente da margem direita do baixo rio Tapajós, onde estão previstas implantações de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Este trabalho objetivou investigar fatores ambientais que influenciam na estruturação de assembleias de peixes no rio Cupari e analisar a eficiência de dois métodos de amostragens de peixes. As amostragens de peixes e variáveis ambientais foram realizadas em 11 pontos amostrais, nos meses de dezembro de 2014 (águas baixas) e maio de 2015 (águas altas), utilizando redes de espera e de arrasto de tração manual. Foram coletados 3.273 indivíduos, representantes de 144 espécies, distribuídas em 80 gêneros, 34 famílias e nove ordens. As espécies mais abundantes foram Moenkhausia aff. ceros, Rhinopetitia potamorhachia e Knodus sp. 1. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa na composição de espécies entre os períodos amostrados. A abundância esteve correlacionada positivamente com a temperatura. A riqueza e a diversidade estiveram correlacionadas positivamente com o oxigênio dissolvido. A dominância esteve correlacionada negativamente com o oxigênio dissolvido. A distância dos pontos de amostragem para a foz do rio Cupari e altitude não influenciaram significativamente nos valores dos descritores ecológicos. Três espécies foram reconhecidas como novas e foram registradas duas ameaçadas de extinção. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na composição, riqueza e abundância de espécies capturadas pelas diferentes metodologias utilizadas. Os resultados apresentados são de relevância para a conservação e permitem a proposição de medidas de gerenciamento dos recursos ictiofaunístico no rio Cupari.

