Dissertações/Teses

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2020
Dissertações
1
  • SUELEN MARIA SANTOS DE SOUZA
  • RELAÇÃO DO PERFIL HEPÁTICO E RENAL COM A EXPOSIÇÃO MERCURIAL EM INDIVÍDUOS DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM, PARÁ.

  • Orientador : MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
  • Data: 07/02/2020
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  • O mercúrio (Hg) é um metal pesado que está presente em toda a crosta terrestre e dentre todos os metais contaminantes, se encontra no maior nível de toxicidade devido as suas características de biomagnificação e bioacumulação nos diferentes níveis tróficos, incluindo os seres humanos. Estudos descritos na literatura, já comprovaram que os principais órgãos alvos da ação tóxica do Hg nos seres humanos são: cérebro, pulmão, tubo digestivo, sistema renal e hepático. Levando em consideração que outros trabalhos já comprovaram que a população da região amazônica está ambientalmente exposta a esse metal, o objetivo geral desse trabalho é avaliar a relação do perfil hepático e renal com a exposição mercurial em indivíduos do município de Santarém, Pará. Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem observacional, descritiva e quantitativa e foi realizada no período de janeiro de 2017 a julho de 2019, em diversos locais do município de Santarém, estando dividida em área urbana, planalto e região de rios (rio Amazonas e rio Tapajós). Este trabalho está vinculado ao Protocolo de Pesquisa aprovado pelo CEP da Universidade Estadual do Pará-UEPA, sob o parecer de 1.127.108 e atendeu todos os requisitos estabelecidos na resolução 466/2012. Para obtenção dos dados foi aplicado um questionário semiestruturado e realizada coleta de sangue. A coleta de sangue foi realizada por punção venosa e foram colhidos de cada voluntário 10 mL de amostra. Essa quantidade foi dividida em duas porções, 5 mL para a dosagem do Mercúrio Total (HgT) e 5 mL para a dosagem das bioquímicas necessárias para traçar o perfil hepático e renal. A dosagem do HgT foi realizada no laboratório de Bioprospecção e Biologia Molecular da Universidade Federal do Oeste do Pará-Ufopa e as dosagens enzimáticas e bioquímicas foram realizadas no Laboratório de Análises Clínicas da Fundação Esperança. Os dados obtidos através do questionário foram utilizados para traçar o perfil epidemiológico dos indivíduos através de uma análise descritiva com uso de tabelas de frequência. Para as variáveis quantitativas, foram calculadas as medidas de tendência central e dispersão (média, mediana e desvio padrão) com a utilização do programa Excel, componente do Microsoft Office® (versão 2013). Posteriormente as análises foram tabuladas e organizadas em tabelas de acordo com os valores de referência para cada teste e por comunidade. Em seguida foi aplicado o teste do Qui-quadrado de Pearson, para observar a homogeneidade na distribuição da amostra em relação aos resultados (normais e alterados) dos valores para ambos os sexos, tanto para valores normais quanto alterados, dos marcadores renais e hepáticos, quanto para os níveis de Hg. A análise de inferência foi realizada após verificação da normalidade através do teste de Shapiro-Wilk. Foram analisadas quatro possíveis relações: Níveis de Hg e frequência no consumo de peixes, níveis de Hg e gênero, níveis de Hg e níveis séricos de marcadores renais, níveis de Hg e níveis séricos de marcadores hepáticos. Os testes estatísticos foram realizados no software STATA 7.0, com um nível de significância de 5%. Os resultados apontam que o perfil bioquímico do rim e do fígado não apresentaram relação estatísticamente significativa com a exposição mercurial; Dos 236 indivíduos  que participaram deste estudo, 78,4 % (N=185) estão expostos ao Hg; As comunidades às margens do rio Tapajós tem concentração de HgT maiores que às comunidades do Rio Amazonas; Os indivíduos que consomem peixe com alta frequência, representaram  84,3% da amostra analisada, sendo que este grupo foi o que apresentou os maiores níveis de HgT, uma média de 108,4 μg/L. Considerando que os marcadores renais (ureia e creatinina) e hepáticos (TGO e TGP), utilizados neste estudo, são marcadores comprovadamente sensíveis para lesão renal e hepática respectivamente, na amostra analisada não foi encontrado indivíduos com perfil bioquímico condizente com lesão renal e hepática. Porém uma questão importante emerge a partir desses dados: Essa população exposta precisa ser acompanhada e clinicamente precisa de orientações até que estege elucidado até quanto de concentração de Hg o organismo suporta, até responder com sinais e sintomas e/ou com alterações bioquímicas.

2
  • JOÃO MARCOS PEREIRA GALÚCIO
  • PLANEJAMENTO DE PROTEÍNAS IMUNOGÊNICAS MULTI-EPÍTOPO VISANDO O DESENVOLVIMENTO DE UMA VACINA DE NOVA GERAÇÃO PARA A INFECÇÃO DO VÍRUS NIPAH

  • Orientador : PAULO SERGIO TAUBE JUNIOR
  • Data: 19/11/2020
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  • O Nipah (NiV) é um vírus zoonótico emergente pertencente à família Paramyxoviridae, envolvido em doenças respiratórias e neurológicas fatais em humanos. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o NiV como um patógeno prioritário para pesquisa e desenvolvimento de estratégias de diagnóstico, prevenção e tratamento. Devido à falta de medicamentos antivirais eficazes e a transmissibilidade em múltiplos hospedeiros, NiV representa um grande desafio para a saúde pública com o risco potencial de proliferação pandêmica ou aplicação como agente de bioterrorismo. No presente estudo, os epítopos virais foram preditos e selecionados de acordo com parâmetros físico-químicos, seletividade e afinidade a diferentes variantes do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) classes I e II. Em seguida, esses peptídeos foram fundidos usando ligantes de resíduos. β-defensinas também foram adicionadas (como adjuvantes) aos modelos estruturais para aumentar a imunogenicidade. A antigenicidade, imunogenicidade, alergenicidade, bem como as propriedades físico-químicas das estruturas de proteínas multi-epítopo projetadas também foram avaliadas usando métodos computacionais. Simulações de docagem molecular e de dinâmica molecular foram realizadas entre os modelos projetados com quatro receptores toll-like humanos, para explorar o modo de ligação e a estabilidade do complexo antígeno-TLR. Também foram analisadas as interações entre cada epítopo predito e estruturas de MHC-I e MHC-II, usando modelagem molecular. Finalmente, a adaptação de códons das sequências de cDNA projetadas e análises de expressão in silico usando sistemas bacterianos (Escherichia coli) foram realizadas para permitir um melhor desempenho para a expressão heteróloga das proteínas imunogênicas. Os modelos de proteínas propostos se mostraram como potencialmente antigênicos e não alergênicos; e contêm epítopos imunodominantes provenientes de todas as proteínas virais antigênicas. Ambos os modelos moleculares demonstraram ter afinidade e seletividade satisfatórias com o TLR3. Os epítopos conservados e atóxicos selecionados mostraram um alto potencial para formar interação molecular estável com várias moléculas de MHC que cobrem mais de 98,0% da população humana em todo o mundo. Além disso, a análise das sequências de cDNA de ambos os modelos foi predita com expressão adequada em linhagens hospedeiras bacterianas, o que poderia facilitar ainda mais sua expressão heteróloga. Em conjunto, as análises computacionais forneceram insights sobre proteínas multi-epítopos biologicamente viáveis para vacinas candidatas contra o NiV que fornecem uma compreensão importante sobre a imunogenicidade das proteínas virais, constituindo-se como modelos com propriedades otimizadas para o desenvolvimento de vacinas de próxima geração.

2019
Dissertações
1
  • MILENA DE SOUSA VASCONCELOS
  • Avaliação da Atividade Farmacológica in vivo do Óleo Essencial da Piper marginatum (PIPERACEA)

  • Orientador : MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
  • Data: 06/02/2019
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  • Piper margintum, da família da Piperacea, é uma planta nativa e endêmica no Brasil. É uma importante planta utilizada medicinalmente na América do Sul e Central. O uso mais comum da Piper marginatum está relacionada a distúrbios gastrointestinais. O Objetivo desse trabalho foi avaliar possíveis efeitos farmacológicos gastroprotetor e antiedematogênico do Óleo Essencial da Piper marginatum. Para atividade antiedematogênica utilizou-se o modelo de edema de orelha induzido por Fenol. Para a atividade gastroprotetora, utilizou-se os modelos de lesão gástrica induzdida por Etanol Acifificado e Indometacina Foi constatado que, após 1 hora da indução do edema, OEPM inibiu o edema tanto na dose de 1000 mg/Kg (55%) quanto na dose de 500 mg/Kg (42%), quando comparadas com o grupo Fenol. No teste de lesão gástrica induzida por Etanol acidificado, o OEPM demonstrou menor porcentagem de área ulcerada nas doses de 1000 (7,90%) e 500 mg/Kg (8,41%), quando comparadas ao grupo controle (17,92%). No teste de lesão gástrica induzida por Indometacina observa-se menor porcentagem de área ulcerada nos grupos que recebera OEPM, porém não evidenciou diferença estatística nas doses utilizadas 1000 (9,02%), 500 (11,61%) e 250 mg/Kg (15,08%), quando comparadas ao grupo controle (16,92%). Os resultados apresentados neste trabalho permitem sugerir que o OEPM possui princípios ativos com atividade gastroprotetora e antiedematogênica.

2
  • MILENA DE SOUSA VASCONCELOS
  • Avaliação da Atividade Farmacológica in vivo do Óleo Essencial da Piper marginatum (PIPERACEA)

  • Orientador : MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
  • Data: 06/02/2019
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  • Piper margintum, da família da Piperacea, é uma planta nativa e endêmica no Brasil. É uma importante planta utilizada medicinalmente na América do Sul e Central. O uso mais comum da Piper marginatum está relacionada a distúrbios gastrointestinais. O Objetivo desse trabalho foi avaliar possíveis efeitos farmacológicos gastroprotetor e antiedematogênico do Óleo Essencial da Piper marginatum. Para atividade antiedematogênica utilizou-se o modelo de edema de orelha induzido por Fenol. Para a atividade gastroprotetora, utilizou-se os modelos de lesão gástrica induzdida por Etanol Acifificado e Indometacina Foi constatado que, após 1 hora da indução do edema, OEPM inibiu o edema tanto na dose de 1000 mg/Kg (55%) quanto na dose de 500 mg/Kg (42%), quando comparadas com o grupo Fenol. No teste de lesão gástrica induzida por Etanol acidificado, o OEPM demonstrou menor porcentagem de área ulcerada nas doses de 1000 (7,90%) e 500 mg/Kg (8,41%), quando comparadas ao grupo controle (17,92%). No teste de lesão gástrica induzida por Indometacina observa-se menor porcentagem de área ulcerada nos grupos que recebera OEPM, porém não evidenciou diferença estatística nas doses utilizadas 1000 (9,02%), 500 (11,61%) e 250 mg/Kg (15,08%), quando comparadas ao grupo controle (16,92%). Os resultados apresentados neste trabalho permitem sugerir que o OEPM possui princípios ativos com atividade gastroprotetora e antiedematogênica.

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  • ANDREW MAIROM NOGUEIRA PEREIRA
  • ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cyperus articulatus L.

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 20/02/2019
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  • A Priprioca (Cyperus articulatus L.) é uma planta medicinal tradicionalmente utilizada como anti-inflamatória e analgésica. Estudos fitoquímicos realizados no óleo essencial dessa espécie levaram a identificação de compostos terpênicos. A inflamação é uma resposta do tecido vascularizado desencadeada por agentes físicos, químicos, patógenos, necrose tecidual ou reações imunológicas. O tratamento farmacológico utilizado no controle da inflamação e da dor são os AINEs e os opióides, embora esses medicamentos sejam os mais eficazes disponíveis no mercado, o uso prolongado pode desencadear efeitos adversos significativos. A biodiversidade de plantas na Amazônia faz dela uma potente fonte de recursos para descoberta de novos fármacos. O objetivo desta pesquisa é avaliar a possível atividade anti-inflamatória e antinociceptiva do óleo essencial de Cyperus articulatus L. (OECA) em modelos experimentais in vivo utilizando ratos e camundongos. O OECA foi coletado na região do Tabocal no município de Santarém, Pará, Brasil. A identificação da composição química foi realizada na UNICAMP, em cromatógrafo a gás Agilent, modelo HP-6890. A toxicidade aguda do OECA será avaliada pelo protocolo da OECD 423/2001, e a atividade antinociceptiva através dos métodos de Placa quente, Contorções abdominais e Teste da Formalina. A atividade antiinflamatória será realizada através do método de bolsa de ar em ratos. Os resultados preliminares demonstraram que O OECA é constituído majoritariamente por monoterpenos, sesquiterpenos e cetonas sesquiterpênicas. O OECA mostrou ser seguro em ratos e camundongos, pois sua dose tóxica é superior a 2000 mg/kg. O tratamento oral com OECA apresentou atividade antinociceptiva significativa avaliada em modelo de placa quente, contorções abdominais induzida por ácido acético e teste de formalina.

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  • ANDREW MAIROM NOGUEIRA PEREIRA
  • ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cyperus articulatus L.

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 20/02/2019
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  • A Priprioca (Cyperus articulatus L.) é uma planta medicinal tradicionalmente utilizada como anti-inflamatória e analgésica. Estudos fitoquímicos realizados no óleo essencial dessa espécie levaram a identificação de compostos terpênicos. A inflamação é uma resposta do tecido vascularizado desencadeada por agentes físicos, químicos, patógenos, necrose tecidual ou reações imunológicas. O tratamento farmacológico utilizado no controle da inflamação e da dor são os AINEs e os opióides, embora esses medicamentos sejam os mais eficazes disponíveis no mercado, o uso prolongado pode desencadear efeitos adversos significativos. A biodiversidade de plantas na Amazônia faz dela uma potente fonte de recursos para descoberta de novos fármacos. O objetivo desta pesquisa é avaliar a possível atividade anti-inflamatória e antinociceptiva do óleo essencial de Cyperus articulatus L. (OECA) em modelos experimentais in vivo utilizando ratos e camundongos. O OECA foi coletado na região do Tabocal no município de Santarém, Pará, Brasil. A identificação da composição química foi realizada na UNICAMP, em cromatógrafo a gás Agilent, modelo HP-6890. A toxicidade aguda do OECA será avaliada pelo protocolo da OECD 423/2001, e a atividade antinociceptiva através dos métodos de Placa quente, Contorções abdominais e Teste da Formalina. A atividade antiinflamatória será realizada através do método de bolsa de ar em ratos. Os resultados preliminares demonstraram que O OECA é constituído majoritariamente por monoterpenos, sesquiterpenos e cetonas sesquiterpênicas. O OECA mostrou ser seguro em ratos e camundongos, pois sua dose tóxica é superior a 2000 mg/kg. O tratamento oral com OECA apresentou atividade antinociceptiva significativa avaliada em modelo de placa quente, contorções abdominais induzida por ácido acético e teste de formalina.

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  • ARIMAR CHAGAS DE ALMEIDA
  • ATIVIDADE ANTIMALÁRICA DA Kalanchoe pinnata SOBRE O Plasmodium berghi EM MODELO EXPERIMENTAL IN VIVO

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 20/02/2019
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  • A malária apresenta-se como um quadro febril cíclico, seguido de calafrio, sudorese intensa e profusa, náusea, vômito, palidez e debilidade física, que se intensificam de acordo com o nível de parasitemia e a espécie de plasmódio que infectou o indivíduo. As espécies que predominantemente infectam os humanos são o Plasmodium vivax e o Plasmodium falciparum, cuja infecção pode levar ao quadro de malária grave. Atualmente, uma gama de medicamentos utilizados no tratamento da malária vem se tornando ineficiente, pois algumas cepas de P. vivax e P. falciparum já apresentam múltipla resistência a estes fármacos. Dentro deste contexto, faz-se necessário a busca de novas alternativas terapêuticas com finalidade antimalárica e com a grande variabilidade da flora da região Amazônica, muitas plantas vêm sendo estudadas com este propósito. A espécie Kalanchoe pinnata é uma planta que pertence à família Crassulaceae, é nativa da África tropical largamente disseminada no Brasil e na Índia, conhecida popularmente como: folha de pirarucu, saião, coirama, coirama-branca, coirama-brava, folha da fortuna, erva-da-costa, orelha-de-monge. Suas folhas são utilizadas na forma de cataplasma, contra furúnculo e dor de cabeça, colocando-se a folha aquecida sobre a região afetada; e contra queimaduras e ferimentos, como cicatrizante, aplicando-se uma pasta da folha sobre o local. O suco da folha, batida em liquidificador com água, é utilizado em casos de gastrite e úlcera, ingerido entre as refeições. Há indicativos de seu efeito como hipotensivo, antirreumático e anti-inflamatório. Assim surgiu a possibilidade da pesquisa com o extrato da Kalanchoe pinnata que é muito utilizada na região Norte do Brasil para o tratamento de inflamações, ferimentos, ulcerações da pele, abcessos, analgesia e também atividade antiparasitária contra a L. amazonensis

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  • ARIMAR CHAGAS DE ALMEIDA
  • ATIVIDADE ANTIMALÁRICA DA Kalanchoe pinnata SOBRE O Plasmodium berghi EM MODELO EXPERIMENTAL IN VIVO

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 20/02/2019
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  • A malária apresenta-se como um quadro febril cíclico, seguido de calafrio, sudorese intensa e profusa, náusea, vômito, palidez e debilidade física, que se intensificam de acordo com o nível de parasitemia e a espécie de plasmódio que infectou o indivíduo. As espécies que predominantemente infectam os humanos são o Plasmodium vivax e o Plasmodium falciparum, cuja infecção pode levar ao quadro de malária grave. Atualmente, uma gama de medicamentos utilizados no tratamento da malária vem se tornando ineficiente, pois algumas cepas de P. vivax e P. falciparum já apresentam múltipla resistência a estes fármacos. Dentro deste contexto, faz-se necessário a busca de novas alternativas terapêuticas com finalidade antimalárica e com a grande variabilidade da flora da região Amazônica, muitas plantas vêm sendo estudadas com este propósito. A espécie Kalanchoe pinnata é uma planta que pertence à família Crassulaceae, é nativa da África tropical largamente disseminada no Brasil e na Índia, conhecida popularmente como: folha de pirarucu, saião, coirama, coirama-branca, coirama-brava, folha da fortuna, erva-da-costa, orelha-de-monge. Suas folhas são utilizadas na forma de cataplasma, contra furúnculo e dor de cabeça, colocando-se a folha aquecida sobre a região afetada; e contra queimaduras e ferimentos, como cicatrizante, aplicando-se uma pasta da folha sobre o local. O suco da folha, batida em liquidificador com água, é utilizado em casos de gastrite e úlcera, ingerido entre as refeições. Há indicativos de seu efeito como hipotensivo, antirreumático e anti-inflamatório. Assim surgiu a possibilidade da pesquisa com o extrato da Kalanchoe pinnata que é muito utilizada na região Norte do Brasil para o tratamento de inflamações, ferimentos, ulcerações da pele, abcessos, analgesia e também atividade antiparasitária contra a L. amazonensis

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  • ANTÔNIO QUARESMA DA SILVA JÚNIOR
  • ÓLEO ESSENCIAL DE Lippia alba (MILL.) N. E. BROWN: VARIAÇÃO SAZONAL, ATIVIDADES ANTIMICROBIANA, ANTIOXIDANTE E SUA APLICAÇÃO EM UMA FORMULAÇÃO PARA INIBIÇÃO DE MICRO-ORGANISMOS PATOGÊNICOS.

  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 18/03/2019
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  • Muitos estudos têm relatado uma grande variação dos constituintes químicos do óleo essencial (OE) de Lippia alba (Mill.) N.E. Brown, sendo a sazonalidade, fatores genéticos e ambientais os principais responsáveis por essas diferenças. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da sazonalidade e horário de colheita, no rendimento, composição química e atividades antimicrobiana e antioxidante do óleo essencial de L. alba cultivada em Santarém, Pará, Brasil, além de desenvolver uma formulação de uso tópico contendo OE com atividade antimicrobiana. Folhas de L. alba foram coletadas nos períodos chuvoso e de estiagem nos horários de 8, 12 e 17h do ano de 2014 e durante o período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Parâmetros climáticos foram monitorados durante todo o período de colheita. OE foi obtido por hidrodestilação e seus componentes químicos foram analisados por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM). A formulação de uso tópico foi preparada com a incorporação de 10% do OE a uma base aniônica do tipo Lanette® e submetida a avaliação de sua estabilidade. A atividade antibacteriana contra S. epidermidis (CCCD S010) da formulação e OE foi realizada pelos métodos de disco de difusão em ágar e microdiluição em caldo. Para a atividade antioxidante do OE foi usado o método do sequestro do radical DPPH. Os constituintes químicos principais do OE (acima de 2%) foram submetidos à análise estatística multivariada (PCA, Análise de Componentes Principais; HCA, Análise Hierárquica de Agrupamento). O rendimento médio do OE variou de 2,2 a 4,3% em 2014, com maior percentual para o período chuvoso (março), enquanto que em 2016 variou de 1,6 a 4,5%, com variação significativa pela sazonalidade. As análises de HCA e PCA confirmaram a influência da sazonalidade na composição química do OE de L. alba. A precipitação pluviométrica e a radiação solar podem ser os principais fatores que contribuíram para a variação de alguns componentes químicos do OE durante os meses avaliado. No entanto, o composto químico majoritário da espécie é sempre o citral, independente do período sazonal e horário de colheita, o que caracteriza o seu quimiotipo. O produto formulado contendo o óleo permaneceu com cerca de 45% de citral e apresentou estabilidade em temperaturas até 25 ºC. No teste de centrifugação não foi observado mudanças quanto à homogeneidade, o que indica uma boa compatibilidade entre a base e o OE. O halo de inibição frente a S. epidermidis foi de 16 ± 1.73 mm (a 5 ºC) e 7.16 ± 0.28 mm (a 25 ºC) para a formulação e >45 mm para o OE puro em ambos os períodos. Foi observada maior efetividade do OE no período chuvoso com CIM de 1,25 µl/ml e 2,5 µl/ml no período de estiagem. Na atividade antioxidante, as amostras apresentaram baixa capacidade antioxidante, com percentuais de inibição do DPPH variando de 0,97 ± 0,16% a 2,87 ± 0,68%, sem influência significativa da sazonalidade.  De acordo com os resultados, o período de colheita influenciou no rendimento, composição química e na atividade antimicrobiana do OE de L. alba. A formulação contendo o OE apresentou uma boa estabilidade e possui considerável ação antimicrobiana frente a S. epidermidis o que estimula a continuidade dos estudos.

8
  • ANTÔNIO QUARESMA DA SILVA JÚNIOR
  • ÓLEO ESSENCIAL DE Lippia alba (MILL.) N. E. BROWN: VARIAÇÃO SAZONAL, ATIVIDADES ANTIMICROBIANA, ANTIOXIDANTE E SUA APLICAÇÃO EM UMA FORMULAÇÃO PARA INIBIÇÃO DE MICRO-ORGANISMOS PATOGÊNICOS.

  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 18/03/2019
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  • Muitos estudos têm relatado uma grande variação dos constituintes químicos do óleo essencial (OE) de Lippia alba (Mill.) N.E. Brown, sendo a sazonalidade, fatores genéticos e ambientais os principais responsáveis por essas diferenças. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da sazonalidade e horário de colheita, no rendimento, composição química e atividades antimicrobiana e antioxidante do óleo essencial de L. alba cultivada em Santarém, Pará, Brasil, além de desenvolver uma formulação de uso tópico contendo OE com atividade antimicrobiana. Folhas de L. alba foram coletadas nos períodos chuvoso e de estiagem nos horários de 8, 12 e 17h do ano de 2014 e durante o período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Parâmetros climáticos foram monitorados durante todo o período de colheita. OE foi obtido por hidrodestilação e seus componentes químicos foram analisados por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM). A formulação de uso tópico foi preparada com a incorporação de 10% do OE a uma base aniônica do tipo Lanette® e submetida a avaliação de sua estabilidade. A atividade antibacteriana contra S. epidermidis (CCCD S010) da formulação e OE foi realizada pelos métodos de disco de difusão em ágar e microdiluição em caldo. Para a atividade antioxidante do OE foi usado o método do sequestro do radical DPPH. Os constituintes químicos principais do OE (acima de 2%) foram submetidos à análise estatística multivariada (PCA, Análise de Componentes Principais; HCA, Análise Hierárquica de Agrupamento). O rendimento médio do OE variou de 2,2 a 4,3% em 2014, com maior percentual para o período chuvoso (março), enquanto que em 2016 variou de 1,6 a 4,5%, com variação significativa pela sazonalidade. As análises de HCA e PCA confirmaram a influência da sazonalidade na composição química do OE de L. alba. A precipitação pluviométrica e a radiação solar podem ser os principais fatores que contribuíram para a variação de alguns componentes químicos do OE durante os meses avaliado. No entanto, o composto químico majoritário da espécie é sempre o citral, independente do período sazonal e horário de colheita, o que caracteriza o seu quimiotipo. O produto formulado contendo o óleo permaneceu com cerca de 45% de citral e apresentou estabilidade em temperaturas até 25 ºC. No teste de centrifugação não foi observado mudanças quanto à homogeneidade, o que indica uma boa compatibilidade entre a base e o OE. O halo de inibição frente a S. epidermidis foi de 16 ± 1.73 mm (a 5 ºC) e 7.16 ± 0.28 mm (a 25 ºC) para a formulação e >45 mm para o OE puro em ambos os períodos. Foi observada maior efetividade do OE no período chuvoso com CIM de 1,25 µl/ml e 2,5 µl/ml no período de estiagem. Na atividade antioxidante, as amostras apresentaram baixa capacidade antioxidante, com percentuais de inibição do DPPH variando de 0,97 ± 0,16% a 2,87 ± 0,68%, sem influência significativa da sazonalidade.  De acordo com os resultados, o período de colheita influenciou no rendimento, composição química e na atividade antimicrobiana do OE de L. alba. A formulação contendo o OE apresentou uma boa estabilidade e possui considerável ação antimicrobiana frente a S. epidermidis o que estimula a continuidade dos estudos.

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  • ANTÔNIO SAMUEL GARCIA DA SILVA
  • VARIAÇÃO MORFOMETRICA DA CABEÇA DE Bothrops atrox:ASPECTOS COMPARATIVOS ENTRE ESPÉCIMES DE DIFERENTES HÁBITATS DA REGIÃO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 22/03/2019
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  • Bothrops atrox (Viperidae) é uma serpentes peçonhenta predominantemente noturna, generalista na sua dieta e uso do habitat. Essa espécie é amplamente distribuída por toda a Amazônia, habitando diversos tipos de habitats como áreas de várzea, florestas primárias e secundárias, savanas, e áreas degradadas. Estudos têm mostrado variação na composição do veneno em espécimes de florestas inundadas de várzea, o que possivelmente é uma adaptação para tipos de presas nessas áreas. A disponibilidade e a composição de presas também são esperadas como causadoras de variações morfométricas, especialmente determinadas por caracteres que são medidos na cabeça. Desta forma, este estudo teve por objetivo analisar as características morfométricas da cabeça e glândulas de veneno de Bothrops atrox, entre espécimes de diferentes habitats da região Oeste do Pará. Foram utilizados para análises espécimes de área de várzea coletados na comunidade Igarapé do Costa, comunidade de Urucurituba e Santa Maria do Tapará em Santarém, Pará, além de espécimes de áreas não alagadiças provenientes da Floresta Nacional do Tapajós em Belterra (Florestal), área de Alter-do-Chão (Savana), Santarém e comunidade do Jatuarana (Degradada) em Oriximiná, Pará. Foram analisados 107 espécimes adultos de Bothrops atrox, sendo 54 machos e 53 fêmeas, compreendendo 53 espécimes de várzea e 54 de florestas não inundadas. A coleta de dados foi realizada por meio de fotos da região dorsal e lateral direito da cabeça de todos os espécimes, e analisadas a partir do software ImageJ 1.46. Além disso, as glândulas de veneno foram pesadas em balanças de precisão de maneira individual. As variáveis (exceto o peso da glândula) foram representadas pelos resíduos de modelos de regressão linear, usados para reduzir os efeitos do tamanho do corpo (comprimento rostro-cloacal) das serpentes. Uma análise não paramétrica de Kruskal-Wallis, complementada com o teste post hoc de Dunn foi usada com o objetivo de analisar as diferenças morfométricas apresentadas pelos espécimes de B. atrox entre os habitats, enquanto uma Análise de Componentes Principais (PCA) foi realizada para diminuir a dimensionalidade dos dados, produzindo um número menor de variáveis para representar as variações entre os grupos. As análises morfométricas na cabeça das B. atrox deste estudo apresentaram diferenças significativas em sete das 14 variáveis analisadas. Diferenças na largura e área da cabeça e glândulas de veneno foram mostradas, assim como diferenças de peso das glândulas de veneno. Todas as variações foram entre espécimes de área alagadiça e não alagadiças. Esses achados estão possivelmente relacionados a diferentes tipos de presas disponíveis nesses habitats, apesar da escassez de estudos sobre dieta dessa espécie em áreas de várzea. Portanto, neste estudo as jararacas de várzea apresentaram menor tamanho cabeça, assim como glândulas de veneno menores e mais leves em relação aos espécimes dos outros hábitats amostrados (Florestal, Savana e Degradada), demostrando uma variação intraespecífica na morfologia da cabeça entre espécimes de B. atrox de diferentes hábitats da região Oeste do Pará.

10
  • ANTÔNIO SAMUEL GARCIA DA SILVA
  • VARIAÇÃO MORFOMETRICA DA CABEÇA DE Bothrops atrox:ASPECTOS COMPARATIVOS ENTRE ESPÉCIMES DE DIFERENTES HÁBITATS DA REGIÃO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 22/03/2019
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  • Bothrops atrox (Viperidae) é uma serpentes peçonhenta predominantemente noturna, generalista na sua dieta e uso do habitat. Essa espécie é amplamente distribuída por toda a Amazônia, habitando diversos tipos de habitats como áreas de várzea, florestas primárias e secundárias, savanas, e áreas degradadas. Estudos têm mostrado variação na composição do veneno em espécimes de florestas inundadas de várzea, o que possivelmente é uma adaptação para tipos de presas nessas áreas. A disponibilidade e a composição de presas também são esperadas como causadoras de variações morfométricas, especialmente determinadas por caracteres que são medidos na cabeça. Desta forma, este estudo teve por objetivo analisar as características morfométricas da cabeça e glândulas de veneno de Bothrops atrox, entre espécimes de diferentes habitats da região Oeste do Pará. Foram utilizados para análises espécimes de área de várzea coletados na comunidade Igarapé do Costa, comunidade de Urucurituba e Santa Maria do Tapará em Santarém, Pará, além de espécimes de áreas não alagadiças provenientes da Floresta Nacional do Tapajós em Belterra (Florestal), área de Alter-do-Chão (Savana), Santarém e comunidade do Jatuarana (Degradada) em Oriximiná, Pará. Foram analisados 107 espécimes adultos de Bothrops atrox, sendo 54 machos e 53 fêmeas, compreendendo 53 espécimes de várzea e 54 de florestas não inundadas. A coleta de dados foi realizada por meio de fotos da região dorsal e lateral direito da cabeça de todos os espécimes, e analisadas a partir do software ImageJ 1.46. Além disso, as glândulas de veneno foram pesadas em balanças de precisão de maneira individual. As variáveis (exceto o peso da glândula) foram representadas pelos resíduos de modelos de regressão linear, usados para reduzir os efeitos do tamanho do corpo (comprimento rostro-cloacal) das serpentes. Uma análise não paramétrica de Kruskal-Wallis, complementada com o teste post hoc de Dunn foi usada com o objetivo de analisar as diferenças morfométricas apresentadas pelos espécimes de B. atrox entre os habitats, enquanto uma Análise de Componentes Principais (PCA) foi realizada para diminuir a dimensionalidade dos dados, produzindo um número menor de variáveis para representar as variações entre os grupos. As análises morfométricas na cabeça das B. atrox deste estudo apresentaram diferenças significativas em sete das 14 variáveis analisadas. Diferenças na largura e área da cabeça e glândulas de veneno foram mostradas, assim como diferenças de peso das glândulas de veneno. Todas as variações foram entre espécimes de área alagadiça e não alagadiças. Esses achados estão possivelmente relacionados a diferentes tipos de presas disponíveis nesses habitats, apesar da escassez de estudos sobre dieta dessa espécie em áreas de várzea. Portanto, neste estudo as jararacas de várzea apresentaram menor tamanho cabeça, assim como glândulas de veneno menores e mais leves em relação aos espécimes dos outros hábitats amostrados (Florestal, Savana e Degradada), demostrando uma variação intraespecífica na morfologia da cabeça entre espécimes de B. atrox de diferentes hábitats da região Oeste do Pará.

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  • HEVELINE CAMPOS PEREIRA
  • AVALIAÇÃO GENOTÓXICA E HISTOLÓGICA EM PEIXES (Hyphessobryconheterorhabdus) DO IGARAPÉ CARARAZINHO EXPOSTOS AO CHORUME DA LIXEIRA PÚBLICA DE SANTARÉM – PA.

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/03/2019
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  • A enorme geração de lixo é uma das principais questões ambientais da atualidade. O descarte e tratamento inadequado do lixo oferecem sérios riscos para a saúde humana e dos ecossistemas. O chorume, líquido produzido pela decomposição do lixo, pode conter muitas moléculas potencialmente danosas para o material genético, tais como metais pesados e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PHA). O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito genotóxico e histopatológico do chorume proveniente da Lixeira Pública de Santarém (Lixão do Perema) em peixes Hyphessobrycon heterorhabdus. Foram realizadas as técnicas do micronúcleo, anormalidades nucleares eritrocitárias e ensaio cometa para a avaliação da genotoxicidade. Danos teciduais foram avaliados em preparações histológicas de brânquias e fígado. Os peixes foram expostos ao chorume (10, 5 e 2%), água natural do igarapé Cararazinho, e benzeno 20ppm. Os biomarcadores de genotoxicidade não evidenciaram variação significativa entre os grupos expostos e controle (água do igarapé). Brânquias e fígado mostraram variados tipos de lesões teciduais. Portanto, na luz dos dados obtidos conclui-se que aágua do igarapé Cararazinho, ao receber descarga de chorume da lixeira pública de Santarém, contribui para a ocorrência de danos genotóxicos e teciduais em peixes das espécies H. heterorhabdus.

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  • HEVELINE CAMPOS PEREIRA
  • AVALIAÇÃO GENOTÓXICA E HISTOLÓGICA EM PEIXES (Hyphessobryconheterorhabdus) DO IGARAPÉ CARARAZINHO EXPOSTOS AO CHORUME DA LIXEIRA PÚBLICA DE SANTARÉM – PA.

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/03/2019
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  • A enorme geração de lixo é uma das principais questões ambientais da atualidade. O descarte e tratamento inadequado do lixo oferecem sérios riscos para a saúde humana e dos ecossistemas. O chorume, líquido produzido pela decomposição do lixo, pode conter muitas moléculas potencialmente danosas para o material genético, tais como metais pesados e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PHA). O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito genotóxico e histopatológico do chorume proveniente da Lixeira Pública de Santarém (Lixão do Perema) em peixes Hyphessobrycon heterorhabdus. Foram realizadas as técnicas do micronúcleo, anormalidades nucleares eritrocitárias e ensaio cometa para a avaliação da genotoxicidade. Danos teciduais foram avaliados em preparações histológicas de brânquias e fígado. Os peixes foram expostos ao chorume (10, 5 e 2%), água natural do igarapé Cararazinho, e benzeno 20ppm. Os biomarcadores de genotoxicidade não evidenciaram variação significativa entre os grupos expostos e controle (água do igarapé). Brânquias e fígado mostraram variados tipos de lesões teciduais. Portanto, na luz dos dados obtidos conclui-se que aágua do igarapé Cararazinho, ao receber descarga de chorume da lixeira pública de Santarém, contribui para a ocorrência de danos genotóxicos e teciduais em peixes das espécies H. heterorhabdus.

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  • LUAN AÉRCIO MELO MACIEL
  • ESTUDO CITOGENÔMICO EM Hypostomus soniae Carvalho & Weber, 2005(SILURIFORMES - LORICARIIDAE) DO RIO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 29/03/2019
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  • O gênero Hypostomus (Loricariidae-Hypostominae), possui cerca de 200 espécies válidas, sendo caracterizado por possuir alta diversidade cariotípica, com números diploides de 2n=64 em H. aff. cochliodon até 2n=84 cromossomos em Hypostomus sp. Este trabalho tem por objetivo investigar a carioevolução de Hypostomus soniae provenientes do rio Tapajós. Foi realizado análises citogenética em dez exemplares (6F, 3M, 1 não determinado). Foram utilizadas técnicas de coloração convencional por Giemsa, bandeamento C, marcações de Regiões Organizadoras de Nucléolos (NORs), Cromomicina A3 (CMA3) e hibridização in situ fluorescente (FISH) com sondas DNAr 18S e 5S, teloméricas, Histonas H1 e H3 e snRNA U2. Os resultados revelaram cariótipo com 2n=64, NF=112 e FC=12m+22sm+14st+16a. O bandeamento C evidenciou heteromorfismos de blocos heterocromáticos nos pares 25 e 26, que podem estar associados com o desenvolvimeto de um sistema sexual nascente tipo XX/XY. NORs foram detectadas em regiões teloméricas de um par acrocêntrico, exceto no espécime PMT-36 que mostrou dois pares acrocêntricos, em concordância com sítios CMA3 e rDNA 18S. Três pares mostraram marcados para sondas DNAr 5S e as sondas teloméricas mostraram sinais nas extremidades de todos os cromossomos. Mapeamos pela primeira vez genes de Histonas (H1 e H3) e snRNA U2 em H. soniae, sendo que H1 e H3 revelaram clusters em dois pares cromossômicos, indicando um caráter conservado das sequências; snRNA U2 foram detectados na região distal da maioria dos pares cromossômicos. Os resultados obtidos confirmam a conservação da macroestrutura cariotípica de H. soniae entre populações do rio Tapajós e rio Teles Pires e reforçam a hipótese de ocorrência de sistema sexual cromossômico e polimorfismo intraespecífico.

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  • LUAN AÉRCIO MELO MACIEL
  • ESTUDO CITOGENÔMICO EM Hypostomus soniae Carvalho & Weber, 2005(SILURIFORMES - LORICARIIDAE) DO RIO TAPAJÓS, PARÁ, BRASIL

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 29/03/2019
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  • O gênero Hypostomus (Loricariidae-Hypostominae), possui cerca de 200 espécies válidas, sendo caracterizado por possuir alta diversidade cariotípica, com números diploides de 2n=64 em H. aff. cochliodon até 2n=84 cromossomos em Hypostomus sp. Este trabalho tem por objetivo investigar a carioevolução de Hypostomus soniae provenientes do rio Tapajós. Foi realizado análises citogenética em dez exemplares (6F, 3M, 1 não determinado). Foram utilizadas técnicas de coloração convencional por Giemsa, bandeamento C, marcações de Regiões Organizadoras de Nucléolos (NORs), Cromomicina A3 (CMA3) e hibridização in situ fluorescente (FISH) com sondas DNAr 18S e 5S, teloméricas, Histonas H1 e H3 e snRNA U2. Os resultados revelaram cariótipo com 2n=64, NF=112 e FC=12m+22sm+14st+16a. O bandeamento C evidenciou heteromorfismos de blocos heterocromáticos nos pares 25 e 26, que podem estar associados com o desenvolvimeto de um sistema sexual nascente tipo XX/XY. NORs foram detectadas em regiões teloméricas de um par acrocêntrico, exceto no espécime PMT-36 que mostrou dois pares acrocêntricos, em concordância com sítios CMA3 e rDNA 18S. Três pares mostraram marcados para sondas DNAr 5S e as sondas teloméricas mostraram sinais nas extremidades de todos os cromossomos. Mapeamos pela primeira vez genes de Histonas (H1 e H3) e snRNA U2 em H. soniae, sendo que H1 e H3 revelaram clusters em dois pares cromossômicos, indicando um caráter conservado das sequências; snRNA U2 foram detectados na região distal da maioria dos pares cromossômicos. Os resultados obtidos confirmam a conservação da macroestrutura cariotípica de H. soniae entre populações do rio Tapajós e rio Teles Pires e reforçam a hipótese de ocorrência de sistema sexual cromossômico e polimorfismo intraespecífico.

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  • THAÍS SENA DE TROLLY
  • AVALIAÇÃO DE GENOTOXICIDADE EM PEIXES DE DUAS ÁREAS PORTUÁRIAS DO RIO TAPAJÓS, NO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/04/2019
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  • As áreas portuárias são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico da região amazônica, entretanto, podem contribuir para a perturbação dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela constante movimentação cargueira e despejo involuntário de contaminantes. Entre os grupos químicos danosos para o meio ambiente e associados com a atividade portuária, inserem-se os metais pesados e derivados de petróleo. Esses xenobióticos podem causar danos genotóxicos a ictiofauna. O presente trabalho teve como objetivo investigar e analisar os possíveis efeitos genotóxicos em Pimelodus blochii e Geophagus proximus ocasionados pela exposição in situ aos poluentes aquáticos deáreas portuárias nas cidades de Santarém e Itaituba no estado do Pará. Para tanto coletou-se 60 peixes, G. proximus (n=39) e P. blochii (n=21), em ambas localidades e utilizou-se os testes de micronúcleo (MN) e anormalidades nucleares (ANE) na identificação de perda do material genético e lesões na carioteca e o ensaio cometa na observação de danos ao DNA. Os resultados demonstram um maior Índice de Danos (ID) na área de Itaituba mesmo que este só seja significativo para o P. blochii, enquanto o G. proximus apresentou a maior frequência de micronucleações e anormalidades nucleares em especial na região de Santarém. Em uma comparação entre as espécies o G. proximus destacou-se tanto nas frequências de micronucleações e anormalidades nucleares quanto no Índice de Danos podendo ser considerado mais sensível a exposição de xenobióticos presentes nas áreas estudadas. O aumento recente na movimentação portuária devido ao sistema Tapajós pode estar relacionado a alta frequência de ANE e MN na zona portuária de Santarém, enquanto que, a exposição prolongada a dejetos de mineradoras e indústrias na zona de Itaituba seja responsável pelo alto ID na região. Estudos de biomonitoramento e qualidade das águas são recomendados tendo em vista as perspectivas de crescimento deste setor na região oeste paraense.

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  • THAÍS SENA DE TROLLY
  • AVALIAÇÃO DE GENOTOXICIDADE EM PEIXES DE DUAS ÁREAS PORTUÁRIAS DO RIO TAPAJÓS, NO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 25/04/2019
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  • As áreas portuárias são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico da região amazônica, entretanto, podem contribuir para a perturbação dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela constante movimentação cargueira e despejo involuntário de contaminantes. Entre os grupos químicos danosos para o meio ambiente e associados com a atividade portuária, inserem-se os metais pesados e derivados de petróleo. Esses xenobióticos podem causar danos genotóxicos a ictiofauna. O presente trabalho teve como objetivo investigar e analisar os possíveis efeitos genotóxicos em Pimelodus blochii e Geophagus proximus ocasionados pela exposição in situ aos poluentes aquáticos deáreas portuárias nas cidades de Santarém e Itaituba no estado do Pará. Para tanto coletou-se 60 peixes, G. proximus (n=39) e P. blochii (n=21), em ambas localidades e utilizou-se os testes de micronúcleo (MN) e anormalidades nucleares (ANE) na identificação de perda do material genético e lesões na carioteca e o ensaio cometa na observação de danos ao DNA. Os resultados demonstram um maior Índice de Danos (ID) na área de Itaituba mesmo que este só seja significativo para o P. blochii, enquanto o G. proximus apresentou a maior frequência de micronucleações e anormalidades nucleares em especial na região de Santarém. Em uma comparação entre as espécies o G. proximus destacou-se tanto nas frequências de micronucleações e anormalidades nucleares quanto no Índice de Danos podendo ser considerado mais sensível a exposição de xenobióticos presentes nas áreas estudadas. O aumento recente na movimentação portuária devido ao sistema Tapajós pode estar relacionado a alta frequência de ANE e MN na zona portuária de Santarém, enquanto que, a exposição prolongada a dejetos de mineradoras e indústrias na zona de Itaituba seja responsável pelo alto ID na região. Estudos de biomonitoramento e qualidade das águas são recomendados tendo em vista as perspectivas de crescimento deste setor na região oeste paraense.

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  • THAÍS SENA DE TROLLY
  • AVALIAÇÃO DE GENOTOXICIDADE EM PEIXES DE DUAS ÁREAS PORTUÁRIAS DO RIO TAPAJÓS, NO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 26/04/2019
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  • As áreas portuárias são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico da região amazônica, entretanto, podem contribuir para a perturbação dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela constante movimentação cargueira e despejo involuntário de contaminantes. Entre os grupos químicos danosos para o meio ambiente e associados com a atividade portuária, inserem-se os metais pesados e derivados de petróleo. Esses xenobióticos podem causar danos genotóxicos a ictiofauna. O presente trabalho teve como objetivo investigar e analisar os possíveis efeitos genotóxicos em Pimelodus blochii e Geophagus proximus ocasionados pela exposição in situ aos poluentes aquáticos deáreas portuárias nas cidades de Santarém e Itaituba no estado do Pará. Para tanto coletou-se 60 peixes, G. proximus (n=39) e P. blochii (n=21), em ambas localidades e utilizou-se os testes de micronúcleo (MN) e anormalidades nucleares (ANE) na identificação de perda do material genético e lesões na carioteca e o ensaio cometa na observação de danos ao DNA. Os resultados demonstram um maior Índice de Danos (ID) na área de Itaituba mesmo que este só seja significativo para o P. blochii, enquanto o G. proximus apresentou a maior frequência de micronucleações e anormalidades nucleares em especial na região de Santarém. Em uma comparação entre as espécies o G. proximus destacou-se tanto nas frequências de micronucleações e anormalidades nucleares quanto no Índice de Danos podendo ser considerado mais sensível a exposição de xenobióticos presentes nas áreas estudadas. O aumento recente na movimentação portuária devido ao sistema Tapajós pode estar relacionado a alta frequência de ANE e MN na zona portuária de Santarém, enquanto que, a exposição prolongada a dejetos de mineradoras e indústrias na zona de Itaituba seja responsável pelo alto ID na região. Estudos de biomonitoramento e qualidade das águas são recomendados tendo em vista as perspectivas de crescimento deste setor na região oeste paraense.

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  • THAÍS SENA DE TROLLY
  • AVALIAÇÃO DE GENOTOXICIDADE EM PEIXES DE DUAS ÁREAS PORTUÁRIAS DO RIO TAPAJÓS, NO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 26/04/2019
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  • As áreas portuárias são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico da região amazônica, entretanto, podem contribuir para a perturbação dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela constante movimentação cargueira e despejo involuntário de contaminantes. Entre os grupos químicos danosos para o meio ambiente e associados com a atividade portuária, inserem-se os metais pesados e derivados de petróleo. Esses xenobióticos podem causar danos genotóxicos a ictiofauna. O presente trabalho teve como objetivo investigar e analisar os possíveis efeitos genotóxicos em Pimelodus blochii e Geophagus proximus ocasionados pela exposição in situ aos poluentes aquáticos deáreas portuárias nas cidades de Santarém e Itaituba no estado do Pará. Para tanto coletou-se 60 peixes, G. proximus (n=39) e P. blochii (n=21), em ambas localidades e utilizou-se os testes de micronúcleo (MN) e anormalidades nucleares (ANE) na identificação de perda do material genético e lesões na carioteca e o ensaio cometa na observação de danos ao DNA. Os resultados demonstram um maior Índice de Danos (ID) na área de Itaituba mesmo que este só seja significativo para o P. blochii, enquanto o G. proximus apresentou a maior frequência de micronucleações e anormalidades nucleares em especial na região de Santarém. Em uma comparação entre as espécies o G. proximus destacou-se tanto nas frequências de micronucleações e anormalidades nucleares quanto no Índice de Danos podendo ser considerado mais sensível a exposição de xenobióticos presentes nas áreas estudadas. O aumento recente na movimentação portuária devido ao sistema Tapajós pode estar relacionado a alta frequência de ANE e MN na zona portuária de Santarém, enquanto que, a exposição prolongada a dejetos de mineradoras e indústrias na zona de Itaituba seja responsável pelo alto ID na região. Estudos de biomonitoramento e qualidade das águas são recomendados tendo em vista as perspectivas de crescimento deste setor na região oeste paraense.

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  • ÉDEN BRUNO SOUSA DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA, ANTIPROLIFERATIVA E PRODUÇÃO DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO DO EXTRATO ETANÓLICO DE Cyperus articulatus L. (Cyperaceae)

  • Orientador : MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
  • Data: 27/05/2019
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  • Priprioca (Cyperus articulatus L.) é uma planta medicinal tradicionalmente utilizada contra inflamações. Estudos realizados no óleo essencial dessa espécie levaram a identificação de muitos compostos terpênicos. Pouco se conhece sobre a utilização dos resíduos sólidos gerados após a extração do óleo essencial dessa espécie. Este trabalho teve como objetivos investigar a composição química e avaliar a atividade anti-inflamatória, antioxidante e antiproliferativa in vitro, do extrato etanólico dos resíduos sólidos gerados da extração do óleo essencial de Cyperus articulatus L., em macrófagos peritoneais de camundongos e linhagens de células tumorais humanas. A seguinte metodologia empregada para alcançar esses objetivos foram: a análise cromatográfica, viabilidade celular, produção de óxido nítrico, prostaglandinas tipo 2, interleucina 1 beta, fator de necrose tumoral alfa e espécies reativas de oxigênio, atividade da arginase, atividade antiproliferativa. Resultados: A análise da composição química indicou a presença de monoterpenos, sesquiterpenos e especialmente cetonas sesquiterpênicas como constituintes majoritários. Os resultados demonstraram que o tratamento com extrato etanólico de Cyperus articulatus L. diminui a produção de espécies reativas de oxigênio, óxido nítrico, prostaglandinas tipo 2, interleucina 1 beta, fator de necrose tumoral alfa, atividade da enzima arginase e proliferação de células cancerígenas. O extrato etanólico de Cyperus articulatus L. também não demonstrou citotoxicidade nas concentrações de 12,5, 25 e 50 µg/mL. Os resultados indicaram que o extrato de Cyperus articulatus L. exerce atividade antioxidante, antiproliferativa e anti-inflamatória em modelos experimentais in vitro.

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  • ÉDEN BRUNO SOUSA DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA, ANTIPROLIFERATIVA E PRODUÇÃO DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO DO EXTRATO ETANÓLICO DE Cyperus articulatus L. (Cyperaceae)

  • Orientador : MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
  • Data: 27/05/2019
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  • Priprioca (Cyperus articulatus L.) é uma planta medicinal tradicionalmente utilizada contra inflamações. Estudos realizados no óleo essencial dessa espécie levaram a identificação de muitos compostos terpênicos. Pouco se conhece sobre a utilização dos resíduos sólidos gerados após a extração do óleo essencial dessa espécie. Este trabalho teve como objetivos investigar a composição química e avaliar a atividade anti-inflamatória, antioxidante e antiproliferativa in vitro, do extrato etanólico dos resíduos sólidos gerados da extração do óleo essencial de Cyperus articulatus L., em macrófagos peritoneais de camundongos e linhagens de células tumorais humanas. A seguinte metodologia empregada para alcançar esses objetivos foram: a análise cromatográfica, viabilidade celular, produção de óxido nítrico, prostaglandinas tipo 2, interleucina 1 beta, fator de necrose tumoral alfa e espécies reativas de oxigênio, atividade da arginase, atividade antiproliferativa. Resultados: A análise da composição química indicou a presença de monoterpenos, sesquiterpenos e especialmente cetonas sesquiterpênicas como constituintes majoritários. Os resultados demonstraram que o tratamento com extrato etanólico de Cyperus articulatus L. diminui a produção de espécies reativas de oxigênio, óxido nítrico, prostaglandinas tipo 2, interleucina 1 beta, fator de necrose tumoral alfa, atividade da enzima arginase e proliferação de células cancerígenas. O extrato etanólico de Cyperus articulatus L. também não demonstrou citotoxicidade nas concentrações de 12,5, 25 e 50 µg/mL. Os resultados indicaram que o extrato de Cyperus articulatus L. exerce atividade antioxidante, antiproliferativa e anti-inflamatória em modelos experimentais in vitro.

