Banca de DEFESA: RAFAELA DOS SANTOS REIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAFAELA DOS SANTOS REIS
DATA : 14/02/2019
HORA: 09:30
LOCAL: Sala 319, Unidade Amazônia
TÍTULO:

Brincar, crescer e desenvolver: a brincadeira nos contextos familiar, escolar e terapêutico de crianças autistas


PALAVRAS-CHAVES:

Transtorno do espectro autista. O brincar. A brincadeira. Nicho do desenvolvimento.


PÁGINAS: 175
RESUMO:

Ao se pensar em desenvolvimento infantil, deve-se considerar que as crianças desde o nascimento estão imersas em diversos contextos e que estes têm arraigados vários elementos que vão influenciar seus processos desenvolvimentais. Dessa forma, os ambientes, as pessoas e as interações que ocorrem em torno delas podem ser agentes promotores ou limitantes ao desenvolvimento. Isso, por sua vez, poderá ser ainda mais determinante em casos de crianças que tem por natureza dificuldades nos processos interacionais, como as autistas. Além disso, a expressão comportamental e social que se destaca por refletir a influência desses elementos na infância é a brincadeira. Por isso, a importância de envolvê-la em pesquisas que buscam elucidar questões relacionadas ao desenvolvimento infantil. Partindo dessa perspectiva, este estudo teve como objetivo: analisar as percepções e práticas sobre o brincar, a brincadeira e a relação com o desenvolvimento de crianças autistas na perspectiva dos atores sociais presentes na família, escola e instituição terapêutica. Participaram desta pesquisa 13 atores sociais do ambiente familiar, escolar e terapêutico de 3 crianças autistas. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas sobre o brincar, a brincadeira e o desenvolvimento da criança autista para averiguar as concepções dos pais, professores e mediadores, e, também, de aspectos sociodemográficos. Além disso, foram registradas no diário de campo (materno e da pesquisadora), respectivamente, as observações realizadas no contexto familiar, e nos contextos escolar e terapêutico, para coletar informações sobre o ambiente e as práticas presentes no dia a dia dessas crianças. As concepções foram analisadas por meio do método qualitativo DSC (Discurso do Sujeito Coletivo) e as observações através da análise descritiva. Os dados foram interpretados à luz da Teoria do Nicho de Desenvolvimento. Resultados: Em se tratando do ambiente físico e social, foram observados fatores facilitadores e fatores limitantes quanto à vivência de experiências lúdicas. A afetividade surgiu como promotora da socialização e de experiências relacionadas à brincadeira. Quanto àspráticas, observou-se nas práticas parentais a preocupação em propiciar a interação, mediante o brincar, mesmo não sendo explícito nas falas. Foram encontradas aparentes contradições entre a concepção e a prática de alguns atores sociais do contexto escolar, na qual apareceu a importância da brincadeira como agente socializador na fala, contudo, na prática não foi observada à promoção desta. Foi visto, ainda, nas concepções dos atores sociais uma vinculação do brincar como instrumento para a aquisição de conhecimentos e aprendizado. Quanto à psicologia dos cuidadores, foram encontrados 5 concepções que permearam o discurso de pais, professores e mediadores entrevistados: a) A brincadeira promove a socialização, b) a brincadeira propicia aprendizagem, c) a brincadeira está relacionada ao prazer e à diversão e d) a brincadeira pertence à infância. Por fim, constatou-se que o modelo teórico utilizado como subsídio para se investigar essa temática, possibilitou averiguar os principais elementos relacionados ao desenvolvimento da criança e como a brincadeira é parte do processo desenvolvimental das crianças autistas pesquisadas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1552900 - IANI DIAS LAUER LEITE
Interno - 1964235 - HELIONORA DA SILVA ALVES
Interno - 1776327 - THIAGO ALMEIDA VIEIRA
Externo à Instituição - CELINA MARIA COLINO DE MAGALHAES - UFPA
Notícia cadastrada em: 13/02/2019 17:10
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