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  • ANA CLARA MARTINS SOUSA
  • “Estrutura trófica de insetos aquáticos de igarapés amazônicos baseada em isótopos estáveis”.
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 24/06/2016
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  • A caracterização das relações alimentares contribui para o entendimento da dinâmica das comunidades ecológicas nos ecossistemas. Nesse sentido, macroinvertebrados são importante elo da cadeia trófica aquática, participando na decomposição de matéria orgânica de origem alóctone que sustenta igarapés de pequena ordem. Macroinvertebrados podem ser classificados em grupos funcionais alimentares: fragmentadores, coletores-apanhadores ou filtradores, raspadores e predadores. Essa classificação, em geral, é baseada na forma de aquisição alimentar e comportamental. Embora útil e amplamente divulgada, a classificação em grupos funcionais tróficos ou de alimentação tem sido questionada, essencialmente em seu uso nas regiões tropicais, onde a maior parte dos macroinvertebrados seriam onívoros, indicando a necessidade de estudos do conteúdo estomacal e/ou isotópicos para confirmar os níveis tróficos desses organismos. A abordagem dos isótopos estáveis tem permitido investigar a estrutura trófica em teias alimentares com o isótopo de δ¹⁵N e determinar a fonte alimentar das vias de ciclagem de nutrientes em ecossistemas terrestres e aquáticos utilizando o δ¹³C. Assim, o principal objetivo do presente estudo foi categorizar os gêneros de macroinvertebrados ocorrentes em igarapés amazônicos em grupos funcionais tróficos adequados à região e, determinar o principal contribuinte de energia para esses organismos. A pesquisa realizou-se em 15 igarapés da APA Alter do Chão e entorno, no município de Santarém-PA. Foram coletados 3.150 indivíduos nos 15 igarapés amostrados, sendo 1.459 coletados no período menos chuvoso e 1.691 no período chuvoso, distribuídos no total em 65 táxons. A análise isotópica foi realizada com 37 táxons (57%) mais representativos somando 2.895, (92.57%) do total de indivíduos coletados. No período menos chuvoso ocorreram quatro grupos funcionais tróficos (herbívoro, detritívoro, onívoro e carnívoro), enquanto para o período chuvoso ocorreram três grupos (herbívoro, detritívoro, onívoro), com destaque para a ocorrência de herbívoros no período chuvoso. A maioria dos táxons coletados apresentaram assinatura isotópica diferente entre os dois períodos sazonais, mudando de grupo funcional indicando plasticidade alimentar. Somente oito táxons confirmaram parcialmente a classificação estabelecida pela literatura para grupos funcionais tróficos baseadas em peças bocais e comportamentais. De modo que, a classificação trófica utilizada atualmente baseada em estudos em áreas temperadas apresentou divergência em grande parte com os resultados baseados em isótopos estáveis aqui dispostos. Somente para o substrato raiz foi relacionada a assinatura isotópica dos macroinvertebrados, deste modo, outras fontes alimentares estão sendo assimiladas pelos grupos tróficos, como bactérias. Os grupos tróficos foram relacionados às variáveis abióticas como temperatura, oxigênio dissolvido e pH da água, sendo essas variáveis importantes para estruturação da comunidade de macroinvertebrado, mais importante talvez do que a fonte alimentar.
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  • ANA CLARA MARTINS SOUSA
  • “Estrutura trófica de insetos aquáticos de igarapés amazônicos baseada em isótopos estáveis”.
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 24/06/2016
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  • A caracterização das relações alimentares contribui para o entendimento da dinâmica das comunidades ecológicas nos ecossistemas. Nesse sentido, macroinvertebrados são importante elo da cadeia trófica aquática, participando na decomposição de matéria orgânica de origem alóctone que sustenta igarapés de pequena ordem. Macroinvertebrados podem ser classificados em grupos funcionais alimentares: fragmentadores, coletores-apanhadores ou filtradores, raspadores e predadores. Essa classificação, em geral, é baseada na forma de aquisição alimentar e comportamental. Embora útil e amplamente divulgada, a classificação em grupos funcionais tróficos ou de alimentação tem sido questionada, essencialmente em seu uso nas regiões tropicais, onde a maior parte dos macroinvertebrados seriam onívoros, indicando a necessidade de estudos do conteúdo estomacal e/ou isotópicos para confirmar os níveis tróficos desses organismos. A abordagem dos isótopos estáveis tem permitido investigar a estrutura trófica em teias alimentares com o isótopo de δ¹⁵N e determinar a fonte alimentar das vias de ciclagem de nutrientes em ecossistemas terrestres e aquáticos utilizando o δ¹³C. Assim, o principal objetivo do presente estudo foi categorizar os gêneros de macroinvertebrados ocorrentes em igarapés amazônicos em grupos funcionais tróficos adequados à região e, determinar o principal contribuinte de energia para esses organismos. A pesquisa realizou-se em 15 igarapés da APA Alter do Chão e entorno, no município de Santarém-PA. Foram coletados 3.150 indivíduos nos 15 igarapés amostrados, sendo 1.459 coletados no período menos chuvoso e 1.691 no período chuvoso, distribuídos no total em 65 táxons. A análise isotópica foi realizada com 37 táxons (57%) mais representativos somando 2.895, (92.57%) do total de indivíduos coletados. No período menos chuvoso ocorreram quatro grupos funcionais tróficos (herbívoro, detritívoro, onívoro e carnívoro), enquanto para o período chuvoso ocorreram três grupos (herbívoro, detritívoro, onívoro), com destaque para a ocorrência de herbívoros no período chuvoso. A maioria dos táxons coletados apresentaram assinatura isotópica diferente entre os dois períodos sazonais, mudando de grupo funcional indicando plasticidade alimentar. Somente oito táxons confirmaram parcialmente a classificação estabelecida pela literatura para grupos funcionais tróficos baseadas em peças bocais e comportamentais. De modo que, a classificação trófica utilizada atualmente baseada em estudos em áreas temperadas apresentou divergência em grande parte com os resultados baseados em isótopos estáveis aqui dispostos. Somente para o substrato raiz foi relacionada a assinatura isotópica dos macroinvertebrados, deste modo, outras fontes alimentares estão sendo assimiladas pelos grupos tróficos, como bactérias. Os grupos tróficos foram relacionados às variáveis abióticas como temperatura, oxigênio dissolvido e pH da água, sendo essas variáveis importantes para estruturação da comunidade de macroinvertebrado, mais importante talvez do que a fonte alimentar.
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  • WALDILENE SILVA DE SENA
  • “FAUNA DE ODONATA (ADULTOS) E O GRAU DE INTEGRIDADE DOS SISTEMAS LÓTICOS DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) ALTER DO CHÃO E ENTORNO, SANTARÉM – PARÁ”
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 24/06/2016
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  • As características físicas do habitat podem predizer categoria de conservação dos ecossistemas aquáticos, interferindo na estrutura das comunidades. Neste contexto, nosso objetivo foi inventariar a fauna de Odonata adultos, relacionando sua riqueza e composição com o grau de integridade de habitat e variáveis abióticas de 15 igarapés na Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão e entorno, no município de Santarém, estado do Pará. Para isso, coletas de Odonata foram realizadas em cada igarapé com auxílio de uma rede entomológica entre 10 e 14 h, nos meses de outubro a dezembro de 2014 (período menos chuvoso na região), juntamente com a coleta de dados referentes ao Índice de Integridade do Habitat (IIH) e variáveis abióticas dos igarapés (condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH, temperatura, largura, profundidade e vazão), estas últimas coletadas com equipamentos portáteis. Os resultados indicam que ~50% dos igarapés amostrados encontram-se alterados, especialmente por modificações na vegetação (p ex. desmatamento). Foram coletados 536 espécimes de Odonata distribuídos em oito famílias, 21 gêneros e 42 espécies/morfótipos. A subordem Zygoptera foi a mais representativa, contribuindo com 479 espécimes, tendo a espécie Phasmoneura exígua como mais abundante. Entre os Anisoptera, a espécie Argyrothemis argentea se destacou como mais abundante. A composição da fauna de Odonata diferiu significativamente entre igarapés preservados e alterados considerando Odonata, assim como a subordem Zygoptera separadamente. Já Anisoptera não apresentou diferença significativa entre igarapés preservados e alterados. Também não houve diferença significativa na riqueza de Odonata ou suas subordens entre igarapés preservados e alterados, mas três espécies se mostraram indicadoras da qualidade ambiental, Phasmoneura exígua e Argia sp. 4 para ambientes preservados e Epipleoneura cappiliformis para ambientes alterados. Mesmo considerando-se a área como uma APA, diante dos resultados, considera-se essencial o monitoramento constante desses ecossistemas, incluindo o uso do IIH e das espécies de Odonata apontadas como indicadoras da qualidade ambiental.
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  • WALDILENE SILVA DE SENA
  • “FAUNA DE ODONATA (ADULTOS) E O GRAU DE INTEGRIDADE DOS SISTEMAS LÓTICOS DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) ALTER DO CHÃO E ENTORNO, SANTARÉM – PARÁ”
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 24/06/2016
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  • As características físicas do habitat podem predizer categoria de conservação dos ecossistemas aquáticos, interferindo na estrutura das comunidades. Neste contexto, nosso objetivo foi inventariar a fauna de Odonata adultos, relacionando sua riqueza e composição com o grau de integridade de habitat e variáveis abióticas de 15 igarapés na Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão e entorno, no município de Santarém, estado do Pará. Para isso, coletas de Odonata foram realizadas em cada igarapé com auxílio de uma rede entomológica entre 10 e 14 h, nos meses de outubro a dezembro de 2014 (período menos chuvoso na região), juntamente com a coleta de dados referentes ao Índice de Integridade do Habitat (IIH) e variáveis abióticas dos igarapés (condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH, temperatura, largura, profundidade e vazão), estas últimas coletadas com equipamentos portáteis. Os resultados indicam que ~50% dos igarapés amostrados encontram-se alterados, especialmente por modificações na vegetação (p ex. desmatamento). Foram coletados 536 espécimes de Odonata distribuídos em oito famílias, 21 gêneros e 42 espécies/morfótipos. A subordem Zygoptera foi a mais representativa, contribuindo com 479 espécimes, tendo a espécie Phasmoneura exígua como mais abundante. Entre os Anisoptera, a espécie Argyrothemis argentea se destacou como mais abundante. A composição da fauna de Odonata diferiu significativamente entre igarapés preservados e alterados considerando Odonata, assim como a subordem Zygoptera separadamente. Já Anisoptera não apresentou diferença significativa entre igarapés preservados e alterados. Também não houve diferença significativa na riqueza de Odonata ou suas subordens entre igarapés preservados e alterados, mas três espécies se mostraram indicadoras da qualidade ambiental, Phasmoneura exígua e Argia sp. 4 para ambientes preservados e Epipleoneura cappiliformis para ambientes alterados. Mesmo considerando-se a área como uma APA, diante dos resultados, considera-se essencial o monitoramento constante desses ecossistemas, incluindo o uso do IIH e das espécies de Odonata apontadas como indicadoras da qualidade ambiental.
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  • ZELVA CRISTINA AMAZONAS PENA CARVALHO
  • AVALIAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DAS TAXAS DE SEDIMENTAÇÃO DE UM LAGO DE ÁGUA CLARA ASSOCIADO AO RIO TAPAJÓS, LAGO DO JUÁ, SANTARÉM-PARÁ-BRASIL
  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 26/07/2016
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  • Os ecossistemas aquáticos têm uma importante relação com os ecossistemas terrestres; a presença da mata ciliar promove a amortização das intensas recipitações de águas da chuva sobre o solo regulando a infiltração, reduzindo o escoamento superficial e consequentemente a erosão dos solos. Quando as florestas no entorno de corpos d’água sofrem algum tipo de degradação isso é refletido sobre os processos hidrológicos, a partir das erosões, aumentando o carreamento de material particulado e as taxas de sedimentação e assoreamento dos corpos d’água. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o estado de assoreamento do lago do Juá localizado à margem esquerda do rio Tapajós, à 9Km do centro da cidade de Santarém, Estado do Pará, mediante estudos da taxa de sedimentação e avaliação da provável procedência do material alóctone, sua relação e influência sobre os parâmetros limnológicos e a biomassa fitoplanctônica, a partir das concentrações de clorofila a. Foram estabelecidos 6 pontos distintos de coleta, considerando sua importância para o estudo. O procedimento analítico avaliou dados de MPS (Material Particulado em Suspenção) utilizando os métodos de coleta com uso de câmaras de sedimentação e amostrador de integração vertical ao longo da coluna d’água. As maiores concentrações de material particulado coletados com amostrador vertical ao longo da coluna d’água foram registradas no mês de novembro de 2015, no ponto P5 (próximo a praia) com concentração de 28,3 mg/L, as elevadas concentrações de material particulado nestas áreas, possivelmente estão relacionadas a ressuspensão do material particulado por ação do vento no interior do lago. As amostras das câmaras de sedimentação revelaram altas taxas de material sedimentado no mês de junho no ponto P1 localizado na margem direita do lago, ponto mais próximo de um dos empreendimentos imobiliários, com 1027,33mg/L influenciado não só pelas concentrações de matéria orgânica produzida pela dinâmica natural do igarapé e igapó, mas também em grande parte pela matéria inorgânica alóctone carreada por intensas precipitações sobre as áreas desmatadas pelos empreendimentos próximos ao lago. Este estudo apresenta uma análise de componentes principais demonstrando a correlação existente entre os dados estudados principalmente sobre as alterações provocadas pela presença de material particulado na coluna d’água, sobre os parâmetros limnológicos, algumas alterações pontuais foram observadas, sendo que a mais evidente ocorreu sobre a temperatura, com níveis mais elevados no período de águas altas. Sobre as concentrações de clorofila a os resultados demonstraram significância entre os pontos e os efeitos de sazonalidade, com concentrações mais elevadas no período de seca no ponto 5 (próximo a praia) com registro máximo de 14,89 μg/L-1, essas concentrações foram comparadas com resultados de trabalhos já realizados no rio Tapajós, demonstrando estar muito abaixo dos valores estimados neste rio. Os dados obtidos demonstram que as altas taxas de sedimento presentes no lago Juá foram encontradas no ponto P1 e no período das águas altas, com consequente aumento da temperatura na coluna d’água. O ponto 1 é o ponto mais próximo da área desmatada por um empreendimento imobiliário, o que indica carreamento de solo desta área para o interior do lago, com consequente assoreamento deste.
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  • ZELVA CRISTINA AMAZONAS PENA CARVALHO
  • AVALIAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DAS TAXAS DE SEDIMENTAÇÃO DE UM LAGO DE ÁGUA CLARA ASSOCIADO AO RIO TAPAJÓS, LAGO DO JUÁ, SANTARÉM-PARÁ-BRASIL
  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 26/07/2016
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  • Os ecossistemas aquáticos têm uma importante relação com os ecossistemas terrestres; a presença da mata ciliar promove a amortização das intensas recipitações de águas da chuva sobre o solo regulando a infiltração, reduzindo o escoamento superficial e consequentemente a erosão dos solos. Quando as florestas no entorno de corpos d’água sofrem algum tipo de degradação isso é refletido sobre os processos hidrológicos, a partir das erosões, aumentando o carreamento de material particulado e as taxas de sedimentação e assoreamento dos corpos d’água. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o estado de assoreamento do lago do Juá localizado à margem esquerda do rio Tapajós, à 9Km do centro da cidade de Santarém, Estado do Pará, mediante estudos da taxa de sedimentação e avaliação da provável procedência do material alóctone, sua relação e influência sobre os parâmetros limnológicos e a biomassa fitoplanctônica, a partir das concentrações de clorofila a. Foram estabelecidos 6 pontos distintos de coleta, considerando sua importância para o estudo. O procedimento analítico avaliou dados de MPS (Material Particulado em Suspenção) utilizando os métodos de coleta com uso de câmaras de sedimentação e amostrador de integração vertical ao longo da coluna d’água. As maiores concentrações de material particulado coletados com amostrador vertical ao longo da coluna d’água foram registradas no mês de novembro de 2015, no ponto P5 (próximo a praia) com concentração de 28,3 mg/L, as elevadas concentrações de material particulado nestas áreas, possivelmente estão relacionadas a ressuspensão do material particulado por ação do vento no interior do lago. As amostras das câmaras de sedimentação revelaram altas taxas de material sedimentado no mês de junho no ponto P1 localizado na margem direita do lago, ponto mais próximo de um dos empreendimentos imobiliários, com 1027,33mg/L influenciado não só pelas concentrações de matéria orgânica produzida pela dinâmica natural do igarapé e igapó, mas também em grande parte pela matéria inorgânica alóctone carreada por intensas precipitações sobre as áreas desmatadas pelos empreendimentos próximos ao lago. Este estudo apresenta uma análise de componentes principais demonstrando a correlação existente entre os dados estudados principalmente sobre as alterações provocadas pela presença de material particulado na coluna d’água, sobre os parâmetros limnológicos, algumas alterações pontuais foram observadas, sendo que a mais evidente ocorreu sobre a temperatura, com níveis mais elevados no período de águas altas. Sobre as concentrações de clorofila a os resultados demonstraram significância entre os pontos e os efeitos de sazonalidade, com concentrações mais elevadas no período de seca no ponto 5 (próximo a praia) com registro máximo de 14,89 μg/L-1, essas concentrações foram comparadas com resultados de trabalhos já realizados no rio Tapajós, demonstrando estar muito abaixo dos valores estimados neste rio. Os dados obtidos demonstram que as altas taxas de sedimento presentes no lago Juá foram encontradas no ponto P1 e no período das águas altas, com consequente aumento da temperatura na coluna d’água. O ponto 1 é o ponto mais próximo da área desmatada por um empreendimento imobiliário, o que indica carreamento de solo desta área para o interior do lago, com consequente assoreamento deste.
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  • KEELY MEIRELES ARAÚJO TORRES
  • ''Relações das Variáveis Físico-Químicas com o Potencial de Floração das Cianobactérias em um Transecto do rio Tapajós, Santarém, Pará, Brasil”.
  • Orientador : LUCINEWTON SILVA DE MOURA
  • Data: 28/07/2016
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  • O rio Tapajós, afluente da margem direita do rio Amazonas margeia a orla fluvial de Santarém/PA, onde são realizados embarque e desembarque de passageiros e mercadorias, comercialização de pescado, atividades de lazer e turismo. Nesse transecto do rio, há também o descarte direto, sem tratamento, de esgotos, disponibilizando um aporte extra de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, essenciais à ocorrência e manutenção das florações de cianobactérias. Essas florações interferem diretamente na qualidade da água, devido produzir compostos tóxicos para homens e animais. O trabalho objetivou relacionar a dinâmica espaço-temporal das florações de cianobactérias no início do período chuvoso, com as variáveis limnológicas do rio Tapajós no trecho que margeia a orla de Santarém/PA. Cinco estações foram selecionadas, onde realizou-se 10 campanhas de coleta de amostras de água integrada, com espaçamento de 48 horas, seguindo os procedimentos adotados, no Guia de Coleta e Preservação de Amostras de Água da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental, da Agencia Nacional das águas (CETESB/ANA, 2011). Utilizando sondas multiparamétricas (YSI Professional Plus) foram mensuradas in loco as variáveis: Temperatura (T), pH, turbidez, Condutividade Elétrica (CE) e Oxigênio Dissolvido (OD). No laboratório de Química Aplicada-UFOPA, foram analisados nitrogênio, fósforo e ferro, conforme Standart Methods (2005), bem como, foi feita a Determinação de Clorofila α pelo método espectofotométrico de Strickland e Parsons (1972). Após, foi gerada a matriz de dados, utilizando o programa Microsoft Excel 2013 e foi feita a Análise de Componentes Principais (ACP ou PCA) pelo programa Canoco versão 4.5. Houve pouca variação de temperatura, com média de 28,9°C. O pH variou entre 5,4-7,5 e a turbidez registrou média de 12,08 NTU, estando de acordo com a resolução CONAMA nº 357/2005, que classifica o rio Tapajós, pertencente à classe 2, por abastecer cidades e ser utilizado na recreação por contato primário. Contudo, a média geral para OD= 1,69 mg/L, foi inferior ao registrado em estudos anteriores de 5,8 mg/L. Sendo um indicador de poluição hídrica. A PCA para dados abióticos e clorofila α resumiu 31% da variabilidade total dos dados nos dois primeiros eixos, com forte correlação entre as variáveis OD%, pH, Clorofila α e NH3, no eixo 1. Foi feita a análise qualitativa e quantitativa do fitoplâncton, com contagem de 103 táxons em 8 classes taxonômicas, sendo que a classe Cyanophyta representa 38%, revelando a dominância das cianobactérias. Vale ressaltar que, as cianobactérias assimilam carbono de forma aeróbia e anaeróbia obtendo vantagens competitivas, no que se refere a aumento da produtividade e dominância, resultando em grandes florações, chamadas de bloom de cianobactérias, nas águas do rio Tapajós.
22
  • KEELY MEIRELES ARAÚJO TORRES
  • ''Relações das Variáveis Físico-Químicas com o Potencial de Floração das Cianobactérias em um Transecto do rio Tapajós, Santarém, Pará, Brasil”.
  • Orientador : LUCINEWTON SILVA DE MOURA
  • Data: 28/07/2016
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  • O rio Tapajós, afluente da margem direita do rio Amazonas margeia a orla fluvial de Santarém/PA, onde são realizados embarque e desembarque de passageiros e mercadorias, comercialização de pescado, atividades de lazer e turismo. Nesse transecto do rio, há também o descarte direto, sem tratamento, de esgotos, disponibilizando um aporte extra de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, essenciais à ocorrência e manutenção das florações de cianobactérias. Essas florações interferem diretamente na qualidade da água, devido produzir compostos tóxicos para homens e animais. O trabalho objetivou relacionar a dinâmica espaço-temporal das florações de cianobactérias no início do período chuvoso, com as variáveis limnológicas do rio Tapajós no trecho que margeia a orla de Santarém/PA. Cinco estações foram selecionadas, onde realizou-se 10 campanhas de coleta de amostras de água integrada, com espaçamento de 48 horas, seguindo os procedimentos adotados, no Guia de Coleta e Preservação de Amostras de Água da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental, da Agencia Nacional das águas (CETESB/ANA, 2011). Utilizando sondas multiparamétricas (YSI Professional Plus) foram mensuradas in loco as variáveis: Temperatura (T), pH, turbidez, Condutividade Elétrica (CE) e Oxigênio Dissolvido (OD). No laboratório de Química Aplicada-UFOPA, foram analisados nitrogênio, fósforo e ferro, conforme Standart Methods (2005), bem como, foi feita a Determinação de Clorofila α pelo método espectofotométrico de Strickland e Parsons (1972). Após, foi gerada a matriz de dados, utilizando o programa Microsoft Excel 2013 e foi feita a Análise de Componentes Principais (ACP ou PCA) pelo programa Canoco versão 4.5. Houve pouca variação de temperatura, com média de 28,9°C. O pH variou entre 5,4-7,5 e a turbidez registrou média de 12,08 NTU, estando de acordo com a resolução CONAMA nº 357/2005, que classifica o rio Tapajós, pertencente à classe 2, por abastecer cidades e ser utilizado na recreação por contato primário. Contudo, a média geral para OD= 1,69 mg/L, foi inferior ao registrado em estudos anteriores de 5,8 mg/L. Sendo um indicador de poluição hídrica. A PCA para dados abióticos e clorofila α resumiu 31% da variabilidade total dos dados nos dois primeiros eixos, com forte correlação entre as variáveis OD%, pH, Clorofila α e NH3, no eixo 1. Foi feita a análise qualitativa e quantitativa do fitoplâncton, com contagem de 103 táxons em 8 classes taxonômicas, sendo que a classe Cyanophyta representa 38%, revelando a dominância das cianobactérias. Vale ressaltar que, as cianobactérias assimilam carbono de forma aeróbia e anaeróbia obtendo vantagens competitivas, no que se refere a aumento da produtividade e dominância, resultando em grandes florações, chamadas de bloom de cianobactérias, nas águas do rio Tapajós.
2015
Dissertações
1
  • JEAN LOUCHARD FERREIRA SOARES
  • "Biomonitoramento de Hg Total em peixes da Bacia do rio Negro, Amazonas - Brasil"
  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 26/03/2015
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  • Com aproximadamente 1.700 Km de extensão, o rio Negro é um dos maiores afluentes da bacia amazônica, que possui águas pretas, ácidas e com baixa condutividade elétrica e seus solos são ricos em mercúrio, o pescado é a principal fonte nutricional para as populações que vivem em seu entorno. Neste sentido, observando que os peixes são utilizados em diversos trabalhos de monitoramento ambiental, em especial quando relacionados à contaminação aquática, por serem bons biomonitores, este trabalho investigou a bioacumulação de Hg total (HgT) em diferentes espécies de peixes. As coletas foram realizadas em período de águas altas e baixas em dois trechos do rio, um a montante e outro a jusante, na bacia do rio Negro, avaliando qual(is) melhor reflete(em) a bioacumulação, relacionando os teores de HgT com os parâmetros limnológicos, e investigando se as concentrações estão de acordo com os limites estipulados pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO e pela Organização Mundial da Saúde – OMS. Em cada ponto de amostragem foram realizadas as coletas dos espécimes e as medidas dos dados limnológicos. Posteriormente, os peixes foram identificados, medidos e pesados. Em seguida foram retiradas amostras de músculo que foram submetidas à digestão ácida e analisadas por Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio - CVAFS. Para análise dos dados foi utilizada a correlação de Pearson, análise de variância e regressão linear simples. Um total de 481 espécimes distribuídos em 60 espécies demonstraram haver variação na concentração de Hg total entre espécies com hábitos alimentares diferentes. As espécies predadoras apresentaram as maiores concentrações de Hg total que as espécies não predadoras. Destas, as espécies Ageneiosus spp., Ageneiosus ucayalensis, Pinirampus pirinampu apresentaram valores de Hg total acima do limite aceito para consumo humano, todas predadoras (Limite de 1,000 mg.kg-1). As espécies não predadoras (Limite de 0,500 mg.kg-1) não apresentaram valores de Hg total em músculo acima do limite aceito para consumo humano. Duas espécies apresentaram valores discrepantes do esperado, são elas: (Hypophthalmus spp., planctivora) com elevadas concentrações de Hg total, acima de 0,500 mg.kg-1 e (Pristobrycon striolatus, Herbívora) com baixas concentrações de Hg total, abaixo de 0,200 mg.kg-1. As espécies com potencial de bioacumulação foram Cichla spp. e Hoplias malabaricus, mas apenas Cichla spp. apresentou correlação entre Hg total e os parâmetros limnológicos. Estas espécies demonstraram que há um possível aumento dos níveis de Hg na localidade a jusante em períodos de águas baixas que provavelmente tenha ocorrido devido à interferência de um ou mais tributários ou pela maior área de inundação presente na região a jusante. Os parâmetros limnológicos apresentaram variação entre o período de águas altas e águas baixas e entre diferentes regiões.
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  • JEAN LOUCHARD FERREIRA SOARES
  • "Biomonitoramento de Hg Total em peixes da Bacia do rio Negro, Amazonas - Brasil"
  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 26/03/2015
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  • Com aproximadamente 1.700 Km de extensão, o rio Negro é um dos maiores afluentes da bacia amazônica, que possui águas pretas, ácidas e com baixa condutividade elétrica e seus solos são ricos em mercúrio, o pescado é a principal fonte nutricional para as populações que vivem em seu entorno. Neste sentido, observando que os peixes são utilizados em diversos trabalhos de monitoramento ambiental, em especial quando relacionados à contaminação aquática, por serem bons biomonitores, este trabalho investigou a bioacumulação de Hg total (HgT) em diferentes espécies de peixes. As coletas foram realizadas em período de águas altas e baixas em dois trechos do rio, um a montante e outro a jusante, na bacia do rio Negro, avaliando qual(is) melhor reflete(em) a bioacumulação, relacionando os teores de HgT com os parâmetros limnológicos, e investigando se as concentrações estão de acordo com os limites estipulados pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO e pela Organização Mundial da Saúde – OMS. Em cada ponto de amostragem foram realizadas as coletas dos espécimes e as medidas dos dados limnológicos. Posteriormente, os peixes foram identificados, medidos e pesados. Em seguida foram retiradas amostras de músculo que foram submetidas à digestão ácida e analisadas por Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio - CVAFS. Para análise dos dados foi utilizada a correlação de Pearson, análise de variância e regressão linear simples. Um total de 481 espécimes distribuídos em 60 espécies demonstraram haver variação na concentração de Hg total entre espécies com hábitos alimentares diferentes. As espécies predadoras apresentaram as maiores concentrações de Hg total que as espécies não predadoras. Destas, as espécies Ageneiosus spp., Ageneiosus ucayalensis, Pinirampus pirinampu apresentaram valores de Hg total acima do limite aceito para consumo humano, todas predadoras (Limite de 1,000 mg.kg-1). As espécies não predadoras (Limite de 0,500 mg.kg-1) não apresentaram valores de Hg total em músculo acima do limite aceito para consumo humano. Duas espécies apresentaram valores discrepantes do esperado, são elas: (Hypophthalmus spp., planctivora) com elevadas concentrações de Hg total, acima de 0,500 mg.kg-1 e (Pristobrycon striolatus, Herbívora) com baixas concentrações de Hg total, abaixo de 0,200 mg.kg-1. As espécies com potencial de bioacumulação foram Cichla spp. e Hoplias malabaricus, mas apenas Cichla spp. apresentou correlação entre Hg total e os parâmetros limnológicos. Estas espécies demonstraram que há um possível aumento dos níveis de Hg na localidade a jusante em períodos de águas baixas que provavelmente tenha ocorrido devido à interferência de um ou mais tributários ou pela maior área de inundação presente na região a jusante. Os parâmetros limnológicos apresentaram variação entre o período de águas altas e águas baixas e entre diferentes regiões.
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  • GIULIANNE SAMPAIO FERREIRA
  • “Riqueza, abundância e uso do hábitat de aves da família Ardeidae ao longo de um ciclo sazonal em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, Santarém, Pará”
  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 30/03/2015
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  • A Amazônia possui a avifauna mais rica em espécies do planeta. Contribui para isso a heterogeneidade ambiental que se reflete na diversidade de ecossistemas terrestres e aquáticos desse bioma. Os ambientes aquáticos ocupam cerca de 6 a 8% do bioma Amazonia, sendo os mais representativos as várzeas. Este ecossistema é periodicamente inundado e apresenta quatro fases distintas ao longo de um ciclo zasonal: vazante, seca, enchente e cheia. Muitas aves que usam esses ecossistemas têm o seu ciclo de vida influenciado pela variação do nível da água. Dentre estas aves estão os Ardeidae. Na região do baixo rio Amazonas próximo à cidade de Santarém foram registradas até o momento 14 espécies dessa família. No presente estudo, buscou-se conhecer a riqueza de espécies e a abundância de indivíduos de Ardeidae em lagos de várzea dessa região ao longo de um ciclo sazonal. Também investigou-se os microhábitats utilizados e a influência de fatores físico-químicos sobre os Ardeidae. O estudo foi desenvolvido em 10 lagos de várzea no município de Santarém, Oeste do Pará. Em cada lago foram realizadas duas amostragens de 50 minutos de duração em cada fase do ciclo sazonal. Realizou-se 3.280 registros de 11 espécies ao longo do ciclo sazonal. Oito delas foram registrados em todas as fases do ciclo sazonal. Por outro lado, Cochlearius cochlearius, Ixobrychus exilis e Pilherodius pileatus foram registrados apenas em uma ou duas fases do ciclo. Considerando toda a família, nas fases seca e vazante foram evidenciada a maior e menor abundância média de indivíduos, respectivamente. Apenas três espécies, Butorides striata, Egretta thula e Egretta caerulea, apresentaram diferença na abundância entre as fases do ciclo, sendo ambas mais abundantes na fase da seca. O microhábitat mais utilizado pela maioria das espécies foi macrófita aquática em todas as fases do ciclo sazonal, sendo esse, aparentemente, o microhábitat preferido pela família na região de estudo. Apenas Egretta caerulea e Nycticorax nycticorax apresentaram preferências por vegetação arbustiva e arbórea, respectivamente. A abundância de Ardea alba, Butorides striata, Egretta thula e Tigrisoma lineatum foi positivamente correlacionada com a transparência da água na fase da vazante. Ainda nessa fase, a abundância de Ardea alba, Butorides striata e Tigrisoma lineatum apresentaram correlação negativa com a turbidez e Bubulcus ibis apresentou correlação positiva com a profundidade. Na fase da seca, Ardea alba e Egretta thula apresentaram correlação positiva com a profundidade, Ardea cocoi apresentou correlação positiva com oxigênio dissolvido e Egretta caerulea apresentou correlação positiva com a turbidez. O presente estudo demonstrou que as várzeas do baixo Rio Amazonas possuem uma elevada riqueza de espécies de Ardeidae quando comparada com outros estudos em ambientes aquáticos. E os resultados encontrados nesse estudo corroboram alguns estudos abordando o uso do hábitat e das variáveis limnológicas, contudo diferem de outros estudos. Isso sugere que as espécies dessa família podem variar quanto ao uso do hábitat e dos parâmetros físico-químicos dependendo da região. O presente estudo demonstra a importância de se traçar estratégias de conservação para as várzeas do baixo Rio Amazonas, visto que esses ecossistemas abrigam elevada riqueza de espécies de Ardeidae ao longo do ano todo e pouco se sabe de como essas espécies utilizam esses ambientes nas diferentes fases do ciclo sazonal. Cabe ainda ressaltar que as várzeas por possuírem elevada produtividade biológica são bastante atrativas para atividades antrópicas, como agricultora e principalmente pecuária.
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  • GIULIANNE SAMPAIO FERREIRA
  • “Riqueza, abundância e uso do hábitat de aves da família Ardeidae ao longo de um ciclo sazonal em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, Santarém, Pará”
  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 30/03/2015
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  • A Amazônia possui a avifauna mais rica em espécies do planeta. Contribui para isso a heterogeneidade ambiental que se reflete na diversidade de ecossistemas terrestres e aquáticos desse bioma. Os ambientes aquáticos ocupam cerca de 6 a 8% do bioma Amazonia, sendo os mais representativos as várzeas. Este ecossistema é periodicamente inundado e apresenta quatro fases distintas ao longo de um ciclo zasonal: vazante, seca, enchente e cheia. Muitas aves que usam esses ecossistemas têm o seu ciclo de vida influenciado pela variação do nível da água. Dentre estas aves estão os Ardeidae. Na região do baixo rio Amazonas próximo à cidade de Santarém foram registradas até o momento 14 espécies dessa família. No presente estudo, buscou-se conhecer a riqueza de espécies e a abundância de indivíduos de Ardeidae em lagos de várzea dessa região ao longo de um ciclo sazonal. Também investigou-se os microhábitats utilizados e a influência de fatores físico-químicos sobre os Ardeidae. O estudo foi desenvolvido em 10 lagos de várzea no município de Santarém, Oeste do Pará. Em cada lago foram realizadas duas amostragens de 50 minutos de duração em cada fase do ciclo sazonal. Realizou-se 3.280 registros de 11 espécies ao longo do ciclo sazonal. Oito delas foram registrados em todas as fases do ciclo sazonal. Por outro lado, Cochlearius cochlearius, Ixobrychus exilis e Pilherodius pileatus foram registrados apenas em uma ou duas fases do ciclo. Considerando toda a família, nas fases seca e vazante foram evidenciada a maior e menor abundância média de indivíduos, respectivamente. Apenas três espécies, Butorides striata, Egretta thula e Egretta caerulea, apresentaram diferença na abundância entre as fases do ciclo, sendo ambas mais abundantes na fase da seca. O microhábitat mais utilizado pela maioria das espécies foi macrófita aquática em todas as fases do ciclo sazonal, sendo esse, aparentemente, o microhábitat preferido pela família na região de estudo. Apenas Egretta caerulea e Nycticorax nycticorax apresentaram preferências por vegetação arbustiva e arbórea, respectivamente. A abundância de Ardea alba, Butorides striata, Egretta thula e Tigrisoma lineatum foi positivamente correlacionada com a transparência da água na fase da vazante. Ainda nessa fase, a abundância de Ardea alba, Butorides striata e Tigrisoma lineatum apresentaram correlação negativa com a turbidez e Bubulcus ibis apresentou correlação positiva com a profundidade. Na fase da seca, Ardea alba e Egretta thula apresentaram correlação positiva com a profundidade, Ardea cocoi apresentou correlação positiva com oxigênio dissolvido e Egretta caerulea apresentou correlação positiva com a turbidez. O presente estudo demonstrou que as várzeas do baixo Rio Amazonas possuem uma elevada riqueza de espécies de Ardeidae quando comparada com outros estudos em ambientes aquáticos. E os resultados encontrados nesse estudo corroboram alguns estudos abordando o uso do hábitat e das variáveis limnológicas, contudo diferem de outros estudos. Isso sugere que as espécies dessa família podem variar quanto ao uso do hábitat e dos parâmetros físico-químicos dependendo da região. O presente estudo demonstra a importância de se traçar estratégias de conservação para as várzeas do baixo Rio Amazonas, visto que esses ecossistemas abrigam elevada riqueza de espécies de Ardeidae ao longo do ano todo e pouco se sabe de como essas espécies utilizam esses ambientes nas diferentes fases do ciclo sazonal. Cabe ainda ressaltar que as várzeas por possuírem elevada produtividade biológica são bastante atrativas para atividades antrópicas, como agricultora e principalmente pecuária.
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  • JÉSSICA DA SILVA AZEVEDO
  • “Gomphonemataceae (Bacillariophyta) perifíticas do rio e reservatório de Curuá-una (Santarém, Amazônia, Brasil)”
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 10/04/2015
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  • Nos estudos da comunidade perifítica, maior relevância tem sido dada à assembléia algal. As diatomáceas (Bacillariophyta) constituem um dos grupos mais abundantes dentre as algas perifíticas, sendo numerosas tanto em indivíduos quanto em espécies. Entre as diatomáceas, uma importante família presente no perifiton é a Gomphonemataceae Kutz (Bacillariophyceae). Este trabalho teve como objetivo determinar a riqueza de espécies, identificar, descrever e ilustrar as espécies da família Gomphonemataceae, bem como verificar a frequência de ocorrência. As coletas foram realizadas nos meses de Novembro/2011 e Julho/2013 em seis estações amostrais distribuídas na região litorânea ao longo do rio e reservatório de Curuá-una. Para a análise morfológica e morfométrica das diatomáceas as amostras foram oxidadas e preparadas em lâminas permanentes. Foi realizado microscopia eletrônica de varredura para análise da ultra-estrutura de algumas espécies, e como resultado foram registrados 14 táxons, sendo todos do gênero Gomphonema. Este gênero geralmente é bem representativo em termos de riqueza e abundância na flora algal perifítica, sobretudo por secretar mucilagem pelo campo de poros, o que permite facilidade de aderência aos substratos. Com base na frequência de ocorrência, em ambos os períodos estudados, foi observado que a maioria das espécies foram enquadradas na categoria Pouco Frequentes. As espécies de maior ocorrência em todas as estações de coleta foram: Gomphonema gracile Ehrenberg, G. parvulum var. lagenula (Kützing) e Gomphonema subtile var. malayensis Hustedt. Neste trabalho dez espécies espécies foram citadas pela primeira vez no Estado do Pará e dois táxons não foram identificados a nível específico podendo vir a constituir novos táxons para a ciência.
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  • JÉSSICA DA SILVA AZEVEDO
  • “Gomphonemataceae (Bacillariophyta) perifíticas do rio e reservatório de Curuá-una (Santarém, Amazônia, Brasil)”
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 10/04/2015
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  • Nos estudos da comunidade perifítica, maior relevância tem sido dada à assembléia algal. As diatomáceas (Bacillariophyta) constituem um dos grupos mais abundantes dentre as algas perifíticas, sendo numerosas tanto em indivíduos quanto em espécies. Entre as diatomáceas, uma importante família presente no perifiton é a Gomphonemataceae Kutz (Bacillariophyceae). Este trabalho teve como objetivo determinar a riqueza de espécies, identificar, descrever e ilustrar as espécies da família Gomphonemataceae, bem como verificar a frequência de ocorrência. As coletas foram realizadas nos meses de Novembro/2011 e Julho/2013 em seis estações amostrais distribuídas na região litorânea ao longo do rio e reservatório de Curuá-una. Para a análise morfológica e morfométrica das diatomáceas as amostras foram oxidadas e preparadas em lâminas permanentes. Foi realizado microscopia eletrônica de varredura para análise da ultra-estrutura de algumas espécies, e como resultado foram registrados 14 táxons, sendo todos do gênero Gomphonema. Este gênero geralmente é bem representativo em termos de riqueza e abundância na flora algal perifítica, sobretudo por secretar mucilagem pelo campo de poros, o que permite facilidade de aderência aos substratos. Com base na frequência de ocorrência, em ambos os períodos estudados, foi observado que a maioria das espécies foram enquadradas na categoria Pouco Frequentes. As espécies de maior ocorrência em todas as estações de coleta foram: Gomphonema gracile Ehrenberg, G. parvulum var. lagenula (Kützing) e Gomphonema subtile var. malayensis Hustedt. Neste trabalho dez espécies espécies foram citadas pela primeira vez no Estado do Pará e dois táxons não foram identificados a nível específico podendo vir a constituir novos táxons para a ciência.
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  • ANA CELY DE SOUSA COELHO
  • “Indicadores do Consumo de Pescado no município de Santarém-PA como ferramenta de apoio à Gestão dos Recursos Pesqueiros”.
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 22/04/2015
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  • O estudo do consumo de pescado em Santarém foi realizado com base em um conjunto de indicadores que caracterizam a aquisição e o consumo de pescado pelo consumidor Santareno, estratificados por categorias de renda. O estudo foi realizado em uma sub-amostra de consumidores de pescado através da aplicação de questionários durante um ano (2013-2014) nos Mercado Modelo, Mercadão 2000 e Mercado do Peixe. Entre as informações coletadas e estudas por categoria de renda dos consumidores, constam: renda familiar, número de pessoas na família, a espécie e quantidade de peixe adquirido, o preço do peixe, os motivadores e a frequência do consumo de pescado. Foram entrevistados 923 consumidores de pescado, dos quais 90,14 % se enquadram na faixa de renda de menor poder aquisitivo (D e E). Esse grupo de consumidores direcionam sua demanda sobre um maior número de espécies, principalmente as de valor comercial abaixo de R$ 10,00 e geralmente r-estrategistas, enquanto os consumidores das categorias A, B e C são mais seletivos, direcionando sua demanda para espécies mais nobres ou de sua preferência. Os consumidores identificaram como principais motivadores que avaliam para a aquisição e consumo de pescado o benefício a saúde, a qualidade, a espécie desejada, os níveis de oferta e o preço. Os consumidores de menor poder aquisitivo (D e E) tem consumo per capita inferior (80g/dia) as demais categorias (100g/dia), em função da limitação do poder de compra, entretanto, desejam níveis de consumo de 130g/dia. Com base no número de pessoas por categoria de renda e o respectivo consumo per capita, foi estimado que a demanda atual de pescado do Santareno é de 8.939 toneladas/ano e que o quantitativo ideal (desejado) seria de 14.144 toneladas. A partir do perfil do consumidor santareno foi proposto um modelo de indicadores e estimado um consumo anual e ideal de pescado, a fim de auxiliar os gestores na tomadas de decisão quanto a sustentabilidade do sistema pesqueiro e segurança alimentar dos Santarenos.
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  • ANA CELY DE SOUSA COELHO
  • “Indicadores do Consumo de Pescado no município de Santarém-PA como ferramenta de apoio à Gestão dos Recursos Pesqueiros”.
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 22/04/2015
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  • O estudo do consumo de pescado em Santarém foi realizado com base em um conjunto de indicadores que caracterizam a aquisição e o consumo de pescado pelo consumidor Santareno, estratificados por categorias de renda. O estudo foi realizado em uma sub-amostra de consumidores de pescado através da aplicação de questionários durante um ano (2013-2014) nos Mercado Modelo, Mercadão 2000 e Mercado do Peixe. Entre as informações coletadas e estudas por categoria de renda dos consumidores, constam: renda familiar, número de pessoas na família, a espécie e quantidade de peixe adquirido, o preço do peixe, os motivadores e a frequência do consumo de pescado. Foram entrevistados 923 consumidores de pescado, dos quais 90,14 % se enquadram na faixa de renda de menor poder aquisitivo (D e E). Esse grupo de consumidores direcionam sua demanda sobre um maior número de espécies, principalmente as de valor comercial abaixo de R$ 10,00 e geralmente r-estrategistas, enquanto os consumidores das categorias A, B e C são mais seletivos, direcionando sua demanda para espécies mais nobres ou de sua preferência. Os consumidores identificaram como principais motivadores que avaliam para a aquisição e consumo de pescado o benefício a saúde, a qualidade, a espécie desejada, os níveis de oferta e o preço. Os consumidores de menor poder aquisitivo (D e E) tem consumo per capita inferior (80g/dia) as demais categorias (100g/dia), em função da limitação do poder de compra, entretanto, desejam níveis de consumo de 130g/dia. Com base no número de pessoas por categoria de renda e o respectivo consumo per capita, foi estimado que a demanda atual de pescado do Santareno é de 8.939 toneladas/ano e que o quantitativo ideal (desejado) seria de 14.144 toneladas. A partir do perfil do consumidor santareno foi proposto um modelo de indicadores e estimado um consumo anual e ideal de pescado, a fim de auxiliar os gestores na tomadas de decisão quanto a sustentabilidade do sistema pesqueiro e segurança alimentar dos Santarenos.
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  • IVONEIDE FERREIRA DA SILVA
  • “O uso dos recursos pesqueiros por comunidades do entorno do Parque Estadual Monte Alegre, PA, Brasil”