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  • JOSIANE ELIZABETH ALMEIDA E SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, AVALIAÇÃO MICROBIOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE UMA FORMULAÇÃO COM O ÓLEO DE Copaifera reticulata Ducke

  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 28/06/2019
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  • As propriedades biológicas das plantas medicinais são atribuídas ao seu potencial químico que desempenha algumas atividades já descritas na literatura, entre elas está a atividade antimicrobiana, que vem sendo estudada em razão ao aumento da resistência bacteriana às múltiplas drogas antimicrobianas, tendo em vista a procura de novas alternativas terapêuticas, com as plantas medicinais que representa uma importante fonte para obtenção destes medicamentos. A óleorresina de copaíba possui diversas propriedades medicinais já comprovadas entre elas destaca-se a atividade antimicrobiana. Portanto, o objetivo desse trabalho é avaliar a composição química, a citotoxicidade e a atividade microbiológica frente às cepas Staphylococcus aureus; S. aureus resistente a meticilina e S. simulans em diferentes períodos sazonais (seco e chuvoso), bem como desenvolver uma formulação fitoterápica semissólida da óleorresina (in natura) de Copaifera reticulata Ducke. Este trabalho realizou ensaios que avaliou a composição química da óleorresina por CG-EM, a atividade citotóxica in vitro utilizando células da linhagem VERO, a atividade microbiológica por difusão em poço e microdiluição em placas e desenvolveu uma formulação semissólida utilizando um sistema emulsionado. Em relação aos resultados encontrados, foi possível identificar apenas três amostras (1S e C, 2S e C, 3S e C) botanicamente, na análise química o β- cariofileno foi identificado como componente majoritário em todas as amostras utilizadas, as amostras 2 C, 2 S, 3 C e 3 S apresentaram citotoxicidade apenas na concentração de 200 µg/mL, e a amostra 1 C e 1 S não apresentou citotoxicidade em nenhuma das concentrações utilizadas, em todas as bactérias utilizadas constatou halos de inibição indicando que houve ação da óleorresina. A determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) demostrou que a óleorresina coletada no período chuvoso mostrou forte inibição, enquanto que do período seco mostrou uma fraca inibição. A formulação incorporada com a óleorresina apresentou-se estável, com aspecto de gel, de cor amarelo claro e odor amadeirado, com aparecimento de anisotropia e birrefringência, com textura em forma de estrias, característico de fase hexagonal que vem sendo empregada em alguns estudos para liberação sustentada de Fármacos. Os resultados obtidos no presente trabalho reforçam ainda mais a importância da óleorresina de copaíba proveniente da região Amazônica como fitoterápico natural com potencial antibacteriano, sendo desta forma, uma fonte promissora para a elaboração de novos fármacos antimicrobianos.

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  • JOSIANE ELIZABETH ALMEIDA E SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, AVALIAÇÃO MICROBIOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE UMA FORMULAÇÃO COM O ÓLEO DE Copaifera reticulata Ducke

  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 28/06/2019
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  • As propriedades biológicas das plantas medicinais são atribuídas ao seu potencial químico que desempenha algumas atividades já descritas na literatura, entre elas está a atividade antimicrobiana, que vem sendo estudada em razão ao aumento da resistência bacteriana às múltiplas drogas antimicrobianas, tendo em vista a procura de novas alternativas terapêuticas, com as plantas medicinais que representa uma importante fonte para obtenção destes medicamentos. A óleorresina de copaíba possui diversas propriedades medicinais já comprovadas entre elas destaca-se a atividade antimicrobiana. Portanto, o objetivo desse trabalho é avaliar a composição química, a citotoxicidade e a atividade microbiológica frente às cepas Staphylococcus aureus; S. aureus resistente a meticilina e S. simulans em diferentes períodos sazonais (seco e chuvoso), bem como desenvolver uma formulação fitoterápica semissólida da óleorresina (in natura) de Copaifera reticulata Ducke. Este trabalho realizou ensaios que avaliou a composição química da óleorresina por CG-EM, a atividade citotóxica in vitro utilizando células da linhagem VERO, a atividade microbiológica por difusão em poço e microdiluição em placas e desenvolveu uma formulação semissólida utilizando um sistema emulsionado. Em relação aos resultados encontrados, foi possível identificar apenas três amostras (1S e C, 2S e C, 3S e C) botanicamente, na análise química o β- cariofileno foi identificado como componente majoritário em todas as amostras utilizadas, as amostras 2 C, 2 S, 3 C e 3 S apresentaram citotoxicidade apenas na concentração de 200 µg/mL, e a amostra 1 C e 1 S não apresentou citotoxicidade em nenhuma das concentrações utilizadas, em todas as bactérias utilizadas constatou halos de inibição indicando que houve ação da óleorresina. A determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) demostrou que a óleorresina coletada no período chuvoso mostrou forte inibição, enquanto que do período seco mostrou uma fraca inibição. A formulação incorporada com a óleorresina apresentou-se estável, com aspecto de gel, de cor amarelo claro e odor amadeirado, com aparecimento de anisotropia e birrefringência, com textura em forma de estrias, característico de fase hexagonal que vem sendo empregada em alguns estudos para liberação sustentada de Fármacos. Os resultados obtidos no presente trabalho reforçam ainda mais a importância da óleorresina de copaíba proveniente da região Amazônica como fitoterápico natural com potencial antibacteriano, sendo desta forma, uma fonte promissora para a elaboração de novos fármacos antimicrobianos.

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  • WANDERSON FERNANDES SILVA
  • EFEITO DA ASSOCIAÇÃO DA TERAPIA COM LASER DE BAIXA POTÊNCIA E ALTA FREQUÊNCIA NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO EM FERIDAS CUTÂNEAS DE RATOS

  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 02/07/2019
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  • Introdução: As úlceras representam uma importante intercorrência a saúde humana julgado pelo aspecto social e econômico devido ao longo tempo e dificuldade na cicatrização. Objetivo: Avaliar o efeito do laser de baixa potência de 660nm associado a terapêutica com alta frequência sobre o processo de cicatrização e reparo tecidual em ulceras cutâneas. Materiais e métodos: O desenvolvimento da pesquisa ocorrerá nos laboratórios da Universidade Federal do Oeste do Pará em Santarém. O período de realização da pesquisa será entre maio e novembro de 2018. Serão utilizados 60 ratos da linhagem Wistar separados em 4 (quatro) grupos quanto ao tipo de tratamento, compostos por 15 animais cada. Grupo GC (Grupo Controle - receberá a lesão, entretanto, sem nenhum tratamento). Grupo GL (Grupo Laserterapia– receberá a lesão e será tratado com Laserterapia). Grupo GA (Grupo Alta frequência – receberá a lesão e será tratado com Alta frequência). Grupo GLA (Grupo Laserterapia e Alta frequência – receberá a lesão e será tratado com laserterapia e alta frequência associado). Após a ocorrência da lesão, os animais iniciarão sessões de terapia diárias pré-determinadas para cada grupo, estabelecidas de forma aleatória, que terão duração aproximada de 5 minutos/cada, por dez dias consecutivos. Resultado esperados: Demonstrar que a combinação entre do laser de baixa potência e terapia com alta frequência são mais eficazes na estimulação da cicatrização de feridas e ratos em comparação com as terapêuticas isoladamente.

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  • WANDERSON FERNANDES SILVA
  • EFEITO DA ASSOCIAÇÃO DA TERAPIA COM LASER DE BAIXA POTÊNCIA E ALTA FREQUÊNCIA NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO EM FERIDAS CUTÂNEAS DE RATOS

  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 02/07/2019
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  • Introdução: As úlceras representam uma importante intercorrência a saúde humana julgado pelo aspecto social e econômico devido ao longo tempo e dificuldade na cicatrização. Objetivo: Avaliar o efeito do laser de baixa potência de 660nm associado a terapêutica com alta frequência sobre o processo de cicatrização e reparo tecidual em ulceras cutâneas. Materiais e métodos: O desenvolvimento da pesquisa ocorrerá nos laboratórios da Universidade Federal do Oeste do Pará em Santarém. O período de realização da pesquisa será entre maio e novembro de 2018. Serão utilizados 60 ratos da linhagem Wistar separados em 4 (quatro) grupos quanto ao tipo de tratamento, compostos por 15 animais cada. Grupo GC (Grupo Controle - receberá a lesão, entretanto, sem nenhum tratamento). Grupo GL (Grupo Laserterapia– receberá a lesão e será tratado com Laserterapia). Grupo GA (Grupo Alta frequência – receberá a lesão e será tratado com Alta frequência). Grupo GLA (Grupo Laserterapia e Alta frequência – receberá a lesão e será tratado com laserterapia e alta frequência associado). Após a ocorrência da lesão, os animais iniciarão sessões de terapia diárias pré-determinadas para cada grupo, estabelecidas de forma aleatória, que terão duração aproximada de 5 minutos/cada, por dez dias consecutivos. Resultado esperados: Demonstrar que a combinação entre do laser de baixa potência e terapia com alta frequência são mais eficazes na estimulação da cicatrização de feridas e ratos em comparação com as terapêuticas isoladamente.

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  • VICTOR HUGO RABELO DE AQUINO
  • DESENVOLVIMENTO DE GEL VAGINAL FITOTERÁPICO BASEADO EM MANTEIGA DE Astrocaryum murumuru Mart. CONTENDO ÓLEORRESINA DE Copaifera reticulata Ducke PARA O TRATAMENTO DE VAGINOSE

  • Orientador : KARIANE MENDES NUNES
  • Data: 12/07/2019
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  • A copaíba é uma planta amplamente utilizada na medicina popular, estudos tem evidenciados diversas atividades biológicas principalmente a antimicrobiana. O uso produtos de origem natural tornam-se uma alternativa efetiva e econômica a fim de evitar o uso inadequado de antibióticos. A procura por novos sistemas de liberação de fármacos tem sido de grande relevância a fim de tornar mais eficientes a terapia, dentre esses sistemas de liberação os cristais líquidos se destacam por apresentam algumas vantagens tecnológicas, promovendo maior estabilidades frente a fatores extrínsecos e permite liberação sustentada de fármacos e/ou ativos. Desta forma, o estudo teve por objetivo desenvolver um gel fitoterápico antimicrobiano baseado em manteiga de Astrocaryum murumuru M. contendo óleorresina de Copaifera reticulata D. O óleorresina de Copaifera reticulata foi coletado na Floresta Nacional do Tapajós, sua constituição química foi analisada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM). Foi realizado a atividade antimicrobiana do óleorresina pela a técnica de difusão em disco, utilizando cepas padrão ATCC de bactérias relacionadas a vaginose e verificado a concentração mínima inibitória (CMI). Foram obtidos 5 grupos de sistemas emulsionados do com quantidade fixa do tensoativo Procetyl com diferentes concentrações de água e de manteiga de murumuru, sendo incorporado diferentes concentrações de oleorresina. Após 24 horas do preparo das formulações foi realizado a microscopia de luz polarizada para visualizar estruturas anisotrópicas, sendo este um critério de seleção concomitante da atividade antimicrobiana pelo teste de perfuração em ágar e posteriormente foi realizado o teste de estabilidade acelerada, onde foi avaliado sua influência frente atividade antimicrobiana e sobre as propriedades óticas. Os compostos majoritários, principalmente o β-Cariofileno 32,43%, β-Bisaboleno 11,28% e α-Humuleno 8,41%. No teste de difusão em disco as cepas de Gardnerella vaginalis e Staphylococcus Epidermitidis foram as mais sensíveis e apresentaram CMI de 500 µg/mL, com atividade bacteriostática. Após 24h do preparo, todas as formulações nas concentrações de 100 mg/g e 50 mg/g apresentaram homogeneidade e comportamento anisotrópico. No ensaio de perfuração em ágar as formulações nas concentrações de 100mg/g foram superiores que as de 50mg/g, apresentando maior número amostras com halos de inibição com significância quando comparados com as medias dos halos do óleorresina, principalmente para as amostras nas concentrações de 5%, 10% e 15% de água. No teste de estabilidade acelerada não foi observado alterações relevantes em seu aspecto físico e na anisotropia, foi observado que as cepas mais ativas no Dia 1 foram Gardnerella vaginalis e Pseudomonas aeruginosa e permaneceram sendo as mais ativas até o dia 60. A amostra com 5% de água apresentou ser a mais estável, não apresentando diminuição significativa dos halos de inibição a temperatura de 25°C, porém apresentou diminuição significativo nos halos de inibição a 45°C a partir do Dia 30. Foi observado que a amostra 15% de água foi a menos estável, apresentando diminuição significativa tanto na temperatura de 25°C e 45°C. Os resultados indicaram que as formulações líquido-cristalina potencializaram a atividade antimicrobianado ORCR e que a concentração de água influencia diretamente a atividade antimicrobiana e sua estabilidade.  

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  • VICTOR HUGO RABELO DE AQUINO
  • DESENVOLVIMENTO DE GEL VAGINAL FITOTERÁPICO BASEADO EM MANTEIGA DE Astrocaryum murumuru Mart. CONTENDO ÓLEORRESINA DE Copaifera reticulata Ducke PARA O TRATAMENTO DE VAGINOSE

  • Orientador : KARIANE MENDES NUNES
  • Data: 12/07/2019
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  • A copaíba é uma planta amplamente utilizada na medicina popular, estudos tem evidenciados diversas atividades biológicas principalmente a antimicrobiana. O uso produtos de origem natural tornam-se uma alternativa efetiva e econômica a fim de evitar o uso inadequado de antibióticos. A procura por novos sistemas de liberação de fármacos tem sido de grande relevância a fim de tornar mais eficientes a terapia, dentre esses sistemas de liberação os cristais líquidos se destacam por apresentam algumas vantagens tecnológicas, promovendo maior estabilidades frente a fatores extrínsecos e permite liberação sustentada de fármacos e/ou ativos. Desta forma, o estudo teve por objetivo desenvolver um gel fitoterápico antimicrobiano baseado em manteiga de Astrocaryum murumuru M. contendo óleorresina de Copaifera reticulata D. O óleorresina de Copaifera reticulata foi coletado na Floresta Nacional do Tapajós, sua constituição química foi analisada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM). Foi realizado a atividade antimicrobiana do óleorresina pela a técnica de difusão em disco, utilizando cepas padrão ATCC de bactérias relacionadas a vaginose e verificado a concentração mínima inibitória (CMI). Foram obtidos 5 grupos de sistemas emulsionados do com quantidade fixa do tensoativo Procetyl com diferentes concentrações de água e de manteiga de murumuru, sendo incorporado diferentes concentrações de oleorresina. Após 24 horas do preparo das formulações foi realizado a microscopia de luz polarizada para visualizar estruturas anisotrópicas, sendo este um critério de seleção concomitante da atividade antimicrobiana pelo teste de perfuração em ágar e posteriormente foi realizado o teste de estabilidade acelerada, onde foi avaliado sua influência frente atividade antimicrobiana e sobre as propriedades óticas. Os compostos majoritários, principalmente o β-Cariofileno 32,43%, β-Bisaboleno 11,28% e α-Humuleno 8,41%. No teste de difusão em disco as cepas de Gardnerella vaginalis e Staphylococcus Epidermitidis foram as mais sensíveis e apresentaram CMI de 500 µg/mL, com atividade bacteriostática. Após 24h do preparo, todas as formulações nas concentrações de 100 mg/g e 50 mg/g apresentaram homogeneidade e comportamento anisotrópico. No ensaio de perfuração em ágar as formulações nas concentrações de 100mg/g foram superiores que as de 50mg/g, apresentando maior número amostras com halos de inibição com significância quando comparados com as medias dos halos do óleorresina, principalmente para as amostras nas concentrações de 5%, 10% e 15% de água. No teste de estabilidade acelerada não foi observado alterações relevantes em seu aspecto físico e na anisotropia, foi observado que as cepas mais ativas no Dia 1 foram Gardnerella vaginalis e Pseudomonas aeruginosa e permaneceram sendo as mais ativas até o dia 60. A amostra com 5% de água apresentou ser a mais estável, não apresentando diminuição significativa dos halos de inibição a temperatura de 25°C, porém apresentou diminuição significativo nos halos de inibição a 45°C a partir do Dia 30. Foi observado que a amostra 15% de água foi a menos estável, apresentando diminuição significativa tanto na temperatura de 25°C e 45°C. Os resultados indicaram que as formulações líquido-cristalina potencializaram a atividade antimicrobianado ORCR e que a concentração de água influencia diretamente a atividade antimicrobiana e sua estabilidade.  

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  • BRENNO DE SOUSA FERREIRA
  • EFEITOS DA CARBOXITERAPIA NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CUTÂNEAS EM RATOS

  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 26/07/2019
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  • Esta pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos da carboxiterapia, infusão no tecido subcutâneo de CO2 medicinal, na cicatrização de lesões cutâneas em ratos Wistars. Trata-se de um estudo experimental e quantitativo, com uma amostra de 10 animais, divididos em grupo controle e grupo carboxiterapia. Todos os animais sofreram uma lesão com punch metálico de 5mm de diâmetro na região dorsal e, o grupo com terapia, tratado por 10 dias consecutivos e, em seguida, eutanasiado no 11º dia do experimento. A região foi fotografada em vários momentos da pesquisa para análise de evolução morfométrica da área da lesão e amostras de tecido contendo a lesão foram retiradas para análise microscópica. A análise histológica consistiu em verificar o depósito de colágeno, proliferação de fibroblastos e novos vasos sanguíneos. Os resultados da morfométricos mostraram que não houve aumento da velocidade de fechamento de área da lesão. O grupo tratado com carboxiterapia apresentou maior depósito de colágeno total, tipo I e tipo III e maior proliferação de fibroblastos comparado com o grupo controle, mas dados não estatisticamente significativos. Já a avaliação da formação de novos vasos sanguíneos teve um resultado positivo, com números estatisticamente significativos (p<0,05). Ao final dessa pesquisa, conclui-se que a carboxiterapia pode ser uma boa opção de tratamento de feridas cutâneas, principalmente, em lesões com dificuldade de cicatrização devido ao déficit microcirculatório.

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  • BRENNO DE SOUSA FERREIRA
  • EFEITOS DA CARBOXITERAPIA NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CUTÂNEAS EM RATOS

  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 26/07/2019
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  • Esta pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos da carboxiterapia, infusão no tecido subcutâneo de CO2 medicinal, na cicatrização de lesões cutâneas em ratos Wistars. Trata-se de um estudo experimental e quantitativo, com uma amostra de 10 animais, divididos em grupo controle e grupo carboxiterapia. Todos os animais sofreram uma lesão com punch metálico de 5mm de diâmetro na região dorsal e, o grupo com terapia, tratado por 10 dias consecutivos e, em seguida, eutanasiado no 11º dia do experimento. A região foi fotografada em vários momentos da pesquisa para análise de evolução morfométrica da área da lesão e amostras de tecido contendo a lesão foram retiradas para análise microscópica. A análise histológica consistiu em verificar o depósito de colágeno, proliferação de fibroblastos e novos vasos sanguíneos. Os resultados da morfométricos mostraram que não houve aumento da velocidade de fechamento de área da lesão. O grupo tratado com carboxiterapia apresentou maior depósito de colágeno total, tipo I e tipo III e maior proliferação de fibroblastos comparado com o grupo controle, mas dados não estatisticamente significativos. Já a avaliação da formação de novos vasos sanguíneos teve um resultado positivo, com números estatisticamente significativos (p<0,05). Ao final dessa pesquisa, conclui-se que a carboxiterapia pode ser uma boa opção de tratamento de feridas cutâneas, principalmente, em lesões com dificuldade de cicatrização devido ao déficit microcirculatório.

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  • SORAIA BAIA DOS SANTOS
  • Avaliação da Toxicidade Aguda do Pesticida Clorpirifós em tambaqui (Colossoma macropomum, CUVIER 1818)

  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 06/08/2019
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  • Avaliar a toxicidade de pesticidas utilizados nas lavouras temporárias para organismos aquáticos permite elucidar perturbações instaladas recentemente ou agregadas ao longo do tempo. Assim, este estudo ecotoxicológico buscou avaliar a toxicidade aguda do pesticida clorpirifós 48% (Klorpan® 480EC) a fim de determinar a concentração média letal (CL50) para juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum). A sensibilidade tóxica do organismo-teste foi avaliada preliminarmente utilizando-se a substância-referência “Dicromato de Potássio”. Os ensaios de toxicidade aguda ocorreram em condições controladas de laboratório, por 96 horas de exposição, sob sistema estático. Os juvenis de peso médio 1,02±0,06g, foram distribuídos em grupos de n=15 formados por triplicatas de 5 indivíduos por aquário para cada concentração da faixa de letalidade estabelecida: 2,5; 10; 15; 25 e 45 µg/L, e mais um controle (branco). Os dados de letalidade foram tratados pelo método de Trimmed Spearman-Karber, que por análises de Probito determinou-se a CL50-96h de 16,42µg/L do clorpirifós para os juvenis de tambaqui. Efeitos rápidos e severos provocaram a morte dos animais em 48h de ensaio, e alterações comportamentais foram observadas até 96h de exposição.Antes de induzir a morte nos animais, este pesticida provocou em todas as concentrações, algumas mudanças de comportamento como: Batimento opercular acelerado, nado contínuo, respiração na superfície, perda de equilíbrio natatório, natação errática, paralisia, espasmos, convulsão, e outros. As análises metodológicas qualitativas/quantitativas exploratórias destes efeitos comportamentais, demonstraram possível relação de concentração-resposta. Os resultados permitem sugerir que, o pesticida clorpirifós demonstrou-se muito tóxico para peixes, e representa grande ameaça para a sobrevida da biota de ambientes aquáticos.

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  • SORAIA BAIA DOS SANTOS
  • Avaliação da Toxicidade Aguda do Pesticida Clorpirifós em tambaqui (Colossoma macropomum, CUVIER 1818)

  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 06/08/2019
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  • Avaliar a toxicidade de pesticidas utilizados nas lavouras temporárias para organismos aquáticos permite elucidar perturbações instaladas recentemente ou agregadas ao longo do tempo. Assim, este estudo ecotoxicológico buscou avaliar a toxicidade aguda do pesticida clorpirifós 48% (Klorpan® 480EC) a fim de determinar a concentração média letal (CL50) para juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum). A sensibilidade tóxica do organismo-teste foi avaliada preliminarmente utilizando-se a substância-referência “Dicromato de Potássio”. Os ensaios de toxicidade aguda ocorreram em condições controladas de laboratório, por 96 horas de exposição, sob sistema estático. Os juvenis de peso médio 1,02±0,06g, foram distribuídos em grupos de n=15 formados por triplicatas de 5 indivíduos por aquário para cada concentração da faixa de letalidade estabelecida: 2,5; 10; 15; 25 e 45 µg/L, e mais um controle (branco). Os dados de letalidade foram tratados pelo método de Trimmed Spearman-Karber, que por análises de Probito determinou-se a CL50-96h de 16,42µg/L do clorpirifós para os juvenis de tambaqui. Efeitos rápidos e severos provocaram a morte dos animais em 48h de ensaio, e alterações comportamentais foram observadas até 96h de exposição.Antes de induzir a morte nos animais, este pesticida provocou em todas as concentrações, algumas mudanças de comportamento como: Batimento opercular acelerado, nado contínuo, respiração na superfície, perda de equilíbrio natatório, natação errática, paralisia, espasmos, convulsão, e outros. As análises metodológicas qualitativas/quantitativas exploratórias destes efeitos comportamentais, demonstraram possível relação de concentração-resposta. Os resultados permitem sugerir que, o pesticida clorpirifós demonstrou-se muito tóxico para peixes, e representa grande ameaça para a sobrevida da biota de ambientes aquáticos.

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  • HIAGO SOUSA PINHEIRO
  • USO DE ANTIMICROBIANOS E OCORRÊNCIA DE LESÃO RENAL AGUDA EM PACIENTES INTERNADOS  EM UM HOSPITAL DO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 22/08/2019
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  • A farmacovigilância é a ciência relativa à detecção, avaliação, compreensão, prevenção dos efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados a medicamentos. Seu principal objetivo é garantira segurança do paciente e o uso racional dos mesmos. Nos estudos sobre reações adversas a medicamentos, entre as classes mais propensas a promover danos aos organismos estão os antimicrobianos. Esta classe de fármacos pode induzir a nefrotoxicidade e causar complicações nos pacientes. Um dos problemas mais comuns e com altas taxas de incidência no ambiente hospitalar é a ocorrência de lesão renal aguda (LRA), uma complicação que acomete grande parte dos pacientes e que podem levar a falência renal ou até mesmo a morte. Este estudo teve como objetivo avaliar à incidência de lesão renal aguda em pacientes internados sob exposição de antimicrobianos nefrotóxicos no Hospital Regional do Baixo Amazonas, assim como descrever o perfil demográfico e clínico dos pacientes, verificar a variação de creatinina sérica durante o uso de antimicrobianos com potencial de promover nefrotoxicidade e determinar as concentrações plasmáticas de vancomicina. O estudo foi uma coorte prospectiva e observacional em pacientes internados, no intervalo de tempo de outubro de 2018 a janeiro de 2019. Os pacientes foram avaliados quanto aos critérios de inclusão e exclusão da pesquisa, no quinto dia de internação. Foram utilizados como fontes para coleta de dados os prontuários, prescrições e resultados de exames laboratoriais disponíveis nos registros dos pacientes. Os participantes incluídos foram entrevistados e acompanhados para a identificação do desenvolvimento de LRA conforme as diretrizes de KDIGO e também foi realizada a quantificação plasmática das concentrações de vancomicina nos pacientes que utilizaram esse antibiótico. Foram avaliados um total de 70 pacientes, com idade média de 52,49 ± 20,31 anos, sendo a maioria do sexo masculino (64,29%; n = 45) e proveniente da clínica oncológica (34,29%; n = 24). Dos pacientes acompanhados, 48,57% (n = 34) desenvolveram LRA e 20,59% (n = 7) chegaram ao estágio 3 de LRA. Foram a óbito 20,00% (n = 14) dos pacientes, dos quais sete tinham desenvolvido LRA. Identificou-se média de 10,26 ± 2,9 medicamentos prescritos por paciente. Os antimicrobianos mais prescrito foram ceftriaxona, cefepime e piperacilina/tazobactam. Dos pacientes que utilizaram anfotericina B nos tratamentos infecciosos, 100% (n = 2) apresentaram LRA e 60% (n = 6) dos pacientes que receberam o antibiótico vancomicina foram diagnosticados com LRA. Os resultados das concentrações plasmática de vancomicina, mostrou que os pacientes que desenvolveram LRA durante o uso de vancomicina, apresentaram valores da concentração entre 3 μg/mL a 15,9 μg/mL, sendo a maioria com valores abaixo da concentração mínima recomendada (10-20 μg/mL).  A compreensão dos fatores associados à ocorrência de LRA em pacientes internados no ambiente hospitalar sob exposição de antimicrobianos nefrotóxicos é de grande relevância, pois serve de subsídio para a identificação precoce da disfunção renal induzida por medicamentos, propiciando a prevenção e o manejo adequado desses pacientes, além disso reforça a importância da atuação do farmacêutico no cuidado aos pacientes críticos.

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  • HIAGO SOUSA PINHEIRO
  • USO DE ANTIMICROBIANOS E OCORRÊNCIA DE LESÃO RENAL AGUDA EM PACIENTES INTERNADOS  EM UM HOSPITAL DO OESTE DO PARÁ

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 22/08/2019
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  • A farmacovigilância é a ciência relativa à detecção, avaliação, compreensão, prevenção dos efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados a medicamentos. Seu principal objetivo é garantira segurança do paciente e o uso racional dos mesmos. Nos estudos sobre reações adversas a medicamentos, entre as classes mais propensas a promover danos aos organismos estão os antimicrobianos. Esta classe de fármacos pode induzir a nefrotoxicidade e causar complicações nos pacientes. Um dos problemas mais comuns e com altas taxas de incidência no ambiente hospitalar é a ocorrência de lesão renal aguda (LRA), uma complicação que acomete grande parte dos pacientes e que podem levar a falência renal ou até mesmo a morte. Este estudo teve como objetivo avaliar à incidência de lesão renal aguda em pacientes internados sob exposição de antimicrobianos nefrotóxicos no Hospital Regional do Baixo Amazonas, assim como descrever o perfil demográfico e clínico dos pacientes, verificar a variação de creatinina sérica durante o uso de antimicrobianos com potencial de promover nefrotoxicidade e determinar as concentrações plasmáticas de vancomicina. O estudo foi uma coorte prospectiva e observacional em pacientes internados, no intervalo de tempo de outubro de 2018 a janeiro de 2019. Os pacientes foram avaliados quanto aos critérios de inclusão e exclusão da pesquisa, no quinto dia de internação. Foram utilizados como fontes para coleta de dados os prontuários, prescrições e resultados de exames laboratoriais disponíveis nos registros dos pacientes. Os participantes incluídos foram entrevistados e acompanhados para a identificação do desenvolvimento de LRA conforme as diretrizes de KDIGO e também foi realizada a quantificação plasmática das concentrações de vancomicina nos pacientes que utilizaram esse antibiótico. Foram avaliados um total de 70 pacientes, com idade média de 52,49 ± 20,31 anos, sendo a maioria do sexo masculino (64,29%; n = 45) e proveniente da clínica oncológica (34,29%; n = 24). Dos pacientes acompanhados, 48,57% (n = 34) desenvolveram LRA e 20,59% (n = 7) chegaram ao estágio 3 de LRA. Foram a óbito 20,00% (n = 14) dos pacientes, dos quais sete tinham desenvolvido LRA. Identificou-se média de 10,26 ± 2,9 medicamentos prescritos por paciente. Os antimicrobianos mais prescrito foram ceftriaxona, cefepime e piperacilina/tazobactam. Dos pacientes que utilizaram anfotericina B nos tratamentos infecciosos, 100% (n = 2) apresentaram LRA e 60% (n = 6) dos pacientes que receberam o antibiótico vancomicina foram diagnosticados com LRA. Os resultados das concentrações plasmática de vancomicina, mostrou que os pacientes que desenvolveram LRA durante o uso de vancomicina, apresentaram valores da concentração entre 3 μg/mL a 15,9 μg/mL, sendo a maioria com valores abaixo da concentração mínima recomendada (10-20 μg/mL).  A compreensão dos fatores associados à ocorrência de LRA em pacientes internados no ambiente hospitalar sob exposição de antimicrobianos nefrotóxicos é de grande relevância, pois serve de subsídio para a identificação precoce da disfunção renal induzida por medicamentos, propiciando a prevenção e o manejo adequado desses pacientes, além disso reforça a importância da atuação do farmacêutico no cuidado aos pacientes críticos.

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  • NAZARÉ CARNEIRO DA SILVA
  •  ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO E ANTIMALÁRICA IN VIVO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cyperus articulatus L.

     

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 22/08/2019
  • Mostrar Resumo
  • A malária é um problema de saúde mundial, sendo endêmica em mais de 90 países, responsável por cerca de 212 milhões de casos no mundo. O Brasil reportou 174.522 casos de malária em 2017, um aumento de 48,11% em relação a 2016. Apesar do grande interesse em erradicar a malária, atualmente não temos uma vacina efetiva sendo a profilaxia e o tratamento medicamentoso as formas utilizadas para o controle da doença. A resistência ao tratamento desenvolvida pelo plasmódio ameaça o controle, evidenciando a necessidade de desenvolvimento de novos compostos contra esta doença. Nesse contexto, o presente trabalho estudou o óleo essencial obtido de rizomas de Cyperus articulatus (OECA) para investigar sua composição química , toxicidade aguda e atividades antiplasmódica e antimalárica in vitro e in vivo, respectivamente e fundamentar seu  possível uso como  alternativa terapêutica no tratamento de malária. Realizou-se a análise da composição química do OECA coletados na região do Tabocal no município de Santarém, Pará, Brasil, utilizando um cromatógrafo a gás Agilent HP-6890, a avaliação da toxicidade in vivo em camundongos Balb/c conforme o Guia OECD, a citotoxicidade pelo método de MTT com a linhagem celular WI-26VA-4, posteriormente a atividade antiplasmódica in vitro, utilizando cepas de Plasmodium falciparum W2 (cloroquina-resistente) e 3D7 (cloroquina-sensível) cultivadas em hemácias em microplaca de 96 poços e antimalárica in vivo utilizando camundongos da linhagem Balb/c infectados com aproximadamente 106 eritrócitos parasitados pelo P. berghei recebendo tratamento no 4º dia após a inoculação, foram tratados durante 7 dias consecutivos e submetidos a coleta sanguínea para determinação dos parâmetros hematológicos.  A caracterização química por GC-MS possibilitou a identificação de 37 compostos apresentando a mustacona como composto majoritário.  A dose tóxica aguda do OECA é maior que 2000 mg/kg em camundongos Balb/c, classificando-a na categoria 5 do Globally Harmonized Classification System (GHS). In vitro, o OECA apresenta baixa citotoxicidade e alto potencial antiplasmódico (IC50 < 10 µg ml-1) frente às duas cepas de P. falciparum testadas. In vivo, reduziu significamente (p< 0,001) a parasitemia induzida pelo P. Berguei e, consequentemente, obteve melhora dos parâmetros hematológicos nas doses de 100 e 200 mg/kg/dia. Diante do exposto, o OECA representa um produto extraído da Amazônia com potencial antiplasmódio e antimalárico validando o uso popular e viabilizando o OECA como seguro e promissor candidato a medicamento ou fonte de substâncias, sendo necessários estudos complementares.

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  • NAZARÉ CARNEIRO DA SILVA
  •  ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO E ANTIMALÁRICA IN VIVO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cyperus articulatus L.

     

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 22/08/2019
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  • A malária é um problema de saúde mundial, sendo endêmica em mais de 90 países, responsável por cerca de 212 milhões de casos no mundo. O Brasil reportou 174.522 casos de malária em 2017, um aumento de 48,11% em relação a 2016. Apesar do grande interesse em erradicar a malária, atualmente não temos uma vacina efetiva sendo a profilaxia e o tratamento medicamentoso as formas utilizadas para o controle da doença. A resistência ao tratamento desenvolvida pelo plasmódio ameaça o controle, evidenciando a necessidade de desenvolvimento de novos compostos contra esta doença. Nesse contexto, o presente trabalho estudou o óleo essencial obtido de rizomas de Cyperus articulatus (OECA) para investigar sua composição química , toxicidade aguda e atividades antiplasmódica e antimalárica in vitro e in vivo, respectivamente e fundamentar seu  possível uso como  alternativa terapêutica no tratamento de malária. Realizou-se a análise da composição química do OECA coletados na região do Tabocal no município de Santarém, Pará, Brasil, utilizando um cromatógrafo a gás Agilent HP-6890, a avaliação da toxicidade in vivo em camundongos Balb/c conforme o Guia OECD, a citotoxicidade pelo método de MTT com a linhagem celular WI-26VA-4, posteriormente a atividade antiplasmódica in vitro, utilizando cepas de Plasmodium falciparum W2 (cloroquina-resistente) e 3D7 (cloroquina-sensível) cultivadas em hemácias em microplaca de 96 poços e antimalárica in vivo utilizando camundongos da linhagem Balb/c infectados com aproximadamente 106 eritrócitos parasitados pelo P. berghei recebendo tratamento no 4º dia após a inoculação, foram tratados durante 7 dias consecutivos e submetidos a coleta sanguínea para determinação dos parâmetros hematológicos.  A caracterização química por GC-MS possibilitou a identificação de 37 compostos apresentando a mustacona como composto majoritário.  A dose tóxica aguda do OECA é maior que 2000 mg/kg em camundongos Balb/c, classificando-a na categoria 5 do Globally Harmonized Classification System (GHS). In vitro, o OECA apresenta baixa citotoxicidade e alto potencial antiplasmódico (IC50 < 10 µg ml-1) frente às duas cepas de P. falciparum testadas. In vivo, reduziu significamente (p< 0,001) a parasitemia induzida pelo P. Berguei e, consequentemente, obteve melhora dos parâmetros hematológicos nas doses de 100 e 200 mg/kg/dia. Diante do exposto, o OECA representa um produto extraído da Amazônia com potencial antiplasmódio e antimalárico validando o uso popular e viabilizando o OECA como seguro e promissor candidato a medicamento ou fonte de substâncias, sendo necessários estudos complementares.

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  • RONISON SANTOS DA CRUZ
  • Percepção do risco químico e ocorrência de metais pesados no lago iripixi, Oriximiná-PA

  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 30/08/2019
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  • Um dos aspectos centrais da discussão sobre poluição dos recursos naturais decorre da crescente exposição dos ambientes naturais e humanos a compostos químicos apolares, tais como metais tóxicos e pesticidas. No município de Oriximiná- PA devido a expansão urbana e atividades agrícolas nas margens do lago Iripixi, estudos ecotoxicologicos podem ser utilizados como instrumentos de defesa da saúde ambiental e humana. Objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção ambiental dos moradores no entorno do lago Iripixi frente a exposição de  pesticidas e ocorrências de metais tóxicos em relação ao meio ambiente e a saúde publica. O levantamento de dados foi feito por meio de aplicação de um questionário semiestruturado, fechados e abertos. Para análise de metais tóxicos, adotamos, neste estudo, o protocolo Diretriz de avaliação da qualidade do sedimento (DAQS). O DAQS avaliou o grau no qual o status químico do toxicante quando associado ao sedimento afeta adversamente os organismos aquáticos. Foram realizadas análises multivariadas do conteúdo de metais tóxicos em sedimentos, onde  tambem foram feitas análise de correlação de Pearson, análise de fatores (FA) e análise de cluster aglomerativa hierárquica. De acordo com os dados a descrição dos problemas ambientais listados pelos moradores do entorno do lago Iripixi, município de Oriximiná-PA, foram; 50 % esgoto; assoreamento 26,08 %; desmatamento 2,17 %; pesticida 4,34 %; eutrofização 2,17 % e outros 15, 21%. A falta de saneamento básico é o maior problema ambiental da região onde moram. Os teores de metais tóxicos Al, Cd, Cr, Cu, Ni, Pb e Zn estão dentro dos valores de referencia (VR)1 proposto para águas superficiais e sedimento  não poluídos na Amazônia. Estratégias importantes devem ser implementadas para reduzir a descarga de efluentes domésticos; como por exemplo: controlar a poluição agrícola não pontual para diminuir os riscos ambientais associados a metais tóxicos.

36
  • RONISON SANTOS DA CRUZ
  • Percepção do risco químico e ocorrência de metais pesados no lago iripixi, Oriximiná-PA

  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 30/08/2019
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  • Um dos aspectos centrais da discussão sobre poluição dos recursos naturais decorre da crescente exposição dos ambientes naturais e humanos a compostos químicos apolares, tais como metais tóxicos e pesticidas. No município de Oriximiná- PA devido a expansão urbana e atividades agrícolas nas margens do lago Iripixi, estudos ecotoxicologicos podem ser utilizados como instrumentos de defesa da saúde ambiental e humana. Objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção ambiental dos moradores no entorno do lago Iripixi frente a exposição de  pesticidas e ocorrências de metais tóxicos em relação ao meio ambiente e a saúde publica. O levantamento de dados foi feito por meio de aplicação de um questionário semiestruturado, fechados e abertos. Para análise de metais tóxicos, adotamos, neste estudo, o protocolo Diretriz de avaliação da qualidade do sedimento (DAQS). O DAQS avaliou o grau no qual o status químico do toxicante quando associado ao sedimento afeta adversamente os organismos aquáticos. Foram realizadas análises multivariadas do conteúdo de metais tóxicos em sedimentos, onde  tambem foram feitas análise de correlação de Pearson, análise de fatores (FA) e análise de cluster aglomerativa hierárquica. De acordo com os dados a descrição dos problemas ambientais listados pelos moradores do entorno do lago Iripixi, município de Oriximiná-PA, foram; 50 % esgoto; assoreamento 26,08 %; desmatamento 2,17 %; pesticida 4,34 %; eutrofização 2,17 % e outros 15, 21%. A falta de saneamento básico é o maior problema ambiental da região onde moram. Os teores de metais tóxicos Al, Cd, Cr, Cu, Ni, Pb e Zn estão dentro dos valores de referencia (VR)1 proposto para águas superficiais e sedimento  não poluídos na Amazônia. Estratégias importantes devem ser implementadas para reduzir a descarga de efluentes domésticos; como por exemplo: controlar a poluição agrícola não pontual para diminuir os riscos ambientais associados a metais tóxicos.

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  • ADRIELLE LEAL DIAS
  • Avaliação dos fatores epidemiológicOS e CLÍNICOS relacionados aS reações ADVERSAS a PoLIQUIMIOTETAPIA em pacientes COM HANSENÍASE no município de Santarém- Pará

  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 02/09/2019
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  • A hanseníase conhecida como lepra é uma das endemias mais antigas de que se tem relatos. É uma doença infectocontagiosa, de evolução crônica, notificação compulsória, curável e de investigação obrigatória em todo território nacional. É caracterizada por sua evolução natural que leva a incapacidade física devido ao dano de troncos nervosos periféricos em decorrência da invasão das células neurais causada pelo Mycobacterium leprae e da resposta do organismo ao processo infeccioso. Este trabalho teve como objetivo Avaliar os fatores relacionados aos casos de reações adversas e hansênicas, tratados com Poliquimioterapia diagnosticados no período de 2007 a 2017 no Município de Santarém-PA. Para isso foram avaliados 95 prontuários de 10 Unidades de Saúde do Município de Santarém -PA do período de 2007 a 2017. Após a avaliação das variáveis epidemiológicas e clinicas propostas na metodologia foi observado que os pacientes reacionais desta amostra se caracterizaram por predomínio do sexo masculino associado a um maior risco de desenvolvimento da forma multibacilar, apresentando predominantemente a forma clínica dimorfa, com desenvolvimento de reações hansênicas mais frequentes durante o tratamento corroborando com a maioria dos trabalhos encontrados na literatura. Quanto as reações adversas os registros foram a maioria no sexo feminino, permanecendo a forma clínica dimorfa em evidência.  De acordo com nossas avaliações dos registros disponíveis os casos de abandono não possuem ligação direta com aqueles que apresentaram reações hansenicas e reações adversas embora alguns estudos na literatura associem determinadas variáveis clínicas e epidemiológicas como fatores determinantes principalmente para os casos de abandono de tratamento.

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  • MAYARA DUARTE DA SILVA
  • O PÚBLICO E O PRIVADO NO ENSINO MÉDIO EM SANTARÉM-PARÁ:  QUAL O DIFERENCIAL DO DESEMPENHO COGNITIVO?

  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 22/11/2019
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  • A necessidade de aumentar a oferta de escolarização brasileira não foi acompanhada de uma
    preocupação com a qualidade do ensino ofertado. As primeiras ações voltadas para a
    implementação de um sistema nacional de avaliação da educação básica no Brasil têm início a
    partir da década de 1980, com implementação de diversas reformas educacionais. Nesse período
    a pesquisa educacional brasileira vivenciava forte influência do Relatório de Coleman
    (Coleman Report) publicado em 1966, nos Estados Unidos. Essa pesquisa deu novas direções
    tanto às avaliações educacionais, quanto para à destinação do capital social, revelando que a
    educação é parte de um conjunto de fatores, e que as pesquisas na área precisam contemplar os
    fatores sociais e escolares nas desigualdades educacionais. Diante de uma crescente cobrança
    por medidas que revertam os níveis insuficientes de aprendizagem revelados pelas atuais
    avaliações da educação básica brasileira, suscitamos aqui, uma discussão a respeito da ideia de
    educação como alicerce para melhor formação do indivíduo e, assim, para construção de uma
    sociedade mais justa. O objetivo do presente trabalho foi estudar o perfil de desempenho
    cognitivo para alunos do ensino médio em duas escolas, uma Escola Pública - EPU e uma
    Escola Privada - EPR, da área urbana da cidade de Santarém-Pará, no período de 2011 a 2017.
    Trata-se de uma pesquisa quantitativa e qualitativa, com coleta de dados secundários realizada
    entre outubro de 2018 a setembro de 2019, com autorização de consulta aos mapas de resultados
    finais anuais pelos diretores das instituições de ensino participantes, bem como a partir de dados
    disponibilizados pelos sites oficiais nacionais. O estudo evidenciou diferenças significativas no
    desempenho cognitivo entre as duas escolas, sendo que a EPU mostrou maiores oscilações nas
    médias de desempenho em relação à EPR. A EPU mostrou-se ser a instituição com maiores
    índices de notas vermelhas, reprovações, cancelamentos, retenções e desistências no período
    avaliado. Os estudantes da EPU apresentaram maior dificuldade de adaptação ao Ensino Médio
    do que os alunos da EPR, sugerindo que esses estudantes progridem ao Ensino Médio com uma
    base deficiente do Ensino Fundamental, fato reproduzido ao longo dos anos sem nenhuma
    medida de reversão, refletindo nas desigualdades entre as performances diagnosticadas nas duas
    escolas. A quantidade de matrículas, bem como a de alunos por turma é muito superior na EPU,
    isso reflete no maior Indicador de Esforço Docente no Ensino Médio, sugerindo que a qualidade
    do ensino também pode estar correlacionada a essas variáveis. A pesquisa sugere também que
    o fator mais importante na determinação da eficiência do ensino nas duas instituições avaliadas,
    está mais correlacionado a fatores didáticos-pedagógicos, administrativos, e extraescolares,
    como aspectos familiares, por exemplo, do que a insumos propriamente dito, sendo necessários
    mais estudos direcionados nesse sentido para melhor caracterização desses resultados. Dessa
    forma, a construção coletiva de um caminho de participação e corresponsabilidades para
    melhoria da qualidade do ensino público pode ser: uma maior ênfase na base de formação
    docente; e uma maior atenção às deficiências existentes no ensino fundamental.

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  • MAYARA DUARTE DA SILVA
  • O PÚBLICO E O PRIVADO NO ENSINO MÉDIO EM SANTARÉM-PARÁ:  QUAL O DIFERENCIAL DO DESEMPENHO COGNITIVO?

  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 22/11/2019
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  • A necessidade de aumentar a oferta de escolarização brasileira não foi acompanhada de uma
    preocupação com a qualidade do ensino ofertado. As primeiras ações voltadas para a
    implementação de um sistema nacional de avaliação da educação básica no Brasil têm início a
    partir da década de 1980, com implementação de diversas reformas educacionais. Nesse período
    a pesquisa educacional brasileira vivenciava forte influência do Relatório de Coleman
    (Coleman Report) publicado em 1966, nos Estados Unidos. Essa pesquisa deu novas direções
    tanto às avaliações educacionais, quanto para à destinação do capital social, revelando que a
    educação é parte de um conjunto de fatores, e que as pesquisas na área precisam contemplar os
    fatores sociais e escolares nas desigualdades educacionais. Diante de uma crescente cobrança
    por medidas que revertam os níveis insuficientes de aprendizagem revelados pelas atuais
    avaliações da educação básica brasileira, suscitamos aqui, uma discussão a respeito da ideia de
    educação como alicerce para melhor formação do indivíduo e, assim, para construção de uma
    sociedade mais justa. O objetivo do presente trabalho foi estudar o perfil de desempenho
    cognitivo para alunos do ensino médio em duas escolas, uma Escola Pública - EPU e uma
    Escola Privada - EPR, da área urbana da cidade de Santarém-Pará, no período de 2011 a 2017.
    Trata-se de uma pesquisa quantitativa e qualitativa, com coleta de dados secundários realizada
    entre outubro de 2018 a setembro de 2019, com autorização de consulta aos mapas de resultados
    finais anuais pelos diretores das instituições de ensino participantes, bem como a partir de dados
    disponibilizados pelos sites oficiais nacionais. O estudo evidenciou diferenças significativas no
    desempenho cognitivo entre as duas escolas, sendo que a EPU mostrou maiores oscilações nas
    médias de desempenho em relação à EPR. A EPU mostrou-se ser a instituição com maiores
    índices de notas vermelhas, reprovações, cancelamentos, retenções e desistências no período
    avaliado. Os estudantes da EPU apresentaram maior dificuldade de adaptação ao Ensino Médio
    do que os alunos da EPR, sugerindo que esses estudantes progridem ao Ensino Médio com uma
    base deficiente do Ensino Fundamental, fato reproduzido ao longo dos anos sem nenhuma
    medida de reversão, refletindo nas desigualdades entre as performances diagnosticadas nas duas
    escolas. A quantidade de matrículas, bem como a de alunos por turma é muito superior na EPU,
    isso reflete no maior Indicador de Esforço Docente no Ensino Médio, sugerindo que a qualidade
    do ensino também pode estar correlacionada a essas variáveis. A pesquisa sugere também que
    o fator mais importante na determinação da eficiência do ensino nas duas instituições avaliadas,
    está mais correlacionado a fatores didáticos-pedagógicos, administrativos, e extraescolares,
    como aspectos familiares, por exemplo, do que a insumos propriamente dito, sendo necessários
    mais estudos direcionados nesse sentido para melhor caracterização desses resultados. Dessa
    forma, a construção coletiva de um caminho de participação e corresponsabilidades para
    melhoria da qualidade do ensino público pode ser: uma maior ênfase na base de formação
    docente; e uma maior atenção às deficiências existentes no ensino fundamental.

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  • MARCELLO DE LIMA BAIMA
  • ESGOTAMENTO OCUPACIONAL (BURNOUT) E PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ - UFOPA

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 17/12/2019
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  • A definir.

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  • MARCELLO DE LIMA BAIMA
  • ESGOTAMENTO OCUPACIONAL (BURNOUT) E PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ - UFOPA

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 17/12/2019
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  • A definir.

42
  • PAULO SÉRGIO FERREIRA DE LIMA
  • PLANEJAMENTO, SÍNTESE E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO NITRO-SALICILATO DE METILA IN VITRO EM MACRÓFAGOS

  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 17/12/2019
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  • Inflamação é um conjunto de repostas protetoras e regenerativas do corpo humano, caracterizando-se por uma série de eventos onde estão envolvidos os mediadores inflamatórios como citocinas e células, sendo classificada em inflamação aguda ou crônica. Em todo esse processo estão envolvidos migração de leucócitos, reconhecimento de PAMPs e DAMPs por receptores TLRs por macrófagos presentes no tecido, produção de óxido nítrico, citocinas e eicosanoides como a PGE2. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) aparecem entre os mais consumidos e sua ação é devido ao mecanismo de inibição das enzimas COX, já os corticosteroides são fármacos que possuem efeitos anti-inflamatórios com mecanismo de ação associado à ligação com os receptores de glicocorticódes citosólicos, regulando a expressão gênica de células imunes. Os salicilatos possuem efeitos anti-inflamatórios, assim como seus derivados, em contrapartida, possuem uma série de reações adversas das quais podemos citar os problemas gastrintestinais, renais e cardiovasculares. A criação de novas moléculas se tornou uma arte para estudiosos da área, visto à necessidade correlacionada as indústrias farmacêuticas, técnicas como essa são importantes para o desenvolvimento de novos fármacos como os derivados dos salicilatos. Os AINEs possuem toxicidade comprovada e considerada nociva aos sistemas renal e gastrointestinal e cardiovascular, dessa forma, os derivados dos salicilatos de metila, com seus efeitos anti-inflamatórios, são uma opção no desenvolvimento de novos fármacos para serem utilizados no combate a inflamação. O objetivo deste trabalho é planejar, sintetizar e avaliar a atividade anti-inflamatória do Nitro-Salicilato de Metila in vitro em macrófagos. Para obtenção do NSM, partimos de uma reação realizada entre três compostos, a montagem e produção dessa nova droga foram realizadas em parceria com o Laboratório de Química Farmacêutica da Universidade Federal do Pará. A viabilidade celular foi realizada pelo método MTT, a produção de NO foi pelo método de Griess, as dosagens de IL-1β, TNF-α e PGE-2 foram quantificadas pelo método de ELISA. Como resultados, a reação realizada entre três compostos resultou na formação do Nitro-Salicilato de Metila. O NSM não promoveu efeito citotóxico nas concentrações inferiores a 300 μM após 24 h de exposição, causando morte celular na concentração de 1000 μM. Quanto aos testes de NO, TNF-α, IL-1β e PGE2, os resultados demonstraram que o NSM promoveu uma redução significativa na produção desses mediadores inflamatórios nos grupos estimulados com LPS+INF-γ e tratados com as concentrações de 12,5, 25 e 50 µM onde foi possível observar um efeito concentração dependente. Contudo, o NSM demonstrou ter um potencial efeito anti-inflamatório, no entanto, mais estudos devem ser realizados afim de identificar o mecanismo de ação pelo qual o NSM consegue exercer seu efeito anti-inflamatório.

2018
Dissertações
1
  • JEFFERSON CASTILHO MORAES
  • ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE FOLHAS E GALHOS DE Piper marginatum Jacq. (PIPERACEAE)

  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 06/03/2018
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  • A malária é uma doença tropical, parasitária e considerada um dos maiores problemas de saúde, sociais e econômicos no mundo. Atualmente existe um grande arsenal terapêutico produzido a partir de produtos naturais e compostos sintéticos para o tratamento da malária. Dentre as principais drogas empregadas no tratamento destaca-se a cloroquina, primaquina, quinina, mefloquina, lumefantrina, artemisinina e seus derivados, e alguns antibióticos como doxiciclina, clindamicina e tetraciclina. Com o aparecimento de parasitas resistentes, a falta de uma vacina eficaz, a grande endemicidade da malária e a biodiversidade da Amazônia como potencial de nova fonte de fármacos, a pesquisa tem como objetivo avaliar o potencial farmacológico antimalárico do óleo essencial de Piper marginatum Jacq. Folhas e galhos de P. marginatum foram coletadas em área localizada na Universidade Federal do Oeste do Pará, Campus Tapajós, pesadas e secas em estufa, para posterior obtenção do óleo essencial via hidrodestilação em aparelho Clevenger. Para avaliação da atividade antimalárica, os óleos essenciais foram submetidos a testes esquizonticidas in vitro com Plasmodium falciparum considerados microtestes tradicionais. Para investigação da citotoxicidade do óleo essencial de P. marginatum será realizado ensaios utilizando o brometo 3-(4,5- dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazol (MTT), determinando assim a CL50. O índice de seletividade do óleo essencial será determinado através da razão da atividade citotóxica em relação à atividade antimalárica. A CL50 do óleo essencial das folhas foi de 4,94 μg/mL para cepas de P. falciparum sensível e CL50 de 5,14 μg/mL para cepas cloroquinas resistentes. O óleo essencial dos galhos apresentou CL50 de 5,34 μg/mL e 5,54 μg/mL para cepas sensíveis e resistentes respectivamente. A avaliação preliminar da atividade antimalárica demonstrou que o óleo essencial das folhas apresentou melhor atividade quando comparado ao resultado do óleo essencial dos galhos frente ao P. falciparum.

