Banca de DEFESA: TAMIRES SHEYENNE PEREIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TAMIRES SHEYENNE PEREIRA DA SILVA
DATA : 02/12/2019
HORA: 17:30
LOCAL: Sala 332 Unidade Amazônia
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DO PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE CHAGAS AGUDA E SEU MECANISMO DE TRANSMISSÃO ORAL NO MUNICÍPIO DE ITAITUBA, PARÁ, AMAZÔNIA BRASILEIRA


PALAVRAS-CHAVES:

Doença de Chagas. Epidemiologia. Transmissão Oral. Açaí


PÁGINAS: 135
RESUMO:

A região amazônica brasileira, apresenta singularidade no seu processo saúde-doença, concentrando a maioria dos casos de doenças infecciosas e parasitárias, entre elas a doença de Chagas a aguda (DCA), causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, configurando-se como relevante problema de saúde pública. No período de 2000 a 2010, foram registrados no Brasil cerca de 1.087 casos, destes, aproximadamente 70% corresponderam a notificações por transmissão oral e 7% por transmissão vetorial, sendo o estado do Pará líder nos diagnósticos e transmissão pelo consumo de açaí. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo descrever a epidemiologia e o mecanismo de transmissão da Doença de Chagas Aguda no Município de Itaituba-PA, onde se utilizou como instrumentos de coleta, dados epidemiológicos contidos no Sistema Nacional de Agravos e Notificação (SINAN) e fichas de notificação individual (FNI) da doença, armazenadas da base de dados DATA-SUS, além de questionário semiestruturado e formulário observacional, aplicados em 09 pontos de venda e manipulação de polpa de açaí (batedores) da área central do município estudado. Trata-se de uma pesquisa de campo, transversal, delimitada por inquérito retrospectivo, com abordagens metodológicas qualitativa, quantitativa, descritiva e exploratória. Dessa forma, essa dissertação está dividida em quatro capítulos, sendo que o primeiro discorre a respeito literatura publicada, através de um estado da arte da última década (2007 a 2017). O segundo descreve sobre a epidemiologia da doença de Chagas Aguda no estado do Pará. O terceiro capítulo trata sua epidemiologia no município de Itaituba-PA em10 anos de pesquisa. O quarto e último capítulo, avalia o risco de transmissão oral, pelo consumo de açaí, sendo que cada capitulo buscou responder a um objetivo especifico pré-estabelecido. Os resultados obtidos demonstraram 92 publicações a respeito do tema, com abordagem a características especificas da doença com ênfase em sua dinâmica heterogénea, no que tange suas vias de transmissão. A respeito do perfil epidemiológico no estado do Pará, se demonstrou a ocorrência de 1.693 casos, caracterizando também a heterogeneidade da doença, prevalente em humanos do sexo masculino, na faixa de 19 a 59 anos, predominante em zona urbana, com destaque para a via oral de transmissão, local provável de contaminação o domicílio e média estadual de 169,3/100.000 habitantes. No município de Itaituba-PA se registraram apenas 22 casos da doença, demonstrando singularidades, comparada a outros estudos desenvolvidos na Amazônia, destacando uma predominância no sexo masculino, em faixa etária se encaminhando para 60 anos, em indivíduos de raça parda, lavradores e/ou caminhoneiros, residentes de zona rural, destacando também a via oral de infecção e média municipal de 2,2/100.000 habitantes. Em relação ao risco de transmissão, Itaituba se caracterizou pela simplicidade na estrutura física de seus pontos de venda, bem como a forma artesanal de produção, porém com as condições de higiene, segurança e proteção individual satisfatórias, apresentando assim, baixo risco para a transmissão oral da doença de chagas. Enfatiza-se que a prevenção da endemia na região Amazônia, necessita de estratégias que visem a coleta do máximo possível de informações, bem como treinamento das equipes ESF, PACS, clínicas e hospitais, para detecção e preenchimento adequado da ficha de notificação individual. Recomenda-se, estratégias de investigação de vetores, higiene e segurança na produção de alimentos, investigação microbiológica de açaí e a inserção de informações por meio de rótulos e selo de qualidade nas polpas comercializadas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2160202 - ALANNA DO SOCORRO LIMA DA SILVA
Interno - 1562643 - MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
Externo à Instituição - ANDREI DA SILVA FREITAS - IESPES
Notícia cadastrada em: 29/11/2019 17:12
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