Banca de QUALIFICAÇÃO: CAMILA DA COSTA LOPES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAMILA DA COSTA LOPES
DATA: 18/12/2018
HORA: 16:00
LOCAL: Campus Amazônia, Sala 319
TÍTULO: INVESTIGAÇÕES CULTURAIS E GEOARQUEOLOGICAS DA ETNIA KONDURI A PARTIR DE REGISTROS CERÂMICOS
PALAVRAS-CHAVES: Arqueometria. Konduri. Óbidos. Amazonas.
PÁGINAS: 51
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
SUBÁREA: Geografia Humana
ESPECIALIDADE: Geografia da População
RESUMO: A presente dissertação aborda uma das mais expressivas etnias extintas no período de contato entre europeus e povos originários na Região do Baixo Amazonas no período da colonização, o Konduri. Relatos apontam que essa nação indígena viveu desde no século V ao XVIII entre Nhamundá, Faro e Óbidos. As primeiras especulações sobre essa população apontavam para uma sociedade simplista e com pouco grau de técnicas para a sobrevivência. Entretanto, na época das primeiras expedições pelo rio Amazonas, era notória a existência de uma sociedade com alto nível de complexidade às margens e afluentes do rio Amazonas. Essas populações eram organizadas socialmente e culturalmente. Essas afirmações estão pautadas em analises da arqueologia tradicional, e registros históricos de relatos coloniais dos primeiros cronistas que navegaram pelo Rio Amazonas, pouco ou quase nada se tem de trabalhos de cunho geoarqueológicos, para a compreensão mais precisa e elaborada dessa etnia, com exceção de datações radiocarbonicas realizadas por Hibert e Guapindaia. Foi esse contexto, que motivou o desenvolvimento dessa dissertação, tendo como objetivo geral Investigar a formação cultural e identitária dos Konduris da Amazônia a partir de registros e análises geoarqueológicas de objetos cerâmicos da região do Baixo Amazonas. Para alcançar tal objetivo, serão aplicadas três tipos de análises, sendo duas delas da arqueometria (suporte analítico da geoarqueologia), para compreensão do grupo por meio da cerâmica, elas são: a) análise descritiva e estilística, na qual serão realizadas por meio de comparações com bibliográficas de referência que já descreveram a cerâmica Konduri, classificando-os e qualificando-os a partir dos critérios como tamanho, forma, decoração e tecnologia; b) análise mineralógica, na qual empregará três técnicas a primeira delas será a técnica difração de Raio X, pelo método de pó, a segunda será uma analise a petrografia por meio da microscopia óptica, para averiguar possíveis temperos que em alguns casos, e por último a Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), pois além de caracterizar os tipos de antiplásticos presentes na massa cerâmica, com caracterização química pontual; e c) analise química, para a caracterização dos principais elementos químico será realizada por meio ICP–AES (espectrometria de emissão atômica com plasma acoplado indutivamente) e ICP-MS (espectrometria de massa com plasma acoplado indutivamente). De posse dos resultados das análises, serão interpretados de que forma se dava o cotidiano e alguns rituais dos povos Konduri.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AUGUSTO RODRIGUES DA SILVA JUNIOR - UnB
Interno - 2142681 - BRUNO APOLO MIRANDA FIGUEIRA
Presidente - 1794508 - ITAMAR RODRIGUES PAULINO
Notícia cadastrada em: 14/12/2018 17:56
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