2
  • JEFFERSON CASTILHO MORAES
  • ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE FOLHAS E GALHOS DE Piper marginatum Jacq. (PIPERACEAE)

  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 06/03/2018
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  • A malária é uma doença tropical, parasitária e considerada um dos maiores problemas de saúde, sociais e econômicos no mundo. Atualmente existe um grande arsenal terapêutico produzido a partir de produtos naturais e compostos sintéticos para o tratamento da malária. Dentre as principais drogas empregadas no tratamento destaca-se a cloroquina, primaquina, quinina, mefloquina, lumefantrina, artemisinina e seus derivados, e alguns antibióticos como doxiciclina, clindamicina e tetraciclina. Com o aparecimento de parasitas resistentes, a falta de uma vacina eficaz, a grande endemicidade da malária e a biodiversidade da Amazônia como potencial de nova fonte de fármacos, a pesquisa tem como objetivo avaliar o potencial farmacológico antimalárico do óleo essencial de Piper marginatum Jacq. Folhas e galhos de P. marginatum foram coletadas em área localizada na Universidade Federal do Oeste do Pará, Campus Tapajós, pesadas e secas em estufa, para posterior obtenção do óleo essencial via hidrodestilação em aparelho Clevenger. Para avaliação da atividade antimalárica, os óleos essenciais foram submetidos a testes esquizonticidas in vitro com Plasmodium falciparum considerados microtestes tradicionais. Para investigação da citotoxicidade do óleo essencial de P. marginatum será realizado ensaios utilizando o brometo 3-(4,5- dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazol (MTT), determinando assim a CL50. O índice de seletividade do óleo essencial será determinado através da razão da atividade citotóxica em relação à atividade antimalárica. A CL50 do óleo essencial das folhas foi de 4,94 μg/mL para cepas de P. falciparum sensível e CL50 de 5,14 μg/mL para cepas cloroquinas resistentes. O óleo essencial dos galhos apresentou CL50 de 5,34 μg/mL e 5,54 μg/mL para cepas sensíveis e resistentes respectivamente. A avaliação preliminar da atividade antimalárica demonstrou que o óleo essencial das folhas apresentou melhor atividade quando comparado ao resultado do óleo essencial dos galhos frente ao P. falciparum.

3
  • JEFFERSON CASTILHO MORAES
  • ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE FOLHAS E GALHOS DE Piper marginatum Jacq. (PIPERACEAE)

  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 06/03/2018
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  • A malária é uma doença tropical, parasitária e considerada um dos maiores problemas de saúde, sociais e econômicos no mundo. Atualmente existe um grande arsenal terapêutico produzido a partir de produtos naturais e compostos sintéticos para o tratamento da malária. Dentre as principais drogas empregadas no tratamento destaca-se a cloroquina, primaquina, quinina, mefloquina, lumefantrina, artemisinina e seus derivados, e alguns antibióticos como doxiciclina, clindamicina e tetraciclina. Com o aparecimento de parasitas resistentes, a falta de uma vacina eficaz, a grande endemicidade da malária e a biodiversidade da Amazônia como potencial de nova fonte de fármacos, a pesquisa tem como objetivo avaliar o potencial farmacológico antimalárico do óleo essencial de Piper marginatum Jacq. Folhas e galhos de P. marginatum foram coletadas em área localizada na Universidade Federal do Oeste do Pará, Campus Tapajós, pesadas e secas em estufa, para posterior obtenção do óleo essencial via hidrodestilação em aparelho Clevenger. Para avaliação da atividade antimalárica, os óleos essenciais foram submetidos a testes esquizonticidas in vitro com Plasmodium falciparum considerados microtestes tradicionais. Para investigação da citotoxicidade do óleo essencial de P. marginatum será realizado ensaios utilizando o brometo 3-(4,5- dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazol (MTT), determinando assim a CL50. O índice de seletividade do óleo essencial será determinado através da razão da atividade citotóxica em relação à atividade antimalárica. A CL50 do óleo essencial das folhas foi de 4,94 μg/mL para cepas de P. falciparum sensível e CL50 de 5,14 μg/mL para cepas cloroquinas resistentes. O óleo essencial dos galhos apresentou CL50 de 5,34 μg/mL e 5,54 μg/mL para cepas sensíveis e resistentes respectivamente. A avaliação preliminar da atividade antimalárica demonstrou que o óleo essencial das folhas apresentou melhor atividade quando comparado ao resultado do óleo essencial dos galhos frente ao P. falciparum.

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  • JEFFERSON CASTILHO MORAES
  • ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE FOLHAS E GALHOS DE Piper marginatum Jacq. (PIPERACEAE)

  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 06/03/2018
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  • A malária é uma doença tropical, parasitária e considerada um dos maiores problemas de saúde, sociais e econômicos no mundo. Atualmente existe um grande arsenal terapêutico produzido a partir de produtos naturais e compostos sintéticos para o tratamento da malária. Dentre as principais drogas empregadas no tratamento destaca-se a cloroquina, primaquina, quinina, mefloquina, lumefantrina, artemisinina e seus derivados, e alguns antibióticos como doxiciclina, clindamicina e tetraciclina. Com o aparecimento de parasitas resistentes, a falta de uma vacina eficaz, a grande endemicidade da malária e a biodiversidade da Amazônia como potencial de nova fonte de fármacos, a pesquisa tem como objetivo avaliar o potencial farmacológico antimalárico do óleo essencial de Piper marginatum Jacq. Folhas e galhos de P. marginatum foram coletadas em área localizada na Universidade Federal do Oeste do Pará, Campus Tapajós, pesadas e secas em estufa, para posterior obtenção do óleo essencial via hidrodestilação em aparelho Clevenger. Para avaliação da atividade antimalárica, os óleos essenciais foram submetidos a testes esquizonticidas in vitro com Plasmodium falciparum considerados microtestes tradicionais. Para investigação da citotoxicidade do óleo essencial de P. marginatum será realizado ensaios utilizando o brometo 3-(4,5- dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazol (MTT), determinando assim a CL50. O índice de seletividade do óleo essencial será determinado através da razão da atividade citotóxica em relação à atividade antimalárica. A CL50 do óleo essencial das folhas foi de 4,94 μg/mL para cepas de P. falciparum sensível e CL50 de 5,14 μg/mL para cepas cloroquinas resistentes. O óleo essencial dos galhos apresentou CL50 de 5,34 μg/mL e 5,54 μg/mL para cepas sensíveis e resistentes respectivamente. A avaliação preliminar da atividade antimalárica demonstrou que o óleo essencial das folhas apresentou melhor atividade quando comparado ao resultado do óleo essencial dos galhos frente ao P. falciparum.

5
  • CAROLINE PIMENTEL MAIA
  • VALOR NUTRITIVO DA SILAGEM DE CAPIM ELEFANTE COM NÍVEIS DE RESÍDUO DE COLHEITA DE SOJA E CASCA DE SOJA PELETIZADA
  • Orientador : ANDREA KRYSTINA VINENTE GUIMARAES
  • Data: 04/05/2018
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  • Objetivou-se avaliar o valor nutritivo das silagens de capim elefante com adição (0, 5, 10, 15, 20 e 25%) de resíduos da colheita de soja e casca de soja peletizada em dois experimentos. O capítulo 1 trata-se da revisão de literatura com descrição do capim, silagem e uso de aditivos, utilização do resíduo da colheita de soja e casca de soja peletizada na ensilagem e na alimentação animal e parâmetros de qualidade. Os experimentos foram conduzidos nas dependências da Universidade Federal do Oeste do Pará, campus Santarém-PA, utilizando-se o delineamento inteiramente casualizado. Foram utilizados 24 silos experimentais para cada aditivo e abertos com 40 dias após a ensilagem, e realizadas as avaliações químico-bromatológica, análise sensorial, determinação da população microbiana e estabilidade aeróbia. O capítulo 2 “Valor nutritivo da silagem de capim elefante com níveis de resíduos da colheita de soja”, tem como resultados, quanto à avaliação sensorial, as silagens com 25% de inclusão do resíduo foram classificadas em “insatisfatória” para aspecto nutritivo e “avaliar as possibilidades de riscos” em aspecto sanitário. O aumento nos níveis de inclusão apresentaram redução da população de coliformes totais e Escherichia coli. Os teores de matéria seca, matéria orgânica, extrato etéreo e pH foram elevados em 1,69; 0,36; 0,61 e 0,12 pontos percentuais, respectivamente, a cada 1% de inclusão do resíduo. A matéria mineral e temperatura das silagens obtiveram reduções de 0,10 e 0,36% em cada unidade do aditivo adicionado a silagem. O resíduo da colheita de soja pode ser substituído na silagem de capim elefante até 20% sem afetar os parâmetros de qualidade nutricional da silagem. No capítulo 3 “Características bromatológicas e fermentativas de silagens de capim elefante contendo casca de soja peletizada”, os teores de matéria seca, matéria orgânica, fibra em detergente ácido, nitrogênio amoniacal, proteína bruta, carboidratos não fibrosos e pH elevados em 3,02; 0,30; 0,76; 0,43; 0,41; 0,74 e 0,09% ,respectivamente, a cada 1% de inclusão do aditivo. Os teores de fibra em detergente neutro, nutrientes digestíveis totais, digestibilidade da matéria seca, extrato etéreo e temperatura das silagens obtiveram redução de 0,64; 0,53; 0,59; 0,21 e 0,16 pontos percentuais, respectivamente, para cada unidade de casca de soja adicionado a silagem. A população de bolores foi maior no tratamento com 5% de inclusão, Escherichia coli e coliformes totais foram mais numerosos no nível de 10%, enquanto que a população de leveduras reduziu com o aumento da inclusão do aditivo. Na avaliação sensorial, as silagens apresentaram qualidade nutricional e sanitária de satisfatória à boa a muito boa. Os níveis de maior inclusão (20 e 25%) levaram mais tempo, 48 horas, para ultrapassar 2°C a temperatura ambiente. A utilização da casca de soja na silagem de capim elefante pode ser recomendada em inclusões acima de 15%, por apresentar melhor perfil fermentativo, composição química e reduzida população microbiana.
6
  • CAROLINE PIMENTEL MAIA
  • VALOR NUTRITIVO DA SILAGEM DE CAPIM ELEFANTE COM NÍVEIS DE RESÍDUO DE COLHEITA DE SOJA E CASCA DE SOJA PELETIZADA
  • Orientador : ANDREA KRYSTINA VINENTE GUIMARAES
  • Data: 04/05/2018
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  • Objetivou-se avaliar o valor nutritivo das silagens de capim elefante com adição (0, 5, 10, 15, 20 e 25%) de resíduos da colheita de soja e casca de soja peletizada em dois experimentos. O capítulo 1 trata-se da revisão de literatura com descrição do capim, silagem e uso de aditivos, utilização do resíduo da colheita de soja e casca de soja peletizada na ensilagem e na alimentação animal e parâmetros de qualidade. Os experimentos foram conduzidos nas dependências da Universidade Federal do Oeste do Pará, campus Santarém-PA, utilizando-se o delineamento inteiramente casualizado. Foram utilizados 24 silos experimentais para cada aditivo e abertos com 40 dias após a ensilagem, e realizadas as avaliações químico-bromatológica, análise sensorial, determinação da população microbiana e estabilidade aeróbia. O capítulo 2 “Valor nutritivo da silagem de capim elefante com níveis de resíduos da colheita de soja”, tem como resultados, quanto à avaliação sensorial, as silagens com 25% de inclusão do resíduo foram classificadas em “insatisfatória” para aspecto nutritivo e “avaliar as possibilidades de riscos” em aspecto sanitário. O aumento nos níveis de inclusão apresentaram redução da população de coliformes totais e Escherichia coli. Os teores de matéria seca, matéria orgânica, extrato etéreo e pH foram elevados em 1,69; 0,36; 0,61 e 0,12 pontos percentuais, respectivamente, a cada 1% de inclusão do resíduo. A matéria mineral e temperatura das silagens obtiveram reduções de 0,10 e 0,36% em cada unidade do aditivo adicionado a silagem. O resíduo da colheita de soja pode ser substituído na silagem de capim elefante até 20% sem afetar os parâmetros de qualidade nutricional da silagem. No capítulo 3 “Características bromatológicas e fermentativas de silagens de capim elefante contendo casca de soja peletizada”, os teores de matéria seca, matéria orgânica, fibra em detergente ácido, nitrogênio amoniacal, proteína bruta, carboidratos não fibrosos e pH elevados em 3,02; 0,30; 0,76; 0,43; 0,41; 0,74 e 0,09% ,respectivamente, a cada 1% de inclusão do aditivo. Os teores de fibra em detergente neutro, nutrientes digestíveis totais, digestibilidade da matéria seca, extrato etéreo e temperatura das silagens obtiveram redução de 0,64; 0,53; 0,59; 0,21 e 0,16 pontos percentuais, respectivamente, para cada unidade de casca de soja adicionado a silagem. A população de bolores foi maior no tratamento com 5% de inclusão, Escherichia coli e coliformes totais foram mais numerosos no nível de 10%, enquanto que a população de leveduras reduziu com o aumento da inclusão do aditivo. Na avaliação sensorial, as silagens apresentaram qualidade nutricional e sanitária de satisfatória à boa a muito boa. Os níveis de maior inclusão (20 e 25%) levaram mais tempo, 48 horas, para ultrapassar 2°C a temperatura ambiente. A utilização da casca de soja na silagem de capim elefante pode ser recomendada em inclusões acima de 15%, por apresentar melhor perfil fermentativo, composição química e reduzida população microbiana.
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  • JORLANA CATRINE CORRÊA FERREIRA
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cyperus articulatus L. EM MACRÓFAGOS
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 18/05/2018
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  • O uso de produtos naturais, principalmente aqueles derivados de plantas, é uma forma tradicional de promover alívio de doenças, utilizada há mais de cinco milênios em diversas civilizações. Atualmente na Amazônia, poucos estudos exploram sua enorme fonte de recursos naturais, porém os resultados dos experimentos realizados com espécies da região demonstraram que elas apresentam propriedades farmacológicas importantes tais como antibiótica, antiparasitária e analgésica. Dentre as espécies, encontra-se a Cyperus articulatus L., pertencente à família Cyperacea, conhecida no estado do Pará como priprioca, que popularmente é utilizada no tratamento de dor de cabeça, diarréia, epilepsia, parasitoses dentre outros. O óleo essencial (OE) dessa espécie tem despertado o interesse das indústrias cosméticas, devido o seu odor forte e agradável. Adicionalmente, as indústrias químicas e farmacêuticas também têm mostrado interesse pelo óleo essencial da priprioca, principalmente pelas suas características antiparasitárias, anticonvulsivante e antioxidante. Considerando as aplicações etnofarmacológicas e a medicina natural, este projeto tem como objetivo avaliar a possível atividade anti-inflamatória do óleo essencial da Cyperus articulatus L, em culturas de macrófagos estimulados com LPS e IFN-γ, através da análise da viabilidade celular e dosagem de mediadores inflamatórios (óxido nítrico, TNF-α, IL-1B e PGE2) de modo a contribuir para o conhecimento da espécie e possível utilização como instrumento farmacológico para tratamento de doenças inflamatórias por meio de fármacos mais eficazes e com menos efeitos adversos.
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  • JORLANA CATRINE CORRÊA FERREIRA
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cyperus articulatus L. EM MACRÓFAGOS
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 18/05/2018
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  • O uso de produtos naturais, principalmente aqueles derivados de plantas, é uma forma tradicional de promover alívio de doenças, utilizada há mais de cinco milênios em diversas civilizações. Atualmente na Amazônia, poucos estudos exploram sua enorme fonte de recursos naturais, porém os resultados dos experimentos realizados com espécies da região demonstraram que elas apresentam propriedades farmacológicas importantes tais como antibiótica, antiparasitária e analgésica. Dentre as espécies, encontra-se a Cyperus articulatus L., pertencente à família Cyperacea, conhecida no estado do Pará como priprioca, que popularmente é utilizada no tratamento de dor de cabeça, diarréia, epilepsia, parasitoses dentre outros. O óleo essencial (OE) dessa espécie tem despertado o interesse das indústrias cosméticas, devido o seu odor forte e agradável. Adicionalmente, as indústrias químicas e farmacêuticas também têm mostrado interesse pelo óleo essencial da priprioca, principalmente pelas suas características antiparasitárias, anticonvulsivante e antioxidante. Considerando as aplicações etnofarmacológicas e a medicina natural, este projeto tem como objetivo avaliar a possível atividade anti-inflamatória do óleo essencial da Cyperus articulatus L, em culturas de macrófagos estimulados com LPS e IFN-γ, através da análise da viabilidade celular e dosagem de mediadores inflamatórios (óxido nítrico, TNF-α, IL-1B e PGE2) de modo a contribuir para o conhecimento da espécie e possível utilização como instrumento farmacológico para tratamento de doenças inflamatórias por meio de fármacos mais eficazes e com menos efeitos adversos.
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  • THALITA DE ANDRADE ALMEIDA MOURA
  • MANGIFERINA ACELERA O PROCESSO DE REPARO TECIDUAL E FUNCIONAL EM MODELO DE LESÃO DE TENDÃO CALCÂNEO
  • Orientador : MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
  • Data: 04/06/2018
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  • A tendinopatia é caracterizada por uma lesão que acomete o tendão e é uma doença que atinge em sua maioria trabalhadores que exercem atividades repetitivas, atletas e idosos. Sabendo que o tendão calcâneo faz parte do grupo de tendões mais propensos a lesão e que a Mangiferina possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, surgiu a hipótese de que essa substância possa contribuir de forma positiva no tratamento farmacológico da tendinopatia. Esse estudo teve como objetivo avaliar o efeito da mangiferina no reparo tecidual e funcional em modelo de lesão total de tendão calcâneo de camundongos. Esse trabalho foi aprovado pelo comitê de ética da instituição (CEUA-UFOPA) sob o protocolo N.º 0220180021. Foram utilizados 3 grupos experimentais (n=15): Controle (CTRL), n=3, sem intervenção; Veículo (VCL), n=6, submetido à ruptura do tendão calcâneo e administração de 20μl solução salina 0,9% in loco; grupo Mangiferina (MGF), n=6, também submetido à lesão experimental e tratamento in loco com a mangiferina (20μl). Os grupos VCL e MGF receberam o tratamento na região peritendínea a cada dois dias a partir do 2º dia pós-lesão até o 7º e 14º dia. Utilizamos a técnica de coloração por hematoxilina e eosina (HE) e autofluorescência do colágeno para avaliar a organização tecidual. Foi realizada a contagem de células, por meio de DAPI (1:10.000) para marcação dos núcleos. Foi avaliada marcha através do Índice Funcional de Aquiles (IFA) no período pré e pós-operatório em 0; 7 e 14 dias. As análises histológicas por meio de HE e a autofluorescência do colágeno demonstram que o grupo MGF apresentou estrutura tecidual mais preservada em 7 e 14 dias pós-lesão em comparação ao grupo VCL. Na contagem de células, no 14º dia pós-lesão o número de células do grupo MGF (3,18±0,65) apresentou-se menor em comparação ao grupo VCL (4,33±0,29). No 7º dia após a lesão, foi observado uma menor perda da funcionalidade do grupo MGF (-74.90±9.2) em comparação ao grupo VCL (-98.39±14.9) (p<0.01). No 14º dia, manteve-se a diferença entre os grupos VCL (-93.09±10.4) e MGF (-54.48±14.6) (p<0,05). Nossos achados sugerem que a mangiferina acelera o processo de reparo da lesão tendínea, apresentando melhoras teciduais e funcionais em 7 e 14 dias após a lesão.
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  • THALITA DE ANDRADE ALMEIDA MOURA
  • MANGIFERINA ACELERA O PROCESSO DE REPARO TECIDUAL E FUNCIONAL EM MODELO DE LESÃO DE TENDÃO CALCÂNEO
  • Orientador : MAXWELL BARBOSA DE SANTANA
  • Data: 04/06/2018
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  • A tendinopatia é caracterizada por uma lesão que acomete o tendão e é uma doença que atinge em sua maioria trabalhadores que exercem atividades repetitivas, atletas e idosos. Sabendo que o tendão calcâneo faz parte do grupo de tendões mais propensos a lesão e que a Mangiferina possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, surgiu a hipótese de que essa substância possa contribuir de forma positiva no tratamento farmacológico da tendinopatia. Esse estudo teve como objetivo avaliar o efeito da mangiferina no reparo tecidual e funcional em modelo de lesão total de tendão calcâneo de camundongos. Esse trabalho foi aprovado pelo comitê de ética da instituição (CEUA-UFOPA) sob o protocolo N.º 0220180021. Foram utilizados 3 grupos experimentais (n=15): Controle (CTRL), n=3, sem intervenção; Veículo (VCL), n=6, submetido à ruptura do tendão calcâneo e administração de 20μl solução salina 0,9% in loco; grupo Mangiferina (MGF), n=6, também submetido à lesão experimental e tratamento in loco com a mangiferina (20μl). Os grupos VCL e MGF receberam o tratamento na região peritendínea a cada dois dias a partir do 2º dia pós-lesão até o 7º e 14º dia. Utilizamos a técnica de coloração por hematoxilina e eosina (HE) e autofluorescência do colágeno para avaliar a organização tecidual. Foi realizada a contagem de células, por meio de DAPI (1:10.000) para marcação dos núcleos. Foi avaliada marcha através do Índice Funcional de Aquiles (IFA) no período pré e pós-operatório em 0; 7 e 14 dias. As análises histológicas por meio de HE e a autofluorescência do colágeno demonstram que o grupo MGF apresentou estrutura tecidual mais preservada em 7 e 14 dias pós-lesão em comparação ao grupo VCL. Na contagem de células, no 14º dia pós-lesão o número de células do grupo MGF (3,18±0,65) apresentou-se menor em comparação ao grupo VCL (4,33±0,29). No 7º dia após a lesão, foi observado uma menor perda da funcionalidade do grupo MGF (-74.90±9.2) em comparação ao grupo VCL (-98.39±14.9) (p<0.01). No 14º dia, manteve-se a diferença entre os grupos VCL (-93.09±10.4) e MGF (-54.48±14.6) (p<0,05). Nossos achados sugerem que a mangiferina acelera o processo de reparo da lesão tendínea, apresentando melhoras teciduais e funcionais em 7 e 14 dias após a lesão.
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  • ALESSANDRA COUTO DE CAMARGO FERREIRA
  • PARÂMETROS DE TRATAMENTO DO GERADOR DE ALTA FREQUÊNCIA NO PROCESSO DE REPARO TECIDUAL DE FERIDAS CUTÂNEAS EM RATOS WISTAR
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 29/06/2018
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  • Novas perspectivas terapêuticas estão sendo investigadas para o incremento no processo de reparo tecidual, entre elas destaca-se o uso do ozônio. As pesquisas que utilizam a liberação do ozônio através do aparelho de alta frequência para cicatrização são escassas e não há consenso entre os parâmetros utilizados. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar o processo de reparo tecidual de feridas cutâneas submetidas a diferentes parâmetros de tratamento do aparelho gerador de alta frequência. Trata-se de um estudo quantitativo, analítico, experimental e randomizado em que foram utilizados 135 ratos da linhagem Wistar, machos, adultos, divididos em dois grupos: grupo alta frequência (subdivididos em 24 subgrupos de 5 animais cada) e grupo controle (subdivididos em 3 subgrupos de 5 animais cada). Os animais do primeiro grupo foram submetidos ao tratamento diário com alta frequência com 8 protocolos diferentes e os do grupo controle aplicação com aparelho desligado. A avaliação morfológica (área da ferida) e microscópica (corante Hematoxilina-Eosina e Coloração por Picro-Sirius Red) foram realizadas após três, sete e 14 dias do ferimento cutâneo. Na análise da média de redução da área, densidade de colágeno e densidade vascular entre grupos experimentais e controle não houve diferenças significativas. Na análise intergrupos, a média da redução da área foi significativamente maior com protocolo intensidade baixa 2 minutos nos dias 3 e 7. Quanto a proliferação de fibroblastos, o protocolo intensidade média 1 minuto no dia 3, intensidade média 2 minutos no dia 7 e intensidade baixa ou média 2 minutos no dia 14 foram significativamente superior ao grupo controle. Na análise da densidade vascular intergrupos experimentais, o grupo submetido a intensidade baixa por 2 minutos apresentou maior densidade vascular quando comparado aos demais grupos. Em relação ao processo inflamatório e edema todos os grupos experimentais apresentaram diminuição quando comparado ao grupo controle nos dias 7 e 14, nas fases iniciais o protocolo intensidade alta aplicado por 1 minuto apresentou-se mais eficaz, e nos dias 7 e 14 a intensidade média ou baixa aplicada por 2 minutos apresentou melhores resultados. Conclui-se que os parâmetros utilizados no tratamento com o gerador de alta frequência que apresentou melhores resultados foi intensidade baixa ou média aplicada por 2 minutos, contrapondo os estudos atuais que utilizam majoritariamente a intensidade alta.
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  • ALESSANDRA COUTO DE CAMARGO FERREIRA
  • PARÂMETROS DE TRATAMENTO DO GERADOR DE ALTA FREQUÊNCIA NO PROCESSO DE REPARO TECIDUAL DE FERIDAS CUTÂNEAS EM RATOS WISTAR
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 29/06/2018
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  • Novas perspectivas terapêuticas estão sendo investigadas para o incremento no processo de reparo tecidual, entre elas destaca-se o uso do ozônio. As pesquisas que utilizam a liberação do ozônio através do aparelho de alta frequência para cicatrização são escassas e não há consenso entre os parâmetros utilizados. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar o processo de reparo tecidual de feridas cutâneas submetidas a diferentes parâmetros de tratamento do aparelho gerador de alta frequência. Trata-se de um estudo quantitativo, analítico, experimental e randomizado em que foram utilizados 135 ratos da linhagem Wistar, machos, adultos, divididos em dois grupos: grupo alta frequência (subdivididos em 24 subgrupos de 5 animais cada) e grupo controle (subdivididos em 3 subgrupos de 5 animais cada). Os animais do primeiro grupo foram submetidos ao tratamento diário com alta frequência com 8 protocolos diferentes e os do grupo controle aplicação com aparelho desligado. A avaliação morfológica (área da ferida) e microscópica (corante Hematoxilina-Eosina e Coloração por Picro-Sirius Red) foram realizadas após três, sete e 14 dias do ferimento cutâneo. Na análise da média de redução da área, densidade de colágeno e densidade vascular entre grupos experimentais e controle não houve diferenças significativas. Na análise intergrupos, a média da redução da área foi significativamente maior com protocolo intensidade baixa 2 minutos nos dias 3 e 7. Quanto a proliferação de fibroblastos, o protocolo intensidade média 1 minuto no dia 3, intensidade média 2 minutos no dia 7 e intensidade baixa ou média 2 minutos no dia 14 foram significativamente superior ao grupo controle. Na análise da densidade vascular intergrupos experimentais, o grupo submetido a intensidade baixa por 2 minutos apresentou maior densidade vascular quando comparado aos demais grupos. Em relação ao processo inflamatório e edema todos os grupos experimentais apresentaram diminuição quando comparado ao grupo controle nos dias 7 e 14, nas fases iniciais o protocolo intensidade alta aplicado por 1 minuto apresentou-se mais eficaz, e nos dias 7 e 14 a intensidade média ou baixa aplicada por 2 minutos apresentou melhores resultados. Conclui-se que os parâmetros utilizados no tratamento com o gerador de alta frequência que apresentou melhores resultados foi intensidade baixa ou média aplicada por 2 minutos, contrapondo os estudos atuais que utilizam majoritariamente a intensidade alta.
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  • TALITA CUNHA DE FARIA LIBERAL
  • ISOLAMENTO, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE METABÓLITOS SECUNDÁRIOS PRODUZIDOS POR Streptomyces sp. DE SOLO AMAZÔNICO

  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 24/08/2018
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  • A  Floresta  Amazônica  é  conhecida  como  um  dos  principais  ambientes  ricos  em  plantas e animais com ampla diversidade genética. No entanto, há pouca referência quanto à diversidade microbiana deste bioma. Portanto, é importante investigar a microbiodiversidade autóctone e  descrever  o  seu  potencial  biotecnológico. O  gênero Streptomyces é  o  de  maior importância  biotecnológica  dentro  do  grupo  das  actinobactérias,  sendo  responsável  pela produção de grande parte dos antibióticos já conhecidos e por produzir diversas enzimas de aplicação  industrial.  Este trabalho buscou  avaliar a  produção  de metabólitos secundários antimicrobianos e enzimas de interesse industrial produzidos por Streptomyces sp. isolados de
    solo rizosférico de uma planta nativa da Amazônia. A linhagem de actinobactérias isolada de solo rizosférico de Aniba parviflora Syn Fragans (Macacaporanga) foi nomeada MPO11, após identificação através de métodos clássicos e moleculares, apresentando 99,9% de similaridade com Streptomyces cinereus. Quanto ao seu potencial antimicrobiano, foi avaliada a atividade contra microrganismos de interesse clínico e fitopatógenos. A partir de fermentação submersa de  MPO11, a  espécie  apresentou um espectro  de  ação  variado  com ação  antibacteriana  e fitopatogênica,  além  da  produção  de  diversas  enzimas extracelulares  de  interesse  industrial como  caseinase,  lipase  e  catalase.  O perfil  fisiológico  e  bioquímico médio foi tolerante  a  salinidade nas concentrações de 3 a 5% em NaCl. O extrato acetato etílico obtido do cultivo submerso, foi submetido a Cromatografia Líquida de Alto Desempenho em fase reversa, para otimização do método de isolamento dos metabólitos presentes no extrato, que levou a três isolados  posteriormente  analisados  por  espectrometria  de  massas.  A  análise  química  das substâncias isoladas estão em fase de elucidação estrutural e sugere-se que pertençam a classe dos macrolídeos, comumente encontrados no gênero Streptomyces. Assim, o presente trabalho contribui  para  o  estudo  da  microbiodiversidade  deste  bioma  e  evidencia  o  seu  potencial biotecnológico na produção de substâncias bioativas de origem microbiana.

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  • TALITA CUNHA DE FARIA LIBERAL
  • ISOLAMENTO, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE METABÓLITOS SECUNDÁRIOS PRODUZIDOS POR Streptomyces sp. DE SOLO AMAZÔNICO

  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 24/08/2018
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  • A  Floresta  Amazônica  é  conhecida  como  um  dos  principais  ambientes  ricos  em  plantas e animais com ampla diversidade genética. No entanto, há pouca referência quanto à diversidade microbiana deste bioma. Portanto, é importante investigar a microbiodiversidade autóctone e  descrever  o  seu  potencial  biotecnológico. O  gênero Streptomyces é  o  de  maior importância  biotecnológica  dentro  do  grupo  das  actinobactérias,  sendo  responsável  pela produção de grande parte dos antibióticos já conhecidos e por produzir diversas enzimas de aplicação  industrial.  Este trabalho buscou  avaliar a  produção  de metabólitos secundários antimicrobianos e enzimas de interesse industrial produzidos por Streptomyces sp. isolados de
    solo rizosférico de uma planta nativa da Amazônia. A linhagem de actinobactérias isolada de solo rizosférico de Aniba parviflora Syn Fragans (Macacaporanga) foi nomeada MPO11, após identificação através de métodos clássicos e moleculares, apresentando 99,9% de similaridade com Streptomyces cinereus. Quanto ao seu potencial antimicrobiano, foi avaliada a atividade contra microrganismos de interesse clínico e fitopatógenos. A partir de fermentação submersa de  MPO11, a  espécie  apresentou um espectro  de  ação  variado  com ação  antibacteriana  e fitopatogênica,  além  da  produção  de  diversas  enzimas extracelulares  de  interesse  industrial como  caseinase,  lipase  e  catalase.  O perfil  fisiológico  e  bioquímico médio foi tolerante  a  salinidade nas concentrações de 3 a 5% em NaCl. O extrato acetato etílico obtido do cultivo submerso, foi submetido a Cromatografia Líquida de Alto Desempenho em fase reversa, para otimização do método de isolamento dos metabólitos presentes no extrato, que levou a três isolados  posteriormente  analisados  por  espectrometria  de  massas.  A  análise  química  das substâncias isoladas estão em fase de elucidação estrutural e sugere-se que pertençam a classe dos macrolídeos, comumente encontrados no gênero Streptomyces. Assim, o presente trabalho contribui  para  o  estudo  da  microbiodiversidade  deste  bioma  e  evidencia  o  seu  potencial biotecnológico na produção de substâncias bioativas de origem microbiana.

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  • ANDRESSON FERNANDES PONTES
  • ISOLAMENTO DE ACTINOBACTÉRIAS DE SEDIMENTO DE ÁGUA DOCE DO AQUÍFERO ALTER DO CHÃO EM SANTARÉM- PA E PADRONIZAÇÃO DO MÉTODO DE PRODUÇÃO DA ENZIMA LGLUTAMINASE
  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 27/08/2018
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  • As actinobactérias são uma importante fonte natural de obtenção de substâncias utilizadas na produção de fármacos com diferentes aplicações terapêuticas, como a enzima L-glutaminase, que desde a descoberta das suas propriedades antitumoral na terapêutica da leucemia linfocítica aguda e do cancro, vêm sendo foco de diversas pesquisas. Nesse contexto, isolamos e avaliamos a capacidade actinobactérias presente em sedimento do aquífero Alterdo-Chão em produzir a enzima L-glutaminase. Amostras de 10 cm3 de sedimento foram coletadas de três pontos distintos na área de Proteção Ambiental Alter-do-Chão, solubilizadas em tampão fosfato (PBS) (pH7.0) e um volume de 100 l foi inoculado em meio Agar Asparagina levedura, Czapeck Dox e Soja Agar Tripticaseína para isolamento bacteriano durante 21 dias à 37ºC. Análises micromorfológicas do microcultivo em microscopia de luz comum e microscopia eletrônica de varredura (MEV) foram realizadas para confirmação do gênero. A avaliação qualitativa da produção da enzima L-glutaminase foi realizada pelo cultivo em Ágar Glutamina (MGA) durante 24-48 h dias a 30ºC (Imada, 1973), assim como o cultivo submerso em meio líquido avaliando diferentes parâmetros físico-químicos. Foram isoladas 4 actinobactérias produtoras de L-glutaminase denominadas AQUA 10, AQUA 14, AQUA 17 e AQUA 19. O isolado AQUA 14 apresentou maior potencial enzimático, verificado pela intensa coloração rosa do meio, indicando grande quantidade de amônia ao redor das colônias. A cadeia de esporos tipo Retinaculum apertum e os aspectos culturais das colônias dos isolados são compatíveis com o gênero Streptomyces sp. Destacamos aqui a capacidade de actinobactérias nativas da Amazônia em produzir a enzima L-glutaminase, observando que o pico de produção foi observada no cultivo estático em meio líquido pH 8,0, na escala de 0,5 MacFarland a 96 h.
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  • ANDRESSON FERNANDES PONTES
  • ISOLAMENTO DE ACTINOBACTÉRIAS DE SEDIMENTO DE ÁGUA DOCE DO AQUÍFERO ALTER DO CHÃO EM SANTARÉM- PA E PADRONIZAÇÃO DO MÉTODO DE PRODUÇÃO DA ENZIMA LGLUTAMINASE
  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 27/08/2018
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  • As actinobactérias são uma importante fonte natural de obtenção de substâncias utilizadas na produção de fármacos com diferentes aplicações terapêuticas, como a enzima L-glutaminase, que desde a descoberta das suas propriedades antitumoral na terapêutica da leucemia linfocítica aguda e do cancro, vêm sendo foco de diversas pesquisas. Nesse contexto, isolamos e avaliamos a capacidade actinobactérias presente em sedimento do aquífero Alterdo-Chão em produzir a enzima L-glutaminase. Amostras de 10 cm3 de sedimento foram coletadas de três pontos distintos na área de Proteção Ambiental Alter-do-Chão, solubilizadas em tampão fosfato (PBS) (pH7.0) e um volume de 100 l foi inoculado em meio Agar Asparagina levedura, Czapeck Dox e Soja Agar Tripticaseína para isolamento bacteriano durante 21 dias à 37ºC. Análises micromorfológicas do microcultivo em microscopia de luz comum e microscopia eletrônica de varredura (MEV) foram realizadas para confirmação do gênero. A avaliação qualitativa da produção da enzima L-glutaminase foi realizada pelo cultivo em Ágar Glutamina (MGA) durante 24-48 h dias a 30ºC (Imada, 1973), assim como o cultivo submerso em meio líquido avaliando diferentes parâmetros físico-químicos. Foram isoladas 4 actinobactérias produtoras de L-glutaminase denominadas AQUA 10, AQUA 14, AQUA 17 e AQUA 19. O isolado AQUA 14 apresentou maior potencial enzimático, verificado pela intensa coloração rosa do meio, indicando grande quantidade de amônia ao redor das colônias. A cadeia de esporos tipo Retinaculum apertum e os aspectos culturais das colônias dos isolados são compatíveis com o gênero Streptomyces sp. Destacamos aqui a capacidade de actinobactérias nativas da Amazônia em produzir a enzima L-glutaminase, observando que o pico de produção foi observada no cultivo estático em meio líquido pH 8,0, na escala de 0,5 MacFarland a 96 h.
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  • JAÍNE GABRIELA DA SILVA RODRIGUES
  • ESTUDO MORFOFISIOLÓGICO DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO DA PREGUIÇA-REAL (Choloepus didactylus, LINNAEUS, 1758)
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 27/08/2018
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  • Mesmo Choloepus didactylus não sendo considerada uma espécie ameaçada de extinção, nos últimos anos ocorreu uma diminuição da sua população devido à degradação do seu habitat, além disso, pouco se sabe sobre as características reprodutivas desses animais. Diante desta escassez de informações acerca da anatomia, sobretudo atrelada ao aspecto reprodutivo, esta pesquisa tem por objetivo descrever a anatomia macro e microscópica do sistema genital feminino da preguiça real. Os ovários são ovais com córtex e medula polarizados longitudinalmente e estão circundados por uma bolsa ovariana. No córtex ovariano são encontrados folículos em vários estágios de desenvolvimento, cada um com um único ovócito. As tubas uterinas são estruturas tubulares, filiformes, serpiginosas e com variação de calibre. O útero é um órgão simples com um corpo em forma de pera acompanhado de um longo e estreito seguimento caudal. É formado por três camadas: a mucosa, revestida por epitélio pseudoestratificado, a muscular e a serosa. O seio urogenital possui um epitélio de transição e estende-se desde o óstio uterino externo e óstio uretral externo até a vulva que é revestida por um epitélio escamoso estratificado queratinizado. A genitália externa está localizada em uma depressão cutânea denominada de pseudocloaca e possui difícil visualização, é composta pelos pequenos lábios e um clitóris bipartido.
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  • JAÍNE GABRIELA DA SILVA RODRIGUES
  • ESTUDO MORFOFISIOLÓGICO DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO DA PREGUIÇA-REAL (Choloepus didactylus, LINNAEUS, 1758)
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 27/08/2018
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  • Mesmo Choloepus didactylus não sendo considerada uma espécie ameaçada de extinção, nos últimos anos ocorreu uma diminuição da sua população devido à degradação do seu habitat, além disso, pouco se sabe sobre as características reprodutivas desses animais. Diante desta escassez de informações acerca da anatomia, sobretudo atrelada ao aspecto reprodutivo, esta pesquisa tem por objetivo descrever a anatomia macro e microscópica do sistema genital feminino da preguiça real. Os ovários são ovais com córtex e medula polarizados longitudinalmente e estão circundados por uma bolsa ovariana. No córtex ovariano são encontrados folículos em vários estágios de desenvolvimento, cada um com um único ovócito. As tubas uterinas são estruturas tubulares, filiformes, serpiginosas e com variação de calibre. O útero é um órgão simples com um corpo em forma de pera acompanhado de um longo e estreito seguimento caudal. É formado por três camadas: a mucosa, revestida por epitélio pseudoestratificado, a muscular e a serosa. O seio urogenital possui um epitélio de transição e estende-se desde o óstio uterino externo e óstio uretral externo até a vulva que é revestida por um epitélio escamoso estratificado queratinizado. A genitália externa está localizada em uma depressão cutânea denominada de pseudocloaca e possui difícil visualização, é composta pelos pequenos lábios e um clitóris bipartido.
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  • ÁDRIA VANESSA LINHARES DOS SANTOS AMÉRICO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE CICATRIZANTE DE FORMULAÇÕES SEMISSÓLIDAS CONTENDO EXTRATO DE JUCÁ (Caelsapinia férrea) NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS DÉRMICAS DE CÃES.
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 27/08/2018
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  • Como as lesões de pele nos animais são muito frequentes e de diferentes causas, é interessante diversificar as opções de tratamento para cada situação e cada tipo de lesão. A cultura da região amazônica dispõe de inúmeros produtos e princípios ativos referendados pela ciência, em virtude do seu extenso uso na medicina popular. O uso do Caesalpinia ferrea (Jucá) e da Carapa guianensis (Andiroba) na região amazônica é bastante difundido como medida terapêutica, utilizando-se as sementes do Jucá em infusão alcoólica e o óleo da andiroba. No entanto, a comprovação científica das ações de ambos ainda é deficitária, com isso o objetivo deste estudo será avaliar a ação cicatrizante de feridas cutâneas abertas e padronizadas de ovinos tratadas com Carapa guianensis e Caesalpinia férrea. e, suas ações repelentes frente a moscas causadoras de miiases. O presente estudo irá avaliar comparativamente duas formulações distintas para o tratamento de feridas dérmicas padronizadas em ovinos. Formulação tópica contendo 25% de extrato etanólico de Jucá (Caesalpinia férrea). Formulação tópica contendo 25% de extrato etanólico de jucá e 25% de óleo de Andiroba (Carapa guianensis) e Spray comercial de uso tópico a base de Chlorfenvinphos (0,52 g) e Dichlorvos (0,83 g) controle positivo. Os experimentos terão duração de 21 dias e os animais serão avaliados no início do estudo, imediatamente após a indução das feridas dérmicas (D0), e após um (D1), três (D3), sete (D7), dez (D10), 14 (D14) e 21 (D21) dias. Cada ferida será avaliada individualmente e tratada exclusivamente com uma única formulação no decorrer do estudo, recebendo no total quatro aplicações dos tratamentos nos seguintes momentos: D1, D3, D7 e D14. Análises clínicas e macroscópicas serão realizadas em todos os momentos de avaliação enquanto que as análises histológicas serão realizadas apenas no D0 e no D21.
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  • ÁDRIA VANESSA LINHARES DOS SANTOS AMÉRICO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE CICATRIZANTE DE FORMULAÇÕES SEMISSÓLIDAS CONTENDO EXTRATO DE JUCÁ (Caelsapinia férrea) NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS DÉRMICAS DE CÃES.
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 27/08/2018
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  • Como as lesões de pele nos animais são muito frequentes e de diferentes causas, é interessante diversificar as opções de tratamento para cada situação e cada tipo de lesão. A cultura da região amazônica dispõe de inúmeros produtos e princípios ativos referendados pela ciência, em virtude do seu extenso uso na medicina popular. O uso do Caesalpinia ferrea (Jucá) e da Carapa guianensis (Andiroba) na região amazônica é bastante difundido como medida terapêutica, utilizando-se as sementes do Jucá em infusão alcoólica e o óleo da andiroba. No entanto, a comprovação científica das ações de ambos ainda é deficitária, com isso o objetivo deste estudo será avaliar a ação cicatrizante de feridas cutâneas abertas e padronizadas de ovinos tratadas com Carapa guianensis e Caesalpinia férrea. e, suas ações repelentes frente a moscas causadoras de miiases. O presente estudo irá avaliar comparativamente duas formulações distintas para o tratamento de feridas dérmicas padronizadas em ovinos. Formulação tópica contendo 25% de extrato etanólico de Jucá (Caesalpinia férrea). Formulação tópica contendo 25% de extrato etanólico de jucá e 25% de óleo de Andiroba (Carapa guianensis) e Spray comercial de uso tópico a base de Chlorfenvinphos (0,52 g) e Dichlorvos (0,83 g) controle positivo. Os experimentos terão duração de 21 dias e os animais serão avaliados no início do estudo, imediatamente após a indução das feridas dérmicas (D0), e após um (D1), três (D3), sete (D7), dez (D10), 14 (D14) e 21 (D21) dias. Cada ferida será avaliada individualmente e tratada exclusivamente com uma única formulação no decorrer do estudo, recebendo no total quatro aplicações dos tratamentos nos seguintes momentos: D1, D3, D7 e D14. Análises clínicas e macroscópicas serão realizadas em todos os momentos de avaliação enquanto que as análises histológicas serão realizadas apenas no D0 e no D21.
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  • MAICO DE OLIVEIRA PIMENTEL
  • RIQUEZA E PADRÕES DE VISITAÇÃO DE POLINIZADORES DA CASTANHEIRA-DO-BRASIL (Bertholletia excelsa Bonpl) EM UMA ÁREA DESMATADA NO MUNICÍPIO DE ORIXIMINÁ-PARÁ.

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 28/08/2018
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  • A reprodução da castanheira-do-brasil é alógama e dependente de polinizadores específicos com força suficiente para entrar nas lígulas das suas flores. Não há registros do acompanhamento do processo de polinização em áreas desmatadas com ocorrência de castanheiras-do-brasil, mesmo que já haja estudos de baixa floração e frutificação nessas áreas. O estudo foi situado no prolongamento da rodovia BR-163, no ramal do Copaíba nas proximidades da comunidade rural de Santa Maria, município de Oriximiná (PA). Esta é uma região de planalto dominada por áreas desmatadas fruto da expansão da atividade pecuarista. O objetivo deste trabalho era conhecer a riqueza e padrões de visitação de polinizadores da castanheira-do-brasil em área desmatada. Foram inventariadas 51 castanheiras-do-brasil na área desmata (AD) em 33,6 ha (1,51/ha) e 77 castanheiras-do-brasil na área de fragmento florestal (FF) em 30,3 ha (2,54/ha). Os solos são ácidos e densidade parecida em ambas as áreas, com textura Franco-arenosa em FF e Franca em AD. A altura média das árvores em ambas as áreas foi de 47,4m. Nesta população, 35% das castanheiras-do-brasil de FF estão dentro da faixa de DAP entre 80 e 160 cm contra 45% para a AD. Esta população encontra-se composta por árvores em estágio senescente, 53% em AD e 65% em FF, aparentando sofrer problemas na polinização e frutificação com baixa produção nas árvores amostradas. A mortalidade na população de árvores foi de 18% em AD e 5% em FF em dois anos, ainda assim as diferenças não foram significativas. A distância média entre castanheiras-do-brasil foi significativamente maior na AD (média de 40,6 m) em relação a FF (média de 28,0), ainda assim a produção de frutos foi 3,6 vezes maior na AD que na FF. Em contraste, 9% das sementes destas não estavam fecundadas contra 5% em FF. Não houve correlações significativas entre produção de frutos e área de copa ou ainda com o diâmetro das castanheiras-do-brasil. Foram capturadas 5 espécies de abelhas de 2 famílias, em condições nubladas com maior atividade entre 07:30 e 08:30, à temperatura de 25,3º C e umidade relativa do ar em 89,2 %. Das abelhas capturadas foram identificadas duas novas espécies potencialmente polinizadoras das flores de castanheiras: Xylocopa ordinária e Centris superba.

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  • MAICO DE OLIVEIRA PIMENTEL
  • RIQUEZA E PADRÕES DE VISITAÇÃO DE POLINIZADORES DA CASTANHEIRA-DO-BRASIL (Bertholletia excelsa Bonpl) EM UMA ÁREA DESMATADA NO MUNICÍPIO DE ORIXIMINÁ-PARÁ.

  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 28/08/2018
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  • A reprodução da castanheira-do-brasil é alógama e dependente de polinizadores específicos com força suficiente para entrar nas lígulas das suas flores. Não há registros do acompanhamento do processo de polinização em áreas desmatadas com ocorrência de castanheiras-do-brasil, mesmo que já haja estudos de baixa floração e frutificação nessas áreas. O estudo foi situado no prolongamento da rodovia BR-163, no ramal do Copaíba nas proximidades da comunidade rural de Santa Maria, município de Oriximiná (PA). Esta é uma região de planalto dominada por áreas desmatadas fruto da expansão da atividade pecuarista. O objetivo deste trabalho era conhecer a riqueza e padrões de visitação de polinizadores da castanheira-do-brasil em área desmatada. Foram inventariadas 51 castanheiras-do-brasil na área desmata (AD) em 33,6 ha (1,51/ha) e 77 castanheiras-do-brasil na área de fragmento florestal (FF) em 30,3 ha (2,54/ha). Os solos são ácidos e densidade parecida em ambas as áreas, com textura Franco-arenosa em FF e Franca em AD. A altura média das árvores em ambas as áreas foi de 47,4m. Nesta população, 35% das castanheiras-do-brasil de FF estão dentro da faixa de DAP entre 80 e 160 cm contra 45% para a AD. Esta população encontra-se composta por árvores em estágio senescente, 53% em AD e 65% em FF, aparentando sofrer problemas na polinização e frutificação com baixa produção nas árvores amostradas. A mortalidade na população de árvores foi de 18% em AD e 5% em FF em dois anos, ainda assim as diferenças não foram significativas. A distância média entre castanheiras-do-brasil foi significativamente maior na AD (média de 40,6 m) em relação a FF (média de 28,0), ainda assim a produção de frutos foi 3,6 vezes maior na AD que na FF. Em contraste, 9% das sementes destas não estavam fecundadas contra 5% em FF. Não houve correlações significativas entre produção de frutos e área de copa ou ainda com o diâmetro das castanheiras-do-brasil. Foram capturadas 5 espécies de abelhas de 2 famílias, em condições nubladas com maior atividade entre 07:30 e 08:30, à temperatura de 25,3º C e umidade relativa do ar em 89,2 %. Das abelhas capturadas foram identificadas duas novas espécies potencialmente polinizadoras das flores de castanheiras: Xylocopa ordinária e Centris superba.