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 29/05/2015
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  • Na região Amazônica, a pesca é uma das atividades extrativistas mais tradicionais e importantes, tem um caráter artesanal e de subsistência. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar a atividade pesqueira realizada por comunidades do entorno do Parque Estadual Monte Alegre, uma Unidade de Conservação de proteção integral, localizada em sua totalidade nos limites da APA Paituna, uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Os dados foram coletados de janeiro a novembro de 2014, em seis comunidades localizadas no entorno do Parque. Fez-se uso de entrevistas, com auxílio de questionários semiestruturados, com os pescadores indicados como especialista em pesca e que estivesse na atividade a mais de 15 anos. Foram entrevistados 29 pescadores, resultando em um total de 259 entrevistas. Todas as informações coletadas foram digitalizadas em bancos de dados relacionais na plataforma Acess® e posteriormente analisadas com estatística descritiva. A forma de análise dos dados obtidos nas entrevistas foi à categorização do conteúdo das respostas. Os dados também foram trabalhados por meio de uma abordagem emicista/eticista, elaboração de tabelas de cognição comparada, em que os conhecimentos tradicionais são comparados com trechos da literatura cientifica corrente. Os pescadores do entorno do PEMA fazem dois tipos de uso dos recursos pesqueiros: consumo e venda. Os lagos são os ambientes mais utilizados, sendo que os mais piscosos estão localizado fora da Unidade de Conservação. Utilizam-se de embarcações de pequeno porte como o casco e canoa com remo, a canoa motorizada e o barco com motor de centro. A malhadeira foi o arreio mais utilizado e durante o ano todo. O rendimento pesqueiro tem o seu pico na vazante quando ocorre à migração do “peixe gordo”, foram identificadas 35 etnoespécies de peixes, que correspondem a 35 espécies biológicas. A atividade de pesca é associada a outras atividades como a agricultura e a pecuária, particularmente no período da cheia e do defeso. A economia do entorno do PEMA está assentada notadamente, sobre a pesca, uma atividade relevante tanto para a subsistência quanto para o comércio.

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  • IVONEIDE FERREIRA DA SILVA
  • “O uso dos recursos pesqueiros por comunidades do entorno do Parque Estadual Monte Alegre, PA, Brasil”

  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 29/05/2015
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  • Na região Amazônica, a pesca é uma das atividades extrativistas mais tradicionais e importantes, tem um caráter artesanal e de subsistência. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar a atividade pesqueira realizada por comunidades do entorno do Parque Estadual Monte Alegre, uma Unidade de Conservação de proteção integral, localizada em sua totalidade nos limites da APA Paituna, uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Os dados foram coletados de janeiro a novembro de 2014, em seis comunidades localizadas no entorno do Parque. Fez-se uso de entrevistas, com auxílio de questionários semiestruturados, com os pescadores indicados como especialista em pesca e que estivesse na atividade a mais de 15 anos. Foram entrevistados 29 pescadores, resultando em um total de 259 entrevistas. Todas as informações coletadas foram digitalizadas em bancos de dados relacionais na plataforma Acess® e posteriormente analisadas com estatística descritiva. A forma de análise dos dados obtidos nas entrevistas foi à categorização do conteúdo das respostas. Os dados também foram trabalhados por meio de uma abordagem emicista/eticista, elaboração de tabelas de cognição comparada, em que os conhecimentos tradicionais são comparados com trechos da literatura cientifica corrente. Os pescadores do entorno do PEMA fazem dois tipos de uso dos recursos pesqueiros: consumo e venda. Os lagos são os ambientes mais utilizados, sendo que os mais piscosos estão localizado fora da Unidade de Conservação. Utilizam-se de embarcações de pequeno porte como o casco e canoa com remo, a canoa motorizada e o barco com motor de centro. A malhadeira foi o arreio mais utilizado e durante o ano todo. O rendimento pesqueiro tem o seu pico na vazante quando ocorre à migração do “peixe gordo”, foram identificadas 35 etnoespécies de peixes, que correspondem a 35 espécies biológicas. A atividade de pesca é associada a outras atividades como a agricultura e a pecuária, particularmente no período da cheia e do defeso. A economia do entorno do PEMA está assentada notadamente, sobre a pesca, uma atividade relevante tanto para a subsistência quanto para o comércio.

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  • CAMILA BARBOSA DE ARAÚJO
  • ZYGNEMATOPHYCEAE (STREPTOPHYTA) EM ÁREA ÚMIDA NA AMAZÔNIA ORIENTAL (MACAPÁ, AMAPÁ, BRASIL): LEVANTAMENTO FLORÍSTICO
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 26/06/2015
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  • O estado do Amapá apresenta uma grande diversidade de ecossistemas aquáticos, entre estes se destacam as áreas úmidas de alagação sazonal, conhecidas popularmente por “ressacas”. Em relação a composição biológica destas áreas podemos incluir Zygnematophyceae, um grupo do fitoplâncton, relevante nos ambientes aquáticos continentais amazônicos, pela alta diversidade morfológica, riqueza específica, grande importância ecológica devido ser influenciado pelo ciclo sazonal e hidrológico da região. Este trabalho tem como objetivo realizar um estudo referente à classe Zygnematophyceae em uma área úmida de alagação sazonal, lago Curralinho, na cidade de Macapá, Amapá, Brasil, sob o aspecto taxonômico (descrição da ficoflórula). As coletas foram realizadas a partir de arrastos horizontais com redes plâncton cônicas de abertura de malha de 20 μm, totalizando em doze amostragens no período de junho de 2007 a julho de 2008. As amostras foram fixadas com solução de Transeau e posteriormente analisadas em microscópio óptico binocular. Foram registrados 133 táxons entre espécies, variedades e formas taxonômicas distribuídos em 28 gêneros. O gênero Staurastrum Meyen apresentou maior riqueza especifica, seguido de Cosmarium Corda. Foram identificados 87 novos primeiros registros (incluindo citação, descrição e medidas dos indivíduos) para o estado do Amapá, sendo três táxons identificados e descritos pela primeira vez para o Brasil, Desmidium longatum Wolle, Desmidium quadratum Nordstedt var. constrictum Nordstedt e Octacanthium longispinus (Borge) Compère var. Dois táxons ainda em fase de identificação, Cosmarium sp.1 e Micrasterias arcuata var., pois até o momento, não foram enquadrados nas circunscrições, medidas e ilustrações disponíveis em literatura especializada. Nesse estudo são apresentados os primeiros registros referentes ao fitoplâncton, classe Zygnematophyceae, para as áreas úmidas de alagação sazonal (áreas de ressaca) de Macapá.
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  • CAMILA BARBOSA DE ARAÚJO
  • ZYGNEMATOPHYCEAE (STREPTOPHYTA) EM ÁREA ÚMIDA NA AMAZÔNIA ORIENTAL (MACAPÁ, AMAPÁ, BRASIL): LEVANTAMENTO FLORÍSTICO
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 26/06/2015
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  • O estado do Amapá apresenta uma grande diversidade de ecossistemas aquáticos, entre estes se destacam as áreas úmidas de alagação sazonal, conhecidas popularmente por “ressacas”. Em relação a composição biológica destas áreas podemos incluir Zygnematophyceae, um grupo do fitoplâncton, relevante nos ambientes aquáticos continentais amazônicos, pela alta diversidade morfológica, riqueza específica, grande importância ecológica devido ser influenciado pelo ciclo sazonal e hidrológico da região. Este trabalho tem como objetivo realizar um estudo referente à classe Zygnematophyceae em uma área úmida de alagação sazonal, lago Curralinho, na cidade de Macapá, Amapá, Brasil, sob o aspecto taxonômico (descrição da ficoflórula). As coletas foram realizadas a partir de arrastos horizontais com redes plâncton cônicas de abertura de malha de 20 μm, totalizando em doze amostragens no período de junho de 2007 a julho de 2008. As amostras foram fixadas com solução de Transeau e posteriormente analisadas em microscópio óptico binocular. Foram registrados 133 táxons entre espécies, variedades e formas taxonômicas distribuídos em 28 gêneros. O gênero Staurastrum Meyen apresentou maior riqueza especifica, seguido de Cosmarium Corda. Foram identificados 87 novos primeiros registros (incluindo citação, descrição e medidas dos indivíduos) para o estado do Amapá, sendo três táxons identificados e descritos pela primeira vez para o Brasil, Desmidium longatum Wolle, Desmidium quadratum Nordstedt var. constrictum Nordstedt e Octacanthium longispinus (Borge) Compère var. Dois táxons ainda em fase de identificação, Cosmarium sp.1 e Micrasterias arcuata var., pois até o momento, não foram enquadrados nas circunscrições, medidas e ilustrações disponíveis em literatura especializada. Nesse estudo são apresentados os primeiros registros referentes ao fitoplâncton, classe Zygnematophyceae, para as áreas úmidas de alagação sazonal (áreas de ressaca) de Macapá.
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  • AUGUSTO RODRIGUES MAIA
  • “Avaliação longitudinal das concentrações contemporâneas de mercúrio total em sedimentos do canal principal do rio Tapajós, Pará, Brasil”
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 29/06/2015
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  • Na bacia do Tapajós a maior parte da extração de ouro ainda é realizada de forma artesanal e diversos impactos ambientais são provenientes da lavra garimpeira principalmente a emissão de mercúrio para os sistemas aquáticos. Este trabalho foi realizado em outubro de 2014 na fase das águas baixas e objetivou-se mensurar as concentrações de HgT no rio Tapajós no sentido longitudinal, bem como a contribuição destas nas foz dos afluentes da margem esquerda como os rios: das Tropas, Pacu, Creporí, Rato, Jamanxim e Cuparí. As amostra de sedimento foram coletadas no leito do rio com coletor de testemunho tipo Kajac com perfil vertical de 30cm de profundidade em 27 pontos distribuídos ao longo do canal do rio Tapajós e foz dos afluentes supracitados em três regiões: Montante, Garimpo e Jusante e um ponto de controle totalizando 405 amostras perfiladas a cada 2cm. Paralelamente realizaram-se coletas de água para filtragem de sedimento em suspensão e dados de variáveis limnológicas. Após esta fracionou-se as granulometrias das amostras em fina (<63μm) e grossa (≥63μm) por peneiramento e somente as amostras de sedimento fino, bem como os filtros contendo massa de sedimento em suspensão foram analisados em Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio. Assim considerando as médias das concentrações de HgT das camadas por região, a de Garimpo teve uma influência significativa, sendo em 76 ƞg.g-1 (região a Montante), 826 ƞg.g-1 (região de Garimpo) e 130 ƞg.g-1 (região a Jusante). Quando considerado as médias somente para as camadas superficiais (0-2cm) por região não se obteve uma diferença significativa. Ao considerar somente os locais de pontos de coleta ao longo do Tapajós e na foz dos afluentes as concentrações de HgT variam de 56 ƞg.g-1 (Tapajós/Santarém) a 11.748 ƞg.g-1 (Tapajós/Penedo), com média de 610 ƞg.g-1. Para as camadas/perfil independente de local/região não houve diferença significativa, mas uma leve tendência a baixas concentrações em profundidade. Também não foram verificadas diferenças significativas entre as concentrações médias de Hg nos sedimentos em suspensão entre as regiões com menor valor 51 ƞg.g-1 (Tapajós/Santarém) e o maior valor 749,1 ƞg.g-1 (Tapajós/Jusante Cuparí). Obteve-se uma diferença significativa entre as médias de HgT em sedimentos de leito258 ± 192 ƞg.g-1 e as médias de HgT de sedimentos em suspensão foi de 387 ± 210 ng.g-1, sendo esta última mais elevada. Somente os teores de HgT no sedimento em suspensão se correlacionaram com as seguintes variáveis limnológicas: condutividade elétrica, sólidos dissolvidos totais e transparência de Secchi. Por tanto verificou-se que as áreas com elevadas concentrações de HgT nos sedimentos, principalmente em suspensão são de certa forma provenientes de áreas de lavra garimpeira e que tais sólidos são transportados e decantados em zonas de sedimentação.
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  • AUGUSTO RODRIGUES MAIA
  • “Avaliação longitudinal das concentrações contemporâneas de mercúrio total em sedimentos do canal principal do rio Tapajós, Pará, Brasil”
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 29/06/2015
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  • Na bacia do Tapajós a maior parte da extração de ouro ainda é realizada de forma artesanal e diversos impactos ambientais são provenientes da lavra garimpeira principalmente a emissão de mercúrio para os sistemas aquáticos. Este trabalho foi realizado em outubro de 2014 na fase das águas baixas e objetivou-se mensurar as concentrações de HgT no rio Tapajós no sentido longitudinal, bem como a contribuição destas nas foz dos afluentes da margem esquerda como os rios: das Tropas, Pacu, Creporí, Rato, Jamanxim e Cuparí. As amostra de sedimento foram coletadas no leito do rio com coletor de testemunho tipo Kajac com perfil vertical de 30cm de profundidade em 27 pontos distribuídos ao longo do canal do rio Tapajós e foz dos afluentes supracitados em três regiões: Montante, Garimpo e Jusante e um ponto de controle totalizando 405 amostras perfiladas a cada 2cm. Paralelamente realizaram-se coletas de água para filtragem de sedimento em suspensão e dados de variáveis limnológicas. Após esta fracionou-se as granulometrias das amostras em fina (<63μm) e grossa (≥63μm) por peneiramento e somente as amostras de sedimento fino, bem como os filtros contendo massa de sedimento em suspensão foram analisados em Espectrometria de Fluorescência Atômica a Vapor Frio. Assim considerando as médias das concentrações de HgT das camadas por região, a de Garimpo teve uma influência significativa, sendo em 76 ƞg.g-1 (região a Montante), 826 ƞg.g-1 (região de Garimpo) e 130 ƞg.g-1 (região a Jusante). Quando considerado as médias somente para as camadas superficiais (0-2cm) por região não se obteve uma diferença significativa. Ao considerar somente os locais de pontos de coleta ao longo do Tapajós e na foz dos afluentes as concentrações de HgT variam de 56 ƞg.g-1 (Tapajós/Santarém) a 11.748 ƞg.g-1 (Tapajós/Penedo), com média de 610 ƞg.g-1. Para as camadas/perfil independente de local/região não houve diferença significativa, mas uma leve tendência a baixas concentrações em profundidade. Também não foram verificadas diferenças significativas entre as concentrações médias de Hg nos sedimentos em suspensão entre as regiões com menor valor 51 ƞg.g-1 (Tapajós/Santarém) e o maior valor 749,1 ƞg.g-1 (Tapajós/Jusante Cuparí). Obteve-se uma diferença significativa entre as médias de HgT em sedimentos de leito258 ± 192 ƞg.g-1 e as médias de HgT de sedimentos em suspensão foi de 387 ± 210 ng.g-1, sendo esta última mais elevada. Somente os teores de HgT no sedimento em suspensão se correlacionaram com as seguintes variáveis limnológicas: condutividade elétrica, sólidos dissolvidos totais e transparência de Secchi. Por tanto verificou-se que as áreas com elevadas concentrações de HgT nos sedimentos, principalmente em suspensão são de certa forma provenientes de áreas de lavra garimpeira e que tais sólidos são transportados e decantados em zonas de sedimentação.
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  • DILAILSON ARAUJO DE SOUZA
  • EFEITOS DA HIDRODINÂMICA SOBRE A ESTRUTURA DA COMUNIDADE FITOPLANCTÔNICA E GRUPOS FUNCIONAIS NO LAGO GRANDE DE CURUAI, PA

  • Orientador : ANA LUIZA BURLIGA MIRANDA
  • Data: 30/06/2015
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  • O presente estudo avaliou a estrutura da comunidade fitoplanctônica no Lago Grande de Curuai, PA, em um ciclo hidrológico. As coletas foram realizadas mensalmente no período de um ano, em três estações amostrais e em duas profundidades (subsuperfície e fundo). O fitoplâncton foi quantificado pelo método sedimentação e o biovolume foi mensurado através de formas geométricas específicas. O lago, com características de ‘aguas brancas’, não apresentou estratificação térmica. A comunidade fitoplanctônica foi representada por 122 táxons em 8 classes taxonômicas: Cyanobacteria (28 táxons), Cryptophyceae (3), Dinophyceae (4), Crysophyceae (2), Bacillariophyceae (31), Euglenophyceae (5), Chlorophyceae (42) e Zygnemaphyceae (7). Foram observadas diferenças significativas do biovolume em função da hidrodinâmica do lago. As cianobactérias foram as mais representativas, sendo observadas florações de espécies potencialmente tóxicas, como Dolichospermum circinale e Dolichospermum flos-aquae. Os grupos funcionais do fitoplâncton (GF) foram representados por K, M, H1, S1, T, Lo, Y, X2, G, W1, W2, A, C, P, MP e J, e os grupos morfofuncionais (GFBM), por III, IV V, VI e VII, sendo estes últimos os que melhor representaram a variabilidade ambiental do lago.