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  • ISABELLA CLARISSA VASCONCELOS RÊGO
  • AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE PESTICIDAS ORGANOCLORADOS EM LEITE MATERNO E BOVINO DOS MUNICÍPIOS DE MOJUÍ DOS CAMPOS E BELTERRA, PARÁ
  • Orientador : PAULO SERGIO TAUBE JUNIOR
  • Data: 30/08/2018
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  • Os pesticidas organoclorados possuem capacidade de bioacumulação em tecidos ricos em lipídios, o que o caracteriza como um importante contaminante. Dos pesticidas organoclorados o DDT (diclorodifeniltricloroetano) é o mais conhecido, no Brasil foi bastante utilizado até 1985 na agricultura e até 1998 no controle de vetores para a prevenção de doenças, principalmente da malária na região amazônica, sendo expostos na época muitos indivíduos a esse contaminante. Atualmente tem sido crescente a expansão agrícola em direção ao norte do País, na região Oeste do Estado do Pará nos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra o que expõe a população residente próximas as lavouras aos pesticidas utilizados. Justifica-se a realização desse estudo devido a possibilidade dos moradores desses municípios terem sido expostos ao pesticida organoclorado DDT na época que ainda ele era utilizado no controle de vetores, bem como através do uso clandestino de algum pesticida organoclorado nas aplicações de monoculturas. Por esse motivo o objetivo do estudo foi avaliar a presença de pesticidas organoclorados em amostras de leite materno e bovino dos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra, Pará. A pesquisa obteve aprovação pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual do Pará (CEP-UEPA) com parecer emitido sob o número 845233/2018 e CAAE 0616.0.146.000-08. Os pesticidas organoclorados analisados foram: DDT e metabólitos (op’-DDT, pp’-DDT, op’-DDE, pp’-DDE, op’-DDD e pp’- DDD), aldrin, endrin, dieldrin, α-HCH, β-HCH, lindano (γ-HCH), δ-HCH, endossulfan α e β, Endossulfan sulfato, heptacloro e heptacloro epóxido, essas substâncias foram analisadas em (n=30) amostras de leite materno e (n=30) amostras de leite bovino. Para extração das amostras foi utilizado o método analítico descrito por Mesquita 2001, seguindo algumas modificações. E a identificação e quantificação foi realizada por cromatografia gasosa com detector de captura de elétrons (GC-ECD). Infelizmente, devido a problemas na hora de processar as análises, ocorreu sobreposição nos arquivos salvos e apenas os resultados referentes a 22 amostras de leite materno foram obtidos, sendo, 15 de Mojuí dos Campos e 7 de Belterra. A maioria destas amostras 68% (15) não apresentou contaminação de nenhum tipo de pesticidas organoclorados. Um total de 32% (7) continham os pesticidas pp'-DDT e/ou pp'-DDE, sendo 2 (28%) amostras de Belterra e 5 (33%) de Mojuí dos Campos. Em 18% (4) das amostras foram detectado os dois pesticidas. A maior frequência foi de pp'-DDE e a menor de pp'-DDE em 31% (7) das amostras. Quanto a análise do leite bovino obteve-se os resultados da análise de 28 amostras de leite bovino devido, falha técnica na armazenagem dos resultados da análise cromatográfica. Sendo 15 de Mojuí dos Campos e 13 de Belterra. Todas as amostras analisadas não apresentaram contaminação por nenhum tipo dos resíduos avaliados, nos respectivos limites de quantificação do método. Este resultado contribuiu para o conhecimento quanto à qualidade do leite bovino in natura consumido por alguns moradores desses municípios. Possivelmente a contaminação do leite materno possa estar associada ao uso de DDT no controle de doenças tropicais e não diretamente para fins agrícolas.
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  • ISABELLA CLARISSA VASCONCELOS RÊGO
  • AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE PESTICIDAS ORGANOCLORADOS EM LEITE MATERNO E BOVINO DOS MUNICÍPIOS DE MOJUÍ DOS CAMPOS E BELTERRA, PARÁ
  • Orientador : PAULO SERGIO TAUBE JUNIOR
  • Data: 30/08/2018
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  • Os pesticidas organoclorados possuem capacidade de bioacumulação em tecidos ricos em lipídios, o que o caracteriza como um importante contaminante. Dos pesticidas organoclorados o DDT (diclorodifeniltricloroetano) é o mais conhecido, no Brasil foi bastante utilizado até 1985 na agricultura e até 1998 no controle de vetores para a prevenção de doenças, principalmente da malária na região amazônica, sendo expostos na época muitos indivíduos a esse contaminante. Atualmente tem sido crescente a expansão agrícola em direção ao norte do País, na região Oeste do Estado do Pará nos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra o que expõe a população residente próximas as lavouras aos pesticidas utilizados. Justifica-se a realização desse estudo devido a possibilidade dos moradores desses municípios terem sido expostos ao pesticida organoclorado DDT na época que ainda ele era utilizado no controle de vetores, bem como através do uso clandestino de algum pesticida organoclorado nas aplicações de monoculturas. Por esse motivo o objetivo do estudo foi avaliar a presença de pesticidas organoclorados em amostras de leite materno e bovino dos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra, Pará. A pesquisa obteve aprovação pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual do Pará (CEP-UEPA) com parecer emitido sob o número 845233/2018 e CAAE 0616.0.146.000-08. Os pesticidas organoclorados analisados foram: DDT e metabólitos (op’-DDT, pp’-DDT, op’-DDE, pp’-DDE, op’-DDD e pp’- DDD), aldrin, endrin, dieldrin, α-HCH, β-HCH, lindano (γ-HCH), δ-HCH, endossulfan α e β, Endossulfan sulfato, heptacloro e heptacloro epóxido, essas substâncias foram analisadas em (n=30) amostras de leite materno e (n=30) amostras de leite bovino. Para extração das amostras foi utilizado o método analítico descrito por Mesquita 2001, seguindo algumas modificações. E a identificação e quantificação foi realizada por cromatografia gasosa com detector de captura de elétrons (GC-ECD). Infelizmente, devido a problemas na hora de processar as análises, ocorreu sobreposição nos arquivos salvos e apenas os resultados referentes a 22 amostras de leite materno foram obtidos, sendo, 15 de Mojuí dos Campos e 7 de Belterra. A maioria destas amostras 68% (15) não apresentou contaminação de nenhum tipo de pesticidas organoclorados. Um total de 32% (7) continham os pesticidas pp'-DDT e/ou pp'-DDE, sendo 2 (28%) amostras de Belterra e 5 (33%) de Mojuí dos Campos. Em 18% (4) das amostras foram detectado os dois pesticidas. A maior frequência foi de pp'-DDE e a menor de pp'-DDE em 31% (7) das amostras. Quanto a análise do leite bovino obteve-se os resultados da análise de 28 amostras de leite bovino devido, falha técnica na armazenagem dos resultados da análise cromatográfica. Sendo 15 de Mojuí dos Campos e 13 de Belterra. Todas as amostras analisadas não apresentaram contaminação por nenhum tipo dos resíduos avaliados, nos respectivos limites de quantificação do método. Este resultado contribuiu para o conhecimento quanto à qualidade do leite bovino in natura consumido por alguns moradores desses municípios. Possivelmente a contaminação do leite materno possa estar associada ao uso de DDT no controle de doenças tropicais e não diretamente para fins agrícolas.
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  • RAYANA GONÇALVES DE BRITO
  • HUMANIZAÇÃO DO NASCER: INQUÉRITO SOBRE AS PRINCIPAIS INTERVENÇÕES OBSTÉTRICAS REALIZADAS NAS GESTANTES EM UM HOSPITAL PÚBLICO DO OESTE DO PARÁ
  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 30/08/2018
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  • Parir no Brasil tem sido um desafio para muitas mulheres que sonham em dar à luz de forma natural e menos mecanicista. O uso exacerbado das intervenções durante o trabalho de parto e parto contribuem para os altos índices de morbimortalidades maternas e fetais. A violência obstétrica é toda ação contra a mulher no período gravídico ou puerperal em que sua autonomia e direitos são desrespeitados pela equipe de saúde, deixando marcas físicas e psicológicas traumáticas e irreparáveis. Objetivos: Identificar a ocorrência das principais intervenções obstétricas realizadas nas mulheres em trabalho de parto assistidas em um hospital público do Oeste do Pará e a correlação com a morbimortalidade materno-fetal. Método: Pesquisa de campo, de abordagem qualiquantitativa, transversal, descritiva-exploratória realizada através de entrevista semiestruturada com 172 parturientes internadas na clínica obstétrica do hospital municipal de Santarém-PA, no período de dezembro de 2017 a março de 2018. Os dados foram analisados através de estatística descritiva e testes de hipóteses. Os resultados foram descritos apresentando-se a frequência absoluta e relativa. Os valores não paramétricos foram avaliados através do teste QuiQuadrado (χ2) e Odds ratio (OR). Resultados: Dentre as principais intervenções obstétricas praticadas durante a assistência multiprofissional, observou-se que manobra de Kristeller obteve o maior índice de ocorrência (70,3%), seguido do parto cesariano (64,8%) realizado nas mulheres em trabalho de parto e a episiotomia (24,1%), isto é, muitas sofreram corte no períneo durante o período expulsivo. Em relação às perspectivas no tratamento durante os cuidados da equipe de saúde a partir da internação, a maioria das gestantes (35,1%) registrou estarem satisfeitas com as orientações recebidas; muito embora ter sido relatado casos de maus tratos (4,7%) e mais da metade (51,2%) afirmou não saber o que é um parto humanizado. Conclusão: Os danos identificados sendo praticados com maiores frequências são considerados evitáveis. As boas práticas da assistência obstétrica e neonatal devem ser preservadas; assim como o parto cesariano só deve ser realizado quando há sérias complicações maternas e/ou fetais, pois, aumentam as chances de infecções e risco ao óbito. A aplicação do Kristeller proporciona maiores chances de internação ao recém-nato. Mediante8 a este cenário, é fundamental que haja mudanças e adaptações das intervenções obstétricas em vigor com intuito de melhorar a qualidade da assistência à mulher durante o trabalho de parto, parto e puerpério.
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  • RAYANA GONÇALVES DE BRITO
  • HUMANIZAÇÃO DO NASCER: INQUÉRITO SOBRE AS PRINCIPAIS INTERVENÇÕES OBSTÉTRICAS REALIZADAS NAS GESTANTES EM UM HOSPITAL PÚBLICO DO OESTE DO PARÁ
  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 30/08/2018
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  • Parir no Brasil tem sido um desafio para muitas mulheres que sonham em dar à luz de forma natural e menos mecanicista. O uso exacerbado das intervenções durante o trabalho de parto e parto contribuem para os altos índices de morbimortalidades maternas e fetais. A violência obstétrica é toda ação contra a mulher no período gravídico ou puerperal em que sua autonomia e direitos são desrespeitados pela equipe de saúde, deixando marcas físicas e psicológicas traumáticas e irreparáveis. Objetivos: Identificar a ocorrência das principais intervenções obstétricas realizadas nas mulheres em trabalho de parto assistidas em um hospital público do Oeste do Pará e a correlação com a morbimortalidade materno-fetal. Método: Pesquisa de campo, de abordagem qualiquantitativa, transversal, descritiva-exploratória realizada através de entrevista semiestruturada com 172 parturientes internadas na clínica obstétrica do hospital municipal de Santarém-PA, no período de dezembro de 2017 a março de 2018. Os dados foram analisados através de estatística descritiva e testes de hipóteses. Os resultados foram descritos apresentando-se a frequência absoluta e relativa. Os valores não paramétricos foram avaliados através do teste QuiQuadrado (χ2) e Odds ratio (OR). Resultados: Dentre as principais intervenções obstétricas praticadas durante a assistência multiprofissional, observou-se que manobra de Kristeller obteve o maior índice de ocorrência (70,3%), seguido do parto cesariano (64,8%) realizado nas mulheres em trabalho de parto e a episiotomia (24,1%), isto é, muitas sofreram corte no períneo durante o período expulsivo. Em relação às perspectivas no tratamento durante os cuidados da equipe de saúde a partir da internação, a maioria das gestantes (35,1%) registrou estarem satisfeitas com as orientações recebidas; muito embora ter sido relatado casos de maus tratos (4,7%) e mais da metade (51,2%) afirmou não saber o que é um parto humanizado. Conclusão: Os danos identificados sendo praticados com maiores frequências são considerados evitáveis. As boas práticas da assistência obstétrica e neonatal devem ser preservadas; assim como o parto cesariano só deve ser realizado quando há sérias complicações maternas e/ou fetais, pois, aumentam as chances de infecções e risco ao óbito. A aplicação do Kristeller proporciona maiores chances de internação ao recém-nato. Mediante8 a este cenário, é fundamental que haja mudanças e adaptações das intervenções obstétricas em vigor com intuito de melhorar a qualidade da assistência à mulher durante o trabalho de parto, parto e puerpério.
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  • JHESSICA KRHISTINNE CAETANO FROTA
  • AVALIAÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADE ANTITUMORAL in vitro DO ÓLEORRESINA DE Copaifera reticulata Ducke

  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 31/08/2018
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  • A copaíba é uma das árvores nativas mais utilizadas na região Amazônica devido o seu grande potencial farmacológico. O óleorresina produzido pela copaíba é amplamente utilizado para fins medicinais possuindo várias atividades biológicas comprovadas, dentre elas a antitumoral. O câncer é a segunda doença que mais causa mortes no Brasil, e a investigação do potencial antitumoral do óleo de copaíba é uma alternativa para a formulação de novos fármacos que combatam esta doença. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a composição química e a atividade antitumoral in vitro do óleorresina de Copaifera reticulata Ducke. A coleta do óleo foi realizada na Floresta Nacional do Tapajós, Belterra-PA. O óleo foi fracionado através de destilação simples para obtenção das frações volátil e resinosa. Para avaliação da atividade antitumoral in vitro foram utilizadas oito concentrações do óleorresina total e de suas frações nas linhagens tumorais MCF7 (câncer de mama), HOS (osteosarcoma), PC3 (adenocarcinoma de próstata) e H1299 (carcinoma pulmonar), e nas linhagens leucêmicas: Nalm 6 (leucemia B) e Jurkat (leucemia T), através do ensaio do MTT - Método do sal 3-(4,5-dimetil-2-tiazol)-2,5 difenil-2-H-brometo de tetrazolium. A determinação da IC50 (concentração inibitória capaz de provocar 50% do efeito máximo) foi realizado através de regressão não linear pelo software Origin 8.0 e os gráficos gerados pelo Software GraphPad Prism 2007. A composição química do óleorresina foi analisada por Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (CG-EM) e a identificação dos compostos por comparação de seus espectros de massas (EM) e do Índice de retenção (IR) com os dados disponíveis na biblioteca NIST versão 2.0 e ADAMS, 2007. Na análise da composição química do óleorresina de C. reticulata foram identificados vinte e seis sesquiterpenos e seis diterpenos, corroborando com os trabalhos disponíveis na literatura sobre a composição química do óleo de espécies do gênero Copaifera, onde o maior percentual de substâncias são pertencentes à classe sesquiterpênica. O óleorresina bruto e suas frações volátil e resinosa apresentaram citotoxicidade às linhagens cancerígenas testadas, comprovando assim, o potencial anticancerígeno do óleo de C. reticulata Ducke. Dentre as amostras estudadas, a fração resinosa (FR) obteve destaque pois apresentou a menor IC50, onde em menores concentrações de FR, inibiu 50% da viabilidade das células neoplásicas testadas. Na quantificação da apoptose da linhagem mais sensível aos tratamentos (H1299-carcinoma pulmonar), a fração resinosa demonstrou maior percentual de indução à morte celular.

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  • JHESSICA KRHISTINNE CAETANO FROTA
  • AVALIAÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADE ANTITUMORAL in vitro DO ÓLEORRESINA DE Copaifera reticulata Ducke

  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 31/08/2018
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  • A copaíba é uma das árvores nativas mais utilizadas na região Amazônica devido o seu grande potencial farmacológico. O óleorresina produzido pela copaíba é amplamente utilizado para fins medicinais possuindo várias atividades biológicas comprovadas, dentre elas a antitumoral. O câncer é a segunda doença que mais causa mortes no Brasil, e a investigação do potencial antitumoral do óleo de copaíba é uma alternativa para a formulação de novos fármacos que combatam esta doença. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a composição química e a atividade antitumoral in vitro do óleorresina de Copaifera reticulata Ducke. A coleta do óleo foi realizada na Floresta Nacional do Tapajós, Belterra-PA. O óleo foi fracionado através de destilação simples para obtenção das frações volátil e resinosa. Para avaliação da atividade antitumoral in vitro foram utilizadas oito concentrações do óleorresina total e de suas frações nas linhagens tumorais MCF7 (câncer de mama), HOS (osteosarcoma), PC3 (adenocarcinoma de próstata) e H1299 (carcinoma pulmonar), e nas linhagens leucêmicas: Nalm 6 (leucemia B) e Jurkat (leucemia T), através do ensaio do MTT - Método do sal 3-(4,5-dimetil-2-tiazol)-2,5 difenil-2-H-brometo de tetrazolium. A determinação da IC50 (concentração inibitória capaz de provocar 50% do efeito máximo) foi realizado através de regressão não linear pelo software Origin 8.0 e os gráficos gerados pelo Software GraphPad Prism 2007. A composição química do óleorresina foi analisada por Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (CG-EM) e a identificação dos compostos por comparação de seus espectros de massas (EM) e do Índice de retenção (IR) com os dados disponíveis na biblioteca NIST versão 2.0 e ADAMS, 2007. Na análise da composição química do óleorresina de C. reticulata foram identificados vinte e seis sesquiterpenos e seis diterpenos, corroborando com os trabalhos disponíveis na literatura sobre a composição química do óleo de espécies do gênero Copaifera, onde o maior percentual de substâncias são pertencentes à classe sesquiterpênica. O óleorresina bruto e suas frações volátil e resinosa apresentaram citotoxicidade às linhagens cancerígenas testadas, comprovando assim, o potencial anticancerígeno do óleo de C. reticulata Ducke. Dentre as amostras estudadas, a fração resinosa (FR) obteve destaque pois apresentou a menor IC50, onde em menores concentrações de FR, inibiu 50% da viabilidade das células neoplásicas testadas. Na quantificação da apoptose da linhagem mais sensível aos tratamentos (H1299-carcinoma pulmonar), a fração resinosa demonstrou maior percentual de indução à morte celular.

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  • ELIANE FERREIRA MARINHO
  • A PLASTICIDADE MUSCULAR COM O USO DO ALONGAMENTO E DA ELETROESTIMULAÇÃO APÓS PERÍODO DE IMOBILIZAÇÃO
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 06/09/2018
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  • O músculo tem a capacidade de sofrer adaptações aumentando ou diminuindo seu tamanho longitudinal, de acordo com a demanda imposta. Após períodos de imobilização prolongada ocorre encurtamento pela perda de sarcômeros em série e atrofia, com aumento da coleção de tecido conjuntivo intramuscular. Para prevenir e tratar estas complicações é comum na prática clínica do fisioterapeuta a utilização concomitante de métodos como o alongamento (AL), capaz de estimular a adição de sarcômeros em série, e a eletroestimulação (EE), que reduz a atrofia, mas também favorece a deleção de sarcômeros em virtude do estímulo de contração contínua e prolongada. Dessa forma, os efeitos antagônicos das terapias suscitaram o interesse em reproduzi-las, tal como usualmente aplicadas pelo fisioterapeuta. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar e comparar os efeitos macro e microscópicos das terapias de alongamento e eletroestimulação, sobre o tecido muscular, após período prolongado de imobilização. Para tanto foi realizada uma pesquisa experimental, submetida à Comissão de Ética no uso de animais da UFOPA e aprovado sob o número de protocolo CEUA/UFOPA 09014-2016. Foram utilizados 25 ratos da espécie Rattus norvegicus albinus, linhagem wistar, machos adultos e sadios, mantidos sob condições controladas, divididos de forma aleatória em cinco grupos experimentais, com n=5. Grupos: Controle (GC), Imobilizado (GI7), Imobilizados tratados com AL e EE de forma isolada e combinada (GI7+AL; GI7+EE e GI7+AL+EE). Os animais foram sedados com ketamina e xilazina e tricotomizados para a aplicação das imobilizações, que permaneceram durante 7 dias. Foram apenas contidos para aplicação das intervenções terapêuticas pelo período de 10 sessões. Após o período de tratamento, ocorreu a eutanásia para extração do músculo tibial anterior direito. As variáveis macroscópicas de interesse, massa e comprimento total do músculo, foram mensuradas no momento da eutanásia, através de balança de precisão para massa e paquímetro para comprimento do músculo. Para variável microscópica, número de sarcômeros em série, os músculos receberam preparo conforme descrito por Williams e Goldispink; e para a variável quantidade de tecido conjuntivo depositado no meio intramuscular, o material foi armazenado em formol 10%, e posteriormente foram confeccionadas lâminas coradas com Sirius Red. Os dados foram analisados de forma quantitativa para as variáveis número de sarcômeros, massa e comprimento muscular, e de forma cega, quali/quantitativa, por um examinador externo, para a deposição de colágeno no meio intramuscular. Os dados foram armazenados em Excell e tratados estatisticamente através do Software Bioestatic 5.3. Os resultados demonstraram o AL ser mais eficiente para recuperação da massa muscular, usado de forma isolada ou combinada, não interferindo de forma negativa, a combinação das terapias com relação à esta variável. Quanto ao número de sarcômeros em série, tanto AL quanto EE foram eficientes e a combinação das terapias não representou ganho e nem prejuízo ou interferência no tratamento, frente a utilização de forma isolada. Não houve significância estatística entre os grupos de estudo, para as variáveis comprimento do músculo e quantidade de tecido conjuntivo depositado no meio intramuscular.
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  • ELIANE FERREIRA MARINHO
  • A PLASTICIDADE MUSCULAR COM O USO DO ALONGAMENTO E DA ELETROESTIMULAÇÃO APÓS PERÍODO DE IMOBILIZAÇÃO
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 06/09/2018
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  • O músculo tem a capacidade de sofrer adaptações aumentando ou diminuindo seu tamanho longitudinal, de acordo com a demanda imposta. Após períodos de imobilização prolongada ocorre encurtamento pela perda de sarcômeros em série e atrofia, com aumento da coleção de tecido conjuntivo intramuscular. Para prevenir e tratar estas complicações é comum na prática clínica do fisioterapeuta a utilização concomitante de métodos como o alongamento (AL), capaz de estimular a adição de sarcômeros em série, e a eletroestimulação (EE), que reduz a atrofia, mas também favorece a deleção de sarcômeros em virtude do estímulo de contração contínua e prolongada. Dessa forma, os efeitos antagônicos das terapias suscitaram o interesse em reproduzi-las, tal como usualmente aplicadas pelo fisioterapeuta. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar e comparar os efeitos macro e microscópicos das terapias de alongamento e eletroestimulação, sobre o tecido muscular, após período prolongado de imobilização. Para tanto foi realizada uma pesquisa experimental, submetida à Comissão de Ética no uso de animais da UFOPA e aprovado sob o número de protocolo CEUA/UFOPA 09014-2016. Foram utilizados 25 ratos da espécie Rattus norvegicus albinus, linhagem wistar, machos adultos e sadios, mantidos sob condições controladas, divididos de forma aleatória em cinco grupos experimentais, com n=5. Grupos: Controle (GC), Imobilizado (GI7), Imobilizados tratados com AL e EE de forma isolada e combinada (GI7+AL; GI7+EE e GI7+AL+EE). Os animais foram sedados com ketamina e xilazina e tricotomizados para a aplicação das imobilizações, que permaneceram durante 7 dias. Foram apenas contidos para aplicação das intervenções terapêuticas pelo período de 10 sessões. Após o período de tratamento, ocorreu a eutanásia para extração do músculo tibial anterior direito. As variáveis macroscópicas de interesse, massa e comprimento total do músculo, foram mensuradas no momento da eutanásia, através de balança de precisão para massa e paquímetro para comprimento do músculo. Para variável microscópica, número de sarcômeros em série, os músculos receberam preparo conforme descrito por Williams e Goldispink; e para a variável quantidade de tecido conjuntivo depositado no meio intramuscular, o material foi armazenado em formol 10%, e posteriormente foram confeccionadas lâminas coradas com Sirius Red. Os dados foram analisados de forma quantitativa para as variáveis número de sarcômeros, massa e comprimento muscular, e de forma cega, quali/quantitativa, por um examinador externo, para a deposição de colágeno no meio intramuscular. Os dados foram armazenados em Excell e tratados estatisticamente através do Software Bioestatic 5.3. Os resultados demonstraram o AL ser mais eficiente para recuperação da massa muscular, usado de forma isolada ou combinada, não interferindo de forma negativa, a combinação das terapias com relação à esta variável. Quanto ao número de sarcômeros em série, tanto AL quanto EE foram eficientes e a combinação das terapias não representou ganho e nem prejuízo ou interferência no tratamento, frente a utilização de forma isolada. Não houve significância estatística entre os grupos de estudo, para as variáveis comprimento do músculo e quantidade de tecido conjuntivo depositado no meio intramuscular.
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  • JOÃO PAULO DA SILVA FÉLIX
  • INOCULAÇÃO DE RAÍZES DESTACADAS DE VARIEDADES DE MANDIOCA, COM RESPOSTA DIFERENCIAL DE CAMPO À PODRIDÃO DE RAÍZES DE Fusarium solani

  • Orientador : CARLOS IVAN AGUILAR VILDOSO
  • Data: 13/09/2018
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  • No processo de seleção de fontes de resistência à podridão de raízes de mandioca, é fundamental o estabelecimento de metodologias eficientes. Atualmente, o teste em raízes destacadas é o principal método aplicado pelos programas de melhoramento na busca por genótipos resistentes, entretanto, alguns resultados não correspondem à resistência de campo. Por isso, o objetivo deste trabalho foi validar o método de inoculação em raízes destacadas para diferenciação de variedades de mandioca da região Oeste do Pará, quanto à podridão seca e determinar a variabilidade na patogenicidade de F. solani. Para isso, foram realizados quatro experimentos conduzidos em fatorial inteiramente casualizado utilizando as variedades ‘Amarelhinha’ (resistente) e ‘Bem-te-vi’ (suscetível), considerando os estádios fenológicos de seis (verão amazônico), quatorze (inverno amazônico) e dezoito meses (verão amazônico) e um experimento avaliando variações no diâmetro da perfuração na inoculação. Inicialmente, as raízes foram tratadas com solução de hipoclorito de sódio (200 ppm) por 2 minutos, enquanto que nas raízes com 14 meses foi realizado tratamento adicional com suspensão de fungicida tiofanato metílico (490 ppm). Como inóculo foram usadas culturas em meio cenoura-ágar de cinco isolados de F. solani, obtidos de podridões de raízes de mandioca. As inoculações foram realizadas inserindo discos com estruturas fúngicas em perfurações que retiraram a casca nos terços proximal e distal da raiz, a perfuração central serviu de controle. Em seguida as raízes foram mantidas em câmara úmida sob temperatura ambiente durante 10 dias, quando foram realizados os cortes das raízes e avaliadas a profundidade e a largura das lesões na polpa. As lesões variaram de arredondadas ao formato em “V” e o pré-tratamento com fungicida foi eficiente no controle das infecções ocorridas no campo e não interferiu nem na ocorrência, nem na forma das lesões na avaliação aos 14 meses. A profundidade e a largura das lesões apresentaram resposta contraria às idades das raízes, quanto maior a idade, maior foi a profundidade e menor a largura da lesão, e vice-versa. A época de obtenção das raízes associada aos períodos do verão e inverno Amazônico, não foi significativo no tamanho das lesões. De forma geral, a variedade ‘Bem-te-vi’ apresentou lesões menores que ‘Amarelinha’, o que limitou a detecção de raças do patógeno, para podridão seca. Os isolados tiveram diferentes níveis de agressividade, havendo um grupo independente e outro dependente da idade das raízes. O diâmetro da perfuração para a inoculação interferiu na profundidade das lesões, mas não alterou a resposta das variedades. Assim, a resistência pós-colheita das variedades não correspondeu à resistência de campo em nenhum dos experimentos.

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  • JOÃO PAULO DA SILVA FÉLIX
  • INOCULAÇÃO DE RAÍZES DESTACADAS DE VARIEDADES DE MANDIOCA, COM RESPOSTA DIFERENCIAL DE CAMPO À PODRIDÃO DE RAÍZES DE Fusarium solani

  • Orientador : CARLOS IVAN AGUILAR VILDOSO
  • Data: 13/09/2018
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  • No processo de seleção de fontes de resistência à podridão de raízes de mandioca, é fundamental o estabelecimento de metodologias eficientes. Atualmente, o teste em raízes destacadas é o principal método aplicado pelos programas de melhoramento na busca por genótipos resistentes, entretanto, alguns resultados não correspondem à resistência de campo. Por isso, o objetivo deste trabalho foi validar o método de inoculação em raízes destacadas para diferenciação de variedades de mandioca da região Oeste do Pará, quanto à podridão seca e determinar a variabilidade na patogenicidade de F. solani. Para isso, foram realizados quatro experimentos conduzidos em fatorial inteiramente casualizado utilizando as variedades ‘Amarelhinha’ (resistente) e ‘Bem-te-vi’ (suscetível), considerando os estádios fenológicos de seis (verão amazônico), quatorze (inverno amazônico) e dezoito meses (verão amazônico) e um experimento avaliando variações no diâmetro da perfuração na inoculação. Inicialmente, as raízes foram tratadas com solução de hipoclorito de sódio (200 ppm) por 2 minutos, enquanto que nas raízes com 14 meses foi realizado tratamento adicional com suspensão de fungicida tiofanato metílico (490 ppm). Como inóculo foram usadas culturas em meio cenoura-ágar de cinco isolados de F. solani, obtidos de podridões de raízes de mandioca. As inoculações foram realizadas inserindo discos com estruturas fúngicas em perfurações que retiraram a casca nos terços proximal e distal da raiz, a perfuração central serviu de controle. Em seguida as raízes foram mantidas em câmara úmida sob temperatura ambiente durante 10 dias, quando foram realizados os cortes das raízes e avaliadas a profundidade e a largura das lesões na polpa. As lesões variaram de arredondadas ao formato em “V” e o pré-tratamento com fungicida foi eficiente no controle das infecções ocorridas no campo e não interferiu nem na ocorrência, nem na forma das lesões na avaliação aos 14 meses. A profundidade e a largura das lesões apresentaram resposta contraria às idades das raízes, quanto maior a idade, maior foi a profundidade e menor a largura da lesão, e vice-versa. A época de obtenção das raízes associada aos períodos do verão e inverno Amazônico, não foi significativo no tamanho das lesões. De forma geral, a variedade ‘Bem-te-vi’ apresentou lesões menores que ‘Amarelinha’, o que limitou a detecção de raças do patógeno, para podridão seca. Os isolados tiveram diferentes níveis de agressividade, havendo um grupo independente e outro dependente da idade das raízes. O diâmetro da perfuração para a inoculação interferiu na profundidade das lesões, mas não alterou a resposta das variedades. Assim, a resistência pós-colheita das variedades não correspondeu à resistência de campo em nenhum dos experimentos.

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  • GREICE NIVEA VIANA DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE TRIHALOMETANOS EM ÁGUAS DE CONSUMO HUMANO EM ÁREAS URBANAS DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM-PA
  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 02/10/2018
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  • A agua é uma substância vital à vida, e para que seja consumida pelo homem precisa passar por vários processos, dentre esses a desinfecção. Para este processo têm-se utilizado deste muito tempo substâncias a base de cloro. Dependendo das condições de potabilidade da água e a presença de moléculas orgânicas naturais da água após a cloração podem surgir através de reações químicas os trihalometanos (THM´s). Estas substâncias poderão acarretar em modificações a nível celular podendo relacionar-se com a formação de células cancerígenas, bem como má formação congênita durante a gravidez. Nesta vertente, este estudo teve como principal objetivo avaliar a ocorrência de THM´s em água para consumo humano no município de Santarém- Pa. A pesquisa foi realizada no Município de Santarém-Pará em áreas que a fonte da água para consumo humano é proveniente de poço artesiano próprio e poços do microssistema dos 8 bairros estudados. Além disso foram estudadas águas da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA). Todas as amostras coletadas haviam passado por processo de cloração para o consumo. Os domicílios estudados foram escolhidos ao acaso e georeferênciados. A coleta foi dividida em 2 períodos (chuva e seca). Foram aplicados um questionário semiestruturado aos moradores das residências sobre as questões higiênico sanitárias relacionado à água e ao lixo domiciliar, além do perfil pessoal e socioeconômico dos participantes do estudo. Houve a análise de resíduos de THMs no Laboratório de toxicologia do Instituto Evandro Chagas, onde todas as amostras passaram por cromatografia gasosa (CG). Os THM´s pesquisados foram: Clorofórmio, Bromodiclorometano, dibromocloromtano e o Bromofórmio. Os resultados demonstraram que nos pontos de captação da COSANPA encontrou-se resíduos de THM´s somente no período de chuva, merecendo destaque o Clorofórmio. Em relação aos bairros pesquisados nas amostragens dos bairros Alvorada, Área verde, Floresta, Jaderlândia e Jutaí foi detectado Clorofórmio acima do limite de quantificação, constatando o valor máximo para o bairro Alvorada com (3,39 µg/L) no período de seca. Os valores de THM’s por bairro, encontrados nas águas do consumo humano em período de chuva especificamente, foram todos acima do limite de quantificação, principalmente de clorofórmio. Através desta pesquisa observou-se a importância de medidas higiênicas sanitárias que reduzam os precursores potenciais de formação desses subprodutos, ou medidas que utilizam redutores desses compostos na água potável. A educação em saúde com o uso correto de hipoclorito de sódio na agua, realizada pelos moradores das residências, também podem ser medidas de prevenção de formação de resíduos de THM´s.
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  • GREICE NIVEA VIANA DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE TRIHALOMETANOS EM ÁGUAS DE CONSUMO HUMANO EM ÁREAS URBANAS DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM-PA
  • Orientador : RUY BESSA LOPES
  • Data: 02/10/2018
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  • A agua é uma substância vital à vida, e para que seja consumida pelo homem precisa passar por vários processos, dentre esses a desinfecção. Para este processo têm-se utilizado deste muito tempo substâncias a base de cloro. Dependendo das condições de potabilidade da água e a presença de moléculas orgânicas naturais da água após a cloração podem surgir através de reações químicas os trihalometanos (THM´s). Estas substâncias poderão acarretar em modificações a nível celular podendo relacionar-se com a formação de células cancerígenas, bem como má formação congênita durante a gravidez. Nesta vertente, este estudo teve como principal objetivo avaliar a ocorrência de THM´s em água para consumo humano no município de Santarém- Pa. A pesquisa foi realizada no Município de Santarém-Pará em áreas que a fonte da água para consumo humano é proveniente de poço artesiano próprio e poços do microssistema dos 8 bairros estudados. Além disso foram estudadas águas da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA). Todas as amostras coletadas haviam passado por processo de cloração para o consumo. Os domicílios estudados foram escolhidos ao acaso e georeferênciados. A coleta foi dividida em 2 períodos (chuva e seca). Foram aplicados um questionário semiestruturado aos moradores das residências sobre as questões higiênico sanitárias relacionado à água e ao lixo domiciliar, além do perfil pessoal e socioeconômico dos participantes do estudo. Houve a análise de resíduos de THMs no Laboratório de toxicologia do Instituto Evandro Chagas, onde todas as amostras passaram por cromatografia gasosa (CG). Os THM´s pesquisados foram: Clorofórmio, Bromodiclorometano, dibromocloromtano e o Bromofórmio. Os resultados demonstraram que nos pontos de captação da COSANPA encontrou-se resíduos de THM´s somente no período de chuva, merecendo destaque o Clorofórmio. Em relação aos bairros pesquisados nas amostragens dos bairros Alvorada, Área verde, Floresta, Jaderlândia e Jutaí foi detectado Clorofórmio acima do limite de quantificação, constatando o valor máximo para o bairro Alvorada com (3,39 µg/L) no período de seca. Os valores de THM’s por bairro, encontrados nas águas do consumo humano em período de chuva especificamente, foram todos acima do limite de quantificação, principalmente de clorofórmio. Através desta pesquisa observou-se a importância de medidas higiênicas sanitárias que reduzam os precursores potenciais de formação desses subprodutos, ou medidas que utilizam redutores desses compostos na água potável. A educação em saúde com o uso correto de hipoclorito de sódio na agua, realizada pelos moradores das residências, também podem ser medidas de prevenção de formação de resíduos de THM´s.
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  • GLAUCINEY PEREIRA GOMES
  • O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE COMO FACILITADOR NO PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DOS PACIENTES COM HANSENÍASE UTILIZANDO ANÁLISE ESPACIAL

  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 10/12/2018
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  • A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, crônica causada pelo Mycobacterium leprae que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, que pode levar a deficiências físicas graves e deformidades. Ação dos ACS tem sido dirigida para reforçar o vínculo entre a comunidade e o sistema de saúde, como características básicas deste profissional as atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde no ambiente domiciliar ou comunitário. O objetivo deste estudo foi analisar a eficiência do agente comunitário de saúde como facilitador na suspeição e mapeamento de casos da hanseníase através da análise espacial no município de Santarém-PA Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, analítico e retrospectivo. Na coleta de dados foram utilizados os casos notificados na base do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2006 a 2014. Realizou-se o levantamento dos setores censitários definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e utilizou-se o software livre QUANTUMGIS (QGIS) no georreferenciamento e análise espacial da distribuição dos casos de hanseníase, a partir deste dado foi realizado o mapeamento da área de abrangência das Unidades Básicas de Saúde (UBS) na zona urbana do município e identificação das unidades localizadas nas zonas de alta e baixa detecção da hanseníase. Foi realizado o treinamento para 24 Agentes Comunitários de Saúde (ACS), das unidades selecionadas em área de alto, médio e baixo risco para doença, aplicou-se um questionário para mensurar o nível de informação desses profissionais em relação a Hanseníase e a busca ativa foi realizada durante a visita domiciliar de rotina, entre agosto e setembro de 2018, nas UBS dos bairros Mapiri/liberdade, Santa clara e Nova república utilizando o questionário de suspeição para hanseníase. Foram mapeados 311 casos, na zona urbana, correspondendo a 82,49% dos casos. Foi realizada a distribuição espacial por setor censitário dos casos notificados no SINAN, com a identificação de 30 setores censitários como hiperendêmicos e 92 com taxas iguais a zero, assim como a distribuição e identificação das 26 UBS e suas áreas de abrangência, com localização das unidades que se encontram em zonas de alto e baixo risco da hanseníase. A compreensão errônea e de um certo grau de desconhecimento que os ACS apresentaram envolvendo questões básicas inerentes a hanseníase revelou a necessidade de educação permanente em saúde. Durante a busca ativa foram identificados 19 casos suspeitos, sendo que dois foram descartados perfazendo um total de 17 casos suspeitos. Conclui-se que a utilização da análise espacial na área da saúde é fundamental, para subsidiar e contribuir com a identificação de regiões mais vulneráveis para o surgimento de doenças infecciosas como no caso a Hanseníase e evidenciou a necessidade de investimento em treinamentos e atualização do ACS, com o intuito de melhorar o que concerne ao planejamento e eficiência das ações a serem desenvolvidas no controle da hanseníase em Santarém-PA.

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  • GLAUCINEY PEREIRA GOMES
  • O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE COMO FACILITADOR NO PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DOS PACIENTES COM HANSENÍASE UTILIZANDO ANÁLISE ESPACIAL

  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 10/12/2018
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  • A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, crônica causada pelo Mycobacterium leprae que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, que pode levar a deficiências físicas graves e deformidades. Ação dos ACS tem sido dirigida para reforçar o vínculo entre a comunidade e o sistema de saúde, como características básicas deste profissional as atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde no ambiente domiciliar ou comunitário. O objetivo deste estudo foi analisar a eficiência do agente comunitário de saúde como facilitador na suspeição e mapeamento de casos da hanseníase através da análise espacial no município de Santarém-PA Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, analítico e retrospectivo. Na coleta de dados foram utilizados os casos notificados na base do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2006 a 2014. Realizou-se o levantamento dos setores censitários definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e utilizou-se o software livre QUANTUMGIS (QGIS) no georreferenciamento e análise espacial da distribuição dos casos de hanseníase, a partir deste dado foi realizado o mapeamento da área de abrangência das Unidades Básicas de Saúde (UBS) na zona urbana do município e identificação das unidades localizadas nas zonas de alta e baixa detecção da hanseníase. Foi realizado o treinamento para 24 Agentes Comunitários de Saúde (ACS), das unidades selecionadas em área de alto, médio e baixo risco para doença, aplicou-se um questionário para mensurar o nível de informação desses profissionais em relação a Hanseníase e a busca ativa foi realizada durante a visita domiciliar de rotina, entre agosto e setembro de 2018, nas UBS dos bairros Mapiri/liberdade, Santa clara e Nova república utilizando o questionário de suspeição para hanseníase. Foram mapeados 311 casos, na zona urbana, correspondendo a 82,49% dos casos. Foi realizada a distribuição espacial por setor censitário dos casos notificados no SINAN, com a identificação de 30 setores censitários como hiperendêmicos e 92 com taxas iguais a zero, assim como a distribuição e identificação das 26 UBS e suas áreas de abrangência, com localização das unidades que se encontram em zonas de alto e baixo risco da hanseníase. A compreensão errônea e de um certo grau de desconhecimento que os ACS apresentaram envolvendo questões básicas inerentes a hanseníase revelou a necessidade de educação permanente em saúde. Durante a busca ativa foram identificados 19 casos suspeitos, sendo que dois foram descartados perfazendo um total de 17 casos suspeitos. Conclui-se que a utilização da análise espacial na área da saúde é fundamental, para subsidiar e contribuir com a identificação de regiões mais vulneráveis para o surgimento de doenças infecciosas como no caso a Hanseníase e evidenciou a necessidade de investimento em treinamentos e atualização do ACS, com o intuito de melhorar o que concerne ao planejamento e eficiência das ações a serem desenvolvidas no controle da hanseníase em Santarém-PA.

2017
Dissertações
1
  • CAROLINE GOMES MACÊDO
  • INVESTIGAÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADE LEISHMANICIDA DA ESPÉCIE Piper marginatum Jacq. - Piperaceae
  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 10/04/2017
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  • A leishmaniose é uma doença infectoparasitária, apresenta alta endemicidade e está entre as seis doenças parasitárias de maior ocorrência do mundo. O tratamento das leishmanioses é feito à base de antimoniais pentavalentes, anfotericina B e pentamidinas. Entretanto, estas drogas necessitam de injeções diárias e exibem efeitos adversos graves. Logo, a elevada toxicidade, os custos e a resistência associada aos tratamentos disponíveis fazem com que seja crescente a busca por novas substâncias que possam ser utilizadas na terapia, especialmente aquelas obtidas de fontes naturais. O objetivo desse estudo levou a investigação química e biológica in vitro da espécie Piper marginatum frente à Leshimania L. amazonesis. Folhas de P. marginatum foram coletadas em área arbórea localizada na Universidade Federal do Oeste do Pará, Campus Santarém e secas para as obtenções do extrato etanólico (PEX) por extração à quente e do óleo essencial (POE) por hidrodestilação. Foi realizado o fracionamento do PEX por partição líquido-líquido. A identificação do perfil químico do PEX e suas frações foram obtidas por CCD e ressonância magnética nuclear de 1H e a análise da composição química do POE pelo método de CG-EM. Para os ensaios biológicos foram utilizados macrófagos peritoneais obtidos de camundongos Balb/c. Inicialmente foi feita a avaliação da citotoxicidade do POE, PEX e suas frações através do método colorímetro MTT. Para avaliação da atividade leishmanicida, o POE, PEX e suas frações foram submetidos a ensaios de atividade promastigotas e amastigotas. A identificação dos perfis cromatográficos do PEX e suas frações, evidenciaram a presença de taninos hidrolisáveis, flavonóides e terpenóides. A análise por CG de POE levou a identificação de 29 constituintes químicos, tendo como componentes majoritários a 3,4-metilenodioxipropiofenona (22,90%); o δ-3-careno (10,19%), o trans-cariofileno (9,67%) e o espatulenol (6,89%). O óleo essencial, extrato etanólico e frações de P. marginatum apresentaram baixa toxicidade para macrófagos, o PEX e as frações metanólica, hexânica e acetato de etila demostraram menor citotoxicidade quando comparadas ao fármaco Pentamidina. Todas as amostras testadas inibiram o crescimento das promastigotas de L. amazonensis. A atividade leishmanicida do POE, PEX e suas frações foram avaliadas em macrófagos infectados com L. (L.) amazonensis e tratados nas concentrações 1; 10; 100 μg/mL por 48h. Todas as amostras evideciaram ser ativas e POE e PEX apresentaram uma atividade superior contra forma amastigota intracelular quando comparado com a forma promastigota de L. amazonensis. Este trabalho descreve pela primeira vez a avaliação de citotoxicidade de macrófagos e atividade leishmanicida para a espécie P. marginatum, sugerindo ser uma espécie como fonte alternativa de produtos naturais e uma proposta no tratamento fitoterápico contra a leishmaniose.
2
  • CAROLINE GOMES MACÊDO
  • INVESTIGAÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADE LEISHMANICIDA DA ESPÉCIE Piper marginatum Jacq. - Piperaceae
  • Orientador : KELLY CHRISTINA FERREIRA CASTRO
  • Data: 10/04/2017
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  • A leishmaniose é uma doença infectoparasitária, apresenta alta endemicidade e está entre as seis doenças parasitárias de maior ocorrência do mundo. O tratamento das leishmanioses é feito à base de antimoniais pentavalentes, anfotericina B e pentamidinas. Entretanto, estas drogas necessitam de injeções diárias e exibem efeitos adversos graves. Logo, a elevada toxicidade, os custos e a resistência associada aos tratamentos disponíveis fazem com que seja crescente a busca por novas substâncias que possam ser utilizadas na terapia, especialmente aquelas obtidas de fontes naturais. O objetivo desse estudo levou a investigação química e biológica in vitro da espécie Piper marginatum frente à Leshimania L. amazonesis. Folhas de P. marginatum foram coletadas em área arbórea localizada na Universidade Federal do Oeste do Pará, Campus Santarém e secas para as obtenções do extrato etanólico (PEX) por extração à quente e do óleo essencial (POE) por hidrodestilação. Foi realizado o fracionamento do PEX por partição líquido-líquido. A identificação do perfil químico do PEX e suas frações foram obtidas por CCD e ressonância magnética nuclear de 1H e a análise da composição química do POE pelo método de CG-EM. Para os ensaios biológicos foram utilizados macrófagos peritoneais obtidos de camundongos Balb/c. Inicialmente foi feita a avaliação da citotoxicidade do POE, PEX e suas frações através do método colorímetro MTT. Para avaliação da atividade leishmanicida, o POE, PEX e suas frações foram submetidos a ensaios de atividade promastigotas e amastigotas. A identificação dos perfis cromatográficos do PEX e suas frações, evidenciaram a presença de taninos hidrolisáveis, flavonóides e terpenóides. A análise por CG de POE levou a identificação de 29 constituintes químicos, tendo como componentes majoritários a 3,4-metilenodioxipropiofenona (22,90%); o δ-3-careno (10,19%), o trans-cariofileno (9,67%) e o espatulenol (6,89%). O óleo essencial, extrato etanólico e frações de P. marginatum apresentaram baixa toxicidade para macrófagos, o PEX e as frações metanólica, hexânica e acetato de etila demostraram menor citotoxicidade quando comparadas ao fármaco Pentamidina. Todas as amostras testadas inibiram o crescimento das promastigotas de L. amazonensis. A atividade leishmanicida do POE, PEX e suas frações foram avaliadas em macrófagos infectados com L. (L.) amazonensis e tratados nas concentrações 1; 10; 100 μg/mL por 48h. Todas as amostras evideciaram ser ativas e POE e PEX apresentaram uma atividade superior contra forma amastigota intracelular quando comparado com a forma promastigota de L. amazonensis. Este trabalho descreve pela primeira vez a avaliação de citotoxicidade de macrófagos e atividade leishmanicida para a espécie P. marginatum, sugerindo ser uma espécie como fonte alternativa de produtos naturais e uma proposta no tratamento fitoterápico contra a leishmaniose.
3
  • NAELKA DOS ANJOS FERNANDES
  • AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO PRÉ-NATAL DE MERCÚRIO TOTAL EM GESTANTES DE SANTARÉM – PARÁ.
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 10/04/2017
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  • A forma mais tóxica de mercúrio (Hg), conhecida como metilmercúrio (MeHg) atravessa facilmente a barreira placentária, concentrando-se especialmente no cérebro, inibindo o desenvolvimento cerebral do feto e retardando o crescimento intrauterino. Por essas razões, uma grande preocupação é a exposição de mulheres em idade fértil a este elemento químico. Objetivo: Avaliar a presença de mercúrio total em gestantes de Santarém - Pará. Metodologia: As concentrações de mercúrio total (HgT) foram analisadas em amostras de cabelos maternos, tecido placentário fetal e cordão umbilical juntamente com aplicação de questionário aberto/fechado sobre hábitos alimentares. Resultados: As médias das concentrações de HgT encontradas no cabelo materno, cordão umbilical e tecido placentário fetal foram, respectivamente, 1,92±1,85; 0,0077±0,006 e 0,021±0,018. A média das concentrações de HgT nos cabelos maternos não mostrou correlação com o peso, altura e pressão arterial das participantes. As concentrações de HgT no tecido do cordão umbilical e tecido placentário mostraram uma forte correlação com o cabelo materno (rs=0,6335; p˂0,0001; rs = 0,8604; p˂0.0001, respectivamente). A concentração de HgT no tecido placentário mostrou uma forte correlação com o tecido do cordão umbilical (rs = 0,6718; p˂0.0001). Houve correlação positiva entre as concentrações de HgT do cabelo materno com o consumo de peixe semanal. Conclusões: As médias das concentrações de HgT encontradas no cabelo materno estão condizentes com os limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as concentrações de HgT obtidas nos tecidos do cordão umbilical e placenta mostram que houve transmissão vertical de HgT, logo, os resultados obtidos sugerem que o cordão umbilical e a placenta podem ser utilizados como biomarcadores de exposição fetal.
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  • NAELKA DOS ANJOS FERNANDES
  • AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO PRÉ-NATAL DE MERCÚRIO TOTAL EM GESTANTES DE SANTARÉM – PARÁ.
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 10/04/2017
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  • A forma mais tóxica de mercúrio (Hg), conhecida como metilmercúrio (MeHg) atravessa facilmente a barreira placentária, concentrando-se especialmente no cérebro, inibindo o desenvolvimento cerebral do feto e retardando o crescimento intrauterino. Por essas razões, uma grande preocupação é a exposição de mulheres em idade fértil a este elemento químico. Objetivo: Avaliar a presença de mercúrio total em gestantes de Santarém - Pará. Metodologia: As concentrações de mercúrio total (HgT) foram analisadas em amostras de cabelos maternos, tecido placentário fetal e cordão umbilical juntamente com aplicação de questionário aberto/fechado sobre hábitos alimentares. Resultados: As médias das concentrações de HgT encontradas no cabelo materno, cordão umbilical e tecido placentário fetal foram, respectivamente, 1,92±1,85; 0,0077±0,006 e 0,021±0,018. A média das concentrações de HgT nos cabelos maternos não mostrou correlação com o peso, altura e pressão arterial das participantes. As concentrações de HgT no tecido do cordão umbilical e tecido placentário mostraram uma forte correlação com o cabelo materno (rs=0,6335; p˂0,0001; rs = 0,8604; p˂0.0001, respectivamente). A concentração de HgT no tecido placentário mostrou uma forte correlação com o tecido do cordão umbilical (rs = 0,6718; p˂0.0001). Houve correlação positiva entre as concentrações de HgT do cabelo materno com o consumo de peixe semanal. Conclusões: As médias das concentrações de HgT encontradas no cabelo materno estão condizentes com os limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as concentrações de HgT obtidas nos tecidos do cordão umbilical e placenta mostram que houve transmissão vertical de HgT, logo, os resultados obtidos sugerem que o cordão umbilical e a placenta podem ser utilizados como biomarcadores de exposição fetal.
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  • WANDERCLEYSON UCHÔA ABREU
  • ESTUDO DE PROTEÍNAS E LIPÍDEOS EM MÚSCULO DE Colossoma macropomum (TAMBAQUI) SUBMETIDO À DIETA COM FRUTOS, AMBIENTE AQUECIDO E NADO CONDICIONADO.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 10/04/2017
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  • A alimentação natural do Colossoma macropomum (tambaqui), dentre tantas oleaginosas, inclui sementes e frutas ricas em substâncias com potencial antioxidante, no período de cheia e, plâncton, macro invertebrados aquáticos, até pequenos crustáceos no período de seca dos rios. Entretanto, ainda é pouco investigada sua relação com a mobilidade lipídica e proteica no tecido muscular, seu principal motor de crescimento, em resposta às diferentes condições climáticas que acompanham o ciclo hidrológico da bacia Amazônica. Este estudo pretendeu deste modo, investigar, em condições experimentais, os efeitos da suplementação de polpa de Euterpe oleracea (açaí) ou Myrciaria dúbia (camu-camu), a 13 e 5% de matéria seca, respectivamente, na ração (45% ou 32% de proteína bruta), em ambiente ameno (28°C) ou aquecido (34°C) e nado condicionado, a fluxo de 0,2 m/s (similar a correnteza de igapós no período de cheia) sobre a mobilidade de proteínas e lipídeos totais no músculo esquelético estriado. Foram avaliados para os teores de proteína e lipídeos, 3 exemplares de tambaqui submetidos a 16 tratamentos com as variáveis ração hiperproteica (45% vs 32%PB), com ou sem polpa de camu-camu (Md) ou açaí (Eo), aquecimento ambiente (34ºC vs 28ºC) com ou sem nado condicionado (0,2m/s.1 h, 3 vezes ao dia). Para a determinação do conteúdo de proteína total e lipídeo total, utilizou-se os Métodos de Kjeldahl e Soxhlet respectivamente. Os resultados mostraram mobilidade lipídica em relação direta com o anabolismo proteico em músculo de peixes alimentados com ração a 32% PB. Nesta dieta, os grupos mais representativos do maior acúmulo de proteínas e lipídios foram os de peixes submetidos ao nado condicionado (Exe) a 28ºC ou os mantidos em repouso (Sed) em ambiente aquecido. A contribuição de Eo foi favorável ao acúmulo de lipídios de forma mais evidente que Md, quando ambas mantiveram o máximo de proteína incorporada no tecido muscular. Perda de eficiência no anabolismo proteico ocorreu quando os peixes foram submetidos ao Exe a 34ºC sob a oferta de proteína reduzida (32%PB). Em contraste, a dieta hiperproteica (45% PB) alcançou o maior conteúdo de proteína muscular em todos os grupos, aparentemente, mantendo baixo o acúmulo de lipídios, provavelmente pelo excesso de substrato proteico ofertado na dieta. De maneira geral, este estudo mostrou que a dieta com frutas (Eo e Md) em temperatura amena a 28ºC e 34 ºC promoveu um maior acumulo de proteína de forma equilibrada a reserva calórica lipídica no músculo na condição Exe e em contraste, ficou evidente o acumulo desproporcional de lipídeos na condição Sed em ambas as temperaturas. Portanto, A maior oferta de proteína diminuiu a mobilidade lipídica para o músculo nas condições controles, houve maior acúmulo de lipídeos quando a esta dieta foi adicionada as frutas (Eo e Md), similar às condições ambientais de cheia, e o calor aumentou a demanda por proteína neste tecido quando associado à condição Exe, similar as condições de seca do rio.
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  • WANDERCLEYSON UCHÔA ABREU
  • ESTUDO DE PROTEÍNAS E LIPÍDEOS EM MÚSCULO DE Colossoma macropomum (TAMBAQUI) SUBMETIDO À DIETA COM FRUTOS, AMBIENTE AQUECIDO E NADO CONDICIONADO.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 10/04/2017
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  • A alimentação natural do Colossoma macropomum (tambaqui), dentre tantas oleaginosas, inclui sementes e frutas ricas em substâncias com potencial antioxidante, no período de cheia e, plâncton, macro invertebrados aquáticos, até pequenos crustáceos no período de seca dos rios. Entretanto, ainda é pouco investigada sua relação com a mobilidade lipídica e proteica no tecido muscular, seu principal motor de crescimento, em resposta às diferentes condições climáticas que acompanham o ciclo hidrológico da bacia Amazônica. Este estudo pretendeu deste modo, investigar, em condições experimentais, os efeitos da suplementação de polpa de Euterpe oleracea (açaí) ou Myrciaria dúbia (camu-camu), a 13 e 5% de matéria seca, respectivamente, na ração (45% ou 32% de proteína bruta), em ambiente ameno (28°C) ou aquecido (34°C) e nado condicionado, a fluxo de 0,2 m/s (similar a correnteza de igapós no período de cheia) sobre a mobilidade de proteínas e lipídeos totais no músculo esquelético estriado. Foram avaliados para os teores de proteína e lipídeos, 3 exemplares de tambaqui submetidos a 16 tratamentos com as variáveis ração hiperproteica (45% vs 32%PB), com ou sem polpa de camu-camu (Md) ou açaí (Eo), aquecimento ambiente (34ºC vs 28ºC) com ou sem nado condicionado (0,2m/s.1 h, 3 vezes ao dia). Para a determinação do conteúdo de proteína total e lipídeo total, utilizou-se os Métodos de Kjeldahl e Soxhlet respectivamente. Os resultados mostraram mobilidade lipídica em relação direta com o anabolismo proteico em músculo de peixes alimentados com ração a 32% PB. Nesta dieta, os grupos mais representativos do maior acúmulo de proteínas e lipídios foram os de peixes submetidos ao nado condicionado (Exe) a 28ºC ou os mantidos em repouso (Sed) em ambiente aquecido. A contribuição de Eo foi favorável ao acúmulo de lipídios de forma mais evidente que Md, quando ambas mantiveram o máximo de proteína incorporada no tecido muscular. Perda de eficiência no anabolismo proteico ocorreu quando os peixes foram submetidos ao Exe a 34ºC sob a oferta de proteína reduzida (32%PB). Em contraste, a dieta hiperproteica (45% PB) alcançou o maior conteúdo de proteína muscular em todos os grupos, aparentemente, mantendo baixo o acúmulo de lipídios, provavelmente pelo excesso de substrato proteico ofertado na dieta. De maneira geral, este estudo mostrou que a dieta com frutas (Eo e Md) em temperatura amena a 28ºC e 34 ºC promoveu um maior acumulo de proteína de forma equilibrada a reserva calórica lipídica no músculo na condição Exe e em contraste, ficou evidente o acumulo desproporcional de lipídeos na condição Sed em ambas as temperaturas. Portanto, A maior oferta de proteína diminuiu a mobilidade lipídica para o músculo nas condições controles, houve maior acúmulo de lipídeos quando a esta dieta foi adicionada as frutas (Eo e Md), similar às condições ambientais de cheia, e o calor aumentou a demanda por proteína neste tecido quando associado à condição Exe, similar as condições de seca do rio.
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  • CARLA DAIANE AUZIER
  • MERCÚRIO TOTAL EM TUCUNARÉ (Cichla spp.) E PESCADA (Plagioscion spp.) COMERCIALIZADOS EM SANTARÉM-PARÁ.
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 11/04/2017
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  • O peixe é considerado a principal via de transferência do mercúrio (Hg) presente na biota aquática para o ser humano, com isso, a grande preocupação é o consumo exagerado dessa fonte alimentar, pois é sabido que o risco de intoxicação mercurial pelo consumo de peixes é estimado alto quando se consideram fatores como a quantidade ingerida e a frequência de ingestão, uma vez que são determinantes para a acumulação de Hg no organismo humano. Entre os peixes de preferência e mais consumidos pela população da região de Santarém está o tucunaré (Cichla spp.) e a pescada (Plagioscion spp.). Nesse contexto, o objetivo da presente pesquisa foi analisar as concentrações de Hg total em tucunaré (Cichla spp) e pescada (Plagioscion spp) consumidos na cidade de SantarémPará. As amostras foram adquiridas nos principais mercados de peixe de Santarém no período de Janeiro de 2015 a janeiro de 2016, com coletas mensais no Mercadão 2000, Mercado do Peixe e Mercado Modelo. Para melhor expor a distribuição da concentração de Hg total encontrada na população de pescado da pesquisa, após a obtenção dos parâmetros biométricos, definimos três classes de tamanho: porte pequeno, porte médio e porte grande. Amostras do músculo dos peixes foram retiradas e submetidas a análise por espectrofotometria com absorção atômica no analisador modelo DMA-80 (Direct Mercury Analyser). Levando em consideração a totalidade do período das coletas, a média geral de Hg total para pescada foi de 0,48 ± 0,43 mg/kg e 0,34 ± 0,25 mg/kg para tucunaré. Para as classificações de tamanho adotadas, o grupo de porte grande de tucunaré e pescada apresentaram as maiores médias de Hg total que os grupos de porte pequeno e porte médio, o que reafirma a hipótese de que quanto maior o tamanho do peixe maior a concentração de Hg. Correlação significativa entre as concentrações de Hg total e as variáveis comprimento padrão e peso foi observada somente no grupo de porte grande de tucunaré e pescada, no entanto houve uma relação positiva entre os dados correlacionados nos grupos de porte pequeno e porte médio para as duas espécies analisadas, embora não tenham apresentado significância. Tais resultados mostram que os peixes analisados apresentam níveis de Hg considerados preocupantes, uma vez que são pescados de comercialização e ingestão frequente pela população santarena, culminando em uma real necessidade de monitoramento contínuo dessas espécies.
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  • CARLA DAIANE AUZIER
  • MERCÚRIO TOTAL EM TUCUNARÉ (Cichla spp.) E PESCADA (Plagioscion spp.) COMERCIALIZADOS EM SANTARÉM-PARÁ.
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 11/04/2017
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  • O peixe é considerado a principal via de transferência do mercúrio (Hg) presente na biota aquática para o ser humano, com isso, a grande preocupação é o consumo exagerado dessa fonte alimentar, pois é sabido que o risco de intoxicação mercurial pelo consumo de peixes é estimado alto quando se consideram fatores como a quantidade ingerida e a frequência de ingestão, uma vez que são determinantes para a acumulação de Hg no organismo humano. Entre os peixes de preferência e mais consumidos pela população da região de Santarém está o tucunaré (Cichla spp.) e a pescada (Plagioscion spp.). Nesse contexto, o objetivo da presente pesquisa foi analisar as concentrações de Hg total em tucunaré (Cichla spp) e pescada (Plagioscion spp) consumidos na cidade de SantarémPará. As amostras foram adquiridas nos principais mercados de peixe de Santarém no período de Janeiro de 2015 a janeiro de 2016, com coletas mensais no Mercadão 2000, Mercado do Peixe e Mercado Modelo. Para melhor expor a distribuição da concentração de Hg total encontrada na população de pescado da pesquisa, após a obtenção dos parâmetros biométricos, definimos três classes de tamanho: porte pequeno, porte médio e porte grande. Amostras do músculo dos peixes foram retiradas e submetidas a análise por espectrofotometria com absorção atômica no analisador modelo DMA-80 (Direct Mercury Analyser). Levando em consideração a totalidade do período das coletas, a média geral de Hg total para pescada foi de 0,48 ± 0,43 mg/kg e 0,34 ± 0,25 mg/kg para tucunaré. Para as classificações de tamanho adotadas, o grupo de porte grande de tucunaré e pescada apresentaram as maiores médias de Hg total que os grupos de porte pequeno e porte médio, o que reafirma a hipótese de que quanto maior o tamanho do peixe maior a concentração de Hg. Correlação significativa entre as concentrações de Hg total e as variáveis comprimento padrão e peso foi observada somente no grupo de porte grande de tucunaré e pescada, no entanto houve uma relação positiva entre os dados correlacionados nos grupos de porte pequeno e porte médio para as duas espécies analisadas, embora não tenham apresentado significância. Tais resultados mostram que os peixes analisados apresentam níveis de Hg considerados preocupantes, uma vez que são pescados de comercialização e ingestão frequente pela população santarena, culminando em uma real necessidade de monitoramento contínuo dessas espécies.
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  • CARLENA SINARA MARTINS DA SILVA
  • DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS LÍQUIDO CRISTALINOS BASEADOS EM MANTEIGA DE MURUMURU (Astrocaryum murumuru Mart.) CONTENDO ÓLEO DE BURITI (Mauritia flexuosa L.) COM ATIVIDADE CICATRIZANTE.
  • Orientador : KARIANE MENDES NUNES
  • Data: 11/04/2017
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  • A Mauritia Flexuosa L. conhecida popularmente como Buriti, é rica em ácidos graxos insaturados como o ácido oleico e linoleico, os quais apresentam propriedades anti-oxidantes e cicatrizantes. Não obstante, a complexidade inerente ao processo de reparo tecidual somados a escassez de estudos científicos que certifiquem a eficácia de produtos cicatrizantes e suas limitações farmacotécnicas, fomentaram o desenvolvimento e avaliação do emprego do óleo de buriti (Mauritia flexuosa L.) na produção de formulações líquido cristalinas baseadas em manteiga vegetal de murumuru, a fim de avaliar a atividade cicatrizante. Uma amostra de óleo de Mauritia flexuosa L. (buriti) foi analisada através de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (GC-MS) para comprovar a composição química do óleo. Esta análise mostrou que o óleo contém (55,8%) de ácidos graxos insaturados, principalmente ácido linoleico, assim como 12,4% do ácido graxo saturado palmítico. As formulações foram obtidas utilizando-se manteiga murumuru, água e tensoativo em proporções apropriadas, contendo o óleo buriti em diferentes concentrações (1% 10% e 15%). Em seguida, caracterizou-se as amostras por microscopia de luz polarizada. Após 24 horas do preparo, as formulações apresentaram birrefringência com texturas de estrias, característica da fase hexagonal. No estudo reológico todas as formulações apresentaram comportamento do tipo pseudoplástico com tixotropia moderada e propriedades viscoelásticas adequadas, características que garantem a fácil aplicação e boa espalhabilidade em pele e mucosas. No teste de difusão em poço as formulações contendo 15% de óleo de buriti apresentam maior atividade biológica. No ensaio de cicatrização a formulação (M45OB15W10), com maior concentração de óleo de buriti (15%), influenciou significativamente (p<0,05) o processo de cicatrização epitelial de ratos Wistar, com reepitelização precoce do tecido lesado. A fase cristalina hexagonal permitiu a adesão prolongada do gel sobre a pele animal e promoveu a difusão dos constituintes oleosos no tecido ferido. Portanto, os resultados advogam a favor da formulação com 15% de óleo de buriti como potencial sistema de liberação do óleo para o desenvolvimento de um fitoterápico semissólido cicatrizante.
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  • CARLENA SINARA MARTINS DA SILVA
  • DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS LÍQUIDO CRISTALINOS BASEADOS EM MANTEIGA DE MURUMURU (Astrocaryum murumuru Mart.) CONTENDO ÓLEO DE BURITI (Mauritia flexuosa L.) COM ATIVIDADE CICATRIZANTE.
  • Orientador : KARIANE MENDES NUNES
  • Data: 11/04/2017
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  • A Mauritia Flexuosa L. conhecida popularmente como Buriti, é rica em ácidos graxos insaturados como o ácido oleico e linoleico, os quais apresentam propriedades anti-oxidantes e cicatrizantes. Não obstante, a complexidade inerente ao processo de reparo tecidual somados a escassez de estudos científicos que certifiquem a eficácia de produtos cicatrizantes e suas limitações farmacotécnicas, fomentaram o desenvolvimento e avaliação do emprego do óleo de buriti (Mauritia flexuosa L.) na produção de formulações líquido cristalinas baseadas em manteiga vegetal de murumuru, a fim de avaliar a atividade cicatrizante. Uma amostra de óleo de Mauritia flexuosa L. (buriti) foi analisada através de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (GC-MS) para comprovar a composição química do óleo. Esta análise mostrou que o óleo contém (55,8%) de ácidos graxos insaturados, principalmente ácido linoleico, assim como 12,4% do ácido graxo saturado palmítico. As formulações foram obtidas utilizando-se manteiga murumuru, água e tensoativo em proporções apropriadas, contendo o óleo buriti em diferentes concentrações (1% 10% e 15%). Em seguida, caracterizou-se as amostras por microscopia de luz polarizada. Após 24 horas do preparo, as formulações apresentaram birrefringência com texturas de estrias, característica da fase hexagonal. No estudo reológico todas as formulações apresentaram comportamento do tipo pseudoplástico com tixotropia moderada e propriedades viscoelásticas adequadas, características que garantem a fácil aplicação e boa espalhabilidade em pele e mucosas. No teste de difusão em poço as formulações contendo 15% de óleo de buriti apresentam maior atividade biológica. No ensaio de cicatrização a formulação (M45OB15W10), com maior concentração de óleo de buriti (15%), influenciou significativamente (p<0,05) o processo de cicatrização epitelial de ratos Wistar, com reepitelização precoce do tecido lesado. A fase cristalina hexagonal permitiu a adesão prolongada do gel sobre a pele animal e promoveu a difusão dos constituintes oleosos no tecido ferido. Portanto, os resultados advogam a favor da formulação com 15% de óleo de buriti como potencial sistema de liberação do óleo para o desenvolvimento de um fitoterápico semissólido cicatrizante.
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  • MELINA LAISE NASCIMENTO DOS SANTOS
  • ANÁLISE DE MERCÚRIO TOTAL EM UNIVERSITÁRIOS E PESCADORES DA CIDADE DE SANTARÉM - PARÁ
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 11/04/2017
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  • O mercúrio (Hg) é um poluente ambiental e seus impactos sobre a saúde humana evidenciam uma preocupação global. Atividades antrópicas e naturais liberam o Hg para os ecossistemas ambientais, ao atingir a biota aquática o Hg insere-se na cadeia alimentar e expõe o homem. No organismo humano o órgão-alvo do Hg é o sistema nervoso central (SNC), onde pode ocasionar disfunções motoras e sensitivas. A exposição do homem ao Hg caracteriza um problema de saúde pública e considerando a condição de não biodegradação desse metal ao longo da cadeia alimentar torna-se necessário o monitoramento periódico das concentrações de Hg nas populações. Diante deste cenário, o objetivo da pesquisa foi analisar as concentrações de Hg total (HgT) em universitários e pescadores da cidade de Santarém - Pará. Foi aplicado um questionário socioeconômico e de frequência alimentar em 121 universitários da UFOPA e 84 pescadores da Colônia de Pescadores (Z-20) de Santarém e mensuradas suas medidas de peso, altura e pressão arterial, assim como matrizes biológicas de cabelos e unhas foram coletadas. As amostras de cabelos foram retiradas da região occipital da cabeça e analisados os três primeiros centímetros a partir do escalpo, quanto às unhas, a porção excedente das mãos ou pés foi analisada. Alíquotas com massa de 100 mg foram inseridas no Analisador Direto de Mercúrio DMA 80 (Milestone/Italy) para obter-se as concentrações de HgT presente nas matrizes. No grupo de universitários, os resultados médios de HgT encontrados para os cabelos foi de 1,01 ± 0,88 mg/kg e para as unhas de 0,42 ± 0,38 mg/kg, enquanto que no grupo de pescadores foram encontradas médias de 6,58 ± 4,63 mg/kg e 2,38 ± 1,54 mg/kg para cabelos e unhas, respectivamente. De acordo com os resultados dos questionários de frequência alimentar infere-se que os pescadores que apresentaram níveis de HgT acima do limite de referência estabelecido pela OMS podem estar sendo expostos principalmente pelo consumo de peixes. Obteve-se fortes e significativas correlações entre os cabelos e as unhas das mãos nos grupos de universitários e pescadores, respectivamente (r = 0,851, p < 0.0001; r = 0,813, p < 0.0001), e entre os cabelos e unhas dos pés no grupo de universitários (r = 0,75, p < 0.0001), assim, sugere-se que as unhas das mãos e pés podem ser utilizadas como biomarcadores para análises de HgT. Com base nos dados obtidos espera-se contribuir para políticas públicas de prevenção, pois faz-se necessário o monitoramento contínuo desse poluente em populações expostas e não expostas para a proteção da sociedade e dos ecossistemas.
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  • MELINA LAISE NASCIMENTO DOS SANTOS
  • ANÁLISE DE MERCÚRIO TOTAL EM UNIVERSITÁRIOS E PESCADORES DA CIDADE DE SANTARÉM - PARÁ
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 11/04/2017
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  • O mercúrio (Hg) é um poluente ambiental e seus impactos sobre a saúde humana evidenciam uma preocupação global. Atividades antrópicas e naturais liberam o Hg para os ecossistemas ambientais, ao atingir a biota aquática o Hg insere-se na cadeia alimentar e expõe o homem. No organismo humano o órgão-alvo do Hg é o sistema nervoso central (SNC), onde pode ocasionar disfunções motoras e sensitivas. A exposição do homem ao Hg caracteriza um problema de saúde pública e considerando a condição de não biodegradação desse metal ao longo da cadeia alimentar torna-se necessário o monitoramento periódico das concentrações de Hg nas populações. Diante deste cenário, o objetivo da pesquisa foi analisar as concentrações de Hg total (HgT) em universitários e pescadores da cidade de Santarém - Pará. Foi aplicado um questionário socioeconômico e de frequência alimentar em 121 universitários da UFOPA e 84 pescadores da Colônia de Pescadores (Z-20) de Santarém e mensuradas suas medidas de peso, altura e pressão arterial, assim como matrizes biológicas de cabelos e unhas foram coletadas. As amostras de cabelos foram retiradas da região occipital da cabeça e analisados os três primeiros centímetros a partir do escalpo, quanto às unhas, a porção excedente das mãos ou pés foi analisada. Alíquotas com massa de 100 mg foram inseridas no Analisador Direto de Mercúrio DMA 80 (Milestone/Italy) para obter-se as concentrações de HgT presente nas matrizes. No grupo de universitários, os resultados médios de HgT encontrados para os cabelos foi de 1,01 ± 0,88 mg/kg e para as unhas de 0,42 ± 0,38 mg/kg, enquanto que no grupo de pescadores foram encontradas médias de 6,58 ± 4,63 mg/kg e 2,38 ± 1,54 mg/kg para cabelos e unhas, respectivamente. De acordo com os resultados dos questionários de frequência alimentar infere-se que os pescadores que apresentaram níveis de HgT acima do limite de referência estabelecido pela OMS podem estar sendo expostos principalmente pelo consumo de peixes. Obteve-se fortes e significativas correlações entre os cabelos e as unhas das mãos nos grupos de universitários e pescadores, respectivamente (r = 0,851, p < 0.0001; r = 0,813, p < 0.0001), e entre os cabelos e unhas dos pés no grupo de universitários (r = 0,75, p < 0.0001), assim, sugere-se que as unhas das mãos e pés podem ser utilizadas como biomarcadores para análises de HgT. Com base nos dados obtidos espera-se contribuir para políticas públicas de prevenção, pois faz-se necessário o monitoramento contínuo desse poluente em populações expostas e não expostas para a proteção da sociedade e dos ecossistemas.
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  • CHRISTIAN DINIZ LIMA E SILVA
  • ANÁLISE DE GENOTOXICIDADE E NÍVEIS DE MERCÚRIO EM HOPLIAS MALABARICUS (PISCES – CHARACIFORMES) DE DUAS ÁREAS DA BACIA DO RIO TAPAJÓS
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 12/04/2017
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  • A bacia do rio Tapajós tem sido atingida pela contaminação mercurial derivada do processo de desmatamento em matas ciliares e de atividades do garimpo de ouro. O mercúrio (Hg)por possuir capacidade de se bioacumularatravés da cadeia alimentar, maximiza seus efeitos nocivos nas espécies de peixes de hábito alimentar piscívoro. Elevados níveis de Hg foram observados em peixes do rio Tapajós e, o consumo de peixes contaminados nesta região é considerado uma importante via de exposição humana.No presente trabalho investigamos os níveis de mercúrio em tecido muscular fresco de Hoplias malabaricus, assim como, os níveis de danos genotóxicos em eritrócitos por meio do teste de micronúcleo (TMN) e ensaio cometa (EC). Foram analisados 10 indivíduos do Lago Juá , rio Tapajós (Região do município de Santarém) e 15 do rio Crepori (Região do município de Itaituba). Na população do Lago Juá observamos valores médios de 0.46 mg.kg-1 de mercúrio (Hg); frequência média de MN de 0.05%, 0.59% de ANE e escore do índice de danos de 68.1. Por outro lado, na população do rio Crepori, os valores observados foram: 1.26 mg.kg-1 de Hg; 0.09% de MN, 0.57% de ANE e 156.9 de índice de danos. As comparações entre os valores médios para as duas populações mostraram diferença estatística para nível de mercúrio e índice de danos ao DNA pelo EC (p<0.05). Apesar de não ter sido encontrada diferença entre MN e ANEentre as localidades estudadas, não significa ausência de efeitos genotóxicos, visto que a presença de MN e ANE são provenientes de um possível efeito clastogênico e/ou aneugênico. A população de H. malabaricusdo rio Crepori apresentou maior índice de danos genotóxicos/celulares e de concentração de Hg total. A proximidade deste rio com as áreas de garimpo do ouro podem explicar o maior nível de Hg observado, o que por sua vez, pode estar associado como um fator causal dos maiores índices de danos genotóxicos observados na população do rio Crepori.
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  • CHRISTIAN DINIZ LIMA E SILVA
  • ANÁLISE DE GENOTOXICIDADE E NÍVEIS DE MERCÚRIO EM HOPLIAS MALABARICUS (PISCES – CHARACIFORMES) DE DUAS ÁREAS DA BACIA DO RIO TAPAJÓS
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 12/04/2017
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  • A bacia do rio Tapajós tem sido atingida pela contaminação mercurial derivada do processo de desmatamento em matas ciliares e de atividades do garimpo de ouro. O mercúrio (Hg)por possuir capacidade de se bioacumularatravés da cadeia alimentar, maximiza seus efeitos nocivos nas espécies de peixes de hábito alimentar piscívoro. Elevados níveis de Hg foram observados em peixes do rio Tapajós e, o consumo de peixes contaminados nesta região é considerado uma importante via de exposição humana.No presente trabalho investigamos os níveis de mercúrio em tecido muscular fresco de Hoplias malabaricus, assim como, os níveis de danos genotóxicos em eritrócitos por meio do teste de micronúcleo (TMN) e ensaio cometa (EC). Foram analisados 10 indivíduos do Lago Juá , rio Tapajós (Região do município de Santarém) e 15 do rio Crepori (Região do município de Itaituba). Na população do Lago Juá observamos valores médios de 0.46 mg.kg-1 de mercúrio (Hg); frequência média de MN de 0.05%, 0.59% de ANE e escore do índice de danos de 68.1. Por outro lado, na população do rio Crepori, os valores observados foram: 1.26 mg.kg-1 de Hg; 0.09% de MN, 0.57% de ANE e 156.9 de índice de danos. As comparações entre os valores médios para as duas populações mostraram diferença estatística para nível de mercúrio e índice de danos ao DNA pelo EC (p<0.05). Apesar de não ter sido encontrada diferença entre MN e ANEentre as localidades estudadas, não significa ausência de efeitos genotóxicos, visto que a presença de MN e ANE são provenientes de um possível efeito clastogênico e/ou aneugênico. A população de H. malabaricusdo rio Crepori apresentou maior índice de danos genotóxicos/celulares e de concentração de Hg total. A proximidade deste rio com as áreas de garimpo do ouro podem explicar o maior nível de Hg observado, o que por sua vez, pode estar associado como um fator causal dos maiores índices de danos genotóxicos observados na população do rio Crepori.
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  • HELDER RIBEIRO BATISTA
  • DETECÇÃO MOLECULAR DE Babesia sp. NO SANGUE TOTAL E EM ECTOPARASITAS DE BUBALINOS (Bubalus bubalis) NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM – PARÁ
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 12/04/2017
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  • O búfalo (Bubalus bubalis) encontra se bem adaptado a região amazônica e o Pará, com suas 507.882 cabeças, destaca-se como estado de maior efetivo desta espécie, abarcando 38% do efetivo brasileiro. Um dos principais entraves para a bubalinocultura na região está relacionado a precariedade do estado sanitário dos rebanhos, decorrente de manejo inadequado e baixo nível tecnológico aplicado ao sistema produtivo. Apesar da importância socioeconômica da bubalinocultura na região Norte do Brasil, pouco se tem disponível a respeito da prevalência de ectoparasitas que acometem o rebanho bubalino e de hemoparasitas transmitidos por carrapatos, como a Babesia sp. Deste modo objetivou-se realizar a detecção molecular de Babesia sp. e identificar as espécies de ectoparasitas de bubalinos no município de Santarém, Pará, bem como analisar os fatores de risco relacionados a esta infecção por Babesia sp. e a infestação por ectoparasitas. Foi realizado um estudo transversal com amostragem em dois níveis que incluiu 60 propriedades rurais e 621 animais. Foram obtidas amostras de sangue total de todos os animais amostrados, os quais inspecionados para coleta de ectoparasitas, que caso presentes foram coletados e identificados. Para detecção molecular de Babesia sp., amostras de sangue total e ectoparasitas foram submetidos a extração de DNA e em seguida à PCR com os Primers, BAB-143-167 senso e BAB-694-667 anti-senso. Dentre as fazendas amostrada 51,6% (31/60) apresentaram animal infestado com ectoparasitas (piolhos e/ou carrapatos). Do total de animais amostrados 18,5% (115/621) dos búfalos apresentaram ectoparasitas, sendo 49 (7,8%) com carrapatos e 72 (11,5%) com piolhos da espécie Haematopinus tuberculatus e seis animais apresentaram infestação mista. Foi detectada Babesia sp em 2,09% (13/621) das amostras de sangue total. Dentre os fatores de riscos avaliados a infestação por ectoparasitas foi associada ao local da propriedade (várzea ou terra firme), sendo que animais e fazendas em áreas de terra firme apresentaram maior prevalência de carrapatos e piolhos. A presença de Babesia sp. foi influenciada pelos fatores faixa etária e local da propriedade (p< 0,05). Foi detectada Babesia sp. em oito dos 95 carrapatos analisados (7,6%), sendo cinco em amostras de Ripicephalus (Boophilus) microplus e três em Amblyomma cajennense, reforçando a importância destas espécies na epidemiologia da babesiose. Não foi detectada Babesia sp. em exemplares de H. tuberculatus. Maiores estudos são necessários para avaliar a importância epidemiológica do pilho na transmissão de Babesia em bubalinos, no entanto os resultados aqui obtidos indicam que o H. tuberculatus possui limitada participação na transmissão de Babesia nesta espécie.
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  • HELDER RIBEIRO BATISTA
  • DETECÇÃO MOLECULAR DE Babesia sp. NO SANGUE TOTAL E EM ECTOPARASITAS DE BUBALINOS (Bubalus bubalis) NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM – PARÁ
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 12/04/2017
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  • O búfalo (Bubalus bubalis) encontra se bem adaptado a região amazônica e o Pará, com suas 507.882 cabeças, destaca-se como estado de maior efetivo desta espécie, abarcando 38% do efetivo brasileiro. Um dos principais entraves para a bubalinocultura na região está relacionado a precariedade do estado sanitário dos rebanhos, decorrente de manejo inadequado e baixo nível tecnológico aplicado ao sistema produtivo. Apesar da importância socioeconômica da bubalinocultura na região Norte do Brasil, pouco se tem disponível a respeito da prevalência de ectoparasitas que acometem o rebanho bubalino e de hemoparasitas transmitidos por carrapatos, como a Babesia sp. Deste modo objetivou-se realizar a detecção molecular de Babesia sp. e identificar as espécies de ectoparasitas de bubalinos no município de Santarém, Pará, bem como analisar os fatores de risco relacionados a esta infecção por Babesia sp. e a infestação por ectoparasitas. Foi realizado um estudo transversal com amostragem em dois níveis que incluiu 60 propriedades rurais e 621 animais. Foram obtidas amostras de sangue total de todos os animais amostrados, os quais inspecionados para coleta de ectoparasitas, que caso presentes foram coletados e identificados. Para detecção molecular de Babesia sp., amostras de sangue total e ectoparasitas foram submetidos a extração de DNA e em seguida à PCR com os Primers, BAB-143-167 senso e BAB-694-667 anti-senso. Dentre as fazendas amostrada 51,6% (31/60) apresentaram animal infestado com ectoparasitas (piolhos e/ou carrapatos). Do total de animais amostrados 18,5% (115/621) dos búfalos apresentaram ectoparasitas, sendo 49 (7,8%) com carrapatos e 72 (11,5%) com piolhos da espécie Haematopinus tuberculatus e seis animais apresentaram infestação mista. Foi detectada Babesia sp em 2,09% (13/621) das amostras de sangue total. Dentre os fatores de riscos avaliados a infestação por ectoparasitas foi associada ao local da propriedade (várzea ou terra firme), sendo que animais e fazendas em áreas de terra firme apresentaram maior prevalência de carrapatos e piolhos. A presença de Babesia sp. foi influenciada pelos fatores faixa etária e local da propriedade (p< 0,05). Foi detectada Babesia sp. em oito dos 95 carrapatos analisados (7,6%), sendo cinco em amostras de Ripicephalus (Boophilus) microplus e três em Amblyomma cajennense, reforçando a importância destas espécies na epidemiologia da babesiose. Não foi detectada Babesia sp. em exemplares de H. tuberculatus. Maiores estudos são necessários para avaliar a importância epidemiológica do pilho na transmissão de Babesia em bubalinos, no entanto os resultados aqui obtidos indicam que o H. tuberculatus possui limitada participação na transmissão de Babesia nesta espécie.
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  • GILNEI SAMUEL SOUZA CARDOSO
  • O FATOR AMBIENTAL E A BAIXA PRODUTIVIDADE DA CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl.) EM ÁREAS DESMATADAS, ÓBIDOS, PARÁ
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 31/05/2017
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  • A castanheira (Bertholletia excelsa) é uma espécie amazônica protegida por lei e nos últimos quarenta anos sofreu perdas populacionais consideráveis, especialmente, nos estados do Pará e Mato Grosso. Na Região de Marabá, Pará, cerca de 70% das castanheiras foram retiradas para dar lugar à pecuária e plantações de soja. De acordo com um diagnóstico recente feito com populações de castanheiras na região desmatada da Estrada do BEC (municípios de Oriximiná e Óbidos, Pará), cerca de 75,5% das árvores foram encontradas mortas e apenas 24,5% estavam vivas. A população de castanheiras nessa área mostrou baixa produção de frutos comparada com áreas florestas adjacentes. O objetivo desta pesquisa foi relacionar a baixa produtividade de castanheira em áreas desmatadas com fatores ambientais (microclima e solo) na região da Estrada do BEC. Foram inventariadas 60 castanheiras com DAP > 40 cm, distribuídas em três áreas distintas: pastagem (20), castanhal (20) e borda de floresta (20). Foram coletados dados dendrométricos e produtivos (número de flores e frutos) nas árvores monitoradas, assim como recolhidas amostras de quantidade de liteira, umidade e densidade de solo e mensuradas variáveis meteorológicas (temperatura do ar, umidade do ar e velocidade do vento) com instrumento portátil. Na contagem de flores, as três áreas evidenciaram diferenças significativas: o castanhal mostrou uma floração 6,7 vezes maior que a pastagem e a borda 2,8 vezes maior que a pastagem. A produção média de frutos foi muito menor na pastagem (1,0±2,7 frutos árvore-1), se comparados com as outras duas áreas: castanhal (21,8±24,1 frutos árvore-1) e borda (20,2±27,5 frutos árvore-1). Em média, a produção de frutos na área de castanhal foi de 21 vezes maior que na área de pastagem e na borda 20 vezes maior que na área de pastagem. Todas as castanheiras inventariadas apresentaram DAP > 100 cm. Este parâmetro não apresentou diferenças significativas entre as áreas, ao contrário da área de copa (maior em castanhal em relação aos outros dois ambientes). Os menores valores de área de copa registrados na pastagem e na borda de floresta (áreas impactadas) poderia explicar a baixa produção de castanheira nessas áreas em relação ao castanhal. A distância média entre as castanheiras é maior na área de pastagem em relação ao castanhal e borda, o que, em tese, poderia explicar piores condições para polinização das árvores e, portanto, dificultando a frutificação. Para os parâmetros físico-químicos do solo, a pastagem apresentou os menores valores de umidade do solo e quantidade de liteira; assim como os maiores valores de densidade mostrando alto grau de compactação em relação a área de castanhal e borda. A pastagem apresentou as piores condições para os fatores microclimáticos (temperatura do ar, umidade do ar e velocidade do vento) em relação ao castanhal e borda. Este estudo mostrou de forma indireta que fatores físicos do solo (densidade elevada, baixo teor de umidade e baixa produção de liteira), maior espaçamento entre castanheiras, condições desfavoráveis de microclima, além de ações antrópicas (queimadas), podem explicar a baixa produtividade das castanheiras em áreas de pastagem. Por último, este estudo sugere que medidas mitigadoras devem ser tomadas o mais breve possível, com o intuito de recuperar áreas degradadas e conservar as poucas castanheiras ainda existentes nas margens desmatadas das estradas de chão.
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  • GILNEI SAMUEL SOUZA CARDOSO
  • O FATOR AMBIENTAL E A BAIXA PRODUTIVIDADE DA CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl.) EM ÁREAS DESMATADAS, ÓBIDOS, PARÁ
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 31/05/2017
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  • A castanheira (Bertholletia excelsa) é uma espécie amazônica protegida por lei e nos últimos quarenta anos sofreu perdas populacionais consideráveis, especialmente, nos estados do Pará e Mato Grosso. Na Região de Marabá, Pará, cerca de 70% das castanheiras foram retiradas para dar lugar à pecuária e plantações de soja. De acordo com um diagnóstico recente feito com populações de castanheiras na região desmatada da Estrada do BEC (municípios de Oriximiná e Óbidos, Pará), cerca de 75,5% das árvores foram encontradas mortas e apenas 24,5% estavam vivas. A população de castanheiras nessa área mostrou baixa produção de frutos comparada com áreas florestas adjacentes. O objetivo desta pesquisa foi relacionar a baixa produtividade de castanheira em áreas desmatadas com fatores ambientais (microclima e solo) na região da Estrada do BEC. Foram inventariadas 60 castanheiras com DAP > 40 cm, distribuídas em três áreas distintas: pastagem (20), castanhal (20) e borda de floresta (20). Foram coletados dados dendrométricos e produtivos (número de flores e frutos) nas árvores monitoradas, assim como recolhidas amostras de quantidade de liteira, umidade e densidade de solo e mensuradas variáveis meteorológicas (temperatura do ar, umidade do ar e velocidade do vento) com instrumento portátil. Na contagem de flores, as três áreas evidenciaram diferenças significativas: o castanhal mostrou uma floração 6,7 vezes maior que a pastagem e a borda 2,8 vezes maior que a pastagem. A produção média de frutos foi muito menor na pastagem (1,0±2,7 frutos árvore-1), se comparados com as outras duas áreas: castanhal (21,8±24,1 frutos árvore-1) e borda (20,2±27,5 frutos árvore-1). Em média, a produção de frutos na área de castanhal foi de 21 vezes maior que na área de pastagem e na borda 20 vezes maior que na área de pastagem. Todas as castanheiras inventariadas apresentaram DAP > 100 cm. Este parâmetro não apresentou diferenças significativas entre as áreas, ao contrário da área de copa (maior em castanhal em relação aos outros dois ambientes). Os menores valores de área de copa registrados na pastagem e na borda de floresta (áreas impactadas) poderia explicar a baixa produção de castanheira nessas áreas em relação ao castanhal. A distância média entre as castanheiras é maior na área de pastagem em relação ao castanhal e borda, o que, em tese, poderia explicar piores condições para polinização das árvores e, portanto, dificultando a frutificação. Para os parâmetros físico-químicos do solo, a pastagem apresentou os menores valores de umidade do solo e quantidade de liteira; assim como os maiores valores de densidade mostrando alto grau de compactação em relação a área de castanhal e borda. A pastagem apresentou as piores condições para os fatores microclimáticos (temperatura do ar, umidade do ar e velocidade do vento) em relação ao castanhal e borda. Este estudo mostrou de forma indireta que fatores físicos do solo (densidade elevada, baixo teor de umidade e baixa produção de liteira), maior espaçamento entre castanheiras, condições desfavoráveis de microclima, além de ações antrópicas (queimadas), podem explicar a baixa produtividade das castanheiras em áreas de pastagem. Por último, este estudo sugere que medidas mitigadoras devem ser tomadas o mais breve possível, com o intuito de recuperar áreas degradadas e conservar as poucas castanheiras ainda existentes nas margens desmatadas das estradas de chão.
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  • DANIEL SANTOS DE CASTRO
  • RELAÇÃO ENTRE A REEDUCAÇÃO ALIMENTAR, USO DE PROBIÓTICO E PRÁTICA DE EXERCÍCIO FÍSICO COM O EFEITO PLATÔ EM HOMENS OBESOS
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 16/06/2017
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  • Introdução: Cerca de 30% da população do mundo, 2,1 bilhões de pessoas, são obesas ou estão acima do peso, sendo o excesso de peso e a obesidade os responsáveis por mais de 3,4 milhões de óbitos/ano nessas populações. Para tanto a avaliação do estado nutricional e o conhecimento individual sobre hábitos de vida saudáveis são ferramentas importantes para o manejo do excesso de peso, em especial para vencer obstáculos como o efeito platô na perda de peso. Objetivos: Analisar a presença ou não de platô da perda ponderal no acompanhamento de quatro grupos de homens obesos. Material e métodos: Estudo analítico de intervenção controlada e aberta com servidores universitários, voluntários. No ato do exame adimissional foi realizado uma triagem para eleger os possíveis participantes, os critérios de inclusão adotados foram: gênero masculino, idade entre 20 e 40 anos, Índice de Massa Corporal (IMC) maior 30 que kg/m². Com exceção do controle, foi realizado acompanhamento nutricional com os servidores que decidiram participar do programa de reeducação alimentar. O estado nutricional foi verificado através de indicadores nutricionais quantitativos, qualitativos e bioquímicos. Nas consultas quinzenais, avaliou-se os resultados parciais da variação da massa corporal e demais indicadores nutricionais, na ocasião, discutiram-se as eventuais dificuldades encontradas no cumprimento do plano alimentar e esclarecimentos de dúvidas, para assim melhorar a adesão. Os voluntários foram distribuídos em quatro grupos, definidos pela data de adesão ao programa e com espaços temporais de acompanhamento iguais noventa dias (três meses aproximadamente). Consideram-se repercussões dietéticas antes e após a intervenção e assiduidade às reuniões como parâmetros de adesão ao tratamento. A análise estatística incluiu Análise de Variância (ANOVA), Teste “t” e regressão linear simples, sendo definido um nível de significância de p< 0,05. Esse estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Belém-PA, Certificado de apresentação para Apreciação Ética: 48149315.6.0000.5171. Resultados e Discussão: todos os indicadores nutricionais quantitativos (perda de massa ponderal, percentual de perda ponderal, variação da massa ponderal, variação do IMC) e qualitativos (percentual de gordura, massa gorda, massa magra, circunferência da cintura e necessidade energética) apresentaram diferenças significativas (p<0,05) entre os tratamentos. Quanto a análise bioquímica todos os tratamentos apresentaram variação significativa para fator de crescimento 1 (IGF-1), testosterona livre e glicemia de jejum. E no grupo da reeducação houve diminuição significativa dos níveis séricos da leptina. Conclusão: a combinação entre reeducação alimentar e exercício evidenciou efeito ergogênico na perda da massa corporal e retardo do efeito platô entre obesos. A adoção do uso de probióticos na terapia nutricional para o manejo da obesidade parecer de grande utilidade no retardo do platô de perda ponderal, em especial, no que se refere à resposta hormonal que permeia o binômio: obesidade-dieta. E a reeducação alimentar voltada para perda de peso quando usada isoladamente entre obesos se mostrou limitada, justamente por promover uma antecipação da estagnação de perda.
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  • DANIEL SANTOS DE CASTRO
  • RELAÇÃO ENTRE A REEDUCAÇÃO ALIMENTAR, USO DE PROBIÓTICO E PRÁTICA DE EXERCÍCIO FÍSICO COM O EFEITO PLATÔ EM HOMENS OBESOS
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 16/06/2017
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  • Introdução: Cerca de 30% da população do mundo, 2,1 bilhões de pessoas, são obesas ou estão acima do peso, sendo o excesso de peso e a obesidade os responsáveis por mais de 3,4 milhões de óbitos/ano nessas populações. Para tanto a avaliação do estado nutricional e o conhecimento individual sobre hábitos de vida saudáveis são ferramentas importantes para o manejo do excesso de peso, em especial para vencer obstáculos como o efeito platô na perda de peso. Objetivos: Analisar a presença ou não de platô da perda ponderal no acompanhamento de quatro grupos de homens obesos. Material e métodos: Estudo analítico de intervenção controlada e aberta com servidores universitários, voluntários. No ato do exame adimissional foi realizado uma triagem para eleger os possíveis participantes, os critérios de inclusão adotados foram: gênero masculino, idade entre 20 e 40 anos, Índice de Massa Corporal (IMC) maior 30 que kg/m². Com exceção do controle, foi realizado acompanhamento nutricional com os servidores que decidiram participar do programa de reeducação alimentar. O estado nutricional foi verificado através de indicadores nutricionais quantitativos, qualitativos e bioquímicos. Nas consultas quinzenais, avaliou-se os resultados parciais da variação da massa corporal e demais indicadores nutricionais, na ocasião, discutiram-se as eventuais dificuldades encontradas no cumprimento do plano alimentar e esclarecimentos de dúvidas, para assim melhorar a adesão. Os voluntários foram distribuídos em quatro grupos, definidos pela data de adesão ao programa e com espaços temporais de acompanhamento iguais noventa dias (três meses aproximadamente). Consideram-se repercussões dietéticas antes e após a intervenção e assiduidade às reuniões como parâmetros de adesão ao tratamento. A análise estatística incluiu Análise de Variância (ANOVA), Teste “t” e regressão linear simples, sendo definido um nível de significância de p< 0,05. Esse estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Belém-PA, Certificado de apresentação para Apreciação Ética: 48149315.6.0000.5171. Resultados e Discussão: todos os indicadores nutricionais quantitativos (perda de massa ponderal, percentual de perda ponderal, variação da massa ponderal, variação do IMC) e qualitativos (percentual de gordura, massa gorda, massa magra, circunferência da cintura e necessidade energética) apresentaram diferenças significativas (p<0,05) entre os tratamentos. Quanto a análise bioquímica todos os tratamentos apresentaram variação significativa para fator de crescimento 1 (IGF-1), testosterona livre e glicemia de jejum. E no grupo da reeducação houve diminuição significativa dos níveis séricos da leptina. Conclusão: a combinação entre reeducação alimentar e exercício evidenciou efeito ergogênico na perda da massa corporal e retardo do efeito platô entre obesos. A adoção do uso de probióticos na terapia nutricional para o manejo da obesidade parecer de grande utilidade no retardo do platô de perda ponderal, em especial, no que se refere à resposta hormonal que permeia o binômio: obesidade-dieta. E a reeducação alimentar voltada para perda de peso quando usada isoladamente entre obesos se mostrou limitada, justamente por promover uma antecipação da estagnação de perda.
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  • BRENA PELEJA VINHOLTE
  • CONSERVAÇÃO DO SANGUE TOTAL BOVINO: AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA LEUCOREDUÇÃO SOBRE VARIÁVEIS HEMATOLÓGICAS, BIOQUÍMICAS E HEMOGASOMÉTRICAS
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 29/06/2017
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  • A hemoterapia é uma especialidade que vem ganhando grande destaque na medicina veterinária, primeiramente com os pequenos animais, e mais recentemente na clínica de grandes animais. A transfusão sanguínea objetiva primariamente aumentar a capacidade de transporte de oxigênio, sendo recomendada em casos de anemias graves ou perda aguda de sangue. Quando armazenado em bolsas plásticas, o sangue sofre alterações durante o período de conservação, chamadas lesões de armazenamento. Considerando a carência de estudos relacionados a conservação de sangue total em bovinos, o presente trabalho objetivou analisar variáveis hematológicas, hemogasométricas e bioquímicas do sangue total de bovinos armazenados em bolsas triplas CPD/SAG-M e bolsas quadruplas CPD/SAG-M com filtro para remoção de leucócitos. Foram utilizados 10 bovinos da raça nelore, fêmeas, adultas, hígidas, pesando em média 500 kg, dos quais foram coletados 450 g de sangue para cada bolsa, totalizando 900 g/animal. As 20 bolsas foram armazenadas sob refrigeração entre 2 a 6°C durante 42 dias e homogeneizadas em dias alternados. Amostras de sangue armazenado nas bolsas plásticas foram coletadas em sete momentos: imediatamente após a coleta de sangue (D0) e após sete, 14, 21, 28, 35 e 42 dias (D7, D14, D21, D35, D42, respectivamente. Em todos os momentos foram avaliados parâmetros hematológicos, hemogasométricos e bioquímicos. Foi realizado exame microbiológico no D0 e D42 certificar ausência de contaminação durante o estudo. Os dados foram analisados por análise de variância de medidas repetidas no tempo de duas vias considerando os efeitos tempo e tipo de bolsa e posteriormente submetidos a testes de comparação. No decorrer do armazenamento foram observados aumentos (p<0,05) de pO2, pCO2, sO2 e potássio e redução (p<0,05) do número de hemácias, sódio, bicarbonato, excesso de base e pH. A bolsa quadrupla com filtro se mostrou eficiente, com remoção de 99,3% das células brancas do sangue total bovino, podendo ser utilizada à campo. O sangue total bovino acondicionado em ambas as bolsas sofreu discretas alterações hematológicas, bioquímicas e hemogasométricas durante o armazenamento, no entanto mantendo-se viável para transfusão sanguínea quando conservado por até 42 dias em temperaturas de 2 a 6 ºC. Houveram diferenças entre as bolsas a partir do D7 no pH e pCO2, do D14 na pO2, do D21 em BE e sO2 e no D42 na albumina, sendo que a bolsa quadrupla com filtro apresentou resultados mais compatíveis com uma melhor conservação de sangue quando comparada a bolsa tripla.
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  • BRENA PELEJA VINHOLTE
  • CONSERVAÇÃO DO SANGUE TOTAL BOVINO: AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA LEUCOREDUÇÃO SOBRE VARIÁVEIS HEMATOLÓGICAS, BIOQUÍMICAS E HEMOGASOMÉTRICAS
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 29/06/2017
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  • A hemoterapia é uma especialidade que vem ganhando grande destaque na medicina veterinária, primeiramente com os pequenos animais, e mais recentemente na clínica de grandes animais. A transfusão sanguínea objetiva primariamente aumentar a capacidade de transporte de oxigênio, sendo recomendada em casos de anemias graves ou perda aguda de sangue. Quando armazenado em bolsas plásticas, o sangue sofre alterações durante o período de conservação, chamadas lesões de armazenamento. Considerando a carência de estudos relacionados a conservação de sangue total em bovinos, o presente trabalho objetivou analisar variáveis hematológicas, hemogasométricas e bioquímicas do sangue total de bovinos armazenados em bolsas triplas CPD/SAG-M e bolsas quadruplas CPD/SAG-M com filtro para remoção de leucócitos. Foram utilizados 10 bovinos da raça nelore, fêmeas, adultas, hígidas, pesando em média 500 kg, dos quais foram coletados 450 g de sangue para cada bolsa, totalizando 900 g/animal. As 20 bolsas foram armazenadas sob refrigeração entre 2 a 6°C durante 42 dias e homogeneizadas em dias alternados. Amostras de sangue armazenado nas bolsas plásticas foram coletadas em sete momentos: imediatamente após a coleta de sangue (D0) e após sete, 14, 21, 28, 35 e 42 dias (D7, D14, D21, D35, D42, respectivamente. Em todos os momentos foram avaliados parâmetros hematológicos, hemogasométricos e bioquímicos. Foi realizado exame microbiológico no D0 e D42 certificar ausência de contaminação durante o estudo. Os dados foram analisados por análise de variância de medidas repetidas no tempo de duas vias considerando os efeitos tempo e tipo de bolsa e posteriormente submetidos a testes de comparação. No decorrer do armazenamento foram observados aumentos (p<0,05) de pO2, pCO2, sO2 e potássio e redução (p<0,05) do número de hemácias, sódio, bicarbonato, excesso de base e pH. A bolsa quadrupla com filtro se mostrou eficiente, com remoção de 99,3% das células brancas do sangue total bovino, podendo ser utilizada à campo. O sangue total bovino acondicionado em ambas as bolsas sofreu discretas alterações hematológicas, bioquímicas e hemogasométricas durante o armazenamento, no entanto mantendo-se viável para transfusão sanguínea quando conservado por até 42 dias em temperaturas de 2 a 6 ºC. Houveram diferenças entre as bolsas a partir do D7 no pH e pCO2, do D14 na pO2, do D21 em BE e sO2 e no D42 na albumina, sendo que a bolsa quadrupla com filtro apresentou resultados mais compatíveis com uma melhor conservação de sangue quando comparada a bolsa tripla.
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  • LEANDRO NICOLINO DE SOUZA
  •  

    INSERÇÃO DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM NÍVEL ESCOLAR NA BASE DA PIRÂMIDE DE FORMAÇÃO ACADÊMICA UNIVERSITÁRIA: UM SISTEMA MULTIVETORIAL DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA


  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 03/11/2017
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  • Os baixos índices no desempenho de estudantes da educação básica em avaliações internacionais, demonstra a necessidade de se investir em meios para diminuir essa lacuna existente, principalmente no que tange o ensino de ciências. Nesta perspectiva, urge a necessidade da interconexão entre a universidade e a escola básica como prioridade para o desenvolvimento científico e tecnológico e também como um modelo de educação capaz de melhorar esses índices tão alarmantes. Nesta perspectiva a iniciação científica surgiu como possibilidade de aproximar e fortalecer as relações entre a universidade e a escola básica, permitindo uma interface real entre essas duas realidades. Levando em conta tais necessidades, é que se criou o Programa de Ação Interdisciplinar (PAI) um programa de interlocução entre a Universidade e a Escola, empenhado em dirimir distâncias entre as duas realidades e garantir difusão plena do pensar acadêmico enquanto propulsão da qualificação do ensino. O presente trabalho tem por objetivo estudar os efeitos da iniciação científica escolar integrada a pirâmide de formação universitária como função de aprimoramento da aprendizagem. Como estratégias metodológicas utilizamos na primeira etapa um questionário de acompanhamento aplicado aos alunos participantes do programa e seus responsáveis, no ano de 2010 e em seguida um questionário online aplicado aos egressos desse mesmo período (avaliação da Fase 1), e a terceira e última etapa consistiu de uma pesquisa comparativa de desempenho escolar e no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) entre alunos participantes do Programa e alunos aptos a ingressar no PAI, porém não participaram (Avaliação da Fase 2). Os resultados demonstraram que o aluno exposto ao método adquire comportamento autônomo na relação ensino-aprendizagem, proporcionando um desenvolvimento intelectual mais efetivo que os demais alunos da rede pública escolar, inclusive na aquisição de domínio da linguagem e comunicação interpessoal. De forma geral, estas avaliações apontam para uma contribuição efetiva deste método no sentido do aprimoramento de elementos cruciais para a relação ensino-aprendizagem, alfabetização científica, criticismo lógico, domínio da leitura e escrita e maior atenção da família ao desenvolvimento intelectual dos seus alunos.

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  • LEONIA DA CONCEIÇÃO DE OLIVEIRA
  •  

    ESTUDO ETNOMEDICINAL E AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL DO EFEITO ANTIMALÁRICO DE Ampelozizyphus amazonicus DUCKE EM MODELO MURINO DE MALÁRIA CEREBRAL.