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  • DILAILSON ARAUJO DE SOUZA
  • EFEITOS DA HIDRODINÂMICA SOBRE A ESTRUTURA DA COMUNIDADE FITOPLANCTÔNICA E GRUPOS FUNCIONAIS NO LAGO GRANDE DE CURUAI, PA

  • Orientador : ANA LUIZA BURLIGA MIRANDA
  • Data: 30/06/2015
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  • O presente estudo avaliou a estrutura da comunidade fitoplanctônica no Lago Grande de Curuai, PA, em um ciclo hidrológico. As coletas foram realizadas mensalmente no período de um ano, em três estações amostrais e em duas profundidades (subsuperfície e fundo). O fitoplâncton foi quantificado pelo método sedimentação e o biovolume foi mensurado através de formas geométricas específicas. O lago, com características de ‘aguas brancas’, não apresentou estratificação térmica. A comunidade fitoplanctônica foi representada por 122 táxons em 8 classes taxonômicas: Cyanobacteria (28 táxons), Cryptophyceae (3), Dinophyceae (4), Crysophyceae (2), Bacillariophyceae (31), Euglenophyceae (5), Chlorophyceae (42) e Zygnemaphyceae (7). Foram observadas diferenças significativas do biovolume em função da hidrodinâmica do lago. As cianobactérias foram as mais representativas, sendo observadas florações de espécies potencialmente tóxicas, como Dolichospermum circinale e Dolichospermum flos-aquae. Os grupos funcionais do fitoplâncton (GF) foram representados por K, M, H1, S1, T, Lo, Y, X2, G, W1, W2, A, C, P, MP e J, e os grupos morfofuncionais (GFBM), por III, IV V, VI e VII, sendo estes últimos os que melhor representaram a variabilidade ambiental do lago.

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  • DANILO AUGUSTO ALMEIDA DOS SANTOS
  • “Assembleia de aves aquáticas em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, Santarém, Pará, ao longo de um ciclo sazonal”
  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 10/07/2015
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  • A Amazônia é o bioma mais rico em diversidade de aves do planeta. Contribui para isso a variedade de ambientes terrestres e aquáticos que ocorrem no bioma. Dentre os ambientes aquáticos os mais representativos são as várzeas, as quais permanecem inundadas parte do ciclo sazonal. Esta variação do nível da água forma quatro fases distintas: enchente, cheia, vazante e seca, que influencia a estrutura das assembleias de aves aquáticas. O presente estudo objetivou determinar a riqueza de espécies, a abundância de indivíduos e a composição das espécies de aves aquáticas em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, ao longo de um ciclo sazonal. Paralelamente foi investigado se a riqueza e abundância de espécies são relacionadas com o tamanho e a forma dos lagos. O estudo foi realizado em 10 lagos de várzea localizados no município de Santarém, Pará. Cada lago foi amostrado duas vezes em cada fase do ciclo, percorrendo em embarcação o perímetro dos lagos. Um total de 7.970 registros de indivíduos foi realizado, pertencentes a 52 espécies. Destas, 25 ocorreram nas quatro fases, 5 em três, 10 em duas e 12 em uma única fase. As famílias com maior riqueza foram Ardeidae e Scolopacidae, e as espécies mais abundantes foram Ardea alba, Jacana jacana, Bubulcus ibis, Phaetusa simplex e Egretta thula. As 10 espécies migrantes setentrionais registradas ocorreram principalmente nas fases vazante e seca, entre agosto e dezembro. Dentre estas, Calidris fuscicollis e Tringa melanoleuca são novos registros para a região. Não houve diferença significativa no número de espécies registradas entre as fases, contudo, a fase seca apresentou o maior número total de registros de indivíduos (4009). Vinte e sete espécies apresentaram diferença na abundância entre as fases do ciclo, sendo que a maioria delas (17) foi mais abundante na fase seca. Apenas na fase cheia a assembleia foi correlacionada com o tamanho e a forma dos lagos, sendo maior a riqueza de espécies em lagos maiores e arredondados. Poucas espécies individuais foram correlacionadas com o tamanho e forma dos lagos em determinada fase do ciclo, sugerindo que esses fatores tiveram pouca influência sobre a estrutura da assembleia. A variação da riqueza, abundância e composição ao longo do ciclo e a presença de espécies raras, sugerem que pesquisas investigando assembleias de aves aquáticas em várzeas amazônicas devem considerar todas as fases do ciclo sazonal. Além disso, a ocorrência de inúmeras espécies migratórias demonstra a importância desta região para a Conservação deste grupo de aves. O monitoramento em longo prazo abrangendo vários ciclos sazonais poderá verificar se os padrões de ocorrência e abundância evidenciados nesse estudo se repetem ao longo dos anos, levando a uma melhor compreensão da dinâmica das assembleias de aves aquáticas nas várzeas amazônicas.
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  • DANILO AUGUSTO ALMEIDA DOS SANTOS
  • “Assembleia de aves aquáticas em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, Santarém, Pará, ao longo de um ciclo sazonal”
  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 10/07/2015
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  • A Amazônia é o bioma mais rico em diversidade de aves do planeta. Contribui para isso a variedade de ambientes terrestres e aquáticos que ocorrem no bioma. Dentre os ambientes aquáticos os mais representativos são as várzeas, as quais permanecem inundadas parte do ciclo sazonal. Esta variação do nível da água forma quatro fases distintas: enchente, cheia, vazante e seca, que influencia a estrutura das assembleias de aves aquáticas. O presente estudo objetivou determinar a riqueza de espécies, a abundância de indivíduos e a composição das espécies de aves aquáticas em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, ao longo de um ciclo sazonal. Paralelamente foi investigado se a riqueza e abundância de espécies são relacionadas com o tamanho e a forma dos lagos. O estudo foi realizado em 10 lagos de várzea localizados no município de Santarém, Pará. Cada lago foi amostrado duas vezes em cada fase do ciclo, percorrendo em embarcação o perímetro dos lagos. Um total de 7.970 registros de indivíduos foi realizado, pertencentes a 52 espécies. Destas, 25 ocorreram nas quatro fases, 5 em três, 10 em duas e 12 em uma única fase. As famílias com maior riqueza foram Ardeidae e Scolopacidae, e as espécies mais abundantes foram Ardea alba, Jacana jacana, Bubulcus ibis, Phaetusa simplex e Egretta thula. As 10 espécies migrantes setentrionais registradas ocorreram principalmente nas fases vazante e seca, entre agosto e dezembro. Dentre estas, Calidris fuscicollis e Tringa melanoleuca são novos registros para a região. Não houve diferença significativa no número de espécies registradas entre as fases, contudo, a fase seca apresentou o maior número total de registros de indivíduos (4009). Vinte e sete espécies apresentaram diferença na abundância entre as fases do ciclo, sendo que a maioria delas (17) foi mais abundante na fase seca. Apenas na fase cheia a assembleia foi correlacionada com o tamanho e a forma dos lagos, sendo maior a riqueza de espécies em lagos maiores e arredondados. Poucas espécies individuais foram correlacionadas com o tamanho e forma dos lagos em determinada fase do ciclo, sugerindo que esses fatores tiveram pouca influência sobre a estrutura da assembleia. A variação da riqueza, abundância e composição ao longo do ciclo e a presença de espécies raras, sugerem que pesquisas investigando assembleias de aves aquáticas em várzeas amazônicas devem considerar todas as fases do ciclo sazonal. Além disso, a ocorrência de inúmeras espécies migratórias demonstra a importância desta região para a Conservação deste grupo de aves. O monitoramento em longo prazo abrangendo vários ciclos sazonais poderá verificar se os padrões de ocorrência e abundância evidenciados nesse estudo se repetem ao longo dos anos, levando a uma melhor compreensão da dinâmica das assembleias de aves aquáticas nas várzeas amazônicas.
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  • DANILO AUGUSTO ALMEIDA DOS SANTOS
  • “Assembleia de aves aquáticas em lagos de várzea do Baixo Amazonas, Santarém-Pa, ao longo de um ciclo sazonal”
  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 10/07/2015
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  • A Amazônia é o bioma mais rico em diversidade de aves do planeta. Contribui para isso a variedade de ambientes terrestres e aquáticos que ocorrem no bioma. Dentre os ambientes aquáticos os mais representativos são as várzeas, as quais permanecem inundadas parte do ciclo sazonal. Esta variação do nível da água forma quatro fases distintas: enchente, cheia, vazante e seca, que influencia a estrutura das assembleias de aves aquáticas. O presente estudo objetivou determinar a riqueza de espécies, a abundância de indivíduos e a composição das espécies de aves aquáticas em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, ao longo de um ciclo sazonal. Paralelamente foi investigado se a riqueza e abundância de espécies são relacionadas com o tamanho e a forma dos lagos. O estudo foi realizado em 10 lagos de várzea localizados no município de Santarém, Pará. Cada lago foi amostrado duas vezes em cada fase do ciclo, percorrendo em embarcação o perímetro dos lagos. Um total de 7.970 registros de indivíduos foi realizado, pertencentes a 52 espécies. Destas, 25 ocorreram nas quatro fases, 5 em três, 10 em duas e 12 em uma única fase. As famílias com maior riqueza foram Ardeidae e Scolopacidae, e as espécies mais abundantes foram Ardea alba, Jacana jacana, Bubulcus ibis, Phaetusa simplex e Egretta thula. As 10 espécies migrantes setentrionais registradas ocorreram principalmente nas fases vazante e seca, entre agosto e dezembro. Dentre estas, Calidris fuscicollis e Tringa melanoleuca são novos registros para a região. Não houve diferença significativa no número de espécies registradas entre as fases, contudo, a fase seca apresentou o maior número total de registros de indivíduos (4009). Vinte e sete espécies apresentaram diferença na abundância entre as fases do ciclo, sendo que a maioria delas (17) foi mais abundante na fase seca. Apenas na fase cheia a assembleia foi correlacionada com o tamanho e a forma dos lagos, sendo maior a riqueza de espécies em lagos maiores e arredondados. Poucas espécies individuais foram correlacionadas com o tamanho e forma dos lagos em determinada fase do ciclo, sugerindo que esses fatores tiveram pouca influência sobre a estrutura da assembleia. A variação da riqueza, abundância e composição ao longo do ciclo e a presença de espécies raras, sugerem que pesquisas investigando assembleias de aves aquáticas em várzeas amazônicas devem considerar todas as fases do ciclo sazonal. Além disso, a ocorrência de inúmeras espécies migratórias demonstra a importância desta região para a Conservação deste grupo de aves. O monitoramento em longo prazo abrangendo vários ciclos sazonais poderá verificar se os padrões de ocorrência e abundância evidenciados nesse estudo se repetem ao longo dos anos, levando a uma melhor compreensão da dinâmica das assembleias de aves aquáticas nas várzeas amazônicas.
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  • DANILO AUGUSTO ALMEIDA DOS SANTOS
  • “Assembleia de aves aquáticas em lagos de várzea do Baixo Amazonas, Santarém-Pa, ao longo de um ciclo sazonal”
  • Orientador : EDSON VARGA LOPES
  • Data: 10/07/2015
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  • A Amazônia é o bioma mais rico em diversidade de aves do planeta. Contribui para isso a variedade de ambientes terrestres e aquáticos que ocorrem no bioma. Dentre os ambientes aquáticos os mais representativos são as várzeas, as quais permanecem inundadas parte do ciclo sazonal. Esta variação do nível da água forma quatro fases distintas: enchente, cheia, vazante e seca, que influencia a estrutura das assembleias de aves aquáticas. O presente estudo objetivou determinar a riqueza de espécies, a abundância de indivíduos e a composição das espécies de aves aquáticas em lagos de várzea do baixo Rio Amazonas, ao longo de um ciclo sazonal. Paralelamente foi investigado se a riqueza e abundância de espécies são relacionadas com o tamanho e a forma dos lagos. O estudo foi realizado em 10 lagos de várzea localizados no município de Santarém, Pará. Cada lago foi amostrado duas vezes em cada fase do ciclo, percorrendo em embarcação o perímetro dos lagos. Um total de 7.970 registros de indivíduos foi realizado, pertencentes a 52 espécies. Destas, 25 ocorreram nas quatro fases, 5 em três, 10 em duas e 12 em uma única fase. As famílias com maior riqueza foram Ardeidae e Scolopacidae, e as espécies mais abundantes foram Ardea alba, Jacana jacana, Bubulcus ibis, Phaetusa simplex e Egretta thula. As 10 espécies migrantes setentrionais registradas ocorreram principalmente nas fases vazante e seca, entre agosto e dezembro. Dentre estas, Calidris fuscicollis e Tringa melanoleuca são novos registros para a região. Não houve diferença significativa no número de espécies registradas entre as fases, contudo, a fase seca apresentou o maior número total de registros de indivíduos (4009). Vinte e sete espécies apresentaram diferença na abundância entre as fases do ciclo, sendo que a maioria delas (17) foi mais abundante na fase seca. Apenas na fase cheia a assembleia foi correlacionada com o tamanho e a forma dos lagos, sendo maior a riqueza de espécies em lagos maiores e arredondados. Poucas espécies individuais foram correlacionadas com o tamanho e forma dos lagos em determinada fase do ciclo, sugerindo que esses fatores tiveram pouca influência sobre a estrutura da assembleia. A variação da riqueza, abundância e composição ao longo do ciclo e a presença de espécies raras, sugerem que pesquisas investigando assembleias de aves aquáticas em várzeas amazônicas devem considerar todas as fases do ciclo sazonal. Além disso, a ocorrência de inúmeras espécies migratórias demonstra a importância desta região para a Conservação deste grupo de aves. O monitoramento em longo prazo abrangendo vários ciclos sazonais poderá verificar se os padrões de ocorrência e abundância evidenciados nesse estudo se repetem ao longo dos anos, levando a uma melhor compreensão da dinâmica das assembleias de aves aquáticas nas várzeas amazônicas.
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  • JOÃO CARLOS LIRA DA SILVA JUNIOR
  • “Vetores de Malária em Comunidades ao Longo do Rio Curuá-Una, Pará, Brasil”
  • Orientador : MARLISSON AUGUSTO COSTA FEITOSA
  • Data: 28/08/2015
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  • Neste trabalho, estudo-se aspectos da ecologia de espécies do genêro Anopheles (Diptera, Culicidae) em comunidades as margens do Rio Curuá-Una, Estado do Pará, Brasil. Foram analisados a composição, periodicidade de captura, a preferência por intra ou peridomicílio e a interação com parâmetros ambientais (umidade, temperatura e precipitação). Para captura de adultos se utilizou capturador de Castro por atração humana nos ambientes intra e peridomiciliares mensalmente e pesquisa larvária nas coleções hídricas próximas as comunidade por um período de oito meses em 2014. Anofelinos adultos foram capturados no total de 9.243 espécimes, 9.081 exemplares adultos e 162 larvas, pertencentes a sete espécies. An. albitaris s.l. foi o anofelino mais frequente (86,84%), seguido de An. darlingi (11,42%), An. braziliensis (0,99%), An. nuneztovari (0,62%). As demais espécies An. triannulatus, An. peryassui e An. oswaldoi representam juntas 0,13%. . Os anofelinos ocorreram durante todo o período de coleta, principalmente no período chuvoso, sendo mais frequentes no intra (51,99%) do que no peridomicílio (48,01%) com intensa atividade noturna concentrando das 19h às 23h, e a ocorrência de imaturos pouco frequente. As variações observadas no comportamento dos anofelinos mostram que as diferentes espécies vêm adaptando-se, em maior ou menor grau ao ambiente domiciliar.
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  • JOÃO CARLOS LIRA DA SILVA JUNIOR
  • “Vetores de Malária em Comunidades ao Longo do Rio Curuá-Una, Pará, Brasil”
  • Orientador : MARLISSON AUGUSTO COSTA FEITOSA
  • Data: 28/08/2015
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  • Neste trabalho, estudo-se aspectos da ecologia de espécies do genêro Anopheles (Diptera, Culicidae) em comunidades as margens do Rio Curuá-Una, Estado do Pará, Brasil. Foram analisados a composição, periodicidade de captura, a preferência por intra ou peridomicílio e a interação com parâmetros ambientais (umidade, temperatura e precipitação). Para captura de adultos se utilizou capturador de Castro por atração humana nos ambientes intra e peridomiciliares mensalmente e pesquisa larvária nas coleções hídricas próximas as comunidade por um período de oito meses em 2014. Anofelinos adultos foram capturados no total de 9.243 espécimes, 9.081 exemplares adultos e 162 larvas, pertencentes a sete espécies. An. albitaris s.l. foi o anofelino mais frequente (86,84%), seguido de An. darlingi (11,42%), An. braziliensis (0,99%), An. nuneztovari (0,62%). As demais espécies An. triannulatus, An. peryassui e An. oswaldoi representam juntas 0,13%. . Os anofelinos ocorreram durante todo o período de coleta, principalmente no período chuvoso, sendo mais frequentes no intra (51,99%) do que no peridomicílio (48,01%) com intensa atividade noturna concentrando das 19h às 23h, e a ocorrência de imaturos pouco frequente. As variações observadas no comportamento dos anofelinos mostram que as diferentes espécies vêm adaptando-se, em maior ou menor grau ao ambiente domiciliar.
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  • MÁIZA SATURNINO DE BRITO
  • DESMÍDIAS (CHLOROPHYTA) DE UM LAGO DE INUNDAÇÃO DE ÁGUAS CLARAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA GÊNEROS: Cosmarium Corda ex Ralfs e Staurastrum Meyen ex Ralfs

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 30/08/2015
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  • Às Zygnemaphyceae, mais conhecidas popularmente como desmídias, constituem, sem dúvida, o grupo de algas continentais mais bem representados em termos de números de espécies, variedades e formas taxonômicas, além de ser uma das classes de algas mais estudadas no Brasil. No Lago Verde é relativamente escasso ou até mesmo inexistente artigos científicos com as algas em geral. É um lago de inundação de águas claras, localizado na Vila Balneária de Alter do Chão, Município de Santarém, Estado do Pará. Nesse contexto, o presente trabalho teve o objetivo de realizar um levantamento florístico dos gêneros de desmídias: Cosmarium (Capitulo I) e Staurastrum (Capitulo II), descrever morfologicamente, ilustrar, analisar frequência de ocorrência com base na metodologia de Mateucci & Colma (1982) e descrever a distribuição geográfica dos gêneros no Estado do Pará. Foram analisadas 28 amostras, coletadas com rede de plâncton (malha de 20 μm) na região limnética nos períodos de águas baixas (novembro e dezembro 2013) e águas altas (maio e junho 2014), em sete estações de amostragem e analisadas em Microscopia Óptica. Um total de 40 espécies foi registrado, 23 táxons do gênero Staurastrum e 17 de Cosmarium. Destes, sete táxons de desmídias estão sendo adicionados à ficoflórula do Estado da Pará e estão ilustradas no presente estudo (C. contractum Kirchner var. retusum, C. moniliforme Ralfs var. moniliforme, C. pseudopyramidatum Lundell var. pseudopyramidatum e C. pseudopyramidatum Lundell var. rotundatum, Staurastrum forficulatum P. Lundell var.; St. punctulatum (Brébisson) Ralfs var. punctulatum f. punctulatum; St. punctulatum (Brébisson) Ralfs var. punctulatum f. minor (West & West) Hirano). No período de águas baixas foi observada a maior riqueza de espécies, 17 táxons de Staurastrum e 16 de Cosmarium, desses, 33% foram categorizados como Muito Frequentes, aquelas presentes entre 40 e 70% das amostras, e 39% como Pouco Frequentes (entre 10 e 40% das amostras). Em contrapartida, no período de águas altas ocorreu um predomíniode espécies Pouco Frequente (50%) e 34% Esporádicas (até 10 % das amostras). De maneira geral, a ocorrência das espécies pode ser atribuída a algumas características do ambiente, especialmente em águas levemente acidas com reduzida condutividade elétrica, que são citados na literatura como características favoráveis ao desenvolvimento de desmídias. Portanto, os gêneros estudados mostraram-se bem representado no Lago Verde, quando comparado à riqueza registrada com outras regiões da Amazônia e do Brasil, demostrando a relevância do trabalho desenvolvido para a taxonomia e o conhecimento da diversidade do gênero no Estado do Pará, que além das descrições detalhadas, forneceu medidas celulares com base na variação populacional e figuras para todos os táxons. Adicionalmente, fornece subsídios para futuros estudos ecológicos e de conservação desse lago de inundação amazônico, considerando-se o alto nível da atividade de turismo e expansão urbana na região sem planejamento ambiental.