  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 30/11/2017
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  • A malária é uma doença causada por protozoários do gênero Plasmodium e apresenta-se como um grave problema de saúde pública em países subdesenvolvidos. A malária cerebral (MC) é a patologia mais grave que pode resultar da infecção por P. falciparum nos humanos e caracteriza-se por uma variedade de manifestações clínicas, que incluem alterações do nível de consciência, diferentes sinais neurológicos focais, além de alterações cognitivas e comportamentais. No município de Oriximiná é comum o uso de plantas medicinais para o uso de várias doenças, incluindo a malária. Realizou-se um estudo prévio em duas comunidades quilombolas do Município de Oriximiná/PA: Araçá de Fora (Rio Erepecurú) e Tapagem (Rio Trombetas), afim de, identificar os vegetais utilizados, a indicação do tratamento e as formas de preparo, através de visitas as comunidades. A partir desse estudo, observamos que a indicação do tratamento com Ampelozizyphus amazonicus Ducke – Saracuramirá- (A.a) foi citada como planta medicinal utilizada para o uso do tratamento da malária está presente em ambas as comunidades. A partir daí decidimos fazer um estudo experimental da planta. O objetivo deste trabalho é avaliar o efeito da A.a na evolução do quadro de Malária Cerebral murina e frente aos danos causados pela infecção com cepa ANKA de Plasmodium berghei (PbA). Para isso foram utilizados camundongos da linhagem C57BL/6, o qual foi inoculado (~106 de eritrócitos parasitados) via intraperitoneal. Os grupos foram divididos em: grupo malária (PbA) (n=14), grupo PbA + A.a 10 mg (n=14), grupo PbA +A.a 20mg (n=14), tratados por 8 dias consecutivos. O desenvolvimento da doença foi monitorado diariamente pela determinação da sobrevivência, massa corpórea e a parasitemia foi monitorada a cada três dias em distensões sanguíneas, e avaliamos ainda o peso do fígado de camundongos C57BL/6 no 10º dia pós infecção. Nossos dados demonstraram que o tratamento com A.a nas doses de 10mg/Kg e 20mg/kg diminuiu significativamente a mortalidade dos animais infectados uma vez que no 13º dia pós infecção 21,42% e 53,88% dos animais dos grupos A.a nas doses de 10mg/Kg e 20mg/kg respectivamente, estavam vivos, enquanto que o grupo infectado com PbA no 11º representava apenas 7,42% dos animais vivos. Em relação a massa corpórea não observamos perdas significativa entre os grupos, todos os grupos infectados perderam massa corpórea entre o 3º e 13º de acordo com a progressão da infecção. Houve também uma diminuição significativa da parasitemia dos animais infectados e tratados com A.a nas doses de 10mg/Kg e 20mg/kg (32,12% e 27,70% respectivamente) inferior ao grupo PbA com 57,96 %. A hepatotectomia do fígado, deixou evidente a hepatomegalia nos grupos infectados e confirmou que as alterações encontradas foram mais expressas no grupo PbA. Concluindo que a A.a quando administrada via intraperitoneal nas doses de 10 mg/Kg e 20 mg/Kg, possui efeito protetor na sobrevivência e parasitemia de camundongos infectados com a cepa ANKA em modelo de Malária Experimental.

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  • ADRIELE MAYARA SOARES MIRANDA
  • CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE KALANCHOE PINNATA (LAM.) PERSOON

  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 04/12/2017
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  • Kalanchoe pinnata (Lam.) Persson (Crassulaceae), conhecida como “folha-da-fortuna”, tem sido largamente utilizada na medicina tradicional, principalmente para o tratamento de inflamações, infecções, feridas, ulcerações e gastrite. O objetivo do presente estudo foi identificar e quantificar constituintes bioativos, bem como avaliar as atividades antioxidante, antibacteriana e anti-inflamatória tópica das folhas de K. pinnata. O material vegetal seco e pulverizado foi submetido à maceração com metanol seguida de obtenção, por partição, das frações hexânica, diclorometânica, em acetato de etila. Constituintes do extrato metanólico e das frações foram identificados por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a detector de ultravioleta e cromatografia com fase gasosa acoplada à espectrometria de massas além de coluna cromatográfica. Uma metodologia qualitativa e específica foi utilizada para a detecção de cada grupo químico. O efeito anti-inflamatório foi avaliado pelo modelo de bolsa de ar induzido por carragenina, conforme Vinegar et al. (1973). No estudo fitoquímico identificou-se a presença de taninos, flavonoides e glicosídeos cardiotônicos. Na bolsa de ar foi verificado que na dose de 500 mg/kg promoveu uma redução significativa do volume do exsudato inflamatório comparada com o controle. No entanto, não conseguiu inibir a migração leucocitária. O grupo tratado com dexametasona apenas reduziu o volume de exsudato. Desta forma, os resultados indicam que a planta Kalanchoe pinnata podem ser uma fonte de novos compostos químicos com atividades anti-inflamatória.

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  • ALCIEILA FARIAS FIGUEIREDO
  • PERTURBAÇÃO DA HOMEOSTASE HIDROELETROLÍTICARESULTANTE À EXPOSIÇÃO EXPERIMENTAL AO ALUMÍNIO: POSSÍVEIS EFEITOS NEUROPROTETORES DA VITAMINA C EJATROPHA CURCAS

  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 04/12/2017
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  • O vegetal Jatropha curcas  (JC) é conhecido em nossa região como Pião Branco. Seu látex é utilizado na medicina popular como tratamento de infecções. Recentes estudos do grupo mostraram  que  a  seiva  (látex)  de  JC  possui  efeitos  antiinflamatórios.  Por  outro  lado, alguns  metais  poluentes  como  mercúrio  ou  alumínio  (encontrados  na  Amazônia  em efluentes  naturais  contaminados  por  extrações  artesanais  ou  rejeitos  de  mineradoras, respectivamente) podem provocar distúrbios neurodegenerativos resultantes de estresse oxidativo e/ou inflamação, os quais podem comprometer funções reguladoras essenciais para a manutenção da vida  como a reposição de água (pela sensação de sede), a reposição de alimentos (pela sensação de fome) e a ingestão compensatória de cloreto de sódio, essencial  para  a  manutenção  da  volemia  em  mamíferos  terrestres.  Diante  destas evidências, verificamos efeitos do extrato aquoso do látex Jatropha curcas (pião branco) sobre distúrbios da ingestão de água e sódio  em ratos resultantes a  contaminação por alumínio Para tal, ratos Wistar (200± 230g) foram tratados com extrato aquoso da seiva
    de Jatropha curcas à 0,1%, 1 % e 10% (i.p) ou Vitamina C (Vit C- via oral) 2 dias antes e durante os 3 dias de contaminação por alumínio 7,5 mg/ kg de peso corporal (via oral). Após o tratamento os animais foram submetidos à 36 h de supressão de água e alimento. Posteriormente,  os  testes  de  ingestão  foram  realizados,  sendo  2h  o  período  que compreende a re-hidratação parcial e imediatamente a essas 2h de medida da ingestão foi adicionada  a  oferta  de  água  e  solução  salina  hipertônica  (NaCl  0,3  M  =  NaCl  1,8%) avaliando-se  a  ingestão  seletiva  de  sódio  por  mais  1h.  Os  resultados  de  pesquisa mostraram uma diminuição significativa na ingestão de água e sódio em ratos intoxicados com  alumínio  +  citrato.  O  tratamento  associado  Jatropha  curcas  1%  ou  Vitamina  C atenuou os déficits de ingestão de água e sódio causados pela intoxicação de alumínio.

2016
Dissertações
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  • ANDRÉA PIMENTEL BARRETO
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS DE IGARAPÉS DE ORIXIMINÁ- PA UTILIZANDO MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS E METAIS PESADOS
  • Orientador : ANDREA KRYSTINA VINENTE GUIMARAES
  • Data: 19/01/2016
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  • O padrão de distribuição de organismos aquáticos é resultado das características abióticas do ecossistema, tais como da disponibilidade de oxigênio dissolvido, tipo de substratos, concentrações de poluentes e disponibilidade de recursos alimentares, onde quaisquer mudanças nessas características podem interferir na ocorrência ou na abundância de grupos chaves como o de macroinvertebrados, considerados excelentes bioindicadores da qualidade das águas. Diante disso e com objetivo de avaliar a qualidade das águas de quatro igarapés de Oriximiná-PA foram amostradas a fauna de macroinvertebrados e analisadas as concentrações Fe, Mn, Cr e Zn presentes na água e Fe, Mn, Cr, Zn, Cd, Ni, Cu e Pb, presentes no sedimento e nos macroinvertebrados, sendo estes últimos agrupados em predadores, fragmentadores e raspadores. Como resultados principais observamos que os igarapés mais afastados da malha urbana apresentaram as melhores condições ambientais com maior ocorrência de Ephemeroptera e Trichoptera, assim como maior riqueza taxonômica (33,00), índices de diversidade de Shannon (2,79), equitabilidade (0,79) e maior dominância (0,10) no igarapé Gamboa. Enquanto os igarapés localizados na área urbana apresentaram maior abundância de organismos tolerantes à poluição como Belostoma (Belostomatidae) e Aedeomya (Culicidae), sendo observada menor riqueza 32,00), diversidade (2,75) e equitabilidade (0,79) e dominância (0,09). Em todos os igarapés os metais Fe, Mn, Cr e Zn presentes na água apresentaram concentrações acima do estabelecido pela legislação brasileira. Estes metais, assim como Cu e Pb, foram absorvidos pelos macroinvertebrados aquáticos, sendo maiores concentrações observadas em predadores, seguido de fragmentadores e raspadores. Portanto observa-se que os igarapés de Oriximiná-PA, principalmente aqueles próximos a área urbana, apresentam diferenças quanto a diversidade, composição e estrutura trófica de macroinvertebrados aquáticos, além de contaminação por metais nas águas, sedimentos e bioacumulação nos grupos tróficos de macroinvertebrados aquáticos
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  • ANDRÉA PIMENTEL BARRETO
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS DE IGARAPÉS DE ORIXIMINÁ- PA UTILIZANDO MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS E METAIS PESADOS
  • Orientador : ANDREA KRYSTINA VINENTE GUIMARAES
  • Data: 19/01/2016
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  • O padrão de distribuição de organismos aquáticos é resultado das características abióticas do ecossistema, tais como da disponibilidade de oxigênio dissolvido, tipo de substratos, concentrações de poluentes e disponibilidade de recursos alimentares, onde quaisquer mudanças nessas características podem interferir na ocorrência ou na abundância de grupos chaves como o de macroinvertebrados, considerados excelentes bioindicadores da qualidade das águas. Diante disso e com objetivo de avaliar a qualidade das águas de quatro igarapés de Oriximiná-PA foram amostradas a fauna de macroinvertebrados e analisadas as concentrações Fe, Mn, Cr e Zn presentes na água e Fe, Mn, Cr, Zn, Cd, Ni, Cu e Pb, presentes no sedimento e nos macroinvertebrados, sendo estes últimos agrupados em predadores, fragmentadores e raspadores. Como resultados principais observamos que os igarapés mais afastados da malha urbana apresentaram as melhores condições ambientais com maior ocorrência de Ephemeroptera e Trichoptera, assim como maior riqueza taxonômica (33,00), índices de diversidade de Shannon (2,79), equitabilidade (0,79) e maior dominância (0,10) no igarapé Gamboa. Enquanto os igarapés localizados na área urbana apresentaram maior abundância de organismos tolerantes à poluição como Belostoma (Belostomatidae) e Aedeomya (Culicidae), sendo observada menor riqueza 32,00), diversidade (2,75) e equitabilidade (0,79) e dominância (0,09). Em todos os igarapés os metais Fe, Mn, Cr e Zn presentes na água apresentaram concentrações acima do estabelecido pela legislação brasileira. Estes metais, assim como Cu e Pb, foram absorvidos pelos macroinvertebrados aquáticos, sendo maiores concentrações observadas em predadores, seguido de fragmentadores e raspadores. Portanto observa-se que os igarapés de Oriximiná-PA, principalmente aqueles próximos a área urbana, apresentam diferenças quanto a diversidade, composição e estrutura trófica de macroinvertebrados aquáticos, além de contaminação por metais nas águas, sedimentos e bioacumulação nos grupos tróficos de macroinvertebrados aquáticos
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  • AMAURI JOSÉ PEREIRA
  • FLORAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO DA CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl) EM ÁREAS DESMATADAS NO NOROESTE DO PARÁ- BRASIL.
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 10/05/2016
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  • A castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl., Lecythidaceae) é uma árvore emergente de grande porte, agregada, com reprodução alógama e nativa da Amazônia. Sua semente comestível apresenta alto valor comercial, sendo uma das espécies mais explorada no extrativismo não madeireiro é uma das principais atividades econômicas florestais da região Amazônica. A castanheira é uma espécie muito estudada em florestas ombrófilas, mas não há estudos com dados quantitativos referentes à floração e frutificação desta árvore em áreas desmatadas onde ela ocorre. As populações das castanheiras, apesar desta espécie estar protegida por lei, sofrem com o avanço de atividades agropecuárias que promovem o desmatamento e as queimadas na beira das estradas. Este processo culminou décadas atrás com a redução drástica das áreas florestais nas regiões sul e leste da Amazônia, com ocorrência abundante de castanhais. As queimadas e a degradação do solo explicam a queda da produtividade das castanheiras remanescentes em áreas desmatadas pelo enfraquecimento das árvores sobreviventes. O objetivo deste trabalho foi estudar a floração e a frutificação das árvores de castanheiras em áreas diferentes (desmatadas e florestais), na região da Estrada do BEC, Noroeste do Pará. A coleta de dados em campo foi realizada em dois sítios distintos, Boa Vista (n=60) e Nova Betel (n=60), distantes 10 km entre um e outro e com diferenças cronológicas relacionadas a alterações dos usos da terra. Foram inventariadas e monitoradas 120 castanheiras DAP > 40 cm (60 em cada sítio) em duas áreas de paisagem distintas: 1) área aberta e desmatada (n=60) e 2) área florestal (n=60). A estrutura populacional foi normal (curva em forma de sino) e similar nos dos sítios pesquisados, com a maioria das árvores com DAP > 100 cm. A contagem de flores mostrou uma floração quatro vezes maior nas áreas florestais. A produção média de frutos foi baixíssima nas áreas abertas (Boa Vista, 3,7±2,5 frutos árvore-1; Nova Betel, 3,2±1,7 frutos árvore-1), mais de vinte vezes inferior a estimativa feita nas duas áreas florestais (Boa Vista, 77,5±100,7 frutos árvore-1; Nova Betel, 76,9±49,9 frutos árvore-1). A produção de flores e frutos não mostraram correlações significativas com as variáveis morfométricas. Os solos das áreas abertas registraram melhores indicadores de fertilidades e condições mais altas de compactação do solo quando comparados aos solos das áreas florestais. As diferenças entre as áreas de paisagem foram também significativas em relação a sinais de fogo (percentuais mais altos nas duas áreas abertas) e infestação de cipós (mais elevada na área florestal). Este estudo evidenciou como o enfraquecimento das árvores por perturbações antrópicas reiteradas (ex. fogo) e características físicas do solo desfavoráveis (alta compactação do solo) explicariam a baixa produtividade das populações de castanheira em áreas desmatadas. Sugerem-se medidas urgentes de manejo e conservação do solo nas áreas de pastagem para garantir a conservação das castanheiras nessa região.
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  • AMAURI JOSÉ PEREIRA
  • FLORAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO DA CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl) EM ÁREAS DESMATADAS NO NOROESTE DO PARÁ- BRASIL.
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 10/05/2016
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  • A castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl., Lecythidaceae) é uma árvore emergente de grande porte, agregada, com reprodução alógama e nativa da Amazônia. Sua semente comestível apresenta alto valor comercial, sendo uma das espécies mais explorada no extrativismo não madeireiro é uma das principais atividades econômicas florestais da região Amazônica. A castanheira é uma espécie muito estudada em florestas ombrófilas, mas não há estudos com dados quantitativos referentes à floração e frutificação desta árvore em áreas desmatadas onde ela ocorre. As populações das castanheiras, apesar desta espécie estar protegida por lei, sofrem com o avanço de atividades agropecuárias que promovem o desmatamento e as queimadas na beira das estradas. Este processo culminou décadas atrás com a redução drástica das áreas florestais nas regiões sul e leste da Amazônia, com ocorrência abundante de castanhais. As queimadas e a degradação do solo explicam a queda da produtividade das castanheiras remanescentes em áreas desmatadas pelo enfraquecimento das árvores sobreviventes. O objetivo deste trabalho foi estudar a floração e a frutificação das árvores de castanheiras em áreas diferentes (desmatadas e florestais), na região da Estrada do BEC, Noroeste do Pará. A coleta de dados em campo foi realizada em dois sítios distintos, Boa Vista (n=60) e Nova Betel (n=60), distantes 10 km entre um e outro e com diferenças cronológicas relacionadas a alterações dos usos da terra. Foram inventariadas e monitoradas 120 castanheiras DAP > 40 cm (60 em cada sítio) em duas áreas de paisagem distintas: 1) área aberta e desmatada (n=60) e 2) área florestal (n=60). A estrutura populacional foi normal (curva em forma de sino) e similar nos dos sítios pesquisados, com a maioria das árvores com DAP > 100 cm. A contagem de flores mostrou uma floração quatro vezes maior nas áreas florestais. A produção média de frutos foi baixíssima nas áreas abertas (Boa Vista, 3,7±2,5 frutos árvore-1; Nova Betel, 3,2±1,7 frutos árvore-1), mais de vinte vezes inferior a estimativa feita nas duas áreas florestais (Boa Vista, 77,5±100,7 frutos árvore-1; Nova Betel, 76,9±49,9 frutos árvore-1). A produção de flores e frutos não mostraram correlações significativas com as variáveis morfométricas. Os solos das áreas abertas registraram melhores indicadores de fertilidades e condições mais altas de compactação do solo quando comparados aos solos das áreas florestais. As diferenças entre as áreas de paisagem foram também significativas em relação a sinais de fogo (percentuais mais altos nas duas áreas abertas) e infestação de cipós (mais elevada na área florestal). Este estudo evidenciou como o enfraquecimento das árvores por perturbações antrópicas reiteradas (ex. fogo) e características físicas do solo desfavoráveis (alta compactação do solo) explicariam a baixa produtividade das populações de castanheira em áreas desmatadas. Sugerem-se medidas urgentes de manejo e conservação do solo nas áreas de pastagem para garantir a conservação das castanheiras nessa região.
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  • JOSE SOUSA DE ALMEIDA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DO ÓLEORRESINA DE Copaifera reticulata, NATURAL DA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, EM MODELO EXPERIMENTAL IN VIVO
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 03/06/2016
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  • A copaíba, como a Copaifera reticulata é conhecida popularmente, é uma espécie amplamente distribuída pela região amazônica e do seu tronco brota um óleorresina quando há perfuração e que é muito utilizado pela medicina popular, principalmente como anti-inflamatório e antinociceptivo. Apesar de ser muito empregada com fins terapêuticos com alternativa na escassez de medicamentos em áreas remotas, torna-se necessário um estudo mais aprofundado para a investigação dos efeitos relatados etnofarmacologicamente. Levando em consideração estas aplicações, este trabalho propôs avaliar esses possíveis efeitos terapêuticos. O objetivo deste trabalho é avaliar a toxicidade aguda, o potencial antinociceptivo e anti-inflamatório em ratos e camundongos. O óleorresina utilizado para os experimentos foi coletado na Floresta Nacional do Tapajós (FLONA) no município de Belterra, em período seco e caracterizado quimicamente pela Divisão de Química Orgânica e Farmacêutica da Universidade de Campinas. O primeiro teste realizado foi a determinação da toxicidade aguda para estabelecimento da dose e nível de segurança biológica do óleorresina testado. Em seguida, foi avaliada a atividade antinociceptiva através dos métodos de Placa quente, Contorções abdominais e Teste da Formalina. Para o estudo da inflamação foram aplicadas as metodologias de Edema de pata e Bolsa de Ar, estes induzidos pela carragenina. Na análise de toxicidade aguda do óleorresina, ficou determinado que a dose tóxica é acima de 2000mg/Kg. No método de placa quente, a copaíba induziu alterações no tempo de latência. Na avaliação pelo método de Contorções abdominais, apresentou a atividade nas três doses testadas, as quais reduziram o número de reações estereotípicas de maneira significativa. Para avaliação pelo método de edema de pata, o óleorresina foi capaz de reduzir a formação do edema. Na metodologia de Bolsa de ar, o óleorresina foi capaz de reduzir o número global de células, o volume de exsudato e os níveis de nitrito, TNF-α, IL-1β e Prostaglandina E2. Portanto, o óleorresina de Copaifera reticulatademonstrou atividade antinociceptiva central e periférica e ainda anti-inflamatória. Apesar da quantificação de vários mediadores neste estudo, torna-se necessário um estudo mais aprofundado para a investigação do mecanismo de ação do óleorresina ao inibir a produção de tais moléculas.
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  • JOSE SOUSA DE ALMEIDA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DO ÓLEORRESINA DE Copaifera reticulata, NATURAL DA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS, EM MODELO EXPERIMENTAL IN VIVO
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 03/06/2016
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  • A copaíba, como a Copaifera reticulata é conhecida popularmente, é uma espécie amplamente distribuída pela região amazônica e do seu tronco brota um óleorresina quando há perfuração e que é muito utilizado pela medicina popular, principalmente como anti-inflamatório e antinociceptivo. Apesar de ser muito empregada com fins terapêuticos com alternativa na escassez de medicamentos em áreas remotas, torna-se necessário um estudo mais aprofundado para a investigação dos efeitos relatados etnofarmacologicamente. Levando em consideração estas aplicações, este trabalho propôs avaliar esses possíveis efeitos terapêuticos. O objetivo deste trabalho é avaliar a toxicidade aguda, o potencial antinociceptivo e anti-inflamatório em ratos e camundongos. O óleorresina utilizado para os experimentos foi coletado na Floresta Nacional do Tapajós (FLONA) no município de Belterra, em período seco e caracterizado quimicamente pela Divisão de Química Orgânica e Farmacêutica da Universidade de Campinas. O primeiro teste realizado foi a determinação da toxicidade aguda para estabelecimento da dose e nível de segurança biológica do óleorresina testado. Em seguida, foi avaliada a atividade antinociceptiva através dos métodos de Placa quente, Contorções abdominais e Teste da Formalina. Para o estudo da inflamação foram aplicadas as metodologias de Edema de pata e Bolsa de Ar, estes induzidos pela carragenina. Na análise de toxicidade aguda do óleorresina, ficou determinado que a dose tóxica é acima de 2000mg/Kg. No método de placa quente, a copaíba induziu alterações no tempo de latência. Na avaliação pelo método de Contorções abdominais, apresentou a atividade nas três doses testadas, as quais reduziram o número de reações estereotípicas de maneira significativa. Para avaliação pelo método de edema de pata, o óleorresina foi capaz de reduzir a formação do edema. Na metodologia de Bolsa de ar, o óleorresina foi capaz de reduzir o número global de células, o volume de exsudato e os níveis de nitrito, TNF-α, IL-1β e Prostaglandina E2. Portanto, o óleorresina de Copaifera reticulatademonstrou atividade antinociceptiva central e periférica e ainda anti-inflamatória. Apesar da quantificação de vários mediadores neste estudo, torna-se necessário um estudo mais aprofundado para a investigação do mecanismo de ação do óleorresina ao inibir a produção de tais moléculas.
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  • SUELEN ANDRADE RICARTE
  • Estudo hematológico, hormonal e bioquímico de cavalos (Equus caballus) utilizados no patrulhamento policial
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 08/06/2016
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  • O cavalo, após ser domesticado pelo homem, sofreu mudanças no seu estilo de vida. Tal fato conduziu a sociedade a levantar questionamentos referentes ao bemestar desse animal, ora por questões éticas e morais, ora pelo objetivo de garantir o máximo de produtividade dessa espécie. Portanto, este estudo teve por objetivo avaliar o bem-estar dos cavalos da Cavalaria da Polícia Militar do Regimento Santarém-Pará utilizados no patrulhamento urbano. A amostra foi constituída de 10 cavalos machos, adultos e clinicamente saudáveis. Os dados foram coletados no dia de atividade, em três momentos: antes do patrulhamento, ao término do patrulhamento e antes do próximo patrulhamento; e após 24, 30, 33 e 39 horas de repouso após o primeiro patrulhamento. As análises sanguíneas realizadas englobaram parâmetros hormonal, hematológico e bioquímico. Os resultados não demonstraram alterações significativas no cortisol, porém indicaram uma taxa do ritmo circadiano do cortisol condizente com estresse crônico. Dentre os parâmetros hematológicos, observou-se um quadro de neutropenia que coincidiu com o término do patrulhamento, e no período de 24 e 30 horas após este mesmo patrulhamento; além disso, verificou-se uma proporção neutrófilos/linfócitos alterada ao longo de todo o tempo de amostragem evidenciando valores abaixo da referência ideal. A análise bioquímica envolveu a avaliação das concentrações de lactato, lactatodesidrogenase e creatinaquinase, as quais se apresentaram dentro dos valores de referência. Por fim, concluiu-se que o patrulhamento urbano não provocou alterações significativas nos parâmetros avaliados, indicando que os animais estão adaptados a essa atividade, assim como o tempo de descanso dado ao animal entre as patrulhas apresenta-se adequado. Entretanto, os animais apresentaram indícios de comprometimento do seu bem-estar através da taxa de RCC e da proporção neutrófilos/linfócitos.
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  • SUELEN ANDRADE RICARTE
  • Estudo hematológico, hormonal e bioquímico de cavalos (Equus caballus) utilizados no patrulhamento policial
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 08/06/2016
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  • O cavalo, após ser domesticado pelo homem, sofreu mudanças no seu estilo de vida. Tal fato conduziu a sociedade a levantar questionamentos referentes ao bemestar desse animal, ora por questões éticas e morais, ora pelo objetivo de garantir o máximo de produtividade dessa espécie. Portanto, este estudo teve por objetivo avaliar o bem-estar dos cavalos da Cavalaria da Polícia Militar do Regimento Santarém-Pará utilizados no patrulhamento urbano. A amostra foi constituída de 10 cavalos machos, adultos e clinicamente saudáveis. Os dados foram coletados no dia de atividade, em três momentos: antes do patrulhamento, ao término do patrulhamento e antes do próximo patrulhamento; e após 24, 30, 33 e 39 horas de repouso após o primeiro patrulhamento. As análises sanguíneas realizadas englobaram parâmetros hormonal, hematológico e bioquímico. Os resultados não demonstraram alterações significativas no cortisol, porém indicaram uma taxa do ritmo circadiano do cortisol condizente com estresse crônico. Dentre os parâmetros hematológicos, observou-se um quadro de neutropenia que coincidiu com o término do patrulhamento, e no período de 24 e 30 horas após este mesmo patrulhamento; além disso, verificou-se uma proporção neutrófilos/linfócitos alterada ao longo de todo o tempo de amostragem evidenciando valores abaixo da referência ideal. A análise bioquímica envolveu a avaliação das concentrações de lactato, lactatodesidrogenase e creatinaquinase, as quais se apresentaram dentro dos valores de referência. Por fim, concluiu-se que o patrulhamento urbano não provocou alterações significativas nos parâmetros avaliados, indicando que os animais estão adaptados a essa atividade, assim como o tempo de descanso dado ao animal entre as patrulhas apresenta-se adequado. Entretanto, os animais apresentaram indícios de comprometimento do seu bem-estar através da taxa de RCC e da proporção neutrófilos/linfócitos.
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  • BÁRBARA DE IANSÃ SANTOS VIANA
  • ATIVIDADE BIOLÓGICA DE ACTINOBACTÉRIA DO SOLO RIZOSFÉRICO DE Aniba parviflora Syn fragans (MACACAPORANGA)
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 21/06/2016
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  • As actinobactérias correspondem a um grupo heterogêneo de bactérias filamentosas, que naturalmente habitam o solo, adaptam-se às diversas condições do ambiente, produzem metabólitos e são capazes de colonizar a rizosfera e tecido interno das plantas. Dentre estas bactérias o gênero Streptomyces tem grande importância por ser o grupo com maior numero de espécies produtoras de compostos bioativos, sendo responsável pela produção de aproximadamente 80% dos antibióticos de origem natural produzidos pela indústria farmacêutica. A Amazônia encontra-se, neste contexto, como ambiente pouco investigado e possuidor de grande potencial biotecnológico. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi isolar actinobactéria do gênero Streptomyces da rizosfera de Aniba parviflora (Macacaporanga) e avaliar a atividade biológica de seus metabólitos secundários. O isolamento da actinobactéria rizosférica foi realizado pela técnica de diluição seriada utilizando o meio de cultura ALA (Arginina Levedura Ágar) e identificada como Streptomyces cinereus através de características culturais, micromorfológicas e molecular. No ensaio primário em blocos de gelose, observou-se que o Streptomyces cinereus exerceu antagonismo frente a 68% dos organismos testados, onde o fitopatógeno Fusarium sp. isolado de Manilkara sp. (Maçaranduba) foi o mais sensível descrevendo halo de 21,6mm, seguido de Staphylococcus aureus (MRSA) e Bacillus subtillis com halos de 19,3mm e 19mm respectivamente. Em seguida foi realizado o ensaio secundário (fermentação) em meio ISP-2. A maior produção de moléculas antibióticas deu-se no período de 72h com halos de inibição de 19mm para Staphylococcus aureus (MRSA). Realizou-se a extração do princípio bioativo do líquido metabólico com solvente orgânico Acetato de Etila. A prospecção química do extrato bruto evidenciou a presença de xantinas, triterpenos e esteróides, derivados antracênicos, compostos fenólicos e cumarinas. O extrato bruto de Streptomyces cinereus não foi citotóxico frente às células da linhagem Raw 264.7. O extrato bruto do isolado mostrou-se um potente inibidor da produção de Óxido Nítrico (NO) em macrófagos ativados por LPS evidenciando seu potencial como inibidor deste mediador inflamatório. Com os resultados obtidos ficou evidente o potencial biotecnológico da linhagem de Streptomyces cinereus isolada, mostrando a necessidade de investigação de novos habitats na produção de novos compostos bioativos.
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  • BÁRBARA DE IANSÃ SANTOS VIANA
  • ATIVIDADE BIOLÓGICA DE ACTINOBACTÉRIA DO SOLO RIZOSFÉRICO DE Aniba parviflora Syn fragans (MACACAPORANGA)
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 21/06/2016
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  • As actinobactérias correspondem a um grupo heterogêneo de bactérias filamentosas, que naturalmente habitam o solo, adaptam-se às diversas condições do ambiente, produzem metabólitos e são capazes de colonizar a rizosfera e tecido interno das plantas. Dentre estas bactérias o gênero Streptomyces tem grande importância por ser o grupo com maior numero de espécies produtoras de compostos bioativos, sendo responsável pela produção de aproximadamente 80% dos antibióticos de origem natural produzidos pela indústria farmacêutica. A Amazônia encontra-se, neste contexto, como ambiente pouco investigado e possuidor de grande potencial biotecnológico. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi isolar actinobactéria do gênero Streptomyces da rizosfera de Aniba parviflora (Macacaporanga) e avaliar a atividade biológica de seus metabólitos secundários. O isolamento da actinobactéria rizosférica foi realizado pela técnica de diluição seriada utilizando o meio de cultura ALA (Arginina Levedura Ágar) e identificada como Streptomyces cinereus através de características culturais, micromorfológicas e molecular. No ensaio primário em blocos de gelose, observou-se que o Streptomyces cinereus exerceu antagonismo frente a 68% dos organismos testados, onde o fitopatógeno Fusarium sp. isolado de Manilkara sp. (Maçaranduba) foi o mais sensível descrevendo halo de 21,6mm, seguido de Staphylococcus aureus (MRSA) e Bacillus subtillis com halos de 19,3mm e 19mm respectivamente. Em seguida foi realizado o ensaio secundário (fermentação) em meio ISP-2. A maior produção de moléculas antibióticas deu-se no período de 72h com halos de inibição de 19mm para Staphylococcus aureus (MRSA). Realizou-se a extração do princípio bioativo do líquido metabólico com solvente orgânico Acetato de Etila. A prospecção química do extrato bruto evidenciou a presença de xantinas, triterpenos e esteróides, derivados antracênicos, compostos fenólicos e cumarinas. O extrato bruto de Streptomyces cinereus não foi citotóxico frente às células da linhagem Raw 264.7. O extrato bruto do isolado mostrou-se um potente inibidor da produção de Óxido Nítrico (NO) em macrófagos ativados por LPS evidenciando seu potencial como inibidor deste mediador inflamatório. Com os resultados obtidos ficou evidente o potencial biotecnológico da linhagem de Streptomyces cinereus isolada, mostrando a necessidade de investigação de novos habitats na produção de novos compostos bioativos.
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  • ENAMARA OLIVEIRA BRITO
  • FONTES ALTERNATIVAS DE INFECÇÃO PELO Mycobacterium leprae NA ÁREA URBANA DE ORIXIMINÁ-PA.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 12/08/2016
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  • A hanseníase é caracterizada como uma doença infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, uma bactéria intracelular obrigatória com tropismo por macrófagos e células de Schwann de nervos periféricos. Ainda que a transmissão da hanseníase ocorra através do contato de pessoas suscetíveis com pacientes multibacilares (MB), pouco se sabe sobre a sua real distribuição e que fatores são importantes na sua transmissão. Existem evidências, no entanto, de que o M. leprae se mantem viável em secreções orogástricas e conteúdo fecal, sugerindo que possa ocorrer uma infecção a partir da ingestão de água ou alimento contaminados. Adicionalmente, outras evidências mostraram a possibilidade do bacilo permanecer viável por longo período no interior de protozoários de vida livre. Entretanto, nenhum estudo mostrou algum tipo de relação entre M. leprae e amebas entéricas, uma possibilidade sustentada por esta investigação considerando a ocorrência em alta densidade de amebas com hábitos comensais habitando a luz intestinal de individuos de regiões tropicais, como os que habitam a região oeste do Pará, mais especificamente a cidade de Oriximiná, onde este estudo foi desenvolvido. Por conseguinte, nesta investigação podemos relacionar a ocorrência de protozoários parasitando casos e contatos de hanseníase e moradores do entorno sem comunicantes. Ainda, pesquisar a ocorrência de M. leprae e protozoários em sistemas de distribuição de água, bem como, possíveis focos de contaminação por ela veículados em domicílios urbanos de Oriximiná-PA. Para tal, foram analisadas 162 amostras de fezes e 122 amostras de água (torneira, geladeira e armazenamento), para protozoários e M. leprae, utilizando a técnica de Faust e baciloscopia. Ainda, foram coletadas amostras de água das fontes dos Sistemas de Abastecimento (Microsistemas) para detecção de M. leprae usando técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), além da baciloscopia. Adicionalmente, foram estabelecidos critérios para a construção de índices relacionados a fatores favoráveis à veiculação de M. leprae e protozoários nos indivíduos investigados, os quais foram usados para testes de correlação entre M. leprae e Endolimax nana, Entamoeba histolytica, Entamoeba coli e Giardia lamblia encontrados nas análises. Finalmente, estes índices foram usados para a plotagem de um mapa de distribuição dos domicílios representativos de casos, contatos e vizinhos com o objetivo de rastrear a expansão da doença na cidade considerando a distribuição de água como um fator alternativo para sua instalação. Os resultados obtidos mostraram 70% de diagnóstico positivos para protozoários em amostras de fezes e 33% para água de torneira dos domicilios visitados. Por sua vez, a baciloscopia mostrou a presença de bacilo álcool ácido resistente (BAAR) em 8,5% de amostras de fezes vizinhos, os quais podem ter sido contaminados via veiculação hídrica, desde que, foi detectada a presença de M. leprae por PCR em cerca de 12% das amostras de água da fonte de sistemas de abastecimento. Foi detectada correlação positiva para Endolimax nana (0,9657), Entamoeba histolytica (0,9401) e Entamoeba coli (0,8914) versus M. leprae em amostras de fezes. A cartografia funcional expressa uma relação entre duas malhas de distribuição com (centro) e sem (periferia) tratamento na proporção de 3-1, desfavorável a periferia, quanto ao número de portadores do bacilo é 5-1 também desfavorável a periferia, considerando índices mais críticos para a instalação da doença. Em última análise, a instalação de novos casos de hanseníase em Oriximiná pode estar relacionada a sua veiculação hídrica e a uma possivel convivência com amebas comensais.
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  • ENAMARA OLIVEIRA BRITO
  • FONTES ALTERNATIVAS DE INFECÇÃO PELO Mycobacterium leprae NA ÁREA URBANA DE ORIXIMINÁ-PA.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 12/08/2016
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  • A hanseníase é caracterizada como uma doença infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, uma bactéria intracelular obrigatória com tropismo por macrófagos e células de Schwann de nervos periféricos. Ainda que a transmissão da hanseníase ocorra através do contato de pessoas suscetíveis com pacientes multibacilares (MB), pouco se sabe sobre a sua real distribuição e que fatores são importantes na sua transmissão. Existem evidências, no entanto, de que o M. leprae se mantem viável em secreções orogástricas e conteúdo fecal, sugerindo que possa ocorrer uma infecção a partir da ingestão de água ou alimento contaminados. Adicionalmente, outras evidências mostraram a possibilidade do bacilo permanecer viável por longo período no interior de protozoários de vida livre. Entretanto, nenhum estudo mostrou algum tipo de relação entre M. leprae e amebas entéricas, uma possibilidade sustentada por esta investigação considerando a ocorrência em alta densidade de amebas com hábitos comensais habitando a luz intestinal de individuos de regiões tropicais, como os que habitam a região oeste do Pará, mais especificamente a cidade de Oriximiná, onde este estudo foi desenvolvido. Por conseguinte, nesta investigação podemos relacionar a ocorrência de protozoários parasitando casos e contatos de hanseníase e moradores do entorno sem comunicantes. Ainda, pesquisar a ocorrência de M. leprae e protozoários em sistemas de distribuição de água, bem como, possíveis focos de contaminação por ela veículados em domicílios urbanos de Oriximiná-PA. Para tal, foram analisadas 162 amostras de fezes e 122 amostras de água (torneira, geladeira e armazenamento), para protozoários e M. leprae, utilizando a técnica de Faust e baciloscopia. Ainda, foram coletadas amostras de água das fontes dos Sistemas de Abastecimento (Microsistemas) para detecção de M. leprae usando técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), além da baciloscopia. Adicionalmente, foram estabelecidos critérios para a construção de índices relacionados a fatores favoráveis à veiculação de M. leprae e protozoários nos indivíduos investigados, os quais foram usados para testes de correlação entre M. leprae e Endolimax nana, Entamoeba histolytica, Entamoeba coli e Giardia lamblia encontrados nas análises. Finalmente, estes índices foram usados para a plotagem de um mapa de distribuição dos domicílios representativos de casos, contatos e vizinhos com o objetivo de rastrear a expansão da doença na cidade considerando a distribuição de água como um fator alternativo para sua instalação. Os resultados obtidos mostraram 70% de diagnóstico positivos para protozoários em amostras de fezes e 33% para água de torneira dos domicilios visitados. Por sua vez, a baciloscopia mostrou a presença de bacilo álcool ácido resistente (BAAR) em 8,5% de amostras de fezes vizinhos, os quais podem ter sido contaminados via veiculação hídrica, desde que, foi detectada a presença de M. leprae por PCR em cerca de 12% das amostras de água da fonte de sistemas de abastecimento. Foi detectada correlação positiva para Endolimax nana (0,9657), Entamoeba histolytica (0,9401) e Entamoeba coli (0,8914) versus M. leprae em amostras de fezes. A cartografia funcional expressa uma relação entre duas malhas de distribuição com (centro) e sem (periferia) tratamento na proporção de 3-1, desfavorável a periferia, quanto ao número de portadores do bacilo é 5-1 também desfavorável a periferia, considerando índices mais críticos para a instalação da doença. Em última análise, a instalação de novos casos de hanseníase em Oriximiná pode estar relacionada a sua veiculação hídrica e a uma possivel convivência com amebas comensais.
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  • THIAGO ROCHA MOREIRA
  • SOROPREVALÊNCIA DE ANTICORPOS ANTI-Toxoplasma gondii E Neospora sp. EM EQUÍDEOS NA REGIÃO OESTE DO PARÁ
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 20/10/2016
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  • O estado do Pará possui um destacado rebanho equídeo, com mais de 284 mil cabeças, em sua maioria criados em propriedades rurais com atividade pecuária, mas também utilizados como carroceiros e para práticas de esportes. Além de sua utilização para trabalho e lazer, os equídeos também são destinados ao consumo humano, em especial na Europa e Ásia, sendo o Brasil um país de destaque no comércio internacional de carne de cavalo. Os equídeos, apesar de resistentes à infecção por Toxoplasma gondii, são hospedeiros intermediários do parasita e sua carne equina pode ser fonte de infecção caso consumida crua ou malpassada. A neosporose tem sido relatada em equinos, provocada pelos parasitas Neospora caninum ou Neospora hughesi e caracterizada por quadro de abortamentos, doenças neonatais e alterações neurológicas, sendo escassos os estudos soroepidemiológicos no Brasil. Considerando o importante rebanho equídeo Paraense e a ausência de informações a respeito da epidemiologia de Toxoplasma gondii e Neospora sp. nestes animais, o presente estudo objetivou determinar a prevalência de anticorpos anti- Toxoplasma gondii e Neospora spp. em equídeos criados com finalidades distintas na região Oeste do Pará identificando possíveis fatores de risco associados a infecção pelos parasitas. Para tal foi realizado um estudo transversal, com amostragem em cluster que incluiu 102 propriedades rurais em 21 municípios da região Oeste do Pará. Durante estudo transversal foram incluídos equinos de esporte e equinos carroceiros presentes nas mesmas cidades visitadas. De cada animal amostras de soro foram obtidas assepticamente e congeladas até o momento das análises. Os soros foram analisados quanto à presença de anticorpos anti-T. gondii e Neospora spp. pela Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) com ponto de corte de 1:16 para Toxoplasma e 1:100 para Neospora. Uma análise de associação por meio do teste do qui-quadrado foi utilizada para avaliar possíveis fatores de risco relacionados a uma maior prevalência de animais positivos. Foram amostrados um total de 1.417 equídeos, dentre os quais eram em sua maioria equinos (1.365) com menor número de jumentos (2) e animais híbridos (50). O número médio de animais amostrados por propriedade variou de 1 a 49 equídeos. Considerando os três grupos de risco, esporte, fazenda e carroceiros, foram coletados 253 animais destinados a pratica esportiva, 1050 animais de fazendas e 114 carroceiros. Dentre os 1.417 animais amostrados 148 apresentaram anticorpos para T. gondii perfazendo uma prevalência de 10,4%. Dentre os 21 municípios visitados em 12 (57,1%) foi encontrado pelo menos um animai com anticorpos anti-T. gondii. Dentre os 1.417 animais amostrados, 79 apresentaram anticorpos para Neospora spp perfazendo uma prevalência de 5,57%. Dentre os 21 municípios visitados em 38,46% foram encontrados animais com anticorpos anti Neospora spp. e dentre as 102 fazendas, em 35 delas pelo menos um animal apresentou anticorpos (34,31%). Considerando os três grupos de risco, esporte, carroceiros e fazenda, foram verificadas prevalências de 4,67%, 14,61%, 5,14%, respectivamente. O tipo do animal (fazenda, carroceiros ou esporte) não apresentou associação com a prevalência de anticorpos anti-T. gondii, entretanto equinos carroceiros foram mais prevalentes para Neospora sp. Os fatores de risco associados a prevalência de anticorpos anti-T. gondii foram faixa etária, raça e presença de gato, enquanto que para anticorpos anti-Neospora sp. foram tipo do animal e presença de cão.
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  • THIAGO ROCHA MOREIRA
  • SOROPREVALÊNCIA DE ANTICORPOS ANTI-Toxoplasma gondii E Neospora sp. EM EQUÍDEOS NA REGIÃO OESTE DO PARÁ
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 20/10/2016
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  • O estado do Pará possui um destacado rebanho equídeo, com mais de 284 mil cabeças, em sua maioria criados em propriedades rurais com atividade pecuária, mas também utilizados como carroceiros e para práticas de esportes. Além de sua utilização para trabalho e lazer, os equídeos também são destinados ao consumo humano, em especial na Europa e Ásia, sendo o Brasil um país de destaque no comércio internacional de carne de cavalo. Os equídeos, apesar de resistentes à infecção por Toxoplasma gondii, são hospedeiros intermediários do parasita e sua carne equina pode ser fonte de infecção caso consumida crua ou malpassada. A neosporose tem sido relatada em equinos, provocada pelos parasitas Neospora caninum ou Neospora hughesi e caracterizada por quadro de abortamentos, doenças neonatais e alterações neurológicas, sendo escassos os estudos soroepidemiológicos no Brasil. Considerando o importante rebanho equídeo Paraense e a ausência de informações a respeito da epidemiologia de Toxoplasma gondii e Neospora sp. nestes animais, o presente estudo objetivou determinar a prevalência de anticorpos anti- Toxoplasma gondii e Neospora spp. em equídeos criados com finalidades distintas na região Oeste do Pará identificando possíveis fatores de risco associados a infecção pelos parasitas. Para tal foi realizado um estudo transversal, com amostragem em cluster que incluiu 102 propriedades rurais em 21 municípios da região Oeste do Pará. Durante estudo transversal foram incluídos equinos de esporte e equinos carroceiros presentes nas mesmas cidades visitadas. De cada animal amostras de soro foram obtidas assepticamente e congeladas até o momento das análises. Os soros foram analisados quanto à presença de anticorpos anti-T. gondii e Neospora spp. pela Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) com ponto de corte de 1:16 para Toxoplasma e 1:100 para Neospora. Uma análise de associação por meio do teste do qui-quadrado foi utilizada para avaliar possíveis fatores de risco relacionados a uma maior prevalência de animais positivos. Foram amostrados um total de 1.417 equídeos, dentre os quais eram em sua maioria equinos (1.365) com menor número de jumentos (2) e animais híbridos (50). O número médio de animais amostrados por propriedade variou de 1 a 49 equídeos. Considerando os três grupos de risco, esporte, fazenda e carroceiros, foram coletados 253 animais destinados a pratica esportiva, 1050 animais de fazendas e 114 carroceiros. Dentre os 1.417 animais amostrados 148 apresentaram anticorpos para T. gondii perfazendo uma prevalência de 10,4%. Dentre os 21 municípios visitados em 12 (57,1%) foi encontrado pelo menos um animai com anticorpos anti-T. gondii. Dentre os 1.417 animais amostrados, 79 apresentaram anticorpos para Neospora spp perfazendo uma prevalência de 5,57%. Dentre os 21 municípios visitados em 38,46% foram encontrados animais com anticorpos anti Neospora spp. e dentre as 102 fazendas, em 35 delas pelo menos um animal apresentou anticorpos (34,31%). Considerando os três grupos de risco, esporte, carroceiros e fazenda, foram verificadas prevalências de 4,67%, 14,61%, 5,14%, respectivamente. O tipo do animal (fazenda, carroceiros ou esporte) não apresentou associação com a prevalência de anticorpos anti-T. gondii, entretanto equinos carroceiros foram mais prevalentes para Neospora sp. Os fatores de risco associados a prevalência de anticorpos anti-T. gondii foram faixa etária, raça e presença de gato, enquanto que para anticorpos anti-Neospora sp. foram tipo do animal e presença de cão.
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  • LAÍS TATIELE MASSING
  • CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DA POLPA DO FRUTO DE Couepia bracteosa Benth (CHRYSOBALANACEAE), UMA ESPÉCIE SUBUTILIZADA DA AMAZÔNIA
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 16/12/2016
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  • Couepia bracteosa Benth. (Chrysobalanaceae), conhecida popularmente como pajurá, é uma espécie frutífera nativa da Amazônia. Os frutos possuem polpa de sabor adocicado, espessa e fibrosa. Na região Norte a polpa é consumida principalmente na forma in natura. O processamento de frutos permite sua utilização como ingrediente em variadas preparações, reduzindo seu desperdício, proporcionando alimentos saudáveis e agregando valor econômico as espécies. Diante do exposto, o objetivo do estudo foi determinar às características físicoquímicas e análisar a capacidade antioxidante da polpa in natura e liofilizada. Os frutos de C. bracteosa são globosos tipo drupa, apresentam em média 51,3% de polpa, caracterizada por baixa acidez, alto percentual de açúcares, elevado teor de fibras totais, possui capacidade antioxidante pelos métodos de DPPH e sistema β-caroteno/ácido linoleico e ausência de atividade hemaglutinante. A polpa apresenta aroma característico do fruto, com alto teor de E,β- Ocimene, ácido oleico como constituinte majoritário de ácidos graxos, além da presença de vitamina C, compostos fenólicos e carotenoides. Estes resultados proporcionam informações que permitem um melhor aproveitamento do fruto, que possui potencial aplicação como alimento funcional na agroindústria. A questão da sustentabilidade é inerente a esta pesquisa por dois aspectos: não é necessário derrubar a floresta para estudarmos e investigarmos as propriedades físicas e químicas de um fruto amazônico e ao contrário, a pesquisa aqui proposta, agrega valor a esta matéria prima valorizando a floresta em pé, o que poderá incentivar o cultivo da espécie por agricultores familiar.
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  • LAÍS TATIELE MASSING
  • CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DA POLPA DO FRUTO DE Couepia bracteosa Benth (CHRYSOBALANACEAE), UMA ESPÉCIE SUBUTILIZADA DA AMAZÔNIA
  • Orientador : ROSA HELENA VERAS MOURAO
  • Data: 16/12/2016
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  • Couepia bracteosa Benth. (Chrysobalanaceae), conhecida popularmente como pajurá, é uma espécie frutífera nativa da Amazônia. Os frutos possuem polpa de sabor adocicado, espessa e fibrosa. Na região Norte a polpa é consumida principalmente na forma in natura. O processamento de frutos permite sua utilização como ingrediente em variadas preparações, reduzindo seu desperdício, proporcionando alimentos saudáveis e agregando valor econômico as espécies. Diante do exposto, o objetivo do estudo foi determinar às características físicoquímicas e análisar a capacidade antioxidante da polpa in natura e liofilizada. Os frutos de C. bracteosa são globosos tipo drupa, apresentam em média 51,3% de polpa, caracterizada por baixa acidez, alto percentual de açúcares, elevado teor de fibras totais, possui capacidade antioxidante pelos métodos de DPPH e sistema β-caroteno/ácido linoleico e ausência de atividade hemaglutinante. A polpa apresenta aroma característico do fruto, com alto teor de E,β- Ocimene, ácido oleico como constituinte majoritário de ácidos graxos, além da presença de vitamina C, compostos fenólicos e carotenoides. Estes resultados proporcionam informações que permitem um melhor aproveitamento do fruto, que possui potencial aplicação como alimento funcional na agroindústria. A questão da sustentabilidade é inerente a esta pesquisa por dois aspectos: não é necessário derrubar a floresta para estudarmos e investigarmos as propriedades físicas e químicas de um fruto amazônico e ao contrário, a pesquisa aqui proposta, agrega valor a esta matéria prima valorizando a floresta em pé, o que poderá incentivar o cultivo da espécie por agricultores familiar.
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  • ADELENE MENEZES PORTELA BANDEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO FISICO-QUÍMICA E BIOATIVIDADES DO MEL DE ABELHA PRODUZIDO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DO PARÁ
  • Orientador : PAULO SERGIO TAUBE JUNIOR
  • Data: 23/12/2016
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  • Neste trabalho foram avaliadas as propriedades físico-químicas (cor, pH, cinzas, umidade, açúcar e teor de fenólicos totais), atividade antioxidante (2,2-difenil-2- picrilhidrazila (DPPH)) e atividade antimicrobiana do mel de abelha Apis mellifera, com diferentes origens geográficas, da região Amazônica (Brasil). Foram observadas cores mais escuras no período seco e cores mais claras no período chuvoso. Todas as amostras de mel foram ácidas (pH 3,3±0,1 - 4,3±0,4) nos dois períodos estudados. A média de teor de cinzas foi maior no período seco (0,20%) do que no período chuvoso (0,04%). O teor de açúcares redutores variou de 60,9±2,0 - 85,8±1,4%, concentrando maior média no período sazonal seco. O conteúdo fenólico total das amostras de mel analisadas foram de 15,94 mg∙g-1 para méis expostos à luz e 17,96 mg∙g-1 para méis protegidos da luz. Todas as amostras apresentaram propriedades físico-químicas de acordo com o Codex Alimentarius (2001). Em todos os méis foram encontrados os mesmos compostos fenólicos, com exceção das amostras protegidas da luz que continham também o flavonoide quercetina. Os valores encontrados para os compostos fenólicos totais, foram maiores que os encontrados em outras pesquisas. A análise antioxidante mostrou atividade inibitória maior nas amostras do período seco e nas expostas à luz. Das amostras testadas, 93,75% apresentaram atividade antimicrobiana bacteriostática frente a S. aureus e 100% frente à S. epidermidis. Porém, nenhuma apresentou capacidade de inibição dos microrganismos Gram-negativos E. coli e C. albicans. A análise multivariada mostrou que a cor teve correlação correlação positiva com o pH, açúcares redutores, atividade antioxidante e o teor de cinzas.
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  • ADELENE MENEZES PORTELA BANDEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO FISICO-QUÍMICA E BIOATIVIDADES DO MEL DE ABELHA PRODUZIDO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DO PARÁ
  • Orientador : PAULO SERGIO TAUBE JUNIOR
  • Data: 23/12/2016
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  • Neste trabalho foram avaliadas as propriedades físico-químicas (cor, pH, cinzas, umidade, açúcar e teor de fenólicos totais), atividade antioxidante (2,2-difenil-2- picrilhidrazila (DPPH)) e atividade antimicrobiana do mel de abelha Apis mellifera, com diferentes origens geográficas, da região Amazônica (Brasil). Foram observadas cores mais escuras no período seco e cores mais claras no período chuvoso. Todas as amostras de mel foram ácidas (pH 3,3±0,1 - 4,3±0,4) nos dois períodos estudados. A média de teor de cinzas foi maior no período seco (0,20%) do que no período chuvoso (0,04%). O teor de açúcares redutores variou de 60,9±2,0 - 85,8±1,4%, concentrando maior média no período sazonal seco. O conteúdo fenólico total das amostras de mel analisadas foram de 15,94 mg∙g-1 para méis expostos à luz e 17,96 mg∙g-1 para méis protegidos da luz. Todas as amostras apresentaram propriedades físico-químicas de acordo com o Codex Alimentarius (2001). Em todos os méis foram encontrados os mesmos compostos fenólicos, com exceção das amostras protegidas da luz que continham também o flavonoide quercetina. Os valores encontrados para os compostos fenólicos totais, foram maiores que os encontrados em outras pesquisas. A análise antioxidante mostrou atividade inibitória maior nas amostras do período seco e nas expostas à luz. Das amostras testadas, 93,75% apresentaram atividade antimicrobiana bacteriostática frente a S. aureus e 100% frente à S. epidermidis. Porém, nenhuma apresentou capacidade de inibição dos microrganismos Gram-negativos E. coli e C. albicans. A análise multivariada mostrou que a cor teve correlação correlação positiva com o pH, açúcares redutores, atividade antioxidante e o teor de cinzas.
2015
Dissertações
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  • MIGUEL ANGELO DE OLIVEIRA CANTO
  • EFEITOS DA ADIÇÃO DO FRUTO DE Myrciaria dubia EM DIETA HIPERPROTEICA NO CRESCIMENTO DO Colossoma macropomum SUBMETIDO A EXERCÍCIO FÍSICO EM AMBIENTE AQUECIDO.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 03/07/2015
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  • O Colossoma macropomum (Cm) cresce em condições naturais diversificando sua dieta de acordo com a oferta de alimento resultante ao clima. No período chuvoso se alimenta de frutos (lipídios e glicídios) enquanto que no período seco de zooplâncton (proteínas). Neste estudo simulamos temperaturas limítrofes do ambiente aquático resultantes ao clima, e, dietas aditivadas com o fruto de Myrciaria dubia (Md) e 13% de proteína bruta (PB) a fim de transformarmos a sazonalidade em crescimento contínuo baseado no princípio de que o crescimento do Cm dependeria de dois fatores para ocorrer: acúmulo de energia potencial e trabalho muscular. Para tal, preparamos dois ambientes de temperaturas distintas: a temperatura ambiente, que denominamos “resfriado” e o a 34ºC que denominamos “aquecido”. Cada dividido em dois, um na condição denominada “sedentário” e outro na condição denominada “exercício”. A temperatura de 34ºC foi alcançada com circulação de água aquecida por um chuveiro elétrico e o exercício ocorreu forçando-se o peixe ao nado contra um fluxo (0,2 m/s) forçado por bomba d’água submersa. A mistura do alimento foi feita com polpa de Md + ração comercial moída e hidratada, em seguida extrusada, desidratada (45ºC/24h) e peletizada (4-6 mm). As rações comerciais (32% e 45% PB) passaram pelo mesmo processo para guardar relação de proximidade (perda de flutuação) com a ração de tratamento. O controle da qualidade da água foi feito com medidas periódicas de pH, oxigênio dissolvido (OD) e amônia em pHmetro e fotômetro multi-parâmetros (HANNA). Os resultados foram expressos em média±EPM e as diferenças nos grupos testadas por ANOVA (2 vias) + entre grupos por pós-teste de Bonferroni (5, 1 e 0,1%). Os resultados mostraram que a dieta enriquecida com fruto de Md (5% MS) promoveu crescimento adicional no Cm sedentário em ambiente aquecido, diminuição na condição de exercício em ambiente aquecido e não interferiu no sedentário em ambiente resfriado. Por sua vez, a dieta hiperproteica (45% PB) acelerou e potencializou crescimento do Cm em ambiente resfriado (28ºC) ou aquecido (34°C) somente na condição de exercício físico. Estes resultados reforçam a hipótese de que o crescimento do Cm resultante à dieta com Md se restringiu a mistura hiperproteica e ambiente aquecido, mas não ao exercício, por não dispor de energia potencial para suportar atividade física hipertrófica ou proteína para garantir o crescimento em ambiente resfriado.
2
  • MIGUEL ANGELO DE OLIVEIRA CANTO
  • EFEITOS DA ADIÇÃO DO FRUTO DE Myrciaria dubia EM DIETA HIPERPROTEICA NO CRESCIMENTO DO Colossoma macropomum SUBMETIDO A EXERCÍCIO FÍSICO EM AMBIENTE AQUECIDO.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 03/07/2015
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  • O Colossoma macropomum (Cm) cresce em condições naturais diversificando sua dieta de acordo com a oferta de alimento resultante ao clima. No período chuvoso se alimenta de frutos (lipídios e glicídios) enquanto que no período seco de zooplâncton (proteínas). Neste estudo simulamos temperaturas limítrofes do ambiente aquático resultantes ao clima, e, dietas aditivadas com o fruto de Myrciaria dubia (Md) e 13% de proteína bruta (PB) a fim de transformarmos a sazonalidade em crescimento contínuo baseado no princípio de que o crescimento do Cm dependeria de dois fatores para ocorrer: acúmulo de energia potencial e trabalho muscular. Para tal, preparamos dois ambientes de temperaturas distintas: a temperatura ambiente, que denominamos “resfriado” e o a 34ºC que denominamos “aquecido”. Cada dividido em dois, um na condição denominada “sedentário” e outro na condição denominada “exercício”. A temperatura de 34ºC foi alcançada com circulação de água aquecida por um chuveiro elétrico e o exercício ocorreu forçando-se o peixe ao nado contra um fluxo (0,2 m/s) forçado por bomba d’água submersa. A mistura do alimento foi feita com polpa de Md + ração comercial moída e hidratada, em seguida extrusada, desidratada (45ºC/24h) e peletizada (4-6 mm). As rações comerciais (32% e 45% PB) passaram pelo mesmo processo para guardar relação de proximidade (perda de flutuação) com a ração de tratamento. O controle da qualidade da água foi feito com medidas periódicas de pH, oxigênio dissolvido (OD) e amônia em pHmetro e fotômetro multi-parâmetros (HANNA). Os resultados foram expressos em média±EPM e as diferenças nos grupos testadas por ANOVA (2 vias) + entre grupos por pós-teste de Bonferroni (5, 1 e 0,1%). Os resultados mostraram que a dieta enriquecida com fruto de Md (5% MS) promoveu crescimento adicional no Cm sedentário em ambiente aquecido, diminuição na condição de exercício em ambiente aquecido e não interferiu no sedentário em ambiente resfriado. Por sua vez, a dieta hiperproteica (45% PB) acelerou e potencializou crescimento do Cm em ambiente resfriado (28ºC) ou aquecido (34°C) somente na condição de exercício físico. Estes resultados reforçam a hipótese de que o crescimento do Cm resultante à dieta com Md se restringiu a mistura hiperproteica e ambiente aquecido, mas não ao exercício, por não dispor de energia potencial para suportar atividade física hipertrófica ou proteína para garantir o crescimento em ambiente resfriado.
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  • NELSON JOSÉ FEIJÃO DA COSTA
  • EFEITOS DO ENRIQUECIMENTO DA RAÇÃO COMERCIAL COM POLPA DE AÇAÍ (Euterpe oleracea Mart.) NO CRESCIMENTO DO TAMBAQUI (Colossoma macropomum Cuvier, 1818) JUVENIL SUBMETIDOS A AMBIENTE AQUECIDO E EXERCÍCIO FÍSICO CONDICIONADO.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 31/07/2015
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  • O Colossoma macropomum (Cm) cresce em condições naturais diversificando sua dieta de acordo com a oferta de alimento resultante ao clima. No período chuvoso se alimenta de frutos (lipídios e glicídios) enquanto que no período seco de zooplâncton (proteínas). Neste estudo simulamos temperaturas limítrofes do ambiente aquático resultantes ao clima, e, dietas aditivadas com o fruto de Euterpe oleracea (Eo) e 13% de PB a fim de simularmos a sazonalidade em crescimento contínuo baseado no princípio de que o crescimento do tambaqui dependeria de dois fatores para ocorrer: acúmulo de energia potencial e trabalho muscular. Para tal, preparamos dois ambientes de temperaturas distintas: a temperatura ambiente, que denominamos “resfriado” e o a 34ºC que denominamos “aquecido”. Esses ambientes foram divididos em dois, um na condição denominada “sedentário” e outro na condição denominada “exercício”. A temperatura de 34ºC foi alcançada com circulação de água aquecida por um chuveiro elétrico e o exercício ocorreu forçando-se o peixe ao nado contra um fluxo (0,2 m/s) forçado por bomba d’água submersa. A mistura do alimento foi feita com polpa de Eo + ração comercial moída, em seguida extrusada, desidratada (45ºC/24h) e peletizada (4-6 mm). As rações comerciais (32% e 45% PB) passaram pelo mesmo processo para guardar relação de proximidade (perda de flutuação) com a ração de tratamento. O controle da qualidade da água foi feito com medidas periódicas de pH, oxigênio dissolvido (OD) e amônia em pHmetro e fotômetro multi-parâmetros (HANNA). Os resultados foram expressos em média±EPM e as diferenças nos grupos testadas por ANOVA (2 vias). Os resultados mostraram que a dieta enriquecida com fruto de Eo (13% MS) promoveu crescimento adicional no Cm exercitado e sedentário em ambiente aquecido. Por sua vez, a dieta hiperproteica (45% PB) acelerou e potencializou crescimento do Cm em ambiente resfriado (28ºC) ou aquecido (34°C) somente na condição de exercício físico. Estes resultados reforçam a hipótese de que o crescimento do Cm é melhorado com dieta enriquecida com Eo a mistura hiperproteica e ambiente aquecido, pois há energia potencial para suportar atividade física hipertrófica ou proteína para garantir o crescimento em ambiente aquecido.
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  • NELSON JOSÉ FEIJÃO DA COSTA
  • EFEITOS DO ENRIQUECIMENTO DA RAÇÃO COMERCIAL COM POLPA DE AÇAÍ (Euterpe oleracea Mart.) NO CRESCIMENTO DO TAMBAQUI (Colossoma macropomum Cuvier, 1818) JUVENIL SUBMETIDOS A AMBIENTE AQUECIDO E EXERCÍCIO FÍSICO CONDICIONADO.
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 31/07/2015
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  • O Colossoma macropomum (Cm) cresce em condições naturais diversificando sua dieta de acordo com a oferta de alimento resultante ao clima. No período chuvoso se alimenta de frutos (lipídios e glicídios) enquanto que no período seco de zooplâncton (proteínas). Neste estudo simulamos temperaturas limítrofes do ambiente aquático resultantes ao clima, e, dietas aditivadas com o fruto de Euterpe oleracea (Eo) e 13% de PB a fim de simularmos a sazonalidade em crescimento contínuo baseado no princípio de que o crescimento do tambaqui dependeria de dois fatores para ocorrer: acúmulo de energia potencial e trabalho muscular. Para tal, preparamos dois ambientes de temperaturas distintas: a temperatura ambiente, que denominamos “resfriado” e o a 34ºC que denominamos “aquecido”. Esses ambientes foram divididos em dois, um na condição denominada “sedentário” e outro na condição denominada “exercício”. A temperatura de 34ºC foi alcançada com circulação de água aquecida por um chuveiro elétrico e o exercício ocorreu forçando-se o peixe ao nado contra um fluxo (0,2 m/s) forçado por bomba d’água submersa. A mistura do alimento foi feita com polpa de Eo + ração comercial moída, em seguida extrusada, desidratada (45ºC/24h) e peletizada (4-6 mm). As rações comerciais (32% e 45% PB) passaram pelo mesmo processo para guardar relação de proximidade (perda de flutuação) com a ração de tratamento. O controle da qualidade da água foi feito com medidas periódicas de pH, oxigênio dissolvido (OD) e amônia em pHmetro e fotômetro multi-parâmetros (HANNA). Os resultados foram expressos em média±EPM e as diferenças nos grupos testadas por ANOVA (2 vias). Os resultados mostraram que a dieta enriquecida com fruto de Eo (13% MS) promoveu crescimento adicional no Cm exercitado e sedentário em ambiente aquecido. Por sua vez, a dieta hiperproteica (45% PB) acelerou e potencializou crescimento do Cm em ambiente resfriado (28ºC) ou aquecido (34°C) somente na condição de exercício físico. Estes resultados reforçam a hipótese de que o crescimento do Cm é melhorado com dieta enriquecida com Eo a mistura hiperproteica e ambiente aquecido, pois há energia potencial para suportar atividade física hipertrófica ou proteína para garantir o crescimento em ambiente aquecido.
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  • OSVALDO GATO NUNES NETO
  • AVALIAÇÃO DA CONSERVAÇÃO DO SANGUE TOTAL DE BÚFALOS (Bubalus bubalis) ACONDICIONADO EM BOLSAS CPDA-1 E CPD/SAG-M.
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 04/08/2015
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  • A transfusão de sangue total em animais objetiva o restabelecimento da capacidade de transporte e difusão de oxigênio para os tecidos em casos de significativa redução dos valores de hemoglobina, como em anemias graves ou perda aguda de sangue. O sangue habilitado ao processo de transfusão deve ser antes armazenado em bolsas plásticas, contudo, durante o período de conservação, o tecido sanguíneo sofre lesões crescentes, sendo essas alterações conhecidas em conjunto como lesões de armazenamento. A deficiência no acompanhamento dessas alterações ao longo do período preservação podem tornar inviável a utilização do sangue ou diminuir sua eficácia após a transfusão. Objetivando avaliar as alterações hematológicas, hemogasométricas e bioquímicas do sangue total de bubalinos armazenados em bolsas modelos CPDA-1 e CPD/SAG-M, foram realizados dois experimentos, utilizando em cada um, dez búfalos machos, adultos e hígidos, dos quais foram coletados 450 ml de sangue e posteriormente armazenados em bolsas CPDA-1 e SAG-M, mantidos sob refrigeração entre 2ºC a 6°C durante 42 dias. As amostras de sangue armazenado nas bolsas plásticas foram avaliadas em sete tempos (D), sendo D0 (imediatamente após a coleta de sangue), D7 (sete dias após a coleta), D14 (quatorze dias após a coleta), D21 (vinte e um dias após a coleta), D28 (vinte e oito dias após a coleta), D35 (trinta e cinco dias após a coleta) e D42 (quarenta e dois dias após a coleta). Durante esse período, estiveram sob análise os parâmetros hematológicos, hemogasométricos, bioquímicos e microbiológicos. Foram observados aumentos de pO2, pCO2, Lactato e Potássio. As reduções foram perceptíveis no número de Hemácias, na concentração de Sódio, Bicarbonato, Glicose e pH. Foram constantes os valores da Hemoglobina Total e Volume Globular. O sangue total de búfalos acondicionado em bolsas do tipo CPDA-1 e CPD/SAG-M sofreu discretas alterações hematológicas, bioquímicas e hemogasométricas durante o armazenamento, no entanto mantendo-se viável para transfusão sanguínea quando conservado por até 42 dias em temperaturas de 2 a 4 ºC. De maneira geral não foram observadas diferenças na conservação do sangue total bubalino entre os dois tipos de bolsas avaliados, CPDA-1 e CPD/SAG-M, sendo as duas indicadas para uso nesta espécie.
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  • OSVALDO GATO NUNES NETO
  • AVALIAÇÃO DA CONSERVAÇÃO DO SANGUE TOTAL DE BÚFALOS (Bubalus bubalis) ACONDICIONADO EM BOLSAS CPDA-1 E CPD/SAG-M.
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 04/08/2015
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  • A transfusão de sangue total em animais objetiva o restabelecimento da capacidade de transporte e difusão de oxigênio para os tecidos em casos de significativa redução dos valores de hemoglobina, como em anemias graves ou perda aguda de sangue. O sangue habilitado ao processo de transfusão deve ser antes armazenado em bolsas plásticas, contudo, durante o período de conservação, o tecido sanguíneo sofre lesões crescentes, sendo essas alterações conhecidas em conjunto como lesões de armazenamento. A deficiência no acompanhamento dessas alterações ao longo do período preservação podem tornar inviável a utilização do sangue ou diminuir sua eficácia após a transfusão. Objetivando avaliar as alterações hematológicas, hemogasométricas e bioquímicas do sangue total de bubalinos armazenados em bolsas modelos CPDA-1 e CPD/SAG-M, foram realizados dois experimentos, utilizando em cada um, dez búfalos machos, adultos e hígidos, dos quais foram coletados 450 ml de sangue e posteriormente armazenados em bolsas CPDA-1 e SAG-M, mantidos sob refrigeração entre 2ºC a 6°C durante 42 dias. As amostras de sangue armazenado nas bolsas plásticas foram avaliadas em sete tempos (D), sendo D0 (imediatamente após a coleta de sangue), D7 (sete dias após a coleta), D14 (quatorze dias após a coleta), D21 (vinte e um dias após a coleta), D28 (vinte e oito dias após a coleta), D35 (trinta e cinco dias após a coleta) e D42 (quarenta e dois dias após a coleta). Durante esse período, estiveram sob análise os parâmetros hematológicos, hemogasométricos, bioquímicos e microbiológicos. Foram observados aumentos de pO2, pCO2, Lactato e Potássio. As reduções foram perceptíveis no número de Hemácias, na concentração de Sódio, Bicarbonato, Glicose e pH. Foram constantes os valores da Hemoglobina Total e Volume Globular. O sangue total de búfalos acondicionado em bolsas do tipo CPDA-1 e CPD/SAG-M sofreu discretas alterações hematológicas, bioquímicas e hemogasométricas durante o armazenamento, no entanto mantendo-se viável para transfusão sanguínea quando conservado por até 42 dias em temperaturas de 2 a 4 ºC. De maneira geral não foram observadas diferenças na conservação do sangue total bubalino entre os dois tipos de bolsas avaliados, CPDA-1 e CPD/SAG-M, sendo as duas indicadas para uso nesta espécie.
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  • MÔNICA TATIANE LIMA PINHEIRO
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANESTÉSICO E TOXICIDADE AGUDA DO HIDROLATO DE PRIPRIOCA (Cyperus articulatus L. var. nodosus - Cyperaceae) EM ALEVINOS DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum Cuvier,1818)
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 06/08/2015
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  • O uso de anestésicos provenientes de produtos naturais vem sendo investigado como alternativa para reduzir o estresse no manejo em aquicultura. Para este estudo, foi utilizado hidrolato de priprioca (C. articulatus), um subproduto da extração do óleo essencial dessa planta, com o objetivo de avaliar a atividade anestésica e/ou sedativa desse hidrolato em alevinos de tambaqui (Colossoma macropomum). E pela carência de estudos com priprioca, também se faz necessário à avaliação da toxicidade aguda. O hidrolato foi extraído por arraste a vapor, no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Naturais Bioativos da Universidade Federal do Oeste do Pará, e a sua análise química foi realizada no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Universidade Estadual de Campinas, após um ano da extração, período também de utilização do mesmo. Os experimentos foram realizados na UAGRO- Santa Rosa-SEDAP-Santarém-PA. Os alevinos (1,4±0,5g e 4,6±0,5cm) foram coletados 24h antes dos testes, e mantidos no laboratório em uma caixa d’água de 500L com sistema de fluxo de água contínuo (aberto), e sem alimentação. Após esse período de aclimatação houve a realização dos testes de anestesia e recuperação, com o hidrolato nas seguintes proporções hidrolato/água: 20/80, 25/75, 30/70 e 35/65 (%) e a benzocaína 100mg/L para o controle positivo (10 animais/ tratamento). Foram avaliados dois estágios de anestesia (sedação e perda de equilíbrio) e de recuperação (retorno dos movimentos operculares e capacidade normal de nado). Na determinação da CL50, para avaliar a toxicidade aguda, o hidrolato foi testado nas seguintes proporções hidrolato/água: 6/94, 9/91, 12/88, 15/85 e 18/82 (%), e o controle negativo contendo apenas água, todos em triplicata (15 animais/tratamento), sendo avaliados os parâmetros físico-químicos da água (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, condutividade, amônia total e não ionizada, alcalinidade e dureza) antes e após o teste. Os componentes majoritários do hidrolato são o trans-pinocarveol (25,43%), o mirtenol (20,09%) e a verbenona (33,44%). A melhor proporção identificada para anestesia e recuperação foi 35% (cerca de 2 e 3min, respectivamente), se adequando aos tempos considerados ideais. A concentração letal (CL50- 96h) foi de 14,8%, e os parâmetros físico-químicos mensurados nesse teste se encontram dentro dos valores aceitáveis para o cultivo do tambaqui. Ocorreu alteração no fluxo dos íons Na+, K+ e Cl- em todos os tratamentos testados. Portanto, os resultados sugerem que o hidrolato de priprioca possui efeito anestésico em alevinos de tambaqui. Entretanto, mostrou um considerável efeito tóxico que aumenta com a concentração e o tempo de exposição. Além disso, o hidrolato mostrou efeito sobre o fluxo iônico no teste de CL50, onde a concentração de 6% foi considerada a menos estressante por causar menor efluxo de Na+ e K+, ou incremento de Cl- na água, indicando menor estresse osmorregulatório. Ressalta-se que é necessário mais estudos relacionados aos efeitos dos componentes químicos do hidrolato de priprioca em peixes e/ou no ambiente aquático para elucidar quais os impactos biológicos de sua potencial utilização na produção animal e de descarte no ambiente.
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  • MÔNICA TATIANE LIMA PINHEIRO
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANESTÉSICO E TOXICIDADE AGUDA DO HIDROLATO DE PRIPRIOCA (Cyperus articulatus L. var. nodosus - Cyperaceae) EM ALEVINOS DE TAMBAQUI (Colossoma macropomum Cuvier,1818)
  • Orientador : LENISE VARGAS FLORES DA SILVA
  • Data: 06/08/2015
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  • O uso de anestésicos provenientes de produtos naturais vem sendo investigado como alternativa para reduzir o estresse no manejo em aquicultura. Para este estudo, foi utilizado hidrolato de priprioca (C. articulatus), um subproduto da extração do óleo essencial dessa planta, com o objetivo de avaliar a atividade anestésica e/ou sedativa desse hidrolato em alevinos de tambaqui (Colossoma macropomum). E pela carência de estudos com priprioca, também se faz necessário à avaliação da toxicidade aguda. O hidrolato foi extraído por arraste a vapor, no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Naturais Bioativos da Universidade Federal do Oeste do Pará, e a sua análise química foi realizada no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Universidade Estadual de Campinas, após um ano da extração, período também de utilização do mesmo. Os experimentos foram realizados na UAGRO- Santa Rosa-SEDAP-Santarém-PA. Os alevinos (1,4±0,5g e 4,6±0,5cm) foram coletados 24h antes dos testes, e mantidos no laboratório em uma caixa d’água de 500L com sistema de fluxo de água contínuo (aberto), e sem alimentação. Após esse período de aclimatação houve a realização dos testes de anestesia e recuperação, com o hidrolato nas seguintes proporções hidrolato/água: 20/80, 25/75, 30/70 e 35/65 (%) e a benzocaína 100mg/L para o controle positivo (10 animais/ tratamento). Foram avaliados dois estágios de anestesia (sedação e perda de equilíbrio) e de recuperação (retorno dos movimentos operculares e capacidade normal de nado). Na determinação da CL50, para avaliar a toxicidade aguda, o hidrolato foi testado nas seguintes proporções hidrolato/água: 6/94, 9/91, 12/88, 15/85 e 18/82 (%), e o controle negativo contendo apenas água, todos em triplicata (15 animais/tratamento), sendo avaliados os parâmetros físico-químicos da água (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, condutividade, amônia total e não ionizada, alcalinidade e dureza) antes e após o teste. Os componentes majoritários do hidrolato são o trans-pinocarveol (25,43%), o mirtenol (20,09%) e a verbenona (33,44%). A melhor proporção identificada para anestesia e recuperação foi 35% (cerca de 2 e 3min, respectivamente), se adequando aos tempos considerados ideais. A concentração letal (CL50- 96h) foi de 14,8%, e os parâmetros físico-químicos mensurados nesse teste se encontram dentro dos valores aceitáveis para o cultivo do tambaqui. Ocorreu alteração no fluxo dos íons Na+, K+ e Cl- em todos os tratamentos testados. Portanto, os resultados sugerem que o hidrolato de priprioca possui efeito anestésico em alevinos de tambaqui. Entretanto, mostrou um considerável efeito tóxico que aumenta com a concentração e o tempo de exposição. Além disso, o hidrolato mostrou efeito sobre o fluxo iônico no teste de CL50, onde a concentração de 6% foi considerada a menos estressante por causar menor efluxo de Na+ e K+, ou incremento de Cl- na água, indicando menor estresse osmorregulatório. Ressalta-se que é necessário mais estudos relacionados aos efeitos dos componentes químicos do hidrolato de priprioca em peixes e/ou no ambiente aquático para elucidar quais os impactos biológicos de sua potencial utilização na produção animal e de descarte no ambiente.
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  • HELEN SOARES DE LIMA
  • POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DA ÓLEORRESINA DE Copaifera paupera (Herzog) Dwyer PROVENIENTE DA FLONA TAPAJÓS, BELTERRA, PA, BRASIL
  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 07/08/2015
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  • O uso de produtos naturais como opção terapêutica alternativa cada vez mais vem sendo estimulado. Dentre os mais utilizados, destaca-se a óleorresina de copaíba, por seus efeitos anti-inflamatório e cicatrizante. Em decorrência disso, o objetivo desse estudo foi avaliar o potencial anti-inflamatório da óleorresina da espécie Copaifera paupera. Para isso, a pesquisa foi aprovada pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFOPA, nº 01001/2014, assim como pelo SISBIO 44380-1. Foi realizada a coleta e a caracterização química da óleorresina da espécie C. paupera procedente da Floresta Nacional do Tapajós. Para os ensaios biológicos foram utilizados Rattus norvegicus, machos e fêmeas, saudáveis e sedentários. Inicialmente foi feita a avaliação da toxicidade oral aguda. O grupo teste foi tratado com 2000 mg/kg (v.o.) de óleorresina de C. paupera e acompanhados durante 14 dias para observação de possíveis reações tóxicas. Também foi realizada a avaliação das enzimas alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase e gama-glutamil transferase, além de análise hematológica. No teste de irritação dérmica foi feita a tricotomia do dorso dos animais para aplicação da substância a ser testada (óleorresina de C. paupera in natura; gel de copaíba a 10% ou fonoforese), foram formados grupos de única aplicação e aplicações durante 6 dias. Foi observada a formação de eritemas/escaras e edema, graduados em grau 0 a 4. Para testar a ação da óleorresina sobre fase inflamatória da lesão muscular, os animais foram submetidos a um trauma contuso e divididos em grupos tratados por 1 e 6 dias: Controle, que não recebeu tratamento; Grupo ultrassom terapêutico; Grupo gel de C. paupera a 10%; E grupo fonoforese. O músculo gastrocnêmio dos animais foi extraído e submetido à rotina histológica, corado com hematoxilina-eosina e analisado em microscópio óptico. A análise envolveu os parâmetros: infiltrado inflamatório, necrose, fibrose, edema e células com núcleo centralizado. Para a avaliação da atividade antiedematogênica foi realizado o teste de edema de pata induzido por carragenina, e como tratamentos foram utilizas duas formas de administração: uso tópico (in natura e em gel a 10%) e via oral (10, 100 e 500 mg/kg). Como resultados, a óleorresina de C. paupera apresentou os componentes majoritários: α-Copaeno (38,55%), β-Cariofileno (20,94%) e β-Bisaboleno (12,37%). Não gerou morbidade/mortalidade nos animais, nem alterações nas enzimas hepatobiliares ou no hemograma. Sua administração tópica não gerou irritação dérmica após única aplicação, porém, após 6 aplicações consecutivas, a forma in natura gerou eritema no dorso dos animais. Durante a avaliação histológica do tecido muscular, o gel de copaíba 10% gerou redução do edema tecidual no 2º dia, e redução do edema e do infiltrado inflamatório no 7º dia após a lesão. No teste de atividade antiedematogênica a óleorresina administrada por via oral inibiu o edema de pata na 1ª hora com as doses de 500 mg/kg e 100 mg/kg, e na 2ª e 3ª com a dose de 500 mg/kg. Já sua administração por via tópica não apresentou ação antiedematogênica. A partir disso, é possível sugerir que a óleorresina de Copaifera paupera além de possuir baixo índice de toxicidade, pode auxiliar na redução de processos inflamatórios agudos.
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  • HELEN SOARES DE LIMA
  • POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DA ÓLEORRESINA DE Copaifera paupera (Herzog) Dwyer PROVENIENTE DA FLONA TAPAJÓS, BELTERRA, PA, BRASIL
  • Orientador : ELAINE CRISTINA PACHECO DE OLIVEIRA
  • Data: 07/08/2015
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  • O uso de produtos naturais como opção terapêutica alternativa cada vez mais vem sendo estimulado. Dentre os mais utilizados, destaca-se a óleorresina de copaíba, por seus efeitos anti-inflamatório e cicatrizante. Em decorrência disso, o objetivo desse estudo foi avaliar o potencial anti-inflamatório da óleorresina da espécie Copaifera paupera. Para isso, a pesquisa foi aprovada pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFOPA, nº 01001/2014, assim como pelo SISBIO 44380-1. Foi realizada a coleta e a caracterização química da óleorresina da espécie C. paupera procedente da Floresta Nacional do Tapajós. Para os ensaios biológicos foram utilizados Rattus norvegicus, machos e fêmeas, saudáveis e sedentários. Inicialmente foi feita a avaliação da toxicidade oral aguda. O grupo teste foi tratado com 2000 mg/kg (v.o.) de óleorresina de C. paupera e acompanhados durante 14 dias para observação de possíveis reações tóxicas. Também foi realizada a avaliação das enzimas alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase e gama-glutamil transferase, além de análise hematológica. No teste de irritação dérmica foi feita a tricotomia do dorso dos animais para aplicação da substância a ser testada (óleorresina de C. paupera in natura; gel de copaíba a 10% ou fonoforese), foram formados grupos de única aplicação e aplicações durante 6 dias. Foi observada a formação de eritemas/escaras e edema, graduados em grau 0 a 4. Para testar a ação da óleorresina sobre fase inflamatória da lesão muscular, os animais foram submetidos a um trauma contuso e divididos em grupos tratados por 1 e 6 dias: Controle, que não recebeu tratamento; Grupo ultrassom terapêutico; Grupo gel de C. paupera a 10%; E grupo fonoforese. O músculo gastrocnêmio dos animais foi extraído e submetido à rotina histológica, corado com hematoxilina-eosina e analisado em microscópio óptico. A análise envolveu os parâmetros: infiltrado inflamatório, necrose, fibrose, edema e células com núcleo centralizado. Para a avaliação da atividade antiedematogênica foi realizado o teste de edema de pata induzido por carragenina, e como tratamentos foram utilizas duas formas de administração: uso tópico (in natura e em gel a 10%) e via oral (10, 100 e 500 mg/kg). Como resultados, a óleorresina de C. paupera apresentou os componentes majoritários: α-Copaeno (38,55%), β-Cariofileno (20,94%) e β-Bisaboleno (12,37%). Não gerou morbidade/mortalidade nos animais, nem alterações nas enzimas hepatobiliares ou no hemograma. Sua administração tópica não gerou irritação dérmica após única aplicação, porém, após 6 aplicações consecutivas, a forma in natura gerou eritema no dorso dos animais. Durante a avaliação histológica do tecido muscular, o gel de copaíba 10% gerou redução do edema tecidual no 2º dia, e redução do edema e do infiltrado inflamatório no 7º dia após a lesão. No teste de atividade antiedematogênica a óleorresina administrada por via oral inibiu o edema de pata na 1ª hora com as doses de 500 mg/kg e 100 mg/kg, e na 2ª e 3ª com a dose de 500 mg/kg. Já sua administração por via tópica não apresentou ação antiedematogênica. A partir disso, é possível sugerir que a óleorresina de Copaifera paupera além de possuir baixo índice de toxicidade, pode auxiliar na redução de processos inflamatórios agudos.
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  • ANDREA NUNES FIGUEIRA
  • AVALIAÇÃO DA COBERTURA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE NO COMBATE À HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM/PA ATRAVÉS DE ANÁLISE ESPACIAL
  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 09/10/2015
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  • A hanseníase ainda representa um grave problema de saúde pública no Brasil. É uma doença conhecida há milênios, porém, apesar de todos os esforços efetivamente empregados até o momento, ainda continua sendo um sério problema de saúde pública. No país este problema ainda é uma questão a ser solucionada, no estado do Pará há varias regiões com altas taxas de detecção da doença. Este estudo tem como objetivo avaliar a cobertura das unidades básicas de saúde e sua influência no combate à hanseníase no município de Santarém/Pa, através do uso de indicadores e análise espacial. Foram utilizados a base do SINAN para realização de visitas domiciliares e avaliação dos casos de hanseníase notificados no período de 2003 a 2013 e também de seus contatos, e foram analisados dados de escolares através de visitas a quatro escolas da rede pública no ano de 2014. Durante as visitas foram feitos georreferenciamento, exame clínico e coleta sorológica para análise anti-PGL-I de escolares assim como a pacientes e seus contatos domiciliares. As unidades de saúde de cada bairro foram mapeadas para análise de cobertura populacional. Do total de 756 casos de hanseníase que fizeram tratamento entre 2003 e 2013 no município de Santarém, 504 pertencem à zona urbana e destes, 416 foram mapeados, correspondendo à 82,5% de casos da zona urbana. Quanto à classificação, 196 foram classificados como Paucibacilares e 220 como Multibacilares. O grau de incapacidade no momento do diagnóstico ficou distribuído como 222 pessoas com grau 0, 97 com grau I e 28 com grau II de incapacidade. Quanto ao modo de detecção, 196 foram por encaminhamento, 193 por demanda espontânea, 13 por exame de contatos e 05 por exame de coletividade. Durante o estudo foram contabilizadas 10 equipes de EACS e 23 equipes de ESF. Foram identificados como caso novo para hanseníase 37 comunicantes e 08 escolares, o que corresponde a 45 casos novos. Para a análise do PGL-I, 436 pessoas aceitaram realizar a coleta, 328 comunicantes e 108 escolares, destes, 48 escolares e 132 contatos foram positivos para o anti-PGL-I, a maioria deles encontravam-se em áreas descobertas. Conclui-se que dentro das áreas de abrangência das Unidades Básicas de Saúde a baixa cobertura das áreas atendidas tem refletido na distribuição e baixo índice de detecção de casos de hanseníase em Santarém, o que pode ser evidenciado pelo alto número de casos geo-localizados nas áreas descobertas, demonstrando a influência dessas áreas para a disseminação da doença no município.
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  • ANDREA NUNES FIGUEIRA
  • AVALIAÇÃO DA COBERTURA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE NO COMBATE À HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM/PA ATRAVÉS DE ANÁLISE ESPACIAL
  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 09/10/2015
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  • A hanseníase ainda representa um grave problema de saúde pública no Brasil. É uma doença conhecida há milênios, porém, apesar de todos os esforços efetivamente empregados até o momento, ainda continua sendo um sério problema de saúde pública. No país este problema ainda é uma questão a ser solucionada, no estado do Pará há varias regiões com altas taxas de detecção da doença. Este estudo tem como objetivo avaliar a cobertura das unidades básicas de saúde e sua influência no combate à hanseníase no município de Santarém/Pa, através do uso de indicadores e análise espacial. Foram utilizados a base do SINAN para realização de visitas domiciliares e avaliação dos casos de hanseníase notificados no período de 2003 a 2013 e também de seus contatos, e foram analisados dados de escolares através de visitas a quatro escolas da rede pública no ano de 2014. Durante as visitas foram feitos georreferenciamento, exame clínico e coleta sorológica para análise anti-PGL-I de escolares assim como a pacientes e seus contatos domiciliares. As unidades de saúde de cada bairro foram mapeadas para análise de cobertura populacional. Do total de 756 casos de hanseníase que fizeram tratamento entre 2003 e 2013 no município de Santarém, 504 pertencem à zona urbana e destes, 416 foram mapeados, correspondendo à 82,5% de casos da zona urbana. Quanto à classificação, 196 foram classificados como Paucibacilares e 220 como Multibacilares. O grau de incapacidade no momento do diagnóstico ficou distribuído como 222 pessoas com grau 0, 97 com grau I e 28 com grau II de incapacidade. Quanto ao modo de detecção, 196 foram por encaminhamento, 193 por demanda espontânea, 13 por exame de contatos e 05 por exame de coletividade. Durante o estudo foram contabilizadas 10 equipes de EACS e 23 equipes de ESF. Foram identificados como caso novo para hanseníase 37 comunicantes e 08 escolares, o que corresponde a 45 casos novos. Para a análise do PGL-I, 436 pessoas aceitaram realizar a coleta, 328 comunicantes e 108 escolares, destes, 48 escolares e 132 contatos foram positivos para o anti-PGL-I, a maioria deles encontravam-se em áreas descobertas. Conclui-se que dentro das áreas de abrangência das Unidades Básicas de Saúde a baixa cobertura das áreas atendidas tem refletido na distribuição e baixo índice de detecção de casos de hanseníase em Santarém, o que pode ser evidenciado pelo alto número de casos geo-localizados nas áreas descobertas, demonstrando a influência dessas áreas para a disseminação da doença no município.
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  • AMANDA AZEVEDO RICARTT
  • AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA E SUBCRÔNICA DO EXTRATO HIDROALCÓOLICO DE Justicia pectoralis Jacq. (Acanthaceae)
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 22/10/2015
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  • A espécie Justicia pectoralis Jacq. é uma planta medicinal, conhecida popularmente como “chambᔠno Brasil, e como “tilo” em vários países da América do Sul e Central, amplamente utilizada pela população para o tratamento de diversas patologias, principalmente doenças do trato respiratório e distúrbios nervosos. Porém, mesmo possuindo várias atividades farmacológicas confirmadas, as informações a respeito da toxicidade pré-clínica desta espécie, são escassas. A espécie J. pectoralis Jacq. encontra-se na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse pelo SUS (RENISUS) e está sendo cultivada em cultura orgânica na Região Norte, no Arranjo Produtivo Local de Plantas Medicinais e Fitoterápicos de Santarém (APL). Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi investigar os possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos da administração aguda e subcrônica do extrato hidroalcóolico de J. pectoralis (EHAJP), assim como caracterizar a droga vegetal. O potencial neurotóxico do EHAJP foi avaliado por meio dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris, caixa claro/escuro, campo aberto, barra giratória e labirinto em Y. A avaliação do potencial hepatotóxico foi realizada através da determinação quantitativa dos níveis plasmáticos das enzimas ALT, AST e FA dos animais. O perfil fitoquímico foi determinado por cromatografia em camada delgada (CCD). Os resultados obtidos quanto às características da droga vegetal estão de acordo com outros trabalhos realizados com a espécie, o EHAJP teve um bom percentual de rendimento e a prospecção fitoquímica revelou a presença de cumarinas e flavonoides. O tratamento subcrônico de 21 dias com o EHAJP demonstrou ausência de alterações significativas sobre o peso corporal ou de mortalidade. Com relação aos testes comportamentais, o tratamento agudo com as doses 250, 500 e 750mg/kg do EHAJP não demonstrou efeitos neurotóxicos. No entanto, os efeitos do tratamento subcrônico com o EHAJP ocasionaram variações significativas em alguns parâmetros analisados, incluindo uma toxicidade moderada na maior dose testada, e efeitos sobre o SNC dos animais, melhorando o seu desempenho nos testes de avaliação da memória espacial e aprendizagem. Os resultados obtidos quanto à avaliação bioquímica, mostraram que os efeitos da administração de 21 dias do EHAJP não alteraram os níveis plasmáticos das enzimas ALT, AST e FA, demonstrando ausência de hepatotoxicidade. Os resultados deste estudo fornecem informações sobre a toxicidade da espécie J. pectoralis e ressaltam a necessidade de novas pesquisas para ampliar o conhecimento a respeito da segurança de plantas medicinais.
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  • AMANDA AZEVEDO RICARTT
  • AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA E SUBCRÔNICA DO EXTRATO HIDROALCÓOLICO DE Justicia pectoralis Jacq. (Acanthaceae)
  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 22/10/2015
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  • A espécie Justicia pectoralis Jacq. é uma planta medicinal, conhecida popularmente como “chambᔠno Brasil, e como “tilo” em vários países da América do Sul e Central, amplamente utilizada pela população para o tratamento de diversas patologias, principalmente doenças do trato respiratório e distúrbios nervosos. Porém, mesmo possuindo várias atividades farmacológicas confirmadas, as informações a respeito da toxicidade pré-clínica desta espécie, são escassas. A espécie J. pectoralis Jacq. encontra-se na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse pelo SUS (RENISUS) e está sendo cultivada em cultura orgânica na Região Norte, no Arranjo Produtivo Local de Plantas Medicinais e Fitoterápicos de Santarém (APL). Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi investigar os possíveis efeitos neurotóxicos e hepatotóxicos da administração aguda e subcrônica do extrato hidroalcóolico de J. pectoralis (EHAJP), assim como caracterizar a droga vegetal. O potencial neurotóxico do EHAJP foi avaliado por meio dos testes comportamentais: labirinto aquático de Morris, caixa claro/escuro, campo aberto, barra giratória e labirinto em Y. A avaliação do potencial hepatotóxico foi realizada através da determinação quantitativa dos níveis plasmáticos das enzimas ALT, AST e FA dos animais. O perfil fitoquímico foi determinado por cromatografia em camada delgada (CCD). Os resultados obtidos quanto às características da droga vegetal estão de acordo com outros trabalhos realizados com a espécie, o EHAJP teve um bom percentual de rendimento e a prospecção fitoquímica revelou a presença de cumarinas e flavonoides. O tratamento subcrônico de 21 dias com o EHAJP demonstrou ausência de alterações significativas sobre o peso corporal ou de mortalidade. Com relação aos testes comportamentais, o tratamento agudo com as doses 250, 500 e 750mg/kg do EHAJP não demonstrou efeitos neurotóxicos. No entanto, os efeitos do tratamento subcrônico com o EHAJP ocasionaram variações significativas em alguns parâmetros analisados, incluindo uma toxicidade moderada na maior dose testada, e efeitos sobre o SNC dos animais, melhorando o seu desempenho nos testes de avaliação da memória espacial e aprendizagem. Os resultados obtidos quanto à avaliação bioquímica, mostraram que os efeitos da administração de 21 dias do EHAJP não alteraram os níveis plasmáticos das enzimas ALT, AST e FA, demonstrando ausência de hepatotoxicidade. Os resultados deste estudo fornecem informações sobre a toxicidade da espécie J. pectoralis e ressaltam a necessidade de novas pesquisas para ampliar o conhecimento a respeito da segurança de plantas medicinais.
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  • JOSÉ DELFIN DE FIGUEIREDO FILHO
  • SINALIZAÇÃO PURINÉRGICO-NITRÉRGICA NA RESPOSTA ADAPTATIVA (“AIڔ) DO TAMBAQUI (Colossoma macropomum) A HIPÓXIA
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 03/11/2015
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  • Neste estudo avaliamos a participação de mecanismos purinérgicos e nitrérgicos de regulação na resposta comportamental à hipóxia ambiental em espécimes juvenis de Colossoma macropomum (Cm), conhecida pelos povos da Amazônia como “aiu”, um termo aborígene, que significa “busca de ar”. Neste comportamento, foi descrito protusão do lábio mandibular inferior em forma de pá usada para lançar o ar misturado com água superficial em direção às brânquias. Este estudo pretendeu investigar (1) o surgimento desta protusão labial ao associá- la a massa corporal, glicemia, oxigênio dissolvido (OD), pH, temperatura, concentração de nitrito plasmático, adenosina e nitrito labial na hipóxia severa crônica (14 dias) ou aguda (3 h); e, (2) a dependência da resposta nitrérgica sistêmica e labial a mecanismos reguladores purinérgicos via receptores A1 e/ou A2 reconhecidamente disparadores de respostas vasodilatadoras locais à diminuição da oferta de (OD) tecidual. Para a consecução destes objetivos, organizamos dois grupos experimentais: Experimento 1: Reunimos 10 peixes jovens (120 dias), pesando em torno de 110 g e os distribuímos aleatoriamente em tanques de 250 l. Após período de adaptação de 10 dias, os submetemos à hipóxia progressiva com a simples retirada das bombas de aeração dos tanques. Aos 7 e 14 dias de observação, coletouse plasma para dosagem de glicose e nitrito, procedem-se medidas de peso e comprimento dos peixes, [OD], temperatura, pH, amônia reduzida e nitrato na água do tanque. A partir do primeiro dia, todos os peixes já expressavam protusão labial. No Experimento 2: O objetivo foi estudar a protusão labial como diferença para o grupo 1. Aguardamos o alcance ao redor de 2 mg/ml de OD para a administração das drogas. A latência de tempo para o surgimento da protusão labial foi mensurada e variou de acordo com o peso médio dos grupos, mas todos os peixes independente da droga administrada, evoluíram para o “aiu”. Coletas de sangue, para medidas de nitrito, ocorreram no instante do surgimento da protusão labial. Os peixes foram sacrificados após imersão em água gelada (4 °C) e os lábios protusos dessecados, pesados e homogeneizados para medida de conteúdo de adenosina e nitrito. Os resultados mostraram que: (1) a diminuição da oferta de OD severa e crônica resultou no surgimento de protusão labial, no potente aumento da concentração de nitrito (NO) no plasma, diminuição discreta e progressiva da massa corporal, mas não interferiu na regulação da glicemia diminuída pelo jejum; (2) a diminuição da oferta de OD severa e aguda resultou em surgimento de protusão labial, potente aumento da concentração de nitrito no plasma, adenosina e nitrito no lábio protuso; (3) a latência de protusão guardou correlação direta com OD e inversa com a massa corporal; (4) o bloqueio de receptores A2 por DMPX diminuiu a concentração de nitrito sistêmico e labial, indicando que estes receptores atuam estimulando a síntese de NO na hipóxia, e, por sua vez, a ativação de receptores A1 por R-PIA, ou bloqueio por DPCPX, não eliciaram qualquer efeito na concentração de nitrito plasmático, ou labial, indicando que este receptor não participa da regulação da síntese de NO labial ou sistêmica; (5) o bloqueio da síntese de NO por L-NAME resultou no aumento do conteúdo labial de adenosina, denotando ação inibidora do NO na liberação de adenosina pelo lábio protuso. (6) o bloqueio de receptores A2 ou A1 pelos mesmos antagonistas resultou em aumento do conteúdo labial de adenosina, e que, o contrário ocorreu pela ativação A1 confirmando um tônus inibidor endógeno da adenosina sobre sua própria secreção no lábio protuso. Essas evidências indiretas conduzem à hipótese de que a adenosina poderia exercer ação reguladora via receptores A2 na resposta nitrérgica sistêmica e tecidual resultante à diminuição da oferta de oxigênio ambiente, bem como, na sua própria secreção por retroalimentação negativa diretamente por ativação A1 ou indiretamente via liberação de NO dependente de ativação A2 no lábio protuso. A ausência de atividade A1, regulando a síntese de NO sistêmico, ou labial, restringe sua ação à modulação estritamente purinérgica tecidual. No entanto, outras investigações deverão ser conduzidas para confirmar estas proposições
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  • JOSÉ DELFIN DE FIGUEIREDO FILHO
  • SINALIZAÇÃO PURINÉRGICO-NITRÉRGICA NA RESPOSTA ADAPTATIVA (“AIڔ) DO TAMBAQUI (Colossoma macropomum) A HIPÓXIA
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 03/11/2015
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  • Neste estudo avaliamos a participação de mecanismos purinérgicos e nitrérgicos de regulação na resposta comportamental à hipóxia ambiental em espécimes juvenis de Colossoma macropomum (Cm), conhecida pelos povos da Amazônia como “aiu”, um termo aborígene, que significa “busca de ar”. Neste comportamento, foi descrito protusão do lábio mandibular inferior em forma de pá usada para lançar o ar misturado com água superficial em direção às brânquias. Este estudo pretendeu investigar (1) o surgimento desta protusão labial ao associá- la a massa corporal, glicemia, oxigênio dissolvido (OD), pH, temperatura, concentração de nitrito plasmático, adenosina e nitrito labial na hipóxia severa crônica (14 dias) ou aguda (3 h); e, (2) a dependência da resposta nitrérgica sistêmica e labial a mecanismos reguladores purinérgicos via receptores A1 e/ou A2 reconhecidamente disparadores de respostas vasodilatadoras locais à diminuição da oferta de (OD) tecidual. Para a consecução destes objetivos, organizamos dois grupos experimentais: Experimento 1: Reunimos 10 peixes jovens (120 dias), pesando em torno de 110 g e os distribuímos aleatoriamente em tanques de 250 l. Após período de adaptação de 10 dias, os submetemos à hipóxia progressiva com a simples retirada das bombas de aeração dos tanques. Aos 7 e 14 dias de observação, coletouse plasma para dosagem de glicose e nitrito, procedem-se medidas de peso e comprimento dos peixes, [OD], temperatura, pH, amônia reduzida e nitrato na água do tanque. A partir do primeiro dia, todos os peixes já expressavam protusão labial. No Experimento 2: O objetivo foi estudar a protusão labial como diferença para o grupo 1. Aguardamos o alcance ao redor de 2 mg/ml de OD para a administração das drogas. A latência de tempo para o surgimento da protusão labial foi mensurada e variou de acordo com o peso médio dos grupos, mas todos os peixes independente da droga administrada, evoluíram para o “aiu”. Coletas de sangue, para medidas de nitrito, ocorreram no instante do surgimento da protusão labial. Os peixes foram sacrificados após imersão em água gelada (4 °C) e os lábios protusos dessecados, pesados e homogeneizados para medida de conteúdo de adenosina e nitrito. Os resultados mostraram que: (1) a diminuição da oferta de OD severa e crônica resultou no surgimento de protusão labial, no potente aumento da concentração de nitrito (NO) no plasma, diminuição discreta e progressiva da massa corporal, mas não interferiu na regulação da glicemia diminuída pelo jejum; (2) a diminuição da oferta de OD severa e aguda resultou em surgimento de protusão labial, potente aumento da concentração de nitrito no plasma, adenosina e nitrito no lábio protuso; (3) a latência de protusão guardou correlação direta com OD e inversa com a massa corporal; (4) o bloqueio de receptores A2 por DMPX diminuiu a concentração de nitrito sistêmico e labial, indicando que estes receptores atuam estimulando a síntese de NO na hipóxia, e, por sua vez, a ativação de receptores A1 por R-PIA, ou bloqueio por DPCPX, não eliciaram qualquer efeito na concentração de nitrito plasmático, ou labial, indicando que este receptor não participa da regulação da síntese de NO labial ou sistêmica; (5) o bloqueio da síntese de NO por L-NAME resultou no aumento do conteúdo labial de adenosina, denotando ação inibidora do NO na liberação de adenosina pelo lábio protuso. (6) o bloqueio de receptores A2 ou A1 pelos mesmos antagonistas resultou em aumento do conteúdo labial de adenosina, e que, o contrário ocorreu pela ativação A1 confirmando um tônus inibidor endógeno da adenosina sobre sua própria secreção no lábio protuso. Essas evidências indiretas conduzem à hipótese de que a adenosina poderia exercer ação reguladora via receptores A2 na resposta nitrérgica sistêmica e tecidual resultante à diminuição da oferta de oxigênio ambiente, bem como, na sua própria secreção por retroalimentação negativa diretamente por ativação A1 ou indiretamente via liberação de NO dependente de ativação A2 no lábio protuso. A ausência de atividade A1, regulando a síntese de NO sistêmico, ou labial, restringe sua ação à modulação estritamente purinérgica tecidual. No entanto, outras investigações deverão ser conduzidas para confirmar estas proposições
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  • DALIANE FERREIRA MARINHO
  • AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO TERAPÊUTICA DA FORMULAÇÃO EM GEL DO OLEORRESINA DE Copaifera duckei DWYER EM USO TÓPICO POR FONOFORESE.
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 04/11/2015
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  • O ultrassom (US) terapêutico é uma das terapias físicas mais utilizadas na Fisioterapia como recurso eletrotermoterapêutico para o controle do processo inflamatório e aceleração do processo de cicatrização tecidual. Dentre as modalidades de aplicação do US terapêutico temos o método de fonoforese. Ha muito tempo o OR de copaíba é reconhecido e utilizado por comunidades tradicionais como recurso natural no tratamento de afecções inflamatórias. Este estudo procura estudar a aplicação associada do OR de copaíba em gel com o método de fonoforese, visto que ainda são poucas as pesquisas desenvolvidas nessa temática, e inexistentes em relação à espécie Copaifera duckei Dwyer. Assim, esse trabalho teve como objetivo principal avaliar a ação terapêutica de um gel fitoterápico do OR de C.duckei administrado através do método de fonoforese sobre a fase inflamatória do processo de reparação muscular. Para isso foi realizada uma pesquisa experimental com a produção de um gel de C.duckei a 10% e em seguida sua administração por fonoforese sobre o músculo gastrocnêmio submetido a trauma induzido por mecanismo tipo queda livre, a fim de analisar sua ação sobre a fase inflamatória do processo de recuperação muscular, considerando-se as variáveis de análise histológica, fibrose, necrose, edema, infiltrado inflamatório e células com núcleos centralizados. Análises adicionais quanto à toxicidade aguda e em aplicações de doses repetidas também foram realizadas através da utilização dos protocolos OCDE 404 e OCDE 410, e outras análises quanto ao pH e a transmissibilidade do gel, além do potencial de abertura sobre o estrato córneo da pele também foram realizadas. Os dados relativos a estas análises foram tabulados em planilhas do software Excell (Microsoft ® - EUA), e posteriormente receberam tratamento estatístico pelo software BioEstat 5.3. Para este estudo experimental foi admitido o nível de significância de 0,05 (α=0,05 ou 5%), para um erro amostral de 5% em todas as análises. Concluímos que todas as terapias utilizadas mostraram resultados sign
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  • DALIANE FERREIRA MARINHO
  • AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO TERAPÊUTICA DA FORMULAÇÃO EM GEL DO OLEORRESINA DE Copaifera duckei DWYER EM USO TÓPICO POR FONOFORESE.
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 04/11/2015
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  • O ultrassom (US) terapêutico é uma das terapias físicas mais utilizadas na Fisioterapia como recurso eletrotermoterapêutico para o controle do processo inflamatório e aceleração do processo de cicatrização tecidual. Dentre as modalidades de aplicação do US terapêutico temos o método de fonoforese. Ha muito tempo o OR de copaíba é reconhecido e utilizado por comunidades tradicionais como recurso natural no tratamento de afecções inflamatórias. Este estudo procura estudar a aplicação associada do OR de copaíba em gel com o método de fonoforese, visto que ainda são poucas as pesquisas desenvolvidas nessa temática, e inexistentes em relação à espécie Copaifera duckei Dwyer. Assim, esse trabalho teve como objetivo principal avaliar a ação terapêutica de um gel fitoterápico do OR de C.duckei administrado através do método de fonoforese sobre a fase inflamatória do processo de reparação muscular. Para isso foi realizada uma pesquisa experimental com a produção de um gel de C.duckei a 10% e em seguida sua administração por fonoforese sobre o músculo gastrocnêmio submetido a trauma induzido por mecanismo tipo queda livre, a fim de analisar sua ação sobre a fase inflamatória do processo de recuperação muscular, considerando-se as variáveis de análise histológica, fibrose, necrose, edema, infiltrado inflamatório e células com núcleos centralizados. Análises adicionais quanto à toxicidade aguda e em aplicações de doses repetidas também foram realizadas através da utilização dos protocolos OCDE 404 e OCDE 410, e outras análises quanto ao pH e a transmissibilidade do gel, além do potencial de abertura sobre o estrato córneo da pele também foram realizadas. Os dados relativos a estas análises foram tabulados em planilhas do software Excell (Microsoft ® - EUA), e posteriormente receberam tratamento estatístico pelo software BioEstat 5.3. Para este estudo experimental foi admitido o nível de significância de 0,05 (α=0,05 ou 5%), para um erro amostral de 5% em todas as análises. Concluímos que todas as terapias utilizadas mostraram resultados sign
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  • GIOVANA ANDREIA GIBBERT DE SOUZA
  • ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DO ÓLEORRESINA DA Copaifera reticulata SOBRE O Plasmodium berghei EM MODELO EXPERIMENTAL DE CAMUNDONGOS BALB/c
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 04/11/2015
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  • A malária apresenta-se como um quadro febril cíclico, seguido de calafrio, sudorese intensa e profusa, náusea, vômito, palidez e debilidade física, que se intensificam de acordo com o nível de parasitemia e a espécie de plasmódio que infectou o indivíduo. As espécies que predominantemente infectam os humanos são o Plasmodium vivax e o Plasmodium falciparum, cuja infecção pode levar ao quadro de malária grave. Atualmente, uma gama de medicamentos utilizados no tratamento da malária vem se tornando ineficiente, pois algumas cepas de P. vivax e P. falciparum já apresentam múltipla resistência a estes fármacos. Dentro deste contexto, faz-se necessário a busca de novas alternativas terapêuticas com finalidade antimalárica e com a grande variabilidade da flora da região Amazônica, muitas plantas vêm sendo estudadas com este propósito. A Copaífera reticulata é uma planta que se distribui por toda a região Amazônica, e o seu oleorresina apresenta entre outras ações terapêuticas, a atividade antiparasitária contra a L. amazonensis. Para a análise da atividade farmacológica da C. reticulata, foram utilizados camundongos da linhagem BALB/c, infectados com aproximadamente 106 eritrócitos parasitados pelo P. berghei, cuja evolução da parasitemia foi observada no decorrer do tratamento de 7 dias com a C. reticulata nas doses de 200 mg, 100 mg e 10 mg e os parâmetros hematológicos e bioquímicos foram analisados ao final do tratamento. As análises nos mostraram que o oleorresina de C. reticulata é capaz de diminuir os níveis de parasitemia dos animais infectados pelo P. berghei, sendo que as doses de 200 mg e 100 mg alcançaram uma supressão dos índices parasitêmicos que se assemelha ao resultado apresentado pela Artemisinina 100 mg (Índice de Supressão = C. reticulata 200 mg: 95,70%; C. reticulata 100 mg: 93,39% e Artemisinina 100 mg: 95,36%). Além disso, o tratamento com o oleorresina promoveu a melhora do quadro hipoglicêmico, hematológico, hepático e renal apresentado pelos animais infectados. Assim concluímos que o tratamento com a C. reticulata é capaz de melhorar os aspectos bioquímicos e hematológicos dos animais infectados pelo P. berghei, além de atuar de forma direta na redução da parasitemia dos animais infectados, comprovando assim a atividade antimalárica.
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  • GIOVANA ANDREIA GIBBERT DE SOUZA
  • ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DO ÓLEORRESINA DA Copaifera reticulata SOBRE O Plasmodium berghei EM MODELO EXPERIMENTAL DE CAMUNDONGOS BALB/c
  • Orientador : WALDINEY PIRES MORAES
  • Data: 04/11/2015
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  • A malária apresenta-se como um quadro febril cíclico, seguido de calafrio, sudorese intensa e profusa, náusea, vômito, palidez e debilidade física, que se intensificam de acordo com o nível de parasitemia e a espécie de plasmódio que infectou o indivíduo. As espécies que predominantemente infectam os humanos são o Plasmodium vivax e o Plasmodium falciparum, cuja infecção pode levar ao quadro de malária grave. Atualmente, uma gama de medicamentos utilizados no tratamento da malária vem se tornando ineficiente, pois algumas cepas de P. vivax e P. falciparum já apresentam múltipla resistência a estes fármacos. Dentro deste contexto, faz-se necessário a busca de novas alternativas terapêuticas com finalidade antimalárica e com a grande variabilidade da flora da região Amazônica, muitas plantas vêm sendo estudadas com este propósito. A Copaífera reticulata é uma planta que se distribui por toda a região Amazônica, e o seu oleorresina apresenta entre outras ações terapêuticas, a atividade antiparasitária contra a L. amazonensis. Para a análise da atividade farmacológica da C. reticulata, foram utilizados camundongos da linhagem BALB/c, infectados com aproximadamente 106 eritrócitos parasitados pelo P. berghei, cuja evolução da parasitemia foi observada no decorrer do tratamento de 7 dias com a C. reticulata nas doses de 200 mg, 100 mg e 10 mg e os parâmetros hematológicos e bioquímicos foram analisados ao final do tratamento. As análises nos mostraram que o oleorresina de C. reticulata é capaz de diminuir os níveis de parasitemia dos animais infectados pelo P. berghei, sendo que as doses de 200 mg e 100 mg alcançaram uma supressão dos índices parasitêmicos que se assemelha ao resultado apresentado pela Artemisinina 100 mg (Índice de Supressão = C. reticulata 200 mg: 95,70%; C. reticulata 100 mg: 93,39% e Artemisinina 100 mg: 95,36%). Além disso, o tratamento com o oleorresina promoveu a melhora do quadro hipoglicêmico, hematológico, hepático e renal apresentado pelos animais infectados. Assim concluímos que o tratamento com a C. reticulata é capaz de melhorar os aspectos bioquímicos e hematológicos dos animais infectados pelo P. berghei, além de atuar de forma direta na redução da parasitemia dos animais infectados, comprovando assim a atividade antimalárica.
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  • JULIANA MACHADO PORTELA
  • RELEVÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DO TATU (Dasypus novemcinctus) NA TRANSMISSÃO DO Mycobacterium leprae EM COMUNIDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE BELTERRA, PARÁ.
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 04/11/2015
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  • Um dos reservatórios ambientais já relatados de Mycobacterium leprae são os tatús, e sua relação como fonte de infecção já foi confirmada em algumas áreas do sul dos Estados Unidos, enquanto no Brasil essa relação ainda é controversa. Tatús da espécie Dasypus novemcinctus já foram descritos como naturalmente infectados e apesar de sua caça e consumo serem proibidos pelos órgãos de proteção ambiental estes animais são uma fonte alimentar humana comum nas áreas rurais, como no município de Belterra, localizado na região do baixo Amazonas (Pará). Deste modo objetivou-se verificar a importância epidemiológica do contato com tatus na transmissão do Mycobacterium leprae. Foram visitadas as vilas de São Jorge e Corpus Christi no município de Belterra, onde 146 moradores foram avaliados clinicamente, responderam questionário socioeconômico e comportamental e foram submetidos à coleta de sangue para a realização de ELISA para detecção de IgM antiND-O-BSA. Amostras de baço e fígado de cinco tatus da espécie D. novemcinctus capturados na mesma região foram submetidas à extração de DNA e PCR. Três casos de recidiva e um caso novo foram clinicamente diagnosticados no momento da visita (2,7%; 95% IC= 2,75 - 2,81). Foi verificada associação (p ≤ 0,05) entre a atividade de caça, frequência de caça e limpeza do tatu e uma maior prevalência de hanseníase enquanto que a ingestão de tatu e o contato prévio com hansênicos não foram associados à doença. A soropositividade no diagnóstico de exposição ao antígeno PGL-I foi associada ao contato prévio com pacientes hansênicos e ao gênero do indivíduo. Considerando quantitativamente o nível de exposição ao antígeno houve associação entre uma alta frequência de ingestão de carne de tatu e elevação dos valores da densidade óptica obtidos no ELISA. O M. leprae foi detectado com sucesso em fragmentos de baço e fígado de tatus (Dasypus novemcinctus) capturados na região do estudo, sendo 60% dos animais testados positivos no teste da reação em cadeia da polimerase. Os resultados obtidos sugerem que tatus podem atuar como fonte de infecção do M. leprae aos humanos em pequenas comunidades rurais da Amazônia.
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  • JULIANA MACHADO PORTELA
  • RELEVÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DO TATU (Dasypus novemcinctus) NA TRANSMISSÃO DO Mycobacterium leprae EM COMUNIDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE BELTERRA, PARÁ.
  • Orientador : ANTONIO HUMBERTO HAMAD MINERVINO
  • Data: 04/11/2015
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  • Um dos reservatórios ambientais já relatados de Mycobacterium leprae são os tatús, e sua relação como fonte de infecção já foi confirmada em algumas áreas do sul dos Estados Unidos, enquanto no Brasil essa relação ainda é controversa. Tatús da espécie Dasypus novemcinctus já foram descritos como naturalmente infectados e apesar de sua caça e consumo serem proibidos pelos órgãos de proteção ambiental estes animais são uma fonte alimentar humana comum nas áreas rurais, como no município de Belterra, localizado na região do baixo Amazonas (Pará). Deste modo objetivou-se verificar a importância epidemiológica do contato com tatus na transmissão do Mycobacterium leprae. Foram visitadas as vilas de São Jorge e Corpus Christi no município de Belterra, onde 146 moradores foram avaliados clinicamente, responderam questionário socioeconômico e comportamental e foram submetidos à coleta de sangue para a realização de ELISA para detecção de IgM antiND-O-BSA. Amostras de baço e fígado de cinco tatus da espécie D. novemcinctus capturados na mesma região foram submetidas à extração de DNA e PCR. Três casos de recidiva e um caso novo foram clinicamente diagnosticados no momento da visita (2,7%; 95% IC= 2,75 - 2,81). Foi verificada associação (p ≤ 0,05) entre a atividade de caça, frequência de caça e limpeza do tatu e uma maior prevalência de hanseníase enquanto que a ingestão de tatu e o contato prévio com hansênicos não foram associados à doença. A soropositividade no diagnóstico de exposição ao antígeno PGL-I foi associada ao contato prévio com pacientes hansênicos e ao gênero do indivíduo. Considerando quantitativamente o nível de exposição ao antígeno houve associação entre uma alta frequência de ingestão de carne de tatu e elevação dos valores da densidade óptica obtidos no ELISA. O M. leprae foi detectado com sucesso em fragmentos de baço e fígado de tatus (Dasypus novemcinctus) capturados na região do estudo, sendo 60% dos animais testados positivos no teste da reação em cadeia da polimerase. Os resultados obtidos sugerem que tatus podem atuar como fonte de infecção do M. leprae aos humanos em pequenas comunidades rurais da Amazônia.
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  • MARIA BEATRIZ VIANA DOS SANTOS
  • GENOTOXICIDADE DA FRAÇÃO DE TANINOS PURIFICADOS DE Plathymenia reticulata Benth (Fabaceae): TESTE DO MICRONÚCLEO, ENSAIO COMETA E PERFIL DE EXPRESSÃO DO GENE RNR3
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 12/11/2015
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  • Plathymenia reticulata Benth (Fabaceae) é uma planta medicinal, popularmente conhecida como vinhático, o qual é tradicionalmente utilizada no Brasil para o tratamento de processos inflamatórios, infecções e hemorragias, além de atividade antimicrobianas e antiofídicas, sendo efetiva na neutralização/ inibição de efeitos causados pelo envenenamento por picadas de serpentes do gênero Bothrops. Existem poucos estudos que demonstrem a total eficácia do extrato da casca de P. reticulata e avaliem seu potencial toxicológico/mutagênico. Já foi comprovado que o extrato hidroalcóolico de P. reticulata possui propriedades mutagênicas in vitro. No presente trabalho avaliou-se o potencial mutagênico/genotóxico de taninos condensados purificados a partir do extrato da casca de P. reticulata (TCPr) in vivo em células de camundongos e análise do perfil de expressão gênica do gene RNR3 em leveduras Saccharomyces cerevisiae tratadas com o extrato. As amostras (casca) foram coletadas na comunidade de Cucurunã, Santarém-PA e purificadas no Laboratório de Bioprospecção e Biologia Experimental (UFOPA). Para as análises in vivo, camundongos Swiss foram tratados via oral com três diferentes doses de TCPr (25, 50 e 500 mg Kg-1) e controles negativo (10ml Kg-1 de água destilada) e positivo, sendo estes: ciclofosfamida para o Teste de micronúcleo (n=6/ grupo) e Doxorrubicina em Ensaio Cometa (n=8/ grupo) por 24hs. Para as análises a nível molecular, culturas de S. cerevisiae (Δycf1) foram expostas às concentrações de 30, 60 e 125 µg ml-1 do extrato de TCPr. A expressão do gene RNR3 foi analisado pela técnica de qRT-PCR. A frequência de eritrócitos policromáticos micronucleados (PCEMN) não variou significativamente entre os grupos tratamentos comparados ao controle negativo (p<0,05), o que demonstra que a fração de TCPr não apresenta efeito clastogênico e/ou aneugênico na medula óssea dos camundongos para as dosagens investigadas. No Ensaio Cometa, nenhuma diferença estatística significativa foi observada nos valores médios de Escore/ID. Além disso, foi demonstrado a prevalência das classes 0 e 1 em todos os grupos experimentais, não evidenciando, assim, potencial genotóxico nos eritrócitos sanguíneos dos animais testados. Por outro lado, a fração TCPr (a 125 µg ml-1) induziu um significativo aumento de 32 vezes na expressão do gene RNR3, indicando um provável efeito de estresse genotóxico nas células de S. cerevisiae. Nas condições experimentais apresentadas, verificamos que a fração TCPr não é mutagênica e/ou genotóxica in vivo, porém foi capaz de induzir danos ao DNA em células de leveduras como demonstrado pelo aumento da expressão do gene RNR3 na maior concentração testada.
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  • MARIA BEATRIZ VIANA DOS SANTOS
  • GENOTOXICIDADE DA FRAÇÃO DE TANINOS PURIFICADOS DE Plathymenia reticulata Benth (Fabaceae): TESTE DO MICRONÚCLEO, ENSAIO COMETA E PERFIL DE EXPRESSÃO DO GENE RNR3
  • Orientador : LUIS REGINALDO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 12/11/2015
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  • Plathymenia reticulata Benth (Fabaceae) é uma planta medicinal, popularmente conhecida como vinhático, o qual é tradicionalmente utilizada no Brasil para o tratamento de processos inflamatórios, infecções e hemorragias, além de atividade antimicrobianas e antiofídicas, sendo efetiva na neutralização/ inibição de efeitos causados pelo envenenamento por picadas de serpentes do gênero Bothrops. Existem poucos estudos que demonstrem a total eficácia do extrato da casca de P. reticulata e avaliem seu potencial toxicológico/mutagênico. Já foi comprovado que o extrato hidroalcóolico de P. reticulata possui propriedades mutagênicas in vitro. No presente trabalho avaliou-se o potencial mutagênico/genotóxico de taninos condensados purificados a partir do extrato da casca de P. reticulata (TCPr) in vivo em células de camundongos e análise do perfil de expressão gênica do gene RNR3 em leveduras Saccharomyces cerevisiae tratadas com o extrato. As amostras (casca) foram coletadas na comunidade de Cucurunã, Santarém-PA e purificadas no Laboratório de Bioprospecção e Biologia Experimental (UFOPA). Para as análises in vivo, camundongos Swiss foram tratados via oral com três diferentes doses de TCPr (25, 50 e 500 mg Kg-1) e controles negativo (10ml Kg-1 de água destilada) e positivo, sendo estes: ciclofosfamida para o Teste de micronúcleo (n=6/ grupo) e Doxorrubicina em Ensaio Cometa (n=8/ grupo) por 24hs. Para as análises a nível molecular, culturas de S. cerevisiae (Δycf1) foram expostas às concentrações de 30, 60 e 125 µg ml-1 do extrato de TCPr. A expressão do gene RNR3 foi analisado pela técnica de qRT-PCR. A frequência de eritrócitos policromáticos micronucleados (PCEMN) não variou significativamente entre os grupos tratamentos comparados ao controle negativo (p<0,05), o que demonstra que a fração de TCPr não apresenta efeito clastogênico e/ou aneugênico na medula óssea dos camundongos para as dosagens investigadas. No Ensaio Cometa, nenhuma diferença estatística significativa foi observada nos valores médios de Escore/ID. Além disso, foi demonstrado a prevalência das classes 0 e 1 em todos os grupos experimentais, não evidenciando, assim, potencial genotóxico nos eritrócitos sanguíneos dos animais testados. Por outro lado, a fração TCPr (a 125 µg ml-1) induziu um significativo aumento de 32 vezes na expressão do gene RNR3, indicando um provável efeito de estresse genotóxico nas células de S. cerevisiae. Nas condições experimentais apresentadas, verificamos que a fração TCPr não é mutagênica e/ou genotóxica in vivo, porém foi capaz de induzir danos ao DNA em células de leveduras como demonstrado pelo aumento da expressão do gene RNR3 na maior concentração testada.
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  • JULIANA GAMA DE ALMEIDA
  • EFEITO DE Plathymenia reticulataSOBRE A TOXICIDADE INDUZIDA POR METILMERCÚRIO EM RATOS