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  • MÁIZA SATURNINO DE BRITO
  • DESMÍDIAS (CHLOROPHYTA) DE UM LAGO DE INUNDAÇÃO DE ÁGUAS CLARAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA GÊNEROS: Cosmarium Corda ex Ralfs e Staurastrum Meyen ex Ralfs

  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 30/08/2015
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  • Às Zygnemaphyceae, mais conhecidas popularmente como desmídias, constituem, sem dúvida, o grupo de algas continentais mais bem representados em termos de números de espécies, variedades e formas taxonômicas, além de ser uma das classes de algas mais estudadas no Brasil. No Lago Verde é relativamente escasso ou até mesmo inexistente artigos científicos com as algas em geral. É um lago de inundação de águas claras, localizado na Vila Balneária de Alter do Chão, Município de Santarém, Estado do Pará. Nesse contexto, o presente trabalho teve o objetivo de realizar um levantamento florístico dos gêneros de desmídias: Cosmarium (Capitulo I) e Staurastrum (Capitulo II), descrever morfologicamente, ilustrar, analisar frequência de ocorrência com base na metodologia de Mateucci & Colma (1982) e descrever a distribuição geográfica dos gêneros no Estado do Pará. Foram analisadas 28 amostras, coletadas com rede de plâncton (malha de 20 μm) na região limnética nos períodos de águas baixas (novembro e dezembro 2013) e águas altas (maio e junho 2014), em sete estações de amostragem e analisadas em Microscopia Óptica. Um total de 40 espécies foi registrado, 23 táxons do gênero Staurastrum e 17 de Cosmarium. Destes, sete táxons de desmídias estão sendo adicionados à ficoflórula do Estado da Pará e estão ilustradas no presente estudo (C. contractum Kirchner var. retusum, C. moniliforme Ralfs var. moniliforme, C. pseudopyramidatum Lundell var. pseudopyramidatum e C. pseudopyramidatum Lundell var. rotundatum, Staurastrum forficulatum P. Lundell var.; St. punctulatum (Brébisson) Ralfs var. punctulatum f. punctulatum; St. punctulatum (Brébisson) Ralfs var. punctulatum f. minor (West & West) Hirano). No período de águas baixas foi observada a maior riqueza de espécies, 17 táxons de Staurastrum e 16 de Cosmarium, desses, 33% foram categorizados como Muito Frequentes, aquelas presentes entre 40 e 70% das amostras, e 39% como Pouco Frequentes (entre 10 e 40% das amostras). Em contrapartida, no período de águas altas ocorreu um predomíniode espécies Pouco Frequente (50%) e 34% Esporádicas (até 10 % das amostras). De maneira geral, a ocorrência das espécies pode ser atribuída a algumas características do ambiente, especialmente em águas levemente acidas com reduzida condutividade elétrica, que são citados na literatura como características favoráveis ao desenvolvimento de desmídias. Portanto, os gêneros estudados mostraram-se bem representado no Lago Verde, quando comparado à riqueza registrada com outras regiões da Amazônia e do Brasil, demostrando a relevância do trabalho desenvolvido para a taxonomia e o conhecimento da diversidade do gênero no Estado do Pará, que além das descrições detalhadas, forneceu medidas celulares com base na variação populacional e figuras para todos os táxons. Adicionalmente, fornece subsídios para futuros estudos ecológicos e de conservação desse lago de inundação amazônico, considerando-se o alto nível da atividade de turismo e expansão urbana na região sem planejamento ambiental.

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  • RAIDEL REIS DOS SANTOS
  • DIVERSIDADE, DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DE ANFÍBIOS ANUROS DE UMA ÁREA DE VÁRZEA NO BAIXO AMAZONAS, BRASIL
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 31/08/2015
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  • Este trabalho teve como objetivo identificar a diversidade e verificar a distribuição espacial e temporal de anfíbios anuros de uma área de várzea na região de Santarém. As amostragens foram realizadas nos meses de março, maio, outubro e novembro de 2014, em três tipos de ambientes (borda de aningal, borda de lago de floresta de várzea e antrópico), através da utilização do método procura ativa visual e auditiva limitada por tempo. Foram registrados 2.114 indivíduos distribuídos em 16 espécies (Rhinella marina, Rhinella major, Dendropsophus leucophyllatus, Dendropsophus cf. nanus, Hypsiboas lanciformis, Hypsiboas punctatus, Hypsiboas raniceps, Lysapsus limellum, Pseudis paradoxa, Scarthyla goinorum, Scinax cf. nebulosus, Scinax ruber, Sphaenorhynchus lactaeus, Trachycephalus typhonius, Leptodactylus macrosternum e Leptodactylus petersii) e três famílias (Hylidae, Bufonidae e Leptodactylidae). A riqueza de espécies foi maior nos ambientes borda de aningal e borda de lago de floresta de várzea. As espécies Hypsiboas raniceps (n = 376), Hypsiboas punctatus (n = 354), Leptodactylus petersii (n = 287), Lysapsus limellum (n = 260) e Leptodactylus macrosternum (n = 225) apresentaram uma maior abundância em comparação com outras espécies. A família Leptodactylidae foi a mais bem representada na maioria dos micro-hábitats. Entretanto, sua frequência não foi maior que a registrada pela família Hylidae. A maioria das espécies não apresentou preferência por um tipo de micro-hábitat e foi observada nos microhábitats, variando entre 0 e 150 cm de altura. O registro de grande parte das espécies ocorreu nos dois períodos de precipitação e existiram diferenças na composição das espécies nos três ambientes. Embora mais espécimes tenham sido registrados vocalizando no período de menor precipitação, não foi encontrada correlação significativa através do teste de correlação de Spearman, entre a abundância de indivíduos vocalizando e os períodos de precipitação pluvial (rs = -0,4000, p = 0,6000, t = -0,6172), nem entre a abundância de indivíduos vocalizando e a temperatura mensal (rs = 0,4000, p = 0,600, t = 0,6172), nem entre a abundância de indivíduos vocalizando e a umidade mensal (rs = 0,2000, p = 0,8000, t = 0,2887). Porém, foram encontradas diferenças significativas entre o número de indivíduos nos três ambientes (x2 = 83,4, g2 = 1, p = 0,0001) e entre o número de indivíduos registrados nos períodos de maior e menor precipitação (x2 = 39,2, gl = 1, p = 0,0001). Fatores como a falta de métodos complementares de amostragem, inundação sazonal, heterogeneidade espacial e taxonomia problemática de alguns grupos podem ter influenciado a composição, riqueza e abundância nos ambientes amostrados. O reduzido número de trabalhos relacionados ao grupo na região e a falta de estudos neste tipo de ambiente sazonalmente inundável demonstram a necessidade de estudos complementares com o objetivo de se obter informações que possam contribuir com futuras estratégias de conservação.
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  • RAIDEL REIS DOS SANTOS
  • DIVERSIDADE, DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DE ANFÍBIOS ANUROS DE UMA ÁREA DE VÁRZEA NO BAIXO AMAZONAS, BRASIL
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 31/08/2015
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  • Este trabalho teve como objetivo identificar a diversidade e verificar a distribuição espacial e temporal de anfíbios anuros de uma área de várzea na região de Santarém. As amostragens foram realizadas nos meses de março, maio, outubro e novembro de 2014, em três tipos de ambientes (borda de aningal, borda de lago de floresta de várzea e antrópico), através da utilização do método procura ativa visual e auditiva limitada por tempo. Foram registrados 2.114 indivíduos distribuídos em 16 espécies (Rhinella marina, Rhinella major, Dendropsophus leucophyllatus, Dendropsophus cf. nanus, Hypsiboas lanciformis, Hypsiboas punctatus, Hypsiboas raniceps, Lysapsus limellum, Pseudis paradoxa, Scarthyla goinorum, Scinax cf. nebulosus, Scinax ruber, Sphaenorhynchus lactaeus, Trachycephalus typhonius, Leptodactylus macrosternum e Leptodactylus petersii) e três famílias (Hylidae, Bufonidae e Leptodactylidae). A riqueza de espécies foi maior nos ambientes borda de aningal e borda de lago de floresta de várzea. As espécies Hypsiboas raniceps (n = 376), Hypsiboas punctatus (n = 354), Leptodactylus petersii (n = 287), Lysapsus limellum (n = 260) e Leptodactylus macrosternum (n = 225) apresentaram uma maior abundância em comparação com outras espécies. A família Leptodactylidae foi a mais bem representada na maioria dos micro-hábitats. Entretanto, sua frequência não foi maior que a registrada pela família Hylidae. A maioria das espécies não apresentou preferência por um tipo de micro-hábitat e foi observada nos microhábitats, variando entre 0 e 150 cm de altura. O registro de grande parte das espécies ocorreu nos dois períodos de precipitação e existiram diferenças na composição das espécies nos três ambientes. Embora mais espécimes tenham sido registrados vocalizando no período de menor precipitação, não foi encontrada correlação significativa através do teste de correlação de Spearman, entre a abundância de indivíduos vocalizando e os períodos de precipitação pluvial (rs = -0,4000, p = 0,6000, t = -0,6172), nem entre a abundância de indivíduos vocalizando e a temperatura mensal (rs = 0,4000, p = 0,600, t = 0,6172), nem entre a abundância de indivíduos vocalizando e a umidade mensal (rs = 0,2000, p = 0,8000, t = 0,2887). Porém, foram encontradas diferenças significativas entre o número de indivíduos nos três ambientes (x2 = 83,4, g2 = 1, p = 0,0001) e entre o número de indivíduos registrados nos períodos de maior e menor precipitação (x2 = 39,2, gl = 1, p = 0,0001). Fatores como a falta de métodos complementares de amostragem, inundação sazonal, heterogeneidade espacial e taxonomia problemática de alguns grupos podem ter influenciado a composição, riqueza e abundância nos ambientes amostrados. O reduzido número de trabalhos relacionados ao grupo na região e a falta de estudos neste tipo de ambiente sazonalmente inundável demonstram a necessidade de estudos complementares com o objetivo de se obter informações que possam contribuir com futuras estratégias de conservação.
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  • RAIANNY KAROLINNE MONTEIRO DE OLIVEIRA
  • COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA E ANÁLISE DA ESTRUTURA DA ASSEMBLEIA DE PEIXES EM IGARAPÉS DA BACIA DO RIO CUPARI, BAIXO RIO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 29/10/2015
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  • A bacia Amazônica é a maior e mais biodiversa bacia hidrográfica da Terra, exibindo complexos padrões de distribuição e endemismo de espécies de peixes em escalas locais a regionais. Seu sistema de drenagem contempla um grande número de pequenos riachos (igarapés) reconhecidamente importantes para o suporte e manutenção de sua biodiversidade, pois abrigam uma ictiofauna diversificada e abundante. Em áreas pouco estudadas, como igarapés do baixo rio Tapajós, a ictiofauna de igarapés permanece pouco conhecida. No presente estudo foi investigado a composição da ictiofauna e os parâmetros abióticos que influenciam na estruturação da assembleia de peixes em igarapés da bacia do rio Cupari, baixo rio Tapajós. As amostragens foram realizadas em igarapés de primeira a terceira ordem em dezembro de 2014 e maio de 2015, correspondente aos períodos de águas baixas e águas altas, respectivamente. Os peixes e os dados abióticos foram coletados em trechos de 50 metros de 11 igarapés. Foram coletados 2.112 indivíduos pertencentes a 84 espécies, agrupadas em 52 gêneros, 23 famílias e seis ordens. As espécies mais abundantes foram Knodus sp. 1, Bryconops sp. n. e Curculionychtys sp. n. Fatores abióticos influenciaram na estruturação da ictiofauna. A largura do canal, velocidade da correnteza, vazão, condutividade e a abertura do dossel estiveram correlacionados com abundância, riqueza, dominância, diversidade, equitabilidade. A composição de espécies de peixes foi similar nos dois períodos amostrados. Este é o primeiro inventário da ictiofauna em igarapés na bacia do rio Cupari em abrangente escala espacial. Estes resultados obtidos são importantes, pois permitem propor medidas de conservação da ictiofauna local, haja vista que esses fatores ambientais estão passíveis de intervenção antrópica, como desmatamento e implantação de empreendimentos hidroelétricos.
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  • RAIANNY KAROLINNE MONTEIRO DE OLIVEIRA
  • COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA E ANÁLISE DA ESTRUTURA DA ASSEMBLEIA DE PEIXES EM IGARAPÉS DA BACIA DO RIO CUPARI, BAIXO RIO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 29/10/2015
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  • A bacia Amazônica é a maior e mais biodiversa bacia hidrográfica da Terra, exibindo complexos padrões de distribuição e endemismo de espécies de peixes em escalas locais a regionais. Seu sistema de drenagem contempla um grande número de pequenos riachos (igarapés) reconhecidamente importantes para o suporte e manutenção de sua biodiversidade, pois abrigam uma ictiofauna diversificada e abundante. Em áreas pouco estudadas, como igarapés do baixo rio Tapajós, a ictiofauna de igarapés permanece pouco conhecida. No presente estudo foi investigado a composição da ictiofauna e os parâmetros abióticos que influenciam na estruturação da assembleia de peixes em igarapés da bacia do rio Cupari, baixo rio Tapajós. As amostragens foram realizadas em igarapés de primeira a terceira ordem em dezembro de 2014 e maio de 2015, correspondente aos períodos de águas baixas e águas altas, respectivamente. Os peixes e os dados abióticos foram coletados em trechos de 50 metros de 11 igarapés. Foram coletados 2.112 indivíduos pertencentes a 84 espécies, agrupadas em 52 gêneros, 23 famílias e seis ordens. As espécies mais abundantes foram Knodus sp. 1, Bryconops sp. n. e Curculionychtys sp. n. Fatores abióticos influenciaram na estruturação da ictiofauna. A largura do canal, velocidade da correnteza, vazão, condutividade e a abertura do dossel estiveram correlacionados com abundância, riqueza, dominância, diversidade, equitabilidade. A composição de espécies de peixes foi similar nos dois períodos amostrados. Este é o primeiro inventário da ictiofauna em igarapés na bacia do rio Cupari em abrangente escala espacial. Estes resultados obtidos são importantes, pois permitem propor medidas de conservação da ictiofauna local, haja vista que esses fatores ambientais estão passíveis de intervenção antrópica, como desmatamento e implantação de empreendimentos hidroelétricos.
2014
Dissertações
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  • WANDERSON MICHEL DE FARIAS PANTOJA
  • COMPOSIÇÃO DA COMUNIDADE DE PARASITOS EM PEIXES DE ÁREA ÚMIDA DA AMAZONIA ORIENTAL, BRASIL
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 24/02/2014
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  • O objetivo deste trabalho foi estudar a comunidade componente de parasitos em Pterophyllum scalare, Mesonauta acora (Cichlide), Trachelyopterus coriaceus e Trachelyopterus galeatus (Auchenipteridae) da bacia Igarapé Fortaleza, Macapá, Estado do Amapá, Norte do Brasil. No período de setembro a dezembro de 2012, espécimes de P. scalare (7,0 ± 1,3 cm e 7,0 ± 4,2 g), M. acora (6,7 ± 1,2 cm e 6,7 ± 4,7 g), T. galeatus (10,95 ± 2,03 cm e 20,05 ± 13,24 g) e T. coriaceus (9,25 ± 1,50 cm e 10,74 ± 7,13 g) foram capturados para análise parasitológica. Os peixes foram sacrificados e examinados para verificação da presença de parasitos. Todos parasitos foram coletados, fixados, conservados, quantificados e corados para identificação. Dos 80 espécimes de ciclídeos examinados, 97,5 % estavam parasitados por Ichthyophthirius multifiliis, Tripartiella sp., Gussevia spiralocirra, Sciadicleithrum joanae, Posthodiplostomum sp. , Capillaria pterophyllum, Pseudoproleptus sp., Ichthyouris sp. e Gorytocephalus spectabilis. Dos 72 espécimes de auchenipterideos examinados, 100 % estavam parasitados por Ichthyophthirius multifiliis, Tripartiella sp., Cosmetocleithrum striatuli, Dadaytremoides parauchenipteri, Contracaecum sp., Cystidicoloides sp. e Gorytocephalus spectabilis. Em P. scalare e M. acora houve dominância de I. multifiliis, mas em T. galeatus e T. coriaceus a dominância foi Tripartiella sp. Houve dispersão agregada dos parasitos e variação no índice de Brillouin (HB) em M. acora (HB= 0,62 ± 0,21), P. scalare (HB 0,26 ± 0,23), T. galeatus (HB = 0,32 ± 0,16) e T. coriaceus (HB = 0,26 ± 0,12); riqueza de espécies em M. acora (5,0 ± 1,3), P. scalare (3,7 ± 1,2), T. coriaceus (3,69 ± 0,80) e T. galeatus (3,62 ± 0,92) e uniformidade (E) em M. acora (0,32 ± 0,11), T. galeatus (0,18 ± 0,09), P. scalare (0,12 ± 0,10) e T. coriaceus (0,12 ± 0,06). O HB e riqueza de espécies de parasitos mostram correlação negativa com o comprimento e peso de P. scalare. A abundância de G. spiralocirra, C. pterophylum e Tripartiella sp. mostrou correlação negativa com o comprimento e peso de P. scalare. Em T. coriaceus, a abundância de Tripartiella sp. e C. striatuli mostraram correlação negativa com o comprimento dos hospedeiros. Em T. galeatus a abundância de Tripartiella sp. apresentou correlação positiva com comprimento e peso e a abundância de C. striatuli foi negativamente correlacionada com o comprimemto dos hospedeiros. A fauna parasitária de M. acora e P. scalare, T. coriaceus e T. galeatus foi similar, pois foi composta por espécies de protozoários e metazoários. Porém, G. spiralocirra e C. pterophyllum parasitaram somente P. scalare, enquanto S. joanae e Pseudoproleptus sp. parasitaram somente M. acora e G. spectabilis parasitou somente T. coriaceus. Este foi o primeiro estudo sobre a fauna parasitária de população natural de P. scalare, M. acora, T. coriaceus e T. galeatus, bem como o primeiro registro de Tripartiella sp., Posthodiplostomum sp., Pseudoproleptus sp., Ichthyouris sp. e G. spectabilis para P. scalare; de I. multifiliis, Tripartiella sp., C. striatuli e Cystidicoloides sp. para T. galeatus e T. coriaceus e de D. parauchenipteri e Contracaecum sp. para T. coriaceus.
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  • WANDERSON MICHEL DE FARIAS PANTOJA
  • COMPOSIÇÃO DA COMUNIDADE DE PARASITOS EM PEIXES DE ÁREA ÚMIDA DA AMAZONIA ORIENTAL, BRASIL
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 24/02/2014
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  • O objetivo deste trabalho foi estudar a comunidade componente de parasitos em Pterophyllum scalare, Mesonauta acora (Cichlide), Trachelyopterus coriaceus e Trachelyopterus galeatus (Auchenipteridae) da bacia Igarapé Fortaleza, Macapá, Estado do Amapá, Norte do Brasil. No período de setembro a dezembro de 2012, espécimes de P. scalare (7,0 ± 1,3 cm e 7,0 ± 4,2 g), M. acora (6,7 ± 1,2 cm e 6,7 ± 4,7 g), T. galeatus (10,95 ± 2,03 cm e 20,05 ± 13,24 g) e T. coriaceus (9,25 ± 1,50 cm e 10,74 ± 7,13 g) foram capturados para análise parasitológica. Os peixes foram sacrificados e examinados para verificação da presença de parasitos. Todos parasitos foram coletados, fixados, conservados, quantificados e corados para identificação. Dos 80 espécimes de ciclídeos examinados, 97,5 % estavam parasitados por Ichthyophthirius multifiliis, Tripartiella sp., Gussevia spiralocirra, Sciadicleithrum joanae, Posthodiplostomum sp. , Capillaria pterophyllum, Pseudoproleptus sp., Ichthyouris sp. e Gorytocephalus spectabilis. Dos 72 espécimes de auchenipterideos examinados, 100 % estavam parasitados por Ichthyophthirius multifiliis, Tripartiella sp., Cosmetocleithrum striatuli, Dadaytremoides parauchenipteri, Contracaecum sp., Cystidicoloides sp. e Gorytocephalus spectabilis. Em P. scalare e M. acora houve dominância de I. multifiliis, mas em T. galeatus e T. coriaceus a dominância foi Tripartiella sp. Houve dispersão agregada dos parasitos e variação no índice de Brillouin (HB) em M. acora (HB= 0,62 ± 0,21), P. scalare (HB 0,26 ± 0,23), T. galeatus (HB = 0,32 ± 0,16) e T. coriaceus (HB = 0,26 ± 0,12); riqueza de espécies em M. acora (5,0 ± 1,3), P. scalare (3,7 ± 1,2), T. coriaceus (3,69 ± 0,80) e T. galeatus (3,62 ± 0,92) e uniformidade (E) em M. acora (0,32 ± 0,11), T. galeatus (0,18 ± 0,09), P. scalare (0,12 ± 0,10) e T. coriaceus (0,12 ± 0,06). O HB e riqueza de espécies de parasitos mostram correlação negativa com o comprimento e peso de P. scalare. A abundância de G. spiralocirra, C. pterophylum e Tripartiella sp. mostrou correlação negativa com o comprimento e peso de P. scalare. Em T. coriaceus, a abundância de Tripartiella sp. e C. striatuli mostraram correlação negativa com o comprimento dos hospedeiros. Em T. galeatus a abundância de Tripartiella sp. apresentou correlação positiva com comprimento e peso e a abundância de C. striatuli foi negativamente correlacionada com o comprimemto dos hospedeiros. A fauna parasitária de M. acora e P. scalare, T. coriaceus e T. galeatus foi similar, pois foi composta por espécies de protozoários e metazoários. Porém, G. spiralocirra e C. pterophyllum parasitaram somente P. scalare, enquanto S. joanae e Pseudoproleptus sp. parasitaram somente M. acora e G. spectabilis parasitou somente T. coriaceus. Este foi o primeiro estudo sobre a fauna parasitária de população natural de P. scalare, M. acora, T. coriaceus e T. galeatus, bem como o primeiro registro de Tripartiella sp., Posthodiplostomum sp., Pseudoproleptus sp., Ichthyouris sp. e G. spectabilis para P. scalare; de I. multifiliis, Tripartiella sp., C. striatuli e Cystidicoloides sp. para T. galeatus e T. coriaceus e de D. parauchenipteri e Contracaecum sp. para T. coriaceus.
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  • MARIA DA CONCEIÇÃO PEREIRA DO NASCIMENTO
  • “DIAGNÓSTICO DA PESCA ORNAMENTAL FLUVIAL DE LORICARÍDEOS (SILURIFORMES) NO TRECHO A JUSANTE DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL”
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 26/02/2014
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  • O presente estudo realizou um diagnóstico da pesca ornamental a jusante do rio Curuá-Una para a caracterização da pesca, e avaliação das áreas de pesca nas paisagens aquáticas nas manchas de captura. A pesca ornamental de Loricarídeos (Acaris) ocorre em pesqueiros específicos de corredeiras e substratos rochosos. O estudo foi baseado em coletas de dados realizadas nas áreas de pesca de loricarídeos com a metodologia “snow ball¨ através de aplicações de questionários aos grupos de pescadores nas comunidades de Santa Maria e Buerú em Santarém-Pará, também realizou-se a pesca ornamental experimental durante nove meses de coleta, uma vez por mês, 1 hora de captura por unidade de esforço (CPUE) em cada mancha de captura para caracterização da produção das espécies explotadas. Em cada manchaforam verificadas as variáveis limnológicas de temperatura, pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez, com auxílio do aparelho multiparâmetro. Os peixes foram acondicionados em sacos e destinados ao Laboratório onde registrou os dados biométricos. Os pescadores entrevistados moram na cidade de Santarém; suas idades variam entre 17 a 42 anos; baixo nível de escolarização; a família é composta em média por 5,5 pessoas; iniciaram o ofício da profissão muito jovens; adquiriram seus conhecimentos através da família ou amigos; o tempo de experiência da pesca ornamental é em média 10 anos; a produtividade depende da experiência do pescador, do ciclo hidrológico e da demanda do mercado; a pesca ornamental no verão é intensa e a renda média mensal é de R$ 1212,50. As manchas de captura foram caracterizadas por possuírem substratos rochosos com a presença fendas nas rochas, cascalhos com pedras roladas, aglomerados de seixos, “galhadas” e a presença da mata ciliar nas margens do rio. Foram capturados 1403 indivíduos, pertencentes a oito gêneros: Pseudacanthicus sp.; Leporacanthicus sp.; Panaque sp.; Ancistrus sp.; Peckoltia sp.; Hemiancistrus sp.; Hypostomus sp. e Hypancistrus sp. Portanto a pesca ornamental realizada a jusante do rio Curuá-Una mostrou-se ser uma coleta seletiva através do mergulho autônomo, utilizando vários acessórios específicos, 75% de sua renda provém da pesca, há diferenças temporal na dinâmica de trabalho, na produção da pesca (tempo que gastam na atividade, horário, e comercialização) entre os pescadores de Santa Maria e do Buerú. A pesca ornamental é mais intensa e mais produtiva no período seco, com produção média de CPUE de 58 indivíduos/pescador*hora e de 38 indivíduos/pescador*hora no período do inverno. A pesca de peixes ornamentais de loricarídeos em relação à produtividade não é estável e tem baixa resilíência ecológica. A definição de áreas de pesca de cada localidade facilita o processo de gestão e a implementação de ações de manejo por parte de governos e sociedade civil organizada. Assim a identificação das áreas de pesca de cada comunidade é importante para o estabelecimento do manejo da atividade.
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  • MARIA DA CONCEIÇÃO PEREIRA DO NASCIMENTO
  • “DIAGNÓSTICO DA PESCA ORNAMENTAL FLUVIAL DE LORICARÍDEOS (SILURIFORMES) NO TRECHO A JUSANTE DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL”
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 26/02/2014
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  • O presente estudo realizou um diagnóstico da pesca ornamental a jusante do rio Curuá-Una para a caracterização da pesca, e avaliação das áreas de pesca nas paisagens aquáticas nas manchas de captura. A pesca ornamental de Loricarídeos (Acaris) ocorre em pesqueiros específicos de corredeiras e substratos rochosos. O estudo foi baseado em coletas de dados realizadas nas áreas de pesca de loricarídeos com a metodologia “snow ball¨ através de aplicações de questionários aos grupos de pescadores nas comunidades de Santa Maria e Buerú em Santarém-Pará, também realizou-se a pesca ornamental experimental durante nove meses de coleta, uma vez por mês, 1 hora de captura por unidade de esforço (CPUE) em cada mancha de captura para caracterização da produção das espécies explotadas. Em cada manchaforam verificadas as variáveis limnológicas de temperatura, pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez, com auxílio do aparelho multiparâmetro. Os peixes foram acondicionados em sacos e destinados ao Laboratório onde registrou os dados biométricos. Os pescadores entrevistados moram na cidade de Santarém; suas idades variam entre 17 a 42 anos; baixo nível de escolarização; a família é composta em média por 5,5 pessoas; iniciaram o ofício da profissão muito jovens; adquiriram seus conhecimentos através da família ou amigos; o tempo de experiência da pesca ornamental é em média 10 anos; a produtividade depende da experiência do pescador, do ciclo hidrológico e da demanda do mercado; a pesca ornamental no verão é intensa e a renda média mensal é de R$ 1212,50. As manchas de captura foram caracterizadas por possuírem substratos rochosos com a presença fendas nas rochas, cascalhos com pedras roladas, aglomerados de seixos, “galhadas” e a presença da mata ciliar nas margens do rio. Foram capturados 1403 indivíduos, pertencentes a oito gêneros: Pseudacanthicus sp.; Leporacanthicus sp.; Panaque sp.; Ancistrus sp.; Peckoltia sp.; Hemiancistrus sp.; Hypostomus sp. e Hypancistrus sp. Portanto a pesca ornamental realizada a jusante do rio Curuá-Una mostrou-se ser uma coleta seletiva através do mergulho autônomo, utilizando vários acessórios específicos, 75% de sua renda provém da pesca, há diferenças temporal na dinâmica de trabalho, na produção da pesca (tempo que gastam na atividade, horário, e comercialização) entre os pescadores de Santa Maria e do Buerú. A pesca ornamental é mais intensa e mais produtiva no período seco, com produção média de CPUE de 58 indivíduos/pescador*hora e de 38 indivíduos/pescador*hora no período do inverno. A pesca de peixes ornamentais de loricarídeos em relação à produtividade não é estável e tem baixa resilíência ecológica. A definição de áreas de pesca de cada localidade facilita o processo de gestão e a implementação de ações de manejo por parte de governos e sociedade civil organizada. Assim a identificação das áreas de pesca de cada comunidade é importante para o estabelecimento do manejo da atividade.
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  • ALANA CRISTINA VINHOTE DA SILVA
  • INDICADORES POPULACIONAIS E BIOLOGIA REPRODUTIVA DO Pseudacanthicus sp. (SILURIFORMES, LORICARIIDAE) A JUSANTE DA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 28/03/2014
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  • A pesca ornamental na bacia do rio Curuá-Una ainda se dá em pequena escala, no entanto não há informações dos danos causados por essa atividade extrativista aos estoques pesqueiros, principalmente ao do cascudo popularmente conhecido como Assacu pertencente ao gênero Pseudacanthicus sp., pois este é o que possui maior valor comercial dentre os demais. Os estudos em torno de indicadores populacionais e de reprodução de peixes subsidiam informações básicas para a gestão pesqueira a fim de otimizar a produção. E, consequentemente recuperar e conservar estoques pesqueiros. O presente estudo tem como objetivo avaliar a estrutura populacional e a biologia reprodutiva deste cascudo, explotado pela pesca ornamental. O estudo foi realizado no período de agosto/2012 a julho/2013 com 38 exemplares de Pseudacanthicus sp. A coleta dos peixes ocorreu por pesca submersa, com esforço de pesca de 3h/mês. Registrou-se os dados biométricos de comprimento total (Lt) e padrão (Lp) em centímetros e peso total (Wt), das gônadas (Wg) e do peso sem as gônadas (Wc) em gramas. A identificação do sexo e do estádio gonadal foi realizada por visualização das características morfológicas das gônadas. Analisou-se a relação peso-comprimento, proporção sexual, determinação da fecundidade, L50, fator de condição (K) e índice gonadossomático (IG). O comprimento total (Lt) destes exemplares capturados variou de 21,5 – 4,3 (± 4,18) cm e o peso total (Wt) 75,2 -0,81 (± 17,71) g. O ponto mais próximo à barragem da UHE Curuá-Una, foi considerado o mais produtivo (29 espécimes) considerando a amostra total, o ponto a 200 m da UHE menos produtivo, com apenas 3 espécimes capturados. A equação da relação peso-comprimento assumiu a seguinte forma Wt = -24,53 *Lt3,80, portanto, o coeficiente angular encontrado apontou que o Pseudacanthicus sp. apresentou crescimento alométrico positivo (b>3). Houve predomínio de fêmeas (cinco) e machos (três) na classe de comprimento entre 14,45 - 15,90 cm. A proporção sexual foi de um macho para uma fêmea. Não houve um padrão para estabelecer parâmetros biométricos para o Pseudacanthicus sp. de acordo com os estádios gonadais. Os fatores de condição utilizados mostraram picos de atividade reprodutiva diferente do IG junto ao complemento da informação da frequência relativa dos estádios gonadais por mês. A taxa de fecundidade foi baixa (média de 158,8 ovócitos), já o L50 observado para sexos grupados foi de 13,72 cm. Os machos e fêmeas apresentaram um crescimento alométrico positivo igual, ou seja, maiores incrementos em peso do que em comprimento, o mesmo crescimento foi observado para sexos grupados. Esta espécie possuiu quatro estádios de maturação gonadal. Para este cascudo ornamental identificou-se o início do ciclo reprodutivo no mês de maio com período de desova entre os meses de agosto e setembro, e um outro pico em dezembro. O presente estudo gerou informações básicas como a fecundidade, o L50, o período de desova, entre outros, que são importantes para o ordenamento pesqueiro da espécie. Além de estudos prioritários para investimentos futuros em aquicultura desta espécie, no intuito de consolidar e manter sustentável a pesca ornamental.
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  • ALANA CRISTINA VINHOTE DA SILVA
  • INDICADORES POPULACIONAIS E BIOLOGIA REPRODUTIVA DO Pseudacanthicus sp. (SILURIFORMES, LORICARIIDAE) A JUSANTE DA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA, SANTARÉM, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : KEID NOLAN SILVA SOUSA
  • Data: 28/03/2014
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  • A pesca ornamental na bacia do rio Curuá-Una ainda se dá em pequena escala, no entanto não há informações dos danos causados por essa atividade extrativista aos estoques pesqueiros, principalmente ao do cascudo popularmente conhecido como Assacu pertencente ao gênero Pseudacanthicus sp., pois este é o que possui maior valor comercial dentre os demais. Os estudos em torno de indicadores populacionais e de reprodução de peixes subsidiam informações básicas para a gestão pesqueira a fim de otimizar a produção. E, consequentemente recuperar e conservar estoques pesqueiros. O presente estudo tem como objetivo avaliar a estrutura populacional e a biologia reprodutiva deste cascudo, explotado pela pesca ornamental. O estudo foi realizado no período de agosto/2012 a julho/2013 com 38 exemplares de Pseudacanthicus sp. A coleta dos peixes ocorreu por pesca submersa, com esforço de pesca de 3h/mês. Registrou-se os dados biométricos de comprimento total (Lt) e padrão (Lp) em centímetros e peso total (Wt), das gônadas (Wg) e do peso sem as gônadas (Wc) em gramas. A identificação do sexo e do estádio gonadal foi realizada por visualização das características morfológicas das gônadas. Analisou-se a relação peso-comprimento, proporção sexual, determinação da fecundidade, L50, fator de condição (K) e índice gonadossomático (IG). O comprimento total (Lt) destes exemplares capturados variou de 21,5 – 4,3 (± 4,18) cm e o peso total (Wt) 75,2 -0,81 (± 17,71) g. O ponto mais próximo à barragem da UHE Curuá-Una, foi considerado o mais produtivo (29 espécimes) considerando a amostra total, o ponto a 200 m da UHE menos produtivo, com apenas 3 espécimes capturados. A equação da relação peso-comprimento assumiu a seguinte forma Wt = -24,53 *Lt3,80, portanto, o coeficiente angular encontrado apontou que o Pseudacanthicus sp. apresentou crescimento alométrico positivo (b>3). Houve predomínio de fêmeas (cinco) e machos (três) na classe de comprimento entre 14,45 - 15,90 cm. A proporção sexual foi de um macho para uma fêmea. Não houve um padrão para estabelecer parâmetros biométricos para o Pseudacanthicus sp. de acordo com os estádios gonadais. Os fatores de condição utilizados mostraram picos de atividade reprodutiva diferente do IG junto ao complemento da informação da frequência relativa dos estádios gonadais por mês. A taxa de fecundidade foi baixa (média de 158,8 ovócitos), já o L50 observado para sexos grupados foi de 13,72 cm. Os machos e fêmeas apresentaram um crescimento alométrico positivo igual, ou seja, maiores incrementos em peso do que em comprimento, o mesmo crescimento foi observado para sexos grupados. Esta espécie possuiu quatro estádios de maturação gonadal. Para este cascudo ornamental identificou-se o início do ciclo reprodutivo no mês de maio com período de desova entre os meses de agosto e setembro, e um outro pico em dezembro. O presente estudo gerou informações básicas como a fecundidade, o L50, o período de desova, entre outros, que são importantes para o ordenamento pesqueiro da espécie. Além de estudos prioritários para investimentos futuros em aquicultura desta espécie, no intuito de consolidar e manter sustentável a pesca ornamental.
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  • ANDERSON PEREIRA BENTES
  • “Termorregulação, uso do habitat e métodos de individualização da cobra d'água Helicops polylepis GUNTHER, 1861 (DIPSADIDAE, XENODONTINAE) no Baixo Tapajós, Oeste do Pará, Brasil"
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 29/04/2014
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  • Helicops polylepis é uma serpente da tribo Hydropsini, que para manter suas funções vitais possuem estratégia de termorregulação adaptadas a ambientes aquáticos. Destacam-se nesse cenário as variáveis ambientais, o uso do micro-habitat, ajustes fisiológicos e comportamentais. O presente estudo teve como objetivo estudar os aspectos da termoregulação em H. polylepis, buscando compreender quais fatores interferem na sua temperatura corporal, levantar informações sobre o uso do habitat e apresentar uma técnica de individualização através de marcas naturais para essa serpente. Os dados foram coletados, na comunidade de Porto Novo, Baixo Tapajós, Oeste do Para, Brasil. Foram usadas analise de regressão linear, para comparações entre a Temperatura corporal, e as seguintes variáveis: temperatura da água, temperatura ambiental, massa e o comprimento rostro-cloacal (CRC). As comparações da Temperatura corporal com micro-habitat e comportamento foi usado ANOVA one-way. Foram coletados 46 indivíduos de H. polyleps. A Tc teve máxima de 29,8ºC, mínima de 24,5ºC e média de 27,48ºC. Os resultados foram significativos para a relação da Tc com as seguintes variáveis: temperatura da água (r² = 0,373 e p = 0,00001), temperatura do ambiente (r² = 0,2110 e p = 0,00132), massa (r² = 327, p = 0,00032) e CRC (r² = 0,224, p = 0,00087). Para as comparações se a Tc é influenciada pelo micro-habitat e pelo comportamento, os resultados não foram significativos (p = 0,3425, p = 0,2929 respectivamente). Foram fotografados 64 animais, onde oito foram recapturados com 96% de acerto na identificação através do banco de fotografias. Nossos resultados demonstram que o tamanho corporal e o ambiente são fundamentais para a termorregulação de H. polyleps e que o uso de marcas naturais é eficiente para a identificação individual nesses animais. No entanto, as estratégias termais de serpentes provavelmente são mais complexas do que o conhecimento atual, para isso novos trabalhos são fundamentais para uma melhor compreensão
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  • ANDERSON PEREIRA BENTES
  • “Termorregulação, uso do habitat e métodos de individualização da cobra d'água Helicops polylepis GUNTHER, 1861 (DIPSADIDAE, XENODONTINAE) no Baixo Tapajós, Oeste do Pará, Brasil"
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 29/04/2014
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  • Helicops polylepis é uma serpente da tribo Hydropsini, que para manter suas funções vitais possuem estratégia de termorregulação adaptadas a ambientes aquáticos. Destacam-se nesse cenário as variáveis ambientais, o uso do micro-habitat, ajustes fisiológicos e comportamentais. O presente estudo teve como objetivo estudar os aspectos da termoregulação em H. polylepis, buscando compreender quais fatores interferem na sua temperatura corporal, levantar informações sobre o uso do habitat e apresentar uma técnica de individualização através de marcas naturais para essa serpente. Os dados foram coletados, na comunidade de Porto Novo, Baixo Tapajós, Oeste do Para, Brasil. Foram usadas analise de regressão linear, para comparações entre a Temperatura corporal, e as seguintes variáveis: temperatura da água, temperatura ambiental, massa e o comprimento rostro-cloacal (CRC). As comparações da Temperatura corporal com micro-habitat e comportamento foi usado ANOVA one-way. Foram coletados 46 indivíduos de H. polyleps. A Tc teve máxima de 29,8ºC, mínima de 24,5ºC e média de 27,48ºC. Os resultados foram significativos para a relação da Tc com as seguintes variáveis: temperatura da água (r² = 0,373 e p = 0,00001), temperatura do ambiente (r² = 0,2110 e p = 0,00132), massa (r² = 327, p = 0,00032) e CRC (r² = 0,224, p = 0,00087). Para as comparações se a Tc é influenciada pelo micro-habitat e pelo comportamento, os resultados não foram significativos (p = 0,3425, p = 0,2929 respectivamente). Foram fotografados 64 animais, onde oito foram recapturados com 96% de acerto na identificação através do banco de fotografias. Nossos resultados demonstram que o tamanho corporal e o ambiente são fundamentais para a termorregulação de H. polyleps e que o uso de marcas naturais é eficiente para a identificação individual nesses animais. No entanto, as estratégias termais de serpentes provavelmente são mais complexas do que o conhecimento atual, para isso novos trabalhos são fundamentais para uma melhor compreensão
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  • SUZANE SILVA BENTES
  • MERCÚRIO TOTAL EM PEIXES DOS RIOS AMAZONAS, TAPAJÓS E ARAPIUNS– AMAZÔNIA, BRASIL
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 27/05/2014
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  • O mercúrio (Hg) na Amazônia tem como principais fontes de liberação no ambiente a atividade garimpeira e o uso do solo. Os estudos sobre mercúrio na Amazônia difundiram-se devido à ampla utilização desse elemento no processo de obtenção de ouro na região e sobre os possíveis danos que o elemento poderia causar aos organismos vivos expostos. Os peixes são tomados como indicadores de contaminação por Hg e como reflexo da variabilidade ambiental. Objetivou-se determinar os níveis contemporâneos de Hg total (HgT) em peixes nos rios Amazonas, Arapiuns e Tapajós e investigar as variações nas concentrações de Hg por espécies e por nível trófico, considerando os aspectos limnológicos destes sistemas fluviais, além de avaliar os padrões de bioacumulação das espécies capturadas, listar espécies com concentrações acima dos limites estabelecidos como seguro para o consumo humano e a sua variação em função da sazonalidade. As amostras foram coletadas durante os anos de 2009, 2010 e 2011 nas diferentes fases do pulso hidrológico. Depois de identificados, foram retiradas amostras de músculo da porção dorsal dos indivíduos. A determinação de Hg total foi efetuada através da técnica de Fluorescência Atômica a Vapor Frio (CVAFS). Em uma visão global, o rio Arapiuns destacou-se com a maior concentração de HgT em peixes. A bioacumulação em função do tamanho foi evidente em menos de 53% e em menos de 31% em função do peso nas espécies de peixes nos três rios estudados. Quanto à concentração de HgT por nível trófico, o grupo invertívoro apresentou maior valor nos rios Amazonas e Tapajós e no rio Arapiuns este índice foi exibido pelo grupo piscívoro. Não houve incremento linear das concentrações de Hg total ao longo das guildas tróficas nos rios Amazonas e Tapajós, fenômeno observado apenas no rio Arapiuns. Dos parâmetros limnológicos observados, o pH foi um fator diferencial entre os três ambientes, com característica levemente acidificado no rio Arapiuns onde as concentrações nos peixes de ocorrência em comum foram maiores. Das espécies que ultrapassaram o limiar permitido como seguro para ingestão humana, Acestrorhynchus microlepis destacou-se com a concentração de Hg mais alta. O pulso de inundação foi um fator contribuinte na bioacumulação em peixes nos rios de águas claras Tapajós e Arapiuns. Independente de espécie, nos rios Tapajós e Arapiuns as concentrações de Hg aumentaram com a elevação do nível dos rios e decresceram na vazante, conforme o seguinte gradiente: [HgT]águas baixas < [HgT]enchente < [HgT]águas altas > [HgT]vazante. No rio Amazonas, nenhuma das espécies de ocorrência em mais de uma fase revelou diferença significativa entre os períodos.
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  • SUZANE SILVA BENTES
  • MERCÚRIO TOTAL EM PEIXES DOS RIOS AMAZONAS, TAPAJÓS E ARAPIUNS– AMAZÔNIA, BRASIL
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 27/05/2014
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  • O mercúrio (Hg) na Amazônia tem como principais fontes de liberação no ambiente a atividade garimpeira e o uso do solo. Os estudos sobre mercúrio na Amazônia difundiram-se devido à ampla utilização desse elemento no processo de obtenção de ouro na região e sobre os possíveis danos que o elemento poderia causar aos organismos vivos expostos. Os peixes são tomados como indicadores de contaminação por Hg e como reflexo da variabilidade ambiental. Objetivou-se determinar os níveis contemporâneos de Hg total (HgT) em peixes nos rios Amazonas, Arapiuns e Tapajós e investigar as variações nas concentrações de Hg por espécies e por nível trófico, considerando os aspectos limnológicos destes sistemas fluviais, além de avaliar os padrões de bioacumulação das espécies capturadas, listar espécies com concentrações acima dos limites estabelecidos como seguro para o consumo humano e a sua variação em função da sazonalidade. As amostras foram coletadas durante os anos de 2009, 2010 e 2011 nas diferentes fases do pulso hidrológico. Depois de identificados, foram retiradas amostras de músculo da porção dorsal dos indivíduos. A determinação de Hg total foi efetuada através da técnica de Fluorescência Atômica a Vapor Frio (CVAFS). Em uma visão global, o rio Arapiuns destacou-se com a maior concentração de HgT em peixes. A bioacumulação em função do tamanho foi evidente em menos de 53% e em menos de 31% em função do peso nas espécies de peixes nos três rios estudados. Quanto à concentração de HgT por nível trófico, o grupo invertívoro apresentou maior valor nos rios Amazonas e Tapajós e no rio Arapiuns este índice foi exibido pelo grupo piscívoro. Não houve incremento linear das concentrações de Hg total ao longo das guildas tróficas nos rios Amazonas e Tapajós, fenômeno observado apenas no rio Arapiuns. Dos parâmetros limnológicos observados, o pH foi um fator diferencial entre os três ambientes, com característica levemente acidificado no rio Arapiuns onde as concentrações nos peixes de ocorrência em comum foram maiores. Das espécies que ultrapassaram o limiar permitido como seguro para ingestão humana, Acestrorhynchus microlepis destacou-se com a concentração de Hg mais alta. O pulso de inundação foi um fator contribuinte na bioacumulação em peixes nos rios de águas claras Tapajós e Arapiuns. Independente de espécie, nos rios Tapajós e Arapiuns as concentrações de Hg aumentaram com a elevação do nível dos rios e decresceram na vazante, conforme o seguinte gradiente: [HgT]águas baixas < [HgT]enchente < [HgT]águas altas > [HgT]vazante. No rio Amazonas, nenhuma das espécies de ocorrência em mais de uma fase revelou diferença significativa entre os períodos.
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  • LUCIANA REIS MAIA
  • DESMÍDIAS (CHLOROPHYTA) DO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA (SANTARÉM, AMAZÔNIA BRASIL)
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 20/06/2014
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  • A região Amazônica abriga o maior e mais extenso sistema fluvial de massa líquida do planeta favorecendo a construção de reservatórios para a geração de energia. Embora as algas constituam um importante grupo de organismos relacionado ao fluxo de energia nos ambientes aquáticos, pouco se conhece sobre a diversidade e estrutura da população destes organismos nos reservatórios amazônicos. As desmídias destacam-se entre outros grupos de algas na Amazônia por apresentarem uma elevada riqueza específica, variedades e formas taxonômicas sendo favorecidas pelas condições predominantes nos ambientes aquáticos amazônicos. Os gêneros Staurastrum Meyen e Staurodesmus Teiling são os mais frequentemente registrados na coluna d'água, por terem ampla diversidade morfológica. Assim, foi elaborada a presente proposta para conhecer as espécies dos gêneros com ocorrência planctônica no reservatório, através de um inventário taxonômico. A Usina Hidrelétrica Curuá-Una (UHE Curuá-Una) encontra-se no rio Curuá-una, município de Santarém. As coletas foram realizadas durante os quatro períodos do ciclo hidrológico (Setembro/2011, Novembro/2011, Janeiro/2012 e Abril/2012), em nove pontos distribuídos ao longo do reservatório. Durante a coleta a transparência da água foi medida com o disco de Secchi e as variáveis físico-químicas com o auxilio de instrumentos multiparamétricos. As amostras qualitativas de fitoplâncton foram obtidas com rede de plâncton (20 μm); sendo fixadas com solução de transeau e analisadas, em microscópio trinocular. Para a identificação dos organismos foram observados o formato, a ornamentação e medidas das células, nas três vistas taxonômicas e os dados métricos obtidos através do programa Zen (2011). As ilustrações por meio do sistema de captura acoplado ao microscópio utilizando-se a câmera AxioCamMRc5. Os parâmetros abióticos seguiram padrão já observado anteriormente por estudos desenvolvidos na região. O levantamento taxonômico realizado no reservatório permitiu a identificação de 22 espécies do gênero Staurastrum Meyen e cinco espécies de Staurodesmus Teiling, onde as espécies Staurastrum leptocladum var. cornutum, Staurastrum grallatorium var. brasiliense, Staurastrum setigerum var. tristichum f. furcatum, Staurastrum novae-caesareae var. brasiliense, Staurastrum quadrinotatum, Staurodesmus mamillatus e Staurastrum tryssos foram frequentes. Dos meses de estudo, Janeiro/2012 foi o que apresentou maior numero de táxons, a maior riqueza de espécies foi encontrada no período de cheia bem como no ponto CRU 04 de amostragem. Não houve registros de novas ocorrências de espécies dos gêneros para a área de estudo e, com base na análise de frequência de ocorrência, não foram observadas espécies muito frequentes. O gênero Staurastrum foi o mais representativo tanto em termos de riqueza quanto de frequência.
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  • LUCIANA REIS MAIA
  • DESMÍDIAS (CHLOROPHYTA) DO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE CURUÁ-UNA (SANTARÉM, AMAZÔNIA BRASIL)
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 20/06/2014
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  • A região Amazônica abriga o maior e mais extenso sistema fluvial de massa líquida do planeta favorecendo a construção de reservatórios para a geração de energia. Embora as algas constituam um importante grupo de organismos relacionado ao fluxo de energia nos ambientes aquáticos, pouco se conhece sobre a diversidade e estrutura da população destes organismos nos reservatórios amazônicos. As desmídias destacam-se entre outros grupos de algas na Amazônia por apresentarem uma elevada riqueza específica, variedades e formas taxonômicas sendo favorecidas pelas condições predominantes nos ambientes aquáticos amazônicos. Os gêneros Staurastrum Meyen e Staurodesmus Teiling são os mais frequentemente registrados na coluna d'água, por terem ampla diversidade morfológica. Assim, foi elaborada a presente proposta para conhecer as espécies dos gêneros com ocorrência planctônica no reservatório, através de um inventário taxonômico. A Usina Hidrelétrica Curuá-Una (UHE Curuá-Una) encontra-se no rio Curuá-una, município de Santarém. As coletas foram realizadas durante os quatro períodos do ciclo hidrológico (Setembro/2011, Novembro/2011, Janeiro/2012 e Abril/2012), em nove pontos distribuídos ao longo do reservatório. Durante a coleta a transparência da água foi medida com o disco de Secchi e as variáveis físico-químicas com o auxilio de instrumentos multiparamétricos. As amostras qualitativas de fitoplâncton foram obtidas com rede de plâncton (20 μm); sendo fixadas com solução de transeau e analisadas, em microscópio trinocular. Para a identificação dos organismos foram observados o formato, a ornamentação e medidas das células, nas três vistas taxonômicas e os dados métricos obtidos através do programa Zen (2011). As ilustrações por meio do sistema de captura acoplado ao microscópio utilizando-se a câmera AxioCamMRc5. Os parâmetros abióticos seguiram padrão já observado anteriormente por estudos desenvolvidos na região. O levantamento taxonômico realizado no reservatório permitiu a identificação de 22 espécies do gênero Staurastrum Meyen e cinco espécies de Staurodesmus Teiling, onde as espécies Staurastrum leptocladum var. cornutum, Staurastrum grallatorium var. brasiliense, Staurastrum setigerum var. tristichum f. furcatum, Staurastrum novae-caesareae var. brasiliense, Staurastrum quadrinotatum, Staurodesmus mamillatus e Staurastrum tryssos foram frequentes. Dos meses de estudo, Janeiro/2012 foi o que apresentou maior numero de táxons, a maior riqueza de espécies foi encontrada no período de cheia bem como no ponto CRU 04 de amostragem. Não houve registros de novas ocorrências de espécies dos gêneros para a área de estudo e, com base na análise de frequência de ocorrência, não foram observadas espécies muito frequentes. O gênero Staurastrum foi o mais representativo tanto em termos de riqueza quanto de frequência.
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  • ANDRÉIA MARIA DE SOUSA
  • COMPOSIÇÃO E ABUNDÂNCIA DE ANUROS NOTURNOS EM ÁREAS NÃO RIPÁRIAS EM UMA FLORESTA TROPICAL DE TERRA FIRME NA AMAZÔNIA ORIENTAL, BRASIL
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 31/07/2014
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  • Neste trabalho foi avaliada a distribuição e a abundância de anuros noturnos durante uma estação chuvosa em 19 parcelas distribuídas uniformemente em uma área de 10 km2 na Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará, Brasil. O estudo foi realizado em dois módulos RAPELD (módulo M 83 e M1 117) totalizando 19 parcelas não ripárias de amostragem. As coletas foram realizadas entre dezembro de 2012 e junho de 2013. As parcelas foram posicionadas seguindo a curva de nível do terreno e possuem 250 m de comprimento cada. A distribuição e abundância da anurofauna foram determinadas por cinco amostragens noturnas utilizando métodos visual e auditivo. Foram registrados 300 indivíduos pertencentes a 12 espécies e cinco famílias (Hylidae, Strabomantidae, Leptodactylidae, Aromobatidae e Bufonidae). Duas espécies foram registradas somente vocalizando (Hypsiboas boans e Trachycephalus cf. resinifictrix), seis espécies foram apenas avistadas (Phyllomedusa vaillantii, Allobates femoralis, Rhinella magnusoni, Leptodactylus macrosternum, Pristimantis ockendeni e Pristimantis cf. fenestratus) e quatro espécies foram registradas tanto visualmente quanto auditivamente (Osteocephalus oophagus, Scinax garbei, Leptodactylus andreae e Pristimantis fenestratus). Pristimantis fenestratus, L. andreae e R. magnusoni foram as espécies mais abundantes e com ampla distribuição na FLONA do Tapajós. As curvas de rarefação obtidas indicaram que a fauna de anfíbios dos módulos ainda está subamostrada. As ordenações obtidas pela técnica de escalonamento multidimensional não métrico (NMDS) para as análises quantitativas dos módulos, o primeiro eixo da ordenação explicou 69% da distância entre as parcelas do M 83 e 64% para o módulo M1 117 e para os dados qualitativos explicou 55% da diferença entre as parcelas do M 83 e 79% do M1 117. Os resultados obtidos mostram diferenças entre os módulos da área de estudo, no entanto, ainda não é possível inferir quais situações ou eventos estão promovendo essas variações na riqueza e abundância dos anuros, de tal forma, que somente pesquisas complementares que envolvam a análise de variáveis ambientais possam auxiliar nas interpretações dos padrões observados.
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  • ANDRÉIA MARIA DE SOUSA
  • COMPOSIÇÃO E ABUNDÂNCIA DE ANUROS NOTURNOS EM ÁREAS NÃO RIPÁRIAS EM UMA FLORESTA TROPICAL DE TERRA FIRME NA AMAZÔNIA ORIENTAL, BRASIL
  • Orientador : ALFREDO PEDROSO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 31/07/2014
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  • Neste trabalho foi avaliada a distribuição e a abundância de anuros noturnos durante uma estação chuvosa em 19 parcelas distribuídas uniformemente em uma área de 10 km2 na Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará, Brasil. O estudo foi realizado em dois módulos RAPELD (módulo M 83 e M1 117) totalizando 19 parcelas não ripárias de amostragem. As coletas foram realizadas entre dezembro de 2012 e junho de 2013. As parcelas foram posicionadas seguindo a curva de nível do terreno e possuem 250 m de comprimento cada. A distribuição e abundância da anurofauna foram determinadas por cinco amostragens noturnas utilizando métodos visual e auditivo. Foram registrados 300 indivíduos pertencentes a 12 espécies e cinco famílias (Hylidae, Strabomantidae, Leptodactylidae, Aromobatidae e Bufonidae). Duas espécies foram registradas somente vocalizando (Hypsiboas boans e Trachycephalus cf. resinifictrix), seis espécies foram apenas avistadas (Phyllomedusa vaillantii, Allobates femoralis, Rhinella magnusoni, Leptodactylus macrosternum, Pristimantis ockendeni e Pristimantis cf. fenestratus) e quatro espécies foram registradas tanto visualmente quanto auditivamente (Osteocephalus oophagus, Scinax garbei, Leptodactylus andreae e Pristimantis fenestratus). Pristimantis fenestratus, L. andreae e R. magnusoni foram as espécies mais abundantes e com ampla distribuição na FLONA do Tapajós. As curvas de rarefação obtidas indicaram que a fauna de anfíbios dos módulos ainda está subamostrada. As ordenações obtidas pela técnica de escalonamento multidimensional não métrico (NMDS) para as análises quantitativas dos módulos, o primeiro eixo da ordenação explicou 69% da distância entre as parcelas do M 83 e 64% para o módulo M1 117 e para os dados qualitativos explicou 55% da diferença entre as parcelas do M 83 e 79% do M1 117. Os resultados obtidos mostram diferenças entre os módulos da área de estudo, no entanto, ainda não é possível inferir quais situações ou eventos estão promovendo essas variações na riqueza e abundância dos anuros, de tal forma, que somente pesquisas complementares que envolvam a análise de variáveis ambientais possam auxiliar nas interpretações dos padrões observados.
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  • DANIELA BIANCHI
  • “Estudo da Ecotoxicologia do mercúrio total em Podocnemis expansa Schweigger, 1812 (Testudines: podocnemididae) no Tabuleiro de Monte Cristo, Rio Tapajós, Pará, Brasil”
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 18/08/2014
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  • A contaminação mercurial em quelônios tem sido negligenciada na Amazônia. Apesar de já ter sido comprovada sua presença nestes animais seus efeitos são ainda desconhecidos. Este trabalho teve como objetivos investigar o potencial de bioacumulação de mercúrio total (HgT) nas fêmeas através da correlação das concentrações encontradas nas matrizes corporais com as variáveis morfométricas; verificar se os níveis de HgT encontrados estão causando efeitos negativos nos aspectos reprodutivos e avaliar a variação temporal do mercúrio nas fêmeas da espécie de Podocnemis expansa que desovam no Tabuleiro de Monte Cristo, Rio Tapajós. As amostras dos tecidos das fêmeas e os filhotes foram coletados nas estações reprodutivas de 2012 e 2013. Os níveis de HgT em músculo, carapaça e unha das fêmeas e músculo e carapaça dos filhotes foram obtidos através do método de fluorescência atômica a vapor frio. As concentrações médias de mercúrio total (HgT) encontradas no tecido muscular, na carapaça e na unha das fêmeas de Podocnemis expansa foram respectivamente 61,62 ng.g-1 (± 29,4), 52,70 ng.g-1 (± 26,41) e 69,19 ng.g-1 (± 45,43). As fêmeas demostraram estar, de alguma forma, eliminando o Hg ingerido e chegando a um equilíbrio entre as taxas de ingestão e eliminação e, portanto, não estão bioacumulando mercúrio. Os níveis de HgT presentes nas fêmeas não estão afetando de forma letal os embriões nem o tamanho e quantidade de ovos. Os valores de HgT encontrados no músculo (38,4 ng.g-1 ± 15,4 ng.g-1) e na carapaça (35,5 ng.g-1 ± 10,4 ng.g-1) dos filhotes não alteraram seu tamanho ou peso. A contaminação mercurial das fêmeas variou ao longo dos anos e pode ser um reflexo do aumento na atividade garimpeira a montante do tabuleiro. Com este trabalho são obtidas algumas respostas, mas um número maior ainda de perguntas surge e a necessidade de novas e mais aprofundadas pesquisas é evidente. A possibilidade das variações nas concentrações de mercúrio nos tecidos das fêmeas de tartaruga-da-amazônia serem um reflexo das flutuações nos níveis de Hg no ambiente as coloca como importantes bioindicadoras. Porém também as deixa vulneráveis aos efeitos deletérios deste metal.
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  • DANIELA BIANCHI
  • “Estudo da Ecotoxicologia do mercúrio total em Podocnemis expansa Schweigger, 1812 (Testudines: podocnemididae) no Tabuleiro de Monte Cristo, Rio Tapajós, Pará, Brasil”
  • Orientador : JOSE REINALDO PACHECO PELEJA
  • Data: 18/08/2014
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  • A contaminação mercurial em quelônios tem sido negligenciada na Amazônia. Apesar de já ter sido comprovada sua presença nestes animais seus efeitos são ainda desconhecidos. Este trabalho teve como objetivos investigar o potencial de bioacumulação de mercúrio total (HgT) nas fêmeas através da correlação das concentrações encontradas nas matrizes corporais com as variáveis morfométricas; verificar se os níveis de HgT encontrados estão causando efeitos negativos nos aspectos reprodutivos e avaliar a variação temporal do mercúrio nas fêmeas da espécie de Podocnemis expansa que desovam no Tabuleiro de Monte Cristo, Rio Tapajós. As amostras dos tecidos das fêmeas e os filhotes foram coletados nas estações reprodutivas de 2012 e 2013. Os níveis de HgT em músculo, carapaça e unha das fêmeas e músculo e carapaça dos filhotes foram obtidos através do método de fluorescência atômica a vapor frio. As concentrações médias de mercúrio total (HgT) encontradas no tecido muscular, na carapaça e na unha das fêmeas de Podocnemis expansa foram respectivamente 61,62 ng.g-1 (± 29,4), 52,70 ng.g-1 (± 26,41) e 69,19 ng.g-1 (± 45,43). As fêmeas demostraram estar, de alguma forma, eliminando o Hg ingerido e chegando a um equilíbrio entre as taxas de ingestão e eliminação e, portanto, não estão bioacumulando mercúrio. Os níveis de HgT presentes nas fêmeas não estão afetando de forma letal os embriões nem o tamanho e quantidade de ovos. Os valores de HgT encontrados no músculo (38,4 ng.g-1 ± 15,4 ng.g-1) e na carapaça (35,5 ng.g-1 ± 10,4 ng.g-1) dos filhotes não alteraram seu tamanho ou peso. A contaminação mercurial das fêmeas variou ao longo dos anos e pode ser um reflexo do aumento na atividade garimpeira a montante do tabuleiro. Com este trabalho são obtidas algumas respostas, mas um número maior ainda de perguntas surge e a necessidade de novas e mais aprofundadas pesquisas é evidente. A possibilidade das variações nas concentrações de mercúrio nos tecidos das fêmeas de tartaruga-da-amazônia serem um reflexo das flutuações nos níveis de Hg no ambiente as coloca como importantes bioindicadoras. Porém também as deixa vulneráveis aos efeitos deletérios deste metal.
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  • CÁRLISON SILVA DE OLIVEIRA
  • ESTUDO DA ICTIOFAUNA EM IGARAPÉS NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 22/08/2014
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  • A região Neotropical possui maior diversidade de peixes de água doce do mundo. Grande parte dessa biodiversidade está na bacia amazônica, onde um vasto número de pequenos riachos, chamados regionalmente de igarapés, são constituintes importantes na manutenção da drenagem. Esses ambientes, apesar da baixa produtividade primária, abrigam uma rica ictiofauna. No entanto, em áreas pouco estudadas como igarapés do baixo rio Tapajós, a ictiofauna permanece pouco conhecida. No presente estudo objetivou-se conhecer a composição e variáveis relacionadas com a estrutura das assembleias de peixes em igarapés nos sistemas de drenagem na Floresta Nacional do Tapajós. As coletas foram realizadas entre Setembro de 2012 e Novembro de 2013, no período de águas baixas. Os peixes foram coletados com redes de arrasto e peneiras em 22 igarapés de 1a a 3a ordem. Foram coletados 3.035 indivíduos pertencentes a 117 espécies distribuídas em 28 famílias e seis ordens. Bryconops cf. giacopinii, Hemigrammus belottii e Hemigrammus analis foram as espécies mais abundantes. Os resultados indicaram que a composição de espécies é diferente entre os sistemas de drenagem. A composição de espécie e as estruturas das assembleias foram relacionadas com a dimensão dos corpos d’água, tipo de substrato e fatores físico-químicos da água. Seis espécies novas foram reconhecidas, duas dessas registradas apenas na área deste estudo até o momento. O presente estudo é o primeiro inventário da ictiofauna em igarapés na Floresta Nacional do Tapajós. Os resultados aqui apresentados disponibilizam informações relevantes para subsidiar a tomada de decisões no gerenciamento da ictiofauna nessa Unidade de Conservação.
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  • CÁRLISON SILVA DE OLIVEIRA
  • ESTUDO DA ICTIOFAUNA EM IGARAPÉS NA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL
  • Orientador : FRANK RAYNNER VASCONCELOS RIBEIRO
  • Data: 22/08/2014
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  • A região Neotropical possui maior diversidade de peixes de água doce do mundo. Grande parte dessa biodiversidade está na bacia amazônica, onde um vasto número de pequenos riachos, chamados regionalmente de igarapés, são constituintes importantes na manutenção da drenagem. Esses ambientes, apesar da baixa produtividade primária, abrigam uma rica ictiofauna. No entanto, em áreas pouco estudadas como igarapés do baixo rio Tapajós, a ictiofauna permanece pouco conhecida. No presente estudo objetivou-se conhecer a composição e variáveis relacionadas com a estrutura das assembleias de peixes em igarapés nos sistemas de drenagem na Floresta Nacional do Tapajós. As coletas foram realizadas entre Setembro de 2012 e Novembro de 2013, no período de águas baixas. Os peixes foram coletados com redes de arrasto e peneiras em 22 igarapés de 1a a 3a ordem. Foram coletados 3.035 indivíduos pertencentes a 117 espécies distribuídas em 28 famílias e seis ordens. Bryconops cf. giacopinii, Hemigrammus belottii e Hemigrammus analis foram as espécies mais abundantes. Os resultados indicaram que a composição de espécies é diferente entre os sistemas de drenagem. A composição de espécie e as estruturas das assembleias foram relacionadas com a dimensão dos corpos d’água, tipo de substrato e fatores físico-químicos da água. Seis espécies novas foram reconhecidas, duas dessas registradas apenas na área deste estudo até o momento. O presente estudo é o primeiro inventário da ictiofauna em igarapés na Floresta Nacional do Tapajós. Os resultados aqui apresentados disponibilizam informações relevantes para subsidiar a tomada de decisões no gerenciamento da ictiofauna nessa Unidade de Conservação.
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  • LUIZ HENRIQUE MADURO DE SOUSA
  • “Perfil morfológico do desenvolvimento da retina em larvas de tambaqui (Colossoma macropomum), pirapitinga (Piaractus brachypomus) e o híbrido tambatinga (C. macropumum X P. branchypomus)”
  • Orientador : SORAIA VALERIA DE OLIVEIRA COELHO LAMEIRAO
  • Data: 22/08/2014
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  • Foi descrito o desenvolvimento ontogênico da retina nas larvas dos spp. parentais tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus brachypomus) e do híbrido destes, a tambatinga (C. macropomum x P. brachypomus). Foram feitas avaliações histológicas, a partir da observação do aspecto morfológico, nos olhos de larvas coletadas em estágios pré-determinados do período de incubação para cultivo, tendo como base o perfil estrutural da retina funcional de exemplares jovens de cada animal experimental. Verificou-se nas larvas de pirapitinga, o início da diferenciação morfológica e organização de camadas celulares em estágios mais precoces do que nas larvas de tambaqui e tambatinga, indicando que aquela espécie apresenta ontogenia retiniana mais rápida nas fases iniciais do desenvolvimento larval. A coloração com HE revelou que tanto os parentais quanto o híbrido apresentaram alguma organização laminar em estágios precedentes à alimentação exógena, porém, na transferência para os viveiros, a retina das larvas ainda não apresentava o padrão funcional. Presumivelmente, nos primeiros estágios após a transferência, as larvas das espécies e do híbrido avaliados neste estudo, passam a lidar com adversidades deste novo ambiente sem o auxílio da percepção visual, pois os olhos ainda não são funcionais, visto que, a retina ainda se mostra em processo de diferenciação.
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  • LUIZ HENRIQUE MADURO DE SOUSA
  • “Perfil morfológico do desenvolvimento da retina em larvas de tambaqui (Colossoma macropomum), pirapitinga (Piaractus brachypomus) e o híbrido tambatinga (C. macropumum X P. branchypomus)”
  • Orientador : SORAIA VALERIA DE OLIVEIRA COELHO LAMEIRAO
  • Data: 22/08/2014
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  • Foi descrito o desenvolvimento ontogênico da retina nas larvas dos spp. parentais tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus brachypomus) e do híbrido destes, a tambatinga (C. macropomum x P. brachypomus). Foram feitas avaliações histológicas, a partir da observação do aspecto morfológico, nos olhos de larvas coletadas em estágios pré-determinados do período de incubação para cultivo, tendo como base o perfil estrutural da retina funcional de exemplares jovens de cada animal experimental. Verificou-se nas larvas de pirapitinga, o início da diferenciação morfológica e organização de camadas celulares em estágios mais precoces do que nas larvas de tambaqui e tambatinga, indicando que aquela espécie apresenta ontogenia retiniana mais rápida nas fases iniciais do desenvolvimento larval. A coloração com HE revelou que tanto os parentais quanto o híbrido apresentaram alguma organização laminar em estágios precedentes à alimentação exógena, porém, na transferência para os viveiros, a retina das larvas ainda não apresentava o padrão funcional. Presumivelmente, nos primeiros estágios após a transferência, as larvas das espécies e do híbrido avaliados neste estudo, passam a lidar com adversidades deste novo ambiente sem o auxílio da percepção visual, pois os olhos ainda não são funcionais, visto que, a retina ainda se mostra em processo de diferenciação.
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  • RODRIGO NUMERIANO DE SOUZA
  • “Efeito anestésico de óleos essenciais em pós-larvas de tambaqui (Colossoma macropomum)”