  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 26/11/2015
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  • O mercúrio (Hg) é um metal reconhecidamente de alta toxicidade já descrita ao longo dos anos. O metilmercúrio (MeHg) é uma das formas orgânicas deste metal que apresenta maior toxicidade por ter mais facilidade de penetrar as membranas celulares dos órgãos e das barreiras hematoencefálica e placentária causando inúmeras consequências sistêmicas no organismo contaminado. Um dos mecanismos em que se baseia a toxicidade do MeHg é a geração em excesso de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs) causando estresse oxidativo. P.reticulata é uma espécie vegetal comumente conhecida como vinhático cujo uso na medicina popular é bastante difundido principalmente no norte e centro-oeste brasileiros. O extrato da casca de P. reticulata possui em sua composição taninos, flavonóides e outros grupos de compostos de estrutura fenólica, responsáveis em grande parte pelo efeito antioxidante da planta. O objetivo geral deste estudo foi verificar o efeito do extrato aquoso de P. reticulata mediante a contaminação por MeHg durante 21 dias em ratos através dos testes comportamentais e dosagens de Hg em fígado, rins, cérebro e cerebelo. Foi realizado ainda teste in vitro para avaliar atividade antioxidante do extrato aquoso através do teste do radical superóxido. Foram selecionados para os experimentos 48 ratos Wistar machos de pesagem entre 150 e 200g provenientes do Biotério do Laboratório de Bioprospecção e Biologia Experimental (LabbBex) da Universidade Federal do Oeste do Pará. Os animais foram separados nos seguintes grupos (G) com n=6 em cada: G1- Água, G2 - P.reticulata 60mg/kg, G3 - P. reticulata 120mg/kg, G4 - P. reticulata 240mg/Kg, G5 – MeHg 4mg/kg, G6 - P. reticulata 60mg/kg+ MeHg, G7 - P. reticulata 120mg/kg+ MeHg, G8 - P. reticulata 240mg/kg+ MeHg. Após 21 dias de administração diária os animais foram submetidos aos testes comportamentais (Labirinto em Y, Caixa Claro-escuro e Rota-rod), posteriormente eutanasiados e por fim feita a coleta de cérebro, fígado e rins para análises. Os resultados dos testes comportamentais mostraram que os grupos que receberam MeHg tiveram memória de curta e longa duração além de função motora afetadas. No labirinto em Y, a % de alternância dos grupos G1, G2, G3, G4, G5, G6, G7 e G8 foram em média de 65; 62; 71; 62; 33; 75; 41; 20% respectivamente. No teste da barra giratória foi observado que os animais de G5, G6 permaneceram menos tempo sobre a barra giratória, em média de 65,75 segundos. Os animais de G7 e G8 não foram capazes de permanecer na barra giratória. As dosagens de Hg mostraram maior concentração do metal respectivamente em fígado, rins, cerebelo e cérebro. A dose de P. reticulata de 60mg/kg mostrou-se de maneira geral mais eficaz na proteção dos danos causados pelo metal aos órgãos e na memória e aprendizado avaliados nos testes de comportamento. A avaliação in vitro do extrato comprovou atividade antioxidante através da inibição dos radicais superóxidos (respectivos % de inibição: 25,6%, 50,92%, 68% 93% para as concentrações 5 µg/mL, 10 µg/mL, 20 µg/mL e 50 µg/mL.)

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  • JULIANA GAMA DE ALMEIDA
  • EFEITO DE Plathymenia reticulataSOBRE A TOXICIDADE INDUZIDA POR METILMERCÚRIO EM RATOS

  • Orientador : RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 26/11/2015
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  • O mercúrio (Hg) é um metal reconhecidamente de alta toxicidade já descrita ao longo dos anos. O metilmercúrio (MeHg) é uma das formas orgânicas deste metal que apresenta maior toxicidade por ter mais facilidade de penetrar as membranas celulares dos órgãos e das barreiras hematoencefálica e placentária causando inúmeras consequências sistêmicas no organismo contaminado. Um dos mecanismos em que se baseia a toxicidade do MeHg é a geração em excesso de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs) causando estresse oxidativo. P.reticulata é uma espécie vegetal comumente conhecida como vinhático cujo uso na medicina popular é bastante difundido principalmente no norte e centro-oeste brasileiros. O extrato da casca de P. reticulata possui em sua composição taninos, flavonóides e outros grupos de compostos de estrutura fenólica, responsáveis em grande parte pelo efeito antioxidante da planta. O objetivo geral deste estudo foi verificar o efeito do extrato aquoso de P. reticulata mediante a contaminação por MeHg durante 21 dias em ratos através dos testes comportamentais e dosagens de Hg em fígado, rins, cérebro e cerebelo. Foi realizado ainda teste in vitro para avaliar atividade antioxidante do extrato aquoso através do teste do radical superóxido. Foram selecionados para os experimentos 48 ratos Wistar machos de pesagem entre 150 e 200g provenientes do Biotério do Laboratório de Bioprospecção e Biologia Experimental (LabbBex) da Universidade Federal do Oeste do Pará. Os animais foram separados nos seguintes grupos (G) com n=6 em cada: G1- Água, G2 - P.reticulata 60mg/kg, G3 - P. reticulata 120mg/kg, G4 - P. reticulata 240mg/Kg, G5 – MeHg 4mg/kg, G6 - P. reticulata 60mg/kg+ MeHg, G7 - P. reticulata 120mg/kg+ MeHg, G8 - P. reticulata 240mg/kg+ MeHg. Após 21 dias de administração diária os animais foram submetidos aos testes comportamentais (Labirinto em Y, Caixa Claro-escuro e Rota-rod), posteriormente eutanasiados e por fim feita a coleta de cérebro, fígado e rins para análises. Os resultados dos testes comportamentais mostraram que os grupos que receberam MeHg tiveram memória de curta e longa duração além de função motora afetadas. No labirinto em Y, a % de alternância dos grupos G1, G2, G3, G4, G5, G6, G7 e G8 foram em média de 65; 62; 71; 62; 33; 75; 41; 20% respectivamente. No teste da barra giratória foi observado que os animais de G5, G6 permaneceram menos tempo sobre a barra giratória, em média de 65,75 segundos. Os animais de G7 e G8 não foram capazes de permanecer na barra giratória. As dosagens de Hg mostraram maior concentração do metal respectivamente em fígado, rins, cerebelo e cérebro. A dose de P. reticulata de 60mg/kg mostrou-se de maneira geral mais eficaz na proteção dos danos causados pelo metal aos órgãos e na memória e aprendizado avaliados nos testes de comportamento. A avaliação in vitro do extrato comprovou atividade antioxidante através da inibição dos radicais superóxidos (respectivos % de inibição: 25,6%, 50,92%, 68% 93% para as concentrações 5 µg/mL, 10 µg/mL, 20 µg/mL e 50 µg/mL.)

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  • AMANDA DA SILVA FARIAS
  • INDICES DE COLIFORMES EM ÁGUA DO LAGO DO IRIPIXI NO MUNICÍPIO DE ORIXIMINÁ-PARÁ.
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 07/12/2015
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  • A água possui diversas finalidades amplamente conhecidas e por isso é inquestionável a dependência da vida em relação a mesma, no entanto, esse recurso vem sendo ameaçado pelo aumento populacional, pelo desenvolvimento urbano e pela sociedade consumista. A presença de coliformes totais e termotolerantes provenientes de fezes humanas e de animais de sangue quente, na água, representa um risco potencial à saúde do homem, pois esses micro-organismos são excelentes indicadores da qualidade da água, podendo ser, também, um indicativo de presença de patógenos, onde muitas doenças infecciosas são sabidamente de veiculação hídrica. O local do estudo foi escolhido em razão da importância do lago Iripixi para as famílias que residem em suas margens e pela simbologia que representa para a população da cidade de Oriximiná-Pa. Este trabalho objetiva avaliar o índice de coliformes totais, termotolerantes e Escherichia coli como indicativo da balneabilidade na água do lago Iripixi. As coletas foram feitas no período de três meses, abril a junho de 2015, em cinco pontos amostrais, seguindo a metodologia oficial do Standard Methods for the Examination of Walter and Waster (APHA,1998), pela técnica de tubos múltiplos e identificação bioquímica para E. coli. Embora seja notório que o rio sofra influência de despejo de esgoto doméstico, conclui-se que os resultados encontrados nas análises mostraram valores elevados para coliformes totais principalmente no mês de abril no ponto 1 (1.133 NMP/100 mL) e para meses de abril e maio no ponto 3, 1780 e 1.394 NMP/100mL, respectivamente. A água do lago Iripixi vem sofrendo impacto em decorrência da entrada de efluentes (águas servidas, entre outros) que não recebem tratamento e isso pôde ser comprovado pelos resultados encontrados para coliformes termotolerantes no ponto 3 com altos índices no mês de maio, atingindo o patamar de 927 NMP/100mL, e no ponto 4 no mês de abril (850 NMP/100mL). E, apesar dos resultados para coliformes apresentarem valores dentro da conformidade, de acordo com as resoluções brasileiras vigentes, foram identificadas presença de Escherichia coli em 36 (48%) cepas, nas águas analisadas, e portanto deve ser motivo de preocupação e intervenção por parte da sociedade e do poder público municipal especialmente.
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  • AMANDA DA SILVA FARIAS
  • INDICES DE COLIFORMES EM ÁGUA DO LAGO DO IRIPIXI NO MUNICÍPIO DE ORIXIMINÁ-PARÁ.
  • Orientador : ADRIANA CAROPREZO MORINI
  • Data: 07/12/2015
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  • A água possui diversas finalidades amplamente conhecidas e por isso é inquestionável a dependência da vida em relação a mesma, no entanto, esse recurso vem sendo ameaçado pelo aumento populacional, pelo desenvolvimento urbano e pela sociedade consumista. A presença de coliformes totais e termotolerantes provenientes de fezes humanas e de animais de sangue quente, na água, representa um risco potencial à saúde do homem, pois esses micro-organismos são excelentes indicadores da qualidade da água, podendo ser, também, um indicativo de presença de patógenos, onde muitas doenças infecciosas são sabidamente de veiculação hídrica. O local do estudo foi escolhido em razão da importância do lago Iripixi para as famílias que residem em suas margens e pela simbologia que representa para a população da cidade de Oriximiná-Pa. Este trabalho objetiva avaliar o índice de coliformes totais, termotolerantes e Escherichia coli como indicativo da balneabilidade na água do lago Iripixi. As coletas foram feitas no período de três meses, abril a junho de 2015, em cinco pontos amostrais, seguindo a metodologia oficial do Standard Methods for the Examination of Walter and Waster (APHA,1998), pela técnica de tubos múltiplos e identificação bioquímica para E. coli. Embora seja notório que o rio sofra influência de despejo de esgoto doméstico, conclui-se que os resultados encontrados nas análises mostraram valores elevados para coliformes totais principalmente no mês de abril no ponto 1 (1.133 NMP/100 mL) e para meses de abril e maio no ponto 3, 1780 e 1.394 NMP/100mL, respectivamente. A água do lago Iripixi vem sofrendo impacto em decorrência da entrada de efluentes (águas servidas, entre outros) que não recebem tratamento e isso pôde ser comprovado pelos resultados encontrados para coliformes termotolerantes no ponto 3 com altos índices no mês de maio, atingindo o patamar de 927 NMP/100mL, e no ponto 4 no mês de abril (850 NMP/100mL). E, apesar dos resultados para coliformes apresentarem valores dentro da conformidade, de acordo com as resoluções brasileiras vigentes, foram identificadas presença de Escherichia coli em 36 (48%) cepas, nas águas analisadas, e portanto deve ser motivo de preocupação e intervenção por parte da sociedade e do poder público municipal especialmente.
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  • ERVENSON DOS SANTOS ARAGÃO
  • A INFLUENCIA DO FATOR HUMANO NA ESTRUTURA POPULACIONAL E REGENERAÇAO DA CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl.) NO LAGO SAPUCUÁ, ORIXIMINÁ-PARÁ.
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 07/12/2015
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  • A castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl) é uma espécie arbórea nativa da bacia amazônica, de grande porte, comportamento heliófito, ocorrendo geralmente em agregados de alta densidade (castanhais). A ecologia reprodutiva da castanheira é complexa e dependente de animais para a produção e dispersão de frutos. A cutia (Dasyprocta spp, roedor) e o ser humano são os principais agentes dispersores e predadores de sementes destas árvores, existindo na literatura controvérsias em relação a quem dos dois é responsável pela atual distribuição pan-amazônica da espécie e pela tendência ao adensamento nas suas áreas de ocorrência. O objetivo deste trabalho foi analisar as diferenças de estrutura populacional, rebrotação e regeneração de populações de castanheira em duas áreas florestais com diferente grau de interferência humana: “castanhais próximos” e “castanhais distantes” das comunidades ribeirinhas existentes no Lago Sapucuá, em Oriximiná, Pará. A coleta de dados dos indivíduos jovens e adultos foi realizada em dez sítios (sete próximos e três distantes do lago e das comunidades) delineados em parcelas de 60 m de largura e comprimento variável entre 500 e 800 m. A área total amostrada foi de 40,8 ha. Para amostragem de indivíduos regenerantes com DAP < 10 cm (plântulas e varetas) foram desenhadas subparcelas de 20 x 20 m escolhidas de forma aleatória a cada 100 metros da linha central. Inventariaram-se 482 árvores de castanheira (DAP > 10 cm), 102 jovens (21,2%) e 380 adultos (79,8%). Detectaram-se 94 indivíduos regenerantes (DAP < 10 cm), 84 plântulas (89%) e 10 varetas (11%). O fenômeno de rebrotação foi observado em 49 castanheiras (10,2% sobre o total das árvores). Evidências de perturbação direta na planta por fogo (casca queimada) foi detectado em 13,1% das árvores inventariadas e 47,1% das árvores estavam infestados, em diferentes graus de intensidade, por cupins. A densidade média de árvores com DAP > 10 cm foi de 13,7 árvores ha-1, a densidade de jovens foi em média de 3.0 indivíduos ha-1, a densidade de plântulas foi de 10,1 indivíduos ha-1 e a densidade de varetas de 0,3 indivíduos ha-1. Para as duas áreas estudadas os castanhais próximos ao lago mostraram uma densidade de árvores com DAP > 10 cm quatro vezes superior aos castanhais distantes (17,9 por 3,9 árvores ha-1). A densidade de regenerantes potenciais entre as duas áreas também foi diferente: 12,5 plântulas ha-1 nos castanhais próximos por 5,0 plântulas ha-1 nos castanhais distantes. As varetas e os jovens foram detectadas exclusivamente nos castanhais próximo do lago. Esses dados permitem afirmar que a proximidade das comunidades ribeirinhas favorece o recrutamento e adensamento das populações de castanheira já que os castanhais mais “humanizados” foram os que mostraram maiores níveis de regeneração (potencial e estabelecida) e densidade de árvores em relação aos castanhais mais afastados do lago. Conclui-se que o fator humano, em determinadas circunstâncias e por favorecer a abertura de dossel, beneficia a regeneração e adensamento dos castanhais manejados e mais próximos a comunidades rurais. Este fato não exclui que, nesses ambientes, as perturbações humanas possam alteram as características morfométricas das árvores (ex. presença de árvores com rebrota, sinais de fogo).
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  • ERVENSON DOS SANTOS ARAGÃO
  • A INFLUENCIA DO FATOR HUMANO NA ESTRUTURA POPULACIONAL E REGENERAÇAO DA CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa Bonpl.) NO LAGO SAPUCUÁ, ORIXIMINÁ-PARÁ.
  • Orientador : RICARDO SCOLES CANO
  • Data: 07/12/2015
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  • A castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl) é uma espécie arbórea nativa da bacia amazônica, de grande porte, comportamento heliófito, ocorrendo geralmente em agregados de alta densidade (castanhais). A ecologia reprodutiva da castanheira é complexa e dependente de animais para a produção e dispersão de frutos. A cutia (Dasyprocta spp, roedor) e o ser humano são os principais agentes dispersores e predadores de sementes destas árvores, existindo na literatura controvérsias em relação a quem dos dois é responsável pela atual distribuição pan-amazônica da espécie e pela tendência ao adensamento nas suas áreas de ocorrência. O objetivo deste trabalho foi analisar as diferenças de estrutura populacional, rebrotação e regeneração de populações de castanheira em duas áreas florestais com diferente grau de interferência humana: “castanhais próximos” e “castanhais distantes” das comunidades ribeirinhas existentes no Lago Sapucuá, em Oriximiná, Pará. A coleta de dados dos indivíduos jovens e adultos foi realizada em dez sítios (sete próximos e três distantes do lago e das comunidades) delineados em parcelas de 60 m de largura e comprimento variável entre 500 e 800 m. A área total amostrada foi de 40,8 ha. Para amostragem de indivíduos regenerantes com DAP < 10 cm (plântulas e varetas) foram desenhadas subparcelas de 20 x 20 m escolhidas de forma aleatória a cada 100 metros da linha central. Inventariaram-se 482 árvores de castanheira (DAP > 10 cm), 102 jovens (21,2%) e 380 adultos (79,8%). Detectaram-se 94 indivíduos regenerantes (DAP < 10 cm), 84 plântulas (89%) e 10 varetas (11%). O fenômeno de rebrotação foi observado em 49 castanheiras (10,2% sobre o total das árvores). Evidências de perturbação direta na planta por fogo (casca queimada) foi detectado em 13,1% das árvores inventariadas e 47,1% das árvores estavam infestados, em diferentes graus de intensidade, por cupins. A densidade média de árvores com DAP > 10 cm foi de 13,7 árvores ha-1, a densidade de jovens foi em média de 3.0 indivíduos ha-1, a densidade de plântulas foi de 10,1 indivíduos ha-1 e a densidade de varetas de 0,3 indivíduos ha-1. Para as duas áreas estudadas os castanhais próximos ao lago mostraram uma densidade de árvores com DAP > 10 cm quatro vezes superior aos castanhais distantes (17,9 por 3,9 árvores ha-1). A densidade de regenerantes potenciais entre as duas áreas também foi diferente: 12,5 plântulas ha-1 nos castanhais próximos por 5,0 plântulas ha-1 nos castanhais distantes. As varetas e os jovens foram detectadas exclusivamente nos castanhais próximo do lago. Esses dados permitem afirmar que a proximidade das comunidades ribeirinhas favorece o recrutamento e adensamento das populações de castanheira já que os castanhais mais “humanizados” foram os que mostraram maiores níveis de regeneração (potencial e estabelecida) e densidade de árvores em relação aos castanhais mais afastados do lago. Conclui-se que o fator humano, em determinadas circunstâncias e por favorecer a abertura de dossel, beneficia a regeneração e adensamento dos castanhais manejados e mais próximos a comunidades rurais. Este fato não exclui que, nesses ambientes, as perturbações humanas possam alteram as características morfométricas das árvores (ex. presença de árvores com rebrota, sinais de fogo).
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  • JOSIANE DE ALMEIDA PAULINO
  • INFLUÊNCIA DO ENVELHECIMENTO E DO AMBIENTE SOBRE A MORFOLOGIA DA MICRÓGLIA DA REGIÃO SEPTAL LATERAL DE CAMUNDONGOS SUIÇOS ALBINOS
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 10/12/2015
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  • Evidências anteriores mostraram que camundongos fêmeas da linhagem Suíço Albino, quando mantidos em ambiente enriquecido do desmame até 9 ou 23 meses, simulando o estilo de vida ativo, apresentaram melhor performance em testes de memória espacial no labirinto aquático de Morris, e entre objetos deslocados e estacionários nos testes de memória semelhante à episódica. Este estudo investiga a ocorrência de mudanças morfológicas em micróglias da área septal lateral, região que intermedia informações mnêmicas para e do hipocampo, dentre outras regiões límbicas. Foram realizados testes de aglomerados e análises discriminantes das reconstruções morfométricas tridimensionais das micróglias que revelaram fenótipos morfológicos distintos. Em comparação ao tipo II, detectamos que micróglias do tipo I são mais simples, apresentando menor complexidade e encontramos ainda que o envelhecimento, independente do ambiente em que os animais foram criados, promove a retração dos ramos da micróglia diminuindo significativamente o volume dos ramos e das árvores, sua superfície, o número de vértices, o número de segmentos e a complexidade.
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  • JOSIANE DE ALMEIDA PAULINO
  • INFLUÊNCIA DO ENVELHECIMENTO E DO AMBIENTE SOBRE A MORFOLOGIA DA MICRÓGLIA DA REGIÃO SEPTAL LATERAL DE CAMUNDONGOS SUIÇOS ALBINOS
  • Orientador : DOMINGOS LUIS WANDERLEY PICANCO DINIZ
  • Data: 10/12/2015
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  • Evidências anteriores mostraram que camundongos fêmeas da linhagem Suíço Albino, quando mantidos em ambiente enriquecido do desmame até 9 ou 23 meses, simulando o estilo de vida ativo, apresentaram melhor performance em testes de memória espacial no labirinto aquático de Morris, e entre objetos deslocados e estacionários nos testes de memória semelhante à episódica. Este estudo investiga a ocorrência de mudanças morfológicas em micróglias da área septal lateral, região que intermedia informações mnêmicas para e do hipocampo, dentre outras regiões límbicas. Foram realizados testes de aglomerados e análises discriminantes das reconstruções morfométricas tridimensionais das micróglias que revelaram fenótipos morfológicos distintos. Em comparação ao tipo II, detectamos que micróglias do tipo I são mais simples, apresentando menor complexidade e encontramos ainda que o envelhecimento, independente do ambiente em que os animais foram criados, promove a retração dos ramos da micróglia diminuindo significativamente o volume dos ramos e das árvores, sua superfície, o número de vértices, o número de segmentos e a complexidade.
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  • MARCELO ALVES DE SOUZA
  • DECOMPOSIÇÃO FOLIAR E COLONIZAÇÃO POR MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS EM IGARAPÉS DE SANTARÉM – PA
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 17/12/2015
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  • A Amazônia abriga uma série de diversificações sutis na sua composição paisagística, influenciando diretamente na composição biótica e consequentemente nos processos ecológicos ocorridos ali. Apesar do grande empenho dos pesquisadores em estudar esta região, poucos estudos relacionados ao funcionamento ecológico de igarapés, sobretudo envolvendo o processo de decomposição foliar foram realizados até o momento, havendo ainda uma série de questionamentos a serem elucidados. O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de decomposição de três espécies vegetais e a sua colonização por macroinvertebrados aquáticos no município de Santarém - PA. O processamento foi acompanhado por um período de 120 dias (março-julho de 2015) em quatro igarapés de águas claras. Foram utilizados detritos de três espécies vegetais abundantes na mata ciliar da área de estudo: Tococa guianensis Aubl., 1775 (Melastomataceae), Inga stipularis D.C., 1876 (Fabaceae) e Vochysia ferruginea Mart., 1826 (Vochysiaceae). Os principais resultados observados foram: (a) A qualidade dos detritos foliares, especialmente as concentrações de fosfato e compostos estruturais, influenciou na velocidade de decomposição das espécies analisadas. Os detritos de V. ferruginea se decompuseram de forma mais rápida, seguida por T. guianensis e I. stipularis; (b) Não foi observada relação entre a densidade de fragmentadores ou de raspadores com os coeficientes de decomposição foliar; (c) O melhor estado nutricional de folhas não senescentes e a maior resistência de folhas senescentes conferidas pela maior concentração de compostos estruturais, influenciou diretamente no processamento dos detritos, observando-se maiores coeficientes de decomposição para folhas não senescente com diferenças na redução de peso em até 16% entre os dois tratamentos; (d) A composição química das folhas não influenciou significativamente na composição da fauna de macroinvertebrados aquáticos entre as espécies analisadas. Conclui-se que o processo de decomposição foliar nos igarapés de floresta de SantarémPA é dependente da qualidade nutricional e estrutural das espécies vegetais envolvidas, e que deve ser mediado por outra via que não diretamente por macroinvertebrados fragmentadores ou raspadores, corroborando com estudos realizados em outras áreas de clima tropical. Conclui-se também que folhas não senescentes representam um incremento nutricional no processo de decomposição, que mantem a dinâmica de decomposição de folhas senescente, diferindo destas somente na rapidez de condução do processo. De modo que podem ser utilizadas com fins de monitoramento ecológicos de ambientes aquáticos.
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  • MARCELO ALVES DE SOUZA
  • DECOMPOSIÇÃO FOLIAR E COLONIZAÇÃO POR MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS EM IGARAPÉS DE SANTARÉM – PA
  • Orientador : SHEYLA REGINA MARQUES COUCEIRO
  • Data: 17/12/2015
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  • A Amazônia abriga uma série de diversificações sutis na sua composição paisagística, influenciando diretamente na composição biótica e consequentemente nos processos ecológicos ocorridos ali. Apesar do grande empenho dos pesquisadores em estudar esta região, poucos estudos relacionados ao funcionamento ecológico de igarapés, sobretudo envolvendo o processo de decomposição foliar foram realizados até o momento, havendo ainda uma série de questionamentos a serem elucidados. O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de decomposição de três espécies vegetais e a sua colonização por macroinvertebrados aquáticos no município de Santarém - PA. O processamento foi acompanhado por um período de 120 dias (março-julho de 2015) em quatro igarapés de águas claras. Foram utilizados detritos de três espécies vegetais abundantes na mata ciliar da área de estudo: Tococa guianensis Aubl., 1775 (Melastomataceae), Inga stipularis D.C., 1876 (Fabaceae) e Vochysia ferruginea Mart., 1826 (Vochysiaceae). Os principais resultados observados foram: (a) A qualidade dos detritos foliares, especialmente as concentrações de fosfato e compostos estruturais, influenciou na velocidade de decomposição das espécies analisadas. Os detritos de V. ferruginea se decompuseram de forma mais rápida, seguida por T. guianensis e I. stipularis; (b) Não foi observada relação entre a densidade de fragmentadores ou de raspadores com os coeficientes de decomposição foliar; (c) O melhor estado nutricional de folhas não senescentes e a maior resistência de folhas senescentes conferidas pela maior concentração de compostos estruturais, influenciou diretamente no processamento dos detritos, observando-se maiores coeficientes de decomposição para folhas não senescente com diferenças na redução de peso em até 16% entre os dois tratamentos; (d) A composição química das folhas não influenciou significativamente na composição da fauna de macroinvertebrados aquáticos entre as espécies analisadas. Conclui-se que o processo de decomposição foliar nos igarapés de floresta de SantarémPA é dependente da qualidade nutricional e estrutural das espécies vegetais envolvidas, e que deve ser mediado por outra via que não diretamente por macroinvertebrados fragmentadores ou raspadores, corroborando com estudos realizados em outras áreas de clima tropical. Conclui-se também que folhas não senescentes representam um incremento nutricional no processo de decomposição, que mantem a dinâmica de decomposição de folhas senescente, diferindo destas somente na rapidez de condução do processo. De modo que podem ser utilizadas com fins de monitoramento ecológicos de ambientes aquáticos.
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  • LÚCIO THADEU MACÊDO MEIRELES
  • ZONEAMENTO DOS CASOS DE HANSENÍASE NOTIFICADOS NO PERÍODO DE 2003 À 2013 NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM COM A UTILIZAÇÃO DE TÉCNICAS DE ANÁLISE ESPACIAL
  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 21/12/2015
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa granulomatosa crônica causada pelo organismo intracelular obrigatório que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, que pode levar a deficiências físicas graves e deformidades se não for diagnosticada e adequadamente tratada com poliquimioterapia (PQT), em seus estágios iniciais. O objetivo deste trabalho foi analisar a distribuição espacial dos casos de hanseníase no município de Santarém notificados no período de 2003 a 2013 e identificar a soroprevalência de acordo com o nível de anti PGL-I, aplicando técnicas de análise espacial para a identificação e a caracterização das zonas de maior risco de infecção da doença. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica observacional descritiva, do tipo ecológica e retrospectiva. Foi realizado um levantamento sobre os setores censitários existentes definidos pelo IBGE para o município e os seus dados socioeconômicos foram utilizados em um arquivo shape.file. Na coleta de dados foi utilizado os dados existentes na base de dados do SINAN, juntamente com os dados da SESPA e SEMSA, e verificou-se a quantidade total de casos notificados no período, tomamos como base as informações existentes nas fichas de notificação. Dos 756 casos de hanseníase notificados em Santarém, 504 casos residem na zona urbana do município e 252 na zona rural. Foram georreferenciados 416 casos da doença o que corresponde a 82.53% dos casos da zona urbana e a partir daí aplicando as técnicas de análise espacial primeiramente utilizou-se a técnica de densidade de Kernel para a identificação das “áreas quentes” e em seguida a técnica Moran Local (LISA) onde identificou-se dois aglomerados de significância p=0,05; um cluster alto risco e um cluster baixo risco para infecção da doença, e também foram identificados os setores censitários hiperendêmicos. Além disso foram detectados 45 casos novos de hanseníase em uma busca ativa realizada pelo projeto de pesquisa, onde também foram avaliados os contatos domiciliares para a determinação do nível de anti PGL-1. Portanto, fica evidente que a utilização de ferramentas de análise espacial na área da saúde é fundamental, para subsidiar e contribuir com a identificação de regiões mais vulneráveis para o surgimento de doenças infecciosas como no caso a Hanseníase, tendo em vista que diversos fatores condicionantes são fundamentais para seu surgimento na comunidade, e a utilização destas ferramentas além da avaliação do nível sorológico anti PGL-1 pode ser um indicativo do surgimento de novos casos da doença, e portanto manter a equipe de saúde bem treinada e capacitada e usando recursos tecnológicos como a análise espacial pode ser o ponto inicial para compreender a ocorrência, a distribuição e a proliferação do bacilo no espaço geográfico
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  • LÚCIO THADEU MACÊDO MEIRELES
  • ZONEAMENTO DOS CASOS DE HANSENÍASE NOTIFICADOS NO PERÍODO DE 2003 À 2013 NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM COM A UTILIZAÇÃO DE TÉCNICAS DE ANÁLISE ESPACIAL
  • Orientador : GUILHERME AUGUSTO BARROS CONDE
  • Data: 21/12/2015
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa granulomatosa crônica causada pelo organismo intracelular obrigatório que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, que pode levar a deficiências físicas graves e deformidades se não for diagnosticada e adequadamente tratada com poliquimioterapia (PQT), em seus estágios iniciais. O objetivo deste trabalho foi analisar a distribuição espacial dos casos de hanseníase no município de Santarém notificados no período de 2003 a 2013 e identificar a soroprevalência de acordo com o nível de anti PGL-I, aplicando técnicas de análise espacial para a identificação e a caracterização das zonas de maior risco de infecção da doença. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica observacional descritiva, do tipo ecológica e retrospectiva. Foi realizado um levantamento sobre os setores censitários existentes definidos pelo IBGE para o município e os seus dados socioeconômicos foram utilizados em um arquivo shape.file. Na coleta de dados foi utilizado os dados existentes na base de dados do SINAN, juntamente com os dados da SESPA e SEMSA, e verificou-se a quantidade total de casos notificados no período, tomamos como base as informações existentes nas fichas de notificação. Dos 756 casos de hanseníase notificados em Santarém, 504 casos residem na zona urbana do município e 252 na zona rural. Foram georreferenciados 416 casos da doença o que corresponde a 82.53% dos casos da zona urbana e a partir daí aplicando as técnicas de análise espacial primeiramente utilizou-se a técnica de densidade de Kernel para a identificação das “áreas quentes” e em seguida a técnica Moran Local (LISA) onde identificou-se dois aglomerados de significância p=0,05; um cluster alto risco e um cluster baixo risco para infecção da doença, e também foram identificados os setores censitários hiperendêmicos. Além disso foram detectados 45 casos novos de hanseníase em uma busca ativa realizada pelo projeto de pesquisa, onde também foram avaliados os contatos domiciliares para a determinação do nível de anti PGL-1. Portanto, fica evidente que a utilização de ferramentas de análise espacial na área da saúde é fundamental, para subsidiar e contribuir com a identificação de regiões mais vulneráveis para o surgimento de doenças infecciosas como no caso a Hanseníase, tendo em vista que diversos fatores condicionantes são fundamentais para seu surgimento na comunidade, e a utilização destas ferramentas além da avaliação do nível sorológico anti PGL-1 pode ser um indicativo do surgimento de novos casos da doença, e portanto manter a equipe de saúde bem treinada e capacitada e usando recursos tecnológicos como a análise espacial pode ser o ponto inicial para compreender a ocorrência, a distribuição e a proliferação do bacilo no espaço geográfico
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