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 28/08/2014
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  • O objetivo do estudo foi avaliar o potencial do óleo essencial de Lippia alba como aditivo no transporte simulado de alevinos de tambaqui (Colosoma macropomum), observando a sobrevivência e o comportamento dos parâmetros físico químicos da água. O transporte simulado foi realizado por 17h em sistema fechado (sacos lásticos) e as concentrações utilizadas do óleo essencial foram 5 e 20 μL.L-¹ . Foram avaliados ainda três tratamentos controles:Água pura (Cágua); agua + álcool (CAg+Al) e terramicina + sal (CT+sal). A densidade de estocagem utilizada foi de 105 peixes.L-1 ou 117.6 g.L-1 e cada tratamento contou com 3 repetições cada. Os parâmetros físico-químicos da água (pH, temperatura, oxigênio dissolvido e ondutividade) foram aferidos com auxílio de sonda multiparâmetro. A sobrevivência foi calculata contabilizando o número total de vivos e mortos após 30min de aclimatação em água corrente. A sobrevivência em todos os tratamentos foi satisfatória, sendo os maiores valores encontrados nos tratamentos LA[20] e CT+sal (99.06% e 99.34% respectivamente). A menor sobrevivência foi encontrada no tratamento LA[05] (90.14%). Em relação ao oxigênio, o tratamento CT+sal foi o que apresentou piores resultados (1.21 ± 0.63 mg.L-1). Os tratamentos com óleo essencial obtiveram resultados satisfatórios de oxigênio dissolvido, no LA [05] obteve-se o valor de 4.03 ± 0.31 mg.L-1 e no LA [20] 3.01 ± 0.44 mg.L-1 . Os valores de pH se encontraram dentro da faixa de conforto para a espécie em todos os tratamentos. O uso do óleo essencial de L. alba na concentração de 20 μL.L-¹ é eficaz no transporte de alevinos de tambaqui, resultando em altas taxas de sobrevivência e manutenção dos níveis de oxigênio dissolvido.

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  • RODRIGO NUMERIANO DE SOUZA
  • “Efeito anestésico de óleos essenciais em pós-larvas de tambaqui (Colossoma macropomum)”

  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 28/08/2014
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  • O objetivo do estudo foi avaliar o potencial do óleo essencial de Lippia alba como aditivo no transporte simulado de alevinos de tambaqui (Colosoma macropomum), observando a sobrevivência e o comportamento dos parâmetros físico químicos da água. O transporte simulado foi realizado por 17h em sistema fechado (sacos lásticos) e as concentrações utilizadas do óleo essencial foram 5 e 20 μL.L-¹ . Foram avaliados ainda três tratamentos controles:Água pura (Cágua); agua + álcool (CAg+Al) e terramicina + sal (CT+sal). A densidade de estocagem utilizada foi de 105 peixes.L-1 ou 117.6 g.L-1 e cada tratamento contou com 3 repetições cada. Os parâmetros físico-químicos da água (pH, temperatura, oxigênio dissolvido e ondutividade) foram aferidos com auxílio de sonda multiparâmetro. A sobrevivência foi calculata contabilizando o número total de vivos e mortos após 30min de aclimatação em água corrente. A sobrevivência em todos os tratamentos foi satisfatória, sendo os maiores valores encontrados nos tratamentos LA[20] e CT+sal (99.06% e 99.34% respectivamente). A menor sobrevivência foi encontrada no tratamento LA[05] (90.14%). Em relação ao oxigênio, o tratamento CT+sal foi o que apresentou piores resultados (1.21 ± 0.63 mg.L-1). Os tratamentos com óleo essencial obtiveram resultados satisfatórios de oxigênio dissolvido, no LA [05] obteve-se o valor de 4.03 ± 0.31 mg.L-1 e no LA [20] 3.01 ± 0.44 mg.L-1 . Os valores de pH se encontraram dentro da faixa de conforto para a espécie em todos os tratamentos. O uso do óleo essencial de L. alba na concentração de 20 μL.L-¹ é eficaz no transporte de alevinos de tambaqui, resultando em altas taxas de sobrevivência e manutenção dos níveis de oxigênio dissolvido.

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  • SÉRGIO ROBERTO LEMOS DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE MERCÚRIO TOTAL EM MÚSCULO DE PEIXES ASSOCIADOS À MACRÓFITAS AQUÁTICAS DO RIO AMAZONAS E AFLUENTES - AMAZÔNIA, BRASIL

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 28/08/2014
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  • A presença de mercúrio em vários compartimentos dos ecossistemas aquáticos constitui um problema preocupante. Os garimpos de ouro e o mercúrio de origem natural no solo são fontes conhecidas como responsáveis por essa contaminação. O mercúrio liberado no meio ambiente pode acumular-se no tecido dos animais aquáticos e suas concentrações tendem a aumentar à medida que o animal ganha peso e idade, um processo conhecido como bioacumulação. Uma vez na cadeia alimentar o mercúrio pode biomagnificar, tendo suas concentrações amplificadas ao passar de um nível trófico para outro superior. Assim, os peixes são frequentemente utilizados como bioindicadores de contaminação ambiental por metais pesados como o mercúrio. Este trabalho teve como objetivo investigar a bioacumulação e biomagnificação de mercúrio total em peixes associados à macrófitas aquáticas em um trecho da bacia do rio Amazonas. As coletas foram realizadas nos meses de julho e setembro de 2012, em seis pontos localizados no rio Amazonas e afluentes. Os peixes coletados foram identificados e tiveram amostras de tecido muscular retiradas para determinação de Hg total através da técnica de Fluorescência Atômica a Vapor Frio (CVAFS). 50 espécies de peixes foram analisadas e apenas 26% apresentaram padrões de bioacumulação de Hg total Apenas a espécie Acestrorhynchus falcirostris (523,6±263,28) apresentou valores acima do estabelecido pela legislação com valores médios de Hg total significativamente maior que as demais espécies. As espécies piscívoras, insetívoras, zooplanctófagas e planctófagas atingiram concentrações mais elevadas em relação aos demais níveis tróficos. Os rios Juruá e Japurá foram os que apresentaram os maiores fatores de biomagnificação do produtor para o consumidor primário com valores de (0,41638 e 0,40912 ng.g-1) respectivamente. Sendo o ponto no rio Amazonas próximo a Manacapuru o único a apresentar Biomagnificação positiva. A maioria das espécies estão com os níveis de Hg total abaixo dos limites máximos estabelecidos pela legislação brasileira para o consumo humano, porém algumas espécies comerciais e bastante consumidas (Schizodon fasciatus, Triporteus albus, Triportheus angulatus, Roeboides myersi, Colossoma macropomum, Hemiodus immaculatus e Chaetobranchus flavescens ultrapassaram os limiares.

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  • SÉRGIO ROBERTO LEMOS DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE MERCÚRIO TOTAL EM MÚSCULO DE PEIXES ASSOCIADOS À MACRÓFITAS AQUÁTICAS DO RIO AMAZONAS E AFLUENTES - AMAZÔNIA, BRASIL

  • Orientador : YNGLEA GEORGINA DE FREITAS GOCH
  • Data: 28/08/2014
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  • A presença de mercúrio em vários compartimentos dos ecossistemas aquáticos constitui um problema preocupante. Os garimpos de ouro e o mercúrio de origem natural no solo são fontes conhecidas como responsáveis por essa contaminação. O mercúrio liberado no meio ambiente pode acumular-se no tecido dos animais aquáticos e suas concentrações tendem a aumentar à medida que o animal ganha peso e idade, um processo conhecido como bioacumulação. Uma vez na cadeia alimentar o mercúrio pode biomagnificar, tendo suas concentrações amplificadas ao passar de um nível trófico para outro superior. Assim, os peixes são frequentemente utilizados como bioindicadores de contaminação ambiental por metais pesados como o mercúrio. Este trabalho teve como objetivo investigar a bioacumulação e biomagnificação de mercúrio total em peixes associados à macrófitas aquáticas em um trecho da bacia do rio Amazonas. As coletas foram realizadas nos meses de julho e setembro de 2012, em seis pontos localizados no rio Amazonas e afluentes. Os peixes coletados foram identificados e tiveram amostras de tecido muscular retiradas para determinação de Hg total através da técnica de Fluorescência Atômica a Vapor Frio (CVAFS). 50 espécies de peixes foram analisadas e apenas 26% apresentaram padrões de bioacumulação de Hg total Apenas a espécie Acestrorhynchus falcirostris (523,6±263,28) apresentou valores acima do estabelecido pela legislação com valores médios de Hg total significativamente maior que as demais espécies. As espécies piscívoras, insetívoras, zooplanctófagas e planctófagas atingiram concentrações mais elevadas em relação aos demais níveis tróficos. Os rios Juruá e Japurá foram os que apresentaram os maiores fatores de biomagnificação do produtor para o consumidor primário com valores de (0,41638 e 0,40912 ng.g-1) respectivamente. Sendo o ponto no rio Amazonas próximo a Manacapuru o único a apresentar Biomagnificação positiva. A maioria das espécies estão com os níveis de Hg total abaixo dos limites máximos estabelecidos pela legislação brasileira para o consumo humano, porém algumas espécies comerciais e bastante consumidas (Schizodon fasciatus, Triporteus albus, Triportheus angulatus, Roeboides myersi, Colossoma macropomum, Hemiodus immaculatus e Chaetobranchus flavescens ultrapassaram os limiares.

2013
Dissertações
1
  • RAUL HENRIQUE DA SILVA PINHEIRO
  • ESTUDO TAXONÔMICO DE NEMATÓDEO PARASITO DO TRATO DIGESTÓRIO DE Acestrorhynchus falcirostris (CUVIER, 1819)
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 20/12/2013
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  • Existem centenas de nematoides descritos como parasitos de peixes no Brasil. Este trabalho tem como objetivo o estudo taxonômico de nematódeo parasito do trato digestório de Acestrorhynchus falcirostris (Cuvier, 1819), proveniente do reservatório da Usina Hidroelétrica de Curuá-Una, Santarém, Pará. O parasitismo por Procamallanus (Spirocamallanus) sp., apresentou 100% de parasitismo, sendo este parasito descrito por microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura, evidenciando para Procamallanus (Spirocamallanus) sp., a presença de 14 - 18 espessamentos espiralados cuticulares revestido a cápsula bucal de machos e fêmeas; pequenas espículas subiguais; 3 - 4 e 5 - 6 pares de papilas pré e pós-cloacal respectivamente, a proporção esôfago muscular esôfago glandular é 1: 1,57, os exemplares machos apresentaram cauda cônica e as fêmeas apresentaram uma projeção cuticular digitiforme. Os espécimes mais estreitamente relacionados são Procamallanus (Spirocamallanus) belenensis, Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus e Procamallanus (Spirocamallanus) pintoi. Procamallanus (Spirocamallanus) sp., assemelha as espécies relacionada com a presença de 15 - 17 espessamento espiralados cuticulares na cápsula bucal dos machos e 14 - 18 nas fêmeas, 10 pares de papilas cloacais nos machos dispostas em 3 - 4 pré e 5 - 6 pós-cloacal e difere pela presença de 12 papilas cefálicas e pela tamanho dos espiculos (68,16 - 146,32 µm). Estudos mais elaborados, são necessários para determinar a espécie de Procamallanus (Spirocamallanus), visto que, neste estudo, foram observados características díspares dos seus congêneres, o que sugere trata-se de uma nova espécie, carecendo de novos dados para efetivamos sua descrição e validamos mais uma espécie para este gênero.
2
  • RAUL HENRIQUE DA SILVA PINHEIRO
  • ESTUDO TAXONÔMICO DE NEMATÓDEO PARASITO DO TRATO DIGESTÓRIO DE Acestrorhynchus falcirostris (CUVIER, 1819)
  • Orientador : SERGIO DE MELO
  • Data: 20/12/2013
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  • Existem centenas de nematoides descritos como parasitos de peixes no Brasil. Este trabalho tem como objetivo o estudo taxonômico de nematódeo parasito do trato digestório de Acestrorhynchus falcirostris (Cuvier, 1819), proveniente do reservatório da Usina Hidroelétrica de Curuá-Una, Santarém, Pará. O parasitismo por Procamallanus (Spirocamallanus) sp., apresentou 100% de parasitismo, sendo este parasito descrito por microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura, evidenciando para Procamallanus (Spirocamallanus) sp., a presença de 14 - 18 espessamentos espiralados cuticulares revestido a cápsula bucal de machos e fêmeas; pequenas espículas subiguais; 3 - 4 e 5 - 6 pares de papilas pré e pós-cloacal respectivamente, a proporção esôfago muscular esôfago glandular é 1: 1,57, os exemplares machos apresentaram cauda cônica e as fêmeas apresentaram uma projeção cuticular digitiforme. Os espécimes mais estreitamente relacionados são Procamallanus (Spirocamallanus) belenensis, Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus e Procamallanus (Spirocamallanus) pintoi. Procamallanus (Spirocamallanus) sp., assemelha as espécies relacionada com a presença de 15 - 17 espessamento espiralados cuticulares na cápsula bucal dos machos e 14 - 18 nas fêmeas, 10 pares de papilas cloacais nos machos dispostas em 3 - 4 pré e 5 - 6 pós-cloacal e difere pela presença de 12 papilas cefálicas e pela tamanho dos espiculos (68,16 - 146,32 µm). Estudos mais elaborados, são necessários para determinar a espécie de Procamallanus (Spirocamallanus), visto que, neste estudo, foram observados características díspares dos seus congêneres, o que sugere trata-se de uma nova espécie, carecendo de novos dados para efetivamos sua descrição e validamos mais uma espécie para este gênero